sábado, 29 de setembro de 2007

Quer saber como está o tempo em Fuji agora?

Os metereologistas apontam previsão de chuva para o Grande Prêmio do Japão, que vai ser realizado a partir das 1:30 de Brasília na madrugada de sábado para domingo. Se você é um daqueles - como eu - que não agüenta esperar e precisa ver como está o tempo em Fuji nesse exato momento, tem duas alternativas:

- Aqui, é apresentado um cenário completo da situação climática, com o boletins mais recentes. O link vem do site Trackpedia, outra excelente fonte para esse tipo de informação.
- Aqui, a prefeitura da cidade disponibiliza duas webcams em tempo real. No momento em que escrevo essas linhas, o céu está completamente nublado. Aliás, o furo foi do Fábio Seixas, no seu ótimo blog.

Pelo que se vê, tudo indica que a prova vai, sim, acontecer em pista molhada. Lewis Hamilton - minha aposta - e Fernando Alonso continuam sendo os favoritos, mas corridas sob chuva são sempre imprevisível. Será que poderemos ter uma grande surpresa?



As seis montadoras envolvidas com a Fórmula 1 aceitaram e, a partir de 2010, os motores da categoria vão precisar durar quatro Grandes Prêmios, duas corridas a mais do que na regra atual. Segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, BMW, Ferrari, Honda, Mercedes, Renault e Toyota chegaram a um acordo com a FIA e devem incorporar, também, o novíssimo "KERS".

Para quem não sabe, a inovação - sigla em inglês para "Sistema de Recuperação de Energia Cinética - é uma novidade que deve revolucionar a Fórmula 1. Trata-se de uma engenhoca que reaproveita parte da energia gasta nas freiadas nos períodos de reaceleração, diminuindo o consumo de combustível e tornando a categoria mais ecologicamente correta.

Até pouco tempo atrás, as montadoras ainda se mostravam céticas em relação ao "KERS". Agora, porém, parece que aceitam a idéia com maior facilidade. Boa notícia não só para o meio ambiente, mas também para a imagem da Fórmula 1, que deve melhorar bastante se o sistema for adaptado para carros de rua. Caso isso aconteça, a economia de combustível no mundo inteiro seria notável.

O acordo que a FIA costurou com as montadoras será bastante vantajoso para as chamadas equipes independentes. Isso porque a entidade estipulou um teto de 10 milhões de dólares para o custo de um motor, quantia razoavelmente baixa para os padrões da Fórmula 1. Max Mosley, o presidente da entidade, parece realmente empenhado em não deixar as montadoras dominarem a categoria.

Williams, Red Bull, Super Aguri e companhia vão continuar com o orçamento bem apertado. Mas já têm uma grande preocupação a menos na cabeça.



O sábado foi agitado no mundo da velocidade. Se não bastasse o treino da Fórmula 1 e a primeira bateria do fim de semana da GP2, ainda tivemos atividades de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa e GT3 Brasil.

Em Zandvoort, na Holanda, a "Copa do Mundo do Automobilismo" definiu os grids de largada para as duas corridas que acontecem amanhã. Num dia de muita chuva, a equipe da África do Sul, com Adrian Zaugg, foi a grande destaque ao cravar ambas as poles. Na corrida inicial - a mais curta - França (Loic Duval) e México (Salvador Durán) completam os três primeiros.

Minhas apostas estão um pouco para trás. A Alemanha (Christian Vietoris) sai de sexto e a Grã-Bretanha (Olivier Jarvis) larga de décimo. Por sua vez, a equipe do Brasil, com Sérgio Jimenez, conseguiu o 12º melhor tempo.

Na prova principal, a segunda do dia, a África do Sul também sai de primeiro. Meus palpites aparecem logo atrás, com a Alemanha em segundo e a Grã-Bretalha em terceiro. A equipe brasileira vem em 13º. Amanhã, apenas esta corrida final será transmitida para o Brasil, pelo Canal Speed, às 9 horas de Brasília.

O fim de semana marca o fim da temporada da Fórmula 3 Inglesa, que fecha o campeonato na pista de Rockingham. Campeão antecipado e aposta dupla do Blog, Marko Asmer sai na frente na primeira corrida e larga em 10º na segunda, que tem Maro Engel na pole. Mario Moraes é 4º e 15º, enquanto Alberto Valério vem em 12º e 9º. A rodada dupla da Fórmula 3 Inglesa não tem transmissão em terras brasileiras.

No autódromo de Curitiba, a GT3 Brasil realizou treinos classificatórios para as duas provas deste domingo. As duplas Xandy Negrão/Andreas Mattheis e Paulo Bonifácio/Alceu Felmann - palpites do Blog - largam em primeiro e segundo, respectivamente, em ambas as corridas. O Sportv mostra os melhores momentos do fim de semana em algum dia da próxima semana, na faixa Grid Motor.


O vídeo do dia é uma propaganda bem-humorada da Shell, protagonizada por ninguém menos do que Michael Schumacher. No anúncio, o alemão - fingindo-se de "estátua" - fica parado numa loja de conveniência enquanto os fregueses entram para fazer suas compras normalmente. A pegadinha é uma pequena diversão para quem espera o G.P. do Japão, logo mais:



Ao longo do domingo, o Blog volta comentando o Grande Prêmio do Japão, a finalíssima da GP2, além das provas de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa, GT3 Brasil e Nascar. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Sérgio Jimenez - www.a1gp.com

Na GP2, Petrov vence, di Grassi não pontua e Glock já é o virtual campeão

Deu tudo errado para Lucas di Grassi. Na primeira bateria da rodada dupla da GP2 em Valência, disputada neste sábado, o piloto brasileiro saiu da pista com apenas cinco voltas completadas e viu seu único rival na luta pelo título do campeonato, Timo Glock, terminar em sétimo. O alemão ainda não fechou a fatura, mas apenas um milagre tira o troféu de campeão de suas mãos.

O vencedor da prova - confusa até para os parâmetros da GP2 - foi o russo Vitaly Petrov, que triunfou pela primeira vez na categoria. A equipe Campos Grand Prix fez a dobradinha com o italiano Giorgio Pantano, seguido pelo japonês Kazuki Nakajima, que largou da pole. Marcos Martinez, Borja Garcia, Glock, Andy Soucek e Mikhail Aleshin completaram a zona de pontuação.

Choveu antes da corrida, e a pista ainda estava molhada no momento da largada. O pelotão se dividiu entre os que apostaram em compostos de seco e aqueles que preferiram a opção mais garantida, os pneus "biscoito". Futuro vencedor da prova, Petrov - assim como seu companheiro, Pantano - foram um dos que se deram bem ao arriscar o uso de slicks.

Na largada, o pole Nakajima manteve a ponta, enquanto os candidatos ao título, Timo Glock e Lucas di Grassi, tiveram uma primeira volta desastrosa. O alemão caiu de segundo para sexto, encontrando enormes dificuldades na pista escorregadia. Por sua vez, o brasileiro deu um ótimo pulo, mas recebeu uma fechada dupla de Xandinho Negrão e Nicolas Lapierre.

Com isso, di Grassi acabou se tocando com o francês, perdendo tempo e completando o primeiro giro na nona posição. Ao mesmo tempo, Bruno Senna fez uma largada fantástica, indo de 18º para 11º, enquanto Xandinho Negrão foi na direção contrária: de 5º para 13º. Quando os pilotos ainda estavam nas primeiras voltas, uma garoa fina começou a cair sobre a pista de Valência.

Timo Glock e Lucas di Grassi estavam em apuros. O alemão perdia várias posições, mal conseguindo manter seu carro em linha reta. A corrida do brasileiro, porém, era pior ainda: ele saiu da pista na terceira volta e decidiu arriscar, antecipando sua parada de troca de pneus. A aposta tinha tudo para dar certo. Mas, no quinto giro, um erro pôs tudo a perder.

Ainda com os pneus frios numa pista que alternava trechos de pista seca e molhada, di Grassi rodou, ficando preso na caixa de brita. Não havia nada a fazer. O brasileiro, infelizmente, estava fora da prova. Um alívio para Glock, que continuava perdendo posições com uma pilotagem mais do que conservadora.

Enquanto isso tudo acontecia, a dupla da Campos Grand Prix disparou para a frente. Vitaly Petrov, que havia largado de oitavo, tomou a liderança de Kazuki Nakajima na sexta volta. Daí para a frente, o russo não mais seria incomodado. Logo depois, Giorgio Pantano também superou o japonês, e a ordem dos três primeiros não se alterou mais até o final.

Depois que Lucas di Grassi abandonou a corrida, Timo Glock se concentrou em receber a bandeirada final. Após ter feito seu pit stop, o alemão era nono, fora da zona de pontuação. Entretanto, superou Mikhail Aleshin e Luca Filippi para terminar em sétimo, marcando dois pontos muito valiosos.

No final, Vitaly Petrov venceu sem maiores problemas. Atrás dele, Giorgio Pantano segurou Kazuki Nakajima numa intensa disputa pelo segundo lugar. O japonês terminou tão perto que bateu no italiano quando este tirou o pé após ter passado pela reta de chegada. A seguir, o inexperiente Marcos Martinez, correndo em casa, conseguiu um ótimo resultado ao fechar em quarto lugar.

O dia não foi bom para nenhum dos brasileiros. Bruno Senna, depois de sua sensacional largada, chegou a andar em sexto até começar a errar. No total, o sobrinho de Ayrton saiu da pista quatro vezes. Na última delas, não conseguiu voltar para a corrida. Já Xandinho Negrão também fez suas excursões pela brita e terminou lá atrás.

Na tabela do campeonato, Timo Glock passa a somar 81 pontos, contra 77 de Lucas di Grassi. Amanhã, na última e decisiva prova da temporada, há apenas 7 em jogo. Largando da rabeira do pelotão, di Grassi quase não tem chances. Apenas três cenários são favoráveis ao brasileiro:

- Terceiro lugar e volta mais rápida com Glock fora da zona de pontuação
- Segundo lugar com Glock fora da pontuação
- Vitória com, no máximo, sexto lugar de Glock.

Considerando que o alemão sai de segundo na bateria de domingo - cuja duração é mais curta - di Grassi tem apenas chances remotas de conseguir o troféu de campeão. De qualquer maneira, o vice-campeonato já é um resultado espetacular para o brasileiro, que nunca teve o carro mais rápido do pelotão ao longo do ano.

A última prova da temporada da GP2 acontece neste domingo, às 7 horas da manhã de Brasília, com transmissão ao vivo pelo Sportv. Até o fim do dia, o Blog volta comentando as atividades das categorias que entraram na pista hoje, além das principais notícias do dia. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Na neblina de Fuji, Lewis Hamilton crava a pole do Grande Prêmio do Japão

Na classificação mais atípica do ano, Lewis Hamilton provou, mais uma vez, ser um piloto especial. Em meio à chuva e ao nevoeiro da pista de Fuji, o inglês cravou a pole position para o Grande Prêmio do Japão com uma volta magistral. Ele derrotou, em batalha direta, seu companheiro na McLaren e rival na luta pelo título, Fernando Alonso. Às Ferrari, restou a segunda fila, com Kimi Raikkonen batendo Felipe Massa.

Desde o amanhecer na região de Fuji, já estava claro que o sol não iria aparecer. Uma densa neblina cobria todo o autódromo, e a classificação correu sério risco de ser adiada. Apenas três pilotos arriscaram-se no treino da manhã, que acabou cancelado depois de um certo tempo. Lewis Hamilton e todos os outros ficaram nos boxes, esperando por uma melhora nas condições.

Antes do início da classificação, a atmosfera era nervosa também no Brasil. Isso porque o capítulo final da novela das oito atrasou a programação da Rede Globo, que adiou a transmissão da Fórmula 1. No fim, tudo deu certo: a cronologia do Grande Prêmio do Japão foi cumprida, e o treino foi transmitido para os brasileiros na íntegra, embora com um delay de onze minutos.

Quando a classificação começou, a chuva nem era tão forte, mas a neblina ainda estava muito presente. Os pilotos foram para a pista de forma cautelosa. Mesmo assim, Sebastian Vettel (duas vezes) e Ralf Schumacher deram suas rodadas. A um minuto do fim da primeira parte do treino, Lewis Hamilton estava no grupo dos eliminados. Só salvou-se na sua última volta rápida, após pegar muito tráfego pela frente.

A ordem do "Q1": Massa-Alonso-Raikkonen-Hamilton. Apesar da chuva, os quatro líderes não foram afetados. Rubens Barrichello, Alexander Wurz, Anthony Davidson, Adrian Suti e os dois pilotos da casa - Takuma Sato e Sakon Yamamoto - foram os primeiros "nocauteados". Ralf Schumacher conseguiu o 14º tempo, mas encheu a traseira de uma Spyker, destruindo sua Toyota e ficando de fora do resto do treino.

Na segunda parte da classificação, os pilotos não demoraram a sair para a pista. Dessa vez, já com pneus intermediários. Os tempos baixaram rapidamente para a casa de 1min24, com as McLaren de Lewis Hamilton e Fernando Alonso alternando-se no topo. Atrás da dupla da equipe inglesa, a luta para passar à superpole era intensa. A um minuto do fim, todos os quinze sobreviventes foram para um última tentativa.

Depois que o cronômetro zerou, eram duas as maiores surpresas: Jenson Button num ótimo sétimo e Sebastian Vettel em décimo, colocando uma Toro Rosso na parte decisiva da classificação pela primeira vez no ano. Hamilton foi o mais rápido, seguido de Alonso-Raikkonen-Massa. Entre os eliminados, a dupla da Renault - Giancarlo Fisichella e Heikki Kovalainen - além de David Coulthard, Jarno Trulli, Vitantonio Liuzzi e Ralf Schumacher.

A superpole foi um duelo à parte entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso. O espanhol começou ditando o ritmo, enquanto o inglês não conseguia nem bater a Ferrari de Kimi Raikkonen. Dos líderes, Felipe Massa foi o primeiro a visitar os boxes para colocar pneus novos. A tática não deu certo para o brasileiro, que não passou de quarto. A disputa que todos queriam ver, porém, era entre a dupla da McLaren.

Alonso estabeleceu o melhor tempo em 1:25.438s, colocando pressão sobre Hamilton. O inglês, então, reagiu de forma magnífica: em sua última volta rápida, com o cronômetro já zerado, bateu a volta do bi-campeão em 0.070s. A pole era do novato-sensação. Atrás dos pilotos da McLaren, Raikkonen foi terceiro, seguido de Massa, Nick Heidfeld, Nico Rosberg, Jenson Button, Mark Webber, Sebastian Vettel e Robert Kubica.

A seguir, o grid de largada do Grande Prêmio do Japão:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:25.368
2. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:25.438
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:25.516
4. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:25.765
5. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:26.505
6. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:26.913
7. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:26.914
8. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:26.973
9. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:27.225
10. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:26.033
11. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:26.232
12. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:26.247
13. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:26.253
14. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:26.948
15. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:27.191
16. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:26.728*
17. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:27.323
18. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:27.454
19. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:27.564
20. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:28.628
21. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:28.792
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:29.668
* = Perdeu dez posições no grid como punição por ter trocado o motor

Notável o desempenho de Lewis Hamilton, que provou, uma vez mais, ser alguém diferenciado. A torcida da McLaren está, claramente, com o inglês, que comemorou bastante a vitória parcial sobre Fernando Alonso. O espanhol está mordido, porém, e vai com tudo para a corrida de amanhã. Na largada, o duelo entre os pilotos do time prateado será muito interessante.

A Ferrari foi batida em luta direta e não conseguiu mais do que a segunda fila. Kimi Raikkonen - confirmando sua recente superioridade sobre Felipe Massa - ganhou do brasileiro. A dupla da equipe vermelha não tem maiores perspectivas para a prova. Se fizer sol, os pilotos da McLaren vão embora. Na chuva, Raikkonen e Massa não se sentem à vontade. Resta torcer por uma acidente entre Hamilton e Alonso...

Ao contrário do normal, a BMW não chegou nem perto das duas equipes principais. Nick Heidfeld, como de costume, foi o "melhor do resto". Mas ficou a mais de um segundo da pole, e oito décimos atrás de Massa, o pior dos quatro líderes. Enquanto isso, Robert Kubica foi o mais fraco na parte final da classificação. É possível que o polonês arrisque fazer apenas uma parada.

Dia ruim para a Renault. Pela segunda vez no ano, os dois pilotos da equipe não passaram à superpole. Giancarlo Fisichella quebrou um jejum sobre Heikki Kovalainen, que vinha sendo superior na disputa interna do time francês. Mas nenhum dos dois tem muito a esperar da corrida.

Nico Rosberg vai trocar o motor e, por isso, perderá dez posições no grid de largada. Ainda assim, o alemão continua na frente de seu companheiro de equipe, Alexander Wurz, que foi apenas o 18º. Mais do que nunca, está provado: a Williams - dona de um chassis bem competente - só pode contar com um de seus pilotos.

Na Red Bull, Mark Webber bateu David Coulthard pela enésima vez em classificações. Amanhã, se usarem a experiência, os dois podem conseguir um resultado tão bom quanto o do G.P. da Europa - também disputado em condições adversas - quando o australiano foi terceiro e o escocês, quinto. Chegar na zona de pontuação em Fuji, porém, já seria ótimo para a equipe das bebidinhas energéticas.

Correndo em casa, a Toyota decepcionou. Dessa vez, Jarno Trulli nem esteve perto da superpole, ficando apenas na 13ª posição do grid. Pior ainda foi Ralf Schumacher - cada vez mais, um ex-piloto em atividade - que destruiu o carro num acidente evitável com a Spyker de Sakon Yamamoto. O alemão parece estar pedindo para perder o emprego.

Ao menos, por enquanto, o suporte financeiro extra que a Super Aguri conseguiu para o Grande Prêmio do Japão não fez muita diferença. Para decepção da torcida presente a Fuji, Takuma Sato teve um dia bem ruim e terminou a classificação na última fila, em 21º. Anthony Davidson foi um pouquinho melhor, em 19º, mas também não tem motivos para comemorar.

Simplesmente fantástico o desempenho de Jenson Button, contrastando com a apatia de Rubens Barrichello. O inglês fechou o sábado num excelente sexto, disparado, o melhor resultado do ano da Honda no ano. Por outro lado, Rubinho decepcionou justamente quando dele mais se esperava. Na chuva, sua especialidade, o brasileiro foi apenas o 17º.

Apenas em sua sexta corrida na Fórmula 1, Sebastian Vettel já está justificando sua contratação pela Toro Rosso. O jovem alemão é mesmo um talento nato. Na classificação de hoje, apesar de não ter a menor experiência na chuva, o estreante levou o sofrível carro de sua equipe ao oitavo lugar. Seu companheiro, Vitantonio Liuzzi, também fez um bom trabalho, embora bem menos brilhante: 14º.

Por fim, a Spyker teve um desempenho decepcionante e, mais uma vez, não saiu da rabeira do pelotão. Adrian Sutil não aproveitou a pista molhada para mostrar sua capacidade, fechando apenas em 20º. De Sakon Yamamoto, não se pode esperar muito. Último pela quinta vez em cinco corridas, o japonês só precisa tomar cuidado para não se tornar um perigo para os outros pilotos, amanhã. Ralf Schumacher que o diga.

O Grande Prêmio do Japão tem largada marcada para a 1:30 da madrugada de sábado para domingo. A previsão do tempo, mais uma vez, aponta chuva e neblina. Promessa de uma corrida espetacular. Ao longo do sábado, o Blog volta comentando as atividades das outras categorias que entram na pista hoje e as principais notícias do dia. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Hamilton pode renovar com McLaren até 2012

Lewis Hamilton e a McLaren estão perto de assinar um acordo multi-milionário que manteria o inglês no time prateado até o fim da temporada de 2012. A informação é do diário Bild, conhecido, é verdade, pelos inúmeros factóides que costuma inventar em época de silly season da Fórmula 1.

Dessa vez, porém, a reportagem da publicação alemã faz bastante sentido. Segundo a matéria, Hamilton receberia cerca de 110 milhões de dólares para continuar na McLaren pelos próximos cinco anos, ou seja, aproximadamente 22 mi por campeonato. Nada mal, hein?

Mas o inglês merece. Estreante mais bem-sucedido da história da Fórmula 1, Hamilton é um verdadeiro fenômeno. Além de seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, o inglês aparece como o único piloto capaz de - quem sabe? - desafiar os incontáveis recordes de Michael Schumacher.

Em apenas catorze corridas na principal categoria do automobilismo mundial, Hamilton já tem três vitórias e nada menos do que onze podiuns. Por enquanto, só falhou a zona de pontuação uma solitária vez, quando foi nono na prova de Nurburgring.

Números como esses eram inimagináveis para qualquer especialista antes do início do campeonato. Hamilton transformou todos os parâmetros. Agora, os estreantes não podem mais usar a desculpa da inexperiência. Depois do inglês, eles passaram a ser tratados com muito mais exigência.

Caso conquiste o título, Hamilton vai ser o primeiro piloto da história a vencer o campeonato em seu ano inicial na Fórmula 1. Um resultado que seria bastante merecido, diga-se de passagem. Mesmo se não levar o troféu de campeão, porém, ele já fez história em 2007. A McLaren está certíssima em abrir os cofres para renovar o contrato do inglês.

O investimento em Hamilton vale cada centavo.


Atenção, atenção: neste exato momento, chove bastante no circuito de Fuji. Uma forte neblina também chegou à região do autódromo, conhecida pela notória instabilidade climática. A classificação de logo mais - às 2 da manhã de Brasília - será, sem dúvida nenhuma, em pista molhada.

E, assim, o treino de definição do grid de largada para o Grande Prêmio do Japão fica ainda mais imprevisível. Com chuva, quem leva mais vantagem? Ferrari ou McLaren? Na luta pelo título, Lewis Hamilton ou Fernando Alonso?

Entre as duas principais equipes do campeonato, é de opinião geral que a McLaren tem mais a ganhar com a pista molhada do que a Ferrari. Os pilotos do time prateado - Hamilton e Alonso - já mostraram possuir bastante habilidade na chuva, enquanto Kimi Raikkonen e Felipe Massa parecem ter mais dificuldade.

Mas e na disputa interna na McLaren? Hamilton ou Alonso: quais dos dois é melhor na pista molhada? Difícil dizer. Em seu país natal, o inglês cresceu acostumado à correr no clima instável da terra da Rainha. O espanhol, porém, é excelente na chuva, já tendo demonstrado isso em exibições como na Hungria, na última temporada, e em Nurburgring, mais cedo neste ano.

Certo, mesmo, é que a classificação de daqui a pouco vai ser imperdível.


O fim de semana está cheio de atrações para os fãs da velocidade. Além da Fórmula 1, o Blog também vai acompanhar outras cinco categorias nos próximos três dias: A1 GP, Fórmula 3 Inglesa, GP2, GT3 Brasil e Nascar.

Apesar do cardápio cheio, a sexta-feira foi bastante sem-graça. Tirando os treinos da Fórmula 1, apenas a Nascar entrou na pista no dia de hoje. Em Kansas, a categoria de stock car americana definiu seu grid de largada para a corrida de domingo. Na pole, a aposta do Blog: Jimmie Johnson.

Terceiro colocado na tabela de pontos, o atual campeão superou Matt Kenseth, Scott Riggs, Jeff Gordon e Danny Hamlin, que vêm logo a seguir. Juan Pablo Montoya conseguiu a 21ª posição. Enquanto isso, Jacques Villeneuve teve sua estréia na Nascar confirmada para o próximo dia 7, em Talladega.

Assim, a primeira corrida do canadense vai ser logo num dos maiores super-ovais dos Estados Unidos. A decisão da Nascar de liberar Villeneuve foi polêmica, e reprovada por Jeff Gordon e Kyle Busch, entre outros, que ainda consideram o campeão mundial de 1997 muito inexperiente.

Amanhã, os pilotos de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa e GT3 Brasil entram na pista para os seus treinos de classificação. Na GP2, a programação será intensa: neste sábado, a categoria define seu grid de largada e, logo depois, realiza a primeira bateria do fim de semana. A corrida, marcada para as 11 horas de Brasília, tem transmissão ao vivo do Sportv.


O vídeo do dia é sensacional e foi indicado pelo amigo Psdriver. As imagens mostram uma ultrapassagem genial de Lewis Hamilton - quando ainda corria na GP2 - sobre dois outros pilotos, ao mesmo tempo. Um deles, aliás, parece ser Nelsinho Piquet:



Neste sábado, o Blog volta com os comentários sobre a classificação da Fórmula 1, as atividades de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa, GP2 e GT3 Brasil, além das principais notícias do dia. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Lewis Hamilton (todas) e Fernando Alonso - www.gpupdate.net
Jimmie Johnson - http://www.nascar.com/
Jacques Villeneuve - http://www.speedtv.com/

McLaren começa na frente e Lewis Hamilton lidera sexta-feira em Fuji

Pelo terceiro Grande Prêmio consecutivo, a McLaren dominou os treinos de sexta-feira, fechando o dia com as duas melhores posições da tabela de tempos. Assim como nas provas de Monza e Spa-Francorchamps, o time prateado bateu a Ferrari nos primeiros ensaios do fim de semana. Resta saber, agora, se a equipe vermelha está escondendo o jogo ou não.

O favorito do Blog, Lewis Hamilton, terminou a sexta na liderança ao superar seu companheiro na McLaren, Fernando Alonso, em dois décimos. A dupla da Ferrari veio logo a seguir, com Kimi Raikkonen à frente de Felipe Massa no combinado das duas sessões do dia. Correndo em casa, a Toyota apareceu bem e foi a "melhor do resto", colocando Jarno Trulli na quinta posição. Rubens Barrichello, por sua vez, não passou de 18º.

Os pilotos enfrentaram dificuldades acima do esperado na nova pista de Fuji, que recebe a Fórmula 1 pela primeira vez desde que o traçado foi completamente reformado. Não foram poucos os que tiveram problemas em encontrar a linha ideal, principalmente nas raras curvas de média e alta velocidade do circuito japonês.

Para quem esperava uma pista chata e sem-graça, o resultado foi até animador. Fuji tem um desnível acentuado, o que produz curvas em subida e descida bastante interessantes. Confirmando a minha expectativa, Lewis Hamilton - cuja capacidade de adaptação é absolutamente assombrosa - foi o primeiro a encontrar o traçado mais rápido.

A primeira sessão de treinos começou num ritmo mais lento do que o esperado. Os pilotos demoraram a sair para a pista, só arriscando descobrir o circuito de Fuji após um intervalo de quinze minutos. Logo depois, porém, a maioria colocou pneus duros e deu várias voltas na tentativa de aprender o traçado.

Nesse período da manhã, Adrian Sutil foi o primeiro a dar uma rápida saída de pista e Ralf Schumacher fez a festa da torcida nas arquibancadas ao inaugurar as rodadas. No fim, a Ferrari ficou na frente, com Kimi Raikkonen na liderança e Felipe Massa uma posição atrás. As McLaren, até ali, mantinham-se em terceiro e quarto. Sutil foi o principal destaque ao fechar num sensacional nono lugar.

O panorama mudou à tarde, quando Lewis Hamilton encontrou sua melhor forma e bateu, repetidas vezes, o melhor tempo do dia. Finalmente, o inglês se estabeleceu em 1:18.734s, sem nem arriscar uma volta rápida com pneus macios. Fernando Alonso contentou-se com a segunda posição, enquanto os pilotos da Ferrari sofriam com acertos ruins.

Felipe Massa pisou fora da pista várias vezes, com um carro que saía muito de frente. Ao mesmo tempo, Kimi Raikkonen nem chegou a superar sua marca da manhã, concentrando-se em fazer sessões de long run. A Toyota colocou compostos moles e Jarno Trulli andou muito forte, assim como a dupla da Renault, Heikki Kovalainen e Giancarlo Fisichella.

O tempo permaneceu nublando ao longo de toda a sexta-feira. Ao lado do autódromo, o Monte Fuji estava encoberto por nuvens. Apesar disso, não choveu. A previsão para a classificação de amanhã e também para a corrida de domingo é de pista molhada. Sem dúvida nenhuma, este Grande Prêmio do Japão tem todas as receitas para ser emocionante.

A seguir, a classificação do dia com os tempos combinados das duas sessões de treinos:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:18.734s - Segunda sessão
2. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:18.948s - Segunda sessão
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:19.119s - Primeira sessão
4. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:19.483s - Segunda sessão
5. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:19.711s - Segunda sessão
6. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:19.789s - Segunda sessão
7. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:19.926s - Segunda sessão
8. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:19.949s - Segunda sessão
9. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:19.969s - Segunda sessão
10. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:20.058s - Primeira sessão
11. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:20.069s - Segunda sessão
12. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:20.069s - Segunda sessão
13. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:20.233s - Segunda sessão
14. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:20.336s - Segunda sessão
15. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:20.462s - Segunda sessão
16. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:20.516s - Primeira sessão
17. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:20.601s - Primeira sessão
18. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:20.686s - Primeira sessão
19. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:20.808s - Primeira sessão
20. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:20.854s - Primeira sessão
21. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:21.186s - Primeira sessão
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:21.305s - Segunda sessão

A McLaren parece estar mais forte do que a Ferrari e já desponta como a principal favorita para a vitória. É claro que a análise ainda é prematura. Afinal, em Spa-Francorchamps, o cenário era o mesmo após os treinos de sexta, mas a equipe vermelha se recuperou e venceu. Por enquanto, porém, estou confiante na minha aposta em Lewis Hamilton. Fernando Alonso, pelo visto, não se adaptou tão bem a Fuji quanto o inglês.

Pelos lados do time de Maranello, Felipe Massa teve dificuldades em encontrar o acerto ideal. No fim do dia, ele foi o pior do "G4" e ficou a três décimos de Kimi Raikkonen. O finlandês, por sua vez, liderou o treino da manhã, mas caiu de rendimento à tarde. Apesar de tudo, a Ferrari ainda tem espaço para evolução e pode certamente lutar pela vitória.

Problemas na BMW. Nick Heidfeld, principal piloto da equipe, teve problemas de câmbio e não passou da 15ª posição. Por outro lado, Robert Kubica experimentou uma sexta-feira como qualquer outra, fechando em 11º. O time alemão não se concentrou em tempos rápidos, trabalhando discreta e eficientemente, como de costume.

Uma equipe que parece ter se adaptado bem ao circuito de Fuji é a Renault. Nos treinos de hoje, a atual campeão colocou seus dois carros entre os sete primeiros. Heikki Kovalainen chegou a ter o melhor tempo da sessão da tarde e tem tudo para pontuar pela sétima vez consecutiva. Giancarlo Fisichella vive situação oposta: precisa quebrar um jejum de cinco corridas sem chegar entre os oito primeiros.

A Williams, assim como a ex-parceira BMW, também teve um dia ruim em Fuji. Nico Rosberg, primeiro piloto da equipe inglesa, encontrou problemas de motor e vai precisar trocar o propulsor, perdendo dez posições no grid de largada como punição. Nos treinos de hoje, o alemão foi um razoável décimo, três lugares à frente de Alexander Wurz.

De todo o pelotão, a Red Bull foi a equipe que chegou mais perdida ao Japão. Mark Webber tentou um acerto suicida no início do dia, voando nas retas, mas sem conseguir controlar os carros nas curvas. No fim, o time das bebidinhas energéticas melhorou, emplacando um oitavo lugar com David Coulthard. Webber foi o 12º.

Correndo em casa - na pista que é de sua propriedade - a Toyota precisa mostrar serviço. Nesta sexta, Ralf Schumacher tentou forçar seus limites e, como resultado, chegou a rodar duas vezes. Mesmo assim, terminou em nono. Jarno Trulli fez melhor ainda: com pneus macios, o italiano voou e fez o quinto melhor tempo do dia.

Contando com ajuda de novos patrocinadores, a Super Aguri entrou motivada para a disputa do Grande Prêmio em seu território. Mesmo assim, o time não fugiu dos problemas. Takuma Sato sofreu com falhas mecânicas e passou boa parte da sexta nos boxes, completando poucas voltas. O japonês não passou de 21º. Anthony Davidson, em 17º, também não conseguiu nada de especial.

Mais um fim de semana que se desenha pouco animador para a Honda. Se não bastasse o carro ruim, os pilotos também não contam com a sorte. Na parte da tarde, Rubens Barrichello encontrou Sakon Yamamoto rodado na sua frente e quase bateu forte com o japonês. Apesar do incidente, o brasileiro fez o 18º tempo, enquanto Jenson Button fechou o dia em 14º.

Sebastian Vettel - logo ele, o piloto mais inexperiente do pelotão - foi o primeiro a parar com o carro na pista em decorrência de problemas mecânicos. Com as dificuldades da parte da manhã, o alemãozinho completou a sexta num fraco 20º lugar. Seu companheiro Vitantonio Liuzzi também não fez muito melhor: 19º.

Por fim, a Spyker representou a maior surpresa do dia. Adrian Sutil se entendeu perfeitamente com Fuji e virou uma sucessão de voltas muito rápidas. No fim, o alemão perdeu posições, mas ainda foi o 16º no combinado da sexta. Já Sakon Yamamoto saiu da pista algumas vezes, perdeu o bico numa colisão com Rubesn Barrichello e, como não podia deixar de ser, terminou em último.

O treino que define o grid de largada para o Grande Prêmio do Japão está marcado para as 2 horas da madrugada de sexta para sábado, horário de Brasília. Ao longo do dia, o Blog volta falando das atividades das outras categorias que entram na pista hoje, além dos comentários sobre as principais notícias do dia. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Agenda do fim de semana (28 a 30/09)

Os próximos três dias vão ser agitados para os fãs da velocidade. Se não bastasse o Grande Prêmio do Japão, na nova pista de Fuji, o fim de semana ainda tem a decisão do título da GP2, a abertura da A1 GP, o encerramento da Fórmula 3 Inglesa e corridas de GT3 Brasil e Nascar. Hora de conferir a sempre útil agendinha:

Sábado, 29 de setembro de 2007

GP2: Primeira bateria da rodada dupla de Valência

Domingo, 30 de setembro de 2007

A1 GP: Rodada dupla de Zandvoort
FÓRMULA 1: Grande Prêmio do Japão
Fórmula 3 Inglesa: Rodada dupla de Rockingham
GP2: Segunda bateria da rodada dupla de Valência
GT3 Brasil: Rodada dupla de Curitiba
Nascar: Etapa de Kansas

Como sempre, destaque absoluto para a Fórmula 1. Neste fim de semana, a categoria volta ao Fuji Speedway pela primeira vez desde 1977. O traçado da pista japonesa foi completamente reformado e quase não tem semelhanças com a configuração usada na década de 70. Apenas a extensa reta de um quilômetro e meio é resquício da época de Lauda, Hunt, Villeneuve, Peterson, Andretti e Fittipaldi e muitos outros...

Escrevo essas linhas minutos depois do encerramento do primeiro treino livre do Grande Prêmio do Japão. Portanto, já sei que a Ferrari fez a dobradinha. Mesmo assim, não mudo a aposta que eu fiz no Podcast "Por Dentro dos Boxes" do Globoesporte.com. Pela primeira vez desde que criei o Blog, meu palpite é Lewis Hamilton.

Até agora, o inglês tem mostrado uma espetacular capacidade de adaptação a circuitos onde nunca havia corrido. O piloto da McLaren, inclusive, venceu em pistas em que jamais colocara os pés antes, como Montreal e Indianapolis. É fato que o tal simulador do time prateado é o brinquedo favorito de Hamilton. Mas isso não explica tudo.

De forma inédita na temporada, o inglês vai estar em igualdade de condições com o resto, já que na pista de Fuji ninguém correu antes. Considerando as características do traçado japonês - que lembra Indy, onde Hamilton ganhou - minha aposta não poderia ser outra. Vamos ver se, dessa vez, eu finalmente desencanto.

Nesse fim de semana, em especial, a Toyota deve fazer um esforço extra para conseguir um bom resultado. Afinal, o autódromo de Fuji é propriedade da montadora japonesa. Por isso, também arrisco dizer que Ralf Schumacher ou Jarno Trulli completam a corrida nos pontos. Vale lembrar que a Toyota chegou na zona de pontuação apenas uma vez nas últimas sete provas.
Palpite do Blog para a corrida: Lewis Hamilton

Outro destaque muito importante vai para a GP2, que encerra sua temporada 2007 no Autódromo Ricardo Tormo, em Valência. Na lenta e travada pista espanhola, onde ultrapassagens são bastante difíceis, o título será decidido entre aqueles que, indiscutivelmente, foram os dois melhores pilotos da temporada: Timo Glock e Lucas di Grassi.

Em termos probabilísticos, apostar em vitórias da dupla nas duas baterias do fim de semana é a minha melhor chance. Escolher um deles como o meu favorito para levar o troféu de campeão, porém, é muito mais difícil. Hoje, diria que Glock e di Grassi têm, cada um, 50% de chance de conseguir o caneco. Aposto no brasileiro, que vem em ótima fase e tem bem menos pressão sobre os seus ombros.
Palpite do Blog para as corridas: Timo Glock e Lucas di Grassi
Palpite do Blog para o título: Lucas di Grassi

Ao mesmo tempo que a GP2 sai de férias, a A1 Gp inicia suas atividades. Na abertura da temporada 2007/08, em Zandvoort, na Holanda, é complicado eleger favoritos. Pelo retrospecto recente, jogo minhas fichas nos times da Alemanha - atual campeã - e na Grã-Bretanha, terceira colocada no último campeonato.
Palpites do Blog para as corridas: Alemanha e Grã-Bretanha

Outra categoria que coloca um ponto final na sua temporada é a Fórmula 3 Inglesa. O certame, que já coroou o estoniano Marko Asmer como campeão antecipado, fecha o ano na pista de Rockingham. Como não poderia deixar de ser, meu palpite é Asmer, o melhor piloto do campeonato, disparado.
Palpite do Blog para as corridas: Marko Asmer (duplo)

Enquanto isso, a GT3 Brasil volta a Curitiba para a terceira etapa de sua história. A etapa, antes marcada para o autódromo de Jacarepaguá, foi transferida porque a pista carioca não atendeu a exigências ainda não totalmente esclarecidas. Dessa vez, aposto nas duas duplas que vão de Lamborghini Gallardo, a máquina que parece ser a mais veloz do pelotão: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann e Xandy Negrão/Andreas Mattheis.
Palpites do Blog para as corridas: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann e Xandy Negrão/Andreas Mattheis

Por fim, a Nascar realiza sua 29ª etapa da temporada - e a 3ª do play off - no oval de Kansas. Na falta de um favorito destacado, jogo minhas fichas em Jimmie Johnson, que aparece em terceiro na classificação geral do campeonato.
Palpite do Blog para a corrida: Jimmie Johnson

Ao longo do dia, o Blog volta comentando os treinos de sexta da Fórmula 1 e todas as atividades das demais categorais que entram na pista no dia de hoje, além das principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Lewis Hamilton I e II - www.gpupdate.net
Lucas di Grassi - www.gpupdate.net
Equipe Alemanha - www.gpupdate.net
Marko Asmer - www.gpupdate.net
Lamborghini Gallardo - www.gt3.com
Jimmie Johnson - www.speedtv.com

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Ferrari confirma: Kimi e Massa permanecem em 2008

Demorou, mas a Ferrari finalmente deu uma resposta sobre os rumores que circulavam desde a semana passada. Nesta sexta, em Fuji, o assessor de imprensa da equipe vermelha, Luca Colajanni, foi à imprensa negar qualquer possibilidade da escuderia de Maranello contratar Fernando Alonso como um de seus titulares em 2008.

"A Ferrari já tem uma dupla titular para o ano que vem: Kimi Raikkonen e Felipe Massa", esclareceu o italiano. Assim, a equipe vermelha finalmente põe fim a uma série de boatos que vinham infernizando a vida do piloto brasileiro.

Nos últimos dias, veículos como o site Grand Prix e o jornal News of the World chegaram a assegurar que Massa estaria de saída para a Toyota. Mas, pelo visto, tudo não passava de mais uma típica bobagem da silly season da Fórmula 1.

Confirmando a expectativa do Blog, a Ferrari não vai mudar seus dois pilotos principais em 2008. E está certíssima. Tanto Massa quanto Raikkonen vêm fazendo bons trabalhos na atual temporada, embora estejam afastados da luta pelo título.

A tendência, agora, é que a McLaren também continue com a dupla deste ano em 2008. Ainda mais depois que Fernando Alonso, para surpresa de muitos especialistas, declarou, hoje, estar feliz na equipe inglesa e não ver motivo para deixar o time prateado. Quem diria!

Depois de passar semanas dando a entender que não tinha mais como permanecer na McLaren, Alonso mudou de postura de uma hora para a outra. Qual seria a razão? Difícil de adivinhar. Porém, ao que parece, o espanhol chegou a um acordo de "cessar fogo" com seu chefe, Ron Dennis.

Pior para os que sonhavam com a vaga do bi-campeão. Apontado com um dos principais candidatos a substituto de Alonso, caso o espanhol realmente saia da McLaren, Nico Rosberg deu a famosa "cavadinha" numa declaração à imprensa nesta sexta.

"Tenho um bom relacionamente com Lewis Hamilton e, por isso, consigo me imaginar ao lado dele", falou o alemão. Espertinho, hein? Nem tanto. Ao menos, por enquanto, Rosberg está preso à Williams por causa de seu contrato, como Frank Williams enfatizou recentemente. Tão cedo o alemão não sai da equipe inglesa...

Agora, o ritmo das especulações, que estava acelerado, dá uma esfriada. Se a McLaren imitar a Ferrari e não trocar seus pilotos em 2008, pouca coisa muda. Aos jornalistas, restará brincar de apenas um jogo.

"Quem vai substituir Ralf Schumacher?".


Ótima notícia para os fãs da simpática Super Aguri. Nesta sexta, a equipe anunciou acordos com três novos patrocinadores para as corridas finais da temporada e também para o ano que vem. A partir do próximo domingo, no Grande Prêmio do Japão, o time vai levar na carenagem os logos de Four Leaf, Pioneer e Cup Noddle.

Recompensa merecida para uma equipe que vinha sofrendo com o calote da SS United, empresa que deixou de pagar suas contas com a Super Aguri em meados de junho. Desde então, o time praticamente precisou parar o ritmo de desenvolvimento da carro, que caiu bastante de rendimento.

Agora, uma recuperação não seria muita surpresa. Com a trinca de novos apoiadores, a Super Aguri já conseguiu equilibrar seu orçamento e vai começar 2008 sem nenhuma dívida. Considerando o belo trabalho da atual temporada, a equipe tem tudo para melhorar ainda mais em 2008.

A permanência de Takuma Sato e Anthony Davidson também pesa a favor da Super Aguri. Pelo segundo ano consecutivo, a equipe não vai ter um piloto pagante. Para um time de meio para fim do pelotão, trata-se de uma iniciativa elogiável. Mais um motivo para acreditar no crescimento da Super Aguri no ano que vem. A Honda que se prepare.

Será que na próxima temporada a equipe de Rubinho e Button vai perder para a sua "filial" de novo?


A coletiva de imprensa de quinta-feira, em Fuji, mostrou novamente que o formato do bate-papo entre pilotos e jornalistas está cheio de equívocos. Ao contrário do que seria mais apropriado, é a FIA quem indica os participantes, na maioria das vezes gente sem nada de interessante para contar. O resultado é o que se viu ontem.

Sem ter perguntas interessantes para fazer a Rubens Barrichello, Ralf Schumacher, Takuma Sato e Sakon Yamamoto, parte dos jornalistas presentes pôs-se a fazer questionamentos sem a menor importância. No mais irrelevante deles, os dois pilotos japoneses tiveram de responder se alguma vez já haviam escalado o Monte Fuji...

De qualquer forma, a coletiva mostrou todo o desinteresse de Rubinho Barrichello pelo ano que está quase acabando. Ao comentar sua preparação para a pista de Fuji, onde ele ainda não correu na nova configuração do traçado, o piloto da Honda limitou-se a dizer que assistiu a alguns vídeos no YouTube!

Não estou criticando Rubinho. Muito pelo contrário. Nessa altura, não adianta completar milhares e milhares de voltas num simulador para aprender o circuito de Fuji. Não vai fazer a menor diferença, considerando o péssimo carro da Honda. A atitude de Barrichello é compreensível.

Rubinho já jogou a toalha em 2007.


O vídeo do dia é mais uma ótima dica do amigo Jairo Maragato. Dessa vez, as imagens mostram uma volta completa, onboard, no espetacular circuito antigo de Nurburgring. O carro é um Opel Astra OPC, levado ao limite no mais difícil traçado do mundo:



Nesta sexta, o Blog volta com a cobertura completa dos treinos da Fórmula 1 e das atividades das demais categorias que entram na pista nesse fim de semana. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Obras em Interlagos já estão quase finalizadas

A menos de um mês do Grande Prêmio do Brasil, o Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo, está quase pronto para receber a Fórmula 1. O recapeamento da pista e a reforma da entrada dos boxes - os dois pontos mais críticos das obras - já foram finalizadas. Agora, falta apenas terminar a construção das arquibancadas fixas que vão ficar na Reta Oposta.

O diário Lance! publicou uma pequena mas ótima matéria sobre o assunto nesta quinta, destacando já ter expirado o deadline da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para conclusão das obras. Apesar dos trabalhos continuarem em Interlagos, os organizadores do G.P. Brasil vão enviar um relatório à entidade garantindo que tudo foi terminado dentro do prazo.

Pode parecer desonesto, mas não é nenhuma tentativa de enganar a FIA. Acontece que a reforma da pista, em si, já está finalizada. Recapiar toda a superfície de Interlagos - cheia de notórias ondulações, praticamente impossíveis de eliminar - e mexer na entrada dos boxes, antes apertada demais, eram as principais preocupações da entidade.

Agora, resta apenas concluir as arquibancadas fixas da Reta Oposta, o que deve ser feito sem maiores problemas. No total, dos seis setores liberados para venda de ingressos, quatro deles passam a ser de estrutura tubular: D, F, G e M. Os outros dois, A e B, permanecem de alvenaria.

Pelas fotos disponíveis no site oficial do Autódromo José Carlos Pace - algumas delas já publicadas há um tempo pelo Rafael Lopes em seu ótimo blog - dá para perceber que o visual das novas arquibancadas ficou bem bacana. O único ponto ruim é que parte das novas construções fica sobre o espetacular traçado antigo de Interlagos. Agora, para decepção dos nostálgicos, a pista dos anos 70 não vai poder mais ser recuperada.

De qualquer forma, o Autodrómo José Carlos Pace faz o mínimo para permanecer no calendário da Fórmula 1. Na nova fase da categoria, que vai se expandindo em direção a localidades exóticas e endinheiradas, Interlagos precisava de uma pequena modernização. Ainda está longe das estruturas espetaculares de Bahrein, Sepang e Shangai, por exemplo.

Mas já é um começo.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Número 2

Falta muito pouco agora! Após três semanas de contagem, chegamos ao número dois na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. O grande vencedor vai ser conhecido na próxima terça. Antes disso, porém, vamos ver quem teve a (des)honra de ficar com o vice-campeonato do ranking:

SEGUNDO COLOCADO - Alain Prost no Grande Prêmio de San Marino de 1991
O erro: Rodou com uma Ferrari na volta de apresentação à frente dos tiffosi

Se Ayrton Senna perdeu a vitória ao bater sozinho em Mônaco, 1988, seu grande rival Alain Prost fez ainda pior três anos mais tarde. E logo à frente da fanática torcida da Ferrari - os tiffosi - que depositavam todas as suas esperanças no francês.

Prost transferiu-se para a equipe vermelha no fim de 1989, após duas temporadas de intensa batalha com Senna na McLaren. O francês não suportava mais o ambiente no time inglês, e a Ferrari precisava de alguém para tirá-la do jejum de títulos que já completava onze anos. A união entre as duas partes foi natural.

Em meados de 1990, o ano parecia mágico para Prost e sua nova equipe. A nova combinação chegou a vencer uma trinca de corridas consecutivas, tornando-se favorita para a conquista do tão sonhado Mundial de Pilotos. Mas tudo desmoronou com a reação de Senna.

O brasileiro encaixou uma seqüência de três triunfos em quatro Grandes Prêmios, retomando o comando na tabela de pontos. Prost e a Ferrari ainda tentaram uma reação. Tudo o que conseguiram, porém, foi uma solitária vitória no G.P. da Espanha.

No Japão, Senna e Prost bateram e o título ficou com o brasileiro. Ao francês, restava lamentar. E esperar pelo ano seguinte - seu segundo com a Ferrari - que se revelava promissor. Substituindo Nigel Mansell, cujo relacionamento com Prost não era bom, chegou Jean Alesi, uma jovem e talentosa revelação da equipe Tyrrell.

Durante o período de pré-temporada, no inverno europeu, os dois pilotos da Ferrari completaram um extenso programa de testes com o novo modelo da equipe vermelha, o 642. Enquanto isso, Senna descansava no Brasil, deixando todo o trabalho para seu companheiro na McLaren, Gerhard Berger.

Por essas razões, grande parte da mídia especializada apontou Prost como o grande favorito para o título de 1991. Apenas Senna e - talvez - Mansell, de volta à Williams, poderiam fazer frente ao francês. Mas, desde o início, ficou claro que a Ferrari (à direita) não tinha um carro campeão.

A primeira corrida da temporada até não foi ruim. No circuito de rua de Phoenix, Prost foi o segundo, a uma distância relativamente média para Senna. O francês, inclusive, realiza uma fantástica manobra de ultrapassagem sobre Alesi e Nelson Piquet, ao mesmo tempo.

Já na prova seguinte, porém, o desempenho da Ferrari começaria a cair. Em Interlagos, onde Prost havia vencido no ano anterior, a Ferrari simplesmente não rende. Alesi supera seu companheiro na equipe na classificação, provando que o então tri-campeão não estava à vontade com o carro.

No dia do Grande Prêmio, Prost só consegue um quarto lugar, bem distante de Senna, que ganha novamente. Na terceira corrida da temporada, em Imola - uma das casas da Ferrari - as coisas precisavam melhorar.

A previsão do tempo apontava chuva, sempre uma péssima novidade para Prost. Nos treinos de sexta, disputados ainda em pista seca, o francês consegue o terceiro tempo no grid. Não era especialmente ruim, mas ficava muito longe da expectativa dos tiffosi.

O clima fecha no sábado e volta a amanhecer instável no dia da corrida. A meia hora da largada, começa a chover. Os pilotos saem para a volta de apresentação com pneus de chuva, embora a tendência seja que a pista seque ao longo da prova.

Tudo parece normal até o pelotão alcançar a curva Rivazza. Senna e Riccardo Patrese, o segundo no grid, não têm problemas em passar pelo trecho, que parecia o mais encharcado de toda a pista. Atrás deles, porém, o inacreditável acontece.

Alain Prost roda. Sozinho e sem maiores motivos. Para desespero dos torcedores da Ferrari, o francês sai da pista. Suas tentativas de controlar o carro são inúteis, ao contrário de Gerhard Berger, que também visita a grama mas consegue voltar sem maiores problemas.

Inexoravelmente, a Ferrari desliza através da grama de Imola. Quando pára, Prost está virado ao contrário, na base de uma pequena depressão do circuito. O motor morre e não há nada que o francês possa fazer. Ele estava fora da corrida. Antes que fosse dada a largada.
Desesperado, um comissário de pista corre para tentar ajudar. Mas não adianta. Sem reação, o bandeirinha limita-se a colocar as mãos na cabeça, como se estivesse gritando "Mamma Mia!", ou coisa parecida.

Depois que Prost sai do carro, esse comissário - símbolo de toda a decepção que os tiffosi estavam sentindo naquele momento - tira sua capa e a coloca sobre a Ferrari do francês, como que para protegê-la da chuva...

O pesadelo da equipe vermelha é completo logo na terceira volta, quando Jean Alesi bate após tentar uma otimista ultrapassagem sobre Stefano Modena. Muitos torcedores deixam o autódromo aí mesmo, sem querer acompanhar a corrida que terminaria com mais uma vitória de Senna.

Para Prost, não existem desculpas. Simplesmente, o francês cometeu um erro bobo e estúpido. Os tiffosi nunca o perdoriam. Até o fim do ano, ele não conseguiria resultados de importância. Acaba demitido antes do encerramento da temporada, após chamar o carro da Ferrari de "caminhão". Triste fim de uma relação que parecia possuir tudo para ser muito vitoriosa.

Por ter cometido um erro de novato, rodando em meio à chuva que nem era tão forte assim, por ter causado uma enorme decepção aos torcedores da Ferrari, que jamais o olhariam com o mesmo respeito, e por ter colocado essa grande mancha na sua história, da qual nunca se recuperaria totalmente, Alain Prost leva o segundo lugar na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História.

A seguir, o vídeo da pataquada:



Na próxima terça feita, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta com o grande campeão do nosso ranking. Alguém arrisca algum palpite? E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Alain Prost - www.formula.hu
Alain Prost e sua Ferrari I - www.formula.hu
Equipe Ferrari - http://www.autoreview.ru
Alain Prost e sua Ferrari II - www.macsmodeling.com
Alain Prost e sua Ferrari III - www.daniele-photography.co.uk
Erro I e II - www.youtube.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Presidente da FIA quer Fórmula 1 mais barata e ecologicamente viável

Max Mosley voltou ao normal. Algum tempo depois do encerramento do imbróglio de espionagem, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) enviou uma carta às equipes e montadoras envolvidas na Fórmula 1, reiterando seu desejo eterno de redução de custos. Agora, porém, há uma novidade: o clamor pelo uso de tecnologias ecologicamente corretas.

Já no início de sua mensagem, Mosley admite não ter conseguido o efeito esperado com medidas como o congelamento dos motores e a adoção de um único fornecedor de pneus. Ao contrário do que ele desejava, o orçamento das equipes não diminuiu. A culpa, para o presidente da FIA, seria do capital investido em "tecnologias desnecessárias".

"As grandes receitas geradas pela Fórmula 1 estão sendo gastas na diversão particular dos engenheiros das equipes", disse Mosley. No raciocínio dele, o correto seria terminar com essa competição nos aspectos "invisíveis" do carro, padronizando uma série de itens para equilibrar o pelotão. A disputa na área técnica ficaria restrita a algumas novidades, como o chamado "KERS".

Sigla em inglês para "Sistema de Recuperação de Energia Cinética", o aparelho deve revolucionar a Fórmula 1 a partir de 2011, quando está prometida sua estréia. Trata-se de uma tecnologia na qual parte da energia dissipada nas freiadas é reaproveitada na reaceleração, diminuindo o gasto total de combustível e tornando a categoria mais ecologicamente viável.

Se adaptado para carros de passeio, o "KERS" poderia representar uma economia significativa nas emissões de gases poluentes de automóveis em todo o mundo. O sonho de Mosley é ver o sistema desenvolvido e aprimorado na Fórmula 1, que ficaria com o crédito pela iniciativa. De fato, é tentador pensar na categoria como a salvadora da pátria (ou, no caso, do planeta). Mas nem tudo são rosas.

Por enquanto, as equipes mostram-se céticas à mudança. Outro que também não aprova a idéia de Mosley é Bernie Ecclestone, o homem que realmente entende o funcionamento da Fórmula 1. Se quiser levar seu projeto adiante, o presidente da FIA precisa ter três pontos na cabeça. Primeiro: é impossível diminuir os gastos na Fórmula 1. No máximo, eles podem ser contidos.

Segundo: ninguém que está envolvido com a categoria é ingênuo. O argumento de "engajar-se na luta contra o aquecimento global" é honesto, mas não vai sensibilizar equipes e montadoras. E terceiro, e mais importante: para realizar seu desejo, Mosley precisa do apoio de Ecclestone. No cenário atual, o baixinho de cabelo grisalho manda muito mais do que o presidente da FIA. É só ver a decisão que encerrou o caso de espionagem.

Mosley queria eliminar dos pilotos da McLaren. Ecclestone defendia justamente o contrário. No final, quem se deu melhor mesmo?


Uma mudança de regulamento que deve ser aceita para o próximo ano é o reforço da segurança dos cockpits. A necessidade foi "percebida" após o acidente de David Coulthard e Alexander Wurz no Grande Prêmio da Austrália desse ano, quando o escocês por pouco não decaptava o pobre austríaco.

Coulthard tentou uma ultrapassagem otimista e acabou passando por cima da Williams de Wurz. Por pouco, sua Red Bull não tocou a cabeça do austríaco, o que poderia provocar um grave acidente. Após a corrida, os dois envolvidos na batida levaram a questão à Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA, na sigla em inglês), que, por sua vez, fez o pedido à FIA.

No próximo ano, a entidade máximo do automobilismo deve promover um aumento na proteção lateral do cockpit, protegendo o piloto em caso de, digamos, "atropelamentos" como o que Wurz sofreu de Coulthard. A medida foi considerada exagerada por alguns especialistas, mas é muito necessária. Não vai influenciar o andamento das corridas, mas pode salvar vidas.

Bem diferente disso é o caso das chamadas "áreas de escape", transformadas em verdadeiros estacionamentos de supermercado nos autódromos mais modernos do mundo. Agora, os pilotos podem errar à vontade que quase sempre conseguem voltar para a corrida. O fator do "imponderável", do "imprevisível", perde ainda mais sua importância.

Os carros não quebram mais. Os pilotos não batem mais. Muita gente deve estar pensando: qual é a graça?


Neste próximo fim de semana, a A1 GP - auto-proclamada "Copa do Mundo do automobilismo" - abre sua temporada no histórico circuito holandês de Zandvoort, que recebeu a Fórmula 1 até 1985. O representante da equipe Brasil só foi definido hoje: será o paulista Sérgio Jimenez. Enfim, o hexacampeão brasileiro de kart vai ter uma boa chance de mostrar seu talento.

No início do ano, Jimenez juntou uma pequena verba e conseguiu participar das cinco primeiras baterias da GP2 pela pequena Racing Engineering, obtendo resultados muito bons para as circunstâncias. Infelizmente, o dinheiro não durou muito tempo e o paulista foi substituído pelo venezuelano Ernesto Viso, um piloto irregular mas com ótimo suporte financeiro.

Desde então, Jimenez vinha lutando para garantir um espaço com mínimo um de visibilidade. Merecidamente, recebeu essa chance na A1 GP, derrotando concorrentes de peso como o mineiro Bruno Junqueira, da ChampCar. Quem sabe, agora, a carreira internacional de Jimenez finalmente tome o impulso necessário.

Ao contrário do que o Blog havia noticiado há alguns dias, a RedeTV ainda não comprou os direitos de transmissão da A1 GP. Segundo o site Amigos da Velocidade, a emissora ainda estuda a aprovação do projeto. Por sua vez, a Fittipaldi International, que representa a categoria, garante que faltam apenas alguns ajustes na grade de programação para que a A1 GP seja confirmada.

Enquanto isso, a lista oficial dos pilotos que vão participar da etapa de abertura da temporada 2007/08 foi anunciada hoje. Entre os representantes estão alguns ex-Fórmula 1 - como Narain Karthikeyan, Alex Yoong e Ralph Firman - um vencedor das 500 milhas de Indianapolis, Buddy Rice, além de ilustres desconhecidos. Alguém já ouviu falar em Congfu Cheng, Satrio Hermanto ou Chris Alajajian, por exemplo?

De qualquer maneira, a relação completa está a seguir:

Austrália - Ian Dyk
África do Sul- Adrian Zaugg
Alemanha - Christian Vietoris
Brasil - Sergio Jimenez
Canadá - James Hinchcliffe
China - Congfu Cheng
Estados Unidos - Buddy Rice
França - Loic Duval
Holanda - Jeroen Bleekemolen
Irlanda - Ralph Firman
Índia - Narain Kathikeyan
Indonésia - Satrio Hermanto
Inglaterra - Oliver Jarvis
Itália - Enrico Toccacelo
Líbano - Chris Alajajian
Malásia - Alex Yoong
México - Salvador Duran
Nova Zelândia - Jonny Reid
Paquistão - Adam Khan
Portugal - Joao Urbano
República Checa - Erik Janis
Suíça - Neel Jani

A temporada 2007/08 da A1 GP vai ser acompanhada em sua íntegra pelo Blog F1 Grand Prix. No próximo fim de semana, já começo a dar os meus palpites...


O vídeo do dia é uma indicação do amigo Guilherme. Ele mandou imagens do Grande Prêmio do Japão de 1977, disputando no antigo circuito de Fuji. Ao contrário de 1976, quando a chuva alagou o circuito, a corrida foi disputada num dia de muito sol. E, assim, pode-se perceber quão maravilhosa era a saudosa pista japonesa, mutilada para atender aos "padrões de exigência" da Fórmula 1 atual:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número 2 da lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo do automobilismo. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Max Mosley - www.padokf1.com
Fórmula 1 freiando I - www.formula1.com
Fórmula 1 freiando II - www.cd-adapco.com
Bernie Ecclestone - www.derapate.it
Acidente de Wurz e Coulthard I - www.img410.imageshack.us
Acidente de Wurz e Coulthard II - www.pungas.com
Sérgio Jimenez - www.a1gp.com

Massa: "Essa história da Toyota não existe"

Finalmente, após deixar as especulações correrem soltas nos últimos dias, Felipe Massa veio à imprensa declarar que não tem nenhuma intenção de transferir-se para a Toyota no ano que vem. O brasileiro conversou com a agência chinesa Xinhua, negando qualquer possibilidade de sair da Ferrari para a entrada de Fernando Alonso.

"Essa história da Toyota não existe", foi tudo o que Massa disse. Falou pouco, mas não poderia ter sido mais claro. A frase do piloto da Ferrari esfria os boatos iniciados na semana passada - com uma matéria do site Grand Prix - e que tiveram grande repercussão no Brasil após uma reportagem do jornal inglês News of the World, publicada ontem.

Já estava na hora de Massa reagir. Mais algum tempo e o seu silêncio poderia ser interpretado como uma confirmação dos rumores que circulavam. Agora, porém, fica muito claro que o piloto da Ferrari não tem o menor desejo de sair da equipe italiana. Se a proposta de 40 milhões de dólares feita a Fernando Alonso realmente existe, tudo está sendo feito nas costas do brasileiro.

Antes de embarcar para Fuji, onde vai ser disputado o Grande Prêmio do Japão, Massa ligou para Galvão Bueno, dizendo já tratar da renovação de seu contrato com a Ferrari. O acordo atual termina apenas no fim do próximo ano, e precisaria ser rescindido para que Alonso entrasse na escuderia italiana.

Considerando todo o tempo e paciência investidos pela Ferrari em Massa, fica difícil acreditar que a equipe vermelha jogaria o esforço fora apenas para ter Alonso. Sinceramente, o bi-campeão não vale tudo isso. O brasileiro vem fazendo um ótimo trabalho na atual temporada e não merece nem um pouco ser dispensado.

Enquanto a Ferrari mantiver Jean Todt como um de seus principais dirigentes, não existe a menor possibilidade de mudança na dupla de pilotos titulares. Tanto Massa quanto Kimi Raikkonen são protegidos do baixinho francês, que continua poderoso pelos lados de Maranello. Alguns boatos garantem a aposentadoria de Todt num futuro próximo, é verdade, mas não existe ainda nada de concreto sobre essa possibilidade.

Por enquanto, Massa tem seu lugar na Ferrari seguro.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Número 3

Continuamos, hoje, nossa saga pelas maiores bobagens já vistas na Fórmula 1. Assim como ontem, o protagonista é um dos principais nomes da história do automobilismo. Até eles cometem erros inacreditáveis. Sem mais delongas, vamos em frente:

TERCEIRO COLOCADO - Ayrton Senna no Grande Prêmio de Mônaco de 1988
O erro: Bateu sozinho quando liderava com mais de um minuto de vantagem

Para uma enorme legião de fãs, Ayrton Senna da Silva é, simplesmente, o melhor piloto de todos os tempos. Eles podem até estar exagerando. Mas o talento, a garra e o carismo do brasileiro são, de fato, inegáveis.

Ao longo de sua carreira na Fórmula 1, Senna conquistou 41 vitória e conseguiu nada menos do que 65 poles, além de três títulos. Números sensacionais para quem competiu na categoria por um período de apenas dez anos. Apesar disso, ele não escapou de erro que ficou marcado como um dos maiores vexames da história.

Em 1988, Ron Dennis formou um verdadeiro dream team na McLaren. Tinha o melhor carro do pelotão - o MP4/4 - projetado por Gordon Murray e Steve Nichols. O motor Honda também era considerado o mais forte e confiável da Fórmula 1.

Por fim, a dupla titular da equipe era formada pelos dois melhores pilotos do mundo: Alain Prost e Ayrton Senna. O francês já tinha um bi-campeonato no currículo, enquanto o brasileiro - embora ainda não tivesse disputado um título até o fim - já possuía um prestígio bastante elevado.

As vitórias na temporada de 1988 foi quase um monopólio de Senna e Prost. Eles ganhariam 15 das 16 etapas do ano, dominando amplamente a maioria das corridas. O brasileiro foi campeão com todos os méritos, mas ficou com uma pequenina macha por conta de um único erro, estúpido e inacreditável, que ele cometeu no G.P. de Mônaco.

Nas duas primeiras provas do ano - Brasil e San Marino - os pilotos da McLaren haviam dividido as vitórias. Prost triunfou em Jacarepaguá, na terra do rival Senna, que devolveu com uma performance arrasadora em Imola. A terceira corrida do campeonato era nas ruas de Monte Carlo.

Antes de fazer uma bobagem inacreditável no domingo, Senna brindou os fãs do automobilismo com uma das atuações mais impressionantes da história na classificação de sábado. Como se não tivesse limites, o brasileiro foi superando suas marcas, batendo sucessivos recordes de volta.

Senna não teve adversários, a não ser ele mesmo. No fim da sessão, seu tempo era incríveis 1.4 segundos mais rápido do que o de Prost. O terceiro colocado no grid, Gerhard Berger, estava a 2.6s do brasileiro.

Mais do que nunca, Senna era o grande favorito para a vitória na corrida. Prost já havia vencido em Mônaco três vezes, mas o brasileiro parecia domar as ruas do Principado como nenhum outro piloto. Restaria ao francês esperar pelos acontecimentos. Quem sabe não acontece alguma surpresa?

A corrida começou mal para Prost. Na largada, ele perdeu a segunda posição para Berger, com uma Ferrari bem mais lenta do que a McLaren do francês. Não demorou muito e Senna disparou com facilidade. Sua liderança era absolutamente tranqüila.

Atrás do brasileiro, Prost chegou a colocar seu carro de lado algumas vezes, mas não conseguia superar Berger. O francês passou mais da metada da corrida preso atrás do austríaco, até realizar a ultrapassagem na volta 54.

Nesse ponto, Senna já tinha uma vantagem superior a um minuto. Durante algum tempo, os dois pilotos da McLaren aceleraram, trocando melhores voltas. Sem querer correr riscos, Ron Dennis, o chefe da equipe, mandou os dois tirarem o pé para garantir a dobradinha.

Certamente, Dennis não fazia idéia do efeito que sua ordem produziria em Senna. Acostumado sempre a andar no limite, o brasileiro perdeu a concentração. Foi aí que ele cometeu, provavelmente, o maior erro de sua carreira.

Na volta 67, faltando apenas 11 para a bandeirada, Senna bate sozinho na Portier. Sozinho. Não havia absolutamente nenhum carro em volta. A equipe McLaren parece não acreditar. Será que tinha quebrado alguma coisa?

Nada disso. Senna, simplesmente, cometeu um erro. Transtornado com a bobagem, ele deixa o carro e vai direto para o seu hotel, sem dar satisfações a ninguém. Só no dia seguinte, a McLaren teria a confirmação de que, realmente, não havia nada de errado com o carro.

O que aconteceu? Até hoje, ninguém sabe realmente. Uma das explicações mais interessantes que eu já encontrei está no livro Fórmula 1 - Pela Glório e Pela Pátria, de Eduardo Correa. Tomo a liberdade de transcrever apenas um trecho:

Senna estava levando a McLaren com toda a tranqüilidade para a vitória, deixando Prost e todos os outros pilotos muito atrás. Era tão... fácil! Um passeio à beira-mar. (...) Realmente, parecia tão fácil para Senna - e tão difícil para os outros - que ele se sentiu tentando a sonhar dentro do carro:

Vou ganhar todas as corridas, fazer todas as poles, quebrar todos os recordes, ganhar mais dinheiro do que qualquer outro piloto e... bum! Deu-se o encontro inexorável com o guard rail, impassível a devaneios dessa natureza.

Será que foi isso? Talvez. Mas nunca saberemos. O erro deixou Senna com a imagem um pouco arranhada, mas ele se recuperaria ao longo dos anos. Ao contrário do que parecia na época, a besteira não ficou marcada.

Representou, apenas, uma pequena mancha na história do brasileiro. Algo que nem suas outras seis vitórias em Mônaco conseguiram apagar. De qualquer forma, serviu para mostrar que até Senna era humano. Um dos maiores gênios da história do esporte também não fugiu de uma bobagem tão estúpida como aquela de Monte Carlo, em 1988.

Por ter desperdiçado uma vantagem superior a um minuto de forma tão desastrosa, por ter cometido um erro de novato na pista que ele parecia dominar, e por ter colocado essa desnecessária mancha no seu impressionante currículo, Ayrton Senna leva o terceiro lugar na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História.

A seguir, o vídeo da pataquada:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número 2 da nossa lista. E hoje, ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo do automobilismo. Até mais!

Crédito das fotos:
Número Três - www.forum.kooora.com
Senna e Sua McLaren I - www.mecanicaonline.com.br
Senna e Sua McLaren II - www.members.home.nl
Primeira Volta - www.f1-facts.com
Senna e Sua McLaren III - www.funof1.com.ar
Erro I e II - www.youtube.com