sábado, 19 de janeiro de 2008

CBA divulga calendário 2008 do esporte a motor nacional

Demorou, mas a Confederação Brasileira de Automobilismo finalmente confirmou as datas das principais categorias do esporte a motor nacional, segundo noticiou hoje o site Grande Prêmio. Enfim, a entidade divulgou a primeira versão de seu calendário 2008, ainda com vários eventos pendentes. Stock Car e GT3 Brasil, por exemplo, estão entre as competições que possuem etapas "a definir".

No caso da Stock Car, foram feitas pequenas alterações em relação ao calendário provisório, que a direção da categoria havia divulgado há algumas semanas. Agora, a etapa final passa para dezembro e deve ser disputada em Interlagos, e não mais em Tarumã. Além disso, a sede da chamada "Corrida do Milhão" ainda não foi decidida, embora o Autódromo de Jacarepaguá continue sendo o preferido dos organizadores da Stock.

Por sua vez, a GT3 Brasil vai ter oito etapas em 2008, seis delas no Brasil. Apesar da CBA não confirmar, está praticamente certo que as duas últimas paradas da categoria serão na cidade argentina de San Luis e o no balneário uruguaio de Punta del Este. No site oficial da GT3 Cup, que pode ser acessado pelo portal da FIA, o calendário da GT3 Brasil já aparece completo, com a inclusão de ambas as etapas "estrangeiras".

Para terminar, a Fórmula Truck também teve suas datas divulgadas hoje. De acordo com o calendário da CBA, a categoria abre sua temporada no dia 3 de março, em Guaporé, e encerra o campeonato a 7 de dezembro, mais uma vez em Brasília. A única interrogação que fica é em relação à prova de São Paulo, que consta no calendário da CBA, mas é dúvida. Afinal, o Autódromo de Interlagos teoricamente aboliu etapas da Truck, alegando que os caminhões são pesados demais e estragam o asfalto.

A seguir, os calendários de Stock Car, GT3 Brasil e Fórmula Truck:

Stock Car:
13/04 – Etapa de Interlagos
03/05 – Etapa de Brasília
18/05 – Etapa de Curitiba
21/06 – Etapa de Santa Cruz do Sul
05/07 – Etapa de Campo Grande
02/08 – Etapa de Interlagos
31/08 – "Corrida do Milhão", em local a definir
13/09 – Etapa de Londrina
28/09 – Etapa de Curitiba
09/11 – Etapa em local a definir
23/11 – Etapa de Tarumã
07/12 – Etapa de Interlagos

GT3 Brasil:
06/04 – Etapa de Curitiba
11/05 – Etapa de Interlagos
15/06 – Etapa de Goiânia
13/07 – Etapa de Interlagos
07/09 – Etapa de Jacarepaguá
12/10 – Etapa de Tarumã
30/11 – Etapa de San Luis (a confirmar)
14/12 – Etapa de Punta del Este (a confirmar)

Fórmula Truck:
02/03 – Etapa de Guaporé
08/04 – Etapa de Interlagos (a confirmar)
11/05 – Etapa do Ceará
01º/06 – Etapa de Caruaru
06/07 – Etapa de Goiânia
03/08 – Etapa de Jacarepaguá
14/09 – Etapa de Campo Grande
12/10 – Etapa de Curitiba
09/11 – Etapa de Tarumã
07/12 – Etapa de Brasília

Além disso, a CBA também anunciou as datas de outras oito competições: Stock Car Light, Stock Jr., Troféu Maserati, Marcas e Pilotos, Endurance, Copa Clio, Pickup Racing e Fórmula Brasil. Para conferir as etapas dessas categorias, basta clicar aqui.

Em breve, o Calendário 2008 do Mundo da Velocidade também será atualizado com as mudanças anunciadas hoje.


Dia de notícias escassas no mundo da Fórmula 1. De importante, apenas uma reportagem da Auto Bild, publicada neste sábado. Segundo a revista, o empresário Alejandro Agag e o ex-piloto Adrian Campos teriam adquirido 50% da Super Aguri, que estaria enfrentando graves dificuldades financeiras. Por enquanto, a informação não é confirmada, mas pode ser uma explicação para a demora do anúncio de Anthony Davidson e Takuma Sato como pilotos da Aguri para 2008. Será que vem surpresa por aí?

Além disso, vale mencionar uma matéria do jornal suíço Blick. De acordo com a publicação, o chefão da Formula One Manegement, Bernie Ecclestone, faria parte da próxima lista de condecorados pela rainha Elizabeth II. Se a notícia for verdadeira, Ecclestone ganharia o título de "Sir" em cerimônia programada para junho, mês de aniversário da rainha. "Caso eu receba essa oferta, pensaria seriamente se deveria aceitá-la", disse Ecclestone ao Blick.

Convenhamos: será que existe alguma chance de Bernie recusar??



O sábado também não teve um noticiário muito agitado nas demais categorias do automobilismo mundial. Na MotoGP, a única informação relevante é que Valentino Rossi pode abandonar a Yamaha no fim de 2008, caso não conquiste o título da próxima temporada. "Rossi precisa definir o seu futuro. É por isso que este ano é tão importante para nós. Precisamos provar que temos capacidade de ganhar o campeonato", falou o chefe da Yamaha, Davide Brivio.

Por fim, vale mencionar que a GP2 Asia realizou hoje a primeira sessão de testes coletivos de sua história, em Dubai. A categoria, porém, começou com o pé esquerdo: um temporal atingiu a pista árabe - localizada num deserto! - e alagou parte do traçado. De qualquer maneira, 24 pilotos treinaram hoje, incluindo os brasileiros Bruno Senna e Diego Nunes. Alberto Valério, também escalado, teve problemas mecânicos e ficou de fora. A seguir, os tempos do dia:

1. Romain Grosjean/França/ART, 1:22.497s
2. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:23.051s
3. Adrian Valles/Espanha/FMS, 1:23.078s
4. Luca Filippi/Itália/Qi-Meritus, 1:23.079s
5. Bruno Senna/Brasil/iSport, 1:23.181s
6. Marco Bonanomi/Itália/Minardi by Piquet, 1:23.265s
7. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, 1:23.505s
8. Jérôme d’Ambrosio/Bélgica/DAMS, 1:23.684s
9. Michael Herck/HolandaFMS,) 1:23.959s
10. Marcello Puglisi/Itália/Minardi by Piquet, 1:24.120s
18. Diego Nunes/Brasil/Campos, 1:24.752s
25. Alberto Valério/Brasil/Durango, Sem tempo

Os testes da GP2 Asia em Dubai vão até terça. Depois, a partir da próxima sexta, a categoria já realiza os primeiros treinos da etapa inaugural da temporada 2008, também em Dubai.


O vídeo do dia vai agradar bastante aos chamados "puristas". Trata-se do compacto do Grande Prêmio da Bélgica de 1961, disputado no magnífico traçado antigo de Spa-Francorchamps, e vencido pelo americano Phil Hill. As imagens são muito nítidas - considerado a baixa tecnologia da época - e mostram cenas raras daqueles tempos românticos da Fórmula 1. Vale a pena conferir:



Neste domingo, o Blog volta comentando as atividades da A1GP. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Bernie Ecclestone - http://www.dailymail.co.uk/
Valentino Rossi - http://www.gpupdate.net/

Na A1GP, Nova Zelândia e França saem na frente em Taupo

Dessa vez, os palpites do Blog parecem ter sido certeiros. Afinal, minhas duas apostas para a rodada dupla de Taupo da A1GP - Nova Zelândia e França - marcaram as poles para as corridas de amanhã. Ao mesmo tempo, a equipe brasileira teve um desempenho mediano, e vai largar de posições intermediárias do grid.

Na primeira classificação, a Nova Zelândia fez a festa da torcida no circuito de Taupo. O representante neo-zelandês, Jonny Reid, cravou a pole para a Sprint Race na sua última tentativa, quando faltavam apenas alguns minutos para o final da sessão. Na seqüência, a África do Sul (Adrian Zaugg) fez o segundo tempo, com a França (Löic Duval) em terceiro.

Mais tarde, os franceses, que já haviam liderado os treinos de sexta, recuperaram a boa forma e estabeleceram o primeiro tempo na classificação para a Feature Race. Apenas a 0.035s da França, a Alemanha (Christian Vietoris) completa a primeira fila, com a Suíça (Neel Jani) aparecendo logo a seguir.

Enquanto isso, o Brasil ficou em 10º e 11º. Neste fim de semana, o piloto da equipe brasileira - Sérgio Jimenez - tenta se recuperar do desastroso desempenho na última etapa da A1GP, em Zhuhai, quando acabou envolvido em acidentes logo no início de ambas as baterias. Apesar de não ter conseguido largar entre os líderes em Taupo, Jimenez mostrou otimismo. "O carro está bem acertado para as corridas", disse ele.

A seguir, o resultado dos treinos classificatórios deste sábado, em Taupo:

Grid da Sprint Race
1. Nova Zelândia/Jonny Reid, 1:15.241
2. África do Sul/Adrian Zaugg, 1:15.522s
3. França/Loic Duval, 1:15.628s
4. Alemanha/Christian Vietoris, 1:15.724s
5. Holanda/Jeroen Bleekemolen, 1:16.036s
10. Brasil/Sergio Jimenez, 1:16.408s

Grid da Feature Race
1. França/Loic Duval, 1:15.296s
2. Alemanha/Christian Vietoris, 1:15.331s
3. Suíça/Neel Jani, 1:15.476s
4. Canadá/Robert Wickens, 1:15.588s
5. Nova Zelândia/Jonny Reid, 1:15.618s
11. Brasil/Sergio Jimenez, 1:16.024s

O Speed Channel transmite as corridas, ao vivo, às 23 horas deste sábado. No domingo pela manhã, a RedeTV mostra o compacto das provas, às 11 horas. Até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias deste sábado. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Divulgadas primeiras fotos do novo circuito de Valência

Atualizado às 00:40hs do dia 19/01, com o comentário sobre as demais notícias da sexta e o "vídeo do dia"

A partir deste ano, o Grande Prêmio da Europa passa a ser sediado em Valência, num novíssimo circuito de rua montado na zona portuária da cidade. Na última quinta, o site Motosport.com divulgou as primeiras fotos da nova pista, que ainda está longe de pronta. De qualquer maneira, as imagens já dão uma idéia da dificuldade do traçado e do belíssimo cenário de Valência. O projeto do circuito, para variar, foi feito pelo arquiteto alemão Hermann Tilke.

As fotos estão logo abaixo:


As obras do Paddock já estão a pleno vapor. O prédio principal, por exemplo já está pronto...


... mesmo assim, ainda há muito trabalho pela frente. As obras do box estão bem no início


Visão da reta de largada


Logo após a largada, os pilotos fazem uma leve curva para a esquerda...


Aproximação da curva 1


Aí está a curva 1, um cotovelo fechado para a esquerda


Reta logo após a curva 1


Reta logo após a curva 1


Aproximação da curva 2


Aproximação da curva 2


Curva 2


Saída da curva 2 e curva 3


Reta após a curva 3


Curva 4


Obras na segunda ponte da pista


Obras na futura reta oposta do circuito


O trabalho neste setor do circuito está só começando...


Saída da curva 8


Reta após a curva 9


Uma das retas principais

A impressão inicial é de um traçado difícil e apertado, com um visual que lembra Long Beach e Surfers Paradise, por exemplo. O G.P. da Europa está marcado para o dia 24 de agosto. Será que até lá fica tudo pronto?


O título da temporada 2008 da Fórmula 1 está apenas entre Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton. Ao menos, essa é a opinião do próprio Hamilton. "Agora, estou mais experiente, focado e concentrado. Tenho certeza de que vou disputar o campeonato, e Raikkonen deve ser meu maior adversário", disse o inglês ao Gazzeta dello Sport. A McLaren, aliás, confirmou hoje a renovação de contrato de Hamilton até 2012. Chances para levar o título, portanto, não vão faltar...

Enquanto isso, a FIA entrou de cabeça em mais duas polêmicas. A primeira tem relação com o aumento do preço da superlicença, a "carteira de motorista" dos pilotos da Fórmula 1. De acordo com as novas regras, o valor de renovação do documento passa a custar 10 mil euros, contra 1.690 euros do ano passado. Além disso, cada ponto conquistado rende 2 mil euros aos confres da entidade. Para se ter uma noção, o campeão Kimi Raikkonen, por exemplo, vai precisar desembolsar 230 mil euros para continuar correndo na Fórmula 1...

Esse e outros absurdos estão irritando profundamente várias personalidades do mundo do automobilismo, como o tricampeão Jackie Stewart. Crítico feroz do presidente da FIA, Max Mosley, Stewart mostrou de forma clara a sua insatisfação em entrevista concedida ontem à imprensa britânica: "Mosley não é pago para cumprir sua função. Por isso, ele não passa de um amador". Sem dúvida, a declaração de Stewart talvez tenha sido uma das melhores definições para Mosley, claramente o homem errado para conduzir o esporte a motor.

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale registrar que a BMW finalizou hoje sua semana de testes no circuito Ricardo Tormo, em Valência. Nesta sexta, Nick Heidfeld completou 91 voltas com o F1.08 - o modelo da equipe alemã para a temporada 2008 - tendo tido problemas mecânicos na parte da manhã. Por sua vez, Robert Kubica concluiu 42 voltas, testando com o carro do ano passado.


A França saiu na frente na rodada dupla de Taupo, quinta etapa da temporada 2007/08 da A1GP. Aposta do Blog, o representante francês - Löic Duval - terminou os treinos de sexta em primeiro, superando a Irlanda (Adam Carroll) e a Suíça (Neel Jani), que vieram logo a seguir. Meu outro palpite, a Nova Zelândia (Jonny Reid), fechou em oitavo, cinco posições à frente do Brasil (Sérgio Jimenez). Os treinos classificatórios para as provas de domingo acontecem neste sábado.

Ao mesmo tempo, o Chile oficializou hoje sua intenção de sediar o Rally Dacar a partir de 2009. Em Paris, o subsecretário de Esportes chileno, Jaime Pizarro, encontrou-se com representantes da empresa organizadora da competição, e entregou uma carta de intenções assinada pela própria presidente, Michelle Bachelet. No cenário atual, Chile e Argentina estão vencendo a disputa pelo Dacar, mas Rússia, China e uma série de países africanos também querem receber o evento.

Na MotoGP, a notícia do dia foi a apresentação da nova moto da Yamaha, em festa realizada ontem em Turim. Principal piloto da equipe japonesa, Valentino Rossi mostrou-se bastante otimista: "Acredito que aprendemos com os erros da última temporada. Este ano é muito importante para o time. Precisamos voltar a ser competitivos", disse Rossi, que vai ter o atual campeão das 250 cc, Jorge Lorenzo, como companheiro em 2008.

Por fim, vale mencionar que o mineiro Raphael Matos fechou contrato hoje com a Andretti Green, e vai disputar o próximo campeonato da Indy Pro Series. Caso consiga bons resultados, o piloto brazuca pode subir para a categoria principal, a IRL. Por enquanto, o Brasil já tem dois nomes confirmados na próxima temporada da IPS: além de Matos, Bia Figueiredo também já está garantida.


O vídeo do dia é uma ótima pedida para os fãs de Ayrton Senna. São imagens do podium do Grande Prêmio de Portugal de 1985, palco do primeiro dos 41 triunfos do tricampeão. Reparem na alegria genuína dos integrantes da Lotus - equipe que estava em jejum de vitórias há três anos - e na impressionante tranqüilidade de Senna. Ele parecia ter certeza de que aquilo era só o começo...:



Neste sábado, o Blog volta comentando as atividades da A1GP e as principais notícias do dia. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Circuito de Valência - http://www.motorsport.com/

Agenda do fim de semana (18 a 20/01)

Após cinco semanas de estiagem, o mundo da velocidade volta a ficar agitado com o retorno da A1GP, a primeira categoria importante a realizar etapa em 2008. Hora de consultar a sempre útil agendinha:

Domingo, 20 de janeiro de 2008

A1GP: Rodada dupla de Taupo na Nova Zelândia

Dominada pela França na temporada 2005/06 e pela Alemanha no campeonato de 2006/07, a A1GP parece estar muito mais equilibrada dessa vez. A Suíça lidera o certame 2007/08 com 79 pontos, mas há pelo menos outras seis equipes com chances razoáveis conquistar o troféu de campeão. Entre elas, a França, que vem na vice-liderança da tabela de classificação, somando 60 pontos.

Os franceses - comandados pelo piloto Löic Duval - são uma das apostas do Blog para a quinta etapa da A1GP, que a categoria realiza neste fim de semana em Taupo. No ano passado, Duval andou muito bem no circuito neo-zelândês, conseguindo dois segundos lugares. Por fim, meu outro palpite vai para os donos da casa, liderados por Jonny Reid. Em terceiro no campeonato - somando 59 pontos - a equipe da Nova Zelândia precisa de um bom resultado para se manter na briga pelo título.
Palpites do Blog para as corridas: França e Nova Zelândia.

Até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias desta sexta. Nos vemos por aí!

Crédito da foto (A1GP): www.motorsport.com

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Confirmado: Fórmula 1 terá teto de orçamento a partir de 2009

Dessa vez, nem a oposição da Ferrari foi capaz de frear o novo pacote da FIA para "cortar custos". Nesta quinta, a entidade máxima do automobilismo anunciou uma série de medidas polêmicas, em que se destaca a introdução de um teto de orçamento para todas as equipes da Fórmula 1. A informação foi divulgada pelo site Autosport, que publicou uma carta enviada pelo presidente da FIA, Max Mosley, a representates das onze equipes da categoria.

De acordo com as novas regras, ficam limitados os gastos na aerodinâmica, nos motores, nas ações de propaganda e marketing e até nos salários dos pilotos. O valor do teto deve ser acertado numa reunião entre a FIA e as equipes no dia 31 de janeiro, em Paris. Ao que parece, o objetivo de Max Mosley é introduzir o limite orçamentário já em 2009, e estendê-lo também para 2010 e 2011.

A idéia do teto foi primeiramente discutida há algumas semanas, quando encontrou forte resistência da Ferrari. Apesar disso, a FIA não desistiu do projeto, e acabou ganhando apoio de outras equipes, como a BMW. Na prática, a introdução de um limite dos gastos vai contra os princípios da livre competição. O interesse de ajudar os times mais fracos e de incrementar o "espetáculo", porém, terminou falando mais alto.

Também hoje, a FIA confirmou algumas pequenas mudanças no regulamento de 2008. A principal delas é que as equipes passam a ter direito a uma quebra de motor por temporada, só recebendo a famosa punição da perda de dez posições no grid a partir da segunda troca de propulsor. Ao mesmo tempo, a Bridgestone aproveitou para confirmar que os pneus de 2008 serão basicamente idênticos aos do ano passado.

Alheio a todas as polêmicas da FIA, o homem apontado como o possível sucessor de Bernie Ecclestone deu uma entrevista bastante fora do comum ao jornal Corriere della Serra. Favorito para assumir o comando da Formula One Management quando Ecclestone se aposentar, Flavio Briatore resolveu fazer comparações sem muito sentido entre os atuais pilotos da Fórmula 1 e alguns jogadores de futebol:

"O único Maradona que vi nas pistas foi Senna. Na minha opinião, Schumacher está mais para um Van Basten. Alonso é como Messi - já que comete poucos erros - e Raikkonen parece o Luca Toni, pois fala pouco e produz bastante. Hamilton me lembra Drogda, do Chelsea, porque ambos costumam ser menosprezados. Massa é como Zambrotta, uma vez que os dois têm grande espírito de equipe. E, para terminar, espero que Nelsinho possa ser como Alexandre Pato, novo destaque do Milan".

Comentário único: se os conhecimentos futebolísticos de Flavio Briatore forem semelhantes à sua capacidade de administrar a Fórmula 1, então a categoria estará em péssimas mãos...


"Acho difícil eles terem melhorado tanto assim, de uma hora para a outra". A frase é de Kimi Raikkonen, sobre o desempenho da Renault nos testes coletivos de Jerez, nesta semana. E está certíssima. Embora tenha liderado o segundo dia de ensaios com Fernando Alonso, a equipe francesa ainda precisa evoluir mais um pouco antes de poder enfrentar Ferrari e McLaren de igual para igual. Com Alonso no comando, porém, isso não é tão impossível assim...

A Renault, aliás, bancou hoje a estréia de Álvaro Parente com um carro de Fórmula 1. Campeão da World Series no ano passado, o português completou 64 voltas em Jerez, cravando 1:21.721s na melhor delas. O tempo é cerca de dois segundos mais lento do que o de Fernando Alonso, na terça. "Foi um dia fantástico. Agradeço muito à Renault pela oportunidade", disse Parente. Seu desempenho, de fato, foi bastante promissor.

Enquanto isso, a Toyota veio à imprensa esclarecer boatos sobre uma suposta saída da Fórmula 1. Falando ao Gazzeta dello Sport, o presidente da equipe, John Howett, ressaltou que a Toyota está comprometida com a Fórmula 1 até 2012, no mínimo: "Os boatos sobre a nossa retirada não têm fundamento. Assinamos o Pacto da Concórida e, portanto, temos um compromisso com a Fórmula 1 por mais cinco anos".

Por sua vez, a Red Bull chegou hoje ao noticiário por conta de uma declaração muito otimista do dono da empresa das bebidinhas energéticas, Dietrich Mateschitz. "Sem falsa modéstia, meu palpite é que este ano será excelente para nós. Vamos conseguir alguns podiuns mas, em condições normais, uma vitória ainda está fora de cogitação. Isso só deve acontecer em 2009", falou Mateschitz, num comunicado da equipe.

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale mencionar também as palavras do diretor técnico da Force India, Mike Gascoyne: "Nossos pilotos têm uma ótima motivação para acelerar na próxima temporada. Eles só precisam olhar para o nosso piloto de testes, Vitantonio Liuzzi. Se Sutil e Fisichella quiserem continuar em 2009, então vão precisar mostrar serviço". Uma declaração, convenhamos, no mínimo estranha.

Será que Gascoyne já está antecipando problemas de motivação para os seus pilotos? Porque isso seria quase inevitável caso a Force India não saia das últimas colocações...


Ralf Schumacher andou ontem, pela primeira vez, com o carro que a Mercedes utiliza na DTM, e parece ter gostado da experiência. De acordo com o diretor de competições da montadora alemã, Norbert Haug, o desempenho do ex-piloto da Toyota foi "bastante satisfatório". Agora, a Mercedes espera por uma resposta de Ralf, que receberia um salário estimado em 2,5 milhões de euros...

Ao mesmo tempo, Alex Zanardi anunciou hoje, em comunicado distribuído à imprensa, que pode disputar as Paraolimpíadas de Pequim, marcadas para setembro deste ano. Após terminar em quarto numa categoria especial da Maratona de Nova York - pedalando uma bicicleta adaptada - Zanardi disse estar pensando em iniciar "uma nova aventura". Para os seus fãs, porém, a participação em Pequim seria apenas mais uma prova de sua incrível determinação. O bicampeão da CART, vale lembrar, perdeu as duas pernas num acidente há seis anos.

Em Daytona, a Nascar encerrou nesta quarta sua segunda semana de testes de pré-temporada. Dessa vez, o mais rápido foi o queridinho Dale Earnhardt Jr., que parece estar se adaptando muito bem à equipe Hendrick. Dave Blaney e Michael Waltrip completaram os três primeiros, enquanto o bicampeão Jimmie Johnson foi o sétimo. Mais atrás, Dario Franchitti fechou em oitavo, Jacques Villeneuve terminou em 11º, Jeff Gordon ficou em 17º, Juan Pablo Montoya não passou de 29º e Sam Hornish Jr. foi apenas o 49º.

Por fim, vale mencionar uma nota publica hoje, na coluna de Ancelmo Góis no Globo. Segundo o jornalista, a pivô do escândalo que afastou Renan Calheiros da presidência do Senado, Mônica Velloso, fechou contrato com o SBT para apresentar um programa sobre... automobilismo! O nome já está definido: "Vrum". Pode parecer ruim, mas a notícia é excelente para o esporte a motor.

Porque, sem dúvida alguma, o programa vai atrair muito mais atenção do que seria normal...


O vídeo do dia está dividido em duas partes, e é sensacional. Trata-se de uma coletânea com as melhores filmagens onboard da última temporada, contendo vários momentos memoráveis do campeonato de 2007. Destaque para o erro de Hamilton da China, a ultrapassagem de Heidfeld sobre Alonso no Bahrein e a disputa entre Massa e Kubica no Japão. Vale a pena conferir:


Primeira parte


Segunda parte

Nesta sexta, o Blog volta com a reestréia da seção Agenda do fim de semana, apresentando os destaques do mundo da velocidade para os próximos três dias. E, mais tarde, comentários sobre as principais notícias do esporte a motor. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Flavio Briatore - http://www.askmen.com/
Álvaro Parente - http://www.motorsport.com/
Mônica Velloso - http://www.srhype.com/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 5

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Europa/1999
9. Mônaco/1982
8. Mônaco/1984
7. Inglaterra/1975
6. Europa/1993
QUINTA COLOCADA - Grande Prêmio da Austrália de 1991

No início de sua trajetória, a Fórmula 1 era uma categoria acostumada a corridas longas. Em alguns casos, as provas chegavam a durar de três a quatro horas, representando um enorme teste de resistência para os pilotos. Com o tempo, os G.Ps. foram ficando mais curtos, até que uma regra instituída em 1973 limitou o tempo total dos eventos a duas horas.

As corridas ficaram mais curtas, satisfazendo a televisão e o público em geral. Numa certa ocasião, porém, as condições climáticas eram tão desfavoráveis que os organizadores foram obrigados a tomar uma medida radical. Não era a primeira vez que uma prova era interrompida antes do tempo, mas isso nunca havia acontecido tão cedo. E, assim, o G.P. da Austrália de 1991 entrou para a história com um recorde insólito.

Vinte e quatro minutos e meio. Catorze voltas, para ser mais exato. Foi essa a duração da corrida mais curta da história. Mesmo assim, houve tempo de sobra para que a prova de Adelaide se transformasse num autêntico caos. Correndo em condições impossíveis, os pilotos mal conseguiam ficar em linha reta. O resultado: uma sucessão de acidentes bizarros e perigosos, que transformaram aquele G.P. num dos mais confusos de sempre...

Em 1989, o circuito de Adelaide (à direita) já havia sido sede de uma prova recheada de batidas, e que terminou com apenas oito carros recebendo a bandeirada. Dois anos depois, porém, seria muito pior. Quando a Fórmula 1 chegou à Austrália para a última etapa de 1991, o campeonato já estava decidido a favor de Ayrton Senna. Mas isso não era motivo para que os outros pilotos diminuíssem seu ritmo.

O treino classificatório foi um prenúncio do que seria a corrida. Já de cara, Gabriele Tarquini e Aguri Suzuki bateram forte, em acidentes causados principalmente pelo asfalto sujo de Adelaide. No fim, Senna fez a pole, com seu escudeiro Gerhard Berger em segundo. Logo atrás, vinham as duplas da Williams - Nigel Mansell e Riccardo Patrese - e a da Benetton, Nelson Piquet e Michael Schumacher.

Na hora da largada, uma tempestade extramamente violenta atingiu Adelaide em cheio. Sem alternativa, os fiscais adiaram a prova durante alguns minutos, antes de cederem à pressão das emissoras de TV e do público nas arquibancadas. Não havia como prosseguir com a corrida, mas o Mundial de Construtores ainda estava em jogo entre McLaren e Williams, e isso acabou sendo usado como desculpa.

Cautelosos, os 26 pilotos largam sem arriscar. Senna mantém a ponta, enquanto Mansell ultrapassa Berger na disputa pela segunda colocação. A visibilidade é praticamente nula, e o risco de aquaplanagem, iminente. Mansell ameaça uma manobra sobre Senna, mas desiste quando seu carro começa a balançar de maneira quase incontrolável. Era só pegar o vácuo da McLaren para que o carro ficasse absurdamente instável...

Contrariando todas as expectativas, nenhum acidente acontece de início. Então, a partir da quarta volta, os pilotos começam a sair da pista. O primeiro a bater é o japonês Satoru Nakajima, naquela que seria a última prova de sua carreira. Uma volta mais tarde, um acidente múltiplo quase fecha a principal reta de Adelaide, numa cena inacreditável para os padrões da Fórmula 1 moderna.

Disputando o quarto lugar, Schumacher toca-se com Piquet e roda. O alemão fica atravessado na pista e Jean Alesi, sem ver nada, bate também. Pensa que acabou? Ainda não. A Ferrari de Alesi fica estacionada justamente na linha dos outros pilotos. Dois deles - Thierry Boutsen e Nicola Larini - não conseguem desviar. Resultado: ambos batem e abandonam, e o carro de Larini parado exatamente à frente da Ferrari destruída de Alesi.

Para os pilotos que continuam na prova, a situação é caótica. Se não bastasse a chuva, eles agora precisam desviar dos detritos espalhados no ponto de maior velocidade da pista! Quase desapercebido, Piquet dá um belo giro de 360º, conseguindo voltar sem perder posição. Logo depois, Pierluigi Martini roda completamente sozinho em plena reta. O italiano acerta o muro e abandona, deixando mais um carro perigosamente parado no meio da pista.

Ao mesmo tempo, a chuva começa a ficar ainda mais intensa. Numa mesma volta, Berger roda duas vezes. Milagrosamente, o austríaco não bate em ninguém e continua na prova, ainda em terceiro. Mansell, porém, não tem a mesma sorte: andando colado em Senna, o inglês erra e bate forte no trecho inicial do circuito, machucando o tornozelo. Para a direção da corrida, é a gota d'água.

Enquanto uma ambulância entra na pista para socorrer Mansell, Maurício Gugelmin roda no meio dos boxes, atropelando dois fiscais. Por sorte, nenhum deles fica seriamente machucado. Finalmente, a bandeira vermelha é acionada. Alívio para Senna, que havia passado várias voltas gesticulando para os organizadores. O brasileiro vence, com Mansell e Berger sendo classificados em segundo e terceiro. Na seqüência, Piquet, Patrese e Gianni Morbidelli completam os seis primeiros.

O fim súbito do G.P. da Austrália vem como um choque para Piquet, que estava se aposentando naquela corrida. Ele chega aos boxes e fica dentro do carro, esperando pelo reinício da prova. Quando o encerramento da corrida é confirmado, Piquet simplesmente se recusa a deixar o cockpit, numa cena testemunhada apenas por alguns mecânicos da Benetton.

"Vamos, me deixe sair para só mais uma volta!", insiste Piquet a Giorgio Ascanellli, o responsável pela sua Benetton. A pista estava fechada, porém, e Ascanelli nada pode fazer. Só então o engenheiro percebe a importância daquele momento: com o fim prematura da prova, também havia acabado de modo súbito a carreira de Piquet...

Por ter sido a corrida de Fórmula 1 disputada provavelmente nas piores condições já verificadas, pela sucessão de acidentes perigosos e bizarros que chegaram a fechar a pista no seu ponto mais rápido, e por ter o recorde de "corrida mais curta da história", o G.P. da Austrália de 1991 leva o quinto lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

O G.P. da Austrália de 1991 foi tão curto que pode ser visto no YouTube em apenas quatro partes, de aproximadamente dez minutos cada. Portanto, se você estiver com tempo e paciência, aí vão os vídeos:


Primeira Parte


Segunda Parte


Terceira Parte


Quarta Parte

A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na terça que vem, com o número quatro da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Número Cinco - http://www.dkimages.com/

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

De forma discreta, Red Bull lança RB4 em Jerez

Atualizado às 16:40hs, com os comentários sobre as notícias desta quarta e a seção "vídeo do dia"

Numa cerimônia simples e rápida, a Red Bull lançou hoje, em Jerez, seu modelo para a temporada 2008 da Fórmula 1: o RB4. Considerado uma evolução natural do antecessor - o RB3 - o novo carro busca manter o bom ritmo da equipe, com um pouco mais de confiabilidade. As primeiras fotos do RB4 estão logo abaixo:






Como sempre, as fotos abaixo são um rápido comparativo entre o modelo deste ano e o da última temporada. Dessa vez, é difícil perceber muitas diferenças. O carro novo é o da esquerda:




Visualmente, o novo Red Bull é praticamente idêntico ao seu antecessor. A única grande diferença é a introdução da chamada "ponte" na asa dianteira, seguindo a tendência da maioria das outras equipes. Além disso, a Red Bull também reforçou a segurança do cockpit, e mudou ligeiramente o desenho da tampa do motor.

Como vem acontecendo nos projetos recentes de Adrian Newey, o bico é fino e alongado, semelhante ao da McLaren. Escolhido para fazer o shakedown do RB4, David Coulthard andou hoje com o novo carro em Jerez, mas teve o teste prejudicado por causa da chuva. Mesmo assim, o escocês saiu satisfeito: "É ótimo ver o RB4 pronto para correr! Por enquanto, estamos progredindo muito bem".

Recém-contratado pela Red Bull, o engenheiro Geoff Willis disse que o novo carro representa "um grande passo" em relação ao RB3: "Acredito que fizemos um bom trabalho no desenho deste novo carro, que é bem mais complexo do que o anterior". Por sua vez, o projetista Adrian Newey manteve um discuros parecido: "De certa forma, o RB4 é uma evolução do conceito do RB3. Agora, vamos saber lidar melhor com o carro que temos em nossas mãos".

Após realizar o shakedown do RB3 no ano passado, Mark Webber foi preterido pelo companheiro David Coulthard desta vez. De qualquer maneira, o australiano mostrou bastante otimismo na apresentação do RB4: "Quero ir melhor do que em 2007. Espero que o time tenha resolvido os problemas de confiabilidade, nosso ponto fraco no ano passado".

Para o chefe de equipe Christian Horner, o objetivo da Red Bull é se estabelecer no pelotão de frente, junto a BMW, Renault e Williams. "É com elas que devemos brigar", disse Horner. Além disso, o dirigente também ressaltou a importância de ter um "grupo forte", e elogiou a parceria com a Renault, fornecedora de motores da Red Bull.

Antes de terminar a apresentação, a Red Bull também informou que o suíço Sebastien Buemi, confirmado na próxima temporada da GP2, é o novo piloto de testes e reserva da equipe. "Essa oportunidade é uma grande chance para mim. Estou muito feliz e agradeço muito à Red Bull, que sempre apoiou a minha carreira", falou a promessa de 19 anos.

Agora, a próxima festa de lançamento é a da Honda, no dia 29 de janeiro. Já na semana que vem, porém, Renault e Williams devem estrear seus novos modelos, durante a semana de testes de Valência.


Timo Glock liderou hoje o último dia de testes coletivos em Jerez de la Frontera, mostrando certo potencial com a nova Toyota. Após andar de forma discreta nos ensaios de segunda e terça, o alemão virou um tempo muito melhor nesta quarta, superando em 0.320s seu adversário mais próximo, Lewis Hamilton. Na seqüência, Fernando Alonso completou os três primeiros.

A dupla da Ferrari, dessa vez, ficou no meio da tabela de classificação. Felipe Massa foi o mais rápido da equipe vermelha, em quinto, atrás também da Toro Rosso de Sebastien Bourdais. Ao mesmo tempo, Kimi Raikkonen não passou de oitavo, sem se preocupar em marcar tempos competitivos.

De resto, vale destacar a décima posição de Adrian Sutil - pela primeira vez andando como titular da Force India - e o 12º lugar de David Coulthard, já com o novo carro da Red Bull. O escocês rodou apenas 54 voltas, tendo sofrido um problema de motor logo antes do encerramento das atividades.

Mais uma vez, a chuva atrapalhou parte das atividades, deixando a pista bastante molhada durante o período da manhã. O sol saiu à tarde, mas as equipes ainda foram obrigadas a adaptar seus planos. Ao longo do dia, vários pilotos deram escapadas, com destaque para Hamilton - culpado por duas bandeiras vermelhas - e para o reserva da Williams, Nico Hulkenberg, que provocou três interrupções.

A seguir, a classificação dos testes desta quarta, em Jerez:

1. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:19.799s (96 voltas) - Carro de 2008
2. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:20.099s (73) - Carro de 2008
3. Fernando Alonso/Espanha/Renault, 1:20.363s (49) - Carro de 2007
4. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:20.407s (51) - Carro de 2007
5. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:20.500s (85) - Carro de 2008
6. Heikki Kovalainen/Finlândia/McLaren, 1:20.535s (79) - Carro de 2008
7. Kamui Kobayashi/Japão/Toyota, 1:20.577s (53) - Carro de 2007
8. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:20.646s (88) - Carro de 2008
9. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:20.758s (57) - Carro de 2007
10. Adrian Sutil/Alemanha/Force India, 1:21.705s (71) - Carro de 2007
11. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:22.275s (53) - Carro de 2007
12. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:22.581s (54) - Carro de 2008
13. Nico Hulkenberg/Alemanha/Williams, 1:24.023s (65) - Carro de 2007
14. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:24.873s (50) - Carro de 2007

A única equipe que permanece em Jerez é a Renault, que realiza amanhã um treino com o campeão da World Series em 2007, o português Álvaro Parente. Na semana que vem, a escuderia francesa volta a encontrar suas rivais em Valência, para uma nova bateria de testes.


A BMW pretendia realizar hoje, em Valência, o segundo dia de testes do seu novo carro, o F1.08. Infelizmente para a equipe alemã, ventos de mais de 100 quilômetros atrapalharam toda a programação do time, impedindo que Nick Heidfeld fizesse sua estréia com o F1.08. Se o tempo melhorar, Heidfeld deve ir para a pista amanhã, acompanhado do estoniano Marko Asmer, grande favorito para assumir o cargo de piloto de testes na BMW.

Enquanto isso, a Mercedes voltou a negar qualquer intenção de aumentar sua participação acionária na McLaren. "O status quo continua sendo o mesmo. Não temos mais nada a comentar sobre o assunto", disse hoje um porta-voz da montadora alemã. Segundo a revista Auto Motor und Sport, a Mercedes já teria fechado parte da compra da McLaren, e o anúncio poderia ser feito já em março.

Ao mesmo tempo, o chefe da equipe da Red Bull, Christian Horner, juntou-se ao grupo contrário à padronização da Unidade de Controle Eletrônico (ECU, na sigla em inglês). O acessório é produzido pela Microsoft, parceira da McLaren. Para Horner, o uso obrigatório do ECU por todas as equipes é uma vantagem para o time prateado: "Definitivamente, a McLaren está um passo à frente". Além dele, dirigentes da Ferrari, da BMW e da Renault já se colocaram contra o ECU.

Por fim, vale mencionar um comunicado distribuído hoje pelo Parlamento da União Européia à FIA, recomendando que a entidade se esforce para tornar a Fórmula 1 uma categoria mais ecologicamente viável. Diz o texto: "Temos certeza de que o automobilismo pode influenciar os consumidores a adotarem tecnologias 'verdes'. Estamos sugerindo mudanças como a adoção de bio-combustível e de motores de quatro cilindros, que são de fácil aplicação".

Na verdade, não é bem assim. Antes de qualquer coisa, a União Européia também vai precisar convencer a Ferrari...


O vídeo do dia é absolutamente genial, e vai deixar de queixo caído quem viveu a infância nos anos 80. Trata-se de uma recriação, usando seres humanos, do lendário jogo "Pole Position", praticamente o primeiro video-game de corrida da história. O diretor colocou várias pessoas sentadas num teatro e, mudando a posição dos voluntários a cada foto, criou a obra-prima aí debaixo:



Como bônus, segue também o vídeo do comercial do "Pole Position". Infelizmente, anúncios como esse daí não passam mais na TV...:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número cinco da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 6

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10.Europa/1999
9. Mônaco/1982
8. Mônaco/1984
7. Inglaterra/1975
SEXTA COLOCADA - Grande Prêmio da Europa de 1993

Se você acompanhou o post de ontem de ontem, já sabe o estrago que a chuva pode fazer numa corrida de Fórmula 1. No G.P. da Inglaterra de 1975, o clima instável transformou a prova numa verdadeira loteria, levando o caos ao circuito de Silverstone. Vários pilotos bateram, e a prova precisou ser interrompida simplesmente porque não haviam carros suficientes ainda na pista.

Durante muito tempo, aquele G.P. da Inglaterra foi lembrado como um exemplo perfeito da capacidade que a chuva tem de bagunçar as coisas. Quase vinte anos depois, porém, seria muito pior. No G.P. da Europa de 1993, as condições climáticas mudaram tantas vezes que a corrida estabeleceu o recorde absoluto de pit stops realizados. Quantos? Ninguém realmente sabe exatamente, porque contar todos é uma tarefa quase impossível.

No meio de tanta água, Ayrton Senna deu um show arrepiante, numa das maiores atuações da história do automobilismo. Era como se ele estivesse correndo no seco, e os outros no molhado. Mesmo assim, Senna também não escapou das peças que a chuva pregou naquele dia. Na verdade, praticamente não havia como escapar...

O G.P. da Europa de 1993 aconteceu apenas algumas semanas depois do G.P. Brasil do mesmo ano, quando a chuva já havia mudado de forma determinante o destino da corrida. Uma tempestade tropical atingiu o autódromo de Interlagos, e causou uma série de acidentes que tiraram, entre outros, o favorito Alain Prost da disputa. Aproveitando-se dos problemas do rival, Senna venceu pela segunda vez em casa, para delírio das arquibancadas.

Ainda era início de temporada, porém, e Prost continuava como o piloto a ser batido no campeonato. Quando a Fórmula 1 chegou a Donington para o G.P. da Europa, ninguém esperava que o francês saísse derrotado. Ao menos, em condições normais. Felizmente para Senna, a corrida foi tudo, menos "normal". Culpa, é claro, da chuva.

Na hora da largada, uma fina garoa caía sobre Donington. Prost sai bem da pole e mantém a liderança, com seu escudeiro Damon Hill em segundo. Mais atrás, Senna dá início a uma volta antológica, que ficaria para sempre lembrada como um dos momentos mais sublimes do esporte. Após perder a quarta posição no arranque, Senna supera Michael Schumacher na primeira curva, e não demora para atacar o terceiro colocado, Karl Wendlinger.

A ultrapassagem vem no "S" de Donington, talvez o ponto menos indicado para uma manobra. Duas curvas depois, Senna supera Hill, e parte à caça de Prost. Antes mesmo do fim da primeira volta, os dois ficam lado a lado no hairpin, e Senna leva a melhor. Quando passa pelos boxes, ele já é o líder. Mas a corrida ainda não estava ganha. Aliás, nem perto disso.

Já de cara, Wendlinger e Michael Andretti batem, tornando-se as primeiras vítimas da chuva de Donington. Lá na frente, Senna abre uma vantagem de sete segundos para Prost, sem maiores dificuldades. Então, começa a confusão. Enquanto Martin Brundle sai da pista e abandona, a chuva diminui de intensidade. Logo depois, ela pára de vez.

Com a pista secando, Senna vai ao box e deixa a liderança para Prost. Uma volta depois, é a vez do francês fazer a sua parada. De repente, Mark Blundell roda sozinho e acende o alerta para os pilotos: a chuva havia voltado. Sem perder tempo, Prost resolve tomar a iniciativa e volta a calçar pneus "biscoitos", enquanto Hill segue a mesma tática.

Por sua vez, Senna tenta continuar sem visitar os boxes, mas não consegue. Após permanecer quatro voltas com pneus de seco numa pista bem molhada, ele faz seu pit stop, retornando ainda na ponta. Menos de vinte giros já haviam sido completados, e a maioria dos pilotos já havia feito duas paradas. Por incrível que pareça, até o fim da corrida continuaria sendo assim.

Andando num confortável quarto, Schumacher sai da pista e abandona na volta 22, justamente quando a chuva pára mais uma vez. Nova rodada de pit stops entre os líderes. Dessa vez, Senna tem um problema e perde vinte segundos, deixando a liderança para Prost. Mas o francês não ficaria na ponta por muito tempo. Parece brincadeira, mas uma leve garoa volta a cair sobre Donington. E agora?

Talvez cansado de visitar seus mecânicos, Senna decide continuar na pista. Prost e Hill páram, e o brasileiro abre distância na liderança. Este quarto pit stop do francês foi um desastre: Prost deixa morrer o motor e perde muito tempo, voltando com uma volta de atraso para Senna. A vitória já estava perdida. Pior para Williams, porém, era que Hill não conseguia se aproximar do novato Rubens Barrichello, que mantém um ritmo excepcional na segunda posição.

Rubinho ainda estava de pneus "biscoito", embora a pista secasse cada vez mais. Num certo momento, Senna chega para colocar uma volta de vantagem sobre Rubinho, mas a sinalização não é feita de maneira clara. Pensando estar lutando pela liderança, Rubinho fecha Senna durante algumas voltas, antes de tomar a ultrapassagem.

Enquanto isso, vários pilotos saem da pista ao mesmo tempo. Alguns abandonam de vez, mas a maioria consegue arranjar uma forma de voltar à corrida. Após andar muito tempo em segundo, Rubinho perde a posição para Hill quando finalmente troca para pneus de seco, na volta 54. Para azar do piloto da Jordan, a chuva retorna com força logo depois.

Trata-se de uma quantidade razoável de água, mas ainda não o suficiente para molhar a pista inteira. Na volta 57, Senna decide colocar pneus "biscoito". Ele entra nos pits, mas a McLaren não está preparada. Sem aliviar, Senna continua acelerando, e estabelece a volta mais rápida da prova, aproveitando o fato do pit lane de Donington cortar boa parte do circuito.

Uma volta depois, todos esperam a parada de Senna. Mas este, por algum motivo, resolve continuar na pista. Mais tarde, vem a explicação: durante a volta "extra" que Senna precisou fazer, a chuva parou de novo, e o brasileiro decidiu não fazer sua parada. As condições em Donington estavam mudando num ritmo inacreditavelmente rápido...

Como num grand finale, a chuva desaba de vez nas últimas voltas. Os sobreviventes do pelotão colocam pneus para pista molhada, e dessa maneira recebem a bandeirada pouco depois. Senna vence, com quase uma volta de vantagem para Hill. Prost é um discreto terceiro, com Johnny Herbet em quarto, Riccardo Patrese em quinto e Fabrizio Barbazza em sexto. Por sua vez, Rubinho tem um problema eletrônico no finalzinho, e abandona quando tinha o terceiro lugar garantido.

O saldo final de Donington: cinco pilotos desistem da prova por acidentes ou rodadas, mas o número de "ocorrências" chega a pelo menos vinte. Mesmo ganhando, Senna faz quatro paradas. Prost e Hill, somados, visitam os boxes incríveis treze vezes. A confusão é tanta que Williams precisa usar pneus usados, uma heresia para uma equipe tão poderosa e organizada. Definitivamente, o G.P. da Europa de 1993 foi um autêntico caos para muita gente...

Pelo elevado número de rodadas e acidentes, pela insólita "roleta dos boxes" e, principalmente, pelas sucessivas e malucas mudanças de tempo e das condições da pista, o Grande Prêmio da Europa de 1993 leva o sexto lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

Um usuário do YouTube disponibilizou a corrida inteira na internet. O vídeo abaixa mostra apenas as primeiras voltas da prova, com as espetaculares ultrapassagens de Senna sendo o destaque principal. Se você tiver tempo, paciência e disposição para assistir tudo, basta clicar aqui.



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número cinco da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade, com destaque para o lançamento do novo carro da Red Bull e o último dia de testes em Jerez de la Frontera. Até mais!

Crédito das fotos:
Número Seis - http://www.onflex.org/
Fotos 3, 4 e 10 - http://www.f1-facts.com/
Fotos 2, 5, 6, 7, 8 e 9 - http://www.youtube.com/

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Alonso volta de férias liderando segundo dia de testes em Jerez

Pelo visto, o bicampeão ainda lembra direitinho como se faz. Nesta terça, Fernando Alonso não decepcionou os milhares de espectadores que foram a Jerez de la Frontera, e marcou o primeiro tempo no segundo dia de testes coletivos no circuito espanhol. Na sua reestréia pela Renault, Alonso bateu seu compatriota Pedro de la Rosa em 0.147s, enquanto o campeão Kimi Raikkonen não passou da terceira posição.

Foi uma demonstração de força de Alonso, que andou com o carro antigo da Renault, mas ainda assim conseguiu superar os modelos 2008 de Ferrari e McLaren. "O teste de hoje foram animadores. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas já conseguimos evoluir em alguns setores", disse Alonso, que estreou uma nova pintura de capacete, parecida com o desenho antigo de 2006.

De forma compreensível, o retorno do bicampeão ofuscou a participação de todos os outros pilotos presentes a Jerez de la Frontera. Pedro de la Rosa foi o mais rápido na parte da manhã, antes de ser superado por Alonso à tarde. Apesar de não liderar a tabela de tempos, a McLaren saiu com motivos para comemorar. Afinal, o novo MP4/23 rodou um total de 242 voltas apenas hoje, sem apresentar nenhum grave problema.

Ao mesmo tempo, a dupla da Ferrari ficou em terceiro e quinto, com Kimi Raikkonen batendo Felipe Massa em apenas alguns centésimos. Espremido entre os dois, Nico Rosberg mostrou o potencial da Williams, que ainda nem estreou seu carro de 2008. Um pouco atrás de Massa, Heikki Kovalainen registrou o sexto tempo na segunda McLaren, com os dois pilotos da Toro Rosso aparecendo logo na seqüência.

Dessa vez, Sebastian Vettel bateu Sebastien Bourdais, mas o duelo entre os dois está só começando. Em nono, Mark Webber foi o mais lento dos pilotos da Red Bull, enquanto Kazuki Nakajima fez um trabalho discreto, terminando na décima posição. Apenas em 11º, Timo Glock classificou suas primeiras impressões da novo Toyota como "positivas", mas a equipe japonesa definitivamente ainda tem um longo caminho a percorrer antes de lutar por vitórias.

Sem impressionar muito, Giancarlo Fisichella estreou como titular da Force India e fechou em 12º, dizendo que a equipe "está no caminho certo". Na seqüência, fechando a tabela de tempos, veio o piloto de testes da Toyota, Kamui Kobayashi. Logo abaixo, a classificação completa dos ensaios desta terça, em Jerez de la Frontera:

1. Fernando Alonso/França/Renault, 1:19.503s (70 voltas) - Carro de 2007
2. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:19.650s (1110 - Carro de 2008
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:19.708s (90) - Carro de 2008
4. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:19.756s (81) - Carro de 2007
5. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:19.772s (85) - Carro de 2008
6. Heikki Kovalainen/Finlândia/McLaren, 1:19.780s (130) - Carro de 2008
7. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:20.305s (86) - Carro de 2007
8. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:20.346s (76) - Carro de 2007
9. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:20.392s (80) - Carro de 2007
10. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:20.526s (66) - Carro de 2007
11. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:20.598s (109) - Carro de 2008
12. Giancarlo Fisichella/Itália/Force India, 1:20.764s (76) - Carro de 2007
13. Kamui Kobayashi/Japão/Toyota, 1:22.060s (55) - Carro de 2007

A semana de testes de Jerez de la Frontera termina amanhã.


Como não poderia deixar de ser, a imprensa espanhola preparou uma grande cobertura para o retorno de Fernando Alonso. O bicampeão foi bombardeado de perguntas, e conversou bastante com a mídia de seu país. Sobre a sua relação com o seu novo companheiro de equipe, Nelsinho Piquet, Alonso disse não ter intenção de iniciar qualquer tipo de conflito:

"Ainda não conheci o Nelsinho, mas ele parece ser um cara normal. Flavio Briatore sabe lidar com seus pilotos. Por isso, não acho que vou ter problemas de relacionamento na Renault", falou Alonso. Ao que parece, o espanhol está mesmo muito mais confortável na equipe francesa, embora não tenha oficialmente o status de piloto principal do time. Nos bastidores, porém, já está claro que Alonso é, sim, a referência dentro da Renault.

Enquanto isso, a BMW realizou hoje o shakedown de seu novo carro, o F1.08. Apesar de ter somado menos pontos do que Nick Heidfeld na última temporada, Robert Kubica foi quem teve a honra de estrear o modelo 2008 da equipe alemã. O teste foi no circuito de Ricardo Tormo, em Valência. No fim do dia, Kubica saiu bastante satisfeito:

"Foi um bom início. Sinto que da BMW está no caminho certo. Estou animado para os próximos testes, já que o carro se mostrou mais estável, mais rápido e até com mais tração do que o anterior", disse o polonês. O diretor-técnico da equipe, Willy Rampf, também se pronunciou: "Todo o time esperava com ansiedade o teste de hoje, e estamos muito felizes em constatar que o F1.08 não apresentou nenhum problema".

Agora, é esperar para ver o comportamento do novo BMW em confronto direto contra os carros das outras equipes. Desde já, porém, o clima na equipe alemã é de franco otimismo. Talvez a primeira vitória não esteja tão longe assim...


O automobilismo brasileiro recebeu duas ótimas notícias nesta terça. Apesar de sofrerem com a falta de apoio e de visibilidade, dois brazucas anunciaram hoje acordos importantes para a próxima temporada. Primeiro, o paulista Diego Nunes foi confirmado como um dos pilotos da Campos para o campeonato da GP2 Asia, que começa já no próximo dia 25 de janeiro, em Dubai. Se conseguir um bom desempenho, Diego pode até arrumar um lugar no certame principal da GP2, considerado o último passo antes da Fórmula 1.

Ao mesmo tempo, a paulista Bia Figueiredo anunciou que vai disputar a Indy Pro Series pela Sam Schmidt, atual campeã da categoria. "Estou extremamente feliz em correr num campeonato tão competitivo, e logo pela melhor equipe! Espero que tudo dê certo e que eu tenha uma oportunidade na IRL num futuro próximo", afirmou Bia. Se confirmar todo o seu potencial, a chance na categoria principal vai aparecer naturalmente.

Na DTM, a notícia do dia é que dois ex-pilotos da Fórmula 1 - Ralf Schumacher e Christian Klien - foram convidados pela Mercedes para fazerem testes nesta semana, no circuito português do Estoril. Segundo a revista Autosport, outros seis pilotos devem participar dos ensaios. Por enquanto, a montadora de Stuttgart ainda não anunciou seu line-up para 2008.

Por fim, vale mencionar outra notícia da Autosport, também divulgada nesta terça. De acordo com a publicação, a ASO, promotora do Rally Dacar, já teria assinado um contrato com uma empresa da Argentina para trazer a competição para a América Latina. Pelo visto, a intenção da ASO é transformar o Rally dos Pampas, que atravessa os desertos da Patagônia e do Atacama, num evento parecido com o Dacar. Má notícia para o Brasil, portanto.

Porque o "Pampas" não passa em nenhuma região brasileira...


O vídeo do dia é uma ótima pedida para quem está com saudade do barulho dos motores da Fórmula 1. As imagens a seguir são um compacto dos testes de ontem, em Jerez, e mostram alguns lances interessantes das atividades. Logo aos dez segundos, Felipe Massa dá uma bela saída de pista com a sua Ferrari. Mais tarde, na marca de 7:00, Sebastien Bourdais contorna a chicane do circuito espanhol todo de lado, de forma espetacular:


Edit: Por coincidência, postei o mesmo vídeo que também havia ganhado destaque no Grande Prêmio e o no ótimo Blog do Capelli. Mesmo que eu não tenha "pegado" o vídeo desses sites, ficam aqui os créditos do "furo"...

Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número seis da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade, com destaque para o lançamento do novo carro da Red Bull e o último dia de testes em Jerez. Até amanhã!

Crédito das fotos:

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 7

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Europa/1999
9. Mônaco/1982
8. Mônaco/1984
SÉTIMA COLOCADA - Grande Prêmio da Inglaterra de 1975

Quem acompanha a Fórmula 1 já sabe: se existe um fator que pode bagunçar qualquer G.P. e transformar até a mais sem-graça das corridas numa prova emocionante é a chuva. Na pista molhada, a sorte e o talento de cada piloto fazem a diferença, e as previsões dos "especialistas" se tornam nada mais do que meros chutes.

A situação é ainda mais imprevisível quando a chuva vai e volta, confundindo as equipes e transformando a corrida numa verdadeira loteria. Foi exatamente esse o caso do Grande Prêmio da Inglaterra de 1975, uma das provas mais animadas da história da Fórmula 1. Naquele dia, São Pedro devia estar de péssimo humor...

Quando a Fórmula 1 chegou a Silverstone, Niki Lauda já tinha o título de 1975 praticamente garantido. Faltando apenas cinco provas para o fim do campeonato, o austríaco somava 47 pontos, quase o dobro do vice-líder na tabela de classificação, Carlos Reutemann, que tinha 25. Em terceiro, Emerson Fittipaldi contava 24 pontos, e estava em jejum de vitórias desde o primeiro G.P. do ano, na Argentina.

Era a primeira vez que Fórmula 1 voltava a Silverstone após a caótica corrida de 1973. Naquela oportunidade, Jody Scheckter rodou no início da segunda volta e ficou atravessado no meio da pista, causando um dos maiores acidentes da história. Nove carros bateram, e a prova precisou ser interrompida por horas. Por causa disso, a famosa curva Woodcote deu lugar a uma chicane, como forma de previnir confusões como aquela que Scheckter causou.

Não seria suficiente, porém, para evitar que o G.P. de 1975 se transformasse num completo caos. De início, a prova não teve nada de anormal. Largando da pole, o inglês Tom Pryce saiu mal e perdeu a liderança para o brasileiro José Carlos Pace, que comandou o pelotão nas primeiras voltas. Nessa altura, Emerson Fittipaldi era um discreto oitavo.

Pace liderou durante 12 voltas, antes de perder a primeira posição para o suíço Clay Regazzoni. As trocas de posições no pelotão de frente eram constantes, e a prova prosseguia num ritmo bastante animado. De repente, tudo mudou. Na volta 19, uma enorme temporal atingiu o circuito de Silverstone, mudando o destino da corrida.

O primeiro a ter problemas é Regazzoni, que erra e sai da pista na curva Club. O suíço danifica sua asa dianteira, e perde qualquer chance de lutar pela vitória. Assim, quem assume a liderança é Pryce, que havia acabado de superar Pace. Mas o momento de glória do inglês não dura muito: na volta 21 ele bate, deixando a primeira posição para o "Moco". Logo depois, porém, o brasileiro perde a ponta para Scheckter. A chuva diminiu de intensidade, mas a pista continua molhada.

Como os pit stops eram absolutamente amadores naquela época, muitos pilotos relutam em trocar de pneus. Sem querer arriscar, Jean Pierre-Jarier, Lauda e o líder Scheckter são uns dos que escolhem visitar os boxes, enquanto outros - como Emerson, Pace e James Hunt - continuam na pista. Lauda perde muito tempo e sai da disputa, mas Scheckter e Jarier retornam num ritmo suficientemente rápido para alcançar os primeiros colocados em poucas voltas.

Parecia que a vitória estava entre os dois, mas... a chuva havia parado. Sem outra opção, Scheckter e Jarier são obrigados a fazer mais uma parada, o que deixa a liderança nas mãos de James Hunt. Correndo em casa, o inglês era uma autêntica zebra, mas seu motor começa a falhar e ele perde a ponta para Emerson. Faltavam 25 voltas para o fim. Será que a corrida já estava decidida?

Muito pelo contrário. Na volta 55, a Fórmula 1 assiste a uma das cenas mais insólistas de sua história. A chuva volta, em proporsões ainda piores. Não era mais um temporal. Era quase um dilúvio. Não demora muito e vários rios se forma no meio da pista. Pior do que isso: apenas numa parte da pista. Como não poderia deixar de ser, começam os acidentes.

O primeiro a bater é Jarier. Logo depois, Pace e Tony Brise também saem da pista. Então - um atrás do outro - praticamente todos os pilotos que descem a reta Hangar vão perdendo o controle de seus carros ao se depararem com o paredão de água. Outros seis batem no fim da Hangar - Scheckter, Hunt, Brian Henton, John Nicholson, David Morgan e Wilsinho Fittipaldi - enquanto mais três se acidentam na curva Stowe: Patrick Depailler, Mark Donohue e John Watson.

Enquanto isso, Emerson vai para os pits e coloca pneus de chuva, voltando ainda na liderança. A troca nem serviria para muita coisa, porém: com apenas cinco pilotos na pista, os organizadores são obrigados a interromper a prova. No fim da reta Hangar, vários carros se amontoam, produzindo um verdadeiro ferro-velho da Fórmula 1. E, no resto do circuito, fica a dúvida: no meio de toda aquela água, será que alguém ainda tinha noção da classificação da corrida?

Após um momento de indefinição, a direção de prova classifica os pilotos de acordo com a ordem da volta 56, logo após a chegada da chuva. Emerson é o vencedor indiscutível, com Pace, Scheckter, Hunt, Donohue e Vittorio Brambilla ocupando as posições seguintes. Na prática, portanto, apenas dois dos seis primeiros permaneciam na pista quando a bandeira vermelha foi acionada.

No livro Fórmula 1 - Pela Glória e Pela Pátria, o jornalista Eduardo Correa transcreve um trecho do anuário Autosport, onde os autores tentam imaginar como poderia ter sido o discurso do diretor de prova, pouco antes da corrida. A brincadeira mostra bem o grau de animação da corrida, e o caos em que se transformaram as últimas voltas daquele G.P. da Inglaterra. Diria o diretor de prova:

- Pace, você lidera da primeira à 12ª volta. Clay, você pode liderar as próximas seis, então Pryce lidera duas e Scheckter, uma. Hum... Pace, pode liderar outras cinco, depois Scheckter volta por mais seis. Jean-Pierre, você lidera por duas voltas e nós então teremos Hunt por oito. Emerson pode liderar o resto da prova. Deixa eu ver: nós teremos duas tempestades e dezesseis de vocês podem bater, dos quais doze nas últimas voltas. Ok? Entenderam bem?

Pelas constantes e animadas trocas de posições entre os líderes, por conta das mudanças súbitas e imprevisíveis do clima e, principalmente, pela inacreditável seqüência de acidentes durantes as últimas voltas, o Grande Prêmio da Inglaterra de 1975 leva o sétimo lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

O vídeo a seguir retrata bem as caóticas últimas voltas do G.P. da Inglaterra de 1975. Vários carros saem da pista no fim da reta Hangar, enquanto Emerson Fittipaldi pára nos pits para colocar pneus de chuva:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número seis da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, até o fim do dia, comentários sobre as principais notícias do dia. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Número Sete - http://www.onflex.org/
Largada e Emerson Fittipaldi - http://www.f1-facts.com/
Circuito de Silverstone - http://www.wikipedia.com/