sábado, 6 de outubro de 2007

A horas da largada para o Grande Prêmio da China, nuvens escuras tomam Xangai

Já é praticamente impossível fazer sol durante o Grande Prêmio da China. A apenas algumas horas da largada no Autódromo Internacional de Xangai, nuvens negras já tomaram a cidade e parece questão de tempo até que comece a chover. Os pilotos que se preparem porque, dessa vez, vai vir muita água.

Para quem não sabe, o tufão Krosa, que passou por Taipei fazendo bastante estrago, está prestes a alcançar Xangai. A previsão é que ele chegue à cidade no início da noite de domingo. Depois, portanto, do G.P. da China, que tem largada marcada para as 3 horas da matina em Brasília. Mesmo assim, a possibilidade de chuva durante a corrida já é gigantesca.

Como sempre o Blog separa dois sites para que o querido leitor possa acompanhar o clima no outro lado do mundo:

- Neste aqui, temos a previsão do tempo completa e atualizada para diferentes horários do domingo em Xangai. Às 2 da tarde - hora da corrida - a possibilidade está em 95%. Por enquanto, ainda não chove, mas isso deve mudar a qualquer momento.

- Nesta página, temos uma webcam instalada no centro comercial de Xangai. O local é um pouco distante da região do autódromo - 28 quilômetros, para ser mais preciso - mas dá uma boa idéia do clima instável da cidade. Nesse exato momento, o céu está ameaçador.

Se chover, quem se dá melhor? Fiz a mesma pergunta na semana passada, e apostei em Lewis Hamilton para a vitória em Fuji. Deu certo. Agora, porém, a situação é bem diferente. Largando de quarto, Fernando Alonso não tem nada a perder. Uma corrida em pista molhada, portanto, parece bem mais jogo para o bi-campeão.

Vai que Hamilton - quem sabe? - não comete um erro e sai da prova? Isso pode até acontecer, mas lembre-se que a pista de Xangai tem áreas de escape exageradamente grandes, dando aos pilotos a chance de quase sempre voltar à corrida. De qualquer forma, um G.P. em pista molhada é imprevisível. Hamilton que se cuide, porque tudo pode acontecer.

Meu maior temor, nesse momento, é que a chuva seja tão grande que cause o atraso ou o adiamento da prova. Na história da Fórmula 1, nunca houve um cancelamento em virtude do mau tempo, mas corridas já foram bastante atrapalhadas por causa do clima ruim. Um caso notório foi o de Fuji, na semana passada, quando o safety car permanceu na pista por quarenta minutos.

Se no G.P. do Japão o carro de segurança já ficou todo esse tempo em atividade, imagine como não seria em Xangai? Uma corrida sob ameaça de tufão, vamos admitir, é muito perigosa. Nem todos os pilotos têm experiência ou habilidade suficientes para disputar uma prova nessas condições extremas. É claro que eu desejo que o G.P. aconteça sem atraso nenhum, mas sei que isso poderia ser uma irresponsabilidade.

Como diria o cara de Tropa de Elite, "vai dar m****, eu tô sentindo isso!".



A exatamente duas semanas do Grande Prêmio do Brasil, o Autódromo de Interlagos passou na vistoria final da FIA e já está pronto para receber a Fórmula 1. Nesta terça, oito carros de uma certa F-Brasil 1600 e um do Troféu Maserati andaram pela pista e aprovaram o novo asfalto do circuito, que foi inteiramente recapeado.

Ao mesmo tempo, a equipe médica, liderada pelo Doutor Dino Altmann, também realizou o ensaio geral de resgate em caso de acidente grave. A simulação transcorreu sem maiores problemas. Agora, como disse o diretor de prova do G.P. Brasil, Carlos Montagner, "só falta chegarem os carros da Fórmula 1".

O Grande Prêmio Brasil de 2007 marca a 35ª edição da etapa brasileira, no calendário da principal categoria do automobilismo mundial desde 1973. Uma história longa e que ainda vai se prolongar por vários anos, já que o Autódromo de Interlagos renovou contrato com a Fórmula 1 até 2014, segundo divulgou há algumas semanas o jornal Folha de São Paulo.

Apesar do novo acordo, o G.P. do Brasil continua em baixa com o poderoso Bernie Ecclestone. Numa entrevista recente ao jornalista Lívio Oricchio, do Estado de São Paulo, o chefão da FIA disse que "a estrutura da prova brasileira é a pior do campeonato" e que ela só continua no calendário porque "tenho um amigo que vive dizendo que o Brasil é o país do futuro".

De fato, Interlagos não é nada se comparado aos complexos ultra-modernos de Bahrein, Sepang e Shanghai, por exemplo. Na verdade, o G.P. do Brasil só continua na Fórmula 1 por dois motivos: é uma de apenas duas corridas nas Américas e representa uma das nações com maior tradição na categoria. Ainda bem que Bernie Ecclestone - às vezes tão criticado - sabe reconhecer esses fatores.

Nem sempre, como se vê, o chefão da FOM é guiado apenas por dinheiro...



O francês Sebastien Loeb continua firme na ponta do Rally da Espanha. Após os estágios deste sábado, o piloto da Citröen - aposta do Blog - mantém-se na frente com 12.8s de vantagem para o seu companheiro de equipe, o espanhol Daniel Sordo. O principal adversário de Loeb no campeonato, Marcus Grönholm, da Ford, permanece na terceira colocação, a 43.6s do líder.

Enquanto isso, em Curitiba, a Fórmula Truck definiu seu grid para a etapa de amanhã. O pole position é o líder do campeonato e palpite do Blog, Felipe Giaffone, da Volkswagen. Ele é seguido por Roberval Andrade, da Scania, e por Jonatas Borlenghi, também de Volkswagen. A prova desse domingo tem largada marcada para as 14:00 de Brasília, com transmissão ao vivo da BAND.

No super-oval de Talladega, a Nascar também realizou seu treino classificatório para a corrida de amanhã. A Toyota dominou o grid, emplacando cinco pilotos nas primeiras seis posições, incluindo o veterano Michael Waltrip, o pole, e o surpreendente estreante Jacques Villeneuve, sexto colocado. Juan Pablo Montoya é o 22º, enquanto Jeff Gordon - minha aposta - aparece apenas em 34º.

Por fim, o francês Yvan Muller, da SEAT, cravou a pole para a primeira bateria da rodada dupla do WTCC em Monza. O brasileiro Augusto Farfus Jr. aparece em sexto, enquanto seu principal adversário na luta pelo título, o inglês Andy Priaulx, larga de 13º. Ambos são da BMW. Meus palpites estão em oitavo (James Thompson, da Alfa Romeo) e décimo (Jörg Müller, da BMW).


A Alfa Romeo dominou a Fórmula 1 nos longíquos anos de 1950 e 1951. Mais tarde, tentou uma volta à categoria que terminou num retumbante fracasso. Desde então, está afastada da competição. Mesmo assim, o vídeo do dia é uma propaganda da montadora italiana, estrelada pela deslumbrante Catherine Zeta Jones. Não tem muito a ver com Fórmula 1, mas vale a conferida:



Antes que eu me esqueça, a dica é do internauta Luiz Augusto.

Ao longo deste domingo, o Blog volta comentando o Grande Prêmio da China, incluindo a seção Análise do G.P., e as provas de Fórmula Truck, Nascar, WRC e WTCC. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Chuva e Shanghai - http://www.gpupdate.net/
Simulação da equipe médica - http://www.estadao.com.br
Bernie Ecclestone - http://www.everyminutenews.com/
Sebastien Loeb -
http://www.rally-live.com/
Jacques Villeneuve - http://www.nascar.com/

Alonso desabafa e insinua que Hamilton é o preferido da McLaren

Agora, Fernando Alonso não esconde mais sua irritação. Horas depois do treino classificatório para o Grande Prêmio da China - em que não passou de um fraco quarto lugar - o espanhol desabafou numa longa e reveladora entrevista a jornalistas de seu país. Sem economizar nas acusações, o bi-campeão reclamou do tratamento recebido na McLaren e insinuou que Lewis Hamilton é, sim, o piloto preferido do chefe do time prateado, Ron Dennis.

- Eu esperava muito mais da equipe. Olhando de fora, a McLaren tem uma imagem diferente, séria e profissional. Mas a verdade é que evoluímos neste ano e eu não venho sendo tratado como deveria - falou Alonso, que também bateu forte em Ron Dennis - Não dá para confiar num chefe que tem um relacionamento quase paternal com seu companheiro de equipe.

Como era se esperar, durou pouco o "cessar fogo" entre Alonso e Dennis. Revoltado com a grande desvantagem para Lewis Hamilton na classificação - "Não sei como perdi esses seis décimos" - Alonso tratou de ir à imprensa e deixar clara toda a sua irritação com a postura da McLaren. Com o título praticamente perdido, só restou mesmo ao bi-campeão a estratégia de usar a mídia para colocar pressão no inglês.

Apesar de todas as suas declarações, Alonso fez questão de afirmar que, se Hamilton vencer o campeonato, seria uma conquista "merecida". Mesmo assim, o espanhol não deixou de atacar a absolvição do inglês no caso das manobras atrás do safety car em Fuji. "Os pilotos têm uma opinião, mas os comissários têm outra. Então, é como se estivéssemos falando com as paredes", resmungou o bi-campeão.

A duas corridas do fim do campeonato, com 12 pontos de desvantagem para Hamilton, Alonso está em situação dramática na disputa pelo título. Com o decepcionante desempenho no treino classificatório, então, o espanhol passou a precisar de um milagre para ser campeão. Não veio como nenhuma surpresa, portanto, a entrevista bombástica que ele deu na tarde deste sábado em Xangai.

Dono uma personalidade extremamente competitiva, Alonso está sentindo dificuldades em digerir a predileção natural da McLaren por Hamilton. Suas palavras foram bastante pesadas e aumentam ainda mais a crise no ambiente da equipe. Enganam-se, porém, aqueles que acreditam que o espanhol já jogou a toalha. Se ele admitiu a perda do título, é tudo jogo de cena. Como Alain Prost, por exemplo, chegou a fazer com Ayrton Senna em 1988.

Enquanto tiver uma chance, Alonso vai concentrar-se cegamente na tentativa de vencer o campeonato.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Rumo ao título, Lewis Hamilton crava a pole do Grande Prêmio da China

Quem pode bater Lewis Hamilton? Na classificação para o Grande Prêmio da China, disputada na madrugada de sexta para o sábado, o inglês não teve adversários e cravou a pole position com uma vantagem superior a três décimos para o segundo colocado, Kimi Raikkonen. Felipe Massa colocou-se em terceiro e Fernando Alonso não passou de quarto, aparentemente incapaz de acompanhar o ritmo de Hamilton.


Na corrida de amanhã, basta um terceiro lugar ao inglês para que ele conquiste o título em seu ano de estréia na Fórmula 1, uma façanha inédita. Considerando tudo o que Hamilton já conseguiu na atual temporada, não seria nenhuma surpresa. Mesmo com todos os eventos extra-pista - incluindo o caso de espionagem e a polêmica absolvição por manobras perigosas em Fuji - seria um título bastante merecido.


O equilíbrio entre o "G4" ainda era marcante no treino livre da manhã, quando Kimi Raikkonen repetiu o domínio da sexta e liderou outra vez a tabela de tempos. Fernando Alonso ficou a apenas 0.026s do finlandês, em segundo, seguido de perto por Lewis Hamilton e Felipe Massa. A maior surpresa foi Ralf Schumacher, em quinto, mostrando bastante potencial com a Toyota.


No fim da sessão, Raikkonen teve um pequena quebra e parou no circuito. O imprevisto, porém, não teve maiores conseqüências: já na primeira parte da classificação, o finlandês mostrou que seu ritmo não havia sido afetado. Ele cravou a volta mais rápida nessa fase, estabelecendo a melhor marca do fim de semana até ali. Atrás de Raikkonen, a ordem foi Massa-Hamilton-Alonso.


Como sempre, a briga foi ferrenha para não ficar no grupo dos seis "nocauteados". Jarno Trulli e Heikki Kovalainen estiveram seriamente ameaçados, mas escaparam por pouco. No fim, Rubens Barrichello, Giancarlo Fisichella, Alexander Wurz, Takuma Sato, Adrian Sutil e Sakon Yamamoto foram os eliminados. Destaque negativo para o italiano da Renault, apenas o 18º num momento em que decide o seu futuro na Fórmula 1.


Na segunda parte da classificação, Raikkonen desequibrou, virando uma volta espetacular em 1:35.381s. O tempo de Massa, o segundo, foi cerca de quatro décimos mais lento do que o do finlandês. Na seqüência, Alonso superou Hamilton para terceiro, mas a diferença entre os dois pilotos da McLaren permanecia praticamente irrelevante.


Na luta para conseguir uma vaga na superpole, levaram a pior Vitantonio Liuzzi, Sebastian Vettel, Jarno Trulli, Heikki Kovalainen, Anthony Davidson e Nico Rosberg. O finlandês da Renault, aliás, deu uma bela saída de pista na curva final do circuito de Xangai ao tentar compensar as deficiências de seu carro. De forma contrária, Jenson Button - ótimo mais uma vez - passou para a fase final do treino.


No momento em que a superpole estava para começar, Raikkonen parecia o favorito destacado. Após o costumeiro lenga-lenga do início, com os pilotos indo à pista apenas para gastar combustível, a disputa começou para valer. Hamilton foi o primeiro dos líderes a sair para uma volta rápida, mas não conseguiu um bom tempo. Depois da rodada inicial de tentativas, Felipe Massa era o melhor, seguido de Raikkonen-Alonso-Hamilton.


Quando os pilotos voltaram nos últimos minutos do treino, porém, o inglês achou uma volta perfeita e imbatível, em 1:35.908s. Raikkonen ficou a 116 milésimos de Hamilton, uma distância bastante considerável. Massa não melhorou seu tempo e foi terceiro, enquanto o quarto lugar representou uma grande decepção para Alonso, que tomou seis décimos do companheiro de equipe.


O "G4" foi absoluto na classificação. David Coulthard, o melhor do resto, terminou a mais de um segundo de Alonso, conseguindo um ótimo quinto com a Red Bull. Ralf Schumacher voltou a aparecer bem com a Toyota, em sexto. Mark Webber, Nick Heidfeld, Robert Kubica e Jenson Button vieram na seqüência, nesta ordem.


O treino classificatório foi disputado em tempo bom, embora a previsão aponte 90% de chance de chuva para a corrida de amanhã. Nota lamentável para o novo atraso da Rede Globo na transmissão do evento, mostrado com um delay de aproximadamente seis minutos. Foi a segunda vez consecutiva em que isso acontece, repetindo o G.P. do Japão de uma semana atrás.


A seguir, o grid de largada para o Grande Prêmio da China:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:35.908s
2. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:36.044s
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:36.221s
4. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:36.576s
5. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:37.619s
6. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:38.013s
7. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:38.153s
8. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:38.455s
9. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:38.472s
10. Jenson Button/Brasil/Honda, 1:39.285s
11. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:36.862s
12. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:36.891s
13. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:36.959s
14. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:36.991s
15. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:37.247s
16. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:37.483s
17. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:37.251s
18. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:37.290s
19. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:37.456s
20. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:38.218s
21. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:38.668s
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:39.336s

O que Fernando Alonso pode fazer para superar Lewis Hamilton? Nessa altura, se não tiver alguma carta na manga - como mais gasolina no tanque - o espanhol deve estar perdidinho. A distância de seis décimos entre os dois na classificação foi enorme. Aliás, a maior do ano. Cada vez mais, parece mesmo que o título da temporada 2007 já tem dono.


Assim como vinha acontecendo nas últimas classificações, Kimi Raikkonen bateu Felipe Massa na disputa interna da Ferrari. A dupla terminou muito próxima, como de costume. O finlandês certamente está uma ou duas voltas mais leve do que o brasileiro, algo que faz diferença na longa pista de Xangai. Apesar disso, dá para dizer com segurança que, até agora, o desempenho de Raikkonen na China é um pouco melhor.


Resultado abaixo da expectativa para a BMW. Nick Heidfeld e Robert Kubica andaram sempre juntos, e o alemão ficou à frente do polonês por muito pouco. Ambos não passaram, porém, de oitavo e nono. A não ser que a equipe esteja arriscando uma tática de apenas uma parada amanhã - considerando a chance de chuva - é o pior fim de semana da BMW na temporada.


Muito ruim, também, é o ritmo da Renault. Heikki Kovalainen tentou tirar mais do que o carro permitia, mas fechou apenas em 14º. Pior ainda foi a classificação de Giancarlo Fisichella, eliminado já na primeira parte do treino num péssimo 18º. As esperanças da equipe francesa estão todas na chuva. Só assim seus pilotos vão ter condições de chegar mais à frente.


Mais uma decepção em Xangai: a Williams. Assim como BMW e Renault, a equipe inglesa parece ter parado o desenvolvimento do carro deste ano, já concentrando-se na próxima temporada. Como resultado, Nico Rosberg aparece apenas em 16º no grid, enquanto Alexander Wurz não passa de 19º. Dessa vez, não há muito o que esperar da turma de Frank Williams.


Ótimo desempenho da Red Bull, que conseguiu a melhor classificação do ano. David Coulthard cravou um belo quinto tempo, batendo todos os rivais da "segunda divisão" e ganhando o título de "melhor do resto". Mark Webber também foi bem, em sétimo. Amanhã, a equipe das bebidinhas energéticas tem um excelente oportunidade de marcar mais pontos.


O mesmo pode se dizer da Toyota. Ralf Schumacher surpreendeu ao fechar num promissor sexto, e precisa manter o desempenho na corrida para terminar na zona de pontuação. Se chover, o alemão se complica um pouco. Por outro lado, Jarno Trulli decepcionou com um fraco 13º. O italiano não deve conseguir muita coisa na prova chinesa.


A Super Aguri voltou a mostrar sinais de melhora ao emplacar Anthony Davidson na segunda parte da classificação. O bom ritmo do inglês, aliás, é digno de elogios, contrastando com a falta de motivação de seu companheiro de equipe, Takuma Sato. Hoje, essa diferença revelou-se no resultado de cada um: Davidson foi 15º, enquanto Sato vai largar de 20º.


Jenson Button continua fazendo milagres com o péssimo carro da Honda. Pelo segundo fim de semana consecutivo, o inglês conseguiu a façanha de passar à superpole. E, dessa vez, no seco! O décimo lugar, honestamente, é muito pouco perto do que Button merece. Rubens Barrichello, por sua vez, caiu em má fase e nem sobreviveu à primeira parte da classificação, ficando em 17º.


Mais uma vez, a Spyker forma a última fila do grid. Sem maiores surpresas, Adrian Sutil não teve dificuldades para terminar o treino à frente de Sakon Yamamoto, que vem evoluindo mas ainda não é páreo para o alemão. Na corrida de amanhã, se confirmada a previsão de chuva, o time laranja pode aprontar uma surpresa como a de Fuji, quando Sutil foi o oitavo e marcou um heróico pontinho.


Por fim, a Toro Rosso andou bem e, por pouco, não teve um representante na fase final da classificação. Vitantonio Liuzzi foi o 11º e vai dividir a sexta fila com seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel. Com a previsão de chuva, aumentam as expectativas sobre o jovem alemão. Será que ele pode surpreender como na corrida japonesa? Vamos esperar para ver.


O Grande Prêmio da China tem largada marcada para as 3 horas de Brasília, na madrugada de sábado para domingo, com transmissão da Rede Globo. Ao longo do dia de hoje, o Blog volta comentando as atividades de Fórmula Truck, Nascar, WRC e WTCC, assim como as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!


Crédito das fotos: www.gpupdate.net

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Resumo de uma pacata sexta-feira

Ron Dennis e Fernando Alonso, mais uma vez, estão de mal. Tudo por causa de uma recente entrevista do espanhol, que chateou o chefão da McLaren. Na quinta-feira, Alonso disse que não iria responder qualquer pergunta sobre um suposto favorecimento a Lewis Hamilton na fase decisiva do campeonato, dando a entender que o inglês é, sim, o piloto preferido da McLaren.

"Estou obviamente decepcionado. Alonso tem conhecimento suficiente para dar uma resposta bem mais direta", disse Dennis, com razão. Nessa altura, o espanhol - em situação dramática na luta pelo título - já começou a jogar suas últimas cartadas. Tentar exercer algum tipo de pressão sobre Hamilton pela imprensa é uma de suas derradeiras esperanças. Pena que o inglês permaneça sempre impassível.

A sexta-feira também foi recheada de press releases sem nenhuma graça e algumas notícias que merecem um pouco mais de atenção. Entre elas, o anúncio de que a Prodrive foi convocada pela FIA a prestar esclarecimentos sobre seus planos de entrada na Fórmula 1. A equipe inglesa, que vai estrear na categoria em 2008, vem sendo questionada por um grupo liderado por Williams, Ferrari e Spyker.

As poucas informações já divulgadas sobre a Prodrive revelaram que ela vai ser dirigida por David Richards, ex-Benetton e B.A.R., e deve fechar uma parceria com a McLaren, usando carros e motores do time prateado. O problema é que, pelo atual Pacto da Concórdia, compra e venda de chassis são proibidos.

Segundo Richards, a Prodrive está contando com uma mudança nas regras, que ainda não foi garantida pela FIA e é criticada pela maioria das outras equipes. Se o comércio de chassis for legalizado, a Toro Rosso deve usar o da Red Bull e a Super Aguri pode passar a ser cliente da Honda. Times independentes como a Williams e a Spyker, portanto, ficariam bastante prejudicados.

Essas duas últimas equipes, aliás, apareceram no noticiário desta sexta por motivos bem diferentes. Primeiro, a Spyker ratificou sua venda para um consórcio liderado pelo empresário indiano Vijay Mallya. A maior novidade foi a divulgação das cifras do acordo: 88 milhões de euros. Nada mal, hein? Em menos de dois anos na Fórmula 1, a Spyker teve prejuízos milionários. Mallya e sua trupe vão precisar ter sorte...

Por outro lado, a Williams deu mais um indício de que não deve manter Alexander Wurz como um de seus titulares em 2008. "Ele foi muito confiável para nós nesse ano, mas não sei continua no ano que vem", foram as palavras de Frank Williams. Na próxima temporada, tudo leva a crer que Kazuki Nakajima será o substituto de Wurz. Se nada anormal acontecer, o japonês faz dupla com Nico Rosberg.

Em Xangai, onde se realiza o Grande Prêmio da China nesse fim de semana, a expectativa por chuva é cada vez maior. Agora, a possibilidade da corrida acontecer em pista molhada voltou a subir para 90%. Ao que parece, um tufão está se aproximando da cidade e deve chegar justamente na hora da prova. Se chover no domingo, não vai ser pouca água não.

A classificação do G.P. da China acontece logo mais, às 3 da matina de Brasília. Por enquanto, os céus estão encobertos, mas há apenas 40% de chance de chuva.



Bruno Senna foi o grande dominador do segundo e último dia de testes da GP2 em Jerez de la Frontera. O piloto brasileiro, que correu pela campeã iSport, quebrou o recorde da categoria na pista espanhola, terminando a sexta com o melhor tempo entre 26 participantes. Bruno é presença certa na GP2 em 2008 e já desponta com um dos principais favoritos para o título do próximo campeonato.

O irlandês Adam Carroll, com um carro da Minardi by Piquet, e o italiano Giorgio Pantano, da Campos, completaram os três primeiros. Outros dois brazucas estiverem presentes em Jerez: Xandinho Negrão, dessa vez com a ART, fechou em 13º, enquanto Alberto Valério, pela Supernova, ficou na 15ª posição.

No total, dez pilotos fizeram suas estréias na GP2. De todos, o nome mais conhecido é o do holandês Giedo van der Garde, piloto de testes da Spyker. Em ambos os dias de ensaios, porém, o novato mais rápido foi o italiano Marco Bonamoni, da Minardi by Piquet, nono na quinta e oitavo no dia de hoje.

Enquanto isso, o novo bólido da GP2, que vem para substituir o modelo usado nos primeiros três anos da categoria, passou no teste de impacto da FIA. Desenvolvido para aprimorar ainda mais o equilíbrio e a competitividade da GP2, o chassis foi aprovado ontem e já está quase pronto para ser experimentado pelas equipes. A fabricação é da emprea Dallara.

A seguir, a tabela de tempos dos testes de hoje da GP2 em Jerez:

1. Bruno Senna/Brasil/iSport, 1:27.015s
2. Adam Carroll/Irlanda/Minardi by Piquet, 1:27.169s
3. Giorgio Pantano/Itália/Campos, 1:27.386s
4. Luca Filippi/Itália/DPR, 1:27.393s
5. Karun Chandhok/Índia/iSport, 1:27.419s
6. Javier Villa/Espanha/Racing Engineering, 1:27.617s
7. Andreas Zuber/Áustria/Trident, 1:27.635s
8. Marco Bonanomi/Itália/Minardi by Piquet, 1:27.787s
9. Giedo Van der Garde/Holanda/DAMS, 1:27.935s
10. Borja Garcia/Espanha/BCN, 1:27.954s
13. Xandinho Negrão/Brasil/ART, 1:28.193s
15. Alberto Valério/Brasil/Super Nova, 1:28.223s

Agora, a principal categoria de base do automobilismo mundial entra de férias e só volta às pistas em 2008.


Não deu outra: Sebastien Loeb, palpite do Blog e vencedor do Rally da Espanha nos últimos dois anos, foi o mais rápido no primeiro dia da atual edição da etapa espanhola no WRC. Nesta sexta, francês da Citröen alternou-se na ponta com o companheiro de equipe, o piloto da casa Daniel Sordo, até abrir uma vantagem de onze segundos nos últimos estágios de hoje.

O principal adversário do tri-campeão na temporada, Marcus Grönholm, fechou a sexta num distante terceiro lugar. Por enquanto, o finlandês da Ford lidera o campeonato com dez pontos a mais do que Loeb. Na seqüência, completando a zona de pontuação, vieram Mikko Hirvonen (Ford), Loic Duval (Citröen), Petter Solberg (Subaru), Jari-Matti Latvala (Ford) e Chris Atkinson (Subaru).

Enquanto isso, a Nascar realizou seus primeiros treinos no super-oval de Talladega. O destaque do dia foi Tony Stewart, que liderou as duas sessões. Minha aposta, Jeff Gordon, foi segundo no ensaio da manhã e nem chegou a completar voltas na parte da tarde. Juan Pablo Montoya terminou em 24º e 44º, praticamente invertendo posições com o estreante Jacques Villeneuve, 42º e 24º.

Por fim, a Fórmula Truck abriu as suas atividades em Curitiba para a corrida de domingo. A Mercedes fechou a sexta na primeira colocação, com o piloto Wellington Cirino. Logo atrás, em segundo, veio Roberval Andrade, da Scania. No terceiro lugar, apareceu Felipe Giaffone, da Ford, líder do campeonato e palpite do Blog. O treino de classificação está marcado para este sábado.

De todas as categorias que o Blog acompanha nesse fim de semana, apenas o WTCC não entrou na pista hoje. Mas, amanhã, os pilotos do Mundial de Turismo participam de dois treinos e da classificação que vai definir o grid para a primeira bateria da rodada dupla de Monza.



O vídeo do dia é a segunda propaganda que Felipe Massa filmou para a Shell na época do G.P. Brasil do ano passado. A outra peça pode ser conferida no fim deste texto, que foi ao ar na quinta. Dessa vez, Massa recepciona os motoristas num posto de gasolina da empresa, tentando fazer graça com eles. Será que deu certo? Confira você mesmo:



Neste sábado, o Blog volta comentando o treino de classificação do Grande Prêmio da China, o segundo dia do Rally da Espanha, as atividades de Fórmula Truck, Nascar e WTCC, além das principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
David Richards: http://www.formula1latest.com/
Sebastien Loeb:
www.rally-live.com/
Tony Stewart: http://www.utidrive.com/

Raikkonen lidera sexta-feira em Xangai; Nos bastidores, Hamilton é absolvido

Apenas 0.023s separaram os três primeiros colocados nos treinos livres desta sexta, em Xangai, onde será realizado o Grande Prêmio da China no próximo domingo. O finlandês Kimi Raikkonen foi o mais rápido nas duas sessões do dia, batendo o espanhol Fernando Alonso, o segundo, e o brasileiro Felipe Massa, que fechou os ensaios na terceira posição.

Líder do campeonato e grande favorito ao título, Lewis Hamilton não passou do quarto lugar tanto no treino da manhã quanto no da tarde. Fora da pista, o inglês foi absolvido da acusação de executar manobras perigosas atrás do safety car no Grande Prêmio do Japão, no último domingo.

Os comissários da FIA entenderam que as condições do circuito de Fuji eram muito ruins e que não há culpados no acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel, que bateram quando o carro de segurança estava na pista. O alemão da Toro Rosso - antes punido com a perda de dez posições no grid do G.P. da China - teve sua pena retirada e vai largar do resultado que conseguir no treino classificatório.

Há quem diga que Hamilton está sendo protegido. Não é bem assim. Os comissários precisavam ser coerentes: ou absolviam Vettel e, conseqüentemente, Hamilton, ou consideravam os dois culpados. Escolheram a primeira opção e eu, com toda a sinceridade, não contesto. Era uma questão de critério, basicamente.

Só seria um absurdo se Vettel continuasse com sua punição e Hamilton não recebesse nenhuma. Mas os comissários reconheceram o exagero e voltaram atrás na pena inicialmente imposta ao alemão. Agora, o inglês da McLaren fica ainda mais perto do seu primeiro título, uma enorme façanha para alguém que faz seu ano de estréia na Fórmula 1. Será que Lewis fecha o campeonato nesse fim de semana?

Não será fácil. Nos treinos desta sexta, Hamilton foi claramente o mais lento dos pilotos do chamado "G4". Kimi Raikkonen se sobressaiu nos dois ensaios do dia, terminando com o melhor tempo em ambos. A diferença para Fernando Alonso e Felipe Massa, porém, foi praticamente irrelevante.

Na parte da manhã, Raikkonen marcou o primeiro tempo em 1:37.024s, seguido de perto por Alonso-Massa-Hamilton. Nico Rosberg foi o melhor da segunda divisão, em quinto. O treino teve várias escapadas de pista na última curva do circuito de Xangai, uma quebra de motor por parte de Nick Heidfeld e um momento bisonho protagonizado pelo ex-piloto Ralf Schumacher, que errou a entrada dos boxes de maneira ridícula.

O panorama não mudou muito nos ensaios da tarde. Raikkonen, mais uma vez, foi o mais rápido, melhorando para 1:36.607s. Alonso ficou apenas seis milésimos atrás, com Massa colado em terceiro. Hamilton repetiu sua colocação anterior, em quarto, enquanto Jarno Trulli surpreendeu e conseguiu um ótimo quinto. Rubens Barrichello fechou a sexta em 15º, duas posições atrás do companheiro na Honda, Jenson Button.

Para o horário do treino classificatório de amanhã, os metereologistas apontam uma pequena chance de 15% de chuva. No domingo, porém, existe a expectativa da chegada de um tufão em Xangai. Se vier água, não vai ser pouco não. Por enquanto, a probabilidade da corrida acontecer em pista molhada está em 80%.

A seguir, a classificacação dos treinos de sexta em Xangai:

1. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:36.607s
2. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:36.613s
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:36.630s
4. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:36.876s
5. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:37.151s
6. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:37.450s
7. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:37.524s
8. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:37.617s
9. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:37.646s
10. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:37.970s
11. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:38.055s
12. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:38.062s
13. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:38.205s
14. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:38.270s
15. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:38.304s
16. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:38.388s
17. Alex Wurz/Áustria/Williams, 1:38.531s
18. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:38.975s
19. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:39.065s
20. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:39.224s
21. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:39.238s
22. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:39.404s
23. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:40.051s

A McLaren não liderou os treinos, mas tem totais condições de virar o jogo ao longo do fim de semana. Dessa vez, Fernando Alonso parece estar mais à vontade do que Lewis Hamilton, que sentiu dificuldades de adaptação à pista chinesa. Enquanto o espanhol acompanhou o ritmo das Ferrari, o inglês ficou um pouco para trás. A temporada 2007 já ensinou, porém, que nunca se deve duvidar de Hamilton.

O melhor piloto da sexta-feira foi indiscutivelmente Kimi Raikkonen. O finlandês encontrou um acerto muito bom para o circuito de Xangai e conseguiu virar uma sucessão de voltas mais rápidas. Felipe Massa rodou duas vezes na primeira curva da pista, mas também terminou o dia com um tempo competitivo.

Dia ruim para a BMW. Robert Kubica foi apenas o 11º da sexta, marcando o seu melhor tempo na parte da manhã. Nick Heidfeld, por usa vez, começou o fim de semana do Grande Prêmio da China de forma complicada. O alemão teve duas quebras - uma em cada sessão - e não conseguiu mais do que um 16º, sua pior posição em treinos da temporada.

Pouco a ser falado sobre a Renault. A equipe francesa, já concentrada no desenvolvimento do modelo 2007, espera muito pouco das últimas provas da atual temporada. Nesta sexta, Giancarlo Fisichella foi 10º, batendo Heikki Kovalainen, o 12º. A Renault só vai ter uma chance de repetir o resultado do G.P. do Japão, quando o finlandês foi um ótimo segundo, se chover na corrida.

A Williams testou o piloto de testes Kazuki Nakajima, que é fortíssimo candidato a uma vaga de titular na equipe inglesa em 2008. O japonês participou da sessão da manhã, terminando em 14º. Um resultado razoável, embora tenha ficado longe de Nico Rosberg, o nono. Prestes a ser dispensado, Alexander Wurz andou apenas à tarde e fechou em 17º.

Sexta-feira promissora para a Red Bull. A equipe das bebidinhas energéticas emplacou seus dois pilotos no top 10. Como de costume, Mark Webber bateu David Coulthard, mas a distância entre a dupla foi bem pequena. O australiano foi sexto, pouco mais de um centésimo mais rápido do que o escocês, o oitavo.

Bons resultados também para a Toyota. Jarno Trulli ganhou o título de "melhor do resto", sendo superado apenas pelos pilotos de McLaren e Ferrari. O italiano deve passar à superpole amanhã, mas precisa manter o ritmo na corrida para pontuar. Já Ralf Schumacher - apesar de uma bela pataquada pela manhã, quando errou a entrada dos boxes - também foi bem, terminando o dia em sétimo.

A Super Aguri recebeu uma injeção financeira de três novos patrocinadores nas últimas semanas, mas ainda não teve tempo suficiente para recuperar o terreno perdido quando não havia capital para desenvolvimento. Hoje, Anthony Davidson voltou a ser o melhor piloto da equipe, fechando num razoável 18º. Takuma Sato não foi bem e não passou de 21º.

Como virou rotina na segunda metade da temporada, Jenson Button voltou a superar Rubens Barrichello na disputa interna da Honda. Nesta sexta, o inglês foi o 13º, enquanto o brasileiro completou na 15ª posição. As esperanças da dupla de veteranos está na chuva que pode vir no dia da corrida. Em condições normais, a Honda dificilmente se aproxima da zona de pontuação.

O Grande Prêmio da China começou de absolutamente normal para a Spyker. Adrian Sutil conseguiu superar Sato e Vettel para terminar em 20º, um resultado dentro das expectativas do time laranja. Por outro lado, Sakon Yamamoto até bateu seu companheiro de equipe na sessão da manhã, mas não agüentou o ritmo na parte da tarde. O japonês foi 23º e último.

Por fim, depois da excelente oportunidade desperdiçada em Fuji, a Toro Rosso retornou à dura rotina de equipe de fim do pelotão. O melhor piloto da filial da Red Bull, Vitantonio Liuzzi, apareceu só em 19º. Sebastian Vettel, que escapou da perda de dez posições no grid de largada, teve um desempenho bastante fraco e fechou em 22º.

A classificação do Grande Prêmio da China está marcada para as 3 horas da madrugada de sábado para domingo em Brasília. Ao longo do dia de hoje, o Blog volta comentando as principais notícias do dia e as atividades do Mundial de Rally e da Nascar. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Agenda do fim de semana (05 a 07 de outubro)

Mais um fim de semana de insônia se pronuncia para os fãs da velocidade. O Grande Prêmio da China - marcado para as três horas da madrugada de sábado para domingo - é a principal atração dos próximos dias, mas não a única. Hora de conferir a sempre útil agendinha:

Sexta-feira, 05 de outubro de 2007

WRC: Primeiro dia do Rally da Espanha

Sábado, 06 de outubro de 2007

WRC: Segundo dia do Rally da Espanha

Domingo, 07 de outubro de 2007

FÓRMULA 1: Grande Prêmio da China
Fórmula Truck: Etapa de Curitiba
Nascar: Etapa de Talladega
WRC: Terceiro dia do Rally da Espanha
WTCC: Rodada dupla de Monza

Como sempre, a Fórmula 1 concentra as atenções. Em Xangai, no Grande Prêmio da China, a promessa é de uma corrida emocionante. A prova pode ratificar o título de Lewis Hamilton, que só precisa de um terceiro lugar para levar o troféu de campeão para casa. Mas a minha aposta é justamente o principal adversário do inglês: seu companheiro na McLaren, Fernando Alonso.

Os comissários ainda não decidiram se Hamilton vai receber uma punição por suas manobras atrás do safety car em Fuji. O mais provável é que o inglês perca dez posições no grid. Assim, o minha escolha fica dividida entre Alonso e a dupla da Ferrari. Considerando a situação desesperada do espanhol no campeonato, meu palpite tinha de ser ele.

Alonso joga todas as suas fichas em Xangai. Afinal, o bi-campeão não tem absolutamente nada a perder. Em luta direta contra Kimi Raikkonen e Felipe Massa, sou mais o espanhol. Nessa altura, Alonso está disposto a arriscar tudo por uma chance de levar a decisão do título para o último Grande Prêmio da temporada, no Brasil, em Interlagos.

Se não bastasse a batalha pelo campeonato, a prova de Xangai ainda tem uma outra atração. A previsão do tempo para o domingo aponta chuva. E, em pista molhada, as costumeiras procissões da categoria se transformam em dispustas sensacionais e imprevisíveis, como no último G.P. do Japão. Será que os céus dão uma ajuda?

Caso chova, chutar os pilotos que vão terminar na zona de pontuação torna-se uma loteria. Em condições normais, porém, a tarefa fica muito mais fácil. No cenário atual, a BMW - assim como McLaren e Ferrari - coloca seus dois pilotos entre os oito primeiros. De resto, escolho Heikki Kovalainen e Nico Rosberg para ocupar as últimas duas posições pontuáveis.
Palpite do Blog para a corrida: Fernando Alonso

Assim como Alonso na Fórmula 1, Sebastien Loeb também não tem muito o que perder. No Rally da Espanha - 12ª de 16 etapas da temporada - o francês precisa descontar uma diferença de dez pontos para o líder da tabela do WRC, o finlandês Marcus Grönholm. Dessa vez, o Blog aposta em Loeb, vencedor em terras espanholas nos últimos dois anos.
Palpite do Blog para o fim de semana: Sebastien Loeb

Expectativa de uma corrida espetacular para a Nascar, no domingo. Na 30ª prova do campeonato - a quarta do play off - a categoria corre no super-oval de Talladega, famoso pelos seus acidentes múltiplos, chamados de big ones. Meu palpite é Jeff Gordon, sempre favorito em corridas em que a experiência em evitar problemas faz bastante diferença.
Palpite do Blog para a corrida: Jeff Gordon

No circuito italiano de Monza, o WTCC realiza sua 10ª rodada dupla do ano. Depois dessa, vai ficar faltando apenas a etapa de Macau, no dia 18 de novembro. Nesse fim de semana, minhas apostas são o alemão Jörg Müller (BMW), que precisa recuperar-se no campeonato, e o inglês James Thompson (Alfa Romeo), o melhor representante das equipes italianas, que correm em casa.
Palpites do Blog para as corridas: Jörg Müller e James Thompson

Por fim, a Fórmula Truck entra na pista pela sétima e antepenúltima vez na atual temporada. Em Curitiba, a Volkswagen tenta chegar à sua quinta vitória consecutiva. Para isso, conta com o líder do campeonato, Felipe Giaffone, sempre o palpite mais confiável do pelotão.
Palpite do Blog para a corrida: Felipe Giaffone

Ao longo dessa sexta, o Blog volta comentando os treinos da Fórmula 1, as atividades da Nascar e do WRC, além das principais notícias do dia. Até mais!

Crédito das fotos:

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pivo do escândalo de espionagem diz que Ferrari também tinha dados da McLaren

Nigel Stepney ataca novamente. O inglês - ex-mecânico chefe da Ferrari - deu uma entrevista agressiva ao site Grand Prix nesta quinta, afirmando com todas as letras que a equipe vermelha também teve acesso a informações da rival McLaren. Apesar da forte acusação, o pivô do escândalo de espionagem diz não ter nenhum "e-mail" para provar as suas palavras.

Para quem não lembra, Stepney foi o principal acusado de repassar dados secretos da Ferrari a Mke Coughlan, ex-projetista chefe da McLaren. Por causa da posse de um dossiê de 780 páginas, o time prateado terminou excluído do Mundial de Construtores de 2007, além de receber uma multa orçada em 100 milhões de dólares.

Mas, segundo Stepney, a Ferrari também tinha conhecimento de características particulares da McLaren. O ex-mecânico chefe da equipe vermelha garante ter repassado resultados de testes e informações sobre táticas de corrida da McLaren a outros funcionários da Ferrari, que teriam discutido o assunto internamente.

Dá para levar a sério as palavras de Stepney? Vamos com calma. Primeiro, uma constatação importante: o inglês chegou a jurar de pés juntos que não tinha nenhum relacionamento especial com Mike Coughlan, e que nunca havia enviado dados da Ferrari ao funcionário da McLaren. Essa versão, como foi provado depois, era claramente mentirosa.

Stepney e Coughlan possuíam uma grande "intimidade", digamos assim. É fato que dados da Ferrari chegaram ao então projetista-chefe da McLaren. Se ele usou ou não as informações na equipe inglesa, é outra história. Mas houve, sim, troca de dados, e é possível que Stepney também tenha ficado sabendo de alguns segredos importantes da McLaren.

Eu, sinceramente, duvido dessa última hipótese. Se Stepney, de fato, teve conhecimento das informações da equipe inglesa, elas não deviam fazer grande diferença. Nessa altura, as atitudes do inglês parecem mais uma tentativa desesperada de defesa, por parte de alguém que não tem nada a perder e só deseja ver o circo pegar fogo.

Não demorou muito e Jean Todt - diretor-geral da Ferrari - veio à imprensa rebater as declarações de Stepney. O dirigente afirmou ter "a consciência tranqüila" e que, se realmente tivesse havido troca de dados sigilosos para beneficiar a equipe vermelha, esses fatos já "teriam vindo à tona".

Resta saber se Nigel Stepney vai conseguir provar suas palavras. Acusações gratuitas como a que o inglês fez hoje não vão afetar Jean Todt nem a Ferrari. Enquanto ele continuar com esse discurso vazio e sem fundamento, os tifossi podem ficar tranqüilos. A Ferrari não vai ser punida apenas com base em Stepney.

Para que algo aconteça com a equipe vermelha, as evidência precisam ser bastante claras.




A reunião dos comissários da FIA que vão analisar as manobras de Lewis Hamilton atrás do safety car, em Fuji, só deve começar às 19 horas da sexta em Xangai, ou seja, por volta das 8 de Brasília. Até lá, tudo que for dito sobre supostas punições ao inglês da McLaren não passam de mera especulação.

Na hipótese mais absurda, Hamilton é desclassificado e perde a vitória no G.P. do Japão. Seria um decisão tendenciosa - tomada para equilibrar o campeonato - e equivocada. Nesse momento, a melhor escolha é punir o inglês com a perda de dez posições no grid, assim como foi feito com Sebastian Vettel.

O alemão, convenhamos, cometeu uma baita barbeiragem ao acertar Mark Webber durante o período de safety car. No caso de Vettel, a pior punição para o seu erro foi o abandono em Fuji, quando ele era um espetacular terceiro. De qualquer forma, o alemão ainda merece algum tipo de sanção. Mesmo que, para ele, nada faça muita diferença após a oportunidade desperdiçada na corrida japonesa.

Enquanto isso, a previsão para o domingo, em Xangai, continua sendo de tempo molhado. A possibilidade de chuva, que estava em 90%, caiu um pouco mas permanece bastante alta, em 80%. No sábado, acontece o inverso: as chances cresceram, porém, continuam apenas em 25%. Nesse momento, faz sol na cidade-sede do Grande Prêmio da China.

Os primeiros treinos acontecem daqui a pouco, às 11 horas da noite e às 3 da manhã em Brasília.



No circuito espanhol de Jerez de la Frontera, a GP2 realizou seus testes iniciais visando a temporada do ano que vem. A escalação dos pilotos foi irreconhecível: praticamente todos andaram em novas equipes, e vários novatos experimentaram o gostinho de correr na categoria-escola da Fórmula 1 pela primeira vez.

O dia também viu a estréia do recém-lançado modelo da GP2, uma evolução do carro que foi usado pela categoria nos últimos três anos. Plasticamente, ficou bem bonito. Quem se deu melhor com a novidade foi o inglês Adam Carroll.

Correndo pela iSport, ele terminou a quinta-feira com o melhor tempo entre os 26 pilotos que entraram na pista.Logo atrás, em segundo, veio o espanhol Andy Soucek, da DPR, seguido pelo brasileiro Bruno Senna, com um carro da Campos Grand Prix.

Outras quatro brazucas participaram dos ensaios: Xandinho Negrão (iSport) foi 13º, enquanto os estreantes Alberto Valério (Super Nova) e Carlos Iaconelli (Durango) terminaram, respectivamente, em 18º e 22º. Amanhã, alguns deles trocam de equipe, como Bruno Senna, que vai andar com a equipe campeã da temporada recém-terminada, a iSport.

A seguir, a classificação dos testes de hoje:

1. Adam Carroll/Irlanda/iSport, 1:28.036s
2. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:28.059s
3. Bruno Senna/Brasil/Campos, 1:28.107s
4. Mike Conway/Inglaterra/ART, 1:28.120s
5. Roldan Rodríguez/Espanha/Minardi by Piquet, 1:28.188s
6. Javier Villa/Espanha/Racing Engineering, 1:28.356s
7. Sebastien Buemi/Suíça/ART, 1:28.409s
8. Luca Filippi/Itália/DPR, 1:28.421s
9. Marco Bonanomi/Itália/Minardi by Piquet, 1:28.425s
10. Andreas Zuber/Áustria/Trident, 1:28.591s
13. Xandinho Negrão/Brasil/iSport, 1:28.793s
18. Alberto Valério/Brasil/Super Nova, 1:29.735s
22. Carlos Iaconelli/Brasil/Durango, 1:30.101s

Os testes da GP2 em Jerez continuam amanhã, no segundo e último dia de testes em Jerez de la Frontera.



Nesta quinta, recebi uma mensagem da Aline que me deixou realmente lisonjeado. Ela teve a paciência de organizar minha lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História, colocando todas as bobagens numa vídeo só! A edição ficou muito legal e está logo abaixo:



Antes de me despedir, um aviso de utilidade pública: as bilheterias de Interlagos já estão disponibilizando as meias-entradas para aqueles que vão ao Grande Prêmio do Brasil e desejam ter o benefício. Os ingressos podem ser retirados nos dias 6 a 18 (entre 9 e 17 horas), 19 e 20 (entre 7 e 17 horas) e 21 de outubro (entre 7 e 12 horas).

Nesta sexta, o Blog volta com a seção Agenda do fim de semana, apresentando todos os destaques da velocidade nos próximos três dias. Além disso, comentários sobre os treinos de sexta da Fórmula 1 e das outras categorias que estiverem em ação amanhã. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Nigel Stepney - http://www.espnstar.com/
Mike Coughlan - http://www.padokf1.com/
Ferrrari e McLaren, Hamilton, Webber e GP2 - http://www.gpupdate.net/

Hamilton pode ser punido por manobras atrás do safety car em Fuji

O diretor-técnico da Toro Rosso, Franz Tost, dedurou, e os comissários da FIA foram obrigados a analisar uma nova evidência sobre o acidente entre Sebastian Vettel e Mark Webber no Grande Prêmio do Japão: um vídeo postado no YouTube por um torcedor que filmava tudo das arquibancadas. Pela imagens, fica claro que Lewis Hamilton também teve culpa na batida.

Para começar, o inglês mantinha uma distância menor do que a recomendada atrás do safety car. Se não bastasse isso, Hamilton ainda aplicou um brake test em Webber, o segundo colocado. O australiano precisou reduzir e o inexperiente Vettel não evitou o choque, que eliminou os dois da corrida.

Na possibilidade mais radical, Hamilton poderia até ser desclassificado, perdendo a vitória na corrida de Fuji. Nesse caso, o campeonato voltaria a estar completamente aberto. O inglês seria o líder com 97 pontos, seguido de Fernando Alonso, com 95, e Kimi Raikkonen, que subiria para 92. Felipe Massa, que passaria a somar 81, continuaria na briga, mas ainda com chances reduzidas.

A hipótese da exclusão de Hamilton, porém, é bastante remota. O mais provável é que o inglês receba a mesma pena de Vettel, ou seja, a perda de dez posições no grid de largada. Seria o mais justo, considerando as imagens, mas não há garantias de que isso vá acontecer. Por uma única e simples questão: o vídeo pode ser considerado uma evidência válida?

Pensem comigo: a Formula One Management (FOM) restringe a divulgação das imagens da Fórmula 1 de forma autoritária e equivocada. E isso inclui, é claro, vídeos amadores postados em sites como o YouTube. Tecnicamente, se valesse o princípio da direção da categoria o tempo inteiro, o vídeo do torcedor japonês que pegou o acidente ao vivo não poderia nem ter sido colocado no ar.

Será que Hamilton pode ser punido com base em imagens publicamente proibidas, de um vídeo que nem deveria ter chegado ao conhecimento do diretor da Toro Rosso? Imagens que, aliás, já foram até retiradas da internet! Não sou advogado, mas acho que o vídeo só poderia ser usado como prova se o próprio torcedor japonês cedesse as imagens originais. Caso contrário, Hamilton estaria livre... ou não?

Certo mesmo é que essa bobagem de ficar tirando vídeos do YouTube já está enchendo...

Edit: O amigo Jairo Maragato, sempre atento, dá a dica. O vídeo já foi colocado no ar mais uma vez:



Aproveitem antes que a FOM mande retirar de novo...

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Acidentes Mais Espetaculares da História - Números 10 e 9

Começamos, hoje, mais uma lista na seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Depois da contagem dos Dez Erros Mais Constrangedores, chega a vez dos Dez Acidentes Mais Espetaculares. Por uma questão de calendário, o Blog já inicia apresentando os números 10 e 9 do ranking.

Antes que eu me esqueça, uma rápida explicação sobre um critério importante. Nessa lista dos acidentes, optei por não considerar batidas que tenham terminado com vítimas, tanto dentro quanto fora da pista. Portanto, cada uma dessas pancadas foi, sim, espetacular, mas não machucou ninguém. Além, é claro dos pobres carros, que ficaram todos destruídos...

Sem perder mais tempo, lá vamos nós:

DÉCIMO COLOCADO - Martin Brundle no Grande Prêmio da Austrália de 1996

Na abertura da temporada 1996 da Fórmula 1, as expectativas eram enormes como em cada início de ano. Naquela oportunidade, haviam mesmo alguns motivos para acreditar que o campeonato que estava começando seria emocionante.

Após dois títulos consecutivos na Benetton, Michael Schumacher fazia sua estréia na Ferrari, cercado de dúvidas. Conseguiria o alemão a proeza de levar o carrinho vermelho à vitória na temporada, encerrando um jejum que já durava 17 anos?

E a Williams, como se comportaria? Rival eterno de Schumacher, Damon Hill despontava como o principal favorito do ano, mas precisaria derrotar seu novo e motivado companheiro de equipe, Jacques Villeneuve. O canadense, campeão da CART no ano anterior, chegava prometendo bastante.

Na Benetton, Jean Alesi e Gerhard Berger formavam uma dupla forte, assim como a da McLaren, que tinha Mika Hakkinen e David Coulthard. Órfã de Senna, a nação brasileiro se perguntava: será que Rubinho Barrichello conseguiria alguma coisa em 1996? Por fim, havia a expectativa pela estréia da nova sede do G.P. da Austrália: o circuito de Albert Park, em Melbourne.

Todas as perguntas da nova temporada foram esquecidas assim que foi dada a largada para a primeira prova do ano. Isso porque Martin Brundle - o simpático veterano que corria pela Jordan - roubou a cena com uma capotagem espetacular. Apenas o 20º no grid, após enfrentar problemas na classificação, o inglês precisava ganhar posições na largada. E até conseguiu.

Depois da chicane inicial, Brundle já devia aparecer em 15º ou 16º lugar. Seu trabalho, porém, seria arruinado por uma manobra súbita de David Coulthard. Ao chegar no fim da segunda reta de Melbourne, o escocês errou o cálculo da freida e aproximou-se demais da Ligier de Olivier Panis, que estava logo à frente. Para não causar uma batida, Coulthard meteu o pé no pedal esquerdo e desviou para o único que espaço que parecia ter livre. Mas errou de novo.

Com a súbita manobra, o escocês fechou a Sauber de Heinz-Harald Frentzen e a Jordan de Brundle, que vinham logo atrás. O inglês não tem para onde ir. Apertado entre seus dois adversários, Brundle voa. À primeira vista, o acidente é até um pouco assustador. Por sorte, sua Jordan não acerta nenhum outro carro. Depois de levantar alguns metros do chão, Brundle desliza pela pista de cabeça para baixo, até parar na área de escape.

Sem demorar muito, o inglês sai andando, para alívio de quem assistia. O trabalho de seu carro, porém, está encerrado. A bandeira vermelha é acionada e a corrida, interrompida. Na relargada, Brundle sai com seu modelo reserva. Roda na segunda volta e abandona. O dia, definitivamente, não era o inglês.

Por ter provado que, mesmo após doze anos de Fórmula 1, ainda é possível dar show com um acidente espetacular, por ter "batizado" a pista de Albert Park com uma batida memorável e por ter inaugurado a temporada de 1996 com estilo, Martin Brundle leva o décimo lugar na lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História.

A seguir, o vídeo da pancada:




10. Martin Brundle - Austrália/1996
NONO COLOCADO - Christian Fittipaldi no Grande Prêmio da Itália de 1993

Sobrinho de Emerson e filho de Wilsinho, Christian Fittipaldi é um verdadeiro operário o automobilismo. Como aquele jogador de futebol que já jogou por tudo quanto é time, Christian tem experiência em diversas categorias diferentes: desde a Fórmula até a Nascar, passando por modalidades de enduro, CART, Fórmula 3000 e Stock Car, só para citar algumas.

Apesar da longa trajetória, um momento se destaca na carreira de Christian. Não é nenhum título, nem uma vitória especial ou uma ultrapassagem magnífica. Trata-se de um acidente, de dinâmica única, estranha, bizarra e, é claro, espetacular.

Em 1993, Christian - então, uma jovem revelação que já estava em sua segunda temporada na Fórmula 1 - corria pela Minardi, uma das menores equipes do pelotão. Naquele ano, ele conseguiu resultados memoráveis com o pequenino time italiano, incluindo um quarto lugar na África do Sul e um quinto em Mônaco.

O campeonato que se revelava promissor, porém, foi se tornando mais difícil à medida que o dinheiro da Minardi foi escoando pelo ralo. Na segunda metade de 1993, não havia mais capital para desenvolvimento, e Christian foi ficando para trás. Uma das poucas novidades vem no G.P. da Inglaterra, quando estréia seu novo companheiro de equipe.

Na verdade, um velho conhecido da Minardi, de volta à sua casa preferida: Pierluigi Martini. O piloto italiano, afastado da Fórmula 1 desde o ano anterior, retornou com bastante fôlego. Já que o carro da Minardi não permitia sonhar muito com pontos, a única disputa dentro da equipe era entre seus dois pilotos, que se digladiavam para ver quem era mais rápido.

O duelo chegou ao seu auge nas últimas voltas do G.P. da Itália, em Monza, quando a dupla lutava pelo sétimo lugar. Christian alcançou Martini na derradeira volta, e partiu para uma tentativa desesperada de ultrapassagem já na reta final. Ele entra colado no italiano e tenta a manobra.

Martini, sem pensar muito, fecha o brasileiro. E Christian, sem tempo de reação, não evita o toque em alta velocidade com o italiano. O resultado é um acidente de características nunca antes vistas na Fórmula 1. A Minardi de Christian voa e dá um looping completo de 360º graus no ar. Quem vê a batida não acredita nos próprios olhos. Nem o melhor dublê de Hollywood conseguiria produzir algo parecido.

O carro de Christian "pousa" nas suas quatro rodas, já com sua suspensão destruída, e cruza a linha de chegada antes de parar completamente. O piloto brasileiro perdeu a disputa com Martini, mas ganhou um lugar na história com um acidente que, até hoje, ninguém chegou perto de repetir. Pilotos já capotaram diversas vezes. Nunca, porém, um deles conseguiu um looping tão perfeito quanto o de Christian Fittipaldi.

Por ter batida na reta final da última volta, destruindo o carro de um time pequeno e em dificuldades financeiras quando a corrida já estava praticamente encerrada, por ter perdido a disputa para o companheiro de equipe com estilo e pela belíssima plástica do acidente, com o carro desenvolvendo uma trajetória inédita e memorável, Christian Fittipaldi leva o nono lugar na lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História.

O vídeo da batida está logo abaixo:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na próxima terça, com o número oito da lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História. E hoje, ao longo do dia, o Blog retorna comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Martin Brundle - www.goodwood.co.uk
Acidente de Brundle I e II - www.youtube.com
Número 9 - www.sepad.ee
Christian Fittipaldi - www.wildsoft.ru
Acidente de Christian I e II - www.youtube.com

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Toyota teria oferecido 70 milhões de dólares a Fernando Alonso

O boato do dia é mais um capítulo da mais longa e arrastada novela da silly season da Fórmula 1: "Para onde vai Fernando Alonso em 2008?". Dessa vez, a fonte é o jornal El Mondo Deportivo. Embora venha de um veículo da mídia espanhola - claramente parcial quando se trata de Alonso - a história provavelmente é verdadeira.

Segundo a publicação, Fernando Alonso recebeu uma proposta de 70 milhões de dólares da Toyota para um contrato de três anos. O investimento da equipe japonesa, na verdade, seria ainda maior: de acordo com a matéria, o time nipônico também pagaria a multa rescisória do bi-campeão com a McLaren. Faz sentido? Faz. Tem chance de acontecer? Tem. Mas vai?

Duvido. Por um único e singelo motivo: Fernando Alonso não tem interesse em se transferir para uma equipe que não tem condições de disputar o título. E a Toyota, hoje, não parece ter força suficiente para dar o salto de competitividade esperado pelo espanhol. Um salário de 70 milhões de dólares não é motivação para Alonso, alguém que precisa estar continuamente no topo.

Faz certo a Toyota em tentar a contratação do espanhol. Afinal, a equipe japonesa não tem nada a perder. Se Alonso fechasse negócio, o acordo seria indiscutivelmente mais vantajoso para a Toyota. O bi-campeão não só representaria um ganho de performance dentro da pista, mas também um aumento considerável em espaço de mídia destinado ao time nipônico.

Pena que não seja tão fácil assim trazer Alonso. Por mais que o ambiente do espanhol na McLaren permaneça extremamente desconfortável, ele não sai da equipe inglesa por qualquer motivo. Alonso precisa de uma garantia de que vai continuar disputando as primeiras posições. E, hoje, apenas uma outra escuderia da Fórmula 1 - excluindo McLaren e Ferrari - pode oferecer isso ao bi-campeão.

A Renault. Sim, ela mesmo. Vejamos: saindo da McLaren, Alonso não teria espaço na Ferrari e na BMW, que já definiram seus pilotos para 2008. Restaria a equipe francesa, pela qual o espanhol conquistou dois títulos nas últimas duas temporadas. O nível da Renault pode até estar fraco atualmente, mas o time comandado por Flavio Briatore prepara sua reação para o ano que vem.

Contando com um staff técnico de primeira categoria - encabeçado pelo competente Pat Symonds - a Renault deve melhorar bastante em 2008. O passo final na recuperação seria o repatriamento de Alonso para o lugar do apático Giancarlo Fisichella, que pouco contribuiu em três anos com a equipe francesa. O problema é saber se o bi-campeão realmente deseja um retorno.

Agora, os mais novos capítulos da novela "para onde vai Fernando Alonso?" devem se desenrolar nos próximos dias. O episódio "Toyota quer o espanhol", sinceramente, eu já estava esperando, sem maiores expectativas. O fim da história é imprevisível. Parece claro que Alonso só tem duas possibilidades para 2008: McLaren ou Renault. O difícil é escolher entre uma das duas.

Nessa altura, qualquer palpite não passa de mero chute. Eu, particularmente, continuo apostando na permanência do espanhol na McLaren...


Num dia de poucas notícias de relevância, chama atenção o anúncio da Williams confirmando que Kazuki Nakajima será o terceiro piloto da equipe nos dois Grandes Prêmios que restam na temporada, China e Brasil. Assim, o japonês vai estar presente nos treinos de sexta-feira, ao lado de Nico Rosberg. Por que isso é importante? Calma que eu explico.

Da mais nova geração de pilotos nipônicos, Nakajima é, disparado, o de maior potencial. Protegido da Toyota, ele foi "emprestado" à Williams para ganhar experiência em carros de Fórmula 1. Ao mesmo tempo, o japonês cumpriu mais um estágio de aprendizado na GP2, onde terminou o ano em quinto lugar, conseguindo o título de melhor estreante da temporada.

Herdeiro do folclórico Satoru Nakajima, Kazuki é presença certa na Fórmula 1 num futuro próximo. A chance pode vir na Toyota ou, mais provavelmente, na Williams. Com a saída certa de Alexander Wurz da equipe inglesa em 2008, o japonês aparece, de repente, como um fortíssimo candidato a substituto. Por que outro motivo a Williams colocaria Nakajima para andar nas sextas-feiras de G.P.?

Curioso é que Sam Michael, diretor-técnico da equipe inglesa, anunciou o retorno do japonês à função de terceiro piloto justamente quando perguntado sobre suas opções para 2008. Será que a indagação dos repórteres trouxe logo à mente do dirigente o nome de Nakajima? Se for assim, a promessa nipônica está bem cotada. Pode até ser que o japonês não consiga vaga na Fórmula 1 no ano que vem.

Porém, mais cedo ou mais tarde, Nakajima faz sua estréia na categoria.


A Andretti Green revelou, nesta quarta, que o escocês Dario Franchitti - campeão do recém-terminado campeonato da IRL - está liberado de seu contrato e não vai continuar com a equipe no ano que vem. Quase ao mesmo tempo, a Ganassi convocou uma coletiva de imprensa para amanhã, quando deve anunciar Franchitti como seu mais novo piloto.

Na equipe de Chip Ganassi, o escocês vai correr na Nascar, como companheiro de Juan Pablo Montoya. Além de Franchitti, outra estrela da IRL, Sam Hornish Jr., além de figuras conhecidas, como Scott Speed e Jacques Villeneuve, devem se transferir para a stock car americana num futuro próximo. E, assim, cada vez mais, o automobilismo de monopostos nos Estados Unidos vai perdendo a sua força.

Até meados da década de 90, a situação era justamente a inversa. A antiga INDY concentrava as atenções, ajudada pela presença de nomes de peso como Nigel Mansell, Emerson Fittipaldi, Al Unser Jr., Michael Andretti e Bobby Rahal. Porém, a cisão da categoria em 1996 - dividindo-se em CART e IRL - enfraqueceu a modalidade, enquanto a Nascar ganhava progressivamente mais público.

Atualmente, a ChampCar corre em cidades pequenas para conseguir encher os autódromos. Por sua vez, a IRL continua com sua rotina de provas tão espetaculares quanto perigosas. Para pilotos com Franchitti e Hornish Jr., até valeria a pena arriscar-se nessas corridas, desde que fosse dado o reconhecimento necessário. Infelizmente, isso não acontece mais.

Se um piloto quer se tornar conhecido nos Estados Unidos, ele precisa tomar o rumo da Nascar.


O vídeo do dia é um peça publicitária de Felipe Massa para a Shell. Se não me engano, o anúncio chegou a ser vinculado no fim do ano passado, na época do Grande Prêmio do Brasil. Sinceramente, não me lembro de ter visto na televisão. De qualquer forma, o comercial - engraçado para uns e ridículo para outros - está logo abaixo:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, inaugurando a lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História. Amanhã, já começamos com os números 10 e 9 da lista. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Flavio Briatore - www.rpmotors.com.br
Dario Franchitti - www.indystar.com
Nigel Mansell - www.martinwildig.com

Grande Prêmio da China também deve ser com chuva

Noventa por cento. É essa a possibilidade de chuva para a cidade de Xangai no dia do Grande Prêmio da China. A fonte é este site, que já acertou a previsão para a última corrida da Fórmula 1, em Fuji. Por enquanto, parece improvável que a categoria enfrente pista molhada na sexta e no sábado, mas os pilotos não devem escapar de água no domingo.

No início da semana, a chance inicial de chuva para o dia da prova estava em 60%. Algum tempo depois, cresceu para 75% e, agora, atingiu 90%. Pelo visto, a frente fria que, em breve, vai chegar a Xangai está se aproximando mais rápido do que o esperado. Para quem gosta de Fórmula 1 com pista molhada, essa é uma excelente notícia.

De qualquer forma, como sempre - em se tratando de previsões metereológicas - nada é garantido. Além disso, a cidade de Xangai é muito grande, e não existe a menor certeza de que vá chover exatamente na região do circuito. Mesmo assim, a possibilidade de pista molhada no Grande Prêmio da China é real.

Agora, Fernando Alonso que se cuide. O espanhol - ele mesmo, um ás da chuva - encontrou um concorrente de peso nesse tipo de cenário depois do último G.P. do Japão: justamente seu companheiro de equipe e principal adversário, Lewis Hamilton. Depois da brilhante atuação em Fuji, o novato provou que é um fenômeno, também, na pista molhada.

Se chover em Xangai, a corrida chinesa seria um tira-teima entre os dois pilotos da McLaren. Qual dos dois é melhor quando cai água sobre o capacete? Seria Alonso, que já mostrou toda a sua habilidade em situações como essa em provas como a da Hungria, em 2006, e a de Nurburgring, mais cedo na atual temporada? Ou Hamilton, o homem que parece não ter nenhum ponto fraco?

Vale lembrar que já choveu no Grande Prêmio da China no ano passado, quando Michael Schumacher ganhou após realizar uma ultrapassagem antológica sobre Giancarlo Fisichella, colocando as quatro rodas na grama. Uma revanche entre Alonso e Hamilton, nas mesmas condições de Fuji, é garantia de uma corrida absolutamente espetacular.

Já é hora de começar a fazer a dança da chuva...

Crédito das fotos: www.f1-live.com

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Esses ficaram de fora

Na última terça, completamos a gloriosa lista das dez maiores bobagens já vistas na Fórmula 1. Erros estúpidos, inacreditáveis e até certo pontos engraçados, cometidos tanto por ilustres desconhecidos quanto por gênios da velocidade. O ranking completo ficou assim:


Nem todas as pataquadas conseguiram lugar na lista, é claro. Mas muitas delas também merecem uma espécie de, digamos, menção (des)honrosa. Sendo assim, vamos a um pequeno giro pela história da Fórmula 1, com outras bobagens dignas de nota:

Jackie Stewart e Emerson Fittipaldi - Grande Prêmio de Mônaco de 1973
Stewart e Fittipaldi travaram uma disputa magnífica durante todo o G.P. de Mônaco, mas conseguiram a proeza de bater um com o outro depois que a corrida já havia sido encerrada. Em velocidade lenta, na saída do túnel, os dois se distraíram dando tchauzinhos para a torcida e o incrível aconteceu. A Lotus do brasileiro chegou até a sair alguns metros do chão mas, felizmente, não houve nada de mais grave.

Jody Scheckter - Grande Prêmio da Inglaterra de 1973
Novato-sensação daquela temporada, Scheckter já havia liderado uma corrida apenas na sua terceira corrida, na França. No G.P. seguinte, em Silverstone, o sul-africano era o sexto no grid, mas já pulou para quinto na largada. Quando abria a segunda volta, porém, Scheckter simplesmente rodou no meio da reta principal, com todo o pelotão atrás de si. O erro causou um acidente múltiplo, que tirou nove carros - inclusive o sul-africano - da prova.

Vittorio Brambilla - Grande Prêmio da Áustria de 1975
Numa caótica corrida disputa sob intensa chuva e no super-veloz circuito de Österreichring, o folclórico Brambilla estava na frente quando a prova foi encerrada antes do tempo pelas más condições da pista. Sem acreditar, o italiano levanta o dois braços para comemorar, esquecendo de dirigir. Não dá outra: sua March sai da pista e fica completamente destruída. Brambilla, eufórico com o inédito triunfo, nem se importa muito...

Alan Jones - Grande Prêmio da Espanha de 1981
Liderando com grande vantagem para o segundo colocado, Villeneuve, Jones perde a concentração e sai da pista sozinho. Ele ainda consegue voltar, mas perde muito tempo e não termina na zona de pontuação. A bobagem foi prenúncio da péssima temporada do campeão do ano anterior, que passaria longe de defender seu título. Em 1981, o desempenho de Jones foi bastante decepcionante.

Ayrton Senna e Jean-Louis Schlesser - Grande Prêmio da Itália de 1988
Faltando poucas voltas para o fim, o líder Senna - pressionando pelas Ferrari de Berger e Alboreto, que corriam em casa - encontra pela frente o retardatário Schlesser, substituto do adoentado Mansell. O francês erra e perde o ponto de freiada. Senna acha que ele estava abrindo passagem e não hesita. Resultado: acidente e fim de prova para o brasileiro, numa batida cuja culpa deve ser dividida entre os dois.

Andrea de Cesaris - Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1989
Senti-me chateado por não incluir de Cesaris na lista, mas não havia registros dessa pataquada em vídeo. Em Phoenix, o italiano estava muito atrasado após problemas no início da prova quando seu companheiro de equipe na Dallara, Alex Caffi, se aproximou para colocar uma volta. De Cesaris não teve dúvidas: fechou o parceiro e tirou-lhe da corrida. Pior: Caffi ocupava um sensacional terceiro lugar!

Nigel Mansell - Grande Prêmio de Portugal de 1989
Mansell foi outro que, por muito pouco, escapou de ser incluído no ranking dos erros constrangedores. Uma bobagem sua que não pode deixar de ser mencionada é essa da etapa do Estoril, em 1989. O inglês era o segundo quando veio fazer seu pit stop. Incrivelmente, Mansell se atrapalhou e passou o boxe da Ferrari. Solução: deu marcha à ré - o que é, obviamente, proibido - e foi desclassificado, não sem antes voltar à pista e bater com Senna.

Nigel Mansell - Grande Prêmio do Canadá de 1991
Na última volta da corrida, Mansell se distrai ao acenar para as arquibancadas e deixa seu motor alcançar rotações muito baixas. O carro morre o inglês perde uma vitória certa a metros da bandeirada. Na minha lista provisória, essa "bobagem" estava no segundo lugar. Optei por retirá-la porque, para ser justo com Mansell, nunca foi provado que o erro foi dele. Pode ter sido problema da Williams...

Olivier Grouillard - Grande Prêmio da França de 1992
Essa é tão engraçada quanto estúpida. A corrida havia sido interrompida por causa da chuva, recomeçando após uma parada de alguns minutos. Na nova largada, sem a menor cerimônia, o obscuro Grouillard queima feio a largada. O francês sai de sua marca dois ou três segundos antes do tempo, numa manobra absolutamente clara para todos que assistiam.

Eddie Irvine - Grande Prêmio do Brasil de 1994
Apenas em sua terceira corrida na Fórmula 1, Irvine causa um acidente múltiplo que, por sorte, não tem maiores conseqüências. O irlandês fecha Verstappen, que roda e atinge os inocentes Brundle e Bernard. Todos os quatro abandonam. Como resultado, Irvine recebe uma pena severa por parte da FIA, sendo suspenso de um G.P. Sua equipe - a Jordan - resolve apelar e, no novo julgamento, o irlandês toma mais duas corridas de suspensão...

Taki Inoue - Grande Prêmio da Hungria de 1995
De toda a lista, essa é a única bobagem que não aconteceu dentro de um carro. Em Hungaroring, o pitoresco Inoue quebra e precisa abandonar quando seu motor começa a pegar fogo. Ao contrário de deixar o bandeirinha realizar o seu trabalho, o japonês arranca o extintor e - ele mesmo - tenta apagar as chamas. Um carro de apoio que passava por ali não vê o afobado Inoue e, inacreditavelmente, atropela o japonês!

Jenson Button - Grande Prêmio da Itália de 2000
Fazendo seu ano de estréia, Button ainda pecava pela inexperiência. Em Monza, uma batida envolvendo vários carros traz o safety car para a pista, ainda na primeira volta. Quando vai ser dada a relargada, o líder Schumacher aplica um brake test em todo o pelotão, freiando forte antes de acelerar para valer. Button não percebe o que está acontecendo e precisa desviar para não encher alguns carros. Ele sai da pista e abandona.

Jos Verstappen - Grande Prêmio do Brasil de 2001
Em Interlagos, o retardatário Verstappen perde a concentração ao tomar uma volta do líder Montoya, que fazia corrida absolutamente espetacular. O holandês esquece de freiar e acerta o colombiano em cheio, causando o abandono de ambos. Por causa disso e de um acidente semelhante que envolveu Ralf - o outro piloto da Williams - a equipe inglesa passa a colocar um adesivo no aerofólio traseiro escrito "Keep the Distance" (mantenha a distância).

Michael Schumacher - Grande Prêmio da China de 2005
Naquela que foi, provavelmente, a pior corrida de sua vida, Schumacher comete um série de pataquadas. Primeiro, bate com Albers - sim, o "cara da mangueira" mesmo - quando está indo alinhar no grid, ou seja, antes mesmo da volta de apresentação! Não é tudo: o alemão pega o carro reserva e larga normalmente, mas abandona depois de rodar com o safety car dentro da pista...

Juan Pablo Montoya - Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2006
Já ameaçado de demissão, Montoya bate na traseira de seu companheiro na McLaren, Raikkonen, na primeira curva da corrida. O acidente gera um reação em cadeia, e, no total, sete carros são eliminados. Depois da etapa de Indianapolis, Montoya acerta com a Nascar e abandona subitamente a Fórmula 1, despedindo-se da forma mais melancólica possível. Uma pena para quem prometia tanto.

É claro que, ao longo da trajetória da Fórmula 1, vários pilotos - gênios ou irrelevantes - comeram outras bobagens, mais ou menos constrangedores. Mas é impossível listar todas. O humilde levantamento que eu fiz, sem falsa modéstia, ficou bem completo. Conseguir um lugar no meio de todas essas pataquadas não é tão fácil assim. Se bobear, nem de propósito...

A seção Os 1o+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, quando inauguramos a lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História. Por uma questão de calendário - que vocês vão entender daqui a algumas semanas - o Blog já começa apresentando os números 10 e 9 da lista. E, hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Brambilla - www.f1-facts.com
Mansell e Senna - www.f1-facts.com
Grouillard - FIA Review
Verstappen - www.f1-facts.com