quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Toyota teria oferecido 70 milhões de dólares a Fernando Alonso

O boato do dia é mais um capítulo da mais longa e arrastada novela da silly season da Fórmula 1: "Para onde vai Fernando Alonso em 2008?". Dessa vez, a fonte é o jornal El Mondo Deportivo. Embora venha de um veículo da mídia espanhola - claramente parcial quando se trata de Alonso - a história provavelmente é verdadeira.

Segundo a publicação, Fernando Alonso recebeu uma proposta de 70 milhões de dólares da Toyota para um contrato de três anos. O investimento da equipe japonesa, na verdade, seria ainda maior: de acordo com a matéria, o time nipônico também pagaria a multa rescisória do bi-campeão com a McLaren. Faz sentido? Faz. Tem chance de acontecer? Tem. Mas vai?

Duvido. Por um único e singelo motivo: Fernando Alonso não tem interesse em se transferir para uma equipe que não tem condições de disputar o título. E a Toyota, hoje, não parece ter força suficiente para dar o salto de competitividade esperado pelo espanhol. Um salário de 70 milhões de dólares não é motivação para Alonso, alguém que precisa estar continuamente no topo.

Faz certo a Toyota em tentar a contratação do espanhol. Afinal, a equipe japonesa não tem nada a perder. Se Alonso fechasse negócio, o acordo seria indiscutivelmente mais vantajoso para a Toyota. O bi-campeão não só representaria um ganho de performance dentro da pista, mas também um aumento considerável em espaço de mídia destinado ao time nipônico.

Pena que não seja tão fácil assim trazer Alonso. Por mais que o ambiente do espanhol na McLaren permaneça extremamente desconfortável, ele não sai da equipe inglesa por qualquer motivo. Alonso precisa de uma garantia de que vai continuar disputando as primeiras posições. E, hoje, apenas uma outra escuderia da Fórmula 1 - excluindo McLaren e Ferrari - pode oferecer isso ao bi-campeão.

A Renault. Sim, ela mesmo. Vejamos: saindo da McLaren, Alonso não teria espaço na Ferrari e na BMW, que já definiram seus pilotos para 2008. Restaria a equipe francesa, pela qual o espanhol conquistou dois títulos nas últimas duas temporadas. O nível da Renault pode até estar fraco atualmente, mas o time comandado por Flavio Briatore prepara sua reação para o ano que vem.

Contando com um staff técnico de primeira categoria - encabeçado pelo competente Pat Symonds - a Renault deve melhorar bastante em 2008. O passo final na recuperação seria o repatriamento de Alonso para o lugar do apático Giancarlo Fisichella, que pouco contribuiu em três anos com a equipe francesa. O problema é saber se o bi-campeão realmente deseja um retorno.

Agora, os mais novos capítulos da novela "para onde vai Fernando Alonso?" devem se desenrolar nos próximos dias. O episódio "Toyota quer o espanhol", sinceramente, eu já estava esperando, sem maiores expectativas. O fim da história é imprevisível. Parece claro que Alonso só tem duas possibilidades para 2008: McLaren ou Renault. O difícil é escolher entre uma das duas.

Nessa altura, qualquer palpite não passa de mero chute. Eu, particularmente, continuo apostando na permanência do espanhol na McLaren...


Num dia de poucas notícias de relevância, chama atenção o anúncio da Williams confirmando que Kazuki Nakajima será o terceiro piloto da equipe nos dois Grandes Prêmios que restam na temporada, China e Brasil. Assim, o japonês vai estar presente nos treinos de sexta-feira, ao lado de Nico Rosberg. Por que isso é importante? Calma que eu explico.

Da mais nova geração de pilotos nipônicos, Nakajima é, disparado, o de maior potencial. Protegido da Toyota, ele foi "emprestado" à Williams para ganhar experiência em carros de Fórmula 1. Ao mesmo tempo, o japonês cumpriu mais um estágio de aprendizado na GP2, onde terminou o ano em quinto lugar, conseguindo o título de melhor estreante da temporada.

Herdeiro do folclórico Satoru Nakajima, Kazuki é presença certa na Fórmula 1 num futuro próximo. A chance pode vir na Toyota ou, mais provavelmente, na Williams. Com a saída certa de Alexander Wurz da equipe inglesa em 2008, o japonês aparece, de repente, como um fortíssimo candidato a substituto. Por que outro motivo a Williams colocaria Nakajima para andar nas sextas-feiras de G.P.?

Curioso é que Sam Michael, diretor-técnico da equipe inglesa, anunciou o retorno do japonês à função de terceiro piloto justamente quando perguntado sobre suas opções para 2008. Será que a indagação dos repórteres trouxe logo à mente do dirigente o nome de Nakajima? Se for assim, a promessa nipônica está bem cotada. Pode até ser que o japonês não consiga vaga na Fórmula 1 no ano que vem.

Porém, mais cedo ou mais tarde, Nakajima faz sua estréia na categoria.


A Andretti Green revelou, nesta quarta, que o escocês Dario Franchitti - campeão do recém-terminado campeonato da IRL - está liberado de seu contrato e não vai continuar com a equipe no ano que vem. Quase ao mesmo tempo, a Ganassi convocou uma coletiva de imprensa para amanhã, quando deve anunciar Franchitti como seu mais novo piloto.

Na equipe de Chip Ganassi, o escocês vai correr na Nascar, como companheiro de Juan Pablo Montoya. Além de Franchitti, outra estrela da IRL, Sam Hornish Jr., além de figuras conhecidas, como Scott Speed e Jacques Villeneuve, devem se transferir para a stock car americana num futuro próximo. E, assim, cada vez mais, o automobilismo de monopostos nos Estados Unidos vai perdendo a sua força.

Até meados da década de 90, a situação era justamente a inversa. A antiga INDY concentrava as atenções, ajudada pela presença de nomes de peso como Nigel Mansell, Emerson Fittipaldi, Al Unser Jr., Michael Andretti e Bobby Rahal. Porém, a cisão da categoria em 1996 - dividindo-se em CART e IRL - enfraqueceu a modalidade, enquanto a Nascar ganhava progressivamente mais público.

Atualmente, a ChampCar corre em cidades pequenas para conseguir encher os autódromos. Por sua vez, a IRL continua com sua rotina de provas tão espetaculares quanto perigosas. Para pilotos com Franchitti e Hornish Jr., até valeria a pena arriscar-se nessas corridas, desde que fosse dado o reconhecimento necessário. Infelizmente, isso não acontece mais.

Se um piloto quer se tornar conhecido nos Estados Unidos, ele precisa tomar o rumo da Nascar.


O vídeo do dia é um peça publicitária de Felipe Massa para a Shell. Se não me engano, o anúncio chegou a ser vinculado no fim do ano passado, na época do Grande Prêmio do Brasil. Sinceramente, não me lembro de ter visto na televisão. De qualquer forma, o comercial - engraçado para uns e ridículo para outros - está logo abaixo:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, inaugurando a lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História. Amanhã, já começamos com os números 10 e 9 da lista. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Flavio Briatore - www.rpmotors.com.br
Dario Franchitti - www.indystar.com
Nigel Mansell - www.martinwildig.com

3 comentários:

yuri disse...

é isso mesmo: pode até ser verdade essa proposta da toyota mas duvido que o alonso vá para lá. não vale a pena pra ele.

bruno disse...

Sobre a parte da IRL,as corridas são emocionantes mais muito perigosas. De tempos em tempos morre alguém. O Franchitti, depois daquelas duas capotadas, deve ter se cagado de medo!! Na nascar nada vai acontecer com ele, é muito mais raro acidentes graves, pelo que lembro.

psdriver disse...

Não acredito que o Alonso vá para a Toyota também não. Acho que só Renault ou McLaren mesmo. Eu acho que ele vai para a renault.

Valeu!