sábado, 8 de dezembro de 2007

Na Stock Car, Thiago Camilo crava a pole em Interlagos

Thiago Camilo foi o grande dominador do treino classificatório da Stock Car, realizado hoje em Interlagos, e vai largar da pole na corrida de amanhã, que encerra a temporada 2007 da categoria. Aposta do Blog para a vitória, o piloto da equipe Texaco Vogel liderou a sessão preliminar e também a chamada "superclassificação", cravando a melhor volta até com certa facilidade.

A três décimos de Camilo, Rodrigo Sperafico conquistou o segundo lugar no grid. Os dois, vale mencionar, são os principais candidatos ao vice-campeonato da Stock. O título - para quem não lembra - já foi decidido em favor de Cacá Bueno, mas quatro pilotos disputam a segunda posição na tabela de pontos: além de Camilo e Sperafico, Felipe Maluhy e Ingo Hoffmann também estão na briga.

Na classificação de hoje, Maluhy marcou o sexto melhor tempo, ficando atrás também de Allan Khodair, Marcos Gomes e Valdeno Brito. Por sua vez, Ingo não conseguiu manter um ritmo consistente, e não passou da 14ª posição. Pior ainda foi o dia do campeão antecipado Cacá Bueno, que acabou desclassificado depois que seu carro ficou dois quilos abaixo do peso permitido. Com o problema, Cacá vai largar de 38º e último.

Fora das pistas, os bastidores da Stock continuam agitados. Agora, o principal boato é que a Volkswagen poderia deixar a categoria em 2008, diminuindo o número de montadoras para três. O contrato da Volks com a Stock expira no fim desse ano, e as conversas para renovação parecem ter chegado a um impasse. Além da fábrica alemã, a Mitsubishi também pode sair no ano que vem. A montadora japonesa, porém, está mais próximo de um novo acordo.

Além disso, a Stock também se vê envolvida numa outra polêmica: a reserva de vagas para as equipes que vão disputar o campeonato em 2008. A princípio, o regulamento estabelece que apenas os 16 melhores times deste ano têm lugar garantido na próxima temporada. Caso as regras sejam obedecidas à risca, porém, a tradicional equipe WB - heptacampeã da Stock - ficaria de fora.

Por enquanto, o principal dirigente da Stock, Carlos Col, se nega a oferecer um convite para a WB, apesar da pressão da Confederação Brasileira de Automobilismo. A crise ainda não está estabelecida, mas pode estourar se a CBA resolver impôr a participação da WB e também da equipe Win, que chegou a ter participação acionária da Stock. De acordo com o site Grande Premio, Col e o presidente da entidade, Paulo Scaglione, devem se reunir no domingo à noite para discutir o assunto.

A seguir, o resultado da classificação de hoje:

1. Thiago Camilo/São Paulo/Chevrolet Astra, 1:40.137s
2. Rodrigo Sperafico/Paraná/Volkswagen Bora, 1:40.477s
3. Allam Khodair/São Paulo/Chevrolet Astra, 1:40.803s
4. Marcos Gomes/São Paulo/Chevrolet Astra, 1:40.839s
5. Valdeno Brito/Paraíba/Peugeot 307, 1:40.871s
6. Felipe Maluhy/São Paulo/Mitsubishi Lancer, 1:40.977s
7. Antonio Jorge Neto/São Paulo/Mitsubishi Lancer, 1:41.054s
8. Cacá Bueno/Rio de Janeiro/Mitsubishi Lancer, 1:41.056s*
9. Popó Bueno/Rio de Janeiro/Chevrolet Astra, 1:41.162s
10. David Muffato/Paraná/Peugeot 307, 1:41.491s
*= Foi desclassificado e vai largar de último porque seu carro estava dois quilos abaixo do permitido

A corrida de amanhã tem transmissão ao vivo da Rede Globo, a partir das 11 horas de Brasília.


Aproveitando a etapa da Stock Car em São Paulo, a promotora Vicar apresentou sua mais nova atração para 2008: a Pickup Racing. Na verdade, a categoria já existe desde 1999, mas a partir do ano que vem passa a fazer parte da programação da Stock. O modelo - sem nenhuma conscidência, é claro - parece bastante com o da Nascar, que também possui uma competição de caminhonetes entre seus principais eventos.

Enfrentando uma série de dívidas, a Pickup Racing foi vendida à Vicar em meados deste ano. A partir da próxima temporada, a categoria deve contar com cerca de 34 participantes por corrida, um número bem maior do que os 22 carros que disputaram o campeonato em 2007. A princípio, os modelos que vão ser usados pela Pickup são Chevrolet S10, Ford Ranger, Dodge Dakota e Agrale Marruá.

Sobre o novo projeto, o principal executivo da Vicar, Carlos Col, mostrou-se bastante animado: "Mesmo antes do lançamento, muitas equipes já se interessaram em participar. E vários pilotos também", contou ele. Além disso, Col adiantou que as regras da nova Pickup ainda não foram definidas, já que ainda falta a homogolação da CBA. Essa pendência, porém, deve ser resolvida até o fim deste mês.

Para terminar, Col revelou que a Pickup tem uma boa possibilidade de ser transmitida pela RedeTV em 2008. Definitivamente, uma ótima notícia. Pelo visto, a Pickup está realmente sendo preparada com cuidado, dessa vez recebendo o apoio e a visibilidade que merece. Se continuar assim, a categoria tem tudo para se tornar bastante importante dentro do automobilismo brasileiro.

E é exatamente essa a torcida do Blog.


Dia de pouquíssimas notícias no mundo da Fórmula 1. De importante, apenas, uma série de declarações do heptacampeão Michael Schumacher ao site Autosport e ao diário Marca. Entrevistado pelos dois veículos, Schumi falou de vários assuntos diferentes. Mas, para variar, o alemão teve que responder à pergunta de sempre: "Você pensa em voltar a pilotar?".

As palavras do alemão são claras: "Sem dúvida alguma, não retorno. Em testes como os que tenho feito pela Ferrari, não há pressão e nem stress. Se eu voltasse a correr, tudo isso viria junto", disse Schumi. De fato, ele não tem o menor interesse em disputar o campeonato da Fórmula 1 mais uma vez. No máximo, pode participar de alguns outros testes. Nem isso, porém, Schumi garante:

"Acho que os pilotos oficiais deveriam ser encarregados da maioria dos trabalhos. Mas, se pedirem a minha ajuda, terei o maior prazer em dar a minha opinião", salientou o alemão. Além disso, Schumi também falou de um assunto muito delicado: o futuro de seu irmão, Ralf, na Fórmula 1. Contrariando a expectativa, o hepcampeão recomendou a aposentadoria ao caçula, que já está mesmo praticamente fora da Fórmula 1.

"Falei pessoalmente ao Ralf que existem outras opções, mais agradáveis, seguras e razoáveis. Na posição em que ele está, de nada adiantaria andar no fim do pelotão", sentenciou o heptacampeão, referindo-se ao contato entre Ralf e a lanterna Force India. Agora, a situação do Schumacher menos talentoso ficou realmente insustentável.

Se nem o irmão mais velho bota fé nele...


O vídeo do dia traz imagens novas, pelo menos para mim, do último Grande Prêmio do Japão. A corrida, para quem não lembra, ficou marcada por vários motivos diferentes, como a forte batida de Fernando Alonso e o bizarro acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel. São exatamente essas duas batidas que o vídeo mostra de um ângulo diferente, destacando filmagens onboard que não apareceram na televisão. A dica é do Plog do Pezzolo:


Que pancada essa do Alonso, hein? E sobre Webber e Vettel, uma conclusão apenas: Hamilton atrapalhou mesmo

Neste domingo, o Blog volta comentando a prova da Stock Car. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Michael e Ralf Schumacher - http://www.motorsport.com/

FIA premia melhores do ano na tradicional festa de gala em Mônaco

Apenas algumas horas após o término da semana de testes de Jerez de la Frontera, a Fórmula 1 despediu-se de vez do ano de 2007 com a tradicional "FIA Gala", festa organizada anualmente pela entidade em Mônaco. O evento contou com a presença de campeões de várias categorias, com destaque, é claro, para os melhores da Fórmula 1. Finalmente detentor de um título da principal competição do automobilismo mundial, Kimi Raikkonen foi a estrela da noite.

O finlandês enfim recebeu seu merecido troféu de campeão da temporada 2007, e posou para fotos ao lado de uma escultura de um carro de Fórmula 1 em gelo (à esquerda). A homenagem, de fato, não poderia ser mais apropriada. Além de Raikkonen, também foram premiados o vice, Lewis Hamilton, e o terceiro colocado, Fernando Alonso. Representando a Ferrari, Jean Todt recebeu o caneco pelo Mundial de Contrutores.

Fora do calendário da Fórmula 1 em 2008, o Grande Prêmio dos Estados Unidos foi ironicamente escolhido como o "mais bem promovido do ano", título que havia sido do G.P. do Brasil em 2006. Os organizadores da prova americana foram representados por Tony George, o chefão do autódromo de Indianapolis. Por sua vez, a Associação Finlandesa de Automobilismo também foi premiada, como reconhecimento pelo campeonato de Kimi Raikkonen.

As estrelas do Mundial de Rally também não estiveram ausentes. Recém-coroado tetracampeão da categoria, Sebastien Loeb recebeu mais um troféu para sua coleção (à direita). O francês esteve acompanhado pelo seu co-piloto, o monegasco Daniel Elena, com quem faz dupla desde 1998. Segundo colocado na temporada 2007, o finlandês Marcus Grönholm foi premiado pela última vez em sua vitoriosa carreira, enquanto a Ford levou o título entre as equipes.

Pelo triunfo no Mundial de Turismo, o inglês Andy Priaulx e a BMW também marcaram presença, assim como o campeão mundial de kart de 2007, o italiano Marco Ardigo. Por fim, o lendário Mario Andretti foi agraciado com a Medalha de Ouro da FIA, uma espécie de prêmio pelo "conjunto da obra". Por enquanto, a honraria só foi concedida a mais dois nomes: Stirling Moss e Michael Schumacher.

Terminada a festa, a maior expectativa é pelo anúncio oficial dos pilotos da Force India para 2008. O time indiano, vale lembrar, prometeu confirmar sua dupla nesta primeira semana de dezembro, enquanto a Fórmula 1 estivesse reunida em Mônaco. Até agora, porém, a equipe mantém-se em silêncio. A seguir, uma pequena galeria de fotos da FIA Gala 2007:


A turma toda reunida. Da esquerda para a direita: Max Mosley (presidente da FIA), Fernando Alonso, Príncipe Albert (o anfitrião da festa), Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen


Raikkonen e Alonso conversam com o todo-poderoso Bernie Ecclestone


A comemoração dos campeões: Raikkonen até esboça um sorriso ao lado do chefe Jean Todt


Lewis Hamilton foi vice em seu ano de estréia. Apesar de tudo, um grande resultado


Já Alonso não parece muito satisfeito com o terceiro lugar...


Este aí é Marco Ardigo, o desconhecido campeão mundial de kart de 2007



Tony George, sem muita animação, recebe o prêmio de "melhor promotor de G.P. do ano". Pena que Indianapolis não continua no ano que vem...


Max Mosley entrega a Medalha de Ouro da FIA ao lendário Mario Andretti


Por fim, todos os premiados reunidos

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.fia.com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Imprensa espanhola garante: Alonso assina com Renault na semana que vem

É cada vez mais certo que Fernando Alonso vai mesmo desenbarcar na Renault em 2008. Nesta sexta, os dois principais jornais espanhóis - As e Marca - publicaram versões bastante semelhantes para o futuro do espanhol. Ao que parece, Alonso deve assinar um contrato de dois anos com a Renault, com a possibilidade de deixar a equipe já em 2009 caso o desempenho do time francês não seja muito bom na próxima temporada.

Falando ao site F1-live.com, o dirigente mais importante da Renault, Flavio Briatore, assegurou que continua negociando com o bicampeão: "Ainda estamos conversando com Alonso. Até agora, porém, nada foi concluído". Pelo visto, a novela sobre o destino do espanhol está no final. Mesmo assim, ainda não dá para garantir que a Renault já venceu a batalha pela contratação de Alonso. Segundo o Téo José, uma outra equipe ainda não desistiu da disputa: a Toyota.

Agora, o novo boato é que o time nipônico poderia dispensar Jarno Trulli para abrir espaço para Alonso. Uma possibilidade - convenhamos - muito difícil. Nesse momento, tudo leva a crer que o bicampeão vai realmente acertar com a Renault. Ainda mais depois que a equipe francesa safou-se de punição na denúncia de espionagem lançada pela McLaren. Para quem não sabe, o encontro do Conselho Mundial da FIA de ontem culpou, mas não puniu o time de Flavio Briatore.

A decisão dos dirigentes da entidade, aliás, agradou bastante ao chefão Bernie Ecclestone. Logo após a reunião, o cartola mais poderoso da Fórmula 1 deu uma entrevista polêmica aos jornalistas que encontravam-se aglomerados na sede da FIA, em Londres. Disse Ecclestone: "Nós sempre somos justos. Esse tipo de veredito nunca é fácil de dar, mas estou tranqüilo". Apesar de suas palavras, a FIA não escapou de receber severas críticas da imprensa inglesa.

Além de discutir o imbróglio de espionagem envolvendo Renault e McLaren, o Conselho Mundial também definiu como vai ser feita a inspeção do modelo 2008 do time prateado. A vistoria - para quem não lembra - é parte da punição sofrida pela McLaren no primeiro escândalo de espionagem. De acordo com as informações divulgadas hoje pela FIA, o MP4/23 será verificado num futuro próximo, mas o resultado só deve ser divulgado em fevereiro do ano que vem.

Se a FIA considerar que a McLaren copiou ou "inspirou-se" em idéias da Ferrari, a equipe inglesa corre risco de ficar excluída da temporada 2008. Essa possibilidade, porém, é praticamente inexistente. Em comunicado, o diretor técnico da McLaren, Martin Whitmarsh, declarou-se tranqüilo: "Nosso novo carro não tem nenhuma informação originada de adversários. Queremos apenas deixar tudo para trás, pelo bem do esporte".

Pois é, se a FIA agisse pelo "bem do esporte" o tempo inteiro... quanta coisa seria diferente, hein?



Heikki Kovalainen deu a entender, hoje, que já tem um contrato assinado com a McLaren para 2008 caso a Renault acerte mesmo com Fernando Alonso. Em entrevista ao site Autosport, o finlandês foi muito claro: "Se a Renault não quiser nada comigo, vou precisar procurar outra equipe. Mas eu já tenho uma opção. E ela é bastante competitiva...". Sem dúvida alguma, depois dessa dica ficou fácil entender como anda a dança das cadeiras da Fórmula 1.

Se o cenário mais provável se concretizar, Kovalainen vai ser o companheiro de Lewis Hamilton na próxima temporada. O inglês, aliás, declarou no press release da McLaren, distribuído após os testes de Jerez, que está muito animado para o ano que vem. A principal razão: a proibição de uma série de aparatos eletrônicos, como o controle de traçao. "Agora, pilotar ficou mais divertido. E também é mais natural", disse Hamilton.

Um piloto que pensa de forma radicalmente contrária é Felipe Massa, que criticou muito as regras para 2008. Nesta semana, inclusive, o piloto da Ferrari vem se mostrando bastante à vontade para dar vários pitacos diferentes. Falando à TV3 espanhola, Massa deu hoje uma declaração bem polêmica: "A McLaren vai perder muito com a saída de Alonso". Nesse caso, Massa parece estar realmente certo. A chiadeira em relação às novas regras, porém, é completamente desnecessária.

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale registrar uma curiosa entrevista que Rubens Barrichello concedeu à rádio Jovem Pan. Torcedor fanático do Corinthians, Rubinho não resistiu e resolveu comparar a sua situação à do "Timão": "O time foi aguerrido, mas faltou o gol. Que nem eu. Tive raça, mas terminei com zero ponto. No fim, os dois foram rebaixados!".

Dessa vez, até os que não gostam de Rubinho não podem contestar a declaração...


Marcos Gomes foi o mais rápido nos treinos desta sexta da Stock Car, em São Paulo. Com um tempo de 1:47:331s, o piloto da equipe Medley A. Mattheis superou a chuva e outros 46 adversários para ficar em primeiro lugar. Logo atrás de Gomes, Ricardo Maurício cravou o segundo melhor tempo, seguido da aposta do Blog - Thiago Camilo - o terceiro. Campeão antecipado, Cacá Bueno fechou em quinto.

Nesta sexta, porém, a Stock Car viu seus bastidores bem mais agitados. Para começar, a direção da categoria confirmou a troca do fornecedor único de pneus. Em 2008, sai a Pirelli - muito criticada pela má qualidade de seus compostos - para a entrada da Goodyear. Além disso, o presidente da Stock, Carlos Cal, anunciou que os primeiros testes de pré-temporada foram adiados, e só devem ser realizados em meados de março do ano que vem.

Enquanto isso, o troca-troca nas equipes é intenso. Na Medley A. Mattheis, Marcos Gomes terá Valdeno Brito como novo companheiro. Ao mesmo tempo, Ricardo Maurício muda-se para a WA, que também contratou William Starostik. Na Red Bull, continuam Hoover Orsi e Daniel Serra. Por fim, Ricardo Zonta tornou-se o novo sócio da L&M, equipe onde deve permanecer em 2008.

Saindo da Stock Car, vamos para o Mundial de Rally. Nesta terça, o Conselho Mundial da FIA resolveu adiantar o calendário da categoria para 2009 e 2010. Como previsto, o número de etapas foi reduzido para 12, em mais uma tentativa de "cortar custos". Infelizmente, só nos resta lamentar. Agora, todas as sedes vão se revezar, com nenhuma delas se repetindo em 2009 e 2010.

A seguir, o calendário 2009 do Mundial de Rally:

30 de janeio a 01º de fevereiro - Rally da Irlanda
13 a 15 de fevereiro - Rally da Noruega
13 a 15 de março - Rally do Chipre
03 a 05 de abril - Rally de Portugal
24 a 26 de abril - Rally da Argentina
22 a 24 de maio - Rally da Itália
12 a 14 de junho - Rally da Grécia
26 a 28 de junho - Rally da Polônia
31 de julho a 02 de agosto - Rally da Finlândia
04 a 06 de setembro - Rally da Austrália
02 a 04 de outubro - Rally da Espanha
23 a 25 de outubro - Rally da Grã-Bretanha

Logo abaixo, as datas do Mundial de Rally para 2010:

22 a 24 de janeiro - Rally de Monte Carlo
12 a 14 de fevereiro - Rally da Suécia
05 a 07 de março - Rally do México
09 a 11 de abril - Rally da Jordânia
23 a 25 de abril - Rally da Turquia
14 a 16 de maio - Rally da Nova Zelândia
18 a 20 de junho - Rally da Indonésia
16 a 18 de julho - Rally da Rússia
06 a 08 de agosto - Rally da Bulgária
20 a 22 de agosto - Rally da Alemanha
10 a 12 de setembro - Rally do Japão
08 a 10 de outubro - Rally da França

Sim, nem precisa anotar. Até lá, é provável que muita coisa ainda mude...


O vídeo do dia nada mais é do que uma pequena diversão. Numa competição qualquer de Rally - provavelmente regional - uma série de carros saiu da pista na mesma curva, de maneira quase idêntica. Para nossa sorte, um cinegrafista muito bem colocado estava exatamente nesse pontos, e registrou todos os acidentes. As imagens são muito engraçadas, e valem tanto pelas pancadas quanto pela reação da torcida, que "seca" cada carro que vem vindo:



Neste sábado, o Blog volta comentando as atividades da Stock Car e as principais notícias do dia. Até amanhã!

Crédito das fotos:

Semana de testes em Jerez termina com Vettel no topo

Testes de pré-temporada, definitivamente, não servem de muita referência. Querem uma prova disso? Pois vejam só: o alemão Sebastian Vettel foi o mais rápido dos ensaios coletivos de hoje em Jerez de la Frontera, que encerraram as atividades da Fórmula 1 em 2007. Ao superar a BMW do polonês Robert Kubica em dois décimos, Vettel colocou a Toro Rosso num território bastante desconhecido: a liderança.

De quebra, o alemão ainda estabeleceu o melhor tempo dos quatro dias de testes em Jerez, andando com pneus slicks. Atrás de Vettel e Kubica, Nico Rosberg cravou o terceiro tempo, seguido pelo heptacampeão Michael Schumacher. O trabalho de Schumi, aliás, ficou comprometido por uma rodada na parte da manhã, que causou uma bandeira vermelha e limitou seu período de pista.

Mesmo não tendo se destacado como em Barcelona - onde foi líder em todos os dias de testes em que participou - Schumacher agradou bastante à Ferrari. Tanto que a equipe vermelha está considerando chamar o alemão de novo em 2008, segundo revelou hoje o jornal Bild. De acordo com o diário, a Ferrari deseja continuar aproveitando a experiência de Schumacher.

Na seqüência, o japonês Kazuki Nakajima foi quinto, com o alemão Timo Glock em sexto. Por sua vez, Felipe Massa participou pouco dos ensaios de hoje. O piloto brazuca não passou de sétimo - a quase um segundo de Schumacher - tendo completado apenas 45 voltas. Dos que estiveram presentes nos testes desta sexta, o que mais andou foi Robert Kubica, com 119 voltas no total.

Vale destacar ainda a participação do estoniano Marko Asmer, que andou pela BMW. Campeão da Fórmula 3 Inglesa em 2007, ele é um forte candidato a ocupar o cargo de piloto de testes na equipe alemã, aberto com a saída de Timo Glock. Embora tenha sido apenas o 13º colocado hoje, Asmer recebeu elogios da BMW, que considerou "bom" o seu desempenho.

Por fim, o holandês Giedo van der Garde e o espanhol Roldan Rodríguez fecharam tabela de classificação. Os dois testaram pela Force India, usando pneus ranhurados. Terminado o "vestibular" do time indiano em Jerez, o austríaco Christian Klien é o favorito à vaga de titular em 2008, enquanto Rodríguez e van der Garde devem ser escolhidos como pilotos de testes.

A seguir, o resultado completo dos testes desta sexta, em Jerez. Das onze equipes da Fórmula 1, apenas McLaren e Renault não estiveram presentes hoje:

1. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:18.213s (100 voltas)
2. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:18.410s (119)
3. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:18.796s (97)
4. Michael Schumacher/Alemanha/Ferrari, 1:19.136s (58)
5. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:19.611s (76)
6. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:19.961s (58)
7. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:20.000s (45)
8. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:20.033s (87)
9. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:20.229s (69)
10. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:20.657s (72)
11. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:20.821s (102)
12. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:21.092s (84)
13. Marko Asmer/Estônia/BMW, 1:21.333s (80)
14. Giedo van der Garde/Holanda/Force India, 1:22.321s (81)
15. Roldan Rodriguez/Espanha/Force India, 1:22.508s (82)

Agora, a Fórmula 1 só volta à pista na segunda semana de janeiro, em mais um período de testes em Jerez. Até o fim do dia, o Blog retorna comentando as demais notícias desta sexta. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

Post em OFF - Primeiras fotos e trailer do novo "Speed Racer"

A Warner Brother divulgou ontem, no jornal USA Today, as primeiras fotos da nova versão de "Speed Racer", que deve ser lançado nos cinemas brasileiros em maio de 2008. Estrelado por Matthew Fox (o "Jack" de "Lost), Emile Hirsch, John Goodman, Susan Sarandon e Christina Ricci, o filme está sendo dirigido por ninguém menos do que os irmãos Andy e Larry Wachowski, de "Matrix". O trailer de "Speed Racer", aliás, também já foi divulgado:



As fotos do novo "Speed Racer" estão logo abaixo:

O Mach Five ficou estiloso...

De acordo com o que já foi divulgado, o filme terá um aspecto de desenho animado "2D".

O produtor John Silver, numa entrevista recente, classificou os efeitos visuais criados pelos irmãos Wachowski de "car fu", ou seja, "é como se fosse kung fu com carros"

John Goodman e Susan Sarandon são Pops e Mom Racer

Christian Ricci é Trixie...

... e Emile Hirsch encarna o herói Speed

Gorducho e Zequinha também não podiam faltar!

Esse aí de preto é Matthew Fox, o "Jack" de "Lost". No filme, ele faz o misterioso "Corredor X"

Bandeirada final para este post. Agora, é esperar pelas próximas novidades...

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
www.cinemaemcena.com.br

Agenda do fim de semana (07 a 09 de dezembro)

Dessa vez, o post vai ser curtinho. Com o encerramento da maioria dos campeonatos do automobilismo mundial, são pouquíssimas as atrações do mundo da velocidade nessa altura do ano. No próximo fim de semana, por exemplo, vamos ter apenas uma única categoria importante entrando na pista. De qualquer maneira, é hora de conferir a agendinha:

Domingo, 09 de dezembro de 2007

Stock Car: Etapa de São Paulo

Já com o título decicido em favor de Cacá Bueno, a Stock Car vai a Interlagos para a finalíssima de sua temporada 2007. Agora, a principal batalha é pelo vice-campeonato da categoria, que está entre quatro pilotos. Por enquanto, quem leva vantagem é Rodrigo Sperafico, que soma 251 pontos. Mas Thiago Camilo está logo atrás, com 247. Na seqüência, Ingo Hoffmann e Felipe Maluhy, ambos com 234, ainda têm chances de acabar em segundo na tabela de classificação.

Precisando inventar apostas para tornar a corrida de domingo um pouco mais interessante, o Blog joga suas fichas em Thiago Camilo na luta pelo vice. O piloto da Texaco Vogel Motorsports, aliás, também é o meu palpite para a vitória. Nada contra os demais adversários, mas Camilo mostrou uma grande consistência ao longo do ano, e só foi ultrapassado por Rodrigo Sperafico por conta do sistema de play off.

A etapa de Interlagos também interessa grande parte das equipes que estão na rabeira do pelotão. Explica-se: a partir deste ano, a Stock está implantando um sistema de acesso e descenso. Assim, apenas as 17 equipes melhores colocadas têm vaga na categoria principal em 2008. As outras "caem" para a Stock Light, uma espécie de série "B". Por fim, vale registrar que os pilotos estão animados para correr em Interlagos: será a primeira vez que eles experimentam o asfalto novo, implantado para a Fórmula 1.
Palpite do Blog para a vitória: Thiago Camilo
Palpite do Blog para o vice-campeonato: Thiago Camilo

Em instantes, o Blog volta com um post muito especial. E, ao longo do dia de hoje, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito da foto: http://www.stockcar.com.br/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Renault é considerada culpada, mas escapa de punição do Conselho Mundial da FIA

Pela segunda vez em poucos meses, o Conselho Mundial da FIA culpou, mas não puniu. Nesta quinta, os dirigentes da entidade decidiram não aplicar nenhuma pena à Renault, embora a equipe francesa tenha sido considerada culpada no caso de espionagem denunciado pela McLaren. O veredito é idêntico ao que foi dado em meados de julho, quando a própria McLaren safou-se de sofrer uma punição no processo movido pela Ferrari.

Segundo o Conselho Mundial, a Renault violou o artigo 151c do Código Esportivo Internacional: "não causar riscos à imagem do esporte". Apesar disso, nenhuma pena foi imposta. De acordo com o comunicado emitido pelos dirigentes, os detalhes do julgamento serão divulgados apenas amanhã, enquanto que a transcrição da reunião estará disponível "o mais cedo possível".

Aliviada, a Renault comemorou sem grande estardalhaço o veredito da FIA. "Agora, estamos livres para nos concentrar de vez na temporada 2008", disse o principal dirigente da equipe francesa, Flavio Briatore, em press release distribuído na imprensa. Vale registrar que, mais cedo no dia, a Renault ameaçou processar a McLaren por "danos de imagem".

"Eles disseram muitas coisas ruins sobre nós. Fomos difamados, e vamos tomar as providências legais cabíveis se acharmos necessário", falou Briatore ao jornal Daily Express. Pelo visto, porém, o caso de espionagem envolvendo Renault e McLaren provalmente teve seu desfecho hoje. Ao contrário do escândalo anterior, que opôs McLaren e Ferrari, o atual não tem motivo para continuar rendendo polêmica.

Para quem não sabe, a acusação da McLaren era simples: um ex-funcionário de Woking - Phil Mackareth - transferiu-se para a Renault, levando consigo uma série de dados secretos do time prateado. Na versão da McLaren, as informações foram divididas entre, no mínimo, treze engenheiros da equipe francesa. Mas não adiantou a reclamação: a FIA culpou mas não puniu a Renault, e a McLaren fechou o ano com mais uma derrota.

Como de costume, prevaleceu uma das velhas máximas da política: a questão não é se o acusado está certo ou errado, mas se vale a pena puní-lo. Foi exatamente esse o raciocínio que a FIA seguiu hoje. Livre de punição, a Renault parece livre para, enfim, assinar contrato com Fernando Alonso. O prazo final para um acerto entre as duas partes fica "perto do Natal", segundo o empresário do bicampeão.

Será que agora vai?


Sem querer querendo, Kimi Raikkonen acabou revelando a data de apresentação do F-2008, o carro que a Ferrari vai utilizar na próxima temporada. De acordo com a revista Auto Motor und Sport, o finlandês achou que a equipe vermelha já havia confirmado o dia exato do lançamento, e repassou a informaçao para um grupo de jornalistas. Anote aí: a Ferrari mostra o F-2008 a 7 de janeiro. Portanto, o time de Maranello deve inaugurar as apresentações das máquinas do ano que vem.

Enquanto isso, o companheiro de Raikkonen, Felipe Massa, concedeu uma entrevista não muito animada ao jornal italiano La Repubblica. Para desgosto dos fãs da velocidade, o brasileiro negou que a proibição do controle de tração vá facilitar as ultrapassagens. "Quem espera isso ficará frustado. Os erros devem aumentar, mas não as ultrapassagens. Só espero que não tenhamos nenhum acidente grave", disse Massa. Uma opinião, honestamente, um pouco exagerada demais.

Ao mesmo tempo, Sebastien Bourdais falou ao site oficial da Fórmula 1, e pediu cautela ao seus fãs: "Não desejo colocar muita pressão sobre mim mesmo. Vettel já andou milhares de quilômetros, enquanto eu sou só um novato. Peço que os meus torcedores não imaginem muitas coisas sobre mim". Estaria Bourdais dando desculpas antecipadas? Nada disso: o francês é apenas um piloto consciente de suas limitações. Desiludido, ao menos, ele não vai terminar.

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, é preciso mencionar que o presidente da FIA, Max Mosley, saiu em defesa de Toro Rosso e Super Aguri na polêmica de compra e venda de chassis. O grupo das chamadas "equipes independentes" - lideradas por Williams e Force India - critica Red Bull e Honda por terem montado "filiais". Para Mosley, porém, "os carros parecem e são diferentes. Uma Toro Rosso não é igual a uma Red Bull".

O problema de Mosley é que o seu rival, Bernie Ecclestone, pensa diferente. E, atualmente, o chefão da FOM tem muito mais poder do que o presidente da FIA.


Um incidente bizarro pode levar Emerson Fittipaldi a ser processado pela Justiça da... República Tcheca! Explica-se: enquanto participava de uma sessão de fotos para uma campanha promocional dentro de um trem bala tcheco, nosso bicampeão foi autorizado a entrar na cabine principal e "acionou sem autorização uma alavanca que teria afetado o funcionamento do trem". Incrível! Que pataquada, hein, Emerson?

Outro que vem tendo dias dificeis é Casey Stoner, atual campeão da MotoGP. Nesta quinta, ao menos, o australiano recebeu uma boa notícia: ele não vai precisar operar o ombro, lesionado numa queda durante os testes de pré-temporada da semana passada, em Sepang. Os médicos, porém, recomendaram um repouso de oito semanas para Stoner. Para sorte do piloto da Ducati, a MotoGP está de férias nesse período.

Assim como Stoner, Sebastien Loeb terminou 2007 consagrado campeão na sua categoria. Após ter conquistado seu quarto título consecutivo no Mundial de Rally, o francês recebeu um convite para dar umas voltinhas no carro da Renault de Fórmula 1. E surpreendeu muita gente, incluindo o ex-piloto Jacques Laffite: "Numa boa equipe, Loeb poderia conseguir grandes resultados. Ele definitivamente sabe como pilotar". Isso, convenhamos, qualquer um que acompanha Loeb já sabia...

Por fim, vale registrar que a SEAT anunciou hoje seus pilotos para a temporada 2008 do Mundial de Turismo. Depois de ficar em segundo neste ano - com um inovador carro movido a diesel - a montadora espanhola renovou com todos os seus principais nomes. No ano que vem, continuam o francês Yvan Muller, o espanhol Jordi Gene, o italiano Gabriele Tarquini e o português Tiago Monteiro. Além disso, a SEAT vai colocar um quinto carro, pilotado pelo sueco Rickard Rydell.


O vídeo do dia traz imagens sensacionais de um dos maiores gênios que o automobilismo já teve: Jim Clark. As cenas a seguir são de uma corrida extra-campeonato realizada no circuito inglês de Oulton Park, em 1963, e incluem uma raríssima filmagem onboard com Clark ao volante. Como era comum naquela época, o escocês largou da pole, liderou todas as voltas, fez a volta mais rápida e, é claro, venceu. Vale a conferida:



Nesta sexta, o Blog volta a seção Agenda do fim de semana, apresentando as atrações do próximo fim de semana da velocidade. E depois, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do esporte a motor. Até amanhã!

Crédito das fotos:

BMW volta a liderar testes de Jerez. Agora, com Kubica

Após marcar o melhor tempo dos ensaios da terça-feira, a BMW voltou a colocar um de seus pilotos na ponta da tabela de classificação em Jerez de la Frontera, onde a Fórmula 1 realiza os últimos testes deste ano. Dessa vez, o polonês Robert Kubica terminou o dia como o mais rápido, batendo em apenas dois décimos o inglês Lewis Hamilton. Na seqüência, Felipe Massa completou em terceiro, cinco posições à frente de Michael Schumacher.

Ao contrário do esperado, os pneus slicks não vêm representando uma grande diferença nos tempos. Nos testes de hoje, Kubica marcou sua volta mais rápido com os slicks, mas quase foi batido por Hamilton e Massa, que andaram com os compostos rasurados. Outros que apareceram bem nesta quinta foram o australiano Mark Webber - quarto - e o alemão Timo Glock, quinto.

O atual campeão da GP2, aliás, bateu Jarno Trulli com facilidade, na primeira vez em que os dois andaram juntos pela Toyota. Por sua vez, Nelsinho Piquet fechou na sétima posição, logo à frente do heptacampeão Michael Schumacher. Mais uma vez, o alemão "deu uma mãozinha" à Ferrari, participando dos testes em Jerez para testar os slicks. Hoje, pelo menos, Schumi não andou muito forte.

De volta à Honda, Rubens Barrichello melhorou bastante seu tempo de ontem e subiu para nono. Como de costume, a dupla da Toro Rosso andou muito próxima, com Sebastian Vettel batendo Sebastien Bourdais em pouco menos de dois décimos. Em 16º, o italiano Luca Filippi ficou à frente de Takuma Sato, mas foi mais lento do que o também novato Andreas Zuber. O austríaco, vale lembrar, testou ontem pela Super Aguri.

Lamentável o desempenho de Ralf Schumacher, que pode ter andado pela última vez com um carro de Fórmula 1. Se não bastasse uma quebra pela manhã, o alemão ainda saiu da pista duas vezes ao longo do dia, e terminou em último. Mais tarde, Ralf deu uma entrevista melancólica ao site F1today.nl, em tom de despedida: "É bem possível que eu páre de correr. Estou pensando no que é melhor para mim em 2008. Talvez seja ficar em casa...".

O outro piloto que testou pela Force India hoje - Vitantonio Liuzzi - também não se destacou muito. Apenas o 19º, o italiano foi um segundo mais lento que Christian Klien, que andou ontem. Por enquanto, o austríaco é o favorito na disputa pela vaga aberta no time indiano. Para terminar, é preciso destacar que foram oito as interrupções nos testes desta quinta. Além de Ralf, Nick Heidfeld Sebastian Vettel e Takuma Sato também deram suas escapadinhas ao longo do dia.

A seguir, a classificação dos ensaios de hoje:

1. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:19.157s (87)
2. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:19.331s (64)
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:19.333s (68)
4. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:19.605s (63)
5. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:19.687s (40)
6. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:19.787s (75)
7. Nelson Piquet Jr./Brasil/Renault, 1:19.834s (90)
8. Michael Schumacher/Alemanha/Ferrari, 1:19.885s (67)
9. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:19.905s (89)
10. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:20.125s (87)
11. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:20.301s (65)
12. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:20.339s (56)
13. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:20.507s (55)
14. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:20.775s (99)
15. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:20.802s (39)
16. Luca Filippi/Itália/Super Aguri, 1:20.915s (83)
17. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:21.055s (62)
18. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:21.093s (79)
19. Vitantonio Liuzzi/Itália/Force India, 1:21.194s (76)
20. Ralf Schumacher/Alemanha/Force India, 1:21.853s (71)

A semana de testes de Jerez termina amanhã. E hoje, até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias desta quinta. Nos vemos por aí!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História - Número 5

Continuamos, hoje, a última contagem da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. O escolhido de hoje é garantia de bastante polêmica. Será que ele merece realmente uma posição de destaque no ranking? Vamos conferir:

10. Gil de Ferran
9. Christian Heins
8. Ingo Hoffamann
7. Felipe Massa
6. José Carlos Pace
QUINTO COLOCADO - Rubens Barrichello

Imaginem a seguinte situação. Você é um jovem de 22 anos, que acaba de chegar à Fórmula 1 e mal se adaptou à categoria. Já conseguiu alguns resultados de relevo, mas está longe de ser considerado um piloto de ponta. Sua evolução, porém, é constante, e tudo leva a crer que o futuro será glorioso. Então, o principal ídolo do esporte em seu país morre de forma trágica, e tudo, tudo, cai em cima da sua cabeça.

Em 1994, Rubens Barrichello ainda era quase um novato na Fórmula 1. Considerando um piloto de grande potencial, Rubinho viu o rumo de sua carreira mudar dramaticamente com a morte de Ayrton Senna. A partir dali, ele tornou-se a solitária esperança do Brasil na categoria, sofrendo uma pressão sufocante não só do público - mas também da imprensa - para conseguir grandes resultados o mais rápido possível.

O progresso foi lento, e as críticas, massacrantes. Apesar disso, Rubinho nunca reclamou da responsabilidade que caíra sobre os seus ombros. Seu mérito é justamente esse: durante um longo período - de 1994 a 2002 - foi ele quem "segurou o bastão". Não fosse Rubinho, e o interesse pelas competições automobilísticas talvez tivesse praticamente cessado no Brasil. É verdade que as suas atuações nem sempre foram de encher os olhos. Mas, pelo menos, ele estava ali...

A carreira de Rubens Barrichello começou muito cedo. Um mostro do kartismo brasileiro, ele foi pentacampeão paulista e brasileiro, sempre rivalizando com Christian Fittipaldi. Além disso, ainda conquistou o título sul-americano de 1986, derrotando um certo Pablo Montoya, cujo filho - Juan Pablo - ainda daria muito o que falar. Aos 16 anos, com uma autorização especial por conta da pouca idade, Rubinho estreou na sua primeira categoria de monoposto: a Fórmula Ford.

Um lance de sorte ajudou Rubinho nesse momento. Ele só tinha dinheiro para comprar um F-Ford usado, e foi isso que fez. O carro não tinha nenhuma capacidade para vencer corridas. Mas, antes da primeira corrida de Rubinho, o F-Ford inexplicavelmente caiu do caminhão que transportava os equipamentos, e ficou inutilizado. A direção da categoria, então, precisou comprar um modelo novo para Rubinho. Com o carro zero-bala, ele foi terceiro no campeonato de 1989.

No ano seguinte, Rubinho foi para a Europa. Logo de cara, levou o título da Fórmula Opel. Em 1991, outro troféu: o da Fórmula 3 Inglesa, derrotando o escocês David Coulthard. Aos 19 anos de idade, Rubinho recebeu sondagens da equipes da Fórmula 1 pela primeira vez. Achando-se muito jovem, porém, ele optou por disputar a Fórmula 3000 em 1992. Seu carro não era o melhor do pelotão, mas Rubinho pontuou em nove das dez corridas, e fechou o certame em terceiro.

Rubinho só não marcou pontos na etapa de Pergusa, onde sofreu uma série de infortúnios. Ele ficou sem freios, e colidiu com um guincho que havia entrado na pista. A violência do impacto foi tão grande que o capacete de Rubinho rachou. Em seguida, outro susto: a ambulância que o levava simplesmente bateu no meio do caminho. Pensa que acabou? Ainda não: ao chegar no hospital, Rubinho notou que os "pacientes" usavam um uniforme estranho. É que ele precisou ser tratado no Hospital Penitenciário da cidade, o mais próximo da pista...

Com os bons desempenhos, Rubinho assina com a Jordan para 1993. Finalmente, chegara a hora de sua estréia na Fórmula 1. Logo na sua terceira corrida, um desempenho inesquecível: em meio ao dilúvio de Donington, Rubinho está prestes a terminar em segundo, atrás de seu grande ídolo Ayrton Senna, quando quebra a poucas voltas do fim. O resto do ano foi um calvário, mas Rubinho escapa de fechar a temporada zerado ao completar num magnífico quinto no Japão.

O ano de 1994 começa de maneira sensacional. Rubinho é quarto no Brasil, e terceiro no G.P. do Pacífico, conseguindo seu primeiro podium. Mas aí tudo dá errado em San Marino: na sexta, Rubinho sofre o acidente mais grave de sua carreira, passando perto da morte. Ele sobrevive, mas seu amigo Ayrton Senna não tem a mesma sorte no domingo. Dali em diante, Rubinho estaria completamente sozinho...

Rubinho termina 1994 com 19 pontos e uma pole, na Bélgica. As coisas não melhoram em 1995: ele soma apenas 11 pontos, apesar de conseguir um ótimo segundo no Canadá. Rubinho chega perto de assinar com a Ferrari, mas perde a disputa para o seu companheiro na Jordan, Eddie Irvine. A solução é ficar mais um ano na equipe inglesa, somando 14 pontos em 1996. Na temporada seguinte, Rubinho desiste da Jordan e acerta com a novata Stewart, onde ficaria nos próximos três anos.

O início é difícil: ele quebra em 14 das 17 provas de 1997, mas faz um sensacional segundo em Mônaco, numa corrida marcada pela chuva. Em 1998, Rubinho marca apenas cinco pontos. Ninguém espera nada dele e da Stewart em 1999, mas aí vem a reação. Num ano iluminado, Rubinho marca 21 pontos, termina três vezes no podium e crava uma pole na França. Ele tem duas opções para o ano 2000: McLaren ou Ferrari. Deixando-se levar pelo emocional, Rubinho assina com a equipe vermelha.

A disputa com Michael Schumacher é desigual, com o alemão levando a melhor na maioria das vezes. Mesmo andando perto de Schumi, Rubinho chega ao ponto mais baixo de sua carreira (alguém lembra do hit "Sempre atrás do alemão?"). A virada vem num emocionante G.P. da Alemanha. Rubinho larga apenas de 18º, mas faz a corrida de sua vida. Contando com a sorte e uma estratégia genial, ele finalmente vence pela primeira vez na Fórmula 1. Naquele dia, todo o paddock da Fórmula 1 comemorou.

Rubinho termina em quarto em 2000, melhora para terceiro em 2001 e leva o vice-campeonato em 2002. Na seqüência, é quarto em 2003, vice de novo em 2004 e oitavo em 2005. No mesmo período, seu parceiro Schumacher emplaca cinco títulos consecutivos, batendo quase todos os recordes da Fórmula 1. Rubinho chega a nove vitórias e 61 podiuns, mas jamais consegue rivalizar com Schumi. Em 104 corridas, Rubinho larga na frente do alemão em apenas 25 oportunidades.

A mudança para a Honda em 2006 representa, para Rubinho, a última tentativa de disputar o título. Infelizmente, após um primeiro ano promissor, a equipe japonesa caiu numa crise terrível em 2007. Rubinho marca 30 pontos em 2006, mas sai zerado de 2007. Ao mesmo tempo, uma nova geração do automobilismo brasileiro - liderada por Felipe Massa e Nelsinho Piquet - parece pronta para tomar o lugar de Rubinho como protagonistas da Fórmula 1.

No ano que vem, Rubinho deve quebrar o recorde de participações em Grandes Prêmios - pertencente ao italiano Riccardo Patrese - e inscrever definitivamente seu nome na história da Fórmula 1. Não se enganem: a marca é, sim, bastante significativa. Embora garanta não pensar em aposentadoria, Rubinho vê seu ciclo na Fórmula 1 começar a se encerrar. Mesmo que nunca tenha conseguido um título, porém, ele pode ter a certeza de que cumpriu - e muito bem - o seu papel.

Fora das pistas, vale mencionar que Rubinho comanda - ao lado do amigo Tony Kanaan - o Instituto Barrichello-Kanaan, uma entidade que promove atividades sociais em áreas como Esporte, Educação e Terceira Idade. A iniciativa é apenas mais uma prova do caráter de Rubinho. Um sujeito que, apesar de todos os tropeços e injustiças sofridas ao longo de sua trajetória, nunca fugiu de sua responsabilidade. Por isso, tem lugar garantido em qualquer lista dos maiores pilotos brasileiros da história.

Pela carreira muito vitoriosa nas categorias de base, que inclui várias conquistas no kart e títulos na Fórmula Opel e na Fórmula 3 Inglesa, pelo longo período que conseguiu permanecer na Fórmula 1 - construindo um expressivo retrospecto de nove vitórias, 61 podiuns e 519 pontos em 253 corridas - e, principalmente, por ter tido o mérito de representar, sozinho, o Brasil durante todo esse tempo, Rubens Barrichelo leva o quinto lugar na lista dos Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História.

O vídeo em homenagem a Rubinho não poderia ser outro. As imagens a seguir são do fim do Grande Prêmio da Alemanha de 2000, quando ele conquistou sua primeira vitória de maneira espetacular. A narração é de Galvão Bueno:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na próxima terça, com o número quatro da nossa lista. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos (na ordem):

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Hamilton volta de férias e lidera segundo dia de testes em Jerez

Pelo visto, a perda do título da última temporada não tirou nem um pouco do apetite de Lewis Hamilton. Nesta quarta, o inglês foi o mais rápido no segundo dia de testes no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, que encerram as atividades da Fórmula 1 em 2007. Mesmo correndo com pneus ranhurados, Hamilton conseguiu superar o escocês David Coulthard, que andou de slicks.

A dupla da Ferrari veio logo atrás, com Felipe Massa batendo Kimi Raikkonen em apenas 18 milésimos. Assim como Hamilton, os pilotos da equipe vermelha ainda não testaram os slicks: a tarefa deve ficar para amanhã, quando Michael Schumacher assume o lugar de Raikkonen nos trabalhos. Logo atrás de Pedro de la Rosa - o quinto - Nelsinho Piquet marcou o sexto melhor tempo.

Mas a quarta-feira não foi muito fácil para o piloto brazuca. Já no terceiro minuto das atividades, Nelsinho saiu da pista e gerou a primeira bandeira vermelha do dia. Mais tarde, Lewis Hamilton, Nick Heidfeld, Sebastian Vettel, Mark Webber e Nico Rosberg também causariam interrupções. O inglês da McLaren rodou pela manhã, enquanto todos os outros tiveram diferentes problemas mecânicos.

Alguns destaques desta quarta: Sebastian Vettel voltou a bater Sebastien Bourdais na disputa interna da Toro Rosso. A diferença, porém, foi de apenas dois décimos. Definitivamente, o duelo entre os dois vão ser um dos mais interessantes da próxima temporada. Na Force India, Christian Klien superou de maneira tranqüila Giancarlo Fisichella, e ganhou pontos na briga pela última vaga no time indiano.

Ainda se adaptando à Toyota, Timo Glock foi um discreto 11º. Mesmo assim, sua equipe classificou seu desempenho de "impressionante". Em 14º, Andreas Zuber bateu Anthony Davidson dentro da Super Aguri, mostrando ter condições de ocupar o cargo de piloto de testes no time de Aguri Suzuki. Outro novato, Nico Hulkenberg, andou bem com o carro da Williams, tendo fechado o dia não muito longe de seu xará Nico Rosberg.

Por sua vez, Rubens Barrichello não passou de 18º, sem se preocupar em marcar tempos competitivos. Para terminar, Nick Heidfeld foi o 20º e último. O alemão testou a configuração aerodinâmica que a BMW prepara para 2009, e não saiu nada satisfeito. Pelo regulamento previsto, o fenômeno do downforce vai perder metade de seu efeito. Segundo Heidfeld, a mudança - aliada à volta dos pneus slicks - "vai tornar a Fórmula 1 extremamente perigosa".

A seguir, os tempos dos ensaios desta quarta-feira, em Jerez:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:19.371s (73 voltas)
2. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:19.421s (80)
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:19.761s (97)
4. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:19.779s (87)
5. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:19.887s (62)
6. Nelsinho Piquet/Brasil/Renault, 1:19.982s (71)
7. Christian Klien/Áustria/Force India, 1:20.187s (86)
8. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:20.398s (57)
9. Giancarlo Fisichella/Itália/Force India, 1:20.470s (102)
10. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:20.487s (118)

11. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:20.523s (54)
12. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:20.533s (75)
13. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:20.671s (66)
14. Andreas Zuber/Áustria/Super Aguri, 1:20.897s (109)
15. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:20.944s (41)
16. Nico Hulkenberg/Alemanha/Williams, 1:21:068s (67)
17. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:21:076s (74)
18. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:21:184s (103)
19. Kamui Kobayashi/Japão/Toyota, 1:21:699s (118)
20. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:22.875s (93)

A semana de testes em Jerez continua amanhã, e só termina na próxima sexta-feira.


Max Mosley continua em plena campanha para reduzir os custos da Fórmula 1 e tornar a categoria mais ecologicamente viável. Nesta quarta, o presidente da FIA deu uma palestra no Fórum de Negócios do Esporte a Motor, em Mônaco, e voltou a defender o congelamento dos motores, que será de dez anos a partir de 2009: "Precisamos mostrar à sociedade que estamos fazendo algo de útil. A Fórmula 1 tem de dar alguma contribuição", clamou Mosley. Dramático, hein?

Enquanto isso, a Williams mostrou que o bom desempenho na última temporada já está gerando divisas. Hoje mesmo, a equipe inglesa anunciou a prorrogação de seu contrato com a Philips, uma de suas principais patrocinadoras. Agora, o novo contrato entre as duas partes vai até 2010. Vale acrescentar que o compromisso inicial era de apenas dois anos, tendo sido assinado em 2006.

Falando em contratos, Rubens Barrichello garantiu hoje que o seu é "à prova de balas". De acordo com a revista alemã Sport Bild, o brasileiro ainda brincou ao comentar o suposto interesse da Honda em Fernando Alonso: "Deve ser para piloto de testes, porque as vagas para titular já estão ocupadas". Dessa vez, Rubinho saiu-se bem. Nada melhor do que usar o humor para combater os inúmeros boatos que inundam a Fórmula 1.

Ao mesmo tempo, o companheiro de Rubinho na Honda, Jenson Button, foi à imprensa para sair em defesa do circuito de Silverstone, arriscando de deixar o calendário da Fórmula 1 num futuro próximo. "Tivemos públicos fantásticos nos últimos anos. Além disso, é impossível imaginar a Fórmula 1 sem um G.P. da Inglaterra", disse Button à BBC. De fato, a prova inglesa é uma das mais tradicionais do automobilismo.

A paciência de Bernie Ecclestone com Silverstone, porém, já parece estar se esgotando...



Uma ótima notícia para o automobilismo brasileiro: oitavo colocado no último campeonato da Fórmula 3 Inglesa, Alberto Valério é o primeiro piloto do país a confirmar participação na próxima temporada da GP2. De acordo com o site Italiaracing, o brazuca acertou com a Durango para 2008. Seu companheiro, a princípio, deve ser outro novato: o italiano Davide Valsecchi.

Foi exatamente pela Durango que Lucas di Grassi fez sua estréia na GP2, em 2005. Certamente, a equipe não tem condições de disputar o título da competição. Vitórias, porém, não estão fora de cogitação: neste ano, o indiano Karum Chandhok chegou a ganhar uma das baterias de Spa-Francorshamps, enquanto o espanhol Borja Garcia pontuou regularmente ao longo do ano. O contrato de Valério também se extende à GP2 Asia, categoria que vai estrear em 2008.

Enquanto isso, a IRL se prepara para abrir seus testes de pré-temporada. As atividades estão marcados para os próximos dias, no oval de Homestead, em Miami. Na verdade, tratam-se apenas de alguns ensaios para experimentar os novos pneus da Firestone, que devem ser utilizados no ano que vem. Entre os pilotos confirmados, estão Helio Castroneves, Tony Kanaan e Dan Wheldon.

Por fim, é preciso mencionar o evento organizado pela Elf no circuito de Paul Ricard, na França. Patrocinadora da Renault na Fórmula 1 e da Citröen no Mundial de Rally, a empresa promoveu um "troca-troca" entre os pilotos dessas equipes. Heikki Kovalainen deu umas voltinhas com o carro de Sebastien Loeb e Daniel Sordo, que tiveram a oportunidade de testar o Renault do finlandês. Para o tetracampeão do Mundial de Rally, "foi como se o Natal tivesse chegado antes".

Mas não se enganem: Loeb daria um baita piloto de Fórmula 1.


O vídeo do dia é uma ótima pedida para quem gosta de câmeras onboard. As imagens preciosos seguem o pentacampeão Juan Manuel Fangio num teste em Fiorano, em meados de 1957. Impressionante constatar a falta de segurança da pista, e a incrível habilidade do argentino. Nessa época, Fangio estava prestes a conquistar seu quinto e último título, já aos 47 anos de idade. Vale a conferida:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número cinco da lista dos Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História. E depois, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:

Surpresa: Alonso pode continuar na McLaren em 2008

Por essa (quase) ninguém esperava. Praticamente um mês após anunciar a dispensa de Fernando Alonso, a McLaren voltou atrás na sua decisão e fez uma nova proposta para contar com o espanhol em 2008. Pelo menos, é o que garante o jornal As, em sua edição desta quarta-feira. De acordo com a reportagem, o contrato oferecido pelo time prateado seria de apenas um ano, satisfazendo a principal exigência de Alonso.

Segundo o As, Ron Dennis decidiu negociar com o bicampeão após sofrer intensa pressão de dois importantes patrocinadores: o Banco Santander e a seguradora Mútua Madrileña. As duas instituições - ambas espanholas - não gostaram nem um pouco da saída de Alonso, e teriam exigiram o seu retorno. Além disso, o As garante que os engenheiros da McLaren também pediram a volta de Alonso, que seria vital para o desenvolvimento da equipe.

Ao saber do interesse da McLaren, o bicampeão teria esboçado um sorriso, e depois feito uma série de novas exigências. Ainda de acordo com a reportagem do As, Alonso deseja que o time prateado escreva uma carta de compromisso, aceitando todos os seus termos (como escolher a própria estratégia de corrida, por exemplo). O problema é que Alonso não estaria disposto a fazer as pazes com Ron Dennis, o que levaria as negociações a um impasse.

Agora, o anúncio do segundo piloto da McLaren também parece estar condicionado ao futuro de Alonso. Se o espanhol acertar com a Renault, Heikki Kovalainen seria o provável companheiro de Lewis Hamilton. Mas, caso Alonso assine com a Red Bull ou qualquer outra equipe, Adrian Sutil e Pedro de la Rosa passariam a ser os favoritos da McLaren. De qualquer maneira, a confirmação da escolha do time prateado só deve sair após a definição de Alonso.

Apesar de bastante elaborada, a hipótese do As não demorou a ser desmentida. Apenas algumas horas após a publicação da reportagem, a McLaren distribuiu um comunicado negando contato com Alonso. "Não estamos ciente de qualquer negociação com Alonso ou seu empresário", diz o texto, secamente. Por enquanto, não dá mesmo para saber se as conversas entre Alonso e a McLaren realmente existiram.

Até agora, praticamente ninguém havia pensado na possibilidade do bicampeão voltar para a McLaren. Uma notável exceção é o André Arrais, que cravou exatamente esse palpite há apenas dois dias. O suposto retorno de Alonso pode ser um boato lançado pelo próprio espanhol, como forma de pressionar a Renault. Ou, talvez, seja realmente um chance plausível, que confirmaria a total falta de organização da McLaren. Nesse momento, o melhor é esperar os próximos acontecimentos.

Minha aposta, nessa altura, já virou um mero chute. Mesmo assim, ainda não mudo de opinião: não importa o quanto demore, Alonso vai correr pela Renault em 2008.

Crédito das fotos: www.motorsport.com

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História - Número Seis

Continuamos, hoje, a última lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. O número seis do ranking dos Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História certamente vai render polêmica. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Gil de Ferran
9. Christian Heins
8. Ingo Hoffmann
7. Felipe Massa
SEXTO COLOCADO - José Carlos Pace

Muito antes da morte de Ayrton Senna, o automobilismo brasileiro já havia passado por uma terrível tragédia. Em meados da década de 70, quando Emerson e Wilsinho Fittipaldi lutavam contra as limitações da Copersucar, a principal esperança do país era José Carlos Pace. Infelizmente, a vitoriosa trajetória de "Moco" foi interrompida de forma abrupta, justamente quando ele estava prestes a se estabelecer como um dos pilotos de ponta da Fórmula 1.

Se este ranking levasse em conta apenas a velocidade e o talento puros, Moco estaria mais bem colocado. Quem o viu correr garante que sua habilidade era especial, do mesmo nível de seu contemporâneo Emerson Fittipaldi. Os resultados de Moco na Fórmula 1, porém, acabaram ficando muito aquém de seu potencial. É por isso que ele não vai além do sexto lugar nesta lista, embora talvez tenha sido muito melhor do que alguns que ainda vão aparecer na contagem. Sim, vocês sabem de quem estou falando.

Mas vamos voltar a Moco. Assim como Emerson e Wilsinho, ele fazia parte de uma nova "turma", que fez do autódromo de Interlagos sua segunda casa naqueles anos 60. Foi no circuito que hoje leva seu nome que Moco deu os primeiros passos na sua carreira, conquistando seus triunfos iniciais. O primeiro troféu importante veio em 1967, quando Moco venceu o brasileiro de Marcas, em dupla com outro grande nome daquele período: Luiz Pereira Bueno.

Nessa época, Moco corria pela famosa equipe Willys, formada anos antes pelo falecido Christian Heins. Na virada para a década de 70, já tendo vencido um número incontável de corridas no Brasil, Moco precisava dar o próximo passo na sua carreira: tentar a sorte na Europa. Uma aventura que parecia loucura, mas que tornara-se viável com o sucesso de Emerson.

Em 1970 - com 25 anos de idade - Moco partiu para o seu primeiro grande desafio: a Fórmula 3 Inglesa. Contrariando todas as expectativas, ele conseguiu levar o título, vencendo seis corridas no total. Lentamente, sua reputação começava a subir. No ano seguinte, Moco disputou a Fórmula 2, onde também foi muito bem. Não fosse uma sucessão de azares e problemas mecânicos, ele poderia ter até disputado o título.

Sem dúvida alguma, Moco estava pronto para a Fórmula 1. Aquele jovem alto, meio acima do peso - aliás, sua falta de preparo físico seria notória ao longo de sua carreira - ganhou sua primeira chance numa equipe pequena e honesta: a Williams. Pena que, naquela época, Frank Williams ainda estivesse muito longe da sua época de sucessos, que só viria uma quase década mais tarde.

Para Moco, correr pela Williams em 1972 revelou-se uma armadilha. O chassis do time - o March 711 - era um dos mais fracos do pelotão, e a falta de dinheiro atrapalhava o tempo todo. Conta-se que, certa vez, Moco viu Frank Williams pagar o salário de um dos mecânicos com seu próprio relógio de pulso. Mesmo assim, Moco conseguiu a proeza de pontuar duas vezes, fechando em sexto na Espanha e em quinto na Bélgica.

No G.P. de Mônaco, disputado num verdadeiro dilúvio, Moco perde a viseira e termina em último, a oito voltas do líder. Definitivamente, a sorte ainda não estava com ele. Apesar de tudo, Moco progrediu em 1973, assinando dois contratos: com a Surtees para a Fórmula 1 (recusando uma proposta da BRM), e com a Ferrari para o Mundial de Marcas. Nessa altura, Moco era considerado, por muitos, um nome certo no time de Maranello. Parecia só uma questão de tempo.

Mas não era para ser. No fim do ano, Enzo Ferrari escolhe um austríaco desconhecido e inexperiente: Niki Lauda. Ao mesmo tempo, Moco sofre com a falta de performance da Surtees. De repente, porém, as coisas mudam. O carro torna-se subitamente rápido e Moco consegue dois resultados espetaculares: um quarto em Nurburgring e um terceiro no G.P. da Áustria. Termina a temporada de 1973 com sete pontos, na 11ª colocação.

Moco continua na Surtees em 1974, mas seu relacionamento com a equipe vai se deteriorando. Diferentemente da Williams, a Surtees tinha mais dinheiro, mas era muito mais desorganizada. Moco briga com a equipe e se livra do contrato na metade do ano. É a oportunidade que a Brabham estava esperando. A partir daí, Moco estaria para sempre ligado à equipe de Bernie Ecclestone.

Nessa altura, seu temperamento já era conhecido por todos. Tímido ao extremo e quase monossilábico em suas entrevistas, Moco ganhou seu apelido por fazer "ouvidos mocos" quando alguém lhe fazia uma pergunta que ele não queria responder. Além disso, Moco também tinha um certo caráter místico em sua personalidade, exemplificada por um episódio acontecido no G.P. dos Estados Unidos de 1974.

Na noite anterior à corrida, Moco teve um sonho com o falecido pai. "Livre-se do peso da flecha, meu filho", teria ouvido Moco. Mas que flecha? Fácil: era aquela desenhada no capacete de Moco, que o acompanhava desde o início da carreira. Moco não teve dúvidas: saltou da cama e, com um gilete, raspou as pontas da flecha, que foi transformada numa simples faixa vertical. Dali em diante, Moco nunca mais correria com o "peso".

Conscidência ou não, Moco termina em segundo naquele G.P. dos Estados Unidos, conseguindo o melhor resultado de sua carreira até ali. Após marcar apenas onze pontos em 1974, a temporada de 1975 parecia promissora para Moco. Era a sua grande chance, finalmente numa equipe de ponta. Apontado como um dos candidatos ao título, Moco começa o ano em grande estilo. Quebra na abertura do campeonato, na Argentina, após liderar boa parte da prova. Algumas semanas depois, porém, a história seria diferente.

No mesmo Interlagos, onde havia começado sua carreira mais de uma década antes, Moco faz a corrida de sua vida. Larga de sexto, mas passa em terceiro já na primeira volta. Mais tarde, supera seu companheiro na Brabham, Carlos Reutemann, e conta com o abandono do líder, Jean Pierre Jarier, para vencer de forma consagradora. Emerson Fittipaldi faz a dobradinha brasileira, para delírio da indisciplinada torcida nas arquibancadas.

Naquele dia, ninguém imaginava que Moco havia atingido seu auge. Até o fim de 1975, seu melhor resultado seria apenas um segundo lugar, em Silverstone. Fecha a temporada com apenas 24 pontos, num decepcionante sexto na classificação geral. As coisas pioram mais ainda em 1976, quando Moco marca apenas sete pontos, não passando 14º no campeonato. Mesmo assim, a confiança da Brabham em Moco continua absoluta.

A temporada 1977 começa bem: no primeiro G.P. do ano, na Argentina, Moco lidera e está prestes a vencer. Mas não resiste ao calor, e perde a prova por pura falta de preparo físico. Na seqüência, Moco quebra em Interlagos e sofre com problemas de pneu na África do Sul. Mesmo assim, mostra bastante potencial. Infelizmente, todos os sonhos de Moco são interrompidos com uma tragédia chocante.

No dia 18 de março, Moco e o amigo Marivaldo Fernandes morrem num desastre aéreo em Mairiporã, na Grande São Paulo. É o fim súbito e inesperado da trajetória de Moco. Sua memória, ao menos, não seria esquecida. Algum tempo depois, o autódromo de Interlagos é rebatizado em sua homenagem. E Bernie Ecclestone cunharia uma frase que demostra toda a capacidade de Moco: "Se Pace não tivesse morrido, eu jamais teria precisado contratar Niki Lauada".

Pelo talento genuíno e espetacular, que nunca foi aproveitado em todo o seu potencial, pela emocionante vitória no Grande Prêmio do Brasil de 1975 e por tudo que realizou ao longo de sua vitoriosa carreira, José Carlos Pace leva o sexto lugar na lista dos Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História.

O vídeo em homenagem a Moco não poderia ser outro. As imagens a seguir mostram cenas do G.P. Brasil de 1975, palco da maior vitória de sua carreira:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número cinco da lista dos Dez Maiores Pilotos Brasileiros da História. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até já!

Crédito das fotos (na ordem):