sábado, 3 de novembro de 2007

Renault já teria oferecido contrato de longa duração para Alonso

Apenas um dia depois de Fernando Alonso anunciar seu desligamento da McLaren, uma equipe já confirmou ter feito uma proposta ao bicampeão: a Renault. Segundo o diário Marca, advogados da escuderia francesa já teriam preparado as bases do contrato, que só esperaria a assinatura do espanhol. Agora, resta saber se Alonso aceitaria os termos do acordo.

"Nossa proposta é de longa duração porque não faria sentido acertar um compromisso de apenas um ano", disse Flavio Briatore, principal dirigente da Renaut, ao jornal La Gazzeta dello Sport. Infelizmente para a escuderia francesa, isso é justamente o que Alonso não deseja. Afinal, o espanhol já deixou claro que o seu interesse é num acordo curto, para ter a liberdade de negociar com outros times para a temporada de 2009.

Ao mesmo tempo, a chance de Alonso assinar com a Red Bull continua sendo uma das mais prováveis. Neste sábado, também em entrevista ao La Gazzeta dello Sport, o chefão da equipe das bebidinhas energéticas, Dietrich Mateschitz, deixou em aberto a possibilidade: "Mark Webber e David Coulthard são 100% nossos pilotos, mas na Fórmula 1 nada é certo...".

Se Alonso realmente acertar com a Red Bull, Coulthard seria provavelmente dispensado. O empresário do escocês, porém, negou essa hipótese de forma veemente: "A Red Bull é obrigada, por contrato, a colocar David para competir no ano que vem. Se eles estão tentando contratar Alonso, acho que nós deveríamos saber".

Por enquanto, a Toyota corre por fora na tentativa de acertar com Alonso para 2008. Hoje, o único piloto confirmado no time nipônico para a próxima temporada, Jarno Trulli, deu a entender que o espanhol teria procurado a Toyota e exigido a contratação do estrategista Ross Brawn como condição para um acerto. Pelo visto, a equipe japonesa vai precisar abrir o bolso se quiser contar com Alonso.

Para terminar, uma última informação, divulgada pelo jornal Bild: embora já esteja fora da McLaren, o bicampeão ainda vai precisar medir com cuidado suas palavras contra o time prateado. Isso porque a McLaren ameaçou processar Alonso por quebra de contrato caso o espanhol diga "uma palavra a mais" sobre seus antigos comandantes. Uma atitude que seria perfeitamente compreensível.

Embora o sábado tenha sido recheado de notícias envolvendo o nome de Alonso, ainda é extramamente difícil adivinhar o futuro do bicampeão. No momento, Renault e Red Bull aparecem como principais candidatas a contar com o espanhol em 2008. Toyota e Williams, porém, ainda correm por fora. A briga por Alonso está só começando e ainda vai render muitos capítulos.

Dessa vez, as férias da Fórmula 1 prometem ser bem animadas.


Além da incerteza sobre a equipe de Alonso na próxima temporada, ainda há um outro enorme ponto de interrogação nessa altura dos acontecimentos: quem será o companheiro de Lewis Hamilton na McLaren em 2008? Assim como no "caso Alonso", há várias possibilidades. E, como a McLaren anunciou que só confirma seu novo piloto no ano que vem, a novela também vai durar bastante tempo.

De qualquer maneira, as primeiras informações já começam a pipocar. Segundo o Marca, Ron Dennis já definiu que o próximo segundo piloto da McLaren não pode fazer sombra a Hamilton. Os principais candidatos, aliás, foram citados pelo próprio inglês, em entrevista ao site Autosport: "Acho que pode ser Nico (Rosberg), Adrian (Sutil) ou Heikki (Kovalainen)", disse Hamilton.

Levando em conta uma reportagem do diário Bild, Rosberg é o preferido da Mercedes. O alemão, porém, não deve ser escolhido por não se encaixar no perfil pretendido pela McLaren: certamente, Rosberg não ficaria contente com o status de segundo piloto no time prateado. De maneira contrária, Sutil e Kovalainen seriam bem mais "obedientes", e chegariam mais perto daquilo que a McLaren considera ideal.

Por sua vez, Hamilton mantém uma postura bem política, preferindo não eleger um favorito na disputa. O inglês, aliás, não deixou de falar sobre seu arquiirival Fernando Alonso na entrevista que deu à Autosport. Sendo bastante econômico, Hamilton se limitou a pouquíssimas palavras: "Desejo a ele o melhor na próxima temporada e em sua nova equipe, qualquer que seja ela".

Traduzindo para o bom português: "Fernando, até nunca mais!".


Valentino Rossi ainda não sabe se vai participar do Grande Prêmio de Valência da MotoGP, amanhã. Neste sábado, o heptacampeão sofreu uma grave queda no treino classificatório para a prova, e fraturou a mão direita em três pontos. Horas antes da corrida, Rossi deve passar por uma avaliação médica, que vai decidir se ele tem condições ou não de largar. Por enquanto, a situação do italiano é difícil.

Enquanto isso, o bicampeão mundial Mika Hakkinen confirmou que está deixando a DTM, e já não corre na próxima temporada da categoria de turismo alemã. Na prática, o anúncio significa que o finlandês está se aposentando definitivamente de qualquer atividade de piloto. Agora, Hakkinen deve continuar ligado à Mercedes, exercendo algum cargo como dirigente.

Em Goiânia, a GT3 Brasil definiu seus grids de largada para as corridas da rodada dupla de amanhã. O sábado foi dramático para a dupla Xandy Negrão/Andreas Mattheis, um dos palpites do Blog. Eles tiveram o motor de seu Lamborghini Gallardo estourado, e precisaram substituir o carro com urgência pelo Dodge Viper Coupé, usado por eles nas duas primeiras etapas da temporada.

A troca deu certo e Negrão/Mattheis cravaram a pole para a bateria inicial de amanhã. Na seqüência, aparecem Rafael Derani/Alencar Jr. (Ferrari 430) e Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann (Lamborghini Gallardo). Líderes do campeonato, Bonifácio/Feldmann são, aliás, a outra aposta do Blog para as provas de domingo.

No treino classificatório para a segunda corrida do dia, Carlos Crespo/Roberto Moreno (Ferrari 430) foram os mais rápidos e conseguiram a pole. Logo a seguir, vêm Negrão/Mattheis e Bonifácio/Feldmann. A rodada dupla deste domingo em Goiânia não tem transmissão ao vivo para o Brasil, mas os melhores momentos devem ser reprisados pelo Sportv, ao longo da próxima semana.


Nos últimos dois dias, a seção "vídeo do dia" homenageou o aniversário de vinte anos do tricampeonato de Nelson Piquet. Hoje, é a vez de relembrar outra grande conquista do automobilismo brasileiro: o primeiro título de Ayrton Senna, que completou 19 anos na última semana. As imagens a seguir - narradas por Galvão Bueno - são um compacto do Grande Prêmio do Japão de 1988, corrida que consagrou Senna como campeão daquele ano:



Neste domingo, o Blog volta comentando as corridas de GT3 Brasil, MotoGP e Nascar, nas diferentes edições da seção Weekend Update. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Flavio Briatore e Fernando Alonso - www.autosport.com
Ross Brawn - www.f1aldia.com
Nico Rosberg - www.gpupdate.net
Mika Hakkinen - www.autosport.com
Xandy Negrão/Andreas Mattheis - www.gt3.com.br

Corrida de amanhã poderá ser a última da carreira de Alexandre Barros

A MotoGP encerra sua temporada 2007 neste domingo, com o Grande Prêmio de Valência. Para o brasileiro Alexandre Barros, a corrida pode marcar não só o fim de sua relação com a equipe Pramac D'Antin Ducati, mas também a última prova de sua longa carreira. Numa entrevista coletiva realizada ontem, Barros deixou claro que a aposentadoria é uma possibilidade muito provável:

"Tenho 90% de chance de parar", disse ele. Se, de fato, Barros abandonar as pistas, não terá sido por falta de opção: segundo informações recentes, o piloto brasileiro tem proposta para correr no Mundial de Superbikes em 2008. A categoria, porém, não seduz Barros, que parece estar conformado com o rumo de sua carreira: "Estou feliz. A vida não termina aqui".

O G.P. de Valência deste domingo será o 276º da carreira de Barros, caso sejam contadas todas as suas participações nas três categorias do Mundial de Motovelocidade. No total, ele venceu sete corridas, fez cinco pole positions, cravou catorze voltas mais rápidas, terminou 32 vezes no podium e marcou 2114 pontos. Em campeonatos, seu melhor resultado foi o quarto lugar, que ele conquistou em 1996, 2000, 2001, 2002 e 2004.

Nos últimos vinte anos, nenhum outro brasileiro chegou perto do sucesso de Barros no motociclismo mundial. Competindo na elite do esporte desde 1986 - quando contava apenas quinze anos de idade - ele tornou-se o piloto com maior número de largadas na história da competição. Sua aposentadoria é uma grande perda para o motociclismo brasileiro. Infelizmente, o Brasil não parece ter nenhuma jovem promessa capaz de substituí-lo.

Enquanto isso, a MotoGP definiu seu grid de largada para a corrida de amanhã, em Valência. A pole ficou com o piloto da casa e aposta do Blog, Daniel Pedrosa, que vai largar da posição de honra pela quarta vez consecutiva. O campeão antecipado de 2007, Casey Stoner, e o detentor do título de 2006, Nicky Hayden, vêm logo a seguir. Mais atrás, Alexandre Barros aparece em 12º.

Por sua vez, Valentino Rossi sofreu uma rara e grave queda, fraturando a mão direita em três pontos. Agora, o heptacampeão - apenas o 17º no treino classificatório - corre grande risco de não correr na prova deste domingo. Seria um capítulo final digno para a desastrosa temporada de Rossi, que esteve bem abaixo de sua capacidade ao longo do ano.

A seguir, o grid de largada para o Grande Prêmio de Valência da MotoGP:

1. Daniel Pedrosa/Espanha/Honda, 1:31.517s
2. Casey Stoner/Austrália/Ducati, 1:31.603s
3. Nicky Hayden/Estados Unidos/Honda, 1:31.903s
4. Randy de Puniet/França/Kawasaki, 1:31.963s
5. Sylvain Guintoli/França/Yamaha, 1:32.074s
6. Makoto Tamada/Japão/Yamaha, 1:32.151s
7. John Hopkins/Estados Unidos/Suzuki, 1:32.165s
8. Loris Capirossi/Itália/Honda, 1:32.261s
9. Carlos Checa/Espanha/Honda, 1:32.273s
10. Marco Melandri/Itália/Honda, 1:32.367s
12. Alexandre Barros/Brasil/Ducati, 1:32.714s

A largada do G.P. de Valência está marcada para as 11 horas de amanhã, com transmissão ao vivo do Sportv2. Até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Um panorama do mercado de pilotos após a saída de Alonso da McLaren

Fernando Alonso não corre pela McLaren em 2008. Isso, a maioria de vocês já deve saber. As dúvidas, agora, são outras. Continua totalmente indefinida, por exemplo, qual será a equipe do espanhol no ano que vem. Seu substituto na McLaren, aliás, é outra enorme incógnita. Para tentar esclarecer um pouco a situação, o Blog traça um panorama dos cenários atuais:

Cenário 1 - Alonso vai para a Renault. Nesse caso, Heikki Kovalainen passa a ser o favorito a substituir o espanhol na McLaren. Ao mesmo tempo, Giancarlo Fisichella e Nelsinho Piquet brigam pela segunda vaga na Renault, com o perdedor possivelmente parando na Williams. Nico Rosberg fica onde está, a Red Bull não troca sua dupla e a Toyota assina com Timo Glock.
Possibilidade deste cenário vir a se concretizar: Média

Cenário 2 - Alonso vai para a Williams. Aí, Nico Rosberg vira quase uma certeza como companheiro de equipe de Lewis Hamilton. Na Renault, Heikki Kovalainen faz dupla com Nelsinho Piquet e Giancarlo Fisichella sai, podendo parar como parceiro de Alonso na Williams. A Red Bull não troca a sua dupla e a Toyota assina com Timo Glock.
Possibilidade deste cenário vir a se concretizar: Média

Cenário 3 - Alonso vai para a Red Bull. David Coulthard perde seu lugar na Fórmula 1 e é forçado a se aposentar. Heikki Kovalainen e Nelsinho Piquet fazem a dupla da Renault, enquanto Giancarlo Fisichella luta para arranjar um lugar livre em outra equipe. Nico Rosberg permanece na Williams, a Toyota assina com Timo Glock e o segundo piloto da McLaren vira uma grande incerteza, podendo ser desde Sebastian Vettel até Pedro de la Rosa.
Possibilidade deste cenário vir a se concretizar: Alta

Cenário 4 - Alonso vai para a Toyota. Se isso acontecer, Timo Glock roda. O resto é bem parecido com o cenário 3: Heikki Kovalainen e Nelsinho Piquet formam a dupla da Renault, e Giancarlo Fisichella fica em situação difícil. Nico Rosberg continua na Williams e o substituto de Alonso na McLaren se torna uma total incógnita. Na Red Bull, nada muda.
Possibilidade deste cenário vir a se concretizar: Média

Cenário 5 - Alonso tira um ano sabático ou se retira da Fórmula 1. A possibilidade é insignificante, mas pode acontecer. De qualquer maneira, não muda muita coisa em relação a outros cenários: Heikki Kovalainen e Nelsinho Piquet devem correr pela Renault, Giancarlo Fisichella é deixado à pé, Nico Rosberg fica na Williams, a Red Bull não troca seus pilotos e a Toyota assina com Timo Glock.
Possibilidade deste cenário vir a se concretizar: Muito baixa

São muitas perguntas e pouquíssimas respostas. É possível, inclusive, que uma possibilidade não considerada aqui venha a se concretizer. De qualquer maneira, o Blog precisa fazer sua aposta. Será que eu vou acertar? Não faço a menor idéia. É como eu costume dizer: qualquer palpite não passa de mero chute. Mas eu não posso fugir à regra. Sem enrolar mais, lá vão as minhas previsões:

O palpite do Blog para o futuro de Fernando Alonso: o espanhol - fazendo jus à sua personalidade briguenta - consegue realizar quase todos os seus principais desejos. Acerta com a Renault, a melhor de suas opções em termos de competitividade, para ser companheiro do amigável Giancarlo Fisichella. O contrato é de três anos. Assim, em 2010, Alonso está livre para tomar o lugar de Felipe Massa na Ferrari.

O palpite do Blog para o futuro dos outros pilotos: Heikki Kovalainen vai para a McLaren, repetindo os passos de seus compatriotas Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen. Por sua vez, Nelsinho Piquet assina com a Williams, para fazer uma dupla fortíssima com Nico Rosberg. Assim, Kazuki Nakajima permanece como piloto de testes, a menos que Timo Glock não acerte com a Toyota.

Agora, é a vez de vocês. Façam suas apostas.


O rompimento entre Fernando Alonso e a McLaren ofuscou todas as outras notícias desta sexta. Mesmo assim, duas delas ainda merecem ser mencionadas:

Segundo o jornal Daily Telegraph, o Grande Prêmio da Austrália pode ter uma nova casa a partir de 2011. De acordo com a reportagem, a corrida que é hoje realizada em Melbourne tem chance de transferir-se para o belíssimo circuito de rua de Surfers Paradise. Seria uma excelente troca tanto para a Austrália quanto para a Fórmula 1.

Há algumas semanas, nada menos do que 300.000 pessoas à corrida da ChampCar em Surfers, um número que contrasta com as arquibancadas esvaziadas de Melbourne. Sem dúvida alguma, uma prova da Fórmula 1 no cenário espetacular de Surfers seria um sucesso garantido. E um desafio e tanto para Ferrari, McLaren e companhia, que precisariam encarar um traçado de rara dificuldade.

Também nesta sexta, uma matéria do diário Bild Zeitung colocou um ponto de interrogação sobre o futuro de Timo Glock. Ao que parece, o alemão - campeão da recém-encerrada temporada da GP2 - assinou dois contratos válidos para 2008, um para exercer o cargo de piloto de testes da BMW e o outro que lhe dava a condição de titular na Toyota.

Pelo visto, uma falha de comunicação levou Glock a acreditar que poderia acertar com a Toyota sem comunicar sua decisão à BMW, equipe com a qual tem contrato há alguns anos. Só que a BMW não desistiu de Glock, e cogita estender o caso ao Tribunal de Reconhecimento de Contrato (CRB, na sigla em inglês). Agora, o impasse pode prejudicar o alemão, que havia melhorado bastante sua reputação com o título da GP2.

Para Timo Glock, perder a oportunidade de correr pela Toyota seria um desastre. Afinal, o contrato com o time nipônico talvez seja sua última chance de fazer carreira na Fórmula 1.


A sexta-feira foi agitada no mundo da velocidade. Sem perder muito tempo, vamos a um rápido giro pelas categorias que estiveram em atividade no dia de hoje:

No circuito francês de Paul Ricard, a GP2 encerrou sua primeira semana de testes de pré-temporada, já visando o campeonato do ano que vem. O austríaco Andreas Zuber, correndo pela equipe Supernova, liderou os ensaios de hoje, que marcaram a despedida do carro que vinha sendo usado pela GP2 desde 2005.

Logo a seguir, vieram o venezuelano Pastor Maldonado (Minardi by Piquet) e o francês Romain Grosjean (Racing Engineering), que terminou como o melhor novato do dia. Os brasileiros ficaram mais para trás: Bruno Senna (iSport) foi 13º e Alberto Valério fechou em 17º (Racing Engineering). Dessa vez, a suíça Simona de Silvestro - primeira mulher a andar com um carro da GP2 - não participou dos testes. Agora, a GP2 só volta à pista em 2008.

Enquanto isso, no circuito Ricardo Tormo, a MotoGP realizou seus primeiros treinos livres para o Grande Prêmio de Valência, que encerra sua temporada 2007. O campeão antecipado Casey Stoner foi o mais rápido, seguido de Sylvian Guintoli e do palpite do Blog, Daniel Pedrosa. Em sétimo, o brasileiro Alexandre Barros terminou à frente de Valentino Rossi, que não passou de oitavo.

Ao mesmo tempo, a Nascar definiu seu grid de largada para a etapa deste domingo, no super-oval do Texas. Na classificação de hoje, Martin Truex Jr. levou a melhor e cravou a pole position. Em segundo, vem a aposta do Blog, Jeff Gordon. Imediatamente atrás, Juan Pablo Montoya conseguiu um excelente terceiro lugar. Por sua vez, o atual campeão Jimmie Johnson vai largar de oitavo.

Por fim, a GT3 Brasil deu início às suas atividades em Goiânia, que recebe a quarta rodada dupla da temporada inaugural da categoria. Nos ensaios de hoje, Walter Derani/Claudio Ricci (Ferrari 430) terminaram com o primeiro tempo. A seguir, vieram Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann (Lamborghini Gallardo) - uma das apostas do Blog - e Rafael Derani/Alencar Jr. (Ferrari 430). O outro palpite do Blog, a dupla Xandy Negrão/Andreas Mattheis (Lamborghini Gallardo), fechou em quarto.


Seguindo uma dica do internauta Guilherme, o Blog fez ontem uma pequena homenagem a Nelson Piquet, que conquistou seu tricampeonato há exatos vinte anos. O vídeo do dia de hoje é mais um tributo a Piquet: dessa vez, as raríssimas imagens mostram uma histórica largada da Fórmula Vê, a categoria que formou diversos talentos do automobilismo brasileiro na década de 70. Piquet é o pole. Vale a pena dar uma conferida, até para relembrar o antigo e espetacular traçado de Interlagos:



Neste sábado, o Blog volta falando das atividades da GT3 Brasil e da MotoGP. E, mais tarde, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Surfers Paradise: www.champcarworldseries.com

Confirmado: Fernando Alonso deixa a McLaren em 2008

Finalmente, a novela sobre o futuro de Fernando Alonso teve sua primeira definição. Nesta sexta - justamente no feriado de finados no Brasil - o espanhol anunciou seu desligamento da McLaren, encerrando uma relação que estava fadada ao fracasso. Dentro das pistas, os resultados foram até significativos. Nos bastidores, porém, Alonso nunca se entendeu com o time prateado.

A confirmação da saída do bicampeão foi furo da rádio do jornal Marca, que entrevistou o empresário de Alonso, Luiz Garcia Abad. "Fernando não permanece na McLaren. Agora, ele está livre para negociar com qualquer equipe para 2008", falou o manager. As opções de Alonso, aliás, são bem variadas: Renault, Williams, Red Bull e Toyota aparecem, todas, com chances de contratar o espanhol.

Em declarações dadas nesta sexta, Alonso afirmou que nunca se sentiu em casa na McLaren. Em relação a supostos favorecimentos recebidos por Lewis Hamilton, porém, o bicampeão foi diplomático: "As pessoas dizem muitas coisas no calor da disputa. Mas, no fim, sei que tivemos as mesmas chances de vencer".

Por sua vez, a McLaren se limitou a comentar que "a relação não deu certo". Em comunicado divulgado no site oficial do time prateado, o chefe da equipe, Ron Dennis, foi bastante suscinto: "Alonso é um grande piloto, mas por algum motivo nossa combinação não funcionou. A opção por romper o contrato foi conjunta e todos acreditamos ter sido a melhor decisão".

Mesmo com a confirmação da saída de Alonso da McLaren, continuam restando muito mais perguntas do que respostas. E a temporada de boatos ainda deve se arrastar por um bom tempo. O substituto de Alonso na McLaren, por exemplo, só vai ser anunciado em 2008, segundo informações do próprio time prateado. Até lá, os jornais vão poder especular à vontade.

A principal dúvida, porém, fica por conta do destino de Alonso. Toyota e Red Bull acenam com as melhores propostas, do ponto de vista financeiro. Mas Renault e Williams prometem pacotes mais competitivos na próxima temporada. Como o assunto rende muita discussão, o Blog vai apresentar um panorama detalhado da situação no post da noite. Incluindo, é claro, meu palpite sobre a futura equipe de Alonso.

Por enquanto, deixo aqui apenas uma clara constatação: agora, sim, o mercado de pilotos vai ferver.

Agenda do fim de semana (02 a 04/11)

É hora de dar uma rápida conferida no cardápio do fim de semana do mundo da velocidade. Os próximos três dias não estão exatamente recheados de atrações, mas têm algumas corridas bastante interessantes. Vamos consultar a sempre útil agendinha:

Domingo, 4 de novembro de 2007

GT3 Brasil: Etapa de Goiânia
MotoGP: Grande Prêmio de Valência
Nascar: Etapa do Texas

No circuito Ricardo Tormo, em Valência, a MotoGP encerra sua temporada 2007. Na travada pista valenciana, a potência dos motores Ducati do campeão antecipado Casey Stoner não faz tanta diferença. Por sua vez, Valentino Rossi parece francamente desmotivado neste fim de campeonato. Assim, o palpite do Blog é arriscado: Daniel Pedrosa, que corre em casa e vem de três poles consecutivas.
Palpite do Blog para a corrida: Daniel Pedrosa

Enquanto isso, restam apenas três etapas para o fim da temporada da Nascar. No campeonato, a briga está restrita aos dois companheiros de equipe na Hendrick Motorsports: Jeff Gordon e Jimmie Johnson. Dessa vez, a aposta do Blog é o tetracampeão. Líder da tabela de classificação com nove pontos de vantagem sobre Johnson, Gordon quer a vitória por dois motivos: respirar na ponta do campeonato e conquistar seu primeiro triunfo no super-oval do Texas, um dos únicos onde ainda não venceu.
Palpite do Blog para a corrida: Jeff Gordon

Por fim, a GT3 Brasil realiza a quarta rodada dupla de sua história em Goiânia. Mais uma vez, o Blog repete o palpite nas duplas que correm de Lamborghini Gallardo: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann e Xandy Negrão/Andreas Mattheis. Considerando os resultados das primeiras três etapas, o Gallardo parece estar um degrau acima dos Porsche 997, Ferrari 430 e Dodge Viper Coupé.
Palpites do Blog para as corridas: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann e Xandy Negrão/Andreas Mattheis

Em instantes, o Blog volta comentando o anúncio da saída de Fernando Alonso da McLaren. Até já!

Crédito das fotos:

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

McLaren só estaria disposta a liberar Alonso para equipes independentes

O futuro de Fernando Alonso continua uma total incógnita. Nesta quinta, a novela sobre o seu destino em 2008 teve mais um capítulo. Agora, a mais nova infomação - divulgada pelo diário As - é que a McLaren só estaria disposta a liberar o espanhol sem o pagamento da multa rescisória se fosse para uma das equipes independentes.

Ponto para Williams e Red Bull. Má notícia para Toyota e Renault. De acordo com o As, a principal candidata a contar com Alonso na próxima temporada, nesse momento, é a Red Bull. Mas, considerando todas as idas e vindas no imbróglio, não seria surpresa se a equipe das bebidinhas energéticas acabasse descartada num futuro próximo.

Por enquanto, a possibilidade de Alonso transferir-se para a Red Bull em 2008 é sustentada por mais de um veículo de imprensa. Segundo o italiano La Gazzetta dello Sport, haveria uma chance, inclusive, do engenheiro Ross Brawn também assinar com a Red Bull para a próxima temporada, formando um dupla de respeito com Alonso. A presença do genial estrategista numa adversária da Ferrari é difícil, mas não impossível.

Em 2007, Brawn afastou-se de suas atividades na escuderia vermelha para tirar um ano sabático. Sua aposentadoria definitiva, porém, está praticamente descartada. O inglês deve voltar à Fórmula 1 na próxima temporada, numa equipe que seria, a princípio, a Ferrari. Só que a Red Bull acena com uma proposta bem mais vantajosa, do ponto de vista financeiro. Será o suficiente para seduzir Brawn?

Também hoje, o empresário de Fernando Alonso, Luiz Garcia Abab, reafirmou o pensamento de seu cliente: "Sabemos o que desejamos para a próxima temporada, só não sabemos se será possível", falou Abad. Ao menos, a primeira definição na demorada novela do futuro de Alonso pode acontecer até o fim da semana: a decisão se o espanhol fica ou não na McLaren.

Ao que parece, Alonso sai de férias nos próximos dias. E o bicampeão estaria ansioso para encerrar pelo menos esse assunto antes de seu período de descanso. Agora, resta saber se a McLaren também teria interesse em definir a situação de Alonso de forma rápida. Conhecendo os ingleses, acertar a liberação do espanhol ainda poderia demorar um tempo.

Depois de tudo o que Alonso aprontou na McLaren ao longo de 2008, atrasar os planos do bicampeão seria uma pequena mas doce revanche para o time prateado.



As próximas eleições da FIA estão marcadas para 2009, e o atual presidente - Max Mosley - ainda não decidiu se vai concorrer a um novo mandato de quatro anos. No comando da principal entidade do automobilismo desde 1993, o inglês declarou à rede BBC que ainda não escolheu se tenta mais uma reeleição ou se opta pela aposentadoria.

Vamos todos torcer para que Mosley - conhecido por sua grande "criatividade" na hora de bolar novos regulamentos - decida passar o cargo. A Fórmula 1 agradece. Nos últimos dias, aliás, o presidente da FIA aumentou seu coleção de declarações infelizes ao afirmar que a importância de Lewis Hamilton para o esporte é "exagerada".

A imprensa inglesa interpretou a opinião como um insulto e não perdoou Mosley. Jornais tradicionais como The Times, The Independent e Daily Telegraph acusaram o presidente da FIA de "ofender o público inglês". Mosley, certamente, não esperava uma repercussão tão negativa.

Enquanto isso, Lewis Hamilton acertou com um contrato com a EA Sports para a produção de uma série de videogames com o seu nome. Os jogos devem ser produzidos para PlayStation e Xbox, a partir de 2008. Uma ótima notícia para os fãs da Fórmula 1, que há muito tempo não contam com games de qualidade sobre a categoria. Meu favorito - o "Grand Prix 4" - foi lançado lá em 2002...

Agora, fica só uma dúvida: será que Fernando Alonso vai concordar em ceder seu nome para o jogo de Hamilton?



A GP2 cumpriu hoje, no circuito francês de Paul Ricard, seu terceiro dia de testes da última semana de atividades do ano. Nos ensaios desta quinta, Pastor Maldonado terminou com o melhor tempo. O venezuelano, correndo pela equipe ART, cravou sua melhor volta em 1:13.094s.

Com um tempo apenas um décimo mais lento, o inglês Mike Conway, da Minardi by Piquet, ficou com a segunda posição. Na seqüência, vieram o italiano Luca Filippi, o inglês Ben Hanley e o austríaco Andreas Zuber. No total, 26 pilotos entraram na pista, nenhum deles brasileiros.

Os testes desta quinta, aliás, tiveram uma atração à parte. Pela primeira vez na curta história da GP2, uma mulher andou com um carro da categoria. Estreando pela equipe Campos, Simona de Silvestro ficou com a 22ª posição geral, terminando um segundo e meio atrás do russo Vitaly Petrov, o outro piloto do time.

Natural da Suíça, de Silvestro disputou neste ano o campeonato da Fórmula Atlantic, preliminar da ChampCar. Em doze corridas, que lhe renderam apenas a 19ª posição na tabela de pontos, seu melhor resultado foi um sétimo lugar. A seguir, o resultado dos testes da GP2 desta quinta:

1. Pastor Maldonado/Venezuela/ART, 1:13.094s em 34 voltas
2. Mike Conway/Inglaterra/Minardi by Piquet, 1:13.203s em 29 voltas
3. Luca Filippi/Itália/Racing Engineering, 1:13.226s em 39 voltas
4. Ben Hanley/Inglaterra/Minardi by Piquet, 1:13.236s em 34 voltas
5. Andreas Zuber/Áustria/FMS, 1:13.367s em 31 voltas
6. Borja Garcia/Espanha/iSport, 1:13.415s em 20 voltas
7. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, 1:13.586s em 33 voltas
8. Karun Chandhok/Índia/DPR, 1:13.615s em 24 voltas
9. Marcos Martinez/Espanha/Racing Engineering, 1:13.638s em 32 voltas
10. Giedo van der Garde/Holanda/DAMS, 1:13.724s em 24 voltas

A semana de testes da GP2 em Paul Ricard encerra-se amanhã, após quatro dias de atividas.


O amigo Guilherme - sempre muito presente nos comentários do Blog - manda um lembrete muito importante: há exatos trinta anos, Nelson Piquet fechava o campeonato de 1987 e garantia seu terceiro título na Fórmula 1. Para comemorar a data, o vídeo do dia do Blog é uma homenagem ao nosso tricampeão, com cenas marcantes de sua carreira:



Nesta sexta, o Blog volta com a seção Análise do Grande Prêmio, apresentando os destaques do mundo da velocidade nlos próximos três dias. E, mais tarde, comentários sobre as principais notícias e atividades do esporte a motor. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Red Bull - www.gpupdate.net
Ross Brawn - www.commons.wikimedia.org
Max Mosley - www.motoradictos.com
Grand Prix 4 - www.meiobit.com
Simona de Silvestro - http://www.champcaratlantic.com/

Post em OFF - Em ritmo de feriado

Aos amigos do Blog: vou passar os próximos quatro dias fora de casa, usando o tempo para descansar que nem os meus amigos Lewis e Fernando, além de resolver alguns trabalhos da faculdade que eu, por natureza, deixei acumular. Até domingo, o Blog vai continuar sendo atualizado, é claro, mas num ritmo um pouco mais lento do que o normal.

Eu nem precisava escrever esse pequeno texto, mas achei melhor colocar no ar por precaução. Afinal, vou precisar usar conexão discada, e vocês sabem como a internet é problemática nessas condições. Se o Blog ficasse parado durante alguns dias, vocês já saberiam o que teria acontecido. Prefiro nem pensar nessa hipótese, mas...

Agora, saio de viagem e só volto no fim do dia, comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007 - Números 3, 2 e 1

A primeira das listas especiais da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix chega ao fim hoje. É hora de conhecer os primeiros colocados no ranking dos Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007. Cada um tem seus favoritos, é verdade, mas vamos lá:

10. Heikki Kovalainen
9. Adrian Sutil
8. Robert Kubica
7. Sebastian Vettel
6. Nico Rosberg
5. Felipe Massa
4. Nick Heidfeld
TERCEIRO COLOCADO - Fernando Alonso

Não há como negar que Fernando Alonso fez um excelente trabalho na temporada 2007. Para começar, a decadência da Renault mostrou toda a sua importância dentro de uma equipe. Ao mesmo tempo em que o time de Flavio Briatore caiu drasticamente de rendimento, a McLaren - nova casa de Alonso - voltou a se tornar uma protagonista do campeonato.

Ao longo do ano, o bicampeão realizou um trabalho realmente brilhante. Mas nenhuma de suas quatro vitórias foi capaz de ofuscar o adversário logo ao lado: Lewis Hamilton. Por melhor que tenha sido a temporada de Alonso, ele simplesmente não conseguiu derrotar seu companheiro de equipe novato. Mesmo considerando o desempenho excepcional de Hamilton, ninguém esperava que o espanhol fosse perder a disputa.

No total, Alonso conquistou três vitórias incontestáveis: na Malásia, em Mônaco e na Itália. Além disso, o espanhol ainda triunfou de forma espetacular no G.P. da Europa, quando realizou uma belíssima manobra sobre Felipe Massa nas últimas voltas da corrida. Da mesma maneira, porém, Alonso teve atuações pouco inspiradas em mais de um oportunidade. E foram essas corridas que determinaram a perda do título e da batalha interna contra Hamilton.

No Canadá, por exemplo, Alonso abusou de seu carro e terminou sem freios, sendo vítima de uma humilhante ultrapassagem por parte de Takuma Sato. Na França, o espanhol largou de décimo e não conseguiu fazer a corrida de recuperação que todos esperavam. Por fim, veio o erro fatal no Japão. Em meio à chuva de Fuji, Alonso destruiu seu carro e ficou sem pontuar pela primeira e única vez no ano.

Foi aí, realmente, que ele perdeu a chance do título. Mesmo assim, o bicampeão não desistiu e chegou pertinho de uma virada incrível. Perdeu para Kimi Raikkonen - esse, sim, o autor do "milagre" - mas alcançou Hamilton na tabela de pontos. Os dois terminaram empatados. Um resultado, porém, que ainda favoreceu o inglês. Afinal, ninguém esperava que Alonso fosse ter tanta dificuldade em enfrentá-lo.

Pontos altos: Malásia, Europa e Itália
Pontos baixos: Canadá, França e Japão
Posição final no campeonato: 3º, com 109 pontos
Em 2008: Provável titular de McLaren, Renault, Williams, Red Bull, Toyota ou da RC Competições na Stock Car

SEGUNDO COLOCADO - Kimi Raikkonen

Vamos voltar um pouco no tempo. Alguns meses, apenas. Estamos em junho, logo após a realização do G.P. dos Estados Unidos. No campeonato, Lewis Hamilton lidera com 58 pontos, seguido de Fernando Alonso, com 48, e Felipe Massa, que soma 39. Enquanto isso, Kimi Raikkonen não passa de quarto, com 32. Alguém, em sã consciência, ousaria apostar no finlandês para o título?

Mas Raikkonen surpreendeu a todos. Talvez, até a si mesmo. Depois da vitória na corrida inicial da temporada - na Austrália - o finlandês havia caído numa má fase horrorosa. Na segunda metade do ano, porém, Raikkonen subiu de produção de forma impressionante e emplacou uma série de ótimos resultados. Mal sabia ele que essa seqüencia lhe daria o título.

Nas dez últimas corridas do ano, foram nove podiuns e cinco vitórias. Um desempenho magnífico. A única decepção veio no G.P. da Europa, quando Raikkonen largou da pole, mas errou a entrada dos boxes e sofreu um problema mecânico na metade da prova. Foi um de seus únicos azares do ano, numa temporada em que Raikkonen mostraria também ser muito sortudo.

Afinal de contas, seu título foi um golpe de sorte inacreditável, quando Hamilton cedeu à pressão e errou quando não devia, ao mesmo tempo em que Alonso não teve forças para superar as limitações de sua McLaren. Na condição de azarão, Raikkonen desempenhou um papel perfeito, aproveitando a oportunidade quando ela surgiu.

Não é fácil levar o troféu de campeão logo em seu primeiro ano numa nova equipe. Alonso também quase chegou lá, mas seu carro era bem mais confiável e consistente do que a Ferrari de Raikkonen. De fato, o finlandês mereceu o título. Por que, então, ele não leva o primeiro lugar nesta lista? Simples: não chegou nem perto de causar o mesmo impacto de um certo novato.

Pontos altos: Austrália, Inglaterra e Brasil
Pontos baixos: Espanha, Mônaco e Europa
Posição final no campeonato: 1º, com 110 pontos
Em 2008: Titular garantido na Ferrari

PRIMEIRO COLOCADO - Lewis Hamilton

Não há como negar: Lewis Hamilton perdeu o título mais ganho da história da Fórmula 1. Nas duas últimas e decisivas provas da temporada, o inglês jogou fora uma vantagem confortável na liderança da tabela de pontos com uma seqüência de erros totalmente evitáveis. Perdeu o campeonato, é verdade. Mas, já em seu ano de estréia, deixou em todos uma certeza: está aí um novo gênio do esporte.

Ninguém, absolutamente ninguém, esperava um desempenho tão bom de Hamilton em sua primeira temporada na Fórmula 1. O inglês, porém, mostrou uma capacidade de adaptação sensacional, vencendo em pistas onde nunca havia pisado antes. Hamilton surpreendeu até o seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, o franco favorito na disputa interna da McLaren.

Logo de cara, o inglês conseguiu uma série inacreditável de nove podiuns consecutivos. Suas performances continuaram arrebatadoras até o fim da temporada, quando o "encanto" se quebrou. Primeiro, veio o erro na entrada dos boxes em Xangai, que abriu a disputa pelo título. Mais tarde, a saida de pista na largada de Interlagos e o fatídico "erro do botão".

Hamilton perdeu o título, mas revolucionou a Fórmula 1. Para quem achava que Michael Schumacher não seria substituído, o inglês provou o contrário. É claro que Hamilton ainda está a anos-luz dos recordes do heptacampeão. Mas a atenção que o novato atrai já é impressionante. Definitivamente, Hamilton é um fenômeno também fora das pistas.

Na próxima temporada, a proibição do controle de tração vai obrigar todos os pilotos a mudarem ligeiramente seus estilos de pilotagem. Menos Hamilton. Dono de uma tocada limpa e precisa, o inglês nem precisa do acessório. Agora, vai começar 2008 com essa vantagem sobre todos os demais adversários. E, talvez, nem demore tanto para apagar a decepção da perda do título deste ano.

Pontos altos: Canadá, Estados Unidos e Japão
Pontos baixos: Europa, China e Brasil
Posição final no campeonato: 2º, com 109 pontos
Em 2008: Titular garantido na McLaren

PRÊMIO "HORS CONCOURS" - Markus Winkelhock

O sujeito estréia na Fórmula 1 sem a menor experiência em carros da categoria. Larga em último, pilotando para a pior equipe do grid. Na segunda volta, já é o líder. E na frente de sua torcida. Markus Winkelhock pode nunca mais tomar parte num G.P. da Fórmula 1. Mas já ficou na história. A lista dos melhores pilotos não poderia terminar sem uma menção especial ao nosso herói. Winkelhock é melhor do que Fangio.

Pontos altos: Europa
Pontos baixos: -
Posição final do campeonato: não classificado, com 0 pontos
Em 2008: Provável competidor da DTM

A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na próxima terça-feira, com mais uma lista dedicada a fazer um balanço da temporada 2007. Dessa vez, vamos falar das Dez Maiores Bobagens do Ano. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Primeira opção de Alonso seria Red Bull, diz jornal

Vamos com calma porque o dia foi prodigioso em relação a notícias envolvendo o nome de Fernando Alonso. Para começar, o diário As publicou hoje uma matéria dizendo que a primeira opção do espanhol para a próxima temporada seria a Red Bull, que mal aparecia nos boatos até pouco tempo. De acordo com a reportagem, Alonso substituiria David Coulthard, que seria forçado a se aposentar.

O problema é que o escocês declarou recentemente sua vontade de permanecer na Fórmula 1 ainda por um bom tempo. Além disso, há outro problema: o tempo de duração do contrato. Alonso deseja assinar por uma temporada, apenas. A Red Bull quer, no mínimo, um acordo de três anos. Pelo mesmo motivo, as negociações do bicampeão com a Renault emperraram.

Mais uma vez, a imprensa espanhola lança uma hipótese difícil de acreditar. Não dá para entender qual seria o interesse de Alonso em se transferir para a Red Bull. A presença do genial Adrian Newey e a amizade com Mark Webber não explicam tudo. Se o bicampeão realmente quisesse uma mudança para uma equipe média, então deveria escolher a Toyota, onde ganharia um salário multi-milionário.

O time nipônico, aliás, voltou ao páreo hoje depois que as conversas com o alemão Timo Glock definitivamente naufragaram. Como revela o Rafael Lopes, o fracasso do acordo da Toyota com o campeão da GP2 poderia ser um indicador de que Alonso estaria de novo nos planos da equipe japonesa. Só que nada é conclusivo. Até porque Toyota, Red Bull e Renault não são as únicas candidatas a contar com Alonso em 2008.

Também não há como esquecer a Williams. Segundo uma matéria do site Crash.net - comentada pela Aline - a equipe inglesa tem uma chance de contratar Alonso caso consiga um intricado acordo com a Toyota. Se tudo der certo, os motores que o time nipônico fornece para a Williams seriam renomeados "Lexus" - uma das marcas que pertencem à Toyota - e Alonso viria com o dinheiro do patrocínio. Difícil, mas não impossível.

No meio de toda a confusão, o empresário do espanhol, Luiz Garcia Abad, deu uma declaração no mínimo estranha: "Alonso não pode ser forçado a sair da McLaren sem nossa aprovação". Ué, mas não era o bicampeão quem tentava de qualquer maneira deixar o time prateado? Agora eu me perdi...

São poucas as certezas no caso Alonso. Uma delas é que advogados do espanhol já estão em Londres discutindo uma rescisão de contrato amigável com a McLaren. O objetivo de Alonso é conseguir a liberação sem pagar a multa de 30 milhões de dólares. Se tudo der certo, já deveremos saber se o bicampeão permanece ou não na McLaren nos próximos dias.

De qualquer maneira, a novela sobre o futuro de Alonso ainda deve se arrastar por várias semanas...


Trinta e dois milhões de dólares. Esse foi o prejuízo total que o Grande Prêmio da Austrália rendeu ao governo de Victoria, estado onde está localizada a cidade de Melbourne. Pelo terceiro ano consecutivo, a prova foi um enorme desastre em termos financeiros. Pior do que isso: o rombo vai aumentando a cada temporada.

Em 2005, o prejuízo foi de US$13 mi. Um ano depois, chegou a US$ 19 mi. E, agora, chega à alarmente casa de US$ 32 mi. As causas? Baixa procura por ingressos e falta de patrocinadores e divulgação. Apesar de tudo, o G.P. da Austrália tem contrato com a Fórmula 1 até 2010, e dificilmente sai do calendário antes disso.

Enquanto isso, o G.P. Brasil é um grandioso sucesso. Vale lembrar que, ao sediar a finalíssima da temporada 2007, São Paulo lucrou aproximadamente R$170 mi, transformando a corrida da Fórmula 1 no principal evento turístico da cidade. O contrato de Interlagos com a Formula One Management, aliás, já foi renovado até 2014.

A última notícia em relação ao G.P. Brasil é que o Rio de Janeiro chegou a cogitar uma tentativa de recuperar a prova, que não é realizada na cidade desde 1989. Segundo o jornalista Téo José, o governador Sérgio Cabral levou o assunto até Brasília, mas as autoridades de São Paulo foram mais rápidas e garantiram a renovação do acordo com a FOM.

Agora, fica a dúvida: se a corrida fosse no Rio, seria aonde exatamente? No meio-autódromo de Jacarepaguá?


A GP2 iniciou sua pré-temporada com uma semana de testes coletivos em Paul Ricard, na França. As atividades começaram ontem e vão se alongar até sexta-feita. No primeiro dia de ensaios, Andreas Zuber levou a melhor. Correndo pela Minardi Piquet, o austríaco - que tem um teste com a Honda marcado para novembro - foi o melhor dos 26 pilotos participantes.

Logo atrás, veio Luca Filippi, da DPR. Terceiro colocado na última temporada da GP2, o italiano é outro que deve dar suas voltinhas pela Honda. Na seqüencia, apareceram o venezuelano Pastor Maldonado (iSport) e o melhor estreante do dia, o francês Romain Grosjean (ART). Por sua vez, Alberto Valério - representante único do Brasil - fechou em 15º, com um carro da Durango.

Nesta quarta, 28 pilotos entraram na pista para o segundo dia de ensaios. Dessa vez, quem se deu bem foi Luca Filippi, que terminou no topo da tabela de tempos. O italiano, só para constar, andou hoje pela equipe ART. Logo a seguir, Pastor Maldonado ganhou uma posição e fechou na vice-liderança, deixando Andreas Zuber - agora sendo testado pela Campos - no terceiro lugar.

No dia de hoje, três brazucas participaram das atividades. O melhor deles foi Alberto Valério, da Trident, em 19º. Um pouco mais atrás, apareceram Diego Nunes (Minardi by Piquet), o 21º, e Carlos Iaconelli (Durango), que completou o dia em 23º. A seguir, a classificação dos testes de Paul Ricard da GP2:

Ensaios de terça-feira:

1. Andreas Zuber/Áustria/Minardi by Piquet, 1:12.741s
2. Luca Filippi/Itália/DPR, 1:13.090s
3. Pastor Maldonado/Venezuela/iSport, 1:13.213s
4. Romain Grosjean/França/ART, 1:13.262s
5. Adrian Valles/Espanha/FMS, 1:13.483s
15. Alberto Valerio/Brasil/Durango, 1:14.340s

Ensaios de quarta-feira:
1. Luca Filippi/Itália/ART, 1:12.853s
2. Pastor Maldonado/Venezuela/iSport, 1:13.071s
3. Andreas Zuber/Áustria/Campos, 1:13.084s
4. Sebastien Buemi/Suíça/Arden, 1:13.300s
5. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:13.447s
19. Alberto Valerio/Brasil/Trident, 1:14.370s
21. Diego Nunes/Brasil/Minardi by Piquet, 1:14.546s
23. Carlos Iaconelli/Brasil/Durango, 1:14.591s

Os testes em Paul Ricard só terminam na sexta. Amanhã, as atividades continuam.


O vídeo do dia é uma coletânea de imagens históricas. Começando em 1981, elas mostram algumas das maiores vitórias já conquistadas pelo Brasil na Fórmula 1, narradas por Galvão Bueno, Luciano do Valle, Cléber Machado e Luiz Alfredo. Vale rever a primeira execução do "Tema da Vitória" - no triunfo de Nelson Piquet no G.P. do Brasil de 1983 - o famoso "Eu já sabia, eu já sabia!", entre outros momentos inesquecíveis:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando os números 3, 2 e 1 da lista dos Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

Caso de espionagem rende primeiro constrangimento à McLaren

A dolorosa multa de 50 milhões de dólares não foi o único prejuízo que a McLaren teve por envolver-se no fatídico caso de espionagem. Além de sofrer as conseqüências no bolso, o time prateado ainda vai ser obrigado a passar por um constrangimento e tanto: submeter seu modelo 2008 a uma inspeção rigorosa da FIA.

Em entrevista à rede BBC, o presidente da entidade, Max Mosley, defendeu a importância da vistoria no futuro carro da equipe inglesa. Nas suas próprias palavras: "Vamos fazer de tudo para ter certeza de que a McLaren não vai carregar idéias da Ferrari". À primeira vista, pode até parecer que Mosley está apenas defendendo a "justiça" no esporte. Mas será que essa é a única razão para a inspeção?

Aqui, o golpe é na moral da McLaren. Porque não existe, realmente, necessidade de fazer a tal "avaliação". O objetivo é essencialmente político: a FIA deseja dar uma demonstração de força, dando a entender que está observando qualquer tipo de ato suspeito na equipe inglesa. Claro que vai ser feita uma procura por elementos "copiados".

Mas a entidade não tem parâmetros para determinar se a McLaren, de fato, usou algum dado roubado da Ferrari. Primeiro: a própria equipe vermelha não cedeu suas informações mais sigilosas à FIA. Sendo assim, os inspetores não tiveram contato com todos os dados que poderiam ter sido aproveitadas pela McLaren. Como saber se o elemento é "copiado" se o "original" também não é conhecido?

Além disso, há outro problema: segundo Mosley, os avaliadores vão ser "especialistas externos". Ou seja, gente que não é do mundo da Fórmula 1, nem acompanha o ritmo de desenvolvimento frenético a que chegam os carros da categoria. Será que, não sendo do meio, essas pessoas vão ser capazes de identificar semelhanças entre McLaren e Ferrari? Parece difícil.

A princípio, eu seria favorável à vistoria. Considerando as circunstâncias, porém, sou contra. Porque os inspetores precisam ser especialistas na categoria. E todos os experts da tecnologia da Fórmula 1, hoje em dia, estão empregados em alguma equipe. Fazer uma avaliação imparcial do modelo 2008 da McLaren é, portanto, simplesmente inviável.

Por fim, existe um último motivo para não acreditar na ingenuidade da vistoria da FIA: Max Mosley admitiu que, mesmo se fossem achados elementos ilegais, a McLaren não vai seria impedida de correr o campeonato. No máximo, o time prateado ficaria impedido de competir entre os construtores, como neste ano.

Posso estar errado, mas essa "avaliação" está parecendo mais uma "encenação".

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007 - Números 6, 5 e 4

Continuamos, hoje, a contagem dos pilotos que mais se destacaram durante a temporada 2007, na primeira das listas especialmente montadas para fazer um balanço do campeonato recém-terminado. A ordem de hoje - já vou avisando - deve vai render polêmica. Sem perder mais tempo, vamos lá:

10. Heikki Kovalainen
9. Adrian Sutil
8. Robert Kubica
7. Sebastian Vettel
SEXTO COLOCADO - Nico Rosberg

O sexto lugar na lista é o mínimo que Nico Rosberg merece após sua espetacular temporada 2007. Batido por Mark Webber em seu ano de estréia, o alemão iniciou o campeonato cercado de desconfiança. Sua recuperação, porém, foi impressionante. Meses depois, ninguém mais ousava duvidar do potencial de Rosberg.

Por que, então, o herdeiro de Keke não fica mais à frente neste ranking? Muito simples: por mais que tenham sido excelentes as atuações de Rosberg, os resultados não acompanharam o mesmo ritmo. Se o sistema de pontuação fosse aquele que valeu até 2002, por exemplo, ele teria perdido a disputa interna para Alexander Wurz: 7 a 6.

Mas criticar Rosberg por esse motivo é uma injustiça. Em várias oportunidades, faltou sorte ou uma tática mais inteligente para o alemão chegar nos pontos. No fim, o nono lugar na tabela dos pilotos foi pouco. Considerando o desempenho de Rosberg, ele merecia estar um pouco mais acima. Afinal, algumas de suas corridas foram simplesmente sensacionais.

Já no primeiro G.P. do ano, na Austrália, Rosberg mostrou que a Williams não seria a lanterna que muitos esperavam. Com um ótimo sétimo, calou seus críticos e iniciou uma seqüência de boas performances, nem sempre recompensadas com pontos. Nessa fase do campeonato, apenas um sexto lugar na Espanha vale ser mencionado. De resto, muito azar e decepção. Em Indianapolis, por exemplo, Rosberg quebrou a poucas voltas do fim, quando era sexto.

Mas sua sorte virou na segunda metade do ano. Entre as corridas de Hungria e Bélgica, foram quatro chegadas consecutivas nos pontos. E depois, em Interlagos, ele foi quarto, derrotando a dupla da BMW na sua melhor corrida do ano. Rosberg terminou a temporada em tão boa forma que passou a ser considerado o principal candidato a substituir Fernando Alonso na McLaren. Uma oportunidade que, convenhamos, seria bastante merecida.

Pontos altos: Austrália, Bélgica e Brasil
Pontos baixos: Estados Unidos, Europa e Japão
Posição final no campeonato: 9º, com 20 pontos
Em 2008: Provável titular de Williams ou McLaren

QUINTO COLOCADO - Felipe Massa

Talvez posicionar Felipe Massa apenas na quinta posição da lista seja uma injustiça. Afinal, o piloto brasileiro mostrou toda a sua capacidade em 2007 ao vencer três corridas e desempenhar um papel vital na conquista do título de Kimi Raikkonen. Mas, apesar de tudo isso, não há como evitar um ar de certa decepção com o resultado final de Massa.

Dos quatro protagonistas da temporada, ele foi o único a chegar na finalíssima do ano sem possibilidades de levar o troféu de campeão. Não só por culpa de Massa, é claro. De qualquer maneira, o desempenho do brasileiro ficou, sim, um pouquinho abaixo do seu potencial. Considerando sua capacidade, Massa poderia ter conseguido muito mais.

No início do ano, o brasileiro precisava aproveitar as dificuldades de adaptação de Raikkonen à Ferrari para estabelecer-se como principal piloto da equipe. Nas duas corridas iniciais, porém, Massa começou patinando. Problemas mecânicos na Austrália e uma saída de pista na Malásia fizeram surgir as primeiras críticas ao brasileiro. Pressionado, Massa reagiu da melhor forma possível.

Duas vitórias incontestáveis, no Bahrein e na Espanha, colocaram a temporada do brasileiro de volta aos trilhos. Só que a Ferrari perdeu performance e Massa caiu junto com a equipe. Seguiu-se, então, o polêmico "erro do sinal" no Canadá, quando ele saiu do pit lane sem autorização e foi desclassificado. A partir daí, os resultados de Massa não seriam mais os mesmos: até o fim do ano, apenas mais um triunfo, na Turquia.

Tirando isso, alguns azares (Inglaterra, Hungria, Itália) e corridas sem inspiração (Bélgica, China) afastaram Massa da luta pelo título de vez. Seu prestígio na Ferrari, porém, permaneceu inabalado, principalmente depois que ele facilitou a vitória - e o título - de Raikkonen em Interlagos. Agradecida, a equipe vermelha renovou o seu contrato. Um justo reconhecimento para o esforço de Massa.

Pontos altos: Bahrein, Espanha e Turquia
Pontos baixos: Malásia, Canadá e Hungria
Posição final no campeonato: 4º, com 94 pontos
Em 2008: Titular garantido da Ferrari

QUARTO COLOCADO - Nick Heidfeld

Será exagero colocar Nick Heidfeld na quarta posição entre os melhores pilotos do ano? Depende do ponto de vista. Um fato, porém, é certo: nenhum piloto recuperou tanto a sua imagem ao longo da temporada 2007 do que Heidfeld. Pela primeira vez desde que conquistou com autoridade o título da Fórmula 3000, em 1999, o atual piloto da BMW está sendo tratado com bastante respeito.

Quanto a temporada começou, praticamente ninguém apostava em Heidfeld na disputa interna contra Robert Kubica. Mas o alemão surpreendeu. Adaptou-se muito bem aos pneus Bridgestone e emplacou uma série de resultados excepcionais logo de cara, conseguindo três quartos lugares consecutivos nos primeiros GPs. do ano.

No Bahrein, Heidfeld realizou uma ultrapassagem, por fora, simplesmente magnífica sobre Fernando Alonso. Estariam a BMW e o alemão perto de uma inédita vitória? Infelizmente, não. A Fórmula 1 iniciou sua fase européia e não demorou a ficar claro que Ferrari e McLaren estavam um degrau acima do resto. Nesse "resto", porém, o destaque principal era Heidfeld.

Sem possibilidades de discutir vitória, o alemão passou a exibir sua maior especialidade: catar resultados. Embora ainda não consiga criar oportunidades, Heidfeld sabe aproveitá-las quando elas aparecem. No Canadá, por exemplo, ele conseguiu um ótimo segundo lugar. Mais tarde, na Hungria, veio o único outro podium do ano, quando o piloto da BMW foi terceiro.

Heidfeld pode não ter sido espetacular, mas foi eficiente ao extremo. Vejam só: em 17 corridas, o alemão pontuou em 14. O mesmo número de Felipe Massa, por exemplo. Contrariando a expectativa de muitos, Heidfeld conseguiu estabelecer-se na BMW. Agora, ele é peça chave na equipe. Para o reconhecimento final, falta apenas apagar a única mancha no currículo: o fato de nunca ter vencido um G.P. na Fórmula 1.

Pontos altos: Bahrein, Canadá e Hungria
Pontos baixos: Espanha, Estados Unidos e Japão
Posição final no campeonato: 5º, com 61 pontos
Em 2008: Titular garantido da BMW

A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, apresentando os número 3, 2 e 1 da lista dos Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O boato do dia: Barrichello pode correr na Super Aguri em 2008

(O Blog F1 Grand Prix ficou fora do ar durante algumas horas na tarde desta terça, mas os problemas já parecem ter sido resolvidos. Peço desculpas a todos pelo inconveniente! Vamos torcer para que o servidor não caia mais...).

Rubens Barrichello pode estar com os dias contados na Honda. Segundo a tradicional e prestigiada revista F1 Racing, o piloto brasileiro corre risco de ser transferido para a Super Aguri no ano que vem, por conta de seus maus resultados na temporada recém-encerrada. A reportagem não poupa críticas a Rubinho, que não conseguiu marcar pontos em 2007:

"Nós achamos que ele está assustado. Já é hora de se aposentar, não é mesmo?", teria dito um engenheiro da Honda à F1 Racing. Ainda de acordo com a matéria, o time nipônico supostamente perdeu a paciência com Rubinho durante o fim de semana do G.P. da China, em Xangai. Naquela oportunidade, o piloto brasileiro não passou de 15º, enquanto Jenson Button fechou em quinto.

E aí? Dá para acreditar na tese da F1 Racing? Vamos com calma. Para quem não lembra, a Honda já anunciou duas vezes Barrichello e Button como titulares em 2008. A primeira confirmação veio em julho, durante o G.P. da França. Meses depois, quando a Fórmula 1 visitava o Japão, o diretor Nick Fry voltou a divulgar um comunicado assegurando que a dupla permaneceria no ano seguinte.

Parece difícil imaginar que, depois de tudo isso, a Honda fosse simplesmente mudar de idéia em relação a Rubinho. Rebaixá-lo à Super Aguri é uma atitude drástica demais para os padrões japoneses. A revista F1 Racing é bem vista nos bastidores da Fórmula 1, é verdade. Dessa vez, porém, a reportagem não faz muito sentido.

Rubinho tem contrato com a Honda até o fim de 2008. Na próxima temporada, ao menos, ele está garantido. Seus problemas só devem começar, mesmo, quando a dança das cadeiras para 2009 for iniciada. Porque, se mantiver o baixo nível das suas recentes atuações, Barrichello não vai interessar a nenhuma equipe.

O ano que vem será a última oportunidade para Rubinho mostrar serviço.


A novela "Para onde vai Fernando Alonso?" já toma contornos de comédia. Nesta terça, o futuro do espanhol, por incrível que pareça, foi ligado a mais uma equipe. Agora, a bola da vez é a Red Bull. Segundo o site Grand Prix - o mesmo que chegou a cogitar a possibilidade de Alonso substituir Felipe Massa na Ferrari - o bicampeão também está negociando com a equipe das bebidinhas energéticas.

Conte conosco: McLaren, Ferrari, BMW, Renault, Williams, Toyota e Red Bull. Sete escuderias. O que elas têm em comum? Fácil: todas já foram ou ainda são indicadas como prováveis destinos de Fernando Alonso na próxima temporada. Parece até que já virou brincadeira. Apenas Honda, Super Aguri, Toro Rosso, Force India e Prodrive ficaram fora da festa. Por enquanto, não é mesmo?

Sobre a possibilidade de Alonso acertar com a Red Bull, poucas informações. O Grandprix se limita a comentar que a negociação está emperrada porque o espanhol deseja um contrato de um ano, enquanto a equipe quer um compromisso mais longo. Pela mesma razão, aliás, as conversas entre Alonso e a Renault chegaram a um impasse.

A única certeza em toda essa novela é que advogados do bicampeão já estão na Inglaterra para discutir a rescisão do contrato de Alonso com a McLaren. O período da negociação, porém, pode chegar a duas semanas. Até lá, ainda resta muito tempo para que as equipes não interessadas em Alonso resolvam tirar uma casquinha.

Como disse o internauta "Pantaneiro" - sempre presente nos comentários do Blog - só falta a RC Competições, da Stock Car, tentar a contratação do espanhol...


Virou praxe entre pilotos que não ainda acertaram com nenhum time para 2008 anunciar algo do tipo: "Estou negociando com três ou quatro equipes". Nas últimas semanas, Ralf Schumacher, Christian Klien e Adrian Sutil foram alguns dos que deram declarações nesse tom. Agora, é a vez do campeão da GP2, Timo Glock.

O alemão, que chegou a ser dado como titular certo da Toyota na próxima temporada, continua com o futuro indefinido. Nesta terça, porém, o empresário de Glock revelou à revista Auto Motor und Sport que existem quarto equipes interessadas em contratar os serviços do campeão da GP2. Além da própria Toyota, Williams, Honda, Renault e até McLaren são apontadas como supostas candidatas.

De acordo com rumores recentes, Glock teria recusado um contrato de longa duração com a Toyota porque gostaria de ficar livre para negociar com outras equipes, visando a temporada de 2009. A esperança do alemão é que abra uma vaga na BMW, onde ele já trabalhou como piloto de testes. Se essa versão é verdadeira, então Glock foi mais ambicioso do que sensato.

Com todo respeito ao alemão, mas ele não tem peito para recusar uma oferta da Toyota. Ainda mais sendo de longa duração, o que garantiria uma estabilidade rara na Fórmula 1. Caso a BMW precise de um novo piloto em 2009, há um candidato muito mais forte do que Glock: Sebastian Vettel. Posso estar errado, mas parece que o campeão da GP2 quis dar um passo maior do que as pernas.

Para alguém do nível de Glock, uma vaga na Toyota já estaria de excelente tamanho.


O vídeo do dia é uma pequena diversão após um dia de trabalho. As imagens mostram cenas de bastidores das temporadas de 1987 a 1993, quando a Fórmula 1 já era muito profissional mas ainda não havia chegado aos níveis de chatice atuais. Vale a pena conferir preciosidades como Michael Schumacher andando de cavalinho com Martin Brundle e Aguri Suzuki tomando um tombaço de bicicleta:



Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando os números 6, 5 e 4 da lista dos Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Ferrari comemora o título em Mugello

Não poderia passar batido pelo Blog o evento espetacular que a Ferrari realizou no circuito de Mugello, no último sábado. Comemorando o título inédito de Kimi Raikkonen e os seus 60 anos de história, a equipe vermelha exibiu-se para um público em delírio. Os tifosi, certamente, não vão esquecer a festa tão cedo.

Os quatro pilotos da Ferrari - Kimi Raikkonen, Felipe Massa, Marc Gené e Luca Badoer - andaram pela pista e executaram as firulas de sempre, como os famosos "zerinhos". Além deles, também estiveram presentes em Mugello toda a cúpula da equipe vermelha, como Jean Todt e Luca di Montezemolo, além do heptacampeão mundial Michael Schumacher.

Aposentando desde o fim de 2006, o alemão não chegou a dar uma voltinha no modelo F2007, mas tirou fotos dentro do cockpit do carro. Ao contrário do que dizem alguns boatos bastante fantasiosos, Schumacher nem pensa em voltar a competir na Fórmula 1. Agora, seu próximo compromisso como piloto é o Desafio das Estrelas, a ser disputado em Santa Catarina nos dias 24 e 25 de novembro (lembrete do Fábio do Rio Kart).

Enquanto isso, Kimi Raikkonen continua em lua de mel com a vitória. Ainda impactado com o incrível triunfo em Interlagos, o finlandês afirmou: "Estou amando a Fórmula 1 de novo". Pelo visto, as comemorações ainda não terminaram. E ainda vão durar um bom tempo: Raikkonen só volta a trabalhar em dezembro. Antes disso, Felipe Massa vai ser o encarregado pelos testes de novembro.

Por sua vez, o diretor Jean Todt disse no evento da Ferrari em Mugello que "as conquistas da Ferrari em 2007 foram uma demonstração da nossa capacidade". O francês, aliás, ainda deu uma declaração curiosa: "Sou sincero. Eu não teria apostado em Kimi para o título no início da temporada. Era apenas o primeiro ano dele com a gente...". Pelo visto, Raikkonen surpreendeu até o chefe.

O evento de Mugello não pode iludir os adversários da Ferrari. Apesar da festança, a equipe vermelha nunca vai se dar como satisfeita. Em 2008, o objetivo é único e claro: manter os títulos de pilotos e construtores. Qualquer outro resultado seria uma decepção. Até porque a principal adversária da Ferrari, a McLaren, deve ser atrasada pela multa de US$50 milhões de dólares em virtude do caso de espionagem.

Pode ser muito cedo para dizer isso, mas a impressão é que a Ferrari já larga como franca favorita no campeonato de 2008.


Crédito das fotos:
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Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007 - Números 10, 9, 8 e 7

A partir de hoje, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix inicia uma nova fase. Durante as próximas semanas, as listas vão funcionar como um review da temporada 2007, repassando tudo o que de melhor aconteceu no campeonato recém-encerrado. Começamos com o mais simples e polêmico dos rankings: "Os Dez Melhores Pilotos".

Para quem gosta do formato tradicional da seção, um lembrete: no fim de novembro, as listas da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix voltam a falar de fatos históricos da Fórmula 1. Por enquanto, porém, o foco é na análise da temporada que terminou há nove dias. Sem perder mais tempo, lá vamos nós:

DÉCIMO COLOCADO - Heikki Kovalainen

No início da temporada, muita gente apostava em Heikki Kovalainen como o "novato do ano". Vice-campeão da GP2 em 2005, o finlandês fazia sua estréia na Fórmula 1 após ganhar bastante quilometragem como piloto de testes da Renault. A expectativa era grande, mas Kovalainen começou o campeonato derrapando.

Sua primeira corrida - na Austrália - foi um "desastre", nas palavras de seu próprio chefe, Flavio Briatore. Kovalainen não passou de décimo com o carro da campeã do ano anterior, tendo saído da pista ao menos três vezes durante a prova. Não demorou muito e o finlandês viu-se ofuscado pelo também novato Lewis Hamilton, que conseguia resultados espetaculares com a McLaren.

Depois de cinco Grandes Prêmios, Kovalainen havia marcado apenas três pontos. Seu companheiro, o veterano Giancarlo Fisichella, já tinha 13. A imprensa especulava: Nelsinho Piquet substituiria o finlandês depois da rodada norte-americana da Fórmula 1, no Canadá e nos Estados Unidos. Kovalainen estava por um fio, e precisava urgentemente reagir.

Aí, finalmente, o finlandês mostrou do que era capaz. Um quarto lugar em Montreal foi o primeiro sinal de mudança. Com o emprego garantido, as performances de Kovalainen passaram a evoluir. Entre os G.Ps. da Inglaterra e do Japão, ele pontuou sete vezes consecutivas. A boa fase culminou com a segunda colocação no aguaceiro de Fuji, que recompensou todo o trabalho duro de Kovalainen.

No fim da temporada, seu companheiro Giancarlo Fisichella já estava derrotado. O placar final: Kovalainen 30 a 21. Foi mais apertado do que o esperado. Ao menos, porém, o finlandês levou a melhor. Para o ano que vem, Kovalainen ainda não tem vaga garantida na Renault, mas é quase certo que ele continua na Fórmula 1. Considerando seu potencial e as performances consistentes na segunda metade de 2007, ele merece.

Pontos altos: Canadá, Turquia e Japão
Pontos baixos: Austrália, França e Brasil
Posição final no campeonato: 7º, com 30 pontos
Em 2008: provável titular de Renault, Williams ou McLaren

NONO COLOCADO - Adrian Sutil

"O Natal chegou mais cedo para mim". Foram essas as palavras de Adrian Sutil logo após o anúncio de sua contratação pela Spyker como titular, em dezembro do ano passado. Mais um dos numerosos pilotos de testes do time laranja, Sutil levou a melhor no processo de seleção da equipe. Sua escolha, porém, era vista com ceticismo pela maioria dos especialistas.

Na disputa interna da Spyker, o amplo favorito era o holandês Christijan Albers, que já tinha dois anos de experiência como titular na Fórmula 1. Mas, logo de início, Sutil mostrou que era um adversário difícil de ser batido. No G.P. inaugural da temporada, na Austrália, o alemão derrotou seu companheiro de equipe no grid e conseguiu chegar ao fim da prova, enquanto Albers abandonou ao sair da pista.

Nas corridas seguintes, ficou claro que a Spyker tinha o carro mais fraco do pelotão. Seus dois pilotos invariavelmente largavam da última fila do grid, com a única motivação de lutar um contra o outro. E, nessa disputa, Sutil começou a se sobressair. Após cinco corridas, o novato alemão já dava uma goleada de 4 a 1 em classificações.

Em Mônaco, um momento especial: no treino de sexta - disputado em condições adversas de tempo - Sutil faz uma volta rápida nos último segundos e, aproveitando a pista que seca, termina com o melhor tempo da sessão. A Spyker comemora bastante o feito inédito. Mais do que nunca, Sutil havia se tornado o principal piloto da equipe.

Após o já famoso "episódio da mangueira", Albers perdeu seu emprego na equipe. Ao mesmo tempo, Sutil estabelecia-se como uma jovem promessa da Fórmula 1. O pontinho conquistado na chuva do G.P. do Japão foi uma tremenda façanha, considerando a lentidão de seu carro. Agora, ele deve continuar na Spyker em 2008, renomeada Force India F1. Uma injustiça. Depois do que mostrou em seu ano de estréia, Sutil merece muito mais.

Pontos altos: Mônaco, Bélgica e Japão
Pontos baixos: Malásia, China e Brasil
Posição final no campeonato: 19º, com 1 ponto
Em 2008: Provável titular de Force India F1, Toyota ou Williams

OITAVO COLOCADO - Robert Kubica

Seis corridas foram suficientes para colar ao lado de Robert Kubica o rótulo de "nova estrela da Fórmula 1". Em 2006, o polonês substituiu Jacques Villeneuve na BMW em alto estilo, conseguindo um performance marcante no G.P. da Itália, quando conquistou um excepcional terceiro lugar. Assim, no início da temporada 2007, a maioria apostava em Kubica na disputa interna contra Nick Heidfeld.

Mas começo do ano foi bastante difícil para o polonês. Por alguma razão, o modelo da BMW, que sofria de um crônico problema de câmbio, parecia quebrar somente nas mãos de Kubica. E, assim, Heidfeld abriu uma distância confortável nas primeiras provas, marcando 15 pontos contra apenas três do polonês.

Kubica reagiu na Espanha e em Mônaco, provas em que foi claramente superior ao companheiro de equipe. Em seguida, porém, veio o terrível acidente no G.P. do Canadá. E, junto com a pancada, a dúvida: será que o impacto traumatizante afetaria o desempenho do jovem polonês? Muito pelo contrário. Kubica retornou mais forte do que nunca.

As corridas seguintes mostraram toda a capacidade do polonês. Ele conseguiu dois quartos lugares - na França e na Inglaterra - batendo Heidfeld sem maiores dificuldades. Depois, até o fim do ano, Kubica ainda teria atuações bastante destacadas no Japão, onde travou um duelo absolutamente espetacular contra Felipe Massa, e na China, quando quebrou enquanto liderava a corrida.

Muitos pilotos nunca mais foram os mesmos após sofrerem graves acidentes. Nelson Piquet, por exemplo, admitiu ter perdido parte de seu instindo após sua batida em San Marino, 1987. Com Kubica foi diferente. Após ter passado por uma experiência horrível, o polonês apenas se forteleceu. Agora, na próxima temporada, ele deve continuar sua evolução. Uma primeira vitória não seria surpresa.

Pontos altos: Espanha, França e Japão
Pontos baixos: Austrália, Malásia e Canadá
Posição final no campeonato: 6º, com 39 pontos
Em 2008: Titular confirmado da BMW

SÉTIMO COLOCADO - Sebastian Vettel

Quando Sebastian Vettel assinou com a Toro Rosso para as corridas finais da temporada 2007, meu primeiro pensamento foi: "esse garoto pode jogar a carreira pela janela". Alguns meses depois, porém, o jovem alemão provou que eu estava redondamente errado. Vettel não só deu certo na Toro, como ganhou status de provável futuro campeão da Fórmula 1.

E não é exagero. No início dessa temporada, a experiência de Vettel era limitadíssima. Mesmo assim, a BMW apostou no alemão, assinando com ele para o cargo de piloto de testes. Vettel impressionou tanto que se sobressaiu ao outro piloto reserva da equipe, o rápido Timo Glock. Se algo acontecesse com os titulares da BMW, Vettel seria o escolhido para substituí-los.

Foi aí que Robert Kubica se arrebentou no G.P. do Canadá, e alemão ganhou uma inesperada oportunidade em Indianapolis. Justamente no maior templo do automobilismo mundial, Vettel estreou com um oitavo lugar, tornando-se o piloto mais jovem a marcar pontos em toda a trajetória na Fórmula 1. Apenas aos 19 anos de vida, Vettel já havia escrito seu nome na história da categoria.

O desempenho do alemão chamou a atenção da Toro Rosso, que o contratou para o lugar de Scott Speed. Na filial da Red Bull, as chances de Vettel eram supostamente limitadas. Afinal, o melhor resultado da equipe na temporada, até ali, havia sido um nono lugar. Vettel dificilmente conseguiria aparecer bem. Certo? Errado. Muito errado. Nos sete G.Ps. em que tomou parte pela Toro, Vettel fez muito mais do que a equipe sonharia.

No Japão, o alemão chegou a andar em terceiro antes de jogar tudo fora ao chocar-se com Mark Webber. Seria uma oportunidade única desperdiçada? Nada disso. Logo na prova seguinte, na China, veio um espetacular quarto lugar. Sem dúvida alguma, deslumbrar um futuro glorioso para Vettel não é nenhum exagero. O alemão, certamente, é um campeão mundial em potencial.

Pontos altos: Estados Unidos, Japão e China
Pontos baixos: Hungria, Turquia e Itália
Posição final no campeonato: 14º, com 6 pontos
Em 2008: Titular confirmado da Toro Rosso

A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, apresentando os números 6, 5 e 4 da lista dos Dez Melhores Pilotos da Temporada 2007. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net