sábado, 28 de julho de 2007

Camilo troca domínio de sexta pela supremacia no sábado

Nas quatro corridas deste ano, Thiago Camilo (à esquerda) havia sido sempre o mais rápido nos treinos de sexta-feira. No resto do fim de semana, porém, seu desempenho caía e ele não conseguia ser o melhor na classificação e nem na corrida. Apesar disso, sua consistência o colocara como líder do campeonato.

Apenas hoje, no treino de definição do grid de largada para a etapa de amanhã, em Londrina, Thiago bateu todos os seus rivais e cravou a pole. Desde já, é o grande favorito para a corrida de amanhã.

Na classificação deste sábado, os principais rivais de Camilo foram a dupla da Neosoro JF, Rubem Fontes e Valdeno Brito (à direita), além do atual campeão e palpite do Blog, Cacá Bueno. Eles terminaram o treino nas posições seguintes, nesta ordem.

Completando os dez melhores - os que passaram para a superpole - estão algumas figuras tarimbadas e outras nem tanto. Ricardo Maurício e Daniel Serra, pilotos que vêm se destacando em 2007, fecharam em quinto e décimo, respectivamente.

Já o grande Ingo Hoffman (à esquerda) terminou o dia em oitavo. Com sua regularidade, o "Alemão" deverá conseguir, neste ano, a vaga para o play-off que lhe escapou na última temporada. Atualmente, o piloto da AMG é o quarto na tabela do campeonato, com 42 pontos, 10 a menos que o líder Thiago Camilo.

As gratas surpresas no grupo da frente foram Paulo Salustiano, Nonô Figueiredo e Juliano Moro. Eles fecharam, pela ordem, em 6º, 7º e 9º. Resta saber se conseguirão manter o ritmo na corrida de amanhã.

Entre o resto do pelotão, vale a pena fazer alguns destaques. Chico Serra, por exemplo, espantou a péssima fase pela qual vinha passando ultimamente. O ex-piloto da Fórmula 1 e tri-campeão da Stock foi 11º no grid. De longe, seu melhor resultado no ano.

Por sua vez, Giuliano Losacco, o vencedor das temporadas de 2004 e 2005, melhorou seu desempenho em relação aos treinos de ontem. Mesmo assim, não passou de 15º. Ainda está bem abaixo de suas capacidades e de Thiago Camilo, seu companheiro de equipe.

Figuras conhecidas, Luciano Burti, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi e Antonio Pizzonia (à direita) ficaram do meio para o fim do pelotão. Foram, respectivamente, 22º, 26º, 33º e 36º. Por fim, o vencedor da última etapa, Antonio Jorge Neto, ficou apenas em 25º, longe de Cacá Bueno, seu parceiro na Eurofarma.

A seguir, os dez primeiros:

1. Thiago Camilo/São Paulo/Texaco Vogel, 1:19.099s, com um Chevrolet Astra
2. Ruben Fontes/Goiás/Neosoro JF, 1:19.184s, com um Peugeot 307
3. Valdeno Brito/Paraíba/Neosoro JF, 1:19.382s, com um Peugeot 307
4. Cacá Bueno/Rio de Janeiro/Eurofarma, 1:19.763s, com um Mitsubishi Lancer
5. Ricardo Mauricio/São Paulo/Medley Mattheis, 1:19.644s, com um Chevrolet Astra
6. Paulo Salustiano/São Paulo/M4T, 1:19858s, com um Chevrolet Astra
7. Nono Figueiredo/São Paulo/Officer Pamplona's, 1:19.900s, com um Mitsubishi Lancer
8. Ingo Hoffman/São Paulo/AMG, 1:19.935s, com um Mitsubishi Lancer
9. Juliano Moro/Rio Grande do Sul/Nascar, 1:20.302s, com um Mitsubishi Lancer
10. Daniel Serra/São Paulo/Red Bull, 1:20.261s, com um Volkswagen Bora

A corrida tem largada marcada para o meio dia de amanhã. O Sportv transmite.


Preciso pedir desculpas pela segunda mancada do fim de semana. Ontem, depois de ter confundido o dia da primeira bateria da Fórmula 3 Inglesa, o escriba do Blog disse que a segunda teria lugar apenas no domingo. Enganei-me de novo. Culpa do site da categoria, cujo contador está sempre marcando errado as horas que faltam para as etapas.

De qualquer forma, não há transmissão ao vivo da Fórmula 3 Inglesa para o Brasil. Apenas o Speed passa os melhores momentos das corridas, em horários praticamente escondidos do público. Infelizmente, nem uma grade atualizada de programação o canal possui no seu site.

Hoje, em Spa-Francorchamps, venceu o inglês Jonathan Kennard, após um corrida confusa. A chuva caiu pouco antes da largada e, como era de esperar, alguns pilotos se enrolaram com a pista molhada. O pior incidente aconteceu com o angolano Ricardo Teixeira, que bateu na Eau Rogue e chegou a causar a entrada do Safety Car.

No final, Kennard (à direita) segurou a pressão do alemão Maro Engel, que terminou em segundo. Completou o podium o vencedor da etapa de ontem, Sam Bird, logo à frente da aposta furada do Blog, Stephen Jelley. Os brasileiros Mario Moraes e Alberto Valério aparecerem bem. Foram, na ordem, 5º e 7º.

O líder do campeonato e também palpite do Blog, Marko Asmer, não passou de 8º. Ele tem 198 pontos, contra 138 de Sam Bird. Na seqüência, vêm Maro Engel e Stephen Jelley, com 126 e 122, respectivamente. Alberto Valério é o oitavo, com 70, e Mario Moraes o 14º, com 19. Logo abaixo, os dez primeiros de hoje:

1. Jonathan Kennard/Inglaterra/Raikkonen Robertson, 8 voltas em 31:27.172s
2. Maro Engel/Alemanha/Carlin, a 0.600s
3. Sam Bird/Inglaterra/Carlin, a 1.224s
4. Stephen Jelley/Inglaterra/Raikkonen Robertson, a 1.700s
5. Mario Moraes/Brasil/Carlin, a 1.885s
6. Atte Mustonen/Finlândia/Raikkonen Robertson, a 2.263s
7. Alberto Valerio/Brasil/Carlin, a 3.016s
8. Marko Asmer/Estônia/HiTech, a 4.006s
9. Niall Breen/Irlanda/Carlin, a 6.583s
10. Rodolfo Gonzalez/Venezuela/T-Sport, a 6.623s

A próxima rodada dupla da categoria será em Silverstone, na Inglaterra, no final de semana de 10 a 12 de agosto.


Já foram definidos os grids de largada de outras quatro categorias que realizarão suas etapas neste domingo, excluindo a Stock Car. De acordo com os resultados até aqui, o Blog corre sério risco de zerar, pela primeira vez, no acerto dos vencedores. Depois de matar 4 de 6 possíveis na última oportunidade, a situação está muito mais difícil neste fim de semana.

Em San Jose, Estados Unidos, o melhor na ChampCar foi o inglês Justin Wilson (à esquerda), da RSPORTS. Logo atrás, vem o líder do campeonato, Sebastien Bourdais. O brasileiro Bruno Junqueira fechou em 10º e o palpite do Blog, Will Power, não passou de 12º.

No histórico circuito de Zandvoort, Timo Scheider (à direita) cravou a pole da DTM. Ele será seguido por Mattias Ekström, líder do certame, e Martin Tomczyk. O ex-piloto Mika Hakkinen ficou apenas em 13º e a aposta do Blog, Bernd Schneider, se limitou ao 14º lugar.

Na Nascar, Reed Sorensen (à esquerda) vai largar na frente na etapa deste domingo, em Indianapolis. Ele superou por muio pouco seu companheiro de equipe, Juan Pablo Montoya. O colombiano é segundo. Já o chute do Blog, o primeiro lugar na temporada, Jeff Gordon, sairá da 21ª posição.

Por fim, o WTCC corre em Anderstorp, na Suécia. Sob chuva, Tiago Monteiro (à direita), da Chevrolet, foi o pole. Um dos palpites do Blog, Nicola Larini, sai em segundo. O brasileiro Augusto Farfus Jr., minha outra aposta, foi apenas o 18º. Seus rivais no campeonato também não foram bem: Jörg Müller ficou só em 20º e Andy Priaulx não passou de 15º.


Neste domingo, o Blog volta com as diferentes edições do Weekend Update, repassando tudo o que de mais importante aconteceu no fim de semana da velocidade. Até amanhã!

Heidfeld renova com a BMW e empurra Vettel para a Toro Rosso

Está valorizado o passe do alemão Nick Heidfeld (à esquerda). Mesmo depois de tirar dois pilotos da pista na última corrida da Fórmula 1, em Nurburgring, o alemão está para renovar com a BMW pela bagatela de 8,2 milhões de dólares. Nada mal, hein?

O novo compromisso de Nick com o time de Mario Theissen é de apenas um ano, mas possui uma opção de duas outras temporadas adicionais. Quem deu o furo foi o jornal TZ, de quem, sinceramente, nunca havia ouvido falar. Para Heidfeld, um reconhecimento pelo trabalho duro e persistente nos últimos dois anos com a equipe.

Com a provável permanência de sua atual dupla de pilotos no ano que vem, a BMW fecha a porta para Sebastian Vettel (à direita). O jovem alemão, piloto de testes do time e atual líder da World Series by Renault, já manifestou interesse em estrear como titular de uma equipe da Fòrmula 1 o quanto antes.

Vale lembrar que Vettel correu o G.P. dos Estados Unidos pela BMW. Mas era como substituto de Robert Kubica. Nesta prova, aliás, Sebastian se tornou o piloto mais jovem da história a marcar pontos na Fórmula 1. Sua precocidade é fato marcante: ele acaba de completar apenas vinte anos.

Sem oportunidade na BMW, Vettel pode assinar com a Toro Rosso. O que, convenhamos, seria um grande erro. Não há necessidade, ainda, de apressar uma entrada na Fórmula 1. Sebastian é competente, tem potencial e, brevemente, deverá ter alguma chance numa equipe mais forte.

Caso assine com a filial da Red Bull, corre o grave risco de queimar a carreira, uma vez que estará condenado às posições finais do grid. Os atuais titulares da Toro, Vitantonio Liuzzi e Scott Speed (à esquerda), são os maiores exemplos disso.

O norte-americano, aliás, acaba de ser confirmado para as próximas duas etapas da Fórmula 1. Antes, muitos já o davam como demitido. Não só pelo fraco desempenho, mas também pela briga que teve com um dirigente do time depois de seu abandono na terceira volta do G.P. da Europa.

Porém, a partir da etapa de Monza, na Itália, e nas outras quatro corridas finais, Sebastien Bourdais (à direita) é apontado como substituto certo de Speed pelo jornal L'Equipe. Pelo visto, as corridas de Fórmula 1 não coincidirão com as da ChampCar, categoria pela qual o francês corre.

Para a Toro Rosso, um bom negócio. Speed está desmotivido e, embora seja um bom piloto, já completou seu ciclo junto à equipe. Bourdais, por sua vez, provou ser rápido e consistente durante todo o período que passou na América do Norte. E, pela idade avançada que já possui, não tem absolutamente nada a perder.

Os futuros astros da Fórmula 1

Neste sábado, o escriba do Blog passará o dia quase inteiro fora. Os comentários sobre as notícias do dia e os treinos das categorias que correm hoje ficarão para a noite. Enquanto isso, para não ficar com o espaço parado, fiquem com um post especial. A seguir, uma rápida análise das grandes promessas do automobilismo mundial.

É óbvio que o Blog vai acabar esquecendo alguém. Mas vou tentar mesmo assim. Abaixo, temos jovens pilotos que, em sua grande maioria, ainda nem chegaram a andar em carros de Fórmula 1. Vamos começar com a galera que tem a dura missão de substituir Michael Schumacher.

Com a aposentadoria do hepta, aumentou ainda a pressão sobre a precoce e promissora escola alemã. O número de jovens pilotos do país é impressionante, fruto direto do "Efeito Schumacher". Garotos que cresceram vendo Michael vencer, e agora sonham seguir seus passos.

Alguns não são tão jovens assim. É o caso do atual líder da GP2, Timo Glock (à direita). Em 2004, ele já fez algumas corridas pela Jordan. Infelizmente, por falta de patrocínio e oportunidades, acabou dando um passo atrás na carreia, indo correr nos Estados Unidos.

Bons resultados na ChampCar devolveram a confiança a Timo. Em 2006, ele voltou à GP2, conseguindo vários resultados de relevo na segunda metada da temporada. E, nesta temporada, é o atual líder e principal candidato ao título. Pode arranjar uma vaga na Fórmula 1 em breve.

Apesar do desempenho de Glock, a maior promessa do automobilismo alemão, hoje, é Sebastian Vettel (à esquerda). O piloto de recém-completados 20 anos já até estreou na Fórmula 1. Foi pela BMW, no último G.P. dos Estados Unidos, onde se tornou o mais jovem da história a marcar pontos na categoria.

Para o ano que vem, Sebastian está sendo cotado fortemente para uma das vagas da Toro Rosso. Uma escolha que pode decretar o fim de sua carreira. Recentemente, o time queimou as carreiras de Vitantonio Liuzzi e Scott Speed. Vettel precisará de muito cuidado para não ir pelo mesmo caminho.

Outra boa promessa alemã é Nico Hulkenberg (à direita). Apadrinhado de Willi Weber, ex-empresário dos irmãos Schumacher, o jovem piloto dominou a última temporada da A1 GP. Na última semana, recusou um convite da Spyker para correr na Fórmula 1. Com seu potencial, faz certo. Ainda é muito novo e deverá ter outras oportunidades.

Ainda no começo de suas carreiras, Henki Waldschmidt e Christian Vietoris são dois pilotos que podem aparecer num futuro próximo. O primeiro é protegido da Toyota e já fez testes na GP2. Já Vietoris é o atual campeão da super-competitiva Fórmula BMW alemã. Em 2007, corre no certo germânico da Fórmula 3.

Nem todos os jovens pilotos da Alemanha, entretanto, dão certo. Um exemplo recente é Michael Ammermüller. Ele, que chegou a ser chamado de "o outro Michael", perdeu o emprego na GP2. Além disso, está com um pé fora do cargo de pilotos de testes da Red Bul.

Para terminar, o povo alemão ainda coloca suas esperanças no homem, no mito, Markus Winkelhock (à esquerda). A estréia na Fórmula 1 do nem tão jovem piloto - afinal, já conta 27 anos - foi folclórica. Com o pior carro do grid e correndo em casa, largou em último e chegou a liderar. Já imaginou o que Markus faria com uma equipe de ponta??

A Alemanha dominou a Fórmula 1 até Schumacher se aposentar. Agora, quem está bem é a Espanha de Fernando Alonso. Mas quem irá substituir o piloto da McLaren quando ele se aposentar?

Infelizmente, a Espanha não tem muitas promessas. O melhorzinho é Javier Villa, que já venceu duas vezes na GP2, neste ano. Além dele, Adrian Vallés é piloto de testes da Spyker e pode cavar uma vaguinha na Fórmula 1 num futuro próximo.

Já na terra da bota a principal esperança é o jovem Luca Filippi (à direita). No ano passado, ele estreou na GP2 por uma equipe de fundo do pelotão. Nada indicava o salto que Luca daria neste ano. Mas o italiano se superou e, atualmente, é o terceiro colocado no certame, sendo um dos maiores candidatos ao título.

Também na GP2 corre Giorgio Pantano. Não exatamente uma novidade - ele chegou a correr em 2004 pela Jordan - Giorgio é o quatro no certame 2007 da categoria-escola. É competente e pode, com alguma sorte, arrumar um lugar na Fórmula 1 no futuro.

A Itália não conta com a mais talentosa das safras. Um nome a ser observado, porém, é Davide Rigon. Atual líder da Euroseries 3000, a categoria que catapultou a carreira de Felipe Massa, o italiano pode, em breve, aparecer com mais fraqüência no cenário automobilístico mundial.

Com a entrada da ProDrive na Fórmula 1 em 2007, abrem-se vagas para pilotos britânicos. Entre os principais candidatos são o inglês. Gary Paffet, piloto de testes da McLaren e atualmente na DTM. Além dele, aparece com destaque o nome do escocês Paul di Resta (à esquerda).

Campeão da Fórmula 3 Européia em 2006, di Resta é um piloto a se observar. Neste ano, ele também está na DTM, ocupando uma ótima quarta posição no campeonato até agora. Ainda é jovem - tem 21 anos - e deve chegar, eventualmente, à Fórmula 1.

Em situação mais difícil está Mike Conway. Após ganhar o título da Fórmula 3 Inglesa em 2006, Mike vive um ano conturbado na GP2. Porém, já mostrou que é rápido e tem potencial para vencer corridas na categoria-escola. Ainda falta, entretanto, bastante regularidade para que Conway possa disputar o título.

Praticamente esquecido como piloto de testes da Super Aguri, James Rossiter já começa a ficar velho para a Fórmula 1. Contando quase 24 anos, precisa acelerar sua estréia na categoria para não vir a se tornar um próximo Anthony Davidson.

Como sempre, a Grã-Bretanha revela uma penca de novos talentos com a Fórmula 3 Inglesa. Na temporada atual, alguns dos destaques são Sam Bird, Stephen Jelley e os irmãos Greg e Leo Mansell (à direita). Nenhum deles, porém, parece ser um grande fenômeno.

Por fim, uma dupla de Olivers ainda pode dar muito o que falar. Primeiramente, apresento Oliver Oakes. Campeão mundial de kart em 2005, ele fez pole e venceu sua corrida de estréia na disputadíssima Fórmula BMW. Com 19 anos, é protegido da Red Bull e corre, nesta temporada, na Fórmula Renault Européia.

Mais importante, porém, é o nome de Oliver Rowland (à esquerda). Com apenas 14 anos de idade, ele é visto como uma jóia rara pelo chefão da McLaren, Ron Dennis. Antes dele, o dirigente só havia se impressionado assim com um piloto. O nome dele? Lewis Hamilton.

Rivais históricos dos ingleses, a França vive uma péssima fase. Para Sebastien Bourdais, a esperança é a última que morre. Com 28 anos, o tri-campeão da ChampCar tem, hoje, sua derradeira chance de estrear na Fórmula 1. Se não fechar com a Toro Rosso, não deverá jamais conseguir outra vaga na categoria.

Além de Bourdais, o único outro piloto francês com boas perspectivas futuras é Romain Grosjean (à direita). Atual líder da Fórmula 3 Européia, ele venceu cinco das nove etapas do ano até aqui. Em breve, deve aparecer em categorias de maior nome no cenário automobilístico.

Com o fracasso de Scott Speed, a Fórmula 1 parece ter fechado a porta para os pilotos norte-americanos. Mas dois filhos de lendas do automobilismo americano podem tomar o rumo da Europa num futuro próximo . Um deles é Marco Andretti, filho de Michael e neto de Mario, atualmente na IRL. O outro é Graham Rahal, filho de Bobby, hoje na ChampCar.

Da terra do sol nascente sempre aparecem novas promessas que nunca se confirmam. Na geração atual, destacam-se Kohei Hirate e Kamui Kobayashi, ambos pilotos de testes da Toyota. O melhor de todos, porém, é Kazuki Nakajima (à esquerda).

Herdeiro de Satoru, lenda do automobilismo japonês, Kazuki tem mostrado ótima evolução neste ano. Virou uma peça útil na Williams, onde já fez milhares de quilômetros de testes, e presença constantes no podium da GP2. Na categoria-escola, já é o sexto.

Como sempre, vários países concentram suas esperanças em apenas um piloto. Da Holanda, vem Giedo van der Garde (à direita), piloto de testes da Spyker e campeão mundial de kart em 2002. Além do nome maneiro, van der Garde ainda conta com um belo patrocínio de empresas de seu país natal.

Também nascido na Holanda, mas naturalizado chinês, Ho-Pin Tung vem fazendo temporada apagada na GP2, neste ano. Mas muito se explica pela péssima equipe por quem corre, a BCN. No futuro, pode dar um grande salto, como fizeram Lucas di Grassi e Luca Filippi na atual temporada.

Também na GP2, o suíço Sebastien Buemi acaba de estrear pela maior vencedora da categoria, a ART. Já fez testes pela Red Bull e pode se tornar o primeiro piloto do país desde o obscuro Andrea Chiesa, em 1992, a correr na Fórmula 1.

Piloto da Estônia, Marko Asmer (à esquerda) vem dominando o certame deste ano da Fórmula 3 Inglesa. Não é muito jovem - já tem 23 anos - mas pode subir no conceito dos chefes de equipe após ter sido bastante superior aos rivais no atual campeonato.

Campeão da World Series by Renault em 2006, o sueco Axl Danielsson deu um estranho passo atrás em sua carreira. Atualmente, corre na Euroseries 3000, estranho para quem foi vencedor de uma categoria superior no ano passado. Mesmo assim, possui potencial e pode aparecer mais nas próximas temporadas.

Por sua vez, Portugal tem em suas mãos uma dupla de pilotos muito talentosos. Álvaro Parente foi campeão da Fórmula 3 Inglesa em 2005 e apareceu bem na A1 GP. Seu compatriota, Filipe Albuquerque (à direita), também demonstra ter muito potencial. Neste ano, eles são segundo e terceiro, respectivamente, na competitiva World Series by Renault.

E os brasileiros? Apesar da óbvia falta de categorias-escola em território nacional, novas promessas continuam surgindo. Entre os mais próximos da Fórmula 1 estão os herdeiros Nelson Angelo Piquet e Bruno Senna. Nelsinho deve estrear pela Renault enquanto Bruno tem contatos na Red Bull.

Além dos dois, Lucas di Grassi (à esquerda) tem todas as qualidades para correr na principal categoria do automobilismo. Vice-líder da GP2 neste ano, Lucas já merece uma chance, que pode vir em breve. Afinal, di Grassi faz parte do Renault Driver Development (RDD), principal programa de jovens pilotos do time francês.

Na Fórmula 3 Inglesa, o Brasil tem dois bons representantes: Alberto Valério e Mario Moraes. Em 2007, porém, ambos vêm tendo dificuldades na categoria-escola inglesa. Alberto é apenas o oitavo e Mário não passa de 14º no campeonato.

Diego Nunes e Luiz Razia correm na Euroseries 3000. Diego é, atualmente, o segundo no campeonato. Por sua vez, Luiz vem em quarto. Os dois estão constantemente na luta por vitórias e são fortes candidatos ao título.

Para terminar, temos os jovens Tiago Geronimi e Pedro Bianchini (à direita) na Fórmula BMW alemã. Os dois ainda são muito novos. Tiago tem 18 anos e Pedro, que é protegido da Red Bull, tem apenas 15.

Nem preciso dizer, a absoluta maioria desses pilotos não vai chegar perto de vender na Fórmula 1. Grande parte deles vai encerrar a carreira sem nunca participar de um Grande Prêmio da categoria. Mas, tenham certeza, na lista acima certamente tem alguém que ainda vai dar muito o que falar.

Hoje, temos Lewis Hamilton. Amanhã, quem será?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Cacá em busca da primeira vitória no ano

(O Blog se atropelou e terá de fazer a cobertura desta sexta num ritmo mais rápido. Aliás, essa será a tônica de todo o fim de semana. Só a partir de segunda-feira estarei com tempo para escrever com mais tranquilidade. Enquanto isso, vou tentando ser mais sucinto).

Três vezes vice consecutivamente, entre 2003 e 2005, e campeão em 2006, Cacá Bueno (à esquerda) está acostumando às vitórias na Stock Car. Em quatro etapas disputadas neste ano, porém, o piloto da Eurofarma ainda não venceu. Considerando o grau de competitividade da categoria, nenhuma surpresa.

Mas, no caso de Cacá, já se trata de um jejum que incomoda. E hoje, nos treinos da Stock em Londrina, no Paraná, ele foi o mais rápido do dia, embora só tenha liderado a primeira das sessões desta sexta. Vale lembrar que o carioca é o palpite do Blog para essa etapa da categoria.

O maior rival de Bueno acabou sendo Thiago Camilo, o líder do campeonato. O piloto da Texaco Vogel fechou em segundo nos tempos agregados, tendo terminado o treino da tarde na ponta da tabela. Ricardo Maurício, vencedor da primeira corrida do ano, foi o terceiro melhor do dia.

A seguir, o top 10 da sexta. De todos, apenas Cacá fez sua melhor volta no primeiro treino:

1. Cacá Bueno/Rio de Janeiro/Eurofarma, 1:19.309s
2. Thiago Camilo/São Paulo/Texaco Vogel, 1:19.354s
3. Ricardo Mauricio/São Paulo/Medley Mattheis, 1:19.649
4. Antonio Jorge Neto/São Paulo/Eurofarma, 1:19.656s
5. Ricardo Zonta/Paraná/L & M, 1:19.670s
6. Ingo Hoffmann/São Paulo/AMG, 1:19.673s
7. Juliano Moro/Rio Grande do Sul/Nascar, 1:19.807s
8. Carlos Alves/São Paulo/Mantecorp, 1:19.831s
9. Alceu Feldmann/Paraná/Boetter, 1:19.864s
10. Hoover Orsi/Mato Grosso do Sul/Red Bull, 1:19.899s

Algumas rápidas considerações: Ricardo Zonta (à direita) mostra boa evolução e já conseguiu um ótimo quinto lugar. Notável o oitavo lugar de Carlos Alves, que vinha tendo grandes dificuldades para andar na primeira metade do pelotão.

O bi-campeão Giuliano Losacco teve um péssimo dia, não passando de 31º. E o estreante Antonio Pizzonia confirmou as expectativas, que apontavam um início difícil, após fechar a sexta lá atrás, em 43º. Se continuar assim, nem se classifica para a largada.

Amanhã, a Stock define seu grid de largada. A corrida, no domingo, acontece ao meio dia. O Sportv transmite.


De todas as categorias que correm neste fim de semana, a única que já realizou uma etapa foi a Fórmula 3 Inglesa. O Blog achava que as duas baterias seriam realizadas no domingo. Erro meu. Apenas a segunda será no dia 29. A primeira das corridas aconteceu hoje, e teve vitória do inglês Sam Bird. Uma das minhas apostas, Stephen Jelley, largou da pole e foi terceiro.

A outra, Marko Asmer, líder do campeonato, saiu da rabeira do grid para terminar num ótimo sexto. É o grande favorito para a segunda bateria do fim de semana. Os brasileiros não tiveram um bom dia. Tanto Mario Moraes quanto Alberto Valério abandonaram a corrida.

No campeonato, Asmer lidera com 195 pontos. Na seqüência, aparecem Sam Bird, com 126, Stephen Jelley, com 112, e Maro Engel, com 111. Alberto Valétio é o oitavo, com 66. Mario Moraes, o 14º, com 11. Logo abaixo, a classificação da corrida de hoje:

1. Sam Bird/Inglaterra/Carlin, 12 voltas em 27:15.453s
2. Jonathan Kennard/Inglaterra/Raikkonen Robertson, a 3.468s
3. Stephen Jelley/Inglaterra/Raikkonen Robertson, a 4.592s
4. Atte Mustonen/Finlândia/Raikkonen Robertson, a 5.430s
5. Rodolfo Gonzalez/Venezuela/T-Sport, a 11.617s
6. Marko Asmer/Estônia/HiTech, a 13.708s
7. Niall Breen/Irlanda/Carlin, a15.959s
8. Esteban Guerrieri/Argentina/Ultimate, a 18.514s
9. Sergio Perez/México/T-Sport, a 19.238s
10. Greg Mansell/Inglaterra/Fortec, a 19.401s


Apenas para constar, vamos aos resultados dos treinos que ChampCar, DTM e WTCC realizaram hoje.

A primeira corre neste fim de semana em San Jose, nos Estados Unidos. Hoje, o mais rápido foi o francês Sebastien Bourdais, tri-campeão da categoria e atual líder da tabela da temporada. Na segunda posição, veio o inglês Justin Wilson. Em terceiro, a aposta do Blog, Will Power. O brasileiro Bruno Junqueira (à direita) fechou num ótimo quarto lugar.

Na DTM, a Audi continua com a vantagem. A marca das quatro argolas dominou a última etapa, em Mugello, mas perdeu a corrida para Mika Hakkinen, da Mercedes. Neste sexta, em Zandvoort, o mais rápido foi Timo Scheider. Tom Kristensen e Mike Rockenfeller terminaram em segundo e terceiro. O palpite do Blog, Bernd Schneider, não passou de 15º.

Por fim, o WTCC corre em Anderstorp, na Suécia. Choveu nos treinos de hoje, e os pilotos da casa fizeram a festa. Rickard Rydell e Fredrik Ekblom, ambos da Chevrolet, foram os dois melhores. Jörg Muller, líder do campeonato, foi terceiro. O Blog está mal nos seus chutes. Nicola Larini (à esquerda) não passou de 15º e Augusto Farfus Jr. ficou apenas em 20º.


E continua o festival de reclamações contra a não punição da McLaren no caso de espionagem que abalou a Fórmula 1. A Ferrari e a imprensa italiana, compreensivelmente, estão fulos da vida. Flavio Briatore (à direita), da Renault, também resolveu aparecer. Disse que o veredito lembra Pôncio Pilatos.

Sabem o que eu acho? Podem dizer o que quiser. Não vai fazer a menor diferença. A FIA e o Conselho Mundial não são de voltar atrás.

Neste sábado, o Blog volta comentando as notícias ao longo do dia. Será um fim de semana bastante corrido para o escriba, mas fiquem tranqüilos que o espaço continuará atualizado. Até amanhã!

FIA confirma calendário 2008 da Fórmula 1

Foi só eu reclamar para a Federação Internacional de Automobilismo resolver soltar as datas das corridas do ano que vem. A maioria das mudanças já havia sido anunciadas. Mas não deixa de ser interessante verificar como ficou o calendário - ainda parcial - do ano que vem:


16 de março - Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne
23 de março - Grande Prêmio da Malásia, em Sepang
6 de abril - Grande Prêmio do Bahrein, em Sakhir
27 de abril - Grande Prêmio da Espanha, em Montmeló
11 de maio - Grande Prêmioda Turquia, em Istambul Park
25 de maio - Grande Prêmio de Mônaco, em Monte Carlo
8 de junho - Grande Prêmio do Canadá, em Montreal
22 de junho - Grande Prêmio da França, em Magny-Cours
6 de julho - Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone
20 de julho - Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim
3 de agosto - Grande Prêmio da Hungria, em Hungaroring
24 de agosto - Grande Prêmio da Europa, em Valência
7 de setembro - Grande Prêmio da Itália, em Monza
14 de setembro - Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps
28 de setembro - Grande Prêmio de Cingapura, em Marina Bay
12 de outubro - Grande Prêmio da China, em Shangai
19 de outubro - Grande Prêmio do Japão, em Fuji
2 de novembro - Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos

Magny-Cours, que havia sido expulsa, arranjou um jeito de voltar. Nada como alguns milhões de dólares para convencer Bernie Ecclestone e sua trupe. Ao menos, o tradicional G.P. da França não deixará de ser realizado.

Por serem estreantes, as corridas de Cingapura e de Valência ainda estão sujeitas à aprovação dos circuitos. Além delas, a única outra etapa ameaçada é a do Canadá (à direita), que ainda precisa resolver algumas pendências - provavelmente, financeiras.

Entre as sedes que continuam, a principal mudança de data acontece na corrida da Turquia. A etapa, que vinha sendo realizada em meados de agosto, passa para maio. Em seu lugar, entra o G.P. da Europa, em Valência (à esquerda).

No total, serão três "dobradinhas", quando a Fórmula 1 corre em fins de semana consecutivos: Austrália/Malásia, Itália/Bélgica e China/Japão. O calendário foi bastante esticado e, pela primeira vez desde 1998, teremos uma corrida em novembro. E ela será justamente em Interlagos (à direita), exatamente no dia de Finados. Mau presságio? Esperemos que não.

Mais tarde, o Blog volta comentando outras notícias do dia. Até!

Agenda do Fim de Semana (27 a 29/07)

Fim de semana sem Fórmula 1 nunca estará completo. Mas os próximos três dias serão bastante agitados por várias categorias relevantes do automobilismo mundial e nacional. Incluindo a Stock Car, que volta após um intervalo superior a um mês:

Domingo, 29 de julho de 2007:

ChampCar:
Etapa de San Jose (em VT no Canal Speed, no final da tarde)
DTM: Etapa de Zandvoort (sem transmissão ao vivo para o Brasil)
Fórmula 3 Inglesa: Rodada dupla de Spa-Francorchamps (sem transmissão ao vivo para o Brasil)
Nascar: Etapa de Indianapolis (14:00 no Canal Speed)
Stock Car: Etapa de Londrina (meio dia no Sportv)
WTCC: Rodada dupla de Anderstorp (8:05 e 10:45, possivelmente ao vivo no Sportv - não confirmado)

Depois da segunda corrida do ano de Interlagos, a Stock Car ficou mais de um mês parada. Desde o dia 17 de junho que ela não realizava uma etapa. Neste fim de semana, porém, a principal categoria do automobilismo nacional volta à ativa.

Uma das maiores atrações é a estréia de Antonio Pizzonia (à direita), pela equipe WIN Motorsports. Como costuma acontecer com pilotos desacostumados a andar com carros de turismo, o amazonense deve passar por um período de adaptação. Pelo menos por enquanto, dificilmente brigará por vitórias.

Em Londrina, meu favorito é o atual campeão Cacá Bueno (à esquerda). O piloto da Eurofarma é o terceiro na tabela do ano, após quatro corridas. Nesta temporada, ainda deve uma vitória. Além disso, sua equipe vem bem, tanto que seu companheiro Antonio Jorge Neto foi o ganhador da última prova, em Interlagos.
Palpite do Blog para a corrida: Cacá Bueno

Em San Jose, nos Estados Unidos, a ChampCar continua sua maratona. Só neste mês, foram quatro corridas da categoria. Depois de finalmente desencantar na última prova, em Edmonton, Sebastien Bourdais parte para outra vitória. Só para ser do contra, deste vez vou mudar minha aposta. Vou de Will Power (à direita), terceiro na tabela da temporada.
Palpite do Blog para a corrida: Will Power

No histórico circuito de Zandvoort, na Holanda, a DTM realiza sua sétima etapa do ano. Após abandonar a última corrida, em Mugello, o atual campeão Bernd Schneider (à esquerda) caiu para segundo no campeonato. O Blog aposta que ele se recupera na pista holandesa.
Palpite do Blog para a corrida: Bernd Schneider

Prova de fogo para os garotos da Fórmula 3 Inglesa. Eles correm na magnífica e desafiadora pista belga de Spa-Francorchamps. Se chover, vira loteria. Meus chutes são o estoniano Marko Asmer, líder do campeonato, e o inglês Stephen Jelley (à direita), quarto na tabela do ano.
Palpites do Blog para as corridas: Marko Asmer e Stephen Jelley

Em Indianapolis, a Nascar realiza uma das corridas mais esperadas do ano. Entre os favoritos, está o vencedor da prova do ano passado, Tony Stewart, que corre na cidade onde nasceu. Mas a minha aposta é o líder do campeonato Jeff Gordon (à esquerda), que está em excelente fase.
Palpite do Blog para a corrida: Jeff Gordon

Por fim, temos duas corridas do WTCC em Anderstorp, na Suécia. Segundo o regulamento, os melhores colocados do campeonato são obrigados a usar lastros para compensar. Assim, acertar os vencedores fica bem mais difícil. Meus palpites são o brasileiro Augusto Farfus Jr. (à direita) e o italiano Nicola Larini, um obscuro ex-piloto de Fórmula 1.
Palpites do Blog para as corridas: Augusto Farfus Jr. e Nicola Larini

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as notícias do dia. Entre elas, a divulgação do calendário da Fórmula 1 do próximo ano. Nos vemos por aí!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Pizza de peixe e batatas

Por essa nem nossos ilustres deputados e senadores poderiam esperar! Um réu é considerado culpado mas, por incrível que pareça, não recebe nenhum, absolutamente nenhum, tipo de punição. Que decisão estapafúrdia essa do Conselho Mundial da FIA!

Os dirigentes e advogados da Ferrari, é claro, saíram bufando da reunião. "Incompreensível" foi a palavra mais leve que usaram para qualificar a decisão. A McLaren escapou até de uma multa, punição que era considerada a mais provável.

É bom explicar, nesse ponto, que o escriba do Blog está aliviado. Uma hipotética expulsão ou mesmo suspensão do time inglês estragaria o equilibrado campeonato deste ano. Por este aspecto, a decisão veio a calhar.

Mas, sejamos imparciais, é inaceitável que a McLaren saia sem qualquer punição. Nem mesmo advertência. Veja bem: o delito cometido pelo ex-desenhista chefe da equipe, Mike Coughlan, foi extramente grave. Roubar segredos industriais da principal rival não é qualquer coisa não.

O fato do resto do time não saber de nada é considerado atenuante. Mas não exclui necessidade da equipe, como um todo, ser punida. Afinal de contas, foi, também, uma falha de fiscalização por parte da McLaren.

O escriba do Blog, particularmente, esperava uma bela multinha para o time inglês. Era o mínimo. Mas nem essa punição, a mais óbvia, o Conselho da FIA quis aplicar.

Se, ao menos, os cartolas tivessem decidido pela absolvição da McLaren, a decisão poderia soar mais compreensível. Mas culpar sem punir é absolutamente ridículo.

Uma autêntica pizza inglesa. Se é que alguém terá coragem de - argh! - preparar uma destas com peixe e batatas.

Ao menos, a sensacional disputa do campeonato deste ano continuará equilibrada. Mais uma vez, muda o estado da moral. Agora, é a McLaren quem está por cima de novo. Até quando?



Não deu para Markus Winkelhock (à esquerda). Nosso herói não conseguiu segurar sua vaga na Spyker, e será substituído pelo japonês Sakon Yamamoto a partir do Grande Prêmio da Hungria. Uma pena.

Se não conseguir voltar à Fórmula 1, Markus terá tido uma das carreiras mais peculiares da história da categoria. Uma corrida só, no seu país natal, na qual largou em último e chegou a liderar com o pior carro do grid.

Azar da Spyker, que perde um piloto que já caiu nas graças dos fãs do automobilismo. Aliás, o time laranja teve dificuldades para conseguir um substituto para Winkelhock. Antes de acetar com Yamamoto (à direita), tiveram duas negativas.

A primeira delas veio do brasileiro Nelson Angelo Piquet, que se recusou a estrear na categoria pela equipe mais fraca do pelotão. Pelo mesmo motivo, o alemão Nico Hulkenberg, grande dominador da última temporada da A1 GP, declinou o convite.

Sobrou para Sakon. O japonês, que já tem sete corridas no currículo pela Super Aguri, no ano passado, não é de todo ruim. Mas não é nenhum fenômeno. Deverá ser uma presa fácil para o veloz Adrian Sutil, que assumiu de vez o posto de primeiro piloto da equipe holandesa.


Último dia de testes coletivos das equipes de Fórmula 1. Em Jerez de la Frontera, na Espanha, o mais rápido foi uma surpresa. Alexander Wurz (à esquerda), da Williams, quarto colocado na última corrida, em Nurburgring, terminou com o melhor tempo.

Depois de ter ficado na derradeira posição, ontem, Rubens Barrichello subiu para quarto entre oito pilotos. Outro que melhorou foi o suíço Sebastien Buemi, que estréiou como piloto de testes da Red Bull nessa semana. Ele passou de sétimo e último, na terça, para quinto, hoje. Os tempos:

1. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:19.962s em 86 voltas
2. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:20.004s em 92 voltas
3. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:20.220s em 111 voltas
4. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:20.250s em 86 voltas
5. Sebastien Buemi/Suíça/Red Bull, 1:20.318s em 68 voltas
6. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:20.377s em 70 voltas
7. Heikki Kovalainen/França/Renault, 1:20.828s em 64 voltas
8. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:21.186s em 108 voltas

Em Mugello, na Itália, terminou o duelo particular da Ferrari com a Toro Rosso. Depois de perder no primeiro dia e se recuperar no segundo, o time de Felipe Massa (à direita) ganhou a disputa por 2 a 1. Foi o brasileiro, aliás, quem decidiu a inútil contenda, ao bater Scott Speed, hoje. Os tempos:

1. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:20.194s em 68 voltas
2. Scott Speed/Estados Unidos/Toro Rosso, 1:23.590s em 78 voltas


Hoje, o Conselho Mundial da FIA pode até ter absolvido a McLaren das acusações de espionagem. Mas ainda falta muito - bastante - para que essa história chegue ao seu final. Nigel Stepney, por exemplo, jurou revelar os verdadeiros culpados caso continue a ser vítima dessa suposta "conspiração". Vamos esperar que muito água ainda passa por baixo da ponte.

Esta quinta, para o Blog, acabou sendo um dia bastante atropelado. Amanhã, as coisas voltam ao normal, com a Agenda do Fim de Semana, além dos posts habituais comentando as notícias do dia. Nos vemos por aí!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos - Número Sete

Acabo de chegar em casa após assistir à fenomenal atuação da seleção feminina de futebol na final dos Jogos Pan-Americanos e passar o dia quase inteiro fora. Já li sobre a decisão do Conselho Mundial da FIA e logo irei comentar o caso num post, em breve. Antes disso, porém, vamos adiante na contagem das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos:

10. Michael Schumacher - Espanha/1996
9. Damon Hill - Hungria/1997
8. John Watson - Long Beach/1983
SÉTIMA COLOCADA - Jackie Stewart no G.P. da Alemanha de 1968

A performance de Jackie Stewart é mais uma grande atuação que é desconhecida da maioria do público em geral. O escocês estava num dia absolutamente genial, e esmagou a concorrência no temido e perigosíssimo circuito antigo de Nurburgring. Com um detalhe: as condições do tempo durante toda a prova foram sempre instáveis.

Até o G.P. da Alemanha de 1968, Stewart ainda não tinha o status que alcançou após a sua aposentadoria. Não havia ganho nenhum de seus três títulos. Sua contagem de vítória também estava apenas no seu começo: Jackie tinha, naquele ponto, apenas três triunfos. Terminou a carreira com 27.

A maioria dos especialistas da época considerava o escocês um campeão mundial em potencial. Havia, obviamente, algumas exceções. Gente que não conseguia enxergar o talento de Stewart. Os poucos que ainda duvidavam de Jackie, porém, mudaram de opinião após sua atuação em Nurburgring, na oitava etapa da temporada de 1968.

Ao chegar naquela corrida, Stewart era o terceiro na tabela do campeonato. Contava 17 pontos, e perdia para Graham Hill, com 24, e Jacky Ickx, com 20. O título, portanto, ainda estava totalmente em aberto, faltando cinco corridas para o fim da temporada.

Em Nurburgring, Jackie era apenas o sexto no grid. Considerado o grande especialista do gigantesco e praticamente imemorizável traçado de 22 km do circuito alemão, Jacky Ickx era o pole position. Chris Amon, Jochen Rindt, Graham Hill e Vic Elford eram os outros pilotos à frente de Stewart.

A largada se deu em meio à chuva torrencial. Na primeira curva, Hill tomou a liderança, seguido de Amon e Rindt. Jackie, já nessa altura, havia ganho duas posições e era o quarto. Era o começo de uma escalada rápida e sensacional.

Antes do fim da primeira volta, Stewart lá era o líder. De alguma forma, o escocês encontrou maneiras de ultrapassar Rindt, Amon e Hill em diferentes pontos do circuito de Nurburgring em apenas um giro. Mais do que isso: na primeira passagem pela reta dos boxes, já havia aberto nove segundos de diferença.

O dia era totalmente dele. Os pneus Dunlop de seu carro Matra funcionavam perfeitamente, mas isso não explicava tudo. Jackie voava numa pista de tamanho gigantesco, que tinha pontos molhados e outros completamente secos.

Era, portanto, um gigantesco desafio para os pilotos. Nessa condição, os melhores se sobressaíam. E Stewart não só venceu, como humilhou os adversários. Enquanto os outros encontravam enormes dificuldades, o escocês parecia estar passeando.

Ao final da corrida, ele havia conseguido colocar incríveis quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado, Graham Hill. Se a pista de Nurburgring tivesse o tamanho de um circuito habitual, bem mais curto, Stewart teria ganho com duas voltas de diferença.

A atuação de Jackie também teve seu toque de ironia. O escocês, ferrenho defensor da segurança nas competições de automóvel, veio a ter sua maior vitória no mais perigoso de todos os circuitos. Mais: em condições de pista que hoje seriam consideradas totalmente impraticáveis.

No final daquele ano, Stewart não foi campeão. Ele acabou perdendo o título para Graham Hill. Mas a atuação do escocês naquela tarde chuvosa e fria de Nurburgring deixou todos com a certeza de que, num futuro próximo, seria ele o grande dominador da Fórmula 1.

Por ter imposto uma derrota humilhante a todos os seus adversários e pela pilotagem corajosa, ousada e sensacional no mais perigoso dos circuitos, nas mais complicadas das situações climáticas, Jackie Stewart leva o sétimo lugar na lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos.

Não há, pelo menos na Internet, registros em vídeo do G.P. da Alemanha de 1968. Deixo vocês com imagens da corrida anterior, de 1967. Se no seco já era assim, imagine na chuva:



A sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta terça que vem. Na próxima semana, os números 6, 5 e 4 da nossa lista. Em instantes, o Blog volta comentando as notícias do dia, em especial a decisão do Conselho Mundial da FIA. Até!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Amanhã é o dia D para a McLaren

É nesta quinta que a Fórmula 1 e o mundo conhecem o destino da McLaren após o grande escândalo de espionagem industrial no qual a equipe inglesa se viu metida. Após as notícias das últimas semanas, ficou difícil acreditar que o time não usou nenhum dado conseguido ilicitamente da Ferrari.

Da mesma forma, porém, provar que a McLaren se beneficiou das informações privilegiadas é uma tarefa delicada. Certo mesmo é que a equipe de Ron Dennis está enquadrada no artigo 151c do Código Esportivo Internacional, que se refere a "qualquer conduta fradulenta ou ato prejudicial aos interesses de qualquer competidor ou do esporte a motor em geral”.

Se for considerada culpada, a McLaren está sujeita a inúmeras punições, desde multa até exclusão do campeonato, com perda de todos os pontos. Claro que esta última hipótese é altamente improvável, ao contrário do que especula parte da imprensa especializada.

A Fórmula 1, com todos os seus interesses comerciais, dificilmente aceitaria uma punição muito rigorosa à McLaren. Além disso, existe o fator Hamilton. Sensação da categoria neste ano, o inglês é reverenciado pela poderosa mídia britânica, que não engoliria a possibilidade de Lewis ser tirado da luta pelo campeonato.

O Conselho Mundial da FIA, reunido em Paris, é composto de dirigentes de várias federações do mundo. Entre eles, está Paulo Scaglione, presidente da Confederação Brasileiro de Automobilismo (CBA). Bom saber que, numa discussão tão importante como esta, o Brasil está representado.

O escândalo de espionagem pega fogo mas continua longe de seu fim. Hoje, Nigel Stepney, pivô de toda a confusão, deu entrevista dizendo que é vítima de conspiração e que contratou detetives particulares para investigar o caso.

Novos capítulos ainda vêm por aí...


Depois se tornar o primeiro piloto da história a liderar uma corrida em sua estréia após largar em último, Markus Winkelhock (à esquerda) ainda não tem lugar garantido na Spyker a partir da próxima corrida. O que mais o glorioso alemão terá de fazer para convencer os dirigentes da equipe holandesa a efetivá-lo?

Os boatos da vez sugerem que Sakon Yamamoto, ex-piloto da Super Aguri e atualmente na GP2 fazendo uma temporada obscura, será o novo titular da Spyker. Uma opção motivada, principalmente, pelos dólares do japonês.

Antes de tentar Yamamoto (à direita), porém, a equipe holandesa flertou com o brasileiro Nelson Angelo Piquet. De forma esperta, Nelsinho educadamente declinou. Não há necessidade de forçar entrada na Fórmula 1. Ainda mais pela Spyker...

O Blog torce para que Markus Winkelhock consiga manter sua vaga na escuderia laranjinha. Depois de sua atuação na última corrida, o alemão ganhou a minha simpatia eterna. Como disse o amigo Leandro, nos comentários:

"ÔÔÔÔÔÔ, o Winkelhock é melhor que o Fangioooo!!!"


Todas as 11 equipes da Fórmula 1 testaram hoje, em três circuitos diferentes. A maioria se concentrou em Jerez de la Frontera, na Espanha. O circuito teve, neste quarta, seu segundo dia de atividades.

O líder do campeonato Lewis Hamilton (à esquerda) foi o mais rápido. Como sempre, não há muito o que comentar sobre esses testes coletivos. Chama a atenção, apenas, a última colocação de Rubens Barrichello. Por mais que o brasileiro se esforce, não parece que a sua Honda esteja evoluindo. A seguir, os tempos:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:19.670s
2. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:20.540s
3. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:20.588s
4. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:20.709s
5. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:20.881s
6. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:21.071s
7. James Rossiter/Inglaterra/Super Aguri, 1:21.315s
8. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:21.444s

Em Mugello, na Itália, Ferrari e Toro Rosso andaram sozinhas. Luca Badoer (à direita), com o carro vermelinho, bateu Scott Speed. O americano, que muitos julgavam demitido após dar declarações polêmicas a respeito dos dirigentes da Toro, teve seu dia abrevidado em razão de um problema elétrico. Os tempos:

1. Luca Badoer/Itália/Ferrari, 1:22.847s
2. Scott Speed/Estados Unidos/Toro Rosso, 1:24.097s

Por fim, a Spyker andou sozinha em Silverstone, na Inglaterra. O holandês Giedo van der Garde deu 151 voltas com o carro da equipe, que não apresentou problemas. De ruim, apenas a chuva, que atrapalhou as atividades do time.


"Um piloto que coloca dois competidores para fora da pista em menos de 20 voltas não pode ter um futuro longo na Fórmula 1". Foi esse o comentário de Robert Kubica, após ser quase tirado da última corrida pelo seu parceiro de BMW Nick Heidfeld. Depois de Massa x Alonso, será que vem aí uma nova rixa na categoria? E entre companheiros de equipe?

Nesta quinta, o escriba do Blog estará fora durante toda a parte da manhã. De tarde, volto com a sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. E, mais tarde, coloco os meus comentários sobre a esperada audiência entre a McLaren e a FIA. Até amanhã!

Calendário 2008 da Fórmula 1 continua indefinido

Como são confusas as notícias sobre possíveis mudanças no calendário da Fórmula 1! As datas do ano que vem, que já deveriam ter sido divulgadas a essa altura, estão atrasadas. Como de costume, aliás.

Se não bastasse a demora, a imprensa também se mostra confusa em relação ao assunto. A notícia de que o circuito do Bahrein abriria a temporada de 2008, por exemplo, foi dada como certa na manhã de segunda. Acabou desmentida logo depois, na tarde do mesmo dia.

Acontece que autoridades da Austrália, onde normalmente é sediada a etapa inaugural do campeonato, deram a entender que, no ano que vem, seria diferente. Por se realizar num horário ruim para o público europeu, a corrida australiana geralmente tem audiência mais baixa do que os outros Grandes Prêmios.

Assim, abrir a temporada, lá, é um péssimo negócio para a Fórmula 1. Para a categoria, é muito mais rentável iniciar o calendário no circuito de Sakhir, como foi feito apenas uma vez, em 2006, quando a audiência da etapa de abertura bateu recordes.

Horas depois dos australianos terem colocado essa possibilidade, os organizadores do G.P. do Bahrein negaram qualquer mudança. "Nada é certo, ao menos até que o calendário definitivo seja divulgado", é o que dizem.

Mas essa não é a única dúvida que se tem em relação às corridas do ano que vem. Depois de ter sido banida do calendário, a pista de Magny-Cours arranjou um jeito de voltar. Provavelmente, alguns milhões de dólares conseguiram convencer Bernie Ecclestone e sua turma a reverem sua decisão.

Ruim por um aspecto, bom por outro. O circuito francês é um dos mais chatos da temporada e suas corridas são sempre entediantes, a não ser que chova. Ao menos, porém, a França, que nunca deixou de sediar um Grande Prêmio, terá sua etapa garantida em 2008.

No ano que vem, a entrada de Cingapura já está confirmada. O circuito, que já foi mudado uma vez, parece ter sido, agora, completamente definido. Além do país asiático, teremos mais algumas novidades.

A cidade espanhola de Valência já foi garantida como a nova sede do Grande Prêmio da Europa. O circuito, assim como o de Cingapura, será de rua. Por fim, volta a pista de Hockenheim, que dá continuidade ao revezamente com Nurburgring como sede da corrida alemã da Fórmula 1.

Em 2009, porém, o calendário fica recheado de dúvidas. Confirmada, mesmo, está a entrada dos Emirados Árabes Unidos. Sem idéias para gastar o dinheiro do petróleo, a turma do Oriente Médio vai construir uma ilha artificial e nela colocar um circuito onde a Fórmula 1 vai correr. Nada mal, hein?

Além disso, existe a possibilidade das voltas de Suzuka, reeditando o Grande Prêmio do Pacífico, e de Imola, com o G.P. de San Marino. Por fim, autoridades indianas garantem já ter assinado um acordo com Ecclestone para sediar uma corrida em Nova Délhi. Só há um problema.

Para ter uma corrida da Fórmula 1, a Índia precisa de uma nova pista. E, por enquanto, os entusiastas da idéia ainda não acharam um terreno onde o autódromo poderia ficar. Um problema semelhante enterrou a volta do G.P. do México, que havia sido confirmado para um novo circuito em Cancún, que nunca chegou a ser construído.

A partir de 2010, não se tem certeza de quase mais nada. As possibilidades se multiplicam. Nem o Grande Prêmio do Brasil tem permanência garantida. E, se acontecer, poderá ser em Interlagos, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Brasília, num novo Jacarepaguá...

Novos países candidatos existem aos montes. A Coréia do Sul, ao que parece, é a única nação estreante confirmada para 2010. Segunda a Wikipedia, poderão acontecer também etapas nas seguintes localidades, excluindo as atuais:

Africa
- África do Sul, na Cidade do Cabo (depois dos investimentos para a Copa, por que não?)
- Egito, em Cairo (improvável. O Egito mal consegue sediar uma Copa das Nações Africanas...)
- Marrocos, em Marraquexe (terreno fértil para trocadilhos)

Américas
- Argentina, em San Luis (no circuito Oscar Galvez, como bem demonstrou Gualter Salles, não dá. Em San Luis, quem sabe?)
- Colômbia, em Bogotá (altamente improvável)
- México, em Cancún (só precisam achar um lugar para construir o autódromo)
- Panamá, na Cidade do Panamá (acho difícil)
- Venezuela, em Caracas (será que Bernie vai se dar com o Hugo Chavez?)

Ásia
- Casaquistão, em Astana (putz, e a gente reclamando que o Bahrein era no meio do nada...)
- Líbano, em Beirute (perdoem-me o trocadilho, mas esse G.P. vai bombar)

Europa
- Áustria, em Spielberg (se a Red Bull reformar o circuito...)
- Bulgária, em Cavarna (será que não tem nenhum outro lugar mais interessante?)
- Finlândia, em Helsinque (só se for corrida no gelo)
- França, na DisneyLand de Paris (vai ser numa pista Mickey Mouse. Literalmente)
- Grécia, em Orchomenos (sobre essa possibilidade, tudo o que sei é que nada sei)
- Holanda, em Roterdã (não poderia ser em Assen ou Zandvoort?)
- Polônia, em Gdansk (Kubica vai ficar feliz da vida)
- Portugal, em Portimão (oba! Torço para que nossos patrícios tenham o seu G.P.)
- República Checa, em Praga (se acontecer, será num cenário espetacular)
- Suíça, em Saint-Moritz (foi só acabar com a lei que proibia corridas a motor que os boatos já começaram)

Claro que muitas dessas possibilidades são um pouco absurdas. Algumas delas não vão chegar nem perto de se realizar. Mas serve para mostrar como o futuro da Fórmula 1, no curto prazo, é nebuloso.

Não só os regulamentos técnico e deportivo estão em constante mudança. O calendário também. Com tanta incerteza, o único e solitário desejo do escriba do Blog é que o Brasil consiga, ao final, ter seu lugarzinho como sede de um G.P. da principal categoria do automobilismo. Não importando em que cidade.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos - Número Oito

Perdoem-me o pequeno atraso na publicação deste post. Resolvi aguardar o fim da viagem para não sofrer mais com a lenta e cara conexão de Internet por telefone. Por isso, tive de esperar até o fim do dia para escrever os textos. Agora, sem perder mais tempo, vamos dar continuidade à contagem das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos:

10. Michael Schumacher - Espanha/1996
9. Damon Hill - Hungria/1997
OITAVA COLOCADA - John Watson, Grande Prêmio de Long Beach de 1983

Alguns de vocês podem achar que, nesta, estou inventando. Afinal de contas, a atuação de John Watson - um piloto que jamais foi campeão mundial - não é das mais celebradas e comentadas da história da Fórmula 1. Mas a vitória do norte-irlandês tem uma particularidade especial, que nem os maiores nomes do automobilismo conseguiram igualar.

Nunca, em todo o curso da principal categoria do esporte a motor, um piloto conseguiu vencer uma corrida saindo de uma posição do grid tão ruim quanto a de Watson naquele G.P. de Long Beach. John era, nada mais nada menos, o 22º na largada. Trinfou mesmo assim, e ainda por cima num circuito de rua!

É verdade que as ultrapassagens, naquela época, eram muito mais fáceis de serem executadas. E o índice de quebras alto também ajudou Watson em sua recuperação. Nada disso, porém, tira o mérito da atuação do piloto da McLaren.

Um ano antes, em 1982, John já havia mostrado do que era capaz. Inaugurou o que os comentaristas chamavam de "técnica Watson de vencer saindo de trás". Na Bélgica, no mesmo fim de semana em que Gilles Villeneuve morreu, o norte-irlandês ganhou saindo de 10º. Mais tarde naquela temporada, em Detroit, ele venceria saindo de 18º.

Este recorde, porém, Watson bateria logo no início da temporada de 1983. Quando a Fórmula 1 chegou a Long Beach, na California, para a segunda corrida daquele ano, ainda não haviam favoritos destacados para o campeonato.

O equilíbrio era total. Prever resultados, uma tarefa ingrata. Pelo menos cinco ou seis equipes tinham chances de vitórias. Uma delas era a McLaren de Watson e deu seu companheiro, Niki Lauda. Na primeira corrida de 1983, no Brasil, no finado autódromo de Jacarepaguá, o austríaco foi terceiro, enquanto John abandonou.

Em Long Beach, entretanto, os dois pareciam estar em péssima situação após os treinos classificatórios de sábado. Watson era 22º no grid. Lauda, o 23º. Seus tempos eram em torno de quatro segundos mais lentos que o do pole position, Patrick Tambay, da Ferrari.

Mas o domingo veria outra história. Saindo de terceiro no grid, o campeão do ano anterior, Keke Rosberg, estava num dia errático. Logo na largada, o finlandês já bateu com o outro piloto da Ferrai, Rene Arnoux.

Nenhum dos dois, entretanto, teve danos significativos nos carros. Assim, ambos conseguiram prosseguir. Mas o show de Rosberg ainda não havia terminado. Antes que a primeira volta terminasse, o finlandês daria um giro de 360º ao tentar ultrapassar o líder Tambay. Mais uma vez, Keke continuaria na corrida sem perder muito tempo.

Durante as trinta voltas iniciais, o público foi entretido com uma briga emocionante no grupo da frente. Tambay, Rosberg, Jacques Laffite, Michele Alboreto, Jean Pierre Jarier e Riccardo Patrese se mantinham colados um nos outros. Às vezes, trocavam o de posição entre si.

Na volta 22, Alboreto e Jarier bateram, e o italiano foi o primeiro a perder contato com a turma. Algumas voltas mais tarde, Rosberg perdeu a paciência e foi para cima de Tambay. Não deu outra: os dois se tocaram e tiveram de abandonar.

Com isso, a liderança caiu no colo de Laffite, com Patrese aparecendo em segundo. O terceiro colocado, Marc Surer, estava bem atrás. E, logo a seguir, já apareciam as McLaren de Lauda e Watson.

No 33º giro, John resolveu desafiar seu companheiro. Numa ultrapassagem sem riscos, deixou Lauda para trás. Tendo poupado seus pneus durante a primeira metade da corrida, Watson estava, agora, livre para atacar.

Os dois líderes, que haviam desgastado seus carros além da conta, eram bem mais lentos. Em duas voltas, John tomou a liderança. Na 44ª, ele passou Patrese, quando o italiano errou e saiu da pista. Um giro depois, Watson passava para primeiro, ao ultrapassar Laffite sem que o francês conseguisse esboçar alguma resistência.

A partir daí, foi um passeio para John. Era realmente o dia dele. No final da corrida, sua diferença para o companheiro Niki Lauda, que conseguiu subir para segundo, foi de aproximadamente 28 segundos.

Ao abrir esta distância, Watson demonstrou sua enorme superioridade naquele dia. Não era só o carro. O piloto teve seu papel também. Ir de 22º para primeiro em apenas 45 voltas, ainda mais num circuito de rua, não é para qualquer um.

Pela recuperação absolutamente sensacional, pelo trabalho perfeito de poupar o carro para atacar na parte final da corrida e por ter estabelecido um recorde praticamente impossível de ser batido, John Watson leva o oitavo lugar da nossa lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos.

A seguir, temos um pequeno resumo da corrida. A narração, meio monótona, é em inglês. De qualquer forma, são imagens interessantes de uma época em que a Fórmula 1 era completamente diferente:



O Blog volta daqui a pouco comentando as notícias do dia. Até!

Alonso, quase uma diva

Que me perdoem os fãs do espanhol. Não estou, aqui, questionando nem um pouco da sua capacidade como piloto. Alonso já provou ser um vencedor. Em mais de uma oportunidade, saiu de situações de extrema tensão de forma magnífica, conseguindo desempenhos que seus adversários certamente não esperavam.

A mais recente dessas demonstrações de força aconteceu no G.P. da Europa, no último domingo. Fernando chegou à corrida pressionado pela distância de 12 pontos para Lewis Hamilton no campeonato. Mas conseguiu superar todas as adversidades com uma performance sublime. Sua vitória, diriam alguns, veio após uma atuação de campeão.

Logo depois da corrida, porém, Alonso, de maneira altamente discutível, tentou jogar o público contra Massa, a quem ele tinha acabado de derrotar. Fez gestos polêmicos para a câmera, insinuando que o brasileiro teria querido tirá-lo da corrida. Acabou tomando um “vai cagar” de Felipe, que chegou bem perto de baixar o nível ainda mais.

Mais uma inimizade para Fernando, que coleciona desafetos. Sua rixa com a imprensa espanhola já é conhecida de todos. Os jornalistas do país foram, aliás, os primeiros a criticarem o piloto da McLaren por sua atitude após a vitória em Nurburgring.

Alguns foram mais longe, até: escreveram que a personalidade de Alonso está entrando em choque com os métodos austeros do chefão de sua equipe, Ron Dennis (à esquerda). Aí já é demais. Mesmo para um piloto como Fernando.

Galvão Bueno disse, após a discussão entre Fernando e Felipe, que Alonso é um piloto “cheio de não me toques”. Desta vez, o narrador acertou em cheio. O espanhol é brilhante no que faz. É um dos maiores, senão o maior, talento de sua geração, que foi quase que totalmente destruída pelo domínio arrasador de Michael Schumacher.

Mas Fernando está chegando perto do limite. Precisa, de uma vez por todas, deixar seu temperamento instável de lado. Chega de se comportar quase como uma diva. Daqui a pouco, nem seus ardorosos seguidores vão agüentá-lo mais.



Fica cada vez mais insuportável a situação de Scott Speed na Toro Rosso. Hoje, em explosiva entrevista à revista Autosport, o norte-americano taxou os dirigentes de sua equipe, Gerhard Berger e Franz Tost, de “desonestos”. Depois dessa, meu amigo, não continuava na equipe nem se fosse Michael Schumacher.

Segundo Speed, a dupla de chefões estaria sabotando ele e seu companheiro de equipe, Vitantonio Liuzzi. Além disso, toda a culpa dos maus resultados estaria sendo imputada nos pilotos. Uma grande injustiça, para ele, visto que o carro também não ajuda nem um pouco.

O que mais irrita o norte-americano, entretanto, é a preferência descarada dos dirigentes, principalmente Berger, por Sebastien Bourdais e Sebastian Vettel, potenciais pilotos da Toro no ano que vem. Na visão de Scott, as recentes entrevistas do chefão indicam uma tentativa clara de colocar seus atuais titulares no olho da rua.

Tenho pena de Speed, sinceramente. Ele não é tão ruim como alguns dizem. Mas estragou sua carreira ao assinar com a sucursal da Red Bull. Agora tenta, ao menos, salvar sua relação com a empresa das bebidinhas energéticas, que bancou sua carreira desde o início.

Um recomeço, correndo em categorias de seu país natal, não seria lá tão ruim para Scott. É tudo o que ele pode aspirar, por enquanto. Sua imagem na Fórmula 1, pelo menos durante os próximos anos, já está completamente queimada.



Dia de testes coletivos semi-inúteis. Em Jerez de la Frontera, sete equipes treinaram no primeiro dia de atividades. Sem surpresas, Pedro de la Rosa (à esquerda) liderou com tranqüilidade. Destaque para a estréia de Sebastien Buemi, suíço recentemente contratado pela ART na GP2, pela Red Bull. Ele ficou em último, mas fez um tempo razoável.

Nelson Ângelo Piquet também andou, pela Renault. Mas acabou longe dos primeiros. Os tempos, a seguir:

1. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:20.111s em 69 voltas

2. Frank Montagny/França/Toyota, 1:21.136s em 73 voltas
3. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:21.424s em 103 voltas
4. James Rossiter/Inglaterra/Super Aguri, 1:21.683s em 92 voltas
5. Christian Klien/Áustria/Honda, 1:22.035s em 70 voltas
6. Nelson Ângelo Piquet/Brasil/Renault, 1:22.537s em 68 voltas
7. Sebastien Buemi/Suíça/Red Bull, 1:22.565s em 78 voltas

Em Mugello, apenas Ferrari e Toro Rosso andaram. E com apenas dois pilotos. Dia sem-graça ao extremo, portanto. Mas, pelo menos desta vez, a sucursal da Red Bull teve o gostinho de andar na frente da escuderia dos carrinhos vermelhos.

Pela Toro, andou Vitantonio Liuzzi. Por enquanto, ele ainda pode se considerar titular da equipe, ao contrário de seu atual companheiro, Scott Speed, praticamente demitido. Pela Ferrari, esteve no comando das atividades o eterno reserva Luca Badoer (à direita). Os tempos:

1. Vitantonio Liuzzi/Itália/Red Bull, 1:24.203s em 80 voltas
2. Luca Badoer/Itália/Ferrari, 1:24.663s em 50 voltas



Incrível a confusão no calendário da Fórmula 1. Até agora, as datas do ano que vem ainda não foram divulgadas, num atraso bastante suspeito. Recentemente, o circuito de Bahrein foi indicado como sede da primeira etapa, em notícia que foi desmentida logo depois.

Horas mais tarde, e surge a possibilidade de Magny-Cours, na França, voltar ao calendário. Assim, sem mais nem menos? Só espero que Interlagos consiga manter seu lugarzinho intacto. Em alguns dias, assim que eu tiver mais tempo, comento o assunto num post mais alongado.

Nesta quarta, o Blog volta com a sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Na lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos, chegamos ao número oito. Nos vemos amanhã, então!

terça-feira, 24 de julho de 2007

MotoGP também tem sua silly season

Não é só na Fórmula 1 que o mercado de pilotos anda agitado. Na principal categoria do motociclismo mundial, as equipes já se movimentam para fechar suas duplas – ou, dependendo, até trincas - para a temporada de 2008.

A primeira mudança confirmada envolve o norte-americano John Hopkins (à esquerda). O piloto da Suzuku vem fazendo, ao lado do companheiro Chris Vermeulen, uma ótima temporada neste ano. Mas está de saída para a Kawasaki.

Uma escolha um tanto arriscada, visto que as motos verdinhas ainda não chegaram ao nível da Suzuki que Hopkins pilota atualmente. Trata-se, portanto, de uma aposta para o futuro. Pelo menos no curto-prazo, as possibilidades de vitória para o norte-americano ao lado da Kawasaki são remotas.

Em sua nova equipe, Hopkins é a única certeza. Não se sabe nem quantas serão as motos verdinhas no ano que vem: o time poderá ter uma dupla ou uma trinca. Os principais candidatos à(s) vaga(s) são os atuais pilotos Randy de Puniet e Anthony West. Além deles, aparece o nome de Roger Lee Hayden, irmão do atual campeão Nicky.

Outra novidade já noticiada é a ida de Marco Melandri (à direita) para a Ducati. O italiano, atualmente na Honda Grenesi, será o novo companheiro do líder do campeonato deste ano, Casey Stoner. Uma tarefa ingrata, ainda mais se o australiano mantiver sua excelente forma no ano que vem.

Loris Capirossi (à esquerda), que havia sido contratado como primeiro piloto da Ducati antes de começar a ser seguidamente batido por Stoner, ainda não sabe seu destino na próxima temporada. As especulações falam em uma mudança para a Suzuki, onde correria ao lado de Chris Vermeulen, para substituir John Hopkins.

Existe, até, a possibilidade da permanência de Loris caso a Ducati resolva correr com três motos. Essa chance, porém, parece-me menos plausível. Com Stoner e Melandri, a fábrica italiana já teria uma dupla muito forte. Capirossi viria a acrescentar muito pouco. E, se levarmos em conta seu desempenho neste ano, ele não merece ter seu contrato renovado.

Na Yamaha, Valentino Rossi está confirmadíssimo, e seu companheiro de equipe deve ser o atual líder das 250cc, Jorge Lorenzo. Colin Edwards, segundo piloto do time neste ano, não permanece. Seu destino ainda é desconhecido,

A vitória no G.P. da Alemanha aliviou um pouco a pressão sobre Daniel Pedrosa (à direita) na Honda. O espanhol, porém, ainda não tem sua permanência garantida no time japonês no ano que vem. O outro piloto da equipe, Nicky Hayden, também não sabe se continua.

No meio de toda a confusão, Alexandre Barros tenta renovar seu contrato com a Pramac D’Antin, equipe-satélite da Ducati. O brasileiro já conseguiu o melhor resultado da história do time neste ano – um terceiro lugar – e provavelmente assinará um novo compromisso. Um reconhecimento merecido.

Depois da última corrida, nos Estados Unidos, a MotoGP entrou num pequeno recesso até o próximo G.P., na República Checa. Neste intervalo, é provável que muitas destas indefinições sejam esclarecidas. Só resta, a nós, esperar.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos – Número 9

Nesta terça, como de costume, temos a primeira das três edições semanais da sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Nossa lista atual fala das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos. Atuações memoráveis, que estão gravadas na memória de qualquer fã do automobilismo. Sem perder mais tempo, vamos ao que interessa:

10. Michael Schumacher – Espanha/1996
NONA COLOCADA – Damon Hill, Grande Prêmio da Hungria de 1997

Poucos pilotos da Fórmula 1 foram e continuam sendo, até hoje, tão subestimados como Damon Hill. Para muitos, o filho de Graham, lenda dos tempos românticos da Fórmula 1 da década de 60, não chega nem perto do nível do pai.

Quando se discute qual teria sido o pior campeão da história, Damon Hill é logo um nome que vem à mente. Mas será que essa lembrança é realmente justa? Seria o inglês alguém realmente ruim? Apenas um sortudo que, de posse do melhor carro do grid, viu cair no seu colo um título da Fórmula 1?

Em 1996, Hill venceu aquele que seria seu único campeonato com uma equipe muito superior à concorrência, a Williams. Ganhou mas não convenceu. Para a maioria dos jornalistas especializados, a conquista se devia muito mais em razão da excelência técnica do carro do que por um desempenho acima da média de Damon.

Essa impressão foi ainda mais reforçada quando, ao fim do ano, o inglês foi simplesmente dispensado pelo dono da equipe, Frank Williams. Na condição de campeão, Hill entrava em desgraça. Todos os times grandes estavam com as portas fechadas para ele.

O inglês teria de recomeçar. Seduzido pelo discurso de Tom Walkinshaw – uma espécie de Flavio Briatore que não deu certo – Damon assinou com a Arrows para a temporada de 1997. Um erro catastrófico. O carro não andava e, pior, não tinha a menor confiabilidade.

Logo na estréia pelo time, no G.P. da Austrália, Hill quebrou na volta de apresentação, depois de quase não ter conseguido tempo para largar na classificação. As coisas iam de mal a pior. A partir da metade da temporada, porém, o ritmo do carro começou a melhorar um pouco.

Com a evolução, veio o primeiro ponto de Damon e da Arrows no ano, justamente na terra natal de ambos, a Inglaterra. Em Silverstone, Hill foi sexto, um excelente resultado para quem dispunha de um carro de final de pelotão. Na corrida seguinte, na Alemanha, o inglês foi oitavo.

Nada indicava o que viria no G.P. seguinte, na Hungria. O circuito de Hungaroring, para Damon, tinha um significado especial. Ali, em 1993, ele havia vencido pela primeira vez na Fórmula 1. Pelo seu conhecimento da pista, Hill tinha a esperança de conquistar mais alguns pontinhos. Fez muito mais do que isso.

Arrisco dizer que ninguém – talvez nem o inglês – esperava um desempenho tão espetacular. Mas, já no sábado, Damon se mostrava em excepcional forma. Foi terceiro no grid, atrás apenas dos dois postulantes ao título. Jacques Villeneuve era o primeiro, com Michael Schumacher em segundo.

Na largada, o canadense saiu muito mal e perdeu toda a vantagem da pole, caindo para quinto ao final da primeira volta. Na ponta estava Schumacher, com Hill logo atrás. Os dois líderes eram mais rápidos do que o terceiro colocado, Eddie Irvine. Rapidamente, a dupla abriu vantagem para o irlandês, que segurava o pelotão atrás de si.

Durante várias voltas, Damon apenas seguiu Michael. Não demorou muito, porém, para o inglês notar que os seus pneus Bridgestone funcionavam bem melhor do que os Goodyear do alemão. Bolhas começaram a se formar na borracha de Schumacher, e o piloto da Ferrari começou a perder rendimento.

Hill colou em seu velho rival e planejou a manobra. No início da volta 11, ao fim da reta dos boxes, Damon realizou a ultrapassagem com autoridade. Schumacher ainda tentou resistir, empurrando o inglês para a parte de dentro da curva. Mas não houve jeito.

Contrariando todos os prognósticos, Hill era o novo líder. E, não demorou muito, começou a colocar vantagem sobre Schumacher e todos os outros pilotos que viam atrás. Logo Damon – o “pior campeão da história” – e com um carro que era reconhecidamente uma carroça!

Durante toda a corrida, Hill dominou amplamente, com um ritmo nem de perto seguido pelos seus adversários. Enquanto eles sofriam com o calor e a instabilidade dos pneus Goodyear, Damon parecia completamente à vontade com os Bridgestone. Será que o inglês conseguiria manter-se na frente até o final?

Atrás do líder, as posições continuavam indefinidas. Heinz-Harald Frentzen, provavelmente o piloto mais rápido do pelotão após Hill, teve problemas e abandonou. Seu companheiro de equipe, Jacques Villeneuve, encontrava enormes dificuldades para se livrar dos carros mais lentos.

Finalmente, porém, o canadense fez valer a superioridade de seu equipamento e tomou o segundo lugar. Em terceiro, após um ótimo desempenho, aparecia Johnny Herbert, com uma Sauber. A corrida ia terminando e nada indicava que Damon e a Arrows poderiam perder seu primeiro triunfo juntos.

Mas o automobilismo, por mais que muitos digam ao contrário, ainda é um esporte completamente imprevisível. Quando faltavam menos de três voltas para o final, as coisas começaram a dar errado para Hill e sua equipe. O carro da Arrows tinha sérios problemas hidráulicos.

Pelo rádio, a equipe manda Damon passar para a quinta marcha. Assim, manteria uma velocidade de reta alta, suficiente para não deixar os rivais chegarem perto. Mas não havia mais pressão hidráulica suficiente.

O máximo que Hill consegue fazer é trocar de segunda para terceira marcha. Na volta 75 de 77, Jacques Villeneuve recupera nove segundos de diferença. No giro seguinte, vinte. A vitória de Damon estava perdida.

O piloto da Arrows ainda abre a última volta na frente. Mas o canadense já está logo atrás dele. Na subida para o setor mais sinuoso do circuito de Hungaroring, Hill ginga com seu carro de um lado para o outro, numa tentativa desesperada de recuperar o sistema.

Villeneuve, que vem rápido demais, precisa colocar duas rodas na grama para passar o inglês. Consegue, mas quase coloca tudo a perder. Vitória para o canadense. Atrás dele, Damon luta com o carro, mas ainda termina em segundo. Considerando as colocações que vinha tendo, um resultado extraordinário.

Mas Hill, é claro, não está satisfeito. Na volta de desaceleração, o inglês soca o volante do carro, inconformado com a má sorte. Não venceu, mas seu desempenho ficou marcado. Ainda hoje, não dá para entender como Damon conseguiu andar tão bem naquele dia.

Até o fim da temporada, nem Hill nem a Arrows chegaram perto de repetir a atuação no G.P. da Hungria. Qual seria a desculpa dos críticos, então, para justificar uma performance tão espetacular? O bom funcionamento dos pneus Bridgestone certamente não explica tudo. Afinal, quatro dos seis primeiros usavam Goodyear.

A verdade é que Damon é, sim, um dos grandes nomes da história da Fórmula 1. Na estatística de vitórias, Hill está em décimo lugar na lista dos que mais triunfaram. Não é pouca coisa não. Pena que muitos não saibam reconhecer.

Pela ampla superioridade naquele dia, por causa de seu ritmo alucinante durante toda a corrida e pelo desempenho absolutamente extraordinário com um carro de final de pelotão, Damon Hill leva o nono lugar na lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos.

A seguir, um vídeo das dramáticas voltas finais daquela corrida. Infelizmente, só achei com a narração em alemão:



A sessão Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número oito da nossa lista. Logo mais – se a conexão de Internet por telefone permitir - o Blog retorna comentando as principais notícias do dia. Até mais!