sábado, 25 de agosto de 2007

ChampCar, IRL e WTCC já têm grids definidos para as corridas de amanhã

Primeiramente, o escriba do Blog deve imensas desculpas pelo enorme atraso na publicação desse post. O dia foi bastante corrido para mim, mas nunca é tarde para passar adiante as informações das categorias que entraram na pista nesse sábado.

No circuito belga de Zolder - marcado para sempre pela morte de Gilles Villeneuve, em 1982 - Sebastien Boudais (à esquerda) voltou a sobrar na turma da ChampCar. Ele foi dois décimos mais rápido que seu principal adversário no campeonato, Robert Doornbos, o segundo melhor.

O holandês, porém, será apenas o terceiro do grid. Isso porque a ChampCar tem um regra que privilegia o melhor colocado no treino classificatório de sexta, que já ganha, automaticamente, uma vaga na primeira fila. Quem se deu bem, dessa vez, foi Will Power.

Mais rápido do dia de ontem e aposta do Blog, o australiano largará da segunda posição, portanto. Em quarto, na sua melhor posição de grid do ano, está Bruno Junqueira (à direita). O brasileiro está operando um verdadeiro milagre com o carro da Dale Coyne, equipe acostumada com as últimas posições do pelotão.

A corrida de amanhã tem largada marcada para as 9 horas de Brasília. Sim, infelizmente, os brilhantes organizadores marcaram exatamente no mesmo horário da Fórmula 1. Quem quiser dar uma chance à ChampCar, porém, pode colocar no Canal Speed, que mostra a corrida ao vivo.


A equipe Andretti Green fez a trinca no treino de classificação da IRL, que faz sua 15ª e antepenúltima etapa do ano no circuito misto de Sonoma, na Califórnia. Líder do campeonato, Dario Franchitti (à esquerda) vai largar da pole position. A musa Danica Patrick está logo atrás em segundo.

Completando os três primeiros aparece o baiano Tony Kanaan, que vem atropelando neste fase final de temporada. Helio Castroneves - aposta do Blog e líder dos treinos de ontem - caiu para quarto. Mesmo assim, continua sendo um dos principais favoritos à vitória.

O vice-líder do campeonato, Scott Dixon (à direita), conseguiu a quinta posição no treino de classificação. O neo-zelandês é outro piloto a ser observado, principalmente por seu ótimo retrospecto em circuitos mistos. Nesse ano, já venceu em Watkins Glen, por exemplo.

Vítor Meira, uma vez mais, sofreu com os problemas do seu carro. Ele vai largar apenas da 13ª posição do grid. A corrida, amanhã, tem início às 16:30 de Brasília, com transmissão dos canais Bandsports e PlayTV.


O World Turing Car Champioship (WTCC) realiza sua oitava rodada dupla do ano nesse fim de semana. Dessa vez, a sede é a pista alemã de Oschersleben. No treino de classificação, hoje, o mais rápido foi Gabriele Tarquini (à esquerda).

O piloto da SEAT teve uma obscura passagem pela Fórmula 1 entre 1987 e 1995. É dele o recorde de não-classificações da história. Ou seja, ninguém falhou tantas vezes em conseguir um lugar no grid de corridas da categoria quanto o italiano. Foram 40 falhas, no total.

Apesar da desonrosa estatística, Tarquini é reconhecidamente um bom piloto. E provou isso mais uma vez, hoje. Ao seu lado, na primeira fila, ele terá seu parceiro na SEAT, o francês Yvan Müller.

O trio da BMW, que lidera a temporada, até andou bem, apesar do lastro obrigatório para os melhores do campeonato. Jörg Müller foi quarto, Augusto Farfus Jr. terminou em sexto e Andy Priaulx (à direita) em oitavo. As aposta do Blog ficaram em sétimo, com Tiago Monteiro, e 14º, com Robert Huff. Por enquanto, estou passando longe.

As corridas do WTCC não têm transmissão ao vivo para o Brasil. Resta esperar a reprise no programa Grid Motor, do Sportv, em algum momento da próxima semana.


Esse domingo está recheado de atrações para os fãs da velocidade. O Blog estará cobrindo, ao todo, cinco categorias: ChampCar, Fórmula 1, GP2, IRL e WTCC. Isso sem falar na Nascar, que está acontecendo no instante em que escrevo essas linhas. É melhor eu ir descansar. Até amanhã!

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Lucas di Grassi desencanta e já toma a liderança da GP2

Demorou, mas ela veio no melhor momento possível. Após 32 largadas na GP2, Lucas di Grassi finalmente conseguiu a sua primeira vitória na categoria ao ganhar, hoje, a 15ª etapa da temporada, no circuito turco de Istambul Park. De quebra, o brasileiro ainda assumiu, pela primeira vez no ano, a liderança do campeonato.

Antes da largada, di Grassi (à esquerda) parecia estar numa situação difícil. Ele era apenas o sexto no grid, enquanto seu principal rival no campeonato, Timo Glock, saía da segunda posição. Na pole estava o italiano Luca Filippi, terceiro colocado na tabela mas já distante da batalha pelo título.

Quando as luzes se apagaram, quem tomou a ponta foi Andreas Zuber. Companheiro de equipe de Timo Glock, o austríaco largou muito bem de terceiro e tomou a liderança. Ao mesmo tempo, Lucas di Grassi evitou problemas e contornou a primeira curva ainda na sexta posição.

O meio do pelotão via suas batidas costumeiras. Mike Conway chocou-se com Andy Soucek, que atingiu Adrian Zaugg. A corrida dos três acabou sendo bem curta. Lá na frente, Luca Filippi cometeu um erro e rodou, forçando os outros pilotos a desviarem para não bater.

Sem outra alternativa, a direção da prova colocou o safety-car na pista. O líder era Andreas Zuber, seguido de Timo Glock (à direita) e... Lucas di Grassi. Isso mesmo. Antes do fim da primeira volta, o brasileiro ultrapassou Giorgio Pantano na curva dois e Adam Carroll no momento em que precisaram evitar o carro de Luca Filippi.

A enorme maioria dos pilotos foi para o box para fazer suas paradas de troca de pneu obrigatórias. Timo Glock, entretanto, escolheu continuar na pista para não fazer fila atrás de Andreas Zuber no pit lane. Além do alemão, apenas Xandinho Negrão, Roldán Rodríguez e Ricardo Rissati optaram pelo mesmo.

Assim, quando a corrida recomeçou, o virtual líder, Andreas Zuber, era o quinto. O austríaco, porém, jogaria a vitória certa pela janela. Mesmo sabendo que o piloto na sua frente, Roldan Rodríguez, ainda precisava fazer sua última parada, Zuber foi para cima dele.

Na volta 20 de 34, o austríaco errou e saiu da pista no setor final de Istambul Park. Fim de corrida para ele. Lucas di Grassi herdou a posição de Zuber e, sem precipitação, esperou os acontecimentos. Xandinho Negrão (à esquerda) foi ao box na volta 25. Três giros depois, era a vez de Timo Glock.

O brasileiro passou para a primeira posição, que não perderia mais. Giorgio Pantano superou Adam Carroll numa bela disputa particular para conseguir o segundo lugar. Para Timo Glock, sobrou o quarto posto. Xandinho Negrão fechou em sétimo - sua melhor colocação no ano - e Bruno Senna terminou em décimo.

Com os resultados, Lucas di Grassi assumiu a liderança do campeonato, com 64 pontos. Timo Glock está logo atrás, com 60. Luca Filippi tem 37, Giorgio Pantano e Kazuki Nakajima somam 36, enquanto Adam Carroll aparece com 30. Bruno Senna (à direita) é o décimo, com 24, enquanto Xandinho Negrão não passa de 21º, com 3.

A seguir, a classificação da corrida de hoje da GP2:

1. Lucas di Grassi/Brasil/ART, 34 voltas em 57:11.277s
2. Giorgio Pantano/Itália/Campos, a 1.371s
3. Adam Carroll/Irlanda/FMS, a 5.830s
4. Timo Glock/Alemanha/iSport, a 6.163s
5. Borja García/Espanha/Durango, a 10.283s
6. Kazuki Nakajima/Japão/DAMS, a 10.774s
7. Xandinho Negrão/Brasil/Minardi by Piquet, a 14.695s
8. Karun Chandhok/Índia/Durango, a 19.756s
9. Ho Pin-Tung/China/BCN, a 20.629s
10. Bruno Senna/Brasil/Arden, a 22.944s

Amanhã, a GP2 realiza sua segunda bateria do fim de semana, com grid invertido. Karum Chandhok será o pole, com Xandinho Negrão em segundo. Timo Glock é o quinto, com Lucas di Grassi em oitavo e Bruno Senna na décima posição.

O Sportv transmite ao vivo às 5 da matina e, ao que parece, reprisa às 13 horas no Sportv2. O horário do VT, porém, nunca é garantido. O canal já trocou a programação em mais de uma oportunidade, ficando difícil saber se o que está no site realmente vale ou não.

Até o final do dia, o Blog volta comentando os treinos de classificação de ChampCar, IRL e WTCC. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: http://www.motorsport.com/

Massa está vivo

A pole veio na hora certa. Justamente no momento em que parecia estar entrando numa ingrata má-fase, Felipe Massa deu a volta por cima e conquistou, hoje, o primeiro lugar do grid para o Grande Prêmio da Turquia. Com todos os méritos.

Antes de cravar a pole, Massa (à esquerda) não havia liderado nenhuma das sessões de treinos livres. E continuou discreto ao longo da classificação. Até o momento decisivo - a superpole - quando brilhou e conquistou o melhor tempo, exatamente quando todos menos esperavam.

Pela manhã, Lewis Hamilton havia sido o mais rápido na última sessão de treinos. Logo na primeira parte da classificação, porém, a Ferrari retomou o comando. Com o finlandês Kimi Raikkonen.

Como era de se esperar, os pilotos de Spyker e Toro Rosso ficaram fora de cara. Além deles, foram eliminados Takuma Sato e Ralf Schumacher (à direita). O alemão, que parecia estar recuperando seu bom ritmo, não passou de 18º. Ele teve problemas e só conseguiu fazer uma volta rápida na classificação, assim como Sebastian Vettel.

Na segunda parte do treino, a Ferrari continuou liderando a tabela de tempos. E mais uma vez com Kimi Raikkonen. Felipe Massa, nessa altura, era apenas o quarto. Entre os dois pilotos da Ferrari ficaram Fernando Alonso, em segundo, e Lewis Hamilton, em terceiro.

Os eliminados da vez foram Anthony Davidson - num ótimo 11º, sua melhor posição de grid no ano desde a Austrália - Mark Webber, David Coulthard, Rubens Barrichello (à esquerda), Jenson Button e Alexander Wurz. Nada de muito estranho, portanto.

O panorama da classificação começou a mudar na primeira rodada de voltas rápidas da superpole. Felipe Massa já foi mostrando sua força e conseguiu o melhor tempo, em 1:27.520s, com Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, e Lewis Hamilton imediatamente atrás.

Quando os quatro favoritos retornaram para as últimas tentativas do dia, apenas dois conseguiram acertar suas voltas. Alonso (à direita) errou logo no primeiro setor, enquanto Raikkonen perdeu tempo no trecho final da pista. Nem o espanhol nem o finlandês chegaram a bater ao trempo de Felipe Massa.

Mas o brasileiro ainda iria melhorar. Fez 1:27.329s, garantindo-se em primeiro. Lewis Hamilton também fez uma boa volta, ficando a apenas 44 milésimos de Massa. O inglês vai largar ao lado do piloto da Ferrari, na primeira fila.

Diferença de combustível? É quase nula. Massa tem, no máximo, de duas a três voltas a menos de combustível do que Raikkonen. O mesmo vale para Hamilton em relação à Alonso. A largada, para variar, vai ser fundamental.

A seguir, o grid do Grande Prêmio da Turquia, em Istambul Park:

1. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:27.329s
2. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:27.373s
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:27.546s
4. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:27.574s
5. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:27.722s
6. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:28.037s
7. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:28.491s
8. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:28.501s
9. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:28.740s
10. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:29.322s
11. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:28.002s
12. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:28.013s
13. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:28.100s
14. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:28.188s
15. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:28.220s*
16. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:28.390s
17. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:28.798s
18. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:28.809s
19. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:28.953s
20. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:29.408s
21. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:29.861s
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker,1:31.479s
*= Jenson Button vai trocar de motor e, conseqüentemente, largará da 22ª e última posição

Lewis Hamilton, mais uma vez, foi praticamente impecável. Só não foi rápido o suficiente para a pole. Mas o segundo lugar já é um resultado muito bom para o inglês. Por outro lado, Fernando Alonso precisa ganhar posições logo na primeira curva se quiser ter uma chance de brigar pela vitória.

A largada também é a esperança de Kimi Raikkonen (à direita). Alguém lembra de Magny-Cours? O cenário era o mesmo: Massa-Hamilton-Raikkonen formavam o três primeiros no grid, nessa ordem. E o finlandês, contrariando as expectativas, venceu. Só que dessa vez Felipe Massa está muito mais esperto. O brasileiro vai vender muito caro o triunfo na pista de Istambul Park.

Outra vez mais, os pilotos da BMW andaram praticamente juntos. Nos momentos finais, Robert Kubica abriu três décimos de vantagem para Nick Heidfeld. O polonês deve estar um pouco mais leve que o alemão. Amanhã, os dois lutam, no máximo, pela quinta posição, no máximo. Isso se nada acontecer com os quatro da frente, é claro.

Na Renault, Heikki Kovalainen (à esquerda) vai começando a se sobressair sobre Giancarlo Fisichella. O finlandês larga pela quarta vez consecutiva à frente do italiano. Hoje, a diferença entre ambos ficou em quase um segundo. Kovalainen está muito mais à vontade na pista turca do que seu mais experiente companheiro de equipe.

A única esperança da Williams vai ser, de novo, o jovem Nico Rosberg. Nesse sábado, o alemão conseguiu mais um bom desempenho em classificações. Foi oitavo, com boa vantagem para Alexander Wurz, que não passou de 16º. Os carros da equipe inglesa caem um pouco de rendimento nas corridas, mas Rosberg tem boas chances de sair com pontos da corrida, amanhã.

Dia mediano para a Red Bull, que colocou seus dois pilotos no meio do pelotão. Pela 11ª vez em 12 fins de semana, Mark Webber (à direita) foi superior a David Coulthard. Os dois estão juntinhos: o australiano é 12º, com o escocês uma posição atrás. Nas provas, porém, a ordem costuma se inverter.

Jarno Trulli voltou a ser o salvador da pátria na Toyota. Isso porque Ralf Schumacher, cuja carreira na Fórmula 1 vai se encaminhando para o seu fim, não conseguiu passar nem da primeira parte da classificação. O alemão teve problemas, é verdade, dando apenas uma volta rápida. Mesmo assim, seu desempenho foi extremamente abaixo do esperado.

Uma excelente 11ª posição no grid para Anthony Davidson (à esquerda), a melhor do inglês desde a corrida de abertura do campeonato, na Austrália. Pela sexta vez seguida, Takuma Sato foi superado pelo companheiro de equipe. O japonês não conseguiu mais do que um 19º.

O vexame da Honda não tem fim. Seus pilotos foram até o limite do carro e terminaram juntos, em 14º e 15º. Rubens Barrichello bateu Jenson Button, ampliando sua vantagem na batalha dos dois em grids para 7 a 5. O inglês perdeu desempenho na classificação de hoje e decidiu trocar seu motor. Assim, vai largar de último na corrida.

Na Toro Rosso, o demitido superou o contratado mais uma vez. Vitantonio Liuzzi foi bem e por pouco não passou à segunda parte da classificação. Ficou em 17º. Já Sebastian Vettel (à direita) enrolou-se com a pesagem obrigatória, perdendo tempo e fechando apenas em 20º.

Por fim, na Spyker, nenhuma novidade. Adrian Sutil bateu Sakon Yamamoto com enorme facilidade. O alemão foi um segundo e meio mais rápido que seu companheiro. Os dois estão condenados à rabeira do pelotão, até que o modelo "B" do carro da equipe holandesa faça sua estréia.

O Grande Prêmio da Turquia tem largada marcada para as 9 horas de Brasília desse domingo, com transmissão da Rede Globo. Ao longo do dia, o Blog volta comentando a corrida da GP2 e os treinos de classificação de ChampCar, IRL e WTCC. Até mais!

Crédito das fotos: www.f1-live.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Resumo de uma pacata sexta-feira

Antes tarde do que nunca. Foi um dia corrido para o escriba do Blog, mas não podia faltar o já tradicional post sobre as atividades de sexta-feira no mundo da automobilismo. Hoje, várias categorias entraram na pista, com destaque para a GP2.

A escolinha da Fórmula 1 realizou seu treino de classificação para a primeira corrida do fim de semana, em Istambul Park. Quem se deu melhor foi o italiano Luca Filippi (à esquerda), da Super Nova. Ele cravou a pole ao superar o líder do campeonato, Timo Glock, que foi o segundo.

O alemão vai largar à frente de seu principal rival na temporada, Lucas di Grassi. O brasileiro não conseguiu mais do que um sexto lugar. A diferença entre os dois primeiros na tabela geral é de apenas um ponto, com vantagem para Glock.

O dia foi muito bom o brazuca Alexandre Negrão (à direita). Ele foi o sétimo colocado, conseguindo uma de suas melhoras posições de largada do ano. Depois de um campeonato recheado de abandonos por quebras e acidentes, Xandinho não tem mais nada a perder. O que vier vai ser lucro.

Por sua vez, Bruno Senna continua em má fase, após seu péssimo desempenho na última rodada dupla da GP2, na Hungria. Dessa vez, o sobrinho de Ayrton até não foi tão mal. Mesmo assim, não passou de 18º. Sua equipe, a Arden, está em franca decadência.

A seguir, os dez primeiros colocados no treino de classificação da GP2:

1. Luca Filippi/Itália/Super Nova, 1:34.278s
2. Timo Glock/Alemanha/iSport, 1:34.502s
3. Andreas Zuber/Áustria/iSport, 1:34.545s
4. Giorgio Pantano/Itália/Campos, 1:34.608s
5. Adam Carroll/Irlanda/FMS, 1:34.649s
6. Lucas Di Grassi/Brasil/ART, 1:34.914s
7. Xandinho Negrão/Brasil/Minardi Piquet Sports, 1:35.039s
8. Kazuki Nakajima/Japão/DAMS, 1:35.178s
9. Sebastian Buemi/Suíça/ART, 1:35.210s
10. Borja Garcia/Espanha/Durango, 1:35.218s
18. Bruno Senna/Brasil/Arden, 1:36.220s

A corrida da GP2 está marcada para as 10 horas desse sábado. O Sportv transmite, desde que o jogo Brasil x Itália, pelo Grand Prix de Vôlei, não se estique muito.



Outra categoria que também fez sua classificação no dia de hoje foi a Nascar. Mas o grid de largada, convenhamos, não vale muita coisa. Ainda mais numa corrida como a desse fim de semana, em Bristol (à esquerda).

No minúsculo circuito americano, a prova tem uma duração de 500 voltas. Trata-se de um longo e cansativo teste de resistência. Acidentes acontecem aos montes, quase sempre sem muita gravidade. Os pilotos que batem costumam voltar à corrida, sem perder tanto tempo assim.

Nessa sexta, o mais rápido foi Kasey Kahne (à direita), com o simpático carro patrocinado pelo McDonald's. A grande surpresa ficou por conta de Juan Pablo Montoya, que terminou numa ótima segunda posição. Jamie McMurray, David Ragan e Dave Blaney fecham o top 5, nessa ordem.

Os favoritos ficaram para trás. Jeff Gordon, líder do campeonato, foi 18º, uma posição à frente de Kurt Busch, a aposta do Blog. Logo abaixo, os dez primeiros do grid de largada da Nascar:

1. Kasey Kahne/Dodge, 16.016s
2. Juan Pablo Montoya/Dodge, 16.064s
3. Jamie McMurray/Ford, 16.103s
4. David Ragan/Ford, 16.105s
5. Dave Blaney/Toyota, 16.110s
6. Carl Edwards/Ford, 16.122s
7. Ryan Newman/Dodge, 16.122s
8. Ricky Rudd/Ford, 16.135s
9. Jimmie Johnson/Chevrolet, 16.159s
10. Jeff Burton/Chevrolet, 16.161s

A corrida da Nascar será realizada nesse sábado, com transmissão do Canal Speed a partir das 8 horas da noite.



Das demais categorias que correm nesse fim de semana, apenas o WTCC não entrou na pista hoje. Pilotos e equipes, porém, já estão em Oschersleben, pista alemã que sedia a oitava rodada dupla da temporada. Amanhã, serão realizadas duas sessões de treinos livres, seguidas da classificação.

A ChampCar, por sua vez, faz a primeira de duas etapas na Europa. Dessa vez, a categoria corre no circuito belga de Zolder, conhecido por ter sido o local do acidente fatal de Gilles Villeneuve. O australiano Will Power - palpite do Blog - terminou o dia com a pole provisória. Sebastien Bourdais, o favorito da maioria, foi segundo. O brasileiro Bruno Junqueira (à esquerda), quinto.

Por fim, os pilotos da IRL tomaram parte em duas sessões de treinos livres no circuito misto de Sonoma, na Califórnia. Outra vez mais, a aposta do Blog levou a melhor: Helio Castroneves, brasileiro da Penske, terminou em primeiro. O líder do campeonato, Dario Franchitti, fechou logo a seguir, em segundo.

Tony Kanaan, Marco Andretti e Sam Hornish Jr. completaram o top 5. Danica Patrick (à direita) fez o sétimo melhor tempo e Vítor Meira não passou do 13º lugar. Amanhã, a categoria realiza o seu treino de classificação.


Nada de muito interessante nos press-releases que as equipes de Fórmula 1 soltaram após os treinos de sexta da categoria. O lenga-lenga de sempre. Até a Red Bull esteve mais comedida, após o genial Red Bulletin de ontem, que você confere clicando aqui.

O Blog volta nesse sábado, a partir da parte da tarde, com a cobertura de todas as categorias em atividade nesse fim de semana. Com destaque, é claro, para a Fórmula 1. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Luca Filippi e Alexandre Negrão - www.motorsport.com
Bristol Motor Speedway e Kasey Kahne - www.nascar.com
Bruno Junqueira - www.champcarworldseries.com
Danica Patrick - www.indycar.com

Ferrari sai na frente no Grande Prêmio da Turquia

Nada de anormal na sexta-feira do Grande Prêmio da Turquia. Dessa vez, foi a Ferrari quem saiu na frente na disputa contra seus grandes rivais da McLaren. Kimi Raikkonen (à esquerda) foi o mais rápido do dia, com um tempo da sessão da manhã.

Felipe Massa - outro que fez sua melhor volta no primeiro treino - ficou em segundo lugar, a quatro décimos de seu companheiro de equipe. Lewis Hamilton, como de costume, andou mais rápido do que Fernando Alonso no dia inicial de atividades. O inglês terminou em terceiro. O espanhol, em sexto.

Não houve grandes emoções nos dois períodos de treinos, à exceção de algumas poucas saídas de pista e um acidente sem grandes proporções de Anthony Davidson. O inglês da Super Aguri escapou a quatro minutos do fim da segunda sessão, batendo na barreira de proteção já com baixa velocidade.

No mais, um bueiro mal fixado interrompeu as atividades durante vinte minutos na parte da tarde. Os pilotos ficaram um pouco prejudicas mas, no final das contas, tiveram bastante tempo para testar seus acertos. Rubens Barrichello (à direita), da Honda, fechou na 15ª posição.

A seguir, a classificação da sexta-feira em Istambul Park:


1. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:27.988s - Primeira sessão
2. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:28.391s - Primeira sessão
3. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:28.469s - Segunda sessão
4. Ralf Schumacher/Japão/Toyota, 1:28.773s - Segunda sessão
5. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:28.874s - Segunda sessão
6. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:28.947s - Segunda sessão
7. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:28.995s - Segunda sessão
8. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:29.025s - Segunda sessão
9. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:29.093s - Segunda sessão
10. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:29.368s - Segunda sessão
11. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:29.435s - Segunda sessão
12. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:29.456s - Segunda sessão
13. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:29.641s - Primeira sessão
14. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:29.945s - Segunda sessão
15. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:30.055s - Segunda sessão
16. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:30.104s - Segunda sessão
17. Mark Webber/Austrália/Red Bull,1:30.315s - Segunda sessão
18. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:30.384s - Primeira sessão
19. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:30.612s - Primeira sessão
20. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:30.801s - Segunda sessão
21. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:31.153s - Segunda sessão
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:31.175s - Segunda sessão

Em sexta-feira de Grande Prêmio, Fernando Alonso raramente lidera a tabela de tempos, preocupando-se mais em encontrar um bom acerto para a corrida. Lewis Hamilton (à esquerda), por outro lado, gosta de testar seus limites, invariavelmente terminando no topo da classificação. A diferença entre ambos no treino de hoje é, portanto, inútil. Apenas amanhã vamos saber qual é o mais rápido.

Na Ferrari, a situação é diferente. O time costuma preparar programas de testes parecidos para seus dois pilotos. Pode ser que dessa vez tenha sido diferente. Mas o fato é que Kimi Raikkonen foi quatro décimos mais rápido do que Felipe Massa - uma vantagem relativamente considerável. Pelo menos de início, o Blog parece ter feito a decisão certa ao apostar no finlandês.

A equipe que menos forçou o carro foi a BMW. Tanto Nick Heidfeld (à direita) quanto Robert Kubica fecharam no meio do pelotão. Certamente, os dois testaram configurações de long run, ou seja, de corrida. O ritmo da dupla ainda melhora bastante para a classificação de amanhã.

A Renault foi superada por Toyota e Williams, mas não há motivo de desespero, ainda. Heikki Kovalainen terminou em oitavo, mostrando estar mais à vontade com a pista de Istambul Park do que seu companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella. O italiano chegou a sair da pista em mais de uma oportunidade.

Discreta e eficiente, a Williams colocou seus dois pilotos entre os dez primeiros. Nico Rosberg (à esquerda) foi sétimo, mostrando que é fortíssimo candidato aos pontos na corrida. E Alexander Wurz surpreendeu ao terminar em nono, uma posição bem melhor do que as que costuma ocupar.

Dia mediano para a Red Bull. David Coulthard fez um tempo de razoável para bom, ficando na 11ª posição. Mark Webber, por sua vez, não esteve bem. O australiano não passou de 17º, quase um segundo mais lento do que o escocês.

Apenas em sétimo no Mundial de Construtores, a Toyota mostra que está para se recuperar. Os dois pilotos fecharam o dia em ótimas posições. Mas não há, ainda, como garantir se eles continuarão na parte da frente do grid. De qualquer forma, ver Ralf Schumacher (à direita) em quarto com Jarno Trulli em quinto representa um resultado animador para os japoneses.

Atrapalhada com o calote de um de seus principais patrocinadores - a SS United - a Super Aguri precisou atrasar o desenvolvimento de seu carro. Fatalmente, ficou um pouco para trás. Mesmo assim, Takuma Sato ainda terminou numa esforçada 16ª posição. Anthony Davidson foi 18º, tendo batido o carro no finalzinho das atividades.

Mais um fim de semana difícil para a Honda. O carro da equipe japonesa não rende bem em temperaturas altas, como já se pôde perceber no último Grande Prêmio da Hungria. No calor da Turquia, as perspectivas também não são boas. Hoje, porém, até que seus pilotos não foram mal: Jenson Button (à esquerda) foi 14º, com Rubens Barrichello uma posição atrás.

Na Toro Rosso, Sebastian Vettel mostrou evolução, mas voltou a ser batido por Vitantonio Liuzzi. A disputa interna é a única motivação dos pilotos, que ficaram apenas em 19º e 20º. E, amanhã, devem repetir esse desempenho.

Por fim, na caçula Spyker, Sakon Yamamoto surpreendeu apenas em sua segunda participação pela equipe laranja. Não terminou na frente do líder da equipe, o alemão Adrian Sutil (à direita), por poucos milésimos. O time holandês precisou atrasar a estréia de seu modelo "B", que foi reprovado no crash test da FIA. Por isso mesmo, seus pilotos acabaram, uma vez mais, nas duas últimas posições.

O treino de classificação, amanhã, é às 8 e não às 9 da manhã. Não esqueça de anotar essa pequena mudança na sua agenda. Até o final do dia, o Blog retorna comentando as atividades das outras categorias que entraram na pista nessa sexta-feira. Até mais!

Crédito das fotos (todas): www.f1-live.com

Agenda do Fim de Semana (24 a 26 de agosto)

Hora de conferir o que de melhor vai acontecer no mundo da velocidade nos próximos três dias. A Fórmula 1, é claro, concentra os holofotes. Mas não é a única atração desse fim de semana, que está recheado:



Sábado, 25 de agosto de 2007

GP2: Primeira corrida da rodada dupla de Istambul Park
Nascar: Etapa de Bristol

Domingo, 26 de agosto de 2007

ChampCar: Etapa de Zolder
FÓRMULA 1: Grande Prêmio da Turquia
GP2: Segunda corrida da rodada dupla de Istambul Park
IRL: Etapa de Sonoma
WTCC: Rodada dupla de Oschersleben

Em quatro tentativas, errei todos os meus palpites na Fórmula 1. Está na hora de caprichar. Após conseguir um espetacular 100% de aproveitamento no último fim de semana, pensei bem e já escolhi a minha aposta.

Em Istambul Park, apenas dois pilotos já venceram. São justamente aqueles da dupla da Ferrari: Kimi Raikkonen (à esquerda) e Felipe Massa. A escuderia italiana, pelas características da pista turca, é a principal favorita.

Kimi ou Massa, então? Analisei bem e escolhi o finlandês. Nesse momento, Raikkonen tem mais equilíbrio e está sob menor pressão do que o brasileiro. O ice-man vem numa ascendente, enquanto Felipe vive seu inferno astral particular. Não acho que as coisas se alternam muito nesse Grande Prêmio.

A briga na McLaren está longe de terminar. Fernando Alonso (à esquerda) ainda não venceu após duas participações na Turquia. Em ambas, porém, saiu com segundas colocações que foram vitais para seus títulos. Já Lewis Hamilton também andou bem em Istambul Park no último ano, pela GP2. Qual dos dois vai melhor? Meu palpite é o espanhol.

BMW e Renault são as duas outras equipes com maiores chances de terminar na zona de pontução. O calor, porém, pode promover surpresas. As quebras não são muito improváveis. Se elas acontecerem no grupo da frente, acredito que a Toyota - provavelmente com Ralf Schumacher - pode salvar alguns pontos no fim de semana.
Palpite do Blog para a corrida: Kimi Raikkonen

A GP2 realiza suas 14ª e 15ª etapas do ano, mais uma vez, com preliminar da Fórmula 1. Para Lucas di Grassi (à direita), é agora ou nunca. O brasileiro, que está a um ponto do líder do campeonato, Timo Glock, precisa desencantar e vencer uma corrida se quiser levar o título para casa. Os dois pilotos são os mais fortes do campeonato, e o Blog aposta em ambos.
Palpite do Blog para as corridas: Timo Glock e Lucas di Grassi

A ChampCar cruza o Atlântico para a primeira de duas etapas européias. No histórico circuito de Zolder, Bélgica - onde morreu Gilles Villeneuve - Sebastien Bourdais é o principal favorito, mas dessa vez vou arriscar. Aposto no australiano Will Power (à esquerda), que precisa de recuperação no campeonato se ainda quiser disputar o título.
Palpite do Blog para a corrida: Will Power

Na Califórnia, no circuito misto de Sonama, a IRL corre pela 15ª e antepenúltima vez no ano. Quando os pilotos precisam virar para a direita, alguns costumam se sobressair. Um deles é o brasileiro Helio Castroneves (à direita), que anda devendo melhoras atuações ultimamente. O Blog acredita na volta por cima de Helinho.
Palpite do Blog para a corrida: Helio Castroneves

Como sempre, escolher um palpite para a Nascar é sempre uma loteria. Mais ainda em Bristol, pista curtíssima e que é quase como um globo da morte para os pilotos. Nessas condições, chuto Kurt Busch (à esquerda), vencedor de duas das últimas três corridas da categoria e que vem em sensacional recuperação em busca de uma vaga no play-off.
Palpite do Blog para a corrida: Kurt Busch

Também muito difícil é escolher favoritos no WTCC. Isso porque os melhores pilotos do campeonato usam lastros, ficando consideravelmente mais lentos. Assim, sou obrigado a escolher alguém do meio do pelotão. Meus palpites, dessa vez, são o inglês Robert Huff, da Chevrolet, e o português Tiago Monteiro (à direita), da SEAT.
Palpites do Blog para as corridas: Robert Huff e Tiago Monteiro

Em instantes, o Blog volta comentando os treinos de sexta da Fórmula 1. Até já!

Crédito das fotos:
Kimi Raikkonen - http://www.elpais.com/
Lucas di Grassi - http://www.formula.hu/

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A volta de Jacarepaguá

A Fórmula 1 está na Turquia nesse fim de semana, eu sei. Mas, antes que comecem as atividades, preciso destacar uma notícia muito importante para o automobilismo brasileiro. A possibilidade - real - de reforma do autódromo de Jacarepaguá, sacrificado para a disputas dos Jogos Pan-Americanos.

Quem deu o furo foi o portal Amigos da Velocidade, uma das minhas fontes regulares de informação. Segundo a matéria do site, o presidente da Confederação Brasileiro de Automobilismo, Paulo Scaglione, afirmou que a prefeitura do Rio já está trabalhando num projeto de "adequação do autódromo".

Nas palavras do dirigente, "a prefeitura entendeu que o automobilismo é um esporte que dá retorno, divulga a cidade e é importante para o Rio". Ainda bem! Sinceramente, não há necessidade de continuar brigando.

O Pan já aconteceu e foi um enorme sucesso, apesar do estouro no orçamento. Portanto, não adianta mais levar em frente os desentendimentos do passado. O automobilismo - talvez, o único esporte não beneficiado pelos Jogos - merece um lugar no topo da lista de prioridades.

Pelas palavras de Scaglione, não ficou claro se Jacarepaguá teria seu traçado reformado ou se uma nova pista seria construída no autódromo. Certo, mesmo, é a confirmação de que a Federação Carioca está cuidando do assunto e, brevemente, estará apresentando o novo projeto. Só nos resta aguardar.

Ao mesmo tempo, o autódromo de Interlagos prepara-se para receber a Fórmula 1 em outubro. A pista, que está sendo reformada, terá arquibancadas fixas na reta oposta e uma nova camada de asfalto. Que, se tudo der certo, irá eliminar as malditas ondulações do circuito paulista.

A prefeitura de São Paulo espera gastar cerca de 22 milhões de reais na reforma. Muito pouco, considerando que o Grande Prêmio do Brasil gera uma receita que ultrapassa 70 milhões de reais. O investimento, com certeza, vale a pena.


A imprensa da Espanha anda se superando e, em pouco tempo, pode se igualar à alemã ou inglesa. É incrível o número de boatos gerados pela mídia do país de Alonso. Em pouco tempo, as bobagens que os espanhóis escrevem podem acabar com a venda de jornais na Alemanha e na Inglaterra.

A última do jornal Marca é que Fernando Alonso (à esquerda) pode estar considerando, caso seja campeão no final da temporada tirar um ano sabático. Ah, conta outra! Se o espanhol tomasse essa decisão, estaria indo contra tudo o que já produziu na categoria.

Piloto extremamente competitivo, Alonso é daqueles que não aceitam outro resultado que não seja a vitória. Vai querer ganhar mais, sempre. Ainda mais tendo, já em sua carreira na Fórmula 1, números excelentes para quem tem apenas 99 largadas na categoria. Os recordes de Schumacher não são lá tão imbatíveis. Vai dizer que você nunca pensou nisso, Fernando?

Hoje, Alonso não esteve no autódromo de Istambul Park para comentar os rumores. Tanto ele quanto Lewis Hamilton foram proibidos pela McLaren de aparecerem no circuito. Uma atitude, diga-se de passagem, completamente desnecessária. Mas, conhecendo o espírito e a personalidade do piloto espanhol, sabemos qual será sua resposta para o boato recém-lançado.

Ele fica.


Momentos interessantes na entrevista coletiva de hoje. David Coulthard, sem mais nem menos, resolveu dar seus pitacos sobre a situação interna da Ferrari. O escocês, ao que parece, quer ver o circo pegar fogo.

Comentando os acontecimentos do Grande Prêmio da Hungria, Coulthard soltou: "como alguém pode se esquecer de colocar combustível em um carro? Talvez tenha sido uma decisão da equipe para beneficiar Raikkonen".

Felipe Massa, que estava ouvindo tudo, logo tratou de corrigir: "sim, mas não foi de propósito. Não passou de um mal-entendido". Mas David, sem intimidar-se, completou: "um mal-entendido determinante. Acredito que é uma conspiração para favorecer Kimi. Boa sorte".

O brasileiro não respondeu. Aliás, Felipe Massa vive seu particular inferno astral. Leva cutucada até quando não precisa. Quando não há a menor necessidade. Parecido com o que costuma acontecer com...

Rubens Barrichello.


Separei um vídeo interessante para o fim do dia, aproveitando a capa do post. Jacarepaguá, 1998. Últimas voltas da Rio 400, contando para o campeonato da antiga CART. E uma disputa memorável entre Greg Moore e Alex Zanardi:



Se fosse na Fórmula 1, era forte candidata a entrar na lista das Dez Maiores Ultrapassagens....
Nessa sexta, o Blog volta com a seção Agenda do Fim de Semana, além dos comentários sobre os treinos da Fórmula 1 e das outras categorias em atividade pelos próximos três dias. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Jacarepaguá (ambas):
http://www.f1-facts.com/
Alonso e sua McLaren: http://www.atodomotor.com/
Entrevista Coletiva (ambas): http://www.f1-live.com/

Entenda os press-releases da Fórmula 1 com o Red Bulletin

A Red Bull, sempre inovando nos seus comunicados para a imprensa, caprichou nesse Grande Prêmio da Turquia. O time preparou um texto em que "ensina" o leitor a entender os press-releases que as equipes de Fórmula 1 soltam nos fins de semana de corrida.

O texto é bem criativo e - se vocês me permitem - segue abaixo com uma tradução livre, feita por mim:

Você teve dois fins de semana sem um Grande Prêmio, então aqui está um utilíssimo Dicionário Red Bull, para relembrá-lo do que todos esses press-releases realmente tratam (...) por favor, acompanhe abaixo:

"Não temos planos de trocar algum de nossos pilotos no futuro próximo".
Significa: "Nós temos planos de trocar um de nossos pilotos na segunda após a corrida".

"O carro abandonou com uma pane elétrica".
Significa: "O motor falhou, soltou um pistão para o outro lado do bloco onde acabou cortando a corrente elétrica, causando a pane".*
* = Se você corre com um motor cedido por uma montadora, em hipótese alguma você pode ter uma falha de motor.

"Nós não sabemos com quanto combustível os outros times estão andando na classificação".
Significa: "Nós estamos em apuros porque somos mais lentos que nossos adversários. Na verdade, é pior do que isso porque estamos muito, muito mais lentos do que eles, que têm combustível suficiente para correr dez voltar a mais do que nós na primeira parte da corrida".

"Mas o carro tem um bom ritmo em situação de corrida. Então, devemos ir bem no domingo".
Significa: "Nosso carro é simplesmente mais lento, mas se ficarmos no meio do pelotão sem chance de ultrapassagem, podemos alegar que tínhamos um pacote competitivo e ninguém vai saber que estávamos mentindo".

"Sabíamos que nosso carro ia ter problemas nesse tipo de circuito".
Significa: "Nosso carro tem problemas em qualquer tipo de circuito feito de asfalto e com curvas e retas".

"Tenho uma ótima relação com meu companheiro de equipe".
Significa: "Eu sou confortavelmente mais rápido que o meu companheiro de equipe".

"Tenho uma boa relação de trabalho com meu companheiro de equipe".
Significa: "Eu odeio meu companheiro de equipe (...) Ele não lembra o nome dos mecânicos, quase nunca testa e ainda assim simplesmente aparece e pilota o carro, sendo mais rápido do que eu. E a namorada dele ainda é muito mais gostosa".

"Um primeiro dia de treinos difícil, em que tivemos problemas para achar o balanço correto para o carro. Ainda precisamos completar nosso programa de testes com os pneus".
Significa: "O carro é horroroso e o único balanço que eu posso fazer é o da minha conta bancária. Sobre a escolha de pneus, vamos decidir com uma moeda no bar do hotel essa noite".

"No ano que vem, nós devemos estar em condições de lutar por vitórias de forma consistente".
Significa: "Nós havíamos dito exatamente a mesma coisa no ano passado, mas com sorte ninguém vai perceber que estamos nos repetindo".

É claro, nenhum desses comentários se referem aos press releases da Red Bull Racing e da Toro Rosso, que são sempre honestos, decentes e verdadeiros.

Depois dessa, o Blog dá uma paradinha e volta daqui a pouco com os comentários sobre as notícias do dia. Antes disso, porém, não posso deixar de dizer: parabéns, Red Bull!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Duelos da História - Número 6

Com a disputa de hoje, já completamos a primeira metade da lista dos Dez Maiores Duelos da História. Se o que já veio foi espetacular, imagine o que ainda temos pela frente! Sem perder mais tempo, vamos continuar:

10. Senna x Alesi - Estados Unidos/1990
9. Piquet x Mansell - Austrália/1990
8. Schumacher x Hill - Bélgica/1995
7. Alonso x Massa - Europa/2007
SEXTO COLOCADO - Ayrton Senna x Nigel Mansell no G.P. de Mônaco de 1992

Ayrton Senna e Nigel Mansell foram dois dos maiores nomes da história da Fórmula 1. Contemporâneos, travaram disputas memoráveis, como não podia deixar de ser. Duelaram por vitórias e também pelo título, na temporada de 1991.

O primeiro grande confronto entre os dois ocorreu no Grande Prêmio da Espanha de 1986. Antes disso, Senna e Mansell até já haviam se encontrado na pista. Em Jerez de la Frontera, porém, a batalha foi épica.

Senna liderava a poucas voltas do final, com uma vantagem relativamente confortável para Mansell. O inglês, entretanto, parecia estar possuído. Quebrando sucessivos recorde de volta, ele alcançou o brasileiro na última curva.

Com pneus novos, o carro de Mansell rendia muito mais. Senna, que não havia feito troca, precisava segurar-se. E conseguiu. Os dois cruzaram, emparelhados, a linha de chegada. O brasileiro venceu por 0.014s, a terceira menor diferença da história.

No ano seguinte, em 1987, Senna e Mansell encontraram-se no G.P. da Bélgica, em Spa. Bateram e precisaram abandonar. Naquele dia, quase saíram na pancada. O inglês foi tirar satisfações nos boxes da Lotus do brasileiro, mas a dupla acabou sendo afastada pela turma do deixa-disso.

Não seria o único acidente entre os dois. Em 1989, Mansell já havia sido desqualificado por ter dado marcha à ré no box, quando alcançou Senna na disputa pelo segundo lugar. Tentou uma ultrapassagem otimista.

E o brasileiro, obedecendo aos seus instintos, fechou. Resultado: fim de prova para os dois - Senna ficava mais longe do título daquela temporada e Mansell levava uma suspensão de um G.P. para casa, após todas as confusões.

O ano de 1991 viu a primeira disputa direta entre Mansell e Senna pelo título. O brasileiro levou a melhor, ganhando seis corridas - contra quatro do rival - e batendo o inglês com uma vantagem de 23 pontos.

Na temporada seguinte, porém, Mansell seria imbatível. Venceu as cinco primeiras corridas do campeonato, mostrando que aquele ano, finalmente, seria o dele. Enquanto isso, Senna sofria com a falta de rendimento de sua McLaren, tendo conseguido apenas 8 pontos nesse mesmo período.

Foi nesse cenário, amplamente favorável ao inglês, que pilotos e equipes chegaram a Monte Carlo, para o G.P. de Mônaco, sexta etapa do campeonato de 1992. Nos treinos de classificação, sem maiores surpresas, Mansell cravou a pole, com oito décimos de vantagem para qualquer outro piloto.

O companheiro do inglês na Williams, Riccardo Patrese, era o segundo. E Senna vinha em terceiro. Mas, se quisesse vencer, o brasileiro precisaria contar com a sorte. Em condições normais, sua McLaren não era páreo para o carro de Mansell.

Na largada, o inglês liderou com tranqüilidade. Ao chegaram na Saint-Devóte, porém, Senna executou uma manobra arriscada para superar Patrese. Mas, já de início, ficou claro que o brasileiro precisaria fazer um esforço gigantesco para acompanhar o ritmo do primeiro colocado.

Ao longo de toda a corrida, o cenário foi esse. Mansell liderando, com Senna fazendo de tudo para não perder contato. Afinal de contas, qualquer coisa pode acontecer em Mônaco. O brasileiro precisava ficar perto para aproveitar alguma oportunidade.

Nada indicava que Mansell poderia perder a corrida. Mas na volta 70 - de 78 - tudo mudou. Repentinamente, o inglês foi para o boxe. Ele tinha uma suspeita de furo de pneu. O pit stop demorou mais do que o normal e, quando o piloto da Williams voltou, estava atrás de Senna.

Começava o duelo. As últimas seis ou sete voltas foram sublimes. Senna e Mansell faziam uma disputa nua e crua pela vitória. Nada mais importava. Nenhum dos dois tinha algo a perder: o campeonato - sejamos honestos - já era do inglês.

Tudo o que valia, então, era o triunfo em Mônaco. Senna já tinha quatro. Mansell tentava o primeiro, na pista em que havia liderado uma corrida pela primeira vez, em 1984. Não demorou para que o inglês colasse no seu rival.

"O carro dele era simplestemente largo demais para passar", disse Mansell após a corrida. É verdade. Mas, enquanto esteve na pista, o inglês não desistiu em nenhum momento. Alternava a trajetória em todas as curvas. Às vezes, até de forma desnecessária.

Senna se manteve tranqüilo. Seus pneus estavam desgastados, mas ele tinha como segurar o inglês. Não era fácil ultrapassar o brasileiro. Ainda mais, em Mônaco. Por mais que tentasse, Mansell não conseguiu repetir a manobra que havia feito para cima de Alain Prost, na corrida de 1991.

Os dois abrem a última volta juntos. Mansell escorrega de lado mas, como sempre, corrige no último momento possível. Senna pilota nas pequenas retas de Mônaco com o capacete de lado, tentando enxergar o inglês no retrovisor.

No hairpin Lowes, Mansell quase perde a frente do carro, fritando os pneus. No complexo da piscina, o inglês voa sobre as zebras, tentando de forma desesperada achar algum ponto para passar. Inutilmete.

Senna consegue manter a vantagem e vence com apenas dois décimos de diferença para Mansell. Um desempenho fantástico de ambos os pilotos. Num dos maiores duelos de todos os tempos.

Até o final de 1992, Mansell ainda venceria outros quatro Grandes Prêmios, conquistando um dos títulos mais fáceis da história. E Senna só ganharia mais duas corridas. Uma delas, na Hungria, justamente no dia em que o inglês sagrou-se campeão. De qualquer forma, o momento mais marcante do ano foi a disputa dos dois em Mônaco. Um duelo para sempre ser guardado.

Pela garra, valentia e recusa em aceitar a derrota do inglês, pela defesa de posição calma, magnífica e cirúrgica do brasileiro, e pelo espetáculo proporcionado nas últimas voltas do G.P. mais difícil do calendário da Fórmula 1, Ayrton Senna e Nigel Mansell levam o sexto lugar na lista dos Dez Maiores Duelos da História.

A seguir, as últimas três voltas da corrida, com narração de Cléber Machado:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na semana que vem, a partir da próxima terça, com os números 5, 4 e 3 da nossa lista. Hoje, ao longo do dia, o Blog retorna comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos (na ordem em que aparecem):
www.sepad.ee - Número Seis
www.comparestoreprices.co.uk - McLaren de Senna
www.leblogauto.com - Williams de Mansell
www.f1-facts - Bandeirada
www.forocoches.com - Podium

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Vem aí a reação da Ferrari?

De todos os 22 pilotos do grid da Fórmula 1, apenas a dupla da Ferrari já venceu em Istambul Park, pista que sedia a próxima etapa da categoria. Eis aí uma estatística quase-inútil. Mas que é, no mínimo, um bom presságio para a equipe italiana.

Após o péssimo desempenho em Hungaroring, a Ferrari ficou quietinha durante as férias européias. E, agora, quer voltar com força total. No discurso, pelo menos, todo o time parece estar alinhado.

Tanto os pilotos Kimi Raikkonen e Felipe Massa quanto figuras importantes dos bastidores da equipe como Luca di Montezemolo e Mario Almondo têm apenas um objetivo em mente: vencer todos os Grandes Prêmios até o fim da temporada. Impossível? Não chega a isso.

Aqui está outra definição melhor: improvável. Mas pode acontecer. Afinal de contas, a Ferrari, nos últimos dez anos, já deu repetidas provas do seu poder de reação. Em 2003, por exemplo, Schumacher tomou uma volta do vencedor Fernando Alonso no G.P. da Hungria. Três semanas depois, vencia a corrida de Monza.

Só que dessa vez ela não depende só de si própria. Além de encaixarem uma seqüência de bons resultados, seus pilotos precisam torcer contra a dupla da McLaren. A diferença de Kimi Raikkonen (à direita) e Felipe Massa para Lewis Hamilton é de 20 e 21 pontos, respectivamente. Ainda há 60 em jogo.

No Mundial de Construtores, ao menos, a Ferrari tem uma chance melhor. A distância para a McLaren é de apenas 19 pontos, depois que a equipe inglesa perdeu os resultados da Hungria. Dá para buscar, sem dúvida.

Agora é fazer que nem Raikkonen falou hoje. Arriscar. A Ferrari não tem mais nada a perder mesmo...


Será o fim da linha para Ralf Schumacher (à esquerda)? Nessa quarta, o diretor da Toro Rosso, Gerhard Berger, veio à imprensa revelar que o piloto alemão procurou a equipe para sondar a possibilidade de uma vaga em 2008.

Seria uma queda e tanto para o irmão de Michael. Mas ele está ficando sem escolhas. Ralf decepcionou muita gente na Toyota não só pela falta de desempenho na pista, como também por sua incapacidade de fazer o carro evoluir nos testes.

Tendo cumprido três anos como titular da equipe japonesa, o alemão nada conseguiu além de três podiums e 70 pontos - 45 deles conquistados no primeiro ano de Ralf no time, em 2005. Convenhamos, é muito pouco. Quando o segundo Schumacher ingressou na Toyota, ao final de 2004, muita gente imaginou-o disputando o título no médio prazo.

Não era para ser, porém. E o ciclo de Ralf na Fórmula 1 vai se fechando. Se não acertar com a Toyota para o ano que vem, deve ficar à pé. O que não seria, de todo, uma grande injustiça. Ralf Schumacher já teve suas chances na Fórmula 1. Inclusive, de título.

E não aproveitou.


Sem mais nem menos, Flavio Briatore contou à publicação AutoPlus que Romain Grosjean (à esquerda), jovem promessa francesa que lidera o certame da Fórmula 3 Européia, deverá ser o novo piloto de testes da Renault no ano que vem. Boa notícia para Nelson Angelo Piquet. Ruim para Lucas di Grassi e péssima para Ricardo Zonta.

Vamos por partes. Grosjean pertence ao Renault Development Program (RDD), e tem toda a sua carreira planejada pela montadora francesa. É um piloto de muito futuro, inclusive como o Blog já havia apontado nesse post. Com todos os méritos, deve ser promovido à GP2 em 2008, pela equipe ART, e ao cargo de piloto de testes da Renault.

Assim, tudo indica que Nelson Angelo Piquet (à direita) também ganhará a vaga de titular da equipe francesa no ano que vem. Como sua atual tarefa de piloto de testes será ocupada por Grosjean, simplesmente não há outro lugar para a Renault colocar Nelsinho. Azar de Heikki Kovalainen ou - mais provavelmente - Giancarlo Fisichella.

Ricardo Zonta, o outro piloto de testes da Renault, só deve continuar no time se Lucas di Grassi - vice-líder da GP2 e também no RDD - não ocupar sua vaga. Hoje, parece-me mais provável que o ex-piloto de B.A.R. e Jordan pague o pato. Afinal, Lucas vem fazendo ótima temporada e não merece ser dispensado pela Renault.

De qualquer maneira, vai sobrar para um dos dois.


Navegando pelo YouTube, achei essa ótima propaganda da FIAT com Michael Schumacher, na época em que o alemão ainda nem havia conquistado seus títulos pela Ferrari. O ano, pelo modelo do carro, parece ser 1998:


Tem na cor vermelha?, é que o diz Schumacher, em italiano, no final.

Nessa quinta, o Blog volta com a parte final da semana da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Amanhã, o número 6 da lista dos Dez Maiores Duelos da História. E, ao longo do resto do dia, comentários sobre as mais novas notícias do mundo do automobilismo. Até!

Crédito das fotos:

100 vezes Alonso

Seis anos depois de estrear na Fórmula 1 pela gloriosa Minardi, o espanhol Fernando Alonso completa 100 Grandes Prêmios na categoria enfrentando aquele que, provavelmente, é o maior desafio de sua carreira até agora. Superar Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe e principal adversário, na luta pelo título da temporada deste ano.

Até agora, Alonso nunca foi batido em pontos por um parceiro seu num campeonato da Fórmula 1. O pior cenário aconteceu em 2001. Naquela ocasião, o espanhol terminou o ano sem pontos e um décimo lugar como melhor resultado. Tarso Marques, seu companheiro na Minardi, chegou a ter um nono.

Mas é óbvio que Alonso foi amplamente superior ao brasileiro. Tanto que, dois anos depois, já era a estrela da Renault. Na equipe francesa, a carreira do espanhol decolou. Foram dois títulos e 15 vitórias num período de quatro anos, entre 2003 e 2006.

Em 2007, ele foi da Renault para a McLaren, numa mudança ousada e decidida. Ao fazer a troca, mostrou todo o seu verdadeiro espírito competitivo. Não se importava em continuar com a escuderia francesa, que tando havia lhe proporcionado.

Mais importante era ter a garantia de dispor de um carro e um equipe capazes de levá-lo ao título. É por esse motivo que, em meio ao tiroteio do Grande Prêmio da Hungria, o Blog cravou que Fernando Alonso continuava na McLaren. Ao menos, até o fim de 2008.

Enquanto o espanhol não tiver outras opções tão fortes quanto o time inglês, nem vai passar pela sua cabeça sair da McLaren. Por mais insuportável que seja o ambiente dentro da equipe. Um piloto com a personalidade de Alonso é capaz de agüentar muita coisa para continuar disputando as primeiras posições.

Inclusive ter de enfrentar Lewis Hamilton como companheiro de equipe por mais algum tempo.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Duelos da História - Número 7

Com o mau-humor do servidor do Blogger - que ficou fora do ar boa parte da manhã de hoje - o post da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix atrasou um pouco. Sorte que, logo na quarta, o escriba do Blog não tem aula. Ainda bem. Sem perder mais tempo, vamos continuar:

10. Senna x Alesi - Estados Unidos/1990
9. Piquet x Mansell - Austrália/1990
8. Schumacher x Hill - Bélgica/1995
SÉTIMO COLOCADO - Fernando Alonso x Felipe Massa no Grande Prêmio da Europa de 2007

Esse duelo é bem recente e - tenho certeza - ainda está fresco na cabeça de vocês. Mas já conquistou seu lugar na história. Numa corrida atípica, que teve estreante largando de último e liderando, piloto de ponta errando a entrada do box, sete carros rodando na mesma curva e ao mesmo tempo, uma disputa fantástica viria para fechar o dia em grande estilo.

Nurburgring é uma pista conhecida por seu clima instável. Em mais de uma oportunidade, a chuva já influenciou as corridas do circuito. Antes de 2007, o maior exemplo havia sido 1999, quando Johnny Herbert, com uma Stewart, venceu uma prova bastante confusa. A décima etapa do atual campeonato da Fórmula 1, porém, foi ainda mais emocionante.

A batalha pelo título acontecia entre quatro pilotos diferentes. As duplas de Ferrari e McLaren. Naquela altura, Lewis Hamilton liderava com 70 pontos, contra 58 de Fernando Alonso, 52 de Kimi Raikkonen e 51 de Felipe Massa. O inglês ainda não tinha deixado de pontuar em nenhuma prova da temporada.

Mas sua sorte começou a mudar na classificação. Quando chegou à superpole, Hamilton saiu atrás de Massa para fazer sua volta rápida. Na metade de sua volta rápida, um braço da suspensão se quebrou, lançando o inglês para fora da pista com violência.

Ele bateu forte e sua participação na corrida ficou ameaçada. Mas Hamilton não podia deixar de largar de jeito nenhum. E, assim, alinhou na décima posição do grid. Raikkonen era o pole, com Fernando Alonso em segundo e Felipe Massa em terceiro.

No momento em que os pilotos se dirigiram para o grid, começou a chover. A princípio, ninguém teve coragem de arriscar uma troca de pneus. Menos o lanterna Markus Winkelhock, que fez a parada e largou do box. Tacada de mestre.

Na saída, Fernando Alonso não foi bem e perdeu a segunda posição para Felipe Massa. Os pilotos, já nesse instante, percebiam o sabão que era a primeira curva. A maioria escorregou. Mas continuaram em frente.

Ao terminaram o giro inicial pelo circuito, os céus desabaram. Quase todo mundo foi ao box. Menos Kimi Raikkonen, que entrou rápido demais no pit lane, escorregou e perdeu a entrada. Teve de dar mais uma volta. Assim, Felipe Massa passou à frente, com Fernando Alonso logo atrás.

No momento em que abriram a terceira volta, sete pilotos aquaplanaram e saíram da pista na primeira curva de Nurburgring. Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Nico Rosberg, Adrian Sutil e Jenson Button abandonaram. Anthony Davidson e Lewis Hamilton conseguiram continuar.

O líder do campeonato, porém, perdera uma volta. Até o fim da corrida, fez uma prova de recuperação espetacular. Mas acabou fora dos pontos. Por maior que tenha sido seu esforço, não passou de nono lugar.

O safety car entrou na pista depois das aquaplanagens. Logo depois, a prova foi interrompida por alguns minutos. Quando recomeçou, Winkelhock liderou só por alguns metros. Não demorou muito, foi superado por Massa, Alonso, Raikkonen e todos os outros.

O trio de líderes sumiu na ponta. A batalha pela vitória, definitivamente, estava só entre eles. Mas Raikkonen quebrou na volta 34, deixando a luta apenas para Massa e Alonso. O brasileiro, após as rodadas de pit stops, se mantinha na frente. Tudo indicava que venceria a corrida.

Mas a chuva - que havia parado após o dilúvio da segunda volta - retornou. E, com ela, todos os pilotos foram obrigados a trocar para pneus de pista molhada. Nessa situação, Fernando Alonso parecia estar mais à vontade que Felipe Massa. O espanhol foi em busca da vitória.

A oito voltas do fim, os dois fizeram seus pits. Massa voltou com alguns segundos de vantagem para Alonso. Mas o espanhol voava. Em pouco tempo, já colou no brasileiro. Começava o duelo entre os dois pela vitória.

Massa fazia uma linha defensiva, entrando nas curvas por dentro para evitar a passagem de Alonso. E o espanhol, é claro, vinha sempre por fora, tentando ganhar velocidade para realizar a manobra no momento da reaceleração.

Chegaram a ficar lado a lado em mais de uma oportunidade. Massa conseguia resistir, mas seria extramamente difícil segurar até o final. Alonso estava muito mais rápido, tanto pelo melhor equilíbrio da McLaren quanto pela excepcional habilidade do espanhol na chuva.

Abriram a volta 56 - 5 para o final - absolutamente colados. Alonso tenta por fora, só que erra o ponto de frenagem e sai um pouco da linha. Massa, mantendo sua linha, fecha o espanhol na saída da primeira curva. Os dois chegam muito próximos de um toque.

Alonso estava decidido. Balança o carro e ginga de um lado para o outro, tentando intimidar o brasileiro. Finalmente, após o complexo de curvas inicial de Nurburgring, o espanhol vê a sua chance.

Massa comete um ligeiro erro e precisa tirar o pé na entrada da pequena reta que leva a "s" Ford. Alonso bota por fora, sem hesitar. Chega a quase colocar duas rodas na grama, antes de conseguir emparelhar com o brasileiro.

Ao entrar na primeira perna do "s", o espanhol freia muito mais tarde e com uma segurança bem maior. Vai à frente, deixando espaço para Massa. O brasileiro ainda dá um leve toque em Alonso, que ganha definitivamente a primeira posição.

Até o final da corrida, o espanhol abriria ainda uma vantagem de oito segundos sobre Massa, provando que ele e seu carro estavam muito melhor. O duelo entre os dois, porém, ainda não havia acabado.

Ao descer do carro, Alonso reclama da conduta de Massa. O espanhol faz gestos para as câmeras, demonstrando sua reprovação pela defesa de posição do brasileiro. Pouco antes de subirem, juntos, ao podium, os dois se encontram numa sala reservada.

O diálogo entre os dois nunca ficou totalmente esclarecido. Trocaram algumas acusações até que Alonso, percebendo que havia exagerado, deu fim à discussão. Não sem antes levar um "vá cagar" de Massa. Isso não se vê todo dia na Fórmula 1.

O campeonato desse ano ainda não acabou e não sabemos, até que ponto, o resultado do Grande Prêmio da Europa vai influir no tabela final de pontos. Certo, mesmo, é que Fernando Alonso e Felipe Massa deram um show - dentro e fora da pista - em um dos maiores disputas já vistas na Fórmula 1.

Por terem coroado uma das mais emocionantes corridas dos últimos tempos, pela garra, coragem e agressividade do brasileiro na defesa na posição e pelo sensacional e magnífico desempenho em condições adversas do espanhol, Fernando Alonso e Felipe Massa levam o sétimo lugar na lista dos Dez Maiores Duelos da História.

A seguir, o vídeo da disputa, com narração em espanhol:


Amanhã, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta com o número seis da nossa lista. Nessa quarta, ao longo do dia, o Blog retorna comentando as notícias mais recentes do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Número sete - www.gidesigns.net
Felipe Massa - www.derapate.it

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Em 2008, dupla Heidfeld-Kubica continua na BMW

Confirmando as expectativas, a BMW anunciou, hoje, que está renovando o contrato de sua dupla de pilotos titulares para a temporada do ano que vem. Tanto Nick Heidfeld quanto Robert Kubica fazem por merecer um novo compromisso. Por diferentes razões, porém.

Nick Heidfeld iniciou a atual temporada sob fortíssima pressão. Precisava produzir bons resultados, após ter sido superado por Kubica em algumas das últimas corridas do ano passado. Discreto e trabalhador, o alemão deu conta do recado.

Foram dois pódiuns e 42 pontos até agora, colocando-o numa excelente quinta posição no campeonato. Se falta alguma coisa a Heidfeld, porém, é uma vitória. O alemão é especialista em aproveitar oportunidades. Mas precisa começar a criá-las.

Por sua vez, Robert Kubica é um "diamante bruto", na definição do principal dirigente da BMW, Mario Theissen. O piloto polonês ainda é muito jovem - tem só 22 anos - e possui muito espaço para evolução.

Além disso, superou com grandeza a fortíssima pancada de Montreal. Desde então, cresceu como piloto e voltou a andar bem como no ano passado, quando conquistou um podium logo em sua terceira corrida. Kubica é, certamente, um futuro vencedor da Fórmula 1.

Após ter sido envolvida nos costumeiros boatos da silly season, a BMW acerta em cheio ao continuar com sua dupla de pilotos. Estabilidade é um dos primeiros passos a serem dados se a equipe quiser, um dia, ganhar o status de grande. Hoje, ela está quase lá. De todas as escuderias da Fórmula 1, é a que mais se aproxima das duas principais, Ferrari e McLaren.

Pilotos capazes, a BMW já tem. Só falta o carro melhorar alguns pouquíssimos décimos, apenas. O que na Fórmula 1 - como já sabemos - representa um esforço gigantesco.


São cada vez mais numerosos os boatos envolvendo o nome da Prodrive, a equipe inglesa que fará sua estréia na Fórmula 1 no ano que vem. Hoje, o jornal Marca, da Espanha, publicou que o novo time está em negociações avançadas com o piloto de testes da McLaren, Pedro de la Rosa (à esquerda).

O espanhol, segundo a reportagem, poderia ser anunciado já nesse fim de semana, em meio à disputa do G.P. da Turquia. Seria o primeiro passo rumo à confirmação da parceria entre McLaren e Prodrive, visando a temporada 2008.

Ao que parece, o novo time será uma espécie de equipe "B" da escuderia de Ron Dennis, usando motores, chassis e até pilotos fornecidos por essa última. Pedro de la Rosa, por sua experiência e conhecimento do carro da McLaren, seria uma das escolhas. Sinceramente, o espanhol não é lá tão ruim. Mas fica longe, muito longe, de um fenômeno das pistas.

A outra vaga, provavelmente, será ocupado por um piloto novato. Os principais candidatos são duas promessas que correm na DTM e têm ligações com a Mercedes: Bruno Spengler (à direita) e Gary Paffett. Se dependesse do Blog, a escolha recairia sobre o primeiro. Na situação atual, porém, vejo o segundo com mais chances.


Após ter sido adiada por dois dias em virtude da chuva, a etapa da Nascar em Michigan finalmente tomou parte, hoje. O vencedor foi Kurt Busch (à esquerda), campeão da categoria em 2004. Ele suportou a pressão de Martin Truex Jr. na última relargada, que aconteceu a apenas duas voltas da bandeirada final.

Em terceiro ficou o atual campeão Jimmie Johnson, com Matt Kenseth - a aposta do Blog - em quarto. Completando o top 5, veio o vice-líder do campeonato, Denny Hamlin. O primeiro na tabela de pontos, Jeff Gordon, rodou a dez voltas do final e não passou de 27º, uma posição atrás de Juan Pablo Montoya.

Falta apenas mais uma trinca de corridas para a definição dos pilotos que irão para o play-off. Kurt Busch, após vencer duas da últimas três provas, voltou à briga. Ele é o 12º na tabela. Lá na frente, Jeff Gordon (à direita), Denny Hamlin, Matt Kenseth, Tony Stewart, Carl Edwards, Jimmie Johnson, Jeff Burton e Kyle Busch já estão quase garantidos.

As últimas duas vagas, porém, ainda são muito cobiçadas. Clint Bowyer, Kevin Harvick, Martin Truex Jr. e Kurt Busch têm, todos, boas chances. Por outro lado, Juan Pablo Montoya - apenas o 19º no campeonato - terá de esperar o ano que vem para poder disputar o play-off.

A próxima corrida da Nascar já é nesse próximo domingo, 25, em Bristol.


Previsão de sol e calor para o fim de semana do Grande Prêmio da Turquia. Na sexta e no sábado a chance de aparecer a chuva é nula. No domingo, fica apenas em 10%. A Fórmula 1 só deve reencontrar a pista molhada em 26 dias, quando chega em Spa-Francorchamps.

Nessa quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, contando os Dez Maiores Duelos da História. Agora, é a vez do número sete da lista. E, ao longo do dia, comentários sobre as mais recentes notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Nick Heidfeld e Robert Kubica - http://www.polski-portal-nrw.de/
Pedro de la Rosa - http://www.motorpasion.com/
Kurt Busch - www.nascar.com
Jeff Gordon - http://www.pbase.com/