sábado, 4 de agosto de 2007

Na GP2, confusão e polêmica marcam primeira bateria do fim de semana

Com certo atraso, vamos à análise das categorias que realizaram atividades nesse sábado. A GP2, como preliminar da Fórmula 1, teve sua primeira bateria do fim de semana no circuito de Hungaroring. Quem se deu melhor foi Adam Carroll (à esquerda), da FMS.

Uma vitória com doses certas de sorte e competência. O irlandês, porém, se beneficiou de uma brecha no regulamento para conseguir seu segundo triunfo da temporada. Para explicar tudo direitinho, uma pequena retrospectiva.

Na largada, Lucas di Grassi, o terceiro na classificação, tomou a ponta ao ultrapassar a dupla da iSport, Timo Glock e Andreas Zuber, que havia dominado a primeira fila no grid. O brasileiro, porém, não tinha um ritmo muito bom e segurava todo mundo atrás. Em Hungaroring, não é fácil passar e a fila foi se formando.

Logo na segunda volta, começaram os pit stops. Kazuki Nakajima, que largara em oitavo, foi o primeiro a fazer a parada obrigatória. Uma sacada genial. Algumas voltas depois, quando quase a maioria já havia feito pit stops, o japonês era o líder dos que já haviam ido ao box.

Era questão de tempo até que Kazuki passasse para primeiro. Mas um acidente mudou tudo. Luca Filippi bateu sozinho no meio da reta. Destroços do carro do italiano voaram perigosamente pela pista. Na confusão, uma roda atingiu a traseira de Vitaly Petrov.

O brasileiro Alexandre Negrão, que vinha logo atrás, não teve o que fazer e bateu também. Com a reta principal bloqueada por pedaços de carro, o safety car foi corretamente mandado para a pista. Nesse instante, Adam Carroll ganhava a corrida.

Porque o irlandês era o líder de momento, ainda precisando fazer sua parada obrigatória. Com o carro de segurança na pista, porém, teve tempo de trocar seus pneus e voltar ainda em primeiro, no instante em que Nakajima e os outros pilotos de ponta passavam na reta.

Carroll voltou em primeiro, para desperero do japonês (à direita) e de Andreas Zuber, que levantaram os braços reclamando. De fato, se valessem para a GP2 as regras da Fórmula 1, Carroll e o espanhol Borja Garcia, que tinha tática semelhante, seriam desclassificados.

Afinal, deixaram os pits no momento em que os carros passavam atrás do safety car. Mas acabou ficando por isso mesmo. Depois disso, com pneus menos gastos, Carroll se sustentou em primeiro, vencendo com uma pequena distância para Nakajima e Zuber.

O brasileiro Lucas di Grassi (à esquerda), que conseguiu se manter entre os ponteiros apesar de não ter um carro vencedor, terminou em quarto. Borja Garcia, que chegara a ser o terceiro, caiu para quinto. Roldán Rodríguez, Adrian Zaugg e Javier Villa completaram a zona de pontuação. Eles foram, na ordem, 6º, 7º e 8º.

O líder do campeonato, Timo Glock, teve um dia de cão. Após sair da pole, o alemão caiu para segundo na largada. As coisas pioraram com um pit desastroso, que o tirou dos dez primeiros. Uma rodada na metade da corrida coroou o seu péssimo dia. Apesar de todos os problemas, ainda foi 10º, confirmando a força do carro da equipe iSport.

Bruno Senna não passou de 13º, sofrendo horrorores com um péssimo acerto. O sobrinho de Ayrton não se achou no fim de semana húngaro. Amanhã, na segunda bateria da GP2, suas chances de pontuação são quase nulas.

No campeonato, Timo Glock (à direita) lidera com 55 pontos. Lucas di Grassi vem na cola, com 51. Na seqüência, aparece o italiano Luca Filippi, com 35. Kazuki Nakajima, confirmando sua incrível evolução, está em quarto, com 33. Bruno Senna é o oitavo, com 24, e Alexandre Negrão, o 24º, com um solitário pontinho.

Nesse domingo, inverte-se o grid na segunda bateria da GP2. Assim, o pole será Javier Villa, oitavo hoje. Adrian Zaugg fará companhia ao espanhol na primeira fila. Lucas di Grassi sai em 5º, Timo Glock em 10º, Bruno Senna em 13º e Alexandre Negrão do final do grid.

A seguir, a classificação da corrida de hoje:

1. Adam Carroll/Irlanda/ FMS, 41 voltas em 1h06min39s582
2. Kazuki Nakajima/Japão/ DAMS, a 0.714s
3. Andreas Zuber/Áustria/iSport, a 1.1256s
4. Lucas di Grassi/Brasil/ART, a 12.204s
5. Borja Garcia/Espanha/Durango, a 13.072s
6. Roldán Rodríguez/Espanha/Minardi by Piquet, a 17.513s
7. Adrian Zaugg/África do Sul/Arden, a 31.138s
8. Javier Villa/Espanha/Racing Engineering, a 31.455s
9. Ho-Pin Tung/China/BCN, a 31.994s
10. Timo Glock/Alemanha/iSport, a 32.399s
*o ponto extra da melhor volta foi para o suíço Sebastien Buemi, da ART, que completou em 15º.

Nesse domingo, o Sportv transmite a segunda bateria do fim de semana da GP2 às 5 horas da madrugada. Para quem, como eu, preza seu tempo de sono, vale a pena esperar até 12:15, quando o canal exibe o VT da corrida.


O segundo dia do Rally da Finlândia não viu mudanças entre os líderes. Marcus Grönholm, Mikko Hirvonen e Sebastien Loeb mantiveram-se entre os três primeiros, sem troca de posições.

Grönholm (à esquerda), palpite do Blog e grande favorito para a etapa disputada em seu país, aumentou para 20 segundos sua distância para Hirvonen. Loeb, por sua vez, parece incapaz de acompanhar a dupla da Ford. O piloto da Citröen já está a mais de um minuto do líder.

O campeão de 2003, Petter Solberg, da Subaru, foi quem teve problemas nessa sexta. Ontem, ele era o quinto na classificação. Hoje, porém, já nem aparece na lista dos dez primeiros:

1. Marcus Grönholm/Finlândia/Ford, 2h36:45.2s
2. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 20.4s
3. Sebastien Loeb/França/Citroën, a 1:00.5s
4. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 2:41.3s
5. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 3:59.1s
6. Xavier Pons/Espanha/Subaru, a 6:28.7s
7. Urmo Aava/Finlândia/Mitsubishi, a 6:41.6s
8. Mads Ostberg/Noruega/Subaru, a 8:01.9s
9. Guy Wilks/Inglaterra/Ford,a 8:56.9s
10. Jan Kopecky/República Checa/Skoda, a 9:27.0s

Nesse domingo, a ESPN exibe a retrospectiva do segundo dia do Rally da Finlândia às 9:30, ou seja, em pleno horário de Fórmula 1. Os canais de TV, como sempre, planejam muito bem a sua programação...


Por fim, a IRL definiu seu grid de largada para a corrida de amanhã, em Michigan. Por tratar-se de um super-oval, a ordem de saída não influencia em muita coisa. Mesmo assim, é sempre interessante observar quem foi o mais rápido em situação de pista limpa.

O pole é o líder do campeonato, Dario Franchitti (à direita). Ele é seguido de perto pela dupla da Penske, Sam Hornish Jr. - aposta do Blog - e Helio Castroneves. Tony Kanaan é oitavo, Danica Patrick sai em nono e Vítor Meira larga de 11º.

Logo abaixo, os onze primeiros do grid:

1. Dario Franchitti/Escócia/Andretti Green, 32.9810s
2. Sam Hornish Jr. /Estados Unidos/Penske, 33.0239s
3. Hélio Castroneves/Brasil/Penske, 33.0436s
4. Scott Sharp/Estados Unidos/Rahal-Letterman, 33.0835s
5. Dan Wheldon/Inglaterra/Ganassi, 33.1113s
6. Tomas Scheckter/África do Sul/Vision, 33.1135s
7. Scott Dixon/Nova Zelândia/Ganassi, 33.1234s
8. Tony Kanaan/Brasil/Andretti Green, 33.1504s
9. Danica Patrick/Estados Unidos/Andretti Green, 33.1848s
10. Ed Carpenter/Estados Unidos/Vision, 33.2879s
11. Vitor Meira/BrasilPanther, 33.3399s

A corrida de amanhã tem largada prevista para as 13 horas de Brasília, e terá transmissão da Rede Bandeirantes.


Amanhã, teremos Fórmula 1, GP2, IRL, WRC e também a Nascar. Após a definição do grid de largada, ontem, a stock americana corre nesse domingo no circuito de Pocono, na Pensilvânia. O Canal Speed transmite a etapa, com largada programada para as 14 horas.

Nesse domingo, o Blog volta com a cobertura de todas essas categorias e as seções Análise do Grande Prêmio e Weekend Update. Até amanhã!

Surpresa: Alonso é punido e perde pole

O escriba do Blog passou o dia fora crente que nada de mais importante aconteceria nesse sábado. Mas não é que os comissários da FIA - sempre imprevisíveis - resolveram tirar a pole de Fernando Alonso? Uma decisão, no mínimo, discutível.

Afinal de contas, há como provar, sem sombra de dúvidas, que o espanhol prejudicou seu companheiro de equipe deliberadamente? Pelas imagens de televisão, não dá para ter certeza. Acontece que os comissários analisaram, além do vídeo, as conversas de rádio de Alonso com a equipe.

E essas informações devem ter definido a punição. Como público e imprensa (ainda) não tiveram acesso a elas, não existe como afirmar se a decisão foi justa ou não. Mas, ao que tudo indica, Fernando jogou sujo, sim, com Hamilton. Por isso, foi rebaixado de seu primeira colocação no grid e largará de sexto.

Além disso, a McLaren também foi punida. Justo. Porque, não importando se foi culpa de Alonso ou de Hamilton - como chegou a ser cogitado - certo, mesmo, é que o time cometeu o erro junto. E, por causa da bobagem, não terá computados os eventuais pontos marcados amanhã no Mundial de Construtores.

Aliás, não me perguntem sobre o critério da decisão. Ele simplesmente não existe. Por que Alonso caiu para sexto e não para quinto ou sétimo? Quem definiu quantas posições ele perderia? Nenhuma dessas perguntas têm respostas.

Sem o respaldo do regulamento - que, provavelmente, não prevê situações como a de hoje - os comissários resolveram inventar. Em vez de levar Alonso ao final do grid ou fazê-lo cair dez posições no grid, como é normal, o espanhol perderá apenas cinco lugares.

Tudo bem, a opinião geral é que ele merece mesmo a punição. Mas, urgentemente, a FIA precisa criar um padrão para esse tipo de punição. Ir levando de caso a caso só dá certo até algum ponto.

Em instantes, o Blog volta analisando as outras categorias que estiveram em atividade nesse sábado. Nos vemos já!

Edit: Sabem quem se deu melhor nessa história toda? Kimi Raikkonen. Ele seria quarto e estaria, portanto, no lado sujo da pista. Saindo de terceiro, porém, tem ótima chance de pular para segundo logo na primeira curva. E, da maneira como a Ferrari vem largando bem nas últimas provas, pode até chegar a incomodar Lewis Hamilton.

McLaren em guerra e Ferrari em apuros

Malandro esse Alonso, hein? Quando todos diziam que o espanhol teria de começar a agir na batalha contra Lewis Hamilton como Nelson Piquet fazia contra Nigel Mansell, o espanhol dá uma cartada que deixaria o brasileiro orgulhoso. Esses ingleses são mesmo muito ingênuos...

Última parte da classificação. Hamilton está visivelmente mais rápido do que Alonso. O espanhol, então, volta aos pits antes de sua derradeira tentativa. Troca os pneus e reabastece. Mas, inexplicavelmente, não sai do lugar. O relógio corre e o treino já está quase terminando.

Com claras intenções, Fernando demora uma eternidade para voltar à pista. E Lewis, sem alternativa, é obrigado a esperar a saída do espanhol, fazendo fila no pit lane atrás de seu companheiro. Quando Alonso finalmente libera o espaço, não há tempo para que Hamilton faça sua última volta.

Uma vez na pista, Fernando ainda precisa acelerar para abrir sua tentativa. Consegue, faltando apenas cinco segundos. E, com uma volta precisa e sem erros, arrebata a pole position. Lewis, que nada pôde fazer, tem de se contentar com o segundo lugar.

Na entrevista coletiva, logo após o treino, Alonso disse que a culpa da demora havia sido da McLaren. Segundo ele, o time queria liberá-lo com pista livre. Por essa razão, seu carro teria ficado muito tempo retido. Não é fácil desmentir o espanhol, é verdade. Mas fica difícil acreditar que a equipe inglesa cometeria um erro de cálculo tão grosseiro quanto esse.

Hoje, as bobagens ficaram resumidas à Ferrari. E a vítima da vez foi Felipe Massa. Na segunda parte da classificação, o brasileiro - que havia acabado de errar sua última volta - entrou no pit para fazer sua parada antes de voltar para a derradeira chance de entrar na superpole. Inexplicavelmente, porém, a equipe vermelha só trocou os pneus.

E conseguiu a proeza de esquecer de reabastecer! Essa é nova. Pior para Massa (à esquerda). Empurrado de volta ao box da Ferrari, o brasileiro perdeu muito tempo. Pior, porém, foi ter estragado a temperatura dos pneus, que esfriaram e tornaram o carro de Felipe extremamente instável.

Como resultado, Massa vai largar, amanhã, de um distante 14º. E sem maiores perspectivas, uma vez que a Ferrari, antes da pataquada, já não era lá essas coisas. Prova disso é que seu companheiro, Kimi Raikkonen, foi superado pela BMW de Nick Heidfeld.

É fato que o alemão está leve. Mas Raikkonen também pode estar. Afinal, seu tempo na segunda parte da classificação - quando os carros andam leves - foi próximo ao dar superpole, em que os pilotos já levam o combustível da corrida.

Heidfeld vai sair em terceiro e Kimi em quarto. Atrás, em quinto, vem Nico Rosberg (à direita), na melhor posição de largada do ano para ele e sua equipe, a Williams. O Blog, ao menos, chutou o filho de Keke para os pontos. O palpite para a vitória - Massa - já foi para o espaço.

Completando os dez primeiros, ficaram, na ordem do 6º ao 10º, Ralf Schumacher, Robert Kubica, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli e Mark Webber. Mas o resultado ainda pode mudar. É que Fisichella está sendo analisado pelos comissários por ter aplicado um crash test em Sakon Yamamoto.

O italiano freou antes de abrir sua volta rápida, sem perceber que o japonês estava logo atrás. Quase provoca um acidente. Se a punição for dada, terá sido bem merecida. Um piloto experiente como Fisichella não pode cometer esse tipo de erro.

Por sua vez, a Honda, que parecia ter saído do fundo do poço, volta à estaca zero. Hoje, nem Jenson Button nem Rubens Barrichello (à esquerda) conseguiram passar da primeira parte do treino. Com resultados assim, fica difícil para qualquer um na equipe manter a motivação.

A seguir, o grid de largada para o Grande Prêmio da Hungria:

1. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:19.674s
2. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:19.781s
3. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW Sauber, 1:20.259s
4. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:20.410s
5. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:20.632s
6. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:20.714s
7. Robert Kubica/Polônia/BMW Sauber, 1:20.876s
8. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:21.079s
9. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:21.206s
10. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:21.256s
11. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:20.718s
12. Heikki Kövalainen/Finlândia/Renault, 1:20.779s
13. Alexander Wurz/Áustria/Williams, 1:20.865s
14. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:21.021s
15. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:21.127s
16. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:21.993s
17. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:21.737s
18. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:21.877s
19. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:22.143s
20. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:22.177s
21. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:22.737s
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:23.774s

Nunca uma equipe que conseguiu uma dobradinha no grid saiu tão insatisfeita de um treino de classificação como a McLaren, hoje. O clima no time, que já era ruim por causa do escândalo de espionagem, fica pior ainda com a crescente rivalidade entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Os dois já estão em guerra e, amanhã, farão um duelo à parte pela vitória.

A Ferrari, que já não era considerada a favorita para esse fim de semana, corre sério risco de ser batida não só pela McLaren, mas também pela BMW. Kimi Raikkonen sai de quarto, é verdade. Sua maior aspiração, porém, é chegar no podium. Para Felipe Massa, salvar um sexto lugar, por exemplo, já está de bom tamanho. E não mais do que isso.

Nick Heidfeld vai sair de terceiro no grid e, dependendo, pode até sonhar com vitória amanhã, Vai que a dupla da McLaren bate na largada? Não é nada impossível. Na BMW, o clima é de otimismo. O outro piloto do time, Robert Kubica (à esquerda), não se classificou tão bem: foi só o sétimo. Mas o polonês deve estar pesado e com uma boa tática para a corrida.

O fim de semana que se revelava promissor para a Renault está se transformando em mediano. Como todos os outros do time esse ano, aliás. Fisichella foi oitavo mas ainda pode ser punido. Heikki Kovalainen, por sua vez, foi prejudicado pela tráfego. Mesmo assim, o 12º lugar do finlandês ainda foi muito fraco.

Já a Williams tem uma excelente chance de conseguir um de seus melhores resultados do ano na corrida de amanhã. Nico Rosberg é quinto no grid e tem uma ótima oportunidade de marcar pontos. Alexander Wurz, por outro lado, é só o 13º. Mas o austríaco é um piloto esperto e pode subir posições na prova.

Um dia mais ou menos para a Red Bull. Não foi um resultado muito bom, mas também não foi nem um pouco ruim. Mark Webber é décimo, mas deve perder rendimento na corrida. Já David Coulthard (à direita) sai em 11º, provavelmente com o tanque cheio. Vai confiar nessa tática para conseguir um lugar na zona de pontuação.

Enquanto isso, Ralf Schumacher arrebatou, hoje, sua melhor colocação de largada da temporada: sexto. É um piloto rápido em corridas e, se não quebrar, deve terminar nos pontos. Seu companheiro, Jarno Trulli (à esquerda), sai de nono. Mas, como de costume, é provável que o italiano não sustente essa posição no domingo.

Mais uma vez, Anthony Davidson superou Takuma Sato na Super Aguri. Apesar de estar zerado no campeonato, o inglês é constantemente mais rápido que o japonês. Que, entretanto, já marcou quatro pontos até aqui. De qualquer forma, a dupla do time nipônico não tem muito o que esperar da prova de amanhã. Só chega mais para a frente se muita gente tiver problemas.

Dia horroroso para a Honda. Nenhum dos pilotos da equipe passou da primeira fase da classificação. Rubens Barrichello não passou de 18º, com Jenson Button apenas uma posição à frente. Em pensar que o inglês e o time venceram esse Grande Prêmio no ano passado...

A estréia de Sebastien Vettel (à direita) na Toro Rosso não está sendo muito brilhante. No treino de hoje, o alemão errou nas suas duas voltas. Largará só de 20º. Vitantonio Liuzzi foi facilmente mais rápido que o seu companheiro de equipe novato, e vai sair da 16ª posição.

Por fim, a Spyker, como sempre, fecha o grid. E, mais uma vez, Adrian Sutil superou seu parceiro de equipe. O japonês Sakon Yamamoto vem evoluindo ao longo do fim de semana, mas ainda está alguns furos abaixo do alemão. Os dois precisarão ganhar na loteria para, um dia, marcar pontos com o carro que têm em mão.

O Grande Prêmio da Hungria tem largada marcada para as 9 horas da manhã de domingo. A Rede Globo transmite. Hoje, ao longo do dia, o Blog volta comentando as corridas da GP2 e as atividades da IRL e do Mundial de Rally. Nos vemos por aí!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Resumo de uma pacata sexta-feira

Também com relativo atraso, vamos à análise dos resultados das categorias que estiveram em atividade hoje.

No circuito húngaro de Hungaroring, a GP2 faz, como sempre, a preliminar da Fórmula 1. Nos treinos classificatórios da categoria-escola, quem se deu melhor foi o líder do campeonato, Timo Glock (à esquerda). O alemão vai largar na pole e terá logo atrás de si, na segunda posição, seu companheiro de equipe, o austríaco Andreas Zuber.

Vale lembrar que, na bateria inicial da rodada dupla de Magny-Cours, mais cedo nesse ano, os dois pilotos da equipe iSport também saíram juntos da primeira fila do grid. E, naquela oportunidade, conseguiram a proeza de bater um com o outro apenas alguns metros após a largada.

Em terceiro na classificação de hoje ficou o brasileiro Lucas di Grassi (à direita), vice-líder da categoria e uma das apostas do Blog. Meu outro palpite, o italiano Luca Filippi, terceiro colocado no campeonato, vai largar de sétimo.

Os outros dois brazucas não foram bem. Alexandre Negrão não passou de 19º e Bruno Senna, inexplicavelmente, teve um péssimo desempenho e terminou apenas em 24º, de 26 pilotos. Amanhã, os dois dificilmente chegarão aos pontos. A menos que a chuva venha e anime as coisas.

A seguir, os dez primeiros de hoje, mais os brasileiros:

1. Timo Glock/Alemanha/iSport, 1:27.566s
2. Andreas Zuber/Áustria/iSport, 1:27.756s
3. Lucas di Grassi/Brasil/ART, 1:28.349s
4. Giorgio Pantano/Espanha/Campos, 1:28.411s
5. Pastor Maldonado/Venezuela/Trident, 1:28.546s
6. Adam Carroll/Inglaterra/FMS, 1:28.648s
7. Luca Filippi/Itália/Super Nova, 1:28.715s
8. Kazuki Nakajima/Japão/DAMS, 1:28.715s
9. Nicolas Lapierre/França/DAMS, 1:28.774s
10. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:28.797s
19. Xandinho Negrão/Brasil/Minardi by Piquet, 1:29.497s
24. Bruno Senna/Brasil/Arden, 1:30.245s

A primeira das duas corridas da GP2 nesse fim de semana terá transmissão do Sportv, a partir das 11 horas de amanhã.


No trajeto de terra da Finlândia, o WRC voltou às atividades após dois meses de paralisação. Os destaques do dia foram os pilotos da casa, Marcus Grönholm - a aposta do Blog - e Mikko Hirvonen, que ficaram nas duas primeiras posições. Ambos correm de Ford.

Em terceiro, terminou o atual tri-campeão Sebastien Loeb (à esquerda), da Citröen. No fim do dia, o francês declarou ter forçado bastante e não saber o que fazer para alcançar a dupla de finlandeses que se mantém na ponta. De fato, Grönholm e Hirvonen parecem estar um degrau acima da concorrência.

A dupla da Subaru, o australiano Chris Atkinson e o norueguês Petter Solberg, fecharam logo atrás, em quarto e quinto, respectivamente. Completando os oito primeiros que pontuam, aparecem, na ordem, Daniel Sordo (Citröen), Henning Solberg (Ford) e Manfred Stohl (Citröen).

Logo abaixo, os dez primeiros:

1. Marcus Grönholm/Finlândia/Ford, 1h05:18.5s
2. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 4.4s
3. Sebastien Loeb/França/Citroën, a 20.2s
4. Chris Atkinson/AustráliaSubaru, a 46.9s
5. Petter Solberg/Noruega/Subaru, a 57.3s
6. Daniel Sordo/Espanha/Citroën, a 1:22.6s
7. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 1:32.8s
8. Manfred Stohl/Áustria/Citroën, a 1:45.8s
9. Juho Hanninen/Finlândia/Mitsubishi, a 2:01.6s
10. Urmo Aava/Finlândia/Mitsubishi, a 2:20.9s

Amanhã, as 9:30, a ESPN apresenta a retrospectiva do primeiro dia, com comentários de Kléver Kolberg, piloto com experiência em vários Rally Dacar, por exemplo.


Por fim, a Nascar realizou seu treino de classificação da etapa de domingo na pista de Pocono, na Pensilvânia. O pole é o queridinho do público Dale Earnhardt Jr. (à direita). O palpite do Blog, Denny Hamlin, larga de sexto. Juan Pablo Montoya é o nono e o líder do campeonato, Jeff Gordon, o 11º.

A seguir, o top 10:

1. Dale Earnhardt Jr./Chevrolet, 52.949s
2. Kurt Busch/Dodge, a 0.035s
3. Kyle Busch/Chevrolet, a 0.060s
4. Ryan Newman/Dodge, a 0.074s
5. Kasey Kahne/Dodge, a 0.121s
6. Denny Hamlin/Chevrolet, a 0.148s
7. Jimmie Johnson/Chevrolet, a 0.204s
8. Casey Mears/Chevrolet, a 0.221s
9. Juan Pablo Montoya/Dodge, a 0.332s
10. Reed Sorensen/Dodge, a 0.418s

A prova da Nascar, no domingo, terá transmissão do Speed, em horário ainda não revelado pelo canal.


Das categorias que estão em atividade neste fim de semana, a IRL foi a única que não entrou na pista hoje. Amanhã, porém, os pilotos treinam e depois disputam a classificação da etapa de Michigan, que o Blog estará acompanhando.

Nesse sábado, volto comentando as notícias e os resultados do dia. Até amanhã!

Nelsinho muito perto de ser titular da Renault

Antes de começar, um pequeno pedido de desculpas. Esta sexta foi um dia corrido para o escriba do Blog, e os posts estão sendo divulgados com um imenso atraso. Sem perder mais tempo, porém, vamos, de início, ao comentário da notícia mais importante do dia.

Hoje, chegou a ser anunciado que Nelsinho Piquet (à esquerda) já teria sido confirmado como titular da Renault para 2008. A informação, entretanto, acabou desmentida pela assessoria de imprensa do piloto logo depois. De qualquer maneira, o brasileiro já está com um pé em um dos cockpits da equipe francesa no ano que vem.

Com a confirmação do acordo, tanto Nelsinho quanto a atual campeã de construtores farão um excelente negócio. Para Piquet, trata-se da chance de estrear numa equipe ainda considerada grande. Já, para a Renault, a vantagem se resume na oportunidade de ter um piloto novato reconhecidamente rápido, com um bom conhecimento do carro e uma altíssima motivação.

Segundo a equipe francesa, o anúncio dos titulares do time em 2008 será feito no Grande Prêmio da Itália. Se Nelsinho realmente conseguir uma vaga, deve sobrar para Giancarlo Fisichella (à esquerda). Ao que tudo indica, o italiano está a caminho da Williams.

Nada mais merecido, considerando as prestações sempre abaixo das expectativas por parte do veterano piloto. Em duas temporadas com a Renault, foram apenas uma dupla de vitórias, uma em cada ano. Em 2007, o time francês caiu de produção e se rebaixou ao nível de Fisichella: mediano.

Enquanto isso, ao menos por enquanto, o outro piloto da Renault, Heikki Kovalainen (à direita), está seguro. O finlandês é uma aposta da equipe e ainda tem uma boa curva de evolução. Só não continua se Flavio Briatore realizar seu mirabolante desejo de contar com Fernando Alonso de novo, para a próxima temporada.

Em instantes, o Blog volta comentando as atividades das categorias que entraram na pista nesta sexta. Até já!

Alonso sai na frente no G.P. da Hungria

Foi uma sexta-feira como qualquer outra. Como sempre, tentei ver o primeiro treino, mas acabei pegando no sono depois. A sessão final, porém, foi inteiramente acompanhada pelo escriba do Blog. E deu para tirar algumas conclusões interessantes.

Ninguém andou no máximo, por exemplo. Nem mesmo o piloto mais rápido do dia, Fernando Alonso (à esquerda), que tirou o pé antes de entrar na reta principal por diversas vezes. Assim, mascarava seu tempo e parecia estar mais lento do que na realidade.

Mesmo jogando fora várias de seus melhores voltas, o espanhol da McLaren ainda terminou com o primeiro lugar. Logo atrás, veio uma surpresa: Heikki Kovalainen (à direita), da Renault. O finlandês conseguiu um tempo voador no início do treino da tarde, que não foi batido por ninguém, à exceção de Alonso.

Em terceiro, ficou Lewis Hamilton, que mais uma vez acabou fora da pista. Faltando cinco minutos para o fim da segunda sessão e no meio de sua volta mais rápida, o inglês encontrou pela frente a Spyker de Sakon Yamamoto. A perda de pressão aerodinâmica foi imediata e o piloto da McLaren não conseguiu segurar o carro, rodando e atolando na brita.

Uma das apostas do Blog para esse fim de semana, Nico Rosberg (à esquerda), apareceu muito bem em quarto, confirmando a evolução da Williams. Na seqüência, veio a BMW de Nick Heidfeld, em quinto. Seu companheiro de equipe, Robert Kubica, foi apenas o décimo. O polonês, porém, havia sido o mais rápido no treino da manhã.

As Ferrari foram discretas. Kimi Raikkonen fechou em sexto, com Felipe Massa uma posição atrás. O brasileiro, aliás, deu uma pequena rodada quase no final da segunda sessão. Perdeu o carro na última curva do circuito, forçando demais com pneus frios. Nada demais, portanto.

Rubens Barrichello ficou só no 18º lugar. Seu parceiro, Jenson Button (à direita), foi o 16º. A Honda, que venceu o Grande Prêmio da Hungria do ano passado com o inglês, vive uma realidade completamente diferente na atual temporada.

A seguir, a tabela de tempos do dia. Todos os pilotos viraram suas melhores voltas na segunda sessão:

1. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:20.919s
2. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:21.283s
3. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:21.338s
4. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:21.485s
5. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:21.517s
6. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:21.589s
7. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:21.620s
8. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:21.698s
9. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:21.857s
10. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:21.906s
11. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:21.912s
12. Alex Wurz/Áustria/Williams, 1:21.987s
13. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:22.325s
14. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:22.483s
15. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:22.510s
16. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:22.550s
17. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:22.556s
18. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:22.727s
19. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:23.136s
20. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:23.148s
21. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:23.673s
22. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:26.307s

De acordo com a expectativa geral, a McLaren dominou o primeiro dia de treinos em Hungaroring. Fernando Alonso, numa pista em que normalmente vai bem, foi primeiro sem forçar. Lewis Hamilton, por sua vez, também demonstra ter espaço para evolução. Só não pode cometer erros como o de hoje.

Ontem, o Blog apostou em Felipe Massa (à esquerda) como vencedor dessa corrida. Não vou ficar mudando os meus palpites agora, mas já começo a me arrepender. Tanto o brasileiro quanto Kimi Raikkonen não estão confortáveis no circuito húngaro. Pela televisão, nota-se nitidamente como os carros da Ferrari saem muito de frente. Nada que não possa ser corrigido, porém.

A BMW apareceu bem no treino da manhã, quando Robert Kubica foi o melhor. À tarde, entretanto, o time voltou ao seu patamar normal. Como sempre, o polonês e seu parceiro de equipe, Nick Heidfeld, são fortes candidatos aos pontos. Porém, caso McLaren e Ferrari não tenham problemas, um podium fica muito difícil de ser alcançado.

Na Renault, boas notícias. O carro da equipe francesa anda bem em pistas lentas. Em Mônaco, mais cedo nesta temporada, Giancarlo Fisichella (à direita) conseguiu a melhor posição do time até aqui em 2007: quarto. Hoje, o italiano, como sempre, ficou ali no bolo, em oitavo. Mas seu companheiro Heikki Kovalainen surpreendeu e terminou num ótimo segundo lugar.

Depois de conseguir resultados animadores nos testes coletivos da última semana, a Williams mostra que melhorou. Nico Rosberg foi um belo quarto, e tem uma ótima chance de voltar à superpole, amanhã. Já Alexander Wurz fez seu arroz-com-feijão básico e não passou de 12º.

Após o excelente desempenho em Nurburgring, na última semana, a Red Bull foi discreta nesta sexta. Os dois pilotos terminaram juntos: Mark Webber (à esquerda) foi o 13º e David Coulthard ficou uma posição atrás. Na classificação, porém, o mais provável é que, como sempre, o australiano melhore e o escocês caia de produção. E, na corrida, deve acontecer o inverso.

A Toyota, que costuma ser mais forte em pistas rápidas, provavelmente só fará figuração no fim de semana húngaro. Hoje, sua dupla de pilotos foi relativamente bem. Jarno Trulli conseguiu um lugar entre os dez primeiros, em nono, e Ralf Schumacher não ficou muito atrás: foi 11º.

Ao contrário do que vinha acontecendo, a Super Aguri voltou a bater a Honda. O objetivo do time, amanhã, é passar para a segunda fase da classificação. Baseado nos treinos desta sexta, apenas Anthony Davidson (à direita) conseguiria a façanha, já que foi 15º. Takuma Sato, por sua vez, foi apenas alguns centésimos mais lento que o companheiro, terminando em 17º.

Vencedores do G.P. da Hungria no ano passado, Jenson Button e a Honda passam por um verdadeiro calvário na atual temporada. Hoje, o inglês foi um dos que mais andou - deu 47 voltas só na segunda sessão - mas não passou de 16º. Seu parceiro, Rubens Barrichello, foi ainda pior. O brasileiro terminou apenas em 18º.

A estréia de Sebastian Vettel (à esquerda) na Toro Rosso não tem muito brilho, por enquanto. Ainda se adaptando ao carro e aprendendo a pista, o alemãozinho perdeu primeira disputa contra o novo companheiro de equipe, Vitantonio Liuzzi. Os dois ficaram lá atrás, diga-se de passagem. O italiano foi 19º, com o novato logo atrás, em 20º.

Por fim, a Spyker, como sempre, fechou a tabela de tempos. Adrian Sutil, entretanto, mostra uma evolução constante. E, cada vez mais, ele e a equipe se aproximam dos adversários. Hoje, o alemão ficou a apenas meio segundo de Vettel, o piloto imediatamente na sua frente. Sakon Yamamoto (à direita), porém, foi decepcionante e mostrou que ainda tem muito a melhorar.

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as outras atividades do mundo da velocidade. Tem a classificação da GP2, o primeiro dia do Rally da Finlândia e os treinos da IRL e da Nascar. Nos vemos por aí!

Agenda do Fim de Semana (03 a 05/08)

Os próximos três dias serão bem agitados no mundo da velocidade. Tem GP2, IRL, Nascar e, é claro, Fórmula 1. Além disso, o Mundial de Rally faz seu retorno após mais de 60 dias de intervalo. Vamos conferir, então, a sempre útil Agenda do Fim de Semana:


Sexta-Feira, 03 de agosto de 2007

WRC: Primeiro dia do Rally da Finlândia

Sábado, 04 de agosto de 2007

GP2: Primeira corrida da rodada dupla de Hungaroring
WRC: Segunda dia do Rally da Finlândia

Domingo, 05 de agosto de 2007

FÓRMULA 1: Grande Prêmio da Hungria
GP2: Segunda corrida da rodada dupla de Hungaroring
IRL: Etapa de Michigan
Nascar: Etapa de Pocono
WRC: Terceiro dia do Rally da Finlândia

Como sempre, a Fórmula 1 concentra as atenções. E o Grande Prêmio da Hungria, no lento e travado circuito de Hungaroring, acontece numa atmosfera das mais tensas dos últimos anos da categoria. O mega-escândalo de espionagem elevou ao máximo a rivalidade entre as duas principais equipes, Ferrari e McLaren.

Em tese, a vantagem na pista húngara é da equipe inglesa. Afinal, em circuitos lentos, o MP4/22 tem rendido mais que o F2007. Mas isso não quer dizer nada. As altas temperaturas da região, por exemplo, são um tipo de compensação para a Ferrari, que anda bem no calor.

Minha aposta é arriscada e, provavelmente, furada. Dessa vez, porém, vou seguir minha intuição. Na última corrida, em Nurburgring, ela me dizia para ir em Fernando Alonso. Resolvi me garantir num palpite mais seguro, Kimi Raikkonen. Como todos sabem, deu muito errado.

Portanto, meu chute para a corrida deste fim de semana é Felipe Massa (à esquerda). Sem patriotada, é claro. Vamos aos fatos: o brasileiro está mordido após a derrota para Alonso na última corrida. Além disso, é, dos quatro líderes, o que não vence há mais tempo. Já passou da hora do piloto da Ferrari conseguir outro triunfo.

Em Hungaroring, Massa só fez uma boa corrida: em 2002, seu ano de estréia, quando foi sétimo. No ano passado, porém, tinha tudo para conseguir um bom resultado se não chovesse. Com pista molhada, Felipe - já dá para perceber - não se sente muito à vontade. De qualquer forma, ele ainda fez a volta mais rápida da corrida, bem no final, quando a pista já havia secado.

Para os pontos, chuto Nico Rosberg (à direita), se BMW e Renault tiverem problemas. A Williams testou bem nas última semana e, pelo visto, o filho de Keke tem uma boa chance de quebrar seu jejum de corridas sem pontuação. Desde o G.P da Espanha, quarta etapa do ano, que o alemão não marca pontos.
Palpite do Blog para a corrida: Felipe Massa.

Como sempre, a GP2 faz a preliminar da Fórmula 1. Continuarei apostando em Lucas di Grassi (à esquerda) até que o brasileiro vença uma corrida. Vice-líder do certame, ele está sempre entre os primeiros, mas ainda não conseguiu um triunfo. Minha outra aposta - lembrem-se, são duas baterias - é o italiano Luca Filippi, terceiro no campeonato e bom em pistas travadas.
Palpites do Blog para as corridas: Lucas di Grassi e Luca Filippi.

Depois de descansar por uma semana, a IRL volta a correr pela sétima vez nos últimos seis fins de semana. A pista da próxima etapa, Michigan, é um superoval e nada tem a ver com os últimos circuitos nos quais a categoria vinha realizando provas. Meu chute - baseado em intuição pura - é o americano Sam Hornish Jr (à direita).
Palpite do Blog para a corrida: Sam Hornish Jr.

No tri-oval de Pocono, a Nascar faz sua 21ª etapa da temporada. Será a segunda corrida da categoria na pista da Pensilvânia neste ano. O vencedor da primeira foi o atual líder do campeonato, Jeff Gordon. Mas minha aposta é Denny Hamlin (à esquerda), que ganhou as duas provas feitas no circuito em 2006.
Palpite do Blog para a corrida: Denny Hamlin.

Após um intervalo superior a dois meses, o WRC volta com o Rally da Finlândia. Correndo em casa, Marcus Grönholm (à direita) é o palpite do Blog. A etapa do país nórdico é uma das poucas em que o tri-campeão Sebastien Loeb ainda não venceu. Aliás, em apenas três oportunidades o ganhador veio de fora da Escandinávia. Apostar em Grönholm, então, parece ser uma boa.
Palpite do Blog para o fim de semana: Marcus Grönholm.

Nesta sexta, o Blog volta ao longo do dia comentando as atividades das categorias que correm neste fim de semana. Até amanhã!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Mundial de Rally está de volta após dois meses de paralisação

Os fãs da categoria dizem que seus pilotos são os melhores do mundo. Afinal de contas, que outra competição mistura pistas de asfalto, cascalho, terra batida e até gelo? O fato é que o Campeonato Mundial de Rally (WRC, na sigla em inglês) retorna neste fim de semana com o Rally da Finlândia, após mais de 60 dias de intervalo.

Nesta quinta-feira, os pilotos disputaram uma etapa especial, que não vale praticamente nada a não ser definir a ordem de largada para amanhã. Hoje, o mais rápido foi o australiano Chris Atkinson, da Subaru. Seu tempo foi apenas dois décimos mais veloz que o do finlandês Marcus Grönholm, da Ford.

Para quem não estava acompanhando o campeonato deste ano, uma pequena recapitulada.

Nas últimas três temporadas, o francês Sebastien Loeb (à direita), um verdadeiro fenônemo, acabou como grande campeão. No ano passado, aliás, ele nem chegou a correr com uma equipe de fábrica. Ao invés disso, fez parte de uma equipe particular da Citröen. Mesmo assim, conquistou o título com algumas etapas de antecipação.

No atual campeonato, porém, Loeb vem tendo bem mais dificuldades. A Citröen, é verdade, voltou com a ter um time oficial, com o francês como piloto. O modelo antigo, um Xsara, foi substituído pelo C4, novato no WRC.

Mesmo com o apoio de fábrica, Loeb não está na ponta da tabela da temporada. O líder, por enquanto, é Marcus Grönholm (à esquerda), da Ford. O finlandês, aliás, já é bi-campeão da categoria, tendo ganho o título em 2000 e 2002.

Até aqui, ele tem 65 pontos, contra 56 de Loeb. O francês venceu mais etapas - 4 a 3 - mas não tem a regularidade do bi-campeão. O piloto da Citroën abandonou dois rallies neste ano, enquanto seu rival marcou pontos em todas as oportunidades.

Em terceiro na tabela, está outro piloto da Finlândia, Mikko Hirvonen (à direita). Ele é o companheiro de Gronhölm na Ford, e tem 49 pontos. Na seqüência, aparecem o espanhol Daniel Sordo (Citröen) e os irmãos noruegueses Petter Solberg (Subaru) e Henning Solberg (Ford). Cada um possui, respectivamente, 28, 26 e 24 pontos.

No campeonato de fabricantes, a Ford tem uma liderança até certo ponto tranqüila, com 114 pontos. Sua principal adversária, a Citröen, tem 86. A Subaru aparece na terceira colocação, com 43.

Amanhã, recomeça a batalha de pilotos e equipes na Finlândia. O trajeto, na sua grande maioria, é sobre terra. O Blog estará acompanhando as atividades e, como sempre, dando seus sensacionais palpites ao longo do fim de semana.


Confirmando as expectativas, Sebastian Vettel (à esquerda) foi anunciado como um dos pilotos da Toro Rosso para a temporada do ano que vem. O jovem alemão, que já assume o cockpit da equipe a partir da etapa deste fim de semana, na Hungria, vai substituir o demitido Scott Speed.

Hoje, um dos dirigentes da Toro, Franz Tost, afirmou que a saída de Speed já estava definida até antes do incidente da última corrida, em Nurburgring. Na ocasião, Tost e o norte-americano quase foram às vias de fato após o abandono do piloto logo na terceira volta.

De qualquer forma, é justa a saída de Scott (à direita), que não fez por merecer uma renovação de contrato. 28 corridas sem um único ponto é demais. No lugar do norte-americano, Vettel entratá motivado e com fome de bola. Para a Toro, uma troca que muito vale a pena.

Enquanto isso, Heikki Kovalainen está praticamente certo como um dos pilotos da Renault em 2008. Seu companheiro de equipe será Giancarlo Fisichella ou Nelson Angelo Piquet. O perdedor da disputa deverá ingressar na Williams, no lugar do austríaco Alexander Wurz, em acerto próximo de ocorrer entre os chefes dos dois times, Flavio Briatore e Frank Williams.

Caso o acordo fracasse, o nome mais cotado para uma vaga na escuderia inglesa no próximo ano é o de Narain Karthikeyan (à esquerda). Titular da Jordan em 2005 e atual piloto de testes da Williams, o indiano conta com um gordo apoio financeiro para comprar um lugar como companheiro de equipe de Nico Rosberg.

Triste pensar que a Williams, um dia, já foi grande...




Já comentei, ontem, a resposta da McLaren sobre o caso de espionagem. Só esqueci de falar sobre um detalhe: Ron Dennis acusou a Ferrari de correr com um carro ilegal no G.P. da Austrália deste ano. Ao dizer isso, o chefão da equipe inglesa comete um pequeno erro.

O modelo que o time italiano utilizou se tornou ilegal somente após a corrida, pela presença de assoalhos móveis. Antes, porém, ainda não havia sido proibido. Se o carro estivesse realmente fora das regras, alguém duvida que a McLaren, sabendo do caso como estava, não iria reclamar na hora?

Compreende-se que o time inglês está descontente com a descarada pressão política da Ferrari, que tenta forçar uma punição para cima da equipe prateada. Mas, ao fazer essa acusação, Ron Dennis já está exagerando.

E o caso de espionagem continua rendendo novas notícias. Hoje, o espanhol Fernando Alonso (à esquerda) deixou de comparecer à entrevista coletiva para a qual estava escalado. O motivo: lei da mordaça para a dupla de pilotos da McLaren.

Dá para entender, é claro. Mas será que a proibição é realmente necessária? Em vez de calar seus pilotos, Ron Dennis poderia ter, pura e simplesmente, orientado os dois a não responderem perguntas sobre o assunto. É fácil e prático.

E, de quebra, ainda respeitaria os interesses dos jornalistas que estão trabalhando e do público que está assistindo.


A previsão metereológica aponta 60% de chance de chuva tanto para a classificação quanto para a corrida deste fim de semana. No ano passado, já aprendemos que o G.P. da Hungria pode se tornar interessante com pista molhada. Será que São Pedro dá mais uma ajudinha?

Amanhã, o Blog volta com a seção Agenda do Fim de Semana, com todos os eventos do mundo da velocidade dos próximos três dias e os palpites (quase) sempre infalíveis do escriba. E, ao longo do dia, comentários e análises sobre as categorias que estarão em atividade nesta sexta. Até!

Um ano de Kubica

No circuito de Hungaroring, na próxima etapa da Fórmula 1, Robert Kubica completará seu primeiro ano como piloto titular de uma equipe da categoria máxima do automobilismo. Para quem não se lembra, foi exatamente nesta corrida, no ano passado, em que o polonês estreou ao substituir o canadense Jacques Villeneuve, demitido por baixo rendimento.

Naquele G.P., Kubica terminou em sétimo. Mas acabou desclassificado por seu carro estar abaixo do peso mínimo. O comentário, na época, foi que o polonês, por inexperiência, esqueceu de sujar os pneus na volta de desaceleração após a bandeirada. Ao seguir na linha normal de corrida, não passou sobre os detritos de borracha que fazem a diferença na pesagem. Um típico erro de novato.

De lá para cá, porém, Robert já amadureceu bastante. Até agora, foram 15 corridas na principal categoria do automobilismo mundial, incluindo 30 pontos e um podium. Não foi só por conta dos resultados, entretanto, que o polonês apareceu nas manchetes ao redor do planeta.

No G.P. do Canadá deste ano, Kubica deu um susto em todos após sofrer um pavoroso acidente. Acredito que não preciso descrevê-lo: ele ainda está na memória de todos os que assistiram aquela corrida. Milagrosamente, o piloto da BMW saiu andando do hospital.

O episódio, de forma surpreendente, fez Robert crescer como piloto. Desde que voltou, o polonês tem mostrado uma evolução impressionante. Depois de começar o ano perdendo em pontos e nas disputas de classificação para o companheiro Nick Heidfeld, Kubica virou o jogo.

Nas últimas três etapas da Fórmula 1, após ficar de fora em Indianapolis por conta da pancada, o polonês vence Heidfeld em pontos - 12 a 10 - e em posições de grid: 2 a 1. Nada espetacular, é verdade. Mas o acidente serviu para acordar o piloto que havia encantado a todos em 2006.

Saudado de cara como um "futuro campeão", Robert caiu muito de produção no início dessa temporada. Mas agora parece ter se recuperado. Ainda está longe de disputar um título - principalmente, devido às limitações de seu carro. Mas já mostra potencial para, no mínimo, transformar-se num ganhador de G.Ps. Sem exageros.

Ainda hoje, o Blog retorna comentando as principais notícias do dia. Antes, gostaria de agradecer ao Rafael Lopes, pela divulgação em seu ótimo blog. A todos os outros, até já!

Em tempo: a expressão "Ganhador de G.Ps." foi tirada de um de meus livros de cabeceira, Fórmula 1 - Pela Glória e Pela Pátria, do excelente jornalista Eduardo Correa.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos - Número Quatro

Estamos quase lá! Na semana que vem, o ranking das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos chegará o seu final. Antes disso, ainda temos que contar o número quatro da lista. Sem perder mais tempo, vamos lá:

10. Michael Schumacher - Espanha/1996
9. Damon Hill - Hungria/1997
8. John Watson - Long Beach/1982
7. Jackie Stewart - Alemanha/1968
6. Nigel Mansell - Hungria/1989
5. Stirling Moss - Mônaco/1961
QUARTA COLOCADA - Gilles Villeneuve no Grande Prêmio da Espanha de 1981

Antes de 1981, Gilles Villeneuve já estava nos corações dos fãs do automobilismo por suas atuações arrebatadoras e memoráveis. Ninguém esquecia, por exemplo, de seu duelo com Rene Arnoux nos voltas finais do G.P. da França de 1979, quando os dois trocaram de posição várias vezes, tocando-se em mais de um oportunidade.

Villeneuve venceu aquela disputa. Que valia, porém, apenas um segundo lugar. Mais tarde naquele ano, no G.P. da Holanda, Gilles teria outra performance sensacional. Após ultrapassar, por fora e de maneira magnífica, a Williams de Alan Jones, o canadense disparou em primeiro.

Mas um furo de pneu, já no último terço da corrida, jogou tudo fora. A demonstração de bravura que Villeneuve deu logo depois, entretanto, ficaria marcada em todos aqueles que gostam do esporte. Com um carro completamente capenga, Gilles levou sua Ferrari aos boxes. Mesmo com a suspensão toda destruída, queria convencer seus mecânicos a devolvê-lo à pista.

Isso, é claro, até ele se dar conta do estado do carro. Uma vez ciente do estrago, o canadense saiu do carro e abandonou. Apesar de não ter continuado, mostrou, ali, seu principal espírito: não desistir nunca.

Mesmo já tendo tido essas atuações lendárias, ainda faltava uma grande performance que resultasse em vitória. Mas ela veio num dia de calor insurportável, na apertada e travada pista de Jarama, na Espanha.

Em 1981, a Ferrari tinha um carro simplesmente horroroso. A única compensação era o potente motor turbo, que fazia uma grande diferença. Afinal de contas, apenas o time italiano e a Renault contavam com essa tecnologia naquela época.

A equipe vermelha, concentrando seus esforços na construção do motor turbo, deixou o desenvolvimento do chassis em segundo plano. Como resultado, o modelo 126CK de Villeneuve e de seu companheiro, Didier Pironi, era excelente em retas, mas terrível em curva.

Só mesmo um piloto como Gilles para conseguir compensar esse desequíbrio. No G.P. de Mônaco, quando ninguém esperava que a Ferrari fosse bem, o canadense venceu. Com um direito a outra linda ultrapassagem sobre Alan Jones. Mais uma vez por fora, e dessa vez na fechada curva Saint-Devóte do Principado.

Depois da corrida monegasca, a Fórmula 1 chegava ao circuito espanhol de Jarama. Trava-se de uma pequena pista, estilo Hungaroring da época, com uma pequena reta e uma sucessão interminável de curvas. No grid, como era de se esperar, as Ferrari não foram bem.

Villeneuve ainda conseguiu um bom sétimo, enquanto seu companheiro Didier Pironi não passou de 13º. Na pole, estava o francês Jacques Laffite (à esquerda), profundo conhecedor de Jarama, uma vez que usava a pista espanhola para testar os pneus de sua Ligier.

Os pilotos da Williams, provavelmente o carro mais equilibrado do grid, vinham a seguir. Alan Jones era segundo e Carlos Reutemann, o terceiro. Entre os líderes e Gilles ainda estavam John Watson, Alain Prost e Bruno Giacomelli, respectivamente, quarto, quinto e sexto.

Na largada, o pole Laffite teve problemas de embreagem e ficou para trás. Antes da primeira curva, Villeneuve já havia pulado para terceiro, atrás, apenas, da dupla da Williams. Na segunda volta, aproveitou um descuido de Reutemann e ultrapassou o argentino por fora, no fim da reta principal.

O líder, Jones (à direita), disparava e parecia estar a caminho de uma fácil vitória, desde o início. O australiano, porém, era um piloto extremamente instável. Na 14ª volta, sem motivo algum, errou e saiu da pista, perdendo uma liderança tranqüila.

Irritado, o piloto da Williams conseguiu ser empurrado de volta à pista. Mas perdeu muito tempo. Agora, era Villeneuve quem liderava, com Reutemann em segundo colocado nele. O canadense, porém, se mantinha na frente apesar de toda a dificuldade na condução de sua Ferrari.

Enquanto isso, depois da péssima largada, Laffite vinha se recuperando. O francês ultrapassou Reutemann e começou a pressionar Gilles. Na parte sinuosa do circuito, o piloto da Ligier chegava perto e ensaiava uma ultrapassagem. Na reta, porém, Villeneuve usava todo o poder de seu motor Ferrari e voltava a abrir uma pequena vantagem.

Com a intensidade da luta, outros pilotos foram alcançando o grupo. John Watson, da McLaren, e Elio de Angelis, da Lotus, juntaram-se à turma com 18 voltas para o fim. Pouco depois, o inglês ultrapassou Reutemann, passando para terceiro.

Na frente, entretanto, parecia ser impossível superar Villeneuve. Em várias oportunidades, Laffite chegava a colocar o seu carro lado a lado com o do canadense, mas não conseguia completar a manobra.

As últimas voltas da corrida foram absolutamente sensacionais. Gilles, com um carro bem mais lento, segurava todo mundo atrás. Os cinco primeiros andavam completamente colados. Villeneuve, Laffite, Watson, Reutemann e de Angelis eram separados por menos de dois segundos.

Mas não havia como roubar essa vitória de Gilles. No giro derradeiro, ele voltou a resistir aos ataques finais de Laffite, vencendo com uma vantagem de apenas 22 centésimos para o francês. Watson, Reutemann e de Angelis terminam imediatamente atrás. A diferença do primeiro ao quinto não é maior do que 1,24 segundo.

O maior triunfo de Villeneuve serviu para coroar uma carreira tristemente interrompida no seu auge. Nunca saberemos o que o canadense seria capaz de fazer se não tivesse sofrido seu acidente fatal logo no ano seguinte, no fim de semana do G.P. da Bélgica. Mesmo com uma vida tragicamente prematura, Gilles deixou sua marca em todos os fãs do automobilismo.

Pela imensa habilidade para compensar a falta de equilíbrio de seu carro e pelo fato de ter segurado um grupo de quatro pilotos bem mais rápidos numa pista pouco favorável a sua Ferrari, Gilles Villeneuve leva o quarto lugar na lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos.

A seguir, um vídeo-resumo da corrida. A narração meio monótona, em inglês, é compensada pelas raras imagens de uma prova espetacular:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na semana que vem, com os números 3, 2 e 1 da lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos. E hoje, ao longo do dia, o Blog retorna comentando as principais notícias desta quinta. Nos vemos já!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A resposta da McLaren

E não é que o chefão Ron Dennis resolveu vir a público para finalmente dar sua própria versão sobre o mega caso de espionagem que abalou a Fórmula 1? Já não era sem tempo. Antes, o principal dirigente da McLaren se mostrava acuado desde as primeiras denúncias contra o seu time, feitas há mais de um mês.

Em declarações dadas hoje, Dennis reclamou bastante da parcialidade da imprensa italiana. Alguns jornais que apoiram a Ferrari foram chamados de "anti-éticos" pela chefão da McLaren. Para ele, o time inglês foi "insultado" pelos periódicos da país da bota.

Esperar sobriedade da mídia da Itália, nessa altura do campeonato, é demais. Mas Ron até tem razão ao reclamar da atitude dos jornalistas italianos. Colocar sua opinião - mesmo que imparcial - é uma coisa. Mas aumentar ou exagerar notícias é desonesto, e alguns jornais italianos usaram, sim, desse artifício.

Além disso, Dennis usou o velho argumento da necessidade de não estragar o campeonato em virtude da atitude um solitário funcionário. Aí, Ron está errado. Não importa se o empregado agiu sozinho. Ele faz parte da McLaren e, se o delito foi grave, a equipe, como um todo, tem de ser punida.

A seguir, Dennis cai em contradição. Diz que a McLaren recebeu, sim, a informação de Nigel Stepney dando conta de que a Ferrari estaria usando assoalhos móveis ilegais em seus carros. Segundo Ron, "essa foi a única informação que recebemos de Stepney". Semanas antes, porém, Dennis mesmo havia dito que nada que o ex-funcionário passara havia sido aproveitado.

Sobre o tal dossiê enviado por Stepney, o chefão diz que ninguém na McLaren sabia de sua existência. Apenas, é claro, o ex-desenhista chefe do time, Mike Coughlan, prontamente afastado após ter sido descoberto com as informações em sua casa. No fim de sua entrevista, Ron fala que os avanços do time inglês "foram em decorrência apenas de pesquisa própria".

A defesa do dirigente da McLaren pode soar, para alguns, muito convincente. Mas ainda há pontos a serem questionados. O mais importantes deles: se os ingleses se beneficiaram da informação sobre os assoalhos móveis da Ferrari, por que não o fariam com o dossiê passado por Stepney mais tarde?

Ainda há muito o que ser estudado sobre o caso, e a FIA faz certo ao levá-lo à Corte das Apelações. Lá, a Ferrari irá apresentar a sua versão dos fatos. E a McLaren precisará se defender cara a cara com seus principais rivais.

Acreditar na total inocência da equipe de Ron Dennis é coisa de gente ingênua demais. O time inglês, no mínimo, merece uma punição por ter permitido que um alto empregado recebesse cópias ilegais de dados da principal escuderia rival. Suspensão, expulsão ou mesmo perda de pontos no campeonato são medidas que o Blog considera drásticas demais.

Mas a McLaren não pode escapar, ao menos, de uma bela multinha de alguns milhões de dólares. Como já falei aqui antes, uma equipe de Fórmula 1 só aprende uma lição quando sente, no bolso, o peso de seus erros.


Não é só na Fórmula 1 que o mercado de pilotos anda agitado. Na GP2, duas novas mudanças foram anunciadas já para a próxima etapa, neste fim de semana, no circuito húngaro de Hungaroring.

Na equipe BCN, o desconhecido finlandês Markus Niemala vai substituir o japonês Sakon Yamamoto (à esquerda), recém-promovido à Fórmula 1. Desde a última temporada, Niemala disputava a Fórmula Renault Inglesa, sem resultados espetaculares. Uma aposta de risco, portanto, do time espanhol, um dos lanternas da categoria-escola.

A Racing Engineering, por outro lado, promove mais uma dança das cadeiras. Após apenas duas etapas ao lado do time, o venezuelano Ernesto Viso foi chutado e cederá seu lugar ao espanhol Marcos Martinez (à direita). Oriundo da Fórmula 3 de seu país, Martinez era apenas o nono colocado no certame. Entra como piloto-pago e, assim, não deve se destacar muito.

Enquanto isso, na ChampCar, o veterano holandês Jos Verstappen (à esquerda) está prestes a ingressar na categoria. Sua patrocinadora particular, a Trust, está procurando equipes para se associar e, assim, fazer uma tentativa de entrar no mercado americano. Se fechar com algum time, a empresa já confirmou que coloca Verstappen como um dos titulares.

Por sua vez, o atual líder do mundial de SuperBike, James Toseland (à direita), acertou sua entrada na MotoGP a partir do ano que vem. Numa jogada arriscada, ele fará parte da equipe-satélite da Yamaha, a Tech3. Não é, nem de longe, a melhor equipe da categoria. Mas o britânico parece motivado para um novo desafio. Que, é bom que se fale, será muito complicado.



A A1 GP se notabiliza por realizar corridas sempre no período do outono e inverno europeu, quando as principais categorias do automobilismo estão de férias. Para quem não sabe, trata-se de uma quase Copa do Mundo do Automobilismo, em que os pilotos marcam pontos para os seus países e não em benefício próprio.

Apesar da idéia bastante original, a competição, após dois anos de existência, não é lá um grande sucesso de público nem de mídia. Mesmo assim, continua firme e forte. E, hoje, anunciou seu calendário da temporada 2007/2008.

Nos últimos dois campeonatos, o Brasil havia sido incluído na pré-seleção, primeiro com Jacarepaguá e depois com Curitiba. Em ambas as ocasiões, porém, as etapas foram canceladas por falta de apoio. Dessa vez, então, o país ficou de fora do calendário logo de cara. A seguir, as datas:

1. Holanda, em Zandvoort - 30/09/07
2. República Tcheca, em Brno - 14/10/07
3. Ásia, em local a ser definido - 04/11/07
4. Malásia, em Sepang - 25/11/07
5. China, em Zhuhai - 16/12/07
6. Nova Zelândia, em Taupo - 20/01/08
7. Austrália, em Sidney 03/02/08
8. África do Sul, em Durban - 2402/08
9. México, na Cidade do México - 16/03/08
10. China, em Shangai - 06/04/08
11. Inglaterra, em Brands Hatch - 04/05/08

A seleção das pistas é bastante interessante. Inclui históricas (Zandvoort, Brno, Brands Hatch e Cidade do México), com algumas modernas (Sepang e Shangai) e outros circuitos menores que, entretanto, devem reunir um grande público (Zhuhai, Taupo, Sidney e Durban,).

Outro dado a se comentar é a predominância de etapas na Ásia. São quatro de onze, incluindo uma que ainda nem sabe em qual circuito será realizada. Na outrora grande Europa, serão apenas três fins de semana. A Oceania tem dois, enquanto América e África têm apenas um representante no calendário.

A A1 GP é uma idéia muito boa, e tem tudo para dar certo. Infelizmente, alguns erros da organização ainda queimam a categoria. O primeiro passo para fazê-la crescer é atrair pilotos de ponta para a disputa. Do jeito que está, a competição parece mais um campeonato de Fórmula 3 fora de época, cheio de jovens promessas querendo seu lugar ao sol.


A notícia bizarra do dia: Kimi Raikkonen se vestiu de gorila para tomar um porre com amigos em sua lanche particular sem ser notado pela imprensa. O plano, obviamente, não deu certo. Se Kimi considera a bebida um modo de relaxar, tudo bem.

Mas seus exageros são notórios. Em breve, eles podem começar a incomodar seus chefes na Ferrari. E, no dia em que isso acontecer e a imprensa italiana tomar o partido dos dirigentes, Raikkonen pode esquecer qualquer possibilidade de viver em paz.

Nesta quinta, o Blog volta com a última edição dessa semana da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Amanhã, chegamos ao número quatro da lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos. E, ao longo do dia, os tradicionais comentários a respeito das principais notícias do mundo da velocidade. Até!

Ross Brawn nega estar conversando com outras equipes

Eis aí uma notícia realmente importante. Ross Brawn, o grande mago da Ferrari durante o período de sucessivas vitórias de Michael Schumacher, disse, hoje, que não está negociando com nenhuma equipe. Seu único interesse continua sendo a escuderia vermelha.

Para quem não lembra, o sul-africano passa, atualmente, por um ano sabático. Não se sabe, ainda, se Brawn irá emendar com a aposentadoria ou se volta para a Fórmula 1. Se acertar seu retorno, é um reforço de peso.

Eu diria, até, que contratar o engenheiro equivaleria a assinar com um piloto de ponta. Na Benetton, no início da década de 90, e depois na Ferrari, Brawn já mostrou sua competência e seu poder de transformar uma equipe. Nem só Schumacher fazia todo o trabalho.

Recentemente, seu nome esteve ligado à Honda. Nada mais do que rumores sem fundamento. Pior para a equipe japonesa. Estava aí um investimento que valeria a pena. Enquanto isso, a Ferrari já se movimenta para ter o sul-africano de novo, no ano que vem.

Ao que parece, Brawn e a equipe italiana já começaram as conversas para um novo compromisso. No momento, ainda estão em fase inicial de negociação. Se a vontade do engenheiro for realmente retornar, a Ferrari não vai economizar esforços.

Michael Schumacher já se aposentou. E isso não tem volta. Mas se a Ferrari ainda sonha com um retorno à época de domínio completo da categoria, a contratação de Ross Brawn é o primeiro passo.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos - Número Cinco

Já chegamos à segunda metada da nossa lista. Daqui para a frente, as atuações são ainda mais memoráveis e extraordinárias. Verdadeiros presentes de pilotos simplesmente fantásticos. Vamos adiante, então, sem perder mais tempo:

10. Michael Schumacher - Espanha/1996
9. Damon Hill - Hungria/1997
8. John Watson - Long Beach/1982
7. Jackie Stewart - Alemanha/1968
6. Nigel Mansell - Hungria/1989
QUINTA COLOCADA - Stirling Moss no Grande Prêmio de Mônaco de 1961

Em 1961, Stirling Moss já havia conquistado quatro vice-campeonatos mundiais. Mesmo assim, o inglês nunca conseguira alcançar seu objetivo maior: o título. De qualquer forma, poucos ousavam duvidar do talento, da coragem e da velocidade de um dos maiores pilotos da era romântica da Fórmula 1.

Se ainda existia alguém que não acreditava em Stirling, mudou completamente de opinião após o Grande Prêmio de Mônaco de 1961. É bom dizer que, antes dessa corrida, Moss já havia conseguido uma outra obra-prima.

Em 1957, correndo em casa, no circuito de Aintree, o inglês derrotou seu grande rival Juan Manuel Fangio numa prova épica. Em dupla com o compatriota Tony Brooks, Stirling recuperou uma grande desvantagem e conquistou o primeiro triunfo de um carro britânico na Fórmula 1, o Vanwall.

Quatro anos mais tarde, em 1961, Moss continuava fiel às equipes de seu país. Agora, pilotava para uma Lotus no time privado de Rob Walker. Naquela temporada, Stirling conseguiria mais duas performances simplesmente histórica. A primeira e mais imporante delas aconteceu na etapa de abertura do campeonato, em Mônaco.

Com a mudança no regulamento técnico da Fórmula 1, que passava a instituir motores de 1,5 litros, havia preocupaçõs de que as corridas poderiam se tornar monótonas. Mas a corrida no Principado acabaria com todas as dúvidas. Empolgante e agitada do início ao fim, foi daquelas que manteve o público ligado o tempo inteiro.

A Ferrari, com seu novo modelo 156 nariz-de-tubarão, era a grande favorita. As equipes inglesas, superiores até o ano anterior, estavam agora em desvantagem. Mesmo assim, na classificação, as posições da frente foram ocupadas pelas Lotus 18 de Moss e do escocês Jim Clark.

Eles eram pole e terceiro, respectivamente. Entre os dois na primeira fila - que, naquela época, tinha três carros - estava a Ferrari do americano Richie Ginther. A BRM-Climax de Graham Hill vinha na seqüência, em quarto, seguido pelo futuro campeão do ano, o americano Phil Hill (à esquerda), de Ferrari.

Na largada, Ginther saiu melhor e tomou a ponta. Clark era o segundo e Moss havia caído para terceiro. Stirling demorou catorze voltas para recuperar a liderança. Passou o escocês - que tinha problemas na bomba de combustível - e, na 14ª volta, tomou a ponta do norte-americano.

Jo Bonnier, com uma Porsche, também fazia corrida impressionante. Ele também ultrapassou Ginther (à direita), pulando para segundo. Um problema de injeção, porém, arruinaria a corrida do sueco, que foi ficando para trás.

Correndo em terceiro, Phil Hill ultrapassou Bonnier no 30º giro, partindo, então, à caça de Moss. Nas trinta voltas seguintes, os dois duelaram de forma espetacular. Stirling, com um carro inferior, de algum modo conseguia se manter na liderança.

Hill tirou cinco segundos de distância até a volta 68, quando começou a ter problemas de freios e motor. Sem condições de vencer, o americano sinalizou ao seu companheiro e compatriota, Richie Ginther, que passasse à frente.

Tendo poupado seu carro durante a corrida, Ginther começou a tirar a distância para Moss. Na 84ª volta, o piloto da Ferrari praticamente igualou o recorde de Bruce McLaren, feito no ano anterior com um motor de 2,5 litros.

Contra todas as expectativas, Moss respondeu virando um tempo praticamente idêntico na volta seguinte. Ginther acelerava mais ainda. Stirling conseguia resistir. Na batalha antológica que se seguiu nas quinze voltas finais, ambos rodaram nada mais nada menos do que três segundos mais rápidos do que o tempo da pole!

Moss, com um carro inferior, era ainda mais impressionante. Finalmente, ao final de 100 exaustivas voltas e 2 horas e 45 minutos de corrida, o inglês cruzou a linha de chegada em primeiro. Após todos os seus esforços, Ginther terminou a apenas 3,6 segundos de Stirling.

Phil Hill fechou o podium, com outro piloto da Ferrari, Wolfgang von Trips, em quarto. Dan Gurney, com um Porsche, e Bruce McLaren, de Cooper, completaram a zona de pontuação. Outras figuras da corrida, Jim Clark e Jo Bonnier acabaram abandonando.

O triunfo em Mônaco não seria suficiente, porém, para colocar Moss na luta pelo campeonato. As Ferrari eram muito superiores e o inglês nada podia fazer. Foi ficando para trás ao longo do ano, só voltando a brilhar no Grande Prêmio da Alemanha.

Em Nurburgring, Stirling voltaria a bater as Ferrari. Num dia de clima instável, o inglês fez as escolhas certas de pneu e contou com a sorte para vencer pela segunda vez na temporada. Ao final do ano, terminaria num sensacional terceiro lugar em pontos.

Em sete temporadas, entre 1955 e 1961, Moss foi quatro vezes vice-campeão e por três oportunidades terceiro colocado no campeonato. Uma carreira brilhantes, em que só faltou o título. Apesar de nunca ter sido campeão, Stirling foi daqueles pilotos capazes de proporcionar mais de uma obras-primas. A maior delas, em Mônaco, 1961.

Por fazer prevalecer suas habilidades sobre a superioridade dos carros adversários, pela atuação fantástica numa pista em que o piloto faz a diferença e pelo desempenho absolutamente perfeito na mais longa e desgastante das corridas da temporada, Stirling Moss leva o quinto lugar na lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos.

O vídeo a seguir não é o mais completo sobre o G.P. de Mônaco de 1961. Mas consegue resumir bem os acontecimentos daquela corrida memorável em apenas pouco mais de um minuto e meio, em imagens raras e marcantes:



O Blog volta ao longo do dia comentando as notícias desta quarta-feira. Nos vemos por aí!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Caso de espionagem vai à Corte de Apelações

Como esperado, a pressão da Ferrari e da imprensa italiana fez um pouco de efeito. Ao menos, conseguiram que a decisão do Conselho Mundial da FIA não seja, ainda, definitiva. Antes, o veredito terá de ser aprovado pela Corte de Apelações da entidade, que vai manter ou alterar o entendimento da reunião da semana passada.

No caso de espionagem que abalou a Fórmula 1, a equipe McLaren foi acusada de ter sob sua posse dados conseguidos ilicitamente de seus grandes rivais da Ferrari. O imbróglio, aos poucos, foi se tornando uma bola de neve. Na reunião do Conselho Mundial da FIA, esperava-se, no mínimo, uma pesada multa para o time inglês.

A decisão, porém, deixou a Ferrari compreensivelmente transtornada. No entendimento dos dirigentes que participaram da reunião, a McLaren foi considerada culpada. Mas, apesar disso, não recebeu nenhum tipo de punição.

Nos últimos dias, chegou-se a levantar a hipótese da Ferrari entrar com um processo na Justiça Comum da Itália. Chance que, aliás, ainda não foi descartada. A probabilidade desta tentativa dar certo, entretanto, é bem baixa, uma vez que o judiciário de um país, em tese, não tem poder para interferir na decisão de uma organização internacional como a FIA.

A pressão do time italiano, porém, surtiu efeito e o presidente da entidade, Max Mosley, decidiu estender o caso à Corte de Apelações. Em audiência ainda a ser marcada - mas que, provavelmente, será no fim de agosto - a Ferrari terá a oportunidade de expor seus argumentos, algo que não foi possível na reunião do Conselho Mundial.

Como é de se esperar, os dirigentes da equipe vermelha aplaudiram a decisão de Mosley, que causará ainda mais constrangimentos à McLaren. O time inglês, por sua vez, não se intimidou e chamou sua nova convocação de "perda de tempo". Certo, mesmo, é que a equipe de Ron Dennis, mais uma vez, está correndo intenso risco de uma severa punição por parte da FIA.

A entidade faz certo ao levar o imbróglio à Corte de Apelações. Considerando seu grau de importância, o caso de espionagem deve ser estudado de forma minuciosa. E, mesmo que não seja culpa da equipe inteira, a McLaren merece algum tipo de punição.

Suspender ou expulsar o time do campeonato é drástico demais, admito. Mas culpar sem punir não vale. Pelo menos, a turma de Ron Dennis deveria receber uma pequena multinha de alguns milhões de dólares. Quando sente o prejuízo no bolso, uma equipe de Fórmula 1 geralmente aprende a lição.


Os otimistas de plantão - eu, incluso - que sonhavam com uma corrida de Fórmula 1 em Jacarepaguá já podem ir tirando seus cavalinhos da chuva. O prefeito do Rio, César Maia, declarou ao ótimo blog do Rafael Lopes que a cidade até tem interesse em realizar uma etapa. Entretanto, não faz contato com o chefão Bernie Ecclestone desde julho de 2003.

A notícia, além de triste, é preocupante. Porque uma das principais razões - senão a mais importante - para reformar o autódromo era a de que estaríamos preparando-o para uma etapa da maior categoria do automobilismo mundial.

Sem a Fórmula 1 por perto, Jacarepaguá corre o risco de passar do estado atual de simples degradação para o de total abandono. Uma pena, porque trata-se de uma praça com um enorme potencial de geração de lucro para a cidade do Rio de Janeiro.

Todo ano, São Paulo gasta algo em torno de 24 milhões de reais para deixar Interlagos pronto para receber a Fórmula 1. E, depois que a categoria vai embora, estima-se que o retorno seja da ordem de 72 mi. Ou seja, para cada real investido, três voltam.

Considerando que o autódromo José Carlos Pace tem crônicos problemas de ondulação no asfalto - que, de tempos em tempos, precisa ser reformado - os gastos para manter Jacarepaguá em ordem poderiam ser menores. Some-se a isso o maior potencial turístico que, modéstia à parte, o Rio de Janeiro possui, e o lucro para a cidade poderia ser fenomenal.

Infelizmente, a pista carioca está sendo sub-aproveitada. Esperar que as autoridades transformem Jacarepaguá num autódrmo de primeiro mundo pode até ser demais. Mas uma reforma, no mínimo, precisa ser feita no circuito. Em caráter emergencial.


Passou completamente desapercebida, ontem, a notícia de que a Renault está investindo a bagatela de 50 milhões de dólares num novo departamento aerodinâmico em sua sede, na cidade inglesa de Enstone. Para aqueles que acham que o time de Flavio Briatore está morto, soa como um aviso. Algo como "esperem por nós. Em 2008 estaremos de volta".

Na temporada passada, a equipe francesa atrasou o desenvolvimento do modelo deste ano, concentrando-se na luta pelos dois campeonato que disputavam. Deu certo. Fernando Alonso foi campeão de pilotos e a Renault ganhou o título de construtores.

Neste ano, porém, o time vem tendo um desempenho sofrível. Com isso, mudaram a tática e estão fazendo o inverso: deixaram de lado o aperfeiçoamento do carro de 2006, concentrando-se desde o primeiro terço da temporada no modelo do próximo ano.

O setor técnico da Renault, liderado por Pat Symonds, é competente e não deve ser subestimado. Com o investimento multi-milionário, então, os engenheiros têm tudo para conseguir que a equipe dê um salto no ano que vem. Resta só contar com a ajuda dos pilotos.

Heikki Kovalainen têm evoluído, é verdade. Mas Giancarlo Fisichella vem contaminando a Renault com seus desempenhos irritantemente medianos. Se o italiano for dispensado e Nelsinho Piquet entrar no seu lugar com "fome de bola" - como diriam os antigos speakers - aí, sim, o time francês poderá sonhar em voltar aos seus dias de glória.


Uma notícia saída ontem à noite mas que já ficou velha nessa altura é a de que Nelson Piquet, o pai, terá de fazer aulas no Detran para recuperar sua carteira de motorista, suspensa após alcançar a incrível marca de 128 - eu disse 128!!! - pontos. Pelo menos durante algumas semanas, o tri-campeão não poderá ficar atrás de um volante nas ruas de sua querida Brasília.

Ao mesmo tempo, seu grande companheiro de pista e de vida, Roberto Moreno (à direita), anuncia sua volta ao automobilismo brasileiro. Essa, sim, deveria ser uma notícia bastante comentada. Ele irá correr na categoria GT3 Brasil, pilotando uma Ferrari F430. Toda sorte ao "Anão" nessa sua nova empreitada.

O Blog volta nesta quarta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Amanhã, o número cinco da lista das Dez Maiores Performances Individuais de Todos os Tempos. E, ao longo do resto do dia, comentários sobre as principais notícias do automobilismo. Nos vemos logo mais!