sábado, 26 de janeiro de 2008

O sábado no mundo da velocidade

Atualizado às 00:10hs, com as demais notícias deste sábado e o "vídeo do dia"

Repetindo o dia de ontem, este sábado não teve nenhuma notícia muito importante, que merecesse ganhar um destaque especial. Sendo assim, vamos a um rápido giro pelo noticiário de hoje, começando pelas novidades da Fórmula 1:

Bastante criticado por não ter conseguido freiar a rivalidade entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton, Ron Dennis voltou a garantir que não se arrepende da postura que manteve no comando na McLaren. Neste sábado, o chefe do time prateado concedeu uma entrevista ao site Formula1.com, defendendo-se das farpas e ressaltando a política da equipe:

"Sempre tratamos nossos pilotos da mesma maneira. Em 2008, Heikki e Lewis vão ter condições idênticas, e espero que os dois sejam competitivos. Tenho certeza de que entre eles não haverá nenhum tipo de problema de relacionamento", disse Dennis. A torcida da maioria dos integrantes da McLaren, porém, deve continuar sendo por Hamilton. Mesmo recebendo tratamento igual ao de Kovalainen, o inglês tem, sim, uma natural e inegável afinidade com os membros do time.

Enquanto isso, Max Mosley revelou hoje que a sua permanência como presidente da FIA deve ser definida ainda neste ano. Embora as próximas eleições da entidade estejam marcadas apenas para meados de 2009, Mosley deseja tomar uma decisão até outubro. "Minha escolha vai ser baseada naquilo que eu estiver sentindo. Não pretendo continuar no comando da FIA para sempre", falou ele ao The Independent. Será que vem por aí uma campanha "Aposenta, Max"?

Ao mesmo tempo, a Toyota declarou-se satisfeita com os testes da última semana, em Valência. Apesar de praticamente não ter aparecido na parte de cima da tabela de tempos, Jarno Trulli gostou do progresso da equipe: "Nosso enfoque foi na parte aerodinâmica, onde conseguimos juntar muitas informações para desenvolver o carro. Completamos nosso cronograma sem problemas, e agora é esperar pelos ensaios no Bahrein".

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale mencionar uma reportagem do Marca, publicada hoje. De acordo com o jornal espanhol, a cidade de Valência vai gastar algo em torno de 26 milhões de dólares para receber o G.P. da Europa, marcado para agosto. A quantia é relativamente baixa, principalmente quando comparada aos investimentos de outras sedes da Fórmula 1.

Um exemplo: o G.P. dos Emirados Árabes Unidos, que deve estrear no calendário da categoria em 2010, está custando nada menos do que US$ 1 bi...



Pelo visto, o francesinho é bom mesmo. Neste sábado, Romain Grosjean saiu da oitava colocação do grid para vencer a segunda bateria da GP2 Asia em Dubai, fazendo a dobradinha na etapa de estréia da categoria. Para quem não lembra, Grosjean já havia vencido a prova de ontem, com bastante facilidade. Dessa vez, porém, ele teve que lutar para chegar em primeiro.

Após largar de oitavo, Grosjean foi superando pouco a pouco os seus adversários, até assumir a ponta exatamente na metade da corrida. Daí para frente, o francês apenas controlou a distância para o malaio Fairuz Fauzy, vencendo com autoridade. Atrás dos dois, o indiano Karum Chandhock terminou em terceiro, fechando o podium.

Por sua vez, Bruno Senna teve uma dia bastante problemático. Saindo de sétimo, ele mais uma vez perdeu posições na largada, e depois acabou envolvido num toque com o japonês Kamui Kobayashi. Para piorar mais, Bruno ainda sofreu um furo de pneu, completando a prova em últimos dos 19 pilotos que terminaram. Outro que não deu sorte na corrida de hoje foi Diego Nunes, que abandonou após um acidente logo no início.

Dos brasileiros, quem apareceu com destaque foi Alberto Valério, que fechou num promissor quinto. Com os resultados de Dubai, Romain Grosjean já abre uma boa distância no campeonato, somando 19 pontos. O vice-líder ainda é Bruno Senna, com 9. Na seqüência, vêm Fairuz Fauzy, Karum Chandhok, Andy Soucek e Hiroki Yoshimoto, todos com 6 pontos. Alberto Valério é o nono, com 2, e Diego Nunes ainda não pontuou.

A seguir, a classificação da prova deste sábado:

1. Romain Grosjean/França/ART, 28 voltas em 43:32.991s
2. Fairuz Fauzy/Malásia/Super Nova, a 3.778s
3. Karun Chandhok/Índia/iSport, a 5.974s
4. Hiroki Yoshimoto/Japão/Qi-Meritus, a 12.147s
5. Alberto Valerio/Brasil/Durango, a 12.854s
6. Davide Valsecchi/Brasil/Durango, a 18.367s
7. Andy Soucek/Espanha/DPR, a 19.360s
8. Jerome D'Ambrosio/Bélgica/DAMS, a 25.052s
9. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, a 25.687s
10. Ho-Pin Tung/China/Trident, a 26.339s
19. Bruno Senna/Brasil/iSport, a 1 volta



Agora, a próxima etapa da GP2 Asia acontece apenas entre os dias 15 e 16 de fevereiro, em Sentul.

Sebastien Loeb segue cada vez mais tranqüilo na liderança do Rally de Monte Carlo, que abre a temporada 2007 do Mundial de Rally. Único piloto que parecia capaz de incomodar o tetracampeão, Daniel Sordo abandonou a competição neste sábado, com problemas mecânicos. Agora, a vantagem de Loeb sobre o segundo colocado, Mikko Hirvonen, é superior a dois minutos.

Em condições normais, portanto, o francês não perde sua quinta vitória em Monte Carlo, a mais tradicional das etapas do Mundial de Rally. Sem condições de alcançar Hirvonen e muito menos de disputar com Loeb a liderança, Chris Atkinson aparece em terceiro, com François Duval, Petter Solberg, Gigi Galli, Jean-Marie Cuoq e Per-Gunnar Andersson completando a zona de pontuação. Fazendo sua estréia pela equipe oficial da Ford, Jari-Matti Latvala abandonou após um atingir uma pedra e quebrar a suspensão.

Logo abaixo, a classificação parcial do Rally de Monte Carlo:

1. Sebastien Loeb/França/Citroën, 2h50:38.8s
2. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 2:10.6s
3. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 3:02.6s
4. François Duval/Bélgica/Ford, a 3:22.7s
5. Petter Solberg/Noruega/Subaru, a 4:11.8s
6. Gigi Galli/Itália/Ford, a 7:39.7s
7. Jean-Marie Cuoq/França/Peugeot, a 8:19.7s
8. Per-Gunnar Andersson/Suécia/Suzuki, a 9:31.8s
9. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 11:17.0s
10. Toni Gardemeister/Finlândia/Suzuki, a 11:23.4s

Por fim, vale registrar uma notícia revelada ontem pela espanhola TVE. De acordo com o reportagem da emissora, o Rally Dacar vai mudar de formato a partir deste ano, passando a ser disputado em três fases. Cada uma delas acontecerá em regiões distintas, e em épocas diferentes. Além disso, a competição deve ganhar um novo nome: Dacar Series.

Segundo a TVE, o primeiro evento vai começar no dia 11 de abril, percorrendo Hungria e Romênia. Mais tarde, em setembro, a segunda fase deve ter largada em Portugal, terminando depois na Espanha. Finalmente, a etapa decisiva do Dacar será na América do Sul, no início de 2009, com largada e chegada em Buenos Aires e passagens pelos pampas argentino e chileno.

Em seu novo formato, a competição ao menos vai manter pilotos e equipes em atividade durante bem mais tempo. Mas o caráter, o espírito e a identidade do Dacar serão perdidos. E o Rally mais difícil do mundo, como nós conhecíamos, não existirá mais...



O vídeo do dia é uma doce recordação para aos fãs da saudosa Minardi, a mais simpática equipe de final de pelotão que a Fórmula 1 já teve. As imagens retratam um pit stop do argentino Esteban Tuero durante o G.P. da Argentina de 1998, e mostram exatamente uma das razões para a Minardi nunca ter chegado a ser um time de ponta. Com uma incrível sucessão de pataquadas, os mecânicos da equipe demoram pouco mais de quarenta segundos (!) para terminar todo o trabalho:


Bobagens à parte, é impossível não admitir: essa Minardi deixou saudades...

Neste domingo, o Blog volta comentando as atividades do Mundial de Rally e o resultado das 24 Horas de Daytona. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Jarno Trulli e GP2 - http://www.gpupdate.net/
Mundial de Rally - http://www.motorsport.com/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Resumo da sexta

Dia de várias notícias interessantes, mas nenhuma digna de destaque especial. Sendo assim, vamos a um rápido resumo desta sexta, começando pelas novidades da Fórmula 1:

"Meu contrato tem apenas mais dois anos de duração, é verdade. Mas não vejo motivo para sair daqui tão cedo. Aliás, acho que a Ferrari será a minha última equipe na Fórmula 1". A frase é de Kimi Raikkonen, em entrevista ao jornal Marca. De fato, o finlandês parece cada vez mais à vontade no time de Maranello, de onde não deve sair tão cedo. Agora, resta a dúvida: será que um dia a Ferrari consegue trazer Fernando Alonso para formar um verdadeiro dream team?

Ao menos por enquanto, porém, o espanhol está ligado à Renault, onde Nelsinho Piquet deve ser seu escudeiro. Falando ao Jornal da Tarde, o piloto brasileiro já mostrou entrosamento com Alonso, defendendo o bicampeão nas brigas com Ron Dennis e Lewis Hamilton. "A McLaren era inglesa, o outro piloto era inglês e o chefe de equipe era o empresário do parceiro de Alonso. Para mim, a culpa dos problemas de relacionamento é de Dennis, que não soube controlar a situação", falou Nelsinho.

Com a saída de Alonso, Heikki Kovalainen passou a ser o novo companheiro de Hamilton na McLaren. Em conversa com o Daily Telegraph, o finlandês admitiu hoje ter consciência de sua posição no time: "Sei que Hamilton, por tudo o que fez no ano passado, vai receber mais atenção do que eu. Mas confio no meu trabalho, e acredito que posso superá-lo". Sem dúvida alguma, Kovalainen entra na temporada 2008 bastante motivado. Bater o companheiro não será uma tarefa tão simples assim para Hamilton.

Na Williams, é cada vez mais consolidado o clima de franco otimismo. Dessa vez, quem rasgou elogios ao novo carro do time foi Nico Rosberg, que parece realmente animado com o FW30: "Estou me sentindo muito confortável com nosso modelo novo, e isso é muito bom. Ainda não arrisco um palpite, mas o FW30 tem bastante potencial". Pelo visto, a Williams pode, sim, dar a volta por cima. Em 2008, um terceiro lugar entre os Construtores não é um objetivo impossível...

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale registrar que a Force India anunciou hoje a data de lançamento do seu novo carro: 7 de fevereiro, na cidade indiana de Nova Délhi. De acordo com o dono da equipe, Vijay Mallya, o plano da Force India é dar um salto de qualidade em 2009, para chegar em condições de conquistar um podium no primeiro G.P. da Índia, programado para 2010.

Será que a Force India chega lá? Dinheiro, ao menos, não vai faltar...


Romain Grosjean foi o grande vencedor da prova de estréia da GP2 Asia, que aconteceu nesta sexta em Dubai. Largando da pole, o francês - piloto de testes da Renault - liderou com autoridade durante a maior parte do tempo, e triunfou sem maiores problemas. Logo a seguir, em segundo, veio o brasileiro Bruno Senna, que superou o espanhol Andy Soucek numa batalha feroz .

Bruno saiu de segundo no grid, mas perdeu a posição para Soucek já na primeira volta. Os dois andaram a prova toda muito próximos, sem que os pit stops obrigatórios alterassem a ordem. Com um relação de marchas curta, Soucek distanciava-se com facilidade no início das retas, mas não conseguiu segurar Bruno até o fim.

A cinco voltas da bandeirada, o brasileiro finalmente realizou a ultrapassagem. Depois, Bruno ainda teve fôlego para marcar a volta mais rápida da corrida, mas não teve tempo de alcançar o líder Grosjean. De qualquer maneira, a corrida mostrou todo o potencial do piloto brazuca, que é desde já um forte candidato ao título.

Atrás do trio Grosjean-Senna-Soucek, veio o espanhol Adrian Valles, com o italiano Luca Filippi completando os cinco primeiros. Mais atrás, Alberto Valério foi nono, chegando muito próximo do oitavo lugar, que lhe renderia a pole na prova de amanhã. Por sua vez, Diego Nunes finalizou em 12º. A seguir, a classificação da bateria de hoje:

1. Romain Grosjean/França/ART, 42 voltas em 59:25.309s
2. Bruno Senna/Brasil/iSport, a 12.358s
3. Andy Soucek/Espanha/DPR, a 17.347s
4. Adrian Valles/Espanha/FMS, a 17.768s
5. Luca Filippi/Itália/Qi-Meritus, a 18.309s
6. Hiroki Yoshimoto/Japão/Qi-Meritus, a 28.209s
7. Karun Chandhok/Índia/iSport, a 36.568s
8. Fairuz Fauzy/Malásia/Super Nova, a 40.767s
9. Alberto Valerio/Brasil/Durango, a 46.218s
10. Milos Pavlovic/Sérvia/BCN, a 59.581s
12. Diego Nunes/Brasil/Campos, a 1:02.146s

Na prova deste sábado, a ordem do grid é invertida entre os oito melhores Assim, a pole é do malaio Fairuz Fauzy, que vai ter o indiano Karum Chandhok ao seu lado, na primeira fila. Bruno Senna larga de sétimo, Romain Grosjean sai de oitavo, Alberto Valério é o nono e Diego Nunes começa da 12ª posição.


O Mundial de Rally abriu a temporada 2008 como havia encerrado a do ano passado: com Sebastien Loeb na frente. Após dois dias de atividades no Rally de Monte Carlo, o tetracampeão já lidera a competição com certa folga, dispondo de uma vantagem de quase um minuto sobre o vice-líder: Daniel Sordo, seu companheiro na Citröen.

Por sua vez, o espanhol está cerca de 24 segundos à frente do melhor representante da Ford, Mikko Hirvonen, que aparece em terceiro. Na seqüência, vêm Chris Atkinson (Subaru), François Duval (Ford), Petter Solberg (Subaru), Gigi Galli (Ford) e Jean-Marie Cuoq (Peugeot). Estreando pela equipe oficial da Ford, Jari-Matti Latvala não passa de nono, depois de enfrentar problemas nas especiais de ontem. Logo abaixo, a classificação parcial do Rally de Monte Carlo:

1. Sebastien Loeb/França/Citroën, 1h36:44.9s
2. Daniel Sordo/Espanha/Citroën, a 56.6s
3. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 1:22.8s
4. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 2:28.6s
5. François Duval/Bélgica/Ford, a 2:42.6s
6. Peter Solberg/Noruega/Subaru, a 3:09.6s
7. Gigi Galli/Itália/Ford, a 5:21.1s
8. Jean-Marie Cuoq/França/Peugeot, a 5:27.9s
9. Jari-Matti Latvala/Finlândia/Ford, a 6:55.8s
10. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 6:58.7s

Por fim, vale mencionar que o brasileiro Osvaldo Negri Jr. surpreendeu os principais favoritos e marcou a pole para as 24 Horas de Daytona, programadas para amanhã. Pilotando um Ford Riley, o piloto brazuca superou o americano A.J. Allmendinger em apenas nove milésimos de segundo, e conquistou a posição de honra para a tradicional corrida.

Atual campeã e aposta do Blog, a equipe Ganassi ficou apenas na sexta colocação, comandada por Dario Franchitti. Mais atrás, os carros de vários brasileiros terminaram espalhados pelo pelotão: Helio Castroneves sai de 13º, Ricardo Zonta larga de 15º e o Vitor Meira aparece em 20º. Por sua vez, Raphael Mattos começa da 21ª posição no geral e em primeiro em sua categoria, a GT. A seguir, o grid de largada para as 24 Horas de Daytona:

1. Osvaldo Negri Jr.-Mike Patterson-Graham Rahal-Justin Wilson/Ford, 1:40.793s
2. A.J. Allmendinger-Burt Frisselle-Ian James-John Pew/Ford, 1:40.802s
3. Marc Goossens-Ryan Hunter-Reay-Jim Matthews-Johnny O'Connell/Pontiac, 1:41.041s
4. Max Angelelli-Wayne Taylor-Ricky Taylor-Michael Valiante/Pontiac, 1:41.161s
5. ColinBraun-Brian Frisselle-Andrew Ranger-Mark Wilkins/Ford, 1:41.413s
6. Dario Franchitti-Scott Pruett-Memo Rojas-Juan Pablo Montoya/Lexus, 1:14.505s
13. Ryan Briscoe-Kurt Busch-Helio Castroneves/Pontiac, 1:42.257s
15. Nic Jonsson-Darren Turner-Ricardo Zonta/Pontiac, 1:42.296s
20. John Andretti-Ed Carpenter-A.J. Foyt IV-Vitor Meira/Porsche, 1:43.342s

A largada das 24 Horas de Daytona será às 16 horas deste sábado, com transmissão do Speed. O canal, aliás, deve dividir a corrida em três partes, mostrando a ação das 16hs às 21hs, das 23hs às 1hs, e das 12hs às 17hs, já no domingo.


O vídeo do dia é uma dica da Priscilla Bar, do Blog Guard Rail. Trata-se de uma volta onboard virtual no novo circuito de rua de Valência, que vai ser sede do Grande Prêmio da Europa a partir deste ano. As primeiras impressões são de uma pista extensa, mas bastante apertada. Ultrapassar, sem sombra de dúvida, será uma tarefa muito difícil para os pilotos. O visual, ao menos, é espetacular:



Neste sábado, o Blog volta comentando as atividades das 24 Horas de Daytona, da GP2 Asia e do Mundial de Rally, além das principais notícias do dia. Até amanhã!

Crédito das fotos:

Agenda do fim de semana (25 a 27 de janeiro)

Aos poucos, o esporte a motor vai voltando ao seu ritmo normal. O próximo fim de semana será o primeiro do ano a oferecer um mínimo de opções para o fã da velocidade. Pena que a transmissão ao vivo dos eventos abaixo seja bastante limitada no Brasil:

Sexta, 25 de janeiro de 2008

GP2 Asia: Primeira corrida da rodada dupla de Dubai
Mundial de Rally: Primeiro dia do Rally de Monte Carlo

Sábado, 26 de janeiro de 2008

EVENTO ESPECIAL: 24 Horas de Daytona
GP2 Asia: Segunda corrida da rodada dupla de Dubai
Mundial de Rally: Segundo dia do Rally de Monte Carlo

Domingo, 27 de janeiro de 2008

Mundial de Rally: Terceiro dia do Rally de Monte Carlo

Idealizada pelo poderoso Bernie Ecclestone, a GP2 Asia faz sua estréia neste fim de semana. Espécie de "aquecimento" para o principal campeonato da GP2, que só começa em abril, a categoria asiática foi criada para projetar pilotos novatos do continente e manter as promessas do automobilismo mundial em atividade desde o início do ano. Nesta temporada inicial, serão cinco rodadas duplas, sendo a primeira e a última no circuito de Dubai.

Como bem mostraram os treinos coletivos desta semana, os favoritos para o título são basicamente três: o francês Romain Grosjean - piloto de testes da Renault e atual campeão da Fórmula 3 Européia - o italiano Luca Filippi, que foi terceiro na GP2 em 2007, e o brasileiro Bruno Senna. Para a rodada dupla de estréia da GP2 Asia, o Blog aposta em Grosjean e Senna, os mais regulares do trio.
Palpites do Blog para as corridas: Romain Grosjean e Bruno Senna.

Enquanto isso, o Mundial de Rally abre sua temporada com o tradicional Rally de Monte Carlo. Com a aposentadoria de Marcus Grönholm, o tetracampeão Sebastien Loeb é o piloto a ser batido. O francês é a aposta óbvio do Blog para a etapa monegasca. Ao menos por enquanto, ninguém parece capaz de superar Loeb.
Palpite do Blog para o fim de semana: Sebastien Loeb

Por fim, a Grand-AM realiza no sábado sua corrida mais importante do ano: as 24 Horas de Daytona. Atual vencedora, a equipe Ganassi é a maior favorita. O palpite do Blog vai para o carro principal do time de Chip Ganassi, pilotado por Scott Pruett, Memo Rojas, Dario Franchitti e Juan Pablo Montoya. Além deles, os quartetos Scott Dixon/Dan Wheldon/Salvador Duran/Alex Lloyd e Jimmie Johnson/Jimmy Vasser/Alex Gurney/Jon Fogarty também são candidatos à vitória, assim como o trio Helio Castroneves/Ryan Briscoe/Kurt Busch.
Palpite do Blog para a vitória: Scott Pruett/Memo Rojas/Dario Franchitti/Juan Pablo Montoya

Até o fim desta sexta, o Blog volta comentando as principais notícias do dia. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Bruno Senna - www.gpupdate.net
Sebastien Loeb - www.motorsport.com
24 Horas de Daytona - http://www.daytona24hr.com

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Semana de testes em Valência termina com Raikkonen na frente

Kimi Raikkonen foi o mais rápido no quarto e último dia de testes em Valência, superando seu compatriota Heikki Kovalainen em apenas três centésimos para terminar no topo da tabela de tempos. Logo a seguir, Felipe Massa marcou presença com o terceiro lugar, enquanto Kazuki Nakajima voltou a mostrar o potencial da Williams, fechando num promissor quarto.

Apesar de ter finalizado em primeiro na sessão de hoje, Raikkonen não terminou com a volta mais rápida da semana. A honra coube à Kovalainen, que marcou o melhor tempo da bateria de testes nos ensaios de quarta. O finlandês da McLaren, porém, fez questão de admitir que andou com tanque vazio, para experimentar os limites do carro. "Essa época de pré-temporada não serve de referência. De qualquer maneira, posso dizer que estou feliz com o progresso do MP4/23", falou Kovalainen.

Dessa vez, Felipe Massa foi superado pelo seu parceiro Raikkonen. É preciso considerar, entretanto, que o brasileiro cumpriu um cronograma diferente hoje, preocupando-se apenas em concluir as chamadas long runs, sem necessidade de marcar tempos competitivos. Por sua vez, o teste de Kazuki Nakajima também teve objetivo semelhante, mas mesmo assim o japonês ainda finalizou em quarto. A nova Williams, de fato, parece ter bastante futuro.

Assim como no resto da semana, Lewis Hamilton teve um desempenho muito discreto, fechando apenas em quinto. Atrás dele, Robert Kubica foi o melhor piloto da BMW, em sexto. Apesar de enfrentar supostos problemas de balanceamento, a equipe alemã está confiante para a temporada de 2008. "Nosso novo carro é excelente, em termos de confiabilidade. Agora, é trabalhar para torná-lo mais rápido", disse hoje o diretor técnico da BMW, Willy Rampf.

Em sétimo, Sebastian Vettel ficou cinco posições à frente de seu companheiro na Toro Rosso, Sebastien Bourdais. Entre eles, Nick Heidfeld, Timo Glock, Giancarlo Fisichella e Nelsinho Piquet não chamaram muita atenção. O brasileiro, aliás, estreou hoje com o modelo 2008 da Renault, ficando somente em 11º. O dia de Nelsinho não foi fácil: na parte da tarde, ele saiu da pista e causou uma das cinco bandeiras vermelhas da sessão.

Na seqüência, fechando a classificação, vieram Mark Webber, Jarno Trulli, Nico Hulkenberg e os dois representantes da Honda, Jenson Button e Takashi Kogure. A equipe japonesa voltou a testar hoje o novo RA108, que mais uma vez esteve longe das primeiras posições. Após experimentar o carro ontem, Rubens Barrichello saiu bastante cauteloso: "Pior do que o modelo do ano passado o RA108 não é, até porque isso seria impossível. Temos que esperar para ver o potencial dele".

Os testes de hoje transcorrem sem maiores problemas, num dia quente e bastante ensolarado. Dos dezessete pilotos que treinaram, Kazuki Nakajima foi quem mais completou voltas: 107. No total, foram cinco interrupções, causadas por Sebastien Bourdais (duas vezes), Nelsinho Piquet, Lewis Hamilton e Giancarlo Fisichella. A seguir, os tempos desta quarta:

1. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:11.189s (88 voltas) - Carro de 2008
2. Heikki Kovalainen/Finlândia/McLaren, 1:11.206s (89) - Carro de 2008
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:11.831s (96) - Carro de 2008
4. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:11.971s (107) - Carro de 2008
5. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:11.994s (84) - Carro de 2008
6. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:12.095s (78) - Carro de 2008
7. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:12.109s (95) - Carro de 2007
8. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:12.526s (105) - Carro de 2007
9. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:12.600s (39) - Carro de 2008
10. Giancarlo Fisichella/Itália/Force India, 1:12.705s (62) - Carro de 2007
11. Nelsinho Piquet/Brasil/Renault, 1:12.949s (93) - Carro de 2008
12. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:12.973s (89) - Carro de 2007
13. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:13.060s (91) - Carro de 2008
14. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:13.133s (15) - Carro de 2008
15. Nico Hulkenberg/Alemanha/Williams, 1:13.306s (74) - Carro de 2007
16. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:13.689s (76) - Carro de 2008
17. Takashi Kogure/Japão/Honda, 1:15.703s (25) - Carro de 2007

Os próximos testes da Fórmula 1 estão agendados para o circuito de Barcelona, entre os dias 1º e 3 de fevereiro.


Rubens Barrichello tem o apoio da Honda, e nem o fato de ter passado a temporada de 2007 "zerado" diminuiu a confiança da equipe no talento do brasileiro. Ao menos, foi isso o que o diretor técnico da Honda, Nick Fry, garantiu hoje ao The Guardian. "Rubinho ainda tem habilidade e potencial. É normal que um piloto com 15 anos da Fórmula 1 nas costas perca o ânimo com um carro ruim, como foi o caso no ano passado", disse Fry. A paciência da Honda, porém, não é eterna...

Enquanto isso, o clima é de franco otimismo na Williams. Após os animadores primeiros testes de pré-temporada, o sócio da equipe, Patrick Head, esbanjou confiança em entrevista à revista F1 Racing: "Ainda estamos um pouco longe de disputar o título, mas nosso bom desempenho deve atrair novos investidores. E, assim, voltaremos a entrar na luta pelo campeonato". O discurso da Williams, de fato, não é mera especulação. Do contrário, a equipe não teria conseguido renovar o contrato do disputado Nico Rosberg...

Ao mesmo tempo, Lewis Hamilton foi direto ao ponto numa entrevista ao site Autosport: "Na última temporada, minha desculpa era a falta de experiência. Nesse ano, porém, não há mais espaço para erros", falou o inglês. Um diagnóstico sensato, e uma prova do desafio que Hamilton vai enfrentar em 2008. Agora, qualquer resultado menos espetacular do que o do ano pode ser encarado como fracasso. Hamilton, ao menos, parece ter consciência disso.

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale registrar uma declaração surpreendente de Kimi Raikkonen ao diário As. "É difícil saber quem é o melhor em equipes diferentes. Por isso, eu gostaria, sim, de ser companheiro de Fernando Alonso. Não acredito que teria problemas de relacionamento com ele". Alguém aí consegue imaginar uma dupla Raikkonen/Alonso num futuro próximo? Não é tão impossível assim.

Porque o sonho maior do espanhol, todo mundo sabe, é pilotar um dia pela Ferrari de Raikkonen...


O americano Nicky Hayden foi o mais rápido no terceiro e último dia de testes da MotoGP em Sepang, batendo o atual campeão Casey Stoner em apenas três décimos. Na seqüência, vieram as Yamaha de Jorge Lorenzo e Colin Edwards, com John Hopkins em quinto e Valentino Rossi apenas em sexto. Agora, a MotoGP só volta à pista entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no circuito de Phillip Island. A seguir, os tempos de hoje:

1. Nicky Hayden/Estados UnidosRepsol Honda, 2:00.326s
2. Casey Stoner/Austrália/Ducati Marlboro, 2:00.660s
3. Jorge Lorenzo/Espanha/Fiat Yamaha, 2:00.766s
4. Colin Edwards/Estados Unidos/Yamaha Tech3, 2:01.179s
5. John Hopkins/Estados Unidos/Kawasaki, 2:01.198s
6. Valentino Rossi/Itália/Fiat Yamaha, 2:01.425s
7. Andrea Dovizioso/Itália/Jir Team Scot, 2:01.447s
8. James Toseland/Inglaterra/Yamaha Tech3, 2:01.745s
9. Chris Vermeulen/Austrália/Rizla Suzuki, 2:01.748s
10. Loris Capirossi/Itália/Rizla Suzuki, 2:01.778s

Por fim, vale mencionar que os organizadores do Laureus - considerado o "Oscar do Esporte" - anunciaram hoje os nomeados ao prêmio deste ano. Na categoria "Melhor Equipe", a Ferrari concorre contra Milan (futebol), Austrália (críquete), Iraque (futebol), Alemanha (futebol feminino) e África do Sul (rúgbi). Em outro quesito - "Revelação" - o esporte a motor tem dois representantes: Lewis Hamilton e Casey Stoner.

Os adversários dos dois são Alberto Contador (ciclismo), Novak Djokovic (tênis), Oscar Pistorius (esportes pára-olímpicos) e Tyson Gay (atletismo). Para terminar, Kimi Raikkonen é um dos favoritos na categoria mais prestigiada de todas, "Atleta do Ano". Concorrendo com o finlandês, porém, estão vários pesos-pesados: Kaká (futebol), Michael Phelps (natação), Tyson Gay (atletismo) e Tiger Woods (golfe). Querem saber meus palpites?

Raikkonen perde para Kaká, a Ferrari é derrotada pela seleção do Iraque e Hamilton leva em sua categoria...


O vídeo do dia é uma dica do Fábio, do Rio Kart. Trata-se de uma espetacular edição que mostra o progresso da carreira de Ayrton Senna, em imagens que falam por sí próprias. Talvez alguns de vocês já tenham visto este pequeno filme, mas vale a pena conferir de novo:





Nesta sexta, o Blog volta com a seção Agenda do fim de semana, apresentando os destaques do mundo da velocidade para os próximos três dias. E, mais tarde, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 2

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

SEGUNDO COLOCADO - Grande Prêmio do Canadá de 1973

Até aqui, a lista das provas mais caóticas de todos os tempos já falou sobre várias corridas confusas e emocionantes, cheias de acidentes, surpresas e reviravoltas. Nenhuma delas, porém, teve o "ingrediente especial" do G.P. do Canadá de 1973: no fim, ninguém sabia quem havia ganhado! Como assim? Calma, vamos desde o início.

Nos anos 60 e 70, era costume que a corrida canadense fosse sempre umas das últimas da temporada. Em 1973, não foi diferente. Quando a Fórmula 1 chegou ao circuito de Mosport Park - penúltima parada do campeonato - o título já estava decicido a favor de Jackie Stewart. Por isso mesmo, o clima era mais leve do que o habitual, e os pilotos de ponta entraram mais relaxados no fim de semana do G.P.

O cenário, portanto, era propício para eventuais zebras. No grid de largada, porém, a ordem obedecia à lógica do ano: a Lotus de Ronnie Peterson aparecia na pole, com a dupla da promissora McLaren - Peter Revson e Denny Hulme - logo a seguir. Emerson Fittipaldi, o outro piloto da Lotus, vinha em quinto, com o campeão antecipado Stewart apenas em nono.

No dia da corrida, uma chuva insistente toma conta do circuito de Mosport, provocando o adiamento da largada. A pista ainda está completamente molhada quando a prova é autorizada, uma hora após o previsto. Cometendo um sério erro estratégico, o pole Peterson sai com pneus slicks, e não demora a ser superado por todo o pelotão.

Ao mesmo tempo, Niki Lauda vai de oitavo para primeiro em apenas quatro voltas, numa performance empolgante. O austríaco - ainda um ilustre desconhecido naquela época - estava aproveitando ao máximo o ótimo rendimento dos pneus Firestone em pista molhada. Após 15 voltas, sua vantagem sobre o vice-líder é de 23 segundos. Estaria a vitória garantida? Nada disso.

A chuva havia parado, e a pista secava cada vez mais. Sem alternativa, Lauda vai para os boxes, mas a equipe BRM demora muito, e ele perde tempo demais. Com os problemas do austríaco, Jackie Oliver passa para primeiro, com Jean-Pierre Beltoise em segundo. Então, na volta 24, um caos absoluto se instaura em Mosport.

Praticamente todos os pilotos visitam os boxes ao mesmo tempo, para desespero do pessoal da cronometragem, que ainda era manual naquela época. Resultado: os organizadores se atrapalham e, de repente, ninguém sabe mais quem é o líder. A situação já era extremamente confusa, mas iria piorar ainda mais.

Na volta 33, Jody Scheckter e François Cevert batem forte, num acidente causado pelo sul-africano. Com detritos espalhados pelo circuito, alguém da direção de prova tem a genial idéia de estrear a presença do safety car numa corrida de Fórmula 1. Já tradicional nas corridas norte-americanas, o carro de segurança foi testado com sucesso numa simulação durante o G.P. da Áustria. No Canadá, porém, sua entrada ocorreu no pior momento possível.

Dentro do safety car, estão dois homens: Eppie Witzes, um obscuro piloto canadense, e um membro da organização, Peter Macintosh. Este último espera pela passagem de Stewart, que parecia ser o líder. Mas o escocês entra nos boxes exatamente naquele momento, sem que o pobre Macintosh perceba. O safety car passeia pela pista meio sem rumo, enquanto Macintosh tenta se comunicar com a torre de controle.

"Quem é o líder?", pergunta ele. A resposta: "O carro 25". Macintosh volta a questionar seus superiores duas vezes, sem acreditar na respota. Depois de receber a confirmação, o safety car se posiciona na frente do carro em questão, o do neo-zelandês Howden Ganley. Piloto da pequenina equipe de Frank Williams, Ganley não acredita no que está acontecendo. Faz vários gestos ao box, tentando entender se ele estava realmente em primeiro. Na verdade, não estava.

No meio do caos, o safety car havia deixado três pilotos passarem: Revson, Oliver e Beltoise. O trio alinha na rabeira do pelotão, uma volta à frente dos outros. Naquele momento, porém, ninguém sabia que eles eram os líderes. E, durante um bom tempo, continuariam sem saber. Para o público e para os organizadores, o ponteiro é Ganley. Após cinco voltas na pista, o safety car volta para os boxes, e a corrida recomeça.

Para Ganley, foi o ponto alto de sua carreira. "Nunca guiei tão depressa na minha vida. Bufei tanto que quase fiquei sem respirar", disse ele mais tarde. Não demora muito para que Ganley perca a "liderança" para Emerson, que logo abre distância. Mal sabia o brasileiro que ele era apenas o quarto, com quase uma volta de desvantagem para Revson, Oliver e Beltoise. Mesmo assim, Emerson acelera e começa a diminuir a distância para o trio.

Até o fim da corrida, o placar do circuito de Mosport trocaria cinco vezes o nome do líder, alternando entre Ganley, Oliver e Emerson. Finalmente, o nome do brasileiro aparece no topo. Mas, nos boxes, o boato é que Oliver ocupa a liderança! Faltavam quarenta voltas para o fim, e Emerson era destacadamente o piloto mais rápido da pista. A Lotus diz para ele acelerar, e Emerson obedece. Nos instantes finais, o brasileiro ultrapassa Beltoise. Depois, na última volta, supera Oliver.

Colin Chapman, o legendário dono da Lotus, comemora a vitória de Emerson ao seu estilo, jogando para cima seu boné preto da JPS. Mas o triunfo não estava garantido. Completamente perdidos, os organizadores dão a bandeirada final para Ganley, que na verdade era apenas o sexto! A corrida termina, só que ninguém sabe quem ganhou. A direção de prova debruça-se sobre as planilhas, tentando descobrir o enigma. Enfim, após quatro horas de discussão, chega o resultado oficial.

Revson é o vencedor. Após sair de segundo no grid, o americano caíra para último na largada, mas contou com a sorte para se recuperar. No momento em que o safety car entrou na pista, Revson acabou se beneficiando do erro dos organizadores, abrindo uma volta de vantagem sobre o resto. Mais tarde, o americano ultrapassou Oliver quando este teve problemas no acelerador, e não perdeu a ponta até o final. A equipe Lotus ainda contesta a decisão, mas não havia mais como inverter o resultado.

Foi a segunda e última vitória de Revson, o piloto que era herdeiro da marca de cosméticos "Revlon" (vale um parênteses: no início da carreira, o americano mudou o sobrenome para correr escondido da família, e nunca mais usou o nome de batismo de novo). Quanto ao safety car: seu retorno só aconteceria vinte anos mais tarde, no G.P. Brasil de 1993. A bizarra estréia do "carro-madrinha", porém, não seria mais esquecida...

Pelas condições mutantes da pista, que levaram todo o pelotão a fazer trocas de pneus e embolaram a ordem da corrida, pela absurda confusão causada pelos incompetentes diretores de prova e por ter ficado durante quatro horas sem saber quem havia sido o vencedor, o Grande Prêmio do Canadá de 1973 leva o segundo lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

A seguir, um rápido resumo da corrida:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta na próxima terça, apresentando o grande número um da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, até o fim do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!


Crédito das fotos:
Terceira, quarta e nona fotos do post - http://www.f1-facts.com/
Sexta e sétima fotos do post - http://www.pandinigp.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Honda estréia novo RA108 nos testes de Valência

Atualizado às 23:15hs, com os comentários sobre as demais notícias desta quarta e o "vídeo do dia"

Sem aviso, a Honda colocou hoje na pista de Valência seu modelo para a temporada 2008 da Fórmula 1: o RA108. Pilotado por Rubens Barrichello, o novo carro chamou atenção por não ter a chamada ponte na asa dianteira, preferindo um desenho mais convencional. As primeiras fotos do RA108 estão logo abaixo:







Ao menos no seu primeiro teste, o novo carro da Honda não mostrou nada de espetacular. Dentre os dezesseis pilotos que entraram na pista hoje, Rubens Barrichello ficou apenas em 16º. Na verdade, Rubinho superou apenas o japonês Takashi Kogure, que fez um teste especial com o carro antigo da Honda. Apesar de nunca ter pilotado um Fórmula 1 antes, Kogure não cometeu erros e foi relativamente bem, terminando somente um segundo e meio atrás de Rubinho.

Dessa vez, o líder foi Heikki Kovalainen, colocando o modelo 2008 da McLaren pela primeira vez no topo da tabela. A dupla da Ferrari veio logo atrás - com Felipe Massa batendo Kimi Raikkonen - enquanto Lewis Hamilton apareceu apenas em quarto. Na seqüência, Kazuki Nakajima voltou a mostrar o potencial da Williams, em quinto. Por sua vez, o campeão Fernando Alonso não passou de sexto, apesar da presença de 22.000 torcedores em Valência.

Com quase metade da pré-temporada concluída, alguns pilotos já começam a tirar as conclusões iniciais sobre suas novas máquinas. Ainda se readaptando à Renault, Fernando Alonso declarou-se otimista com o R28 da equipe francesa. "Mais uma vez, andamos bem e não tivemos qualquer tipo de problema. Acredito que o carro alcançará seu melhor nível nos testes das próximas semanas", disse hoje o bicampeão.

Outro que está bastante animado é Mark Webber. "Estou realmente feliz com o novo carro da Red Bull. Ainda temos muito a trabalhar, mas acho que o RB4 vai representar um bom salto de qualidade para a equipe", falou hoje o australiano. Com um discurso não muito diferente, Nico Rosberg elogiou o FW30 da Williams: "Ele não tem nada de sobrenatural, mas estou feliz e confiante. Minha primeira impressão é positiva".

Quem não parece tão satisfeito assim é Nick Heidfeld. Em entrevista ao site Autosport, o alemão deu a entender que o seu F1.08 não evoluiu com o esperado: "Não estamos onde deveríamos estar. Honestamente, eu aguardava um carro mais equilibrado. Ao menos sabemos onde estão as falhas. Agora, é trabalhar para corrigí-las", lamentou Heidfeld.

Assim como ontem, o tempo não comprometeu as atividades em Valência. Num dia quente e ensolarado, foram apenas três as interrupções, causadas por Felipe Massa, Mark Webber e Sebastian Vettel. Nesta quarta, o piloto que mais trabalhou foi o polonês Robert Kubica, que completou 121 voltas e terminou em 12º. A seguir, os tempos de hoje:

1. Heikki Kovalainen/Finlândia/McLaren, 1:11.000s (92 voltas - Carro de 2008
2. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:11.662s (81) - Carro de 2008
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:11.850s (108) - Carro de 2008
4. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:12.076s (115) - Carro de 2008
5. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:12.255s (93) - Carro de 2007
6. Fernando Alonso/Espanha/Renault, 1:12.360s (111) - Carro de 2008
7. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:12.493s (117) - Carro de 2008
8. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:12.594s (87) - Carro de 2008
9. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:12.976s (51) - Carro de 2008
10. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:13.015s (63) - Carro de 2007
11. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:13.129s (95) - Carro de 2008
12. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:13.230s (121) - Carro de 2007
13. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:13.307s (118) - Carro de 2007
14. Adrian Sutil/Alemanha/Force India, 1:13.409s (98) - Carro de 2007
15. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:13.547s (96) - Carro de 2008
16. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, 1:14.588s (36) - Carro de 2008
17. Takashi Kogure/Japão/Honda, 1:16.954s (40) - Carro de 2007

A semana de testes em Valência encerra-se amanhã.



A declaração é de Felipe Massa, que conversou hoje com os jornalistas em Valência. "Para ganhar o campeonato, um piloto tem de ser rápido e regular, mas também não pode faltar sorte. No ano passado, foi esse fator que me tirou da luta pelo título", disse o piloto brazuca. Sem dúvida alguma, o azar atrapalhou muito a caminhada de Massa em 2007, mas ele precisa reconhecer que algumas atuações abaixo da média - principalmente na segunda metade do ano - também não ajudaram em nada...

Enquanto isso, Jarno Trulli levantou uma suspeita que é sempre comum em tempos de acessórios eletrônicos proibidos pelo regulamento: "Não vou falar o nome de ninguém, mas penso que algumas equipes já encontraram alternativas para largar melhor e reduzir as derrapagens nas reacelerações. Essas mudanças são, no mínimo, suspeitas", falou o italiano. Resta saber quais seriam as supostas "fora-da-lei". Algum palpite?

Ao mesmo tempo, o chefe da Renault, Flavio Briatore, tirou o dia para conceder uma entrevista muito interessante ao jornal As. Embora tenha evitado colocar Fernando Alonso como o número um da equipe francesa, Briatore deu a entender que o espanhol será mesmo o piloto principal do time. E fez questão de negar qualquer possibilidade de atrito entre seus pilotos: "Não acho que Nelsinho vai criar problemas. Para ele, ter um companheiro como Alonso é um privilégio".

Além disso, Briatore também deu uma declaração surpreendente, revelando que pode se aposentar num futuro próximo: "Trabalhei duro na Fórmula 1, e fui bastante recompensado. Quando terminar essa aventura com a Renault e com Alonso, acho que irei descansar". Será mesmo? Vale lembrar que Briatore sempre foi o homem mais cotado para suceder Bernie Ecclestone no comando da FOM, a entidade que controla os interesses da Fórmula 1.

Assim, fica a inevitável pergunta: se não for Briatore, quem mais poderia substituir o todo-poderoso Bernie?



A GP2 Asia encerrou hoje sua semana de testes em Dubai, onde a categoria realiza a primeira etapa de sua história no próximo fim de semana. Pela terceira vez em quarto dias, o francês Romain Grosjean - campeão da Fórmula 3 Européia no ano passado e piloto de testes da Renault - terminou com o melhor tempo dos ensaios. A boa notícia é que o brasileiro Bruno Senna (à esquerda) andou muito bem dessa vez, terminando num promissor segundo lugar.

Na seqüência, o belga Jérôme D'Ambrosio marcou o terceiro tempo, com o italiano Mario Bonanomi e o suíço Sebastien Buemi completando os cinco primeiros. Mais atrás, outros dois brasileiros ficaram no meio do pelotão: Diego Nunes fechou em 15º, com Alberto Valério apenas uma posição atrás. Logo abaixo, os tempos dos testes desta quarta:

1. Romain Grosjean/França/ART, 1:21.482s
2. Bruno Senna/Brasil/iSport, 1:21.569s
3. Jérôme D'Ambrosio/Bélgica/DAMS, 1:21.662s
4. Marco Bonanomi/Itália/Minardi by Piquet, 1:21.779s
5. Sebastien Buemi/Suíça/Arden, 1:21.967s
6. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:21.967s
7. Luca Filippi/Itália/Qi-Meritus, 1:21.995s
8. Hiroki Yoshimoto/Japão/Qi-Meritus, 1:22.050s
9. Davide Valsecchi/Itália/Durango, 1:22.064s
10. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, 1:22.185s
15. Diego Nunes/Brasil/Campos, 1:22.676s
16. Alberto Valério/Brasil/Durango, 1:22.716s

Em Sepang, Randy de Puniet liderou pelo segundo dia consecutivo os treinos coletivos da MotoGP. Atrás do francês, vieram três representantes da Yamaha: Colin Edwards, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo. Por sua vez, o campeão Casey Stoner teve um desempenho discerto, ficando apenas em quinto. No total, vinte pilotos participaram das atividades de hoje, sendo Rossi aquele que mais voltas completou: 60.
Após fraturar a mão direita numa queda ontem, Danie Pedrosa voltou para a Espanha, onde vai receber tratamento. De acordo com os médicos, o espanhol da Honda deve ficar cerca de seis semanas afastado das pistas. Apesar de tudo, Pedrosa teve sorte: afinal, sua moto explodiu em chamas com o fortíssimo impacto. A seguir, a tabela de tempos desta quarta:

1. Randy de Puniet/França/Honda LCR, 2:01.139s
2. Colin Edwards/Estados Unidos/Yamaha Tech3, 2:01.327s
3. Valentino Rossi/Itália/Fiat Yamaha, 2:01.437s
4. Jorge Lorenzo/Espanha/Fiat Yamaha, 2:01.583s
5. Casey Stoner/Austrália/Ducati Marlboro, 2:01.638s
6. John Hopkins/Estados Unidos/Kawasaki, 2:01.874s
7. Loris Capirossi/Itália/Rizla Suzuki, 2:01.917s
8. Andrea Dovizioso/Itália/Jir Team Scot, 2:02.006s
9. Shinji Nakano/Japão/Honda Gresini, 2:02.095s
10. Nicky Hayden/Estados Unidos/Repsol Honda, 2:02.102s



O vídeo do dia pode parecer bobo para alguns, mas eu sinceramente achei engraçado. Trata-se de um "pega" encenado por dois sujeitos, no formato stop motion. Não entenderam exatamente? Então o melhor é conferir de uma vez:



Nesta quinta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número dois da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E depois, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Nova Honda - www.gpupdate.net/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 3

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Europa/1999
9. Mônaco/1982
8. Mônaco/1984
7. Inglaterra/1975
6. Europa/1993
5. Austrália/1991
4. Mônaco/1996
TERCEIRA COLOCADA - Grande Prêmio da Bélgica de 1998

A corrida que teve simplesmente o maior acidente da história não poderia, em hipótese nenhuma, deixar de figurar neste ranking. Mas o mega-acidente do G.P. da Bélgica de 1998, que envolveu dezesseis dos 22 pilotos do grid, foi apenas o primeiro ato de uma prova cheia de acidentes, trapalhadas e reviravoltas. No fim, somente seis pilotos sobreviveram, e a corrida ficou para sempre marcada como uma das mais confusas de que se tem notícia.

Quando a Fórmula 1 chegou ao magnífico circuito de Spa-Francorchamps, a batalha pelo título estava entre apenas dois homens: Mika Hakkinen e Michael Schumacher. O finlandês liderava a classificação com 77 pontos, mas Schumi não aparecia muito atrás. Ainda sedento para quebrar o jejum de títulos da Ferrari - prestes a completar vinte anos - o alemão somava 70 pontos, e parecia bastante capaz de alcançar Hakkinen no campeonato.

Em Spa, porém, a McLaren do finlandês rendia muito mais. No treino de classificação, Hakkinen marcou a pole até com certa facilidade. Seu escudeiro David Coulthard completava a primeira fila do grid, com o surpreendente Damon Hill em terceiro. Por sua vez, Schumacher não passava de quarto, a mais de um segundo de Hakkinen. As perspectivas pareciam ruins para o alemão, mas a chuva tratou de equilibrar as coisas...

Na manhã da corrida, nuvens negras tomaram conta de Spa. Não demorou muito e a pista ficou completamente molhada. A chuva não dava trégua, e logo ficou claro que a prova seria toda disputada em condições complicadas. Mesmo assim, ninguém esperava uma corrida tão emocionante. Já nos primeiros trinta segundos, um acidente espetacular mostrou que aquele G.P. não seria nada normal...

Hakkinen sai bem e toma a ponta, enquanto Jacques Villeneuve pula de quinto para segundo e Schumacher passa para terceiro na saída da curva inicial. É aí que Eddie Irvine toca em Coulthard, que ocupava o quarto posto, jogando o escocês contra o muro. A reação em cadeia é inevitável. O carro de Coulthard volta rodopiando para a pista, e o resto do pelotão não tem como desviar.

Seis pilotos escapam: Hakkinen, Schumacher, Villeneuve, Hill, Giancarlo Fisichella e Esteban Tuero. Além deles, todos - sem exceção - acabam envolvidos na batida. A cena é quase inacreditável: Rubens Barrichello, por exemplo, é atingido por cinco pilotos diferentes. Quando o acidente já parecia encerrado, Ricardo Rosset ainda faz um verdadeiro strike nos carros já destruídos, acertando três ou quarto deles de uma só vez.

A corrida é imediatamente interrompida. Na nova largada, quatro pilotos não têm condição de largar, por absoluta falta de carro reserva: Barrichello, Rosset, Olivier Panis e Mika Salo. Os outros dezoito alinham no grid pela segunda vez, torcendo para que o acidente não se repetisse. Uma vez mais, porém, vários pilotos terminariam fora da corrida já na primeira volta.

Dessa vez, é Hill quem faz uma ótima largada, assumindo a liderança. Atrás do inglês, Hakkinen e Schumacher se tocam, e o finlandês leva a pior. Ele roda e acaba atingido por Johnny Herbert, que não tem para onde ir. Para delírio dos torcedores da Ferrari, Hakkinen é obrigado a abandonar. No fim do dia, porém, os tifosi não teriam muito o que comemorar.

A corrida é um desastre para a McLaren: ainda na primeira volta, Coulthard se envolve num acidente com Alexander Wurz. O austríaco abandona, mas Coulthard ainda consegue retornar aos boxes, perdendo muito tempo. Enquanto isso, Schumacher se aproxima de Hill, e prepara a ultrapassagem. Na chicane de Bus Stop, o alemão coloca por dentro e faz a manobra, sem maiores dificuldades.

Nesse momento, a chuva aperta e as condições ficam ainda mais complicadas. Tora Takagi, Irvine e Villeneuve batem, mas o pior ainda estava por vir. Chegando para colocar uma volta de vantagem sobre Coulthard, Schumacher não enxerga o escocês e atinge o piloto da McLaren em cheio. Resultado: fim de corrida para o alemão, que chegaria à liderança do campeonato se vencesse a prova do Spa.

Schumacher não se conforma. Após estacionar seu carro nos boxes, parte em direção ao pit da McLaren. Não se sabe exatamente o que Schumi disse a Coulthard, mas testemunhas garantem que o alemão soltou um "você é um assassino!" para o incrédulo escocês. De qualquer maneira, não adiantava reclamar. Schumacher estava fora, e os pontos perdidos fariam, sim, muita diferença no fim do ano.

Com o abandono do alemão, Hill toma a ponta, com seu parceiro Ralf Schumacher em segundo. Logo depois, Fisichella bate fote com Shinji Nakano, num acidente de dinâmica parecida ao de Schumacher e Coulthrad. A pancada é violenta, mas Fisichella sai do carro inteiro. O safety car entra na pista e junta o pelotão, a vinte voltas do fim.

Hill lidera, com Ralf colado. Na seqüência, aparecem Jean Alesi, Heinz-Harald Frentzen, Pedro Paulo Diniz, Jarno Trulli e... mais ninguém. A segunda metade da corrida é menos animada, mas também muito emocionante. Em pelo menos duas ocasiões, Hill chega perto de sair da pista, por conta das péssimas condições de visibilidade. Então, nas últimas voltas, Eddie Jordan manda Ralf "manter posição", e a primeira vitória da equipe amarela fica garantida.

Numa das maiores zebras da Fórmula 1 moderna, Hill conquista a primeira vitória da equipe Jordan. A ordem não se altera até o sexto lugar, de modo que a corrida de Spa faz a festa dos times pequenos. Nenhuma comemoração, porém, supera a da Jordan. Após 127 tentativas, a simpática equipe irlandesa enfim conseguia seu primeiro triunfo. E justamente numa das provas mais agitadas dos últimos tempos, o G.P. da Bélgica de 1998.

Pelo resultado surpreendente, que rendeu uma vitória magnífica para Hill e a Jordan, pela sucessão de acidentes e rodadas - incluindo o polêmico choque entre Schumacher e Coulthard - e por ter sido cena do maior acidente da história, o Grande Prêmio da Bélgica de 1998 leva o terceiro lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

A seguir, o resumo da prova, em inglês:



O vídeo abaixo também vale a pena ser conferido. Trata-se de um resumo da corrida feito pela Jordan, incluindo as conversas de rádio entre os pilotos e a equipe. Dá para perceber que Ralf não ficou muito satisfeito com a ordem de "manter posição" no fim da prova:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número dois da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Quarta, Sexta e Oitava fotos do post - http://www.f1-facts.com/

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ferrari e Williams são destaques no segundo dia de testes em Valência

Atualizado às 23:52hs, com as demais notícias desta terça e o "vídeo do dia"

Num dia muito quente e ensolarado - bem diferente da neblina de ontem, portanto - Felipe Massa bateu seu companheiro Kimi Raikkonen para registrar o melhor tempo no segundo dia de testes de Valência. O domínio da Ferrari, porém, chamou tanta atenção quanto o desempenho surpreendente de Nico Rosberg. Mostrando bastante potencial com a nova Williams, o alemão terminou na terceira posição, mesmo tendo passado o dia apenas fazendo simulações de corrida.

Ao contrário de ontem, o circuito Ricardo Tormo ficou bastante congestionado nesta terça. No total, dezesseis pilotos entraram na pista, e apenas uma equipe - a Super Aguri - esteve ausente. Apesar de ter dado uma pequena escapada na parte da manhã, Felipe Massa comandou a tabela de tempos durante a maior parte do dia. No fim, a vantagem do brasileiro sobre Kimi Raikkonen foi até relativamente grande: meio segundo.

Por sua vez, Nico Rosberg preocupou-se somente em realizar as chamadas long runs, e mesmo assim fechou na terceira posição. O resultado foi excelente para o alemão, que superou os carros da McLaren - com Heikki Kovalainen e Pedro de la Rosa ao volante - e também o bicampeão Fernando Alonso. Correndo em casa, o espanhol levou 35.000 pessoas ao circuito Ricardo Tormo, mas não passou de sexto.

Confirmando a boa forma da Williams, Kazuki Nakajima finalizou num bom sétimo lugar, logo à frente da Toro Rosso de Sebastian Vettel. Andando com o modelo antigo da BMW, o estoniano Marko Asmer - provável novo piloto de testes da equipe alemã - terminou em nono, com o outro piloto da Toro Rosso, Sebastien Bourdais, num discreto décimo. Apenas em 11º, Nick Heidfeld teve um dia bastante difícil.

O alemão provocou duas das cinco bandeiras vermelhas do dia, e não conseguiu encontrar um bom ritmo com o novo carro da BMW. A escuderia branca e azul, aliás, experimentou hoje um estranho artefato aerodinâmico na asa dianteira do carro, semelhante aos chifres que as equipes vêm adotando acima do cockpit. Pelo visto, a novidade não trouxe nenhuma vantagem prática.

Na seqüência, Jarno Trulli foi apenas o 12º, com David Coulthard, Timo Glock, Vitantonio Liuzzi e Alexander Wurz - em sua estréia como piloto de testes da Honda - fechando a tabela de classificação. Dos pilotos que andaram hoje, Pedro de la Rosa foi quem completou mais voltas: 114. As interrupções do dia foram causadas por Heidfeld (duas vezes), Massa, Wurz e Alonso. A seguir, os tempos dos testes de hoje, em Valência:

1. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:12.182s (97 voltas) - Carro de 2008
2. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:12.721s (106) - Carro de 2008
3. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:12.838s (84) - Carro de 2008
4. Heikki Kovalainen/Finlândia/McLaren, 1:13.026s (104) - Carro de 2008
5. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:13.163s (114) - Carro de 2008
6. Fernando Alonso/Espanha/Renault, 1:13.316s (93) - Carro de 2008
7. Kazuki Nakajima/Japão/Williams, 1:13.473s (94) - Carro de 2007
8. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:13.627s (86) - Carro de 2007
9. Marko Asmer/Estônia/BMW-Sauber, 1:13.669s (44) - Carro de 2007
10. Sebastien Bourdais/França/Toro Rosso, 1:13.675s (80) - Carro de 2007
11. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:13.779s (80) - Carro de 2008
12. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:13.820s (69) - Carro de 2008
13. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:13.944s (82) - Carro de 2008
14. Timo Glock/Alemanha/Toyota, 1:14.095s (80) - Carro de 2008
15. Vitantonio Liuzzi/Itália/Force India, 1:15.095s (64) - Carro de 2007
16. Alexander Wurz/Áustria/Honda, 1:15.440s (49) - Carro de 2007

A semana de testes em Valência continua amanhã, terminando na quinta.


Uma ótima notícia para os fãs brasileiros da Fórmula 1: a Malásia planeja seguir a tendência de Cingapura e também realizar seu G.P. à noite, num horário mais apropriado para a audiência européia. Caso o projeto vá para frente - o que é bastante provável - a corrida de Sepang seria na parte da manhã aqui no Brasil, e não mais no meio da madrugada. De acordo com os organizadores da etapa malaia, o objetivo é iluminar a pista para a etapa de 2009.

Ao mesmo tempo, o autódromo de Barcelona deve ficar fechado nas próximas semanas para uma seqüência de pequenas mudanças, sugeridas por integrantes da MotoGP e da Fórmula 1. Segundo o diretor da pista espanhola, Ramon Padreras, as mudanças servem para "manter o circuito como referencia mundial". O plano inclui reformas na área dos boxes, aumento da zona de escape e melhora na rigidez das barreiras de pneus. A princípio, o traçado não será alterado.

Mudando de assunto, a frase do dia é de Jarno Trulli, em entrevista ao jornal alemão Express. "Em poucas semanas de convivência com Timo (Glock), já conversei mais com ele do que nos três anos em que trabalhei junto com Ralf (Schumacher)", disse o italiano. De fato, a personalidade retraída de Ralf foi estranhada por muita gente da Fórmula 1, incluindo Trulli. E acabou sendo um dos principais fatores do fracasso do Schumacher mais novo na categoria...

Para terminar o giro pelas notícias da Fórmula 1, vale registrar algumas declarações dadas hoje pelo presidente da FIA, Max Mosley. "Se tivermos outro caso de espionagem, a equipe envolvida - qualquer que seja ela - será sumariamente excluída do campeonato", falou ele em entrevista ao site Formula1.com. Dá para acreditar numa ameaça dessas? É claro que não. E se fosse a Ferrari?

Como disse Bernie Ecclestone certa vez: "A Fórmula 1 superou as perdas de ídolos como Villeneuve e Senna, mas nunca resistiria à saída da Ferrari".



A MotoGP começou de maneira complicada sua semana de testes em Sepang, na Malásia. Vários acidentes marcaram o dia, dominado pelo azarão Randy de Puniet, da Honda LCR. Os dois pilotos da Yamaha - Valentino Rossi e Jorge Lorenzo - sofreram quedas espetaculares, mas não se machucaram. Pior aconteceu com Daniel Pedrosa, que caiu e fraturou uma das mãos. Poderia ter sido ainda mais grave, porém: a Honda do espanhol explodiu em chamas logo depois que Pedrosa conseguiu se afastar dela...

A seguir, os tempos desta terça, em Sepang. Os testes prosseguem até quinta:

1. Randy de Puniet/França/Honda LCR, 2:01.377s
2. Daniel Pedrosa/Espanha/Repsol Honda, 2:01.864s
3. Chris Vermeulen/Austrália/Rizla Suzuki, 2:02.074s
4. Loris Capirossi/Itália/Rizla Suzuki, 2:02.416s
5. Casey Stoner/Austrália/Ducati Marlboro, 2:02.457s
6. Valentino Rossi/Itália/Fiat Yamaha, 2:02.490s
7. Colin Edwards/Estados Unidos/Yamaha Tech3, 2:02.549s
8. Nicky Hayden/Estados Unidos/Repsol Honda, 2:02.558s
9. Jorge Lorenzo/Espanha/Fiat Yamaha, 2:02.563s
10. Shinji Nakano/Japão/Honda Gresini, 2:02.622s

Enquanto isso, a GP2 Asia continuou hoje sua semana de ensaios em Dubai. Pela segunda vez em três dias, ao francês Romain Grosjean foi o mais rápido, agora superando o indiano Karum Chandhok. Atrás do espanhol Adrian Valles, Bruno Senna terminou com o melhor do trio de brasileiros, em quarto. No meio do pelotão de 26 pilotos, Alberto Valério ocupou o 13º lugar, enquanto Diego Nunes não passou de 17º.

Logo abaixo, a tabela de classificação desta terça. Os testes da GP2 Asia terminam amanhã. Depois, na sexta, a categoria abre os treinos da primeira etapa de sua história, também em Dubai:

1. Romain Grosjean/França/ART, 1:21.595s
2. Karun Chandhok/Índia/iSport, 1:2.s894s
3. Adrian Valles/Espanha/FMS, 1:21.970s
4. Bruno Senna/Brasil/iSport, 1:22.144s
5. Luca Filippi/Itália/Qi Meritus, 1:22.179s
6. Marco Bonanomi/Itália/Minardi by Piquet, 1:22.285s
7. Davide Valsecchi/Itália/Durango, 1:22.395s
8. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, 1:22.476s
9. Andy Soucek/Espanha/DPR, 1:22.495s
10. Fairuz Fauzy/Malásia/Super Nova, 1:22.503s
13. Alberto Valério/Brasil/Durango, 1:22.826

17. Diego Nunes/Brasil/Campos, 1:23.262s

Por fim, vale mencionar que o Brasil vai ter mais um representante no automobilismo europeu em 2008. Após conquistar o vice-campeonato da Fórmula 3 Sul-Americana no ano passado, o paulista Mário Romancini anunciou hoje o acerto com a equipe Epsilon para a disputa da próxima temporada da World Series by Renault. Entre os pilotos revelados pela categoria no passado recente, estão nomes como Robert Kubica, Heikki Kovalainen e Sebastian Vettel.

Desde já, o Blog deseja toda a sorte do mundo para mais um brazuca em terras estrangeiras!



O vídeo do dia é imperdível para quem já assistiu ao legendário filme Grand Prix. Trata-se de uma espécie de making of da obra-prima de John Frankenheimer, incluindo cenas de bastidores da inesquecível seqüência de abertura, gravada em meio ao Grande Prêmio de Mônaco de 1966. Vale a pena conferir:



Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número três da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E depois, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Sepang - http://www.portalf1.com/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Corridas Mais Caóticas da História - Número 4

Continuamos, hoje, a primeira lista do ano da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Dessa vez, o assunto são corridas animadas, confusas e emocionantes, que certamente ficaram marcadas na memória dos fãs da velocidade. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Europa/1999
9. Mônaco/1982
8. Mônaco/1984
7. Inglaterra/1975
6. Europa/1993
5. Austrália/1991
QUARTA COLOCADA - Grande Prêmio de Mônaco de 1996

O G.P. de Mônaco de 1996 já mereceria lugar nesta lista por conta de um recorde insólito: a corrida que terminou com o menor número de pilotos em toda a história da Fórmula 1. Afinal, somente três "sobreviventes" receberam a bandeirada final, enquanto outros dezenove ficaram pelo caminho. Mas aquela prova não ficaria lembrada apenas por causa disso.

Disputo em condições chuvosas e traiçoeiras, o G.P. terminou com uma das maiores zebras da Fórmula 1 moderna. No meio das várias confusão, um discreto Olivier Panis foi subindo posições, até chegar ao terceiro lugar com cerca de trinta voltas para o fim. Já seria um resultado espetacular para o simpático francês. A sorte, porém, estava realmente do seu lado...

A prova de Mônaco era a sexta etapa do campeonato de 1996, que vinha sendo amplamente dominado por Damon Hill. Após dois vices consecutivos, o inglês estava determinado a conquistar seu primeiro título. Seu início foi arrasador: nas cinco primeiras corridas, quatro vitórias e um quarto lugar, que já lhe davam uma vantagem confortável na liderança do campeonato.

O grande rival de Hill, Michael Schumacher, havia se mudado para a Ferrari, e ainda passava por uma fase de adaptação. Naquele ponto, o alemão contava apenas 16 pontos, contra 43 do inglês. Entre eles, o canadense Jacques Villeneuve - inexperiente companheiro de Hill - aparecia na vice liderança do campeonato, com 22 pontos. Por causa disso tudo, Hill chegou como grande favorito em Mônaco, onde seu pai, Graham, vencera cinco vezes na década de 60.

No treino de classificação, a primeira surpresa: com uma volta irresistível, Schumacher crava a pole, meio segundo mais rápido do que o surpreendido Hill. As Benetton de Jean Alesi e Gerhard Berger vêm logo a seguir, com Villeneuve num distante décimo. O azarão Panis aparece ainda mais atrás, somente em 14º. Em condições normais, o francês dificilmente marcaria pontos...

Chove antes da largada, e quase todos os pilotos resolvem começar a prova com pneus para pista molhada. Quase todos. Saindo de 12º, Jos Verstappen resolve arriscar e coloca slicks. Grave erro. Logo na primeira curva, o holandês bate e abandona, tornando-se a vítima inicial das ruas do Principado. Em seguida, o segundo abandono é bem mais impactante. Após perder a liderança para Hill, Schumacher se precipita e erra na curva antes do túnel.

O alemão sobe na zebra, perde o controle de sua Ferrari e atinge o guard rail. Incrível: Schumi estava fora. Antes do fim da primeira volta, outros três pilotos - Rubens Barrichello, Giancarlo Fisichella e Pedro Lamy - também batem e são obrigados a desistir. Eles se juntam a Andrea Montermini, que havia destruído seu carro no warm up e nem participara da largada.

Na ponta, Hill não demora para abrir uma ótima vantagem para Alesi. Ao mesmo tempo, vários pilotos vão tendo problemas: Ukyo Katayama, Ricardo Rosset e Pedro Paulo Diniz batem antes da quinta volta, e Berger abandona no nono giro com problemas de câmbio. Com os dois líderes disparados, o único piloto da Ferrari ainda na prova, Eddie Irvine, se estabelece em terceiro com um ritmo lento, formando um trenzinho de nove carros.

Panis é o penúltimo dessa fila, em 10º. Ele precisava tomar a iniciativa. A chuva havia parado, e a pista secava lentamente. Sem pensar duas vezes, a Ligier chama Panis para uma troca arriscada para slicks. A estratégia revela-se certeira. Ao voltar, o francês é imediatamente cinco segundos mais rápido do que o líder Hill. Não demora e todos os outros pilotos resolvem visitar os boxes também.

No meio da agitação, a McLaren chama Mika Hakkinen antes de David Coulthard para a troca, num erro que custaria a vitória. Quando a rodada de paradas termina, Hill e Alesi continuam bem na frente, com Irvine em terceiro e Panis já em quarto. Um lembrete das difíceis condições da pista é dado por Martin Brundle, que roda e abandona na volta 30. Restam agora onze pilotos na corrida.

Inspirado, Panis vai para cima de Irvine e tenta uma manobra agressiva no grampo Loews. Os dois se tocam, e o irlandês termina no muro. Para sorte de Irvine, o trecho a seguir é em descida. Assim, ajudado pelos comissários, ele consegue ligar o motor de sua Ferrari de novo. Agora, porém, Irvine está no fim do pelotão. E Panis já ocupa o terceiro lugar. Algumas voltas depois, o francês ganharia mais uma posição.

Tranqüilo na ponta, Hill abandona na volta 40, vítima de uma raríssima quebra de motor na sua Williams. Alesi assume a liderança e fica por aí durante um bom tempo, até ter problemas de suspensão no 60º giro. O francês é obrigado a desistir, deixando a liderança para seu compatriota Panis. Pela primeira vez em quinze anos, a Ligier parecia perto da vitória. Mas nada está garantido, ainda.

Em segundo, Coulthard começa e reduzir a diferença para Panis. Se tivesse feito sua parada antes, o escocês provavelmente teria ganhado. Mais atrás, os abandonos continuam: Luca Badoer fecha Villeneuve quando o canadense chega para colocar uma volta, e os dois abandonam. Minutos depois, Irvine roda e fica parado em lugar perigoso da pista. Mika Salo e Mika Hakkinen não conseguem desviar e batem no irlandês. Os três também se retiram.

E aí, perdeu a conta? Calma: ainda há quatro pilotos na prova. Panis lidera, com Coulthard cada vez mais perto. Em terceiro e quarto, a dupla da Sauber - Johnny Herbert e Heinz-Harald Frentzen - quer apenas chegar ao final. Assim, todas as atenções são voltadas para os dois líderes. Correndo com um capacete emprestado de Schumacher - o seu, por algum motivo, não estava disponível - Coulthard vai se aproximando de Panis.

A diferença entre a dupla cai para um segundo a sete voltas do fim. Mas o limite de duas horas havia chegado, e isso salva Panis. No finzinho, Coulthard desiste da luta e tira o pé, deixando Panis livre para vencer. A corrida termina na 75ª volta, três antes do previsto. Atrás de Panis e Coulthard, Herbert finaliza em terceiro. Eles são os únicos a completar a prova, já que Frentzen vai para os boxes na penúltima volta e também não chega a receber a bandeirada...

Apesar de não completaram a corrida, Salo e Hakkinen são classificados em quinto e sexto, recebendo alguns pontinhos de consolação. A festa é toda da Ligier, que não vencia desde 1981, quando Jacques Laffite foi o primeiro no G.P. do Canadá daquele ano. Para Panis, seria seu primeiro e único triunfo. Até 2005, seu último ano como titular na Fórmula 1, o francês jamais teria o mesmo sucesso. Naquele G.P. de Mônaco, porém, Panis teve seu dia de glória.

Pela sucessão inacreditável de surpresas e acidentes, por ter sido a corrida com menos carros chegando ao final da história e pela extraordinária e magnífica vitória do azarão Olivier Panis, o Grande Prêmio de Mônaco de 1996 leva o quarto lugar na lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História.

A seguir, um vídeo com o resumo da prova:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número três da lista das Dez Corridas Mais Caóticas da História. E hoje, até o fim do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Número Quatro - http://www.onflex.org/
Largada, sexta foto do post e disputa entre Panis e Irvine - http://www.f1-facts.com/