sábado, 1 de setembro de 2007

Spyker já tem novo dono e deve mudar de nome. Mais uma vez

Um indiano que possui a 664ª maior fortuna do mundo uniu-se a uma dupla de dirigentes da Spyker num consórcio para comprar a equipe holandesa, lanterna da atual temporada da Fórmula 1. Segundo informações do site f1-live, o acordo já foi fechado e será anunciado proximamente. Depois de Jordan, Midland e Spyker, o time pode ganhar seu quarto nome diferente em menos de dois anos.

Vijay Mallya (à esquerda) é o empresário que está investindo, junto aos diretores já ligados à equipe, Jon e Michiel Mol, a bagatela de 110 milhões de dólares. Quando a compra for finalizada, o investidor indiano deve trocar a denominação do time. Caso escolha a utilizado pelo consórcio que fez a oferta, a nova equipe será conhecida como "Orange India".

Além de investir na equipe, Mallya também faz lobby pelo Grande Prêmio da Índia. O suporte ao seu país não pára por aí. Em declaração recente, o empresário elogiou Narain Karthikeyan e Karum Chandhok - os dois principais pilotos indianos da atualidade - dando a entender que um deles poderia ser titular da equipe num futuro próximo. Já iria começar mal.

A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo, um esporte em que a competitividade alcança níveis extremos. Trocas de dono e injeção de dinheiro dão sempre esperança a equipes que vinham em dificuldades financeiras, como a Spyker. Mas não é o suficiente para provocar uma mudança significativa no desempenho da equipe.

Desde 2005, a força da antiga Jordan - que já não era lá muito forte - vai caindo ano após ano. Na atual temporada, a equipe, correndo com o nome Spyker, é presença cativa na última fila do grid. Sinceramente, não vejo a menor possibilidade de melhora apenas com a entrada do capital indiano.

O time precisa de um pouco mais de competência. Simples assim. Investir no seu staff técnico, nos recursos da fábrica, em pilotos com o mínimo de potencial, enfim. Se a equipe continuar sendo usada como um instrumento comercial - algo que ficou mais evidente em sua fase "Midland" - não há chance de um salto de performance.

A Spyker - ou Orange India, seja lá qual for o nome - deve continuar na rabeira do pelotão.


Outro sujeito que está louco para entrar na Fórmula 1 é o empresário Alejandro Agag (à esquerda). O espanhol, que já teria tido conversas com a Super Aguri, agora quer investir na Prodrive. A equipe inglesa nem estreou na categoria ainda.

Segundo informações do site Grand Prix, o sonho de Agag é montar a 12ª equipe da Fórmula 1 com base na Espanha. Os principais patrocinadores seriam empresas do país. Repsol e Telefonica, inclusive, já foram citadas como prováveis parceiras na empreitada.

Sabe-se muito pouco sobre a Prodrive, equipe que permanece sendo uma enorme incógnita. Certo mesmo, é o que o novo time será dirigido por David Richards, ex-chefão de Benetton e BAR, por exemplo. Tirando isso, porém, só há dúvidas.

Com a possibilidade de entrada de Alejandro Agag como sócio da Prodrive, quem se dá bem mesmo é Pedro de la Rosa (à direita). Piloto de testes da McLaren, o espanhol já é um forte candidato à vaga na equipe novata. Com a entrada de investidores de seu país, então, vira barbada.

Seria uma pena. De la Rosa não é ruim. Mas tem muita gente melhor que ele.


Ralf Schumacher está com os dias contados na Toyota. Prova disso é que aparecem cada vez mais nomes de pilotos cotados para a sua vaga no ano que vem. Depois de Timo Glock, o novo candidato também é uma jovem promessa que está se destacando na GP2: Kazuki Nakajima.

A informação é do jornal alemão Sport Bild. Ao contrário do que pode parecer pelo sobrenome, o japonês é um piloto com bastante potencial. Na atual temporada da GP2, Kazuki (à esquerda) chegou a conseguir cinco podiuns consecutivos. Uma façanha, considerando que metade das corridas da categoria têm grid invertido.

Nessas oportunidades, portanto, o japonês precisou sair de trás para finalizar entre os três primeiros. No campeonato, o herdeiro de Satoru Nakajima é o quinto, com 36 pontos, mas ainda deve melhorar. Depois de um começo de temporada ruim, Kazuki vem em plena evolução. Ainda não venceu uma corrida, é verdade, mas figura sempre no grupo da frente.

Outro ponto que conta a seu favor é a sua já grande experiência com carros de Fórmula 1. Como piloto de testes da Williams, o japonês tem bastante quilometragem acumulada. De negativo, Nakajima conserva uma enigmática características dos pilotos nipônicos. Assim como seus conterrâneos, ele tende a ser, com todo o respeito, um pouco kamikaze.

Se, de fato, for escolhido como piloto da Toyota em 2008, Kazuki Nakajima terá sido privilegiado por sua nacionalidade. Mas isso não quer dizer que a escolha chega lá ruim. Da última safra de jovens revelações japonesas, o herdeiro de Satoru é, disparado, o melhor.


Grande Prêmio da Bélgica de 2002. Juan Pablo Montoya está na sua volta rápida, tentando bater a pole de Michael Schumacher. O colombiano vem bem até encontrar Kimi Raikkonen na sua frente no último trecho da pista. A perda de tempo acaba com a volta do então piloto da Williams. Será que ele ficou satisfeito? Vamos ver:



Precisa traduzir? Pois bem, até tento, numa versão light. Montoya diz algo como "Raikkonen, maldito, maldito! Mas que put* idiota!". Acho que deu para entender.

Nesse domingo, o Blog volta com as edições do Weekend Update, repassando os resultados de todas as categorias que estão em atividade no fim de semana. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Alejandro Agag - http://www.elmundo.es/
Kazuki Nakajima 1 - http://www.padokf1.com/
Kazuki Nakajima 2 - http://www.f1play.com/

O sábado no mundo da velocidade - parte II

Continua completamente aberta a luta entre Sebastien Loeb (à esquerda) e Marcus Grönholm pela vitória no Rally da Nova Zelândia. Se ontem, no primeiro dia de competições, o francês havia feito uma opção equivocada de pneus e perdido 13 segundos para seu rival, hoje a situação inverteu-se.

Quem cometeu um erro ao escolher seus compostos foi Grönholm, para desapontamento do escriba do Blog, que apostou nele como vencedor. O piloto da Ford - líder do campeonato com 8 pontos de vantagem para Loeb - foi perdendo tempo progressivamente ao longo de todo o sábado. No final do dia, os dois primeiros terminaram praticamente empatados.

O novo ponteiro, agora, é Loeb. A distância do francês para Grönholm (à direita), entretanto, não supera ínfimos 1,3s. Uma diferença praticamente irrelevante em competições de rally. Tranqüilo, apenas, está Mikko Hirvonen, o outro piloto da Ford. Ele se mantém em terceiro, longe dos líderes mas bastante à frente dos pilotos que vêm atrás.

Na quarta posição aparece mais um finlandês, Jari-Matti Latvala, também representante da Ford. O melhor piloto da Subaru, o australiano Chris Atkinson, está em quinto. Daniel Sordo (Citröen), Petter Solberg (Subaru) e Urmo Aava (Mitsubishi) completam a zona de pontuação.

Logo abaixo, a classificação do Rally da Nova Zelândia após o segundo dia de competições:

1. Sebastien Loeb/França/Citröen, 2h47:25.1s
2. Marcus Grönholm/Finlândia/Ford, a 17s
3. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 1:12.5s
4. Jari-Matti Latvala/Finlândia/Ford, a 2:02.3s
5. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 2:12.8s
6. Daniel Sordo/Espanha/Citröen, a 2:49.4s
7. Petter Solberg/Noruega/Subaru, a 3:25.9s
8. Urmo Aava/Estônia/Mitsubishi, a 7:17.2s
9. Matthew Wilson/Inglaterra/Ford, a 8:35.5s
10. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 8:45.2s

A ESPN mostra o resumo do segundo dia de atividades nesse domingo, às 19 horas.


Uma das categorias de turismo mais interessantes do mundo, a DTM, realizou nesse sábado seu treino de classificação para a oitava e antepenúltima etapa do calendário dessa temporada. Em Nurburgring, prevaleceu a força da Audi, que conquistou as três primeiras posições do grid.

Apesar de perder para a rival Mercedes por 5 a 2 em números de vitórias, até aqui, a marca das quatro argolinhas tem os dois primeiros colocados na tabela de pontos no campeonato. Coube ao vice-líder, o alemão Martin Tomczyk (à esquerda), a honra de cravar a pole da corrida desse fim de semana.

Atrás Timo Scheider e Tom Kristensen - ambos de Audi - o melhor representante da Mercedes foi Bruno Spengler (à direita), em quarto. O canadense, palpite do Blog para a corrida, é um dos nomes mais cotados para uma vaga na Prodrive. A equipe fará sua estréia na Fórmula 1 na próxima temporada, mas ainda não anunciou seus futuros pilotos.

Líder da temporada, o sueco Mattias Ekström não passou de décimo, duas posições atrás do bi-campeão mundial Mika Hakkinen. Já o inglês Gary Paffet, outro forte candidato a um dos cockpits da Prodrive, vai largar do 11º lugar. A seguir, o grid de largada para a etapa de Nurburgring da DTM:

1. Martin Tomczyk/Alemanha/Audi, 1:23.197s
2. Timo Scheider/Alemanha/Audi, 1:23.210s
3. Tom Kristensen/Dinamarca/Audi, 1:23.293s
4. Bruno Spengler/Canadá/Mercedes, 1:23.296s
5. Bernd Schneider/Alemanha/Mercedes, 1:23.329s
6. Jamie Green/Inglaterra/Mercedes, 1:23.376s
7. Paul Di Resta/Escócia/Mercedes, 1:23.612s
8. Mika Hakkinen/Finlândia/Mercedes, 1:23.685s
9. Daniel La Rosa/Alemanha/Mercedes, 1:23.880s
10. Mattias Ekstrom/Finlândia/Audi, 1:23.923s

A corrida da DTM, infelizmente, não terá transmissão ao vivo para o Brasil.


No circuito de Curitiba, a GT3 Brasil - mais nova categoria do país - realiza, nesse fim de semana, a segunda etapa de sua história. No dia de hoje, os pilotos disputaram dois treinos classificatórios distintos, cada uma contando para uma das baterias da rodada dupla de amanhã.

A Lamborghini prevaleceu e conseguiu as poles de ambas as corridas. Na primeira, largam na frente Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann. A dupla - um dos palpites do Blog - já tem uma vitória no currículo, na bateria inicial da etapa de Tarumã. Logo atrás, vêm o Dodge Viper de Andreas Mattheis/Xandy Negrão, em quem também aposto, e o Porsche 997 de Lico Kaesemodel/Antonio Hermann (à esquerda).

No segundo treino de classificação, Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann marcaram, outra vez, o melhor tempo. Dessa vez, porém, eles foram seguidos de duas duplas com Ferrari 430. Completando a primeira fila, aparecem Cláudio Ricci/Walter Derani, enquanto da terceiro posição vão largar Luis Otávio Paternostro/Renato Cattalini.

Roberto Moreno (à direita, de capacete), que iria correr em parceria com Carlos Crespo, não participa das corridas de Curitiba. Os danos sofridos pelo seu carro, uma Ferrari 430, nos treinos da etapa de Tarumã ainda não foram reparados. A dupla promete voltar na próxima rodada dupla, em Jacarepaguá, no fim do mês.

Amanhã, as corridas da etapa de Curitiba têm largada marcada para 10:30 e 14:30. Não há transmissão ao vivo, mas os melhores momentos das baterias devem passar, em reprise, no programa Grid Motor do Sportv. Só preciso descobrir em qual dia da próxima semana.


Em instantes, o Blog volta comentando as principais notícias desse domingo na Fórmula 1. Até já!

Crédito das fotos:
WRC -
http://www.rally-live.com/

O sábado no mundo da velocidade - parte I

Casey Stoner continua surpreendendo. O australiano, líder do campeonato com 60 pontos de vantagem para Valentino Rossi, cravou a pole position para o Grande Prêmio de San Marino da MotoGP, que será realizado amanhã no circuito de Misano. Pelas características da pista - lenta, travada e estreita - o piloto da Ducati não era o favorito destacado, dessa vez.

Mas, contrariando as expectativas, Stoner (à esquerda) voltou a comandar o ritmo do pelotão. Ele derrotou inclusive Valentino Rossi, o piloto da casa. Isso porque o autódromo de Misano, embora seja a sede do G.P. de San Marino, fica na Itália.

Apesar de não ter conseguido o primeiro tempo, Rossi - a aposta do Blog - não ficou longe de Stoner. O italiano terminou o dia na segunda posição, a apenas 0.176s do líder do campeonato. Em terceiro, veio o melhor representante da Honda, o atual campeão Nicky Hayden, confirmando sua evolução após um péssimo início de temporada.

Randy de Puniet (à direita), com uma Kawasaki, vai largar de quarto. Seguido de perto por John Hopkins, da Suzuki, o quinto. Ou seja, cinco pilotos de cinco marcas diferentes nas cinco primeiras posições. Alguém lembra quando foi a última vez que isso aconteceu, por exemplo, na Fórmula 1? Pois é, eu também não.*

O brasileiro Alexandre Barros teve um dia horroroso. Ele não passou de 17º, duas posições à frente de seu companheiro na Pramac D'Antin, o alemão Alex Hoffman. A equipe de ambos simplesmente não se entendeu com a pista de Misano. A seguir, o grid de largada para o Grande Prêmio de San Marino:

1. Casey Stoner/Austrália/Ducati, 1:33.918s
2. Valentino Rossi/Itália/Yamaha, 1:34.094s
3. Nicky Hayden/Estados Unidos/Honda, 1:34.469s
4. Randy de Puniet/França/Kawasaki, 1:34.506s
5. John Hopkins/Estados Unidos/Suzuki, 1:34.536s
6. Daniel Pedrosa/Espanha/Honda, 1:34.580s
7. Carlos Checa/Espanha/Honda, 1:34.628s
8. Chris Vermeulen/Austrália/Suzuki, 1:34.717s
9. Colin Edwards/Estados Unidos/Yamaha, 1:34.768s
10. Anthony West/Austrália/Kawasaki, 1:34.939s
17. Alex Barros/Brasil/Pramac d'Antin, 1:35.897s

A largada do Grande Prêmio de San Marino da MotoGP está marcada para as 9 horas de Brasília de amanhã, com transmissão ao vivo do Sportv.

* = na verdade, pesquisei e descobri que aconteceu no Grande Prêmio do Brasil do ano passado. E, antes disso, no G.P. da Inglaterra de 2005. No atual cenário, acho difícil vermos essa combinação pelo menos uma vez na temporada 2007.


Depois de correr no circuito belga de Zolder, na semana passada, a ChampCar visita a Holanda para a realização da 12ª e antepenúltima etapa do calendário dessa temporada. Na pista de Assen, Sebastien Bourdais (à esquerda) poderá conseguir o título antecipado se conquistar a vitória e seu principal rival no campeonato, Robert Doornbos, não terminar entre os seis primeiros.

Se depender dos resultados do treino classificatório de hoje, o francês já pode ir comemorando. Bourdais cravou a pole com um segundo inteiro de vantagem para o concorrente mais próximo, Justin Wilson. Tristan Gommendy foi o terceiro e Neel Jani, que havia liderado o treino da manhã, fechou em quarto.

Por sua vez, Robert Doornbos (à direita) não passou de nono. Correndo em casa, o holandês era o palpite do Blog para a prova de amanhã. Já admito que errei na escolha. Nas condições atuais, o ex-piloto da Minardi e da Red Bull na Fórmula 1 não tem a menor chance de derrotar Bourdais.

Único brasileiro na categoria, Bruno Junqueira completou o dia na 11ª posição. Um resultado abaixo das expectativas, considerando que ele vem de um segundo lugar na última etapa do campeonato, em Zolder. Logo abaixo, a tabela de tempos do treino classificatório desse sábado:

1. Sebastien Bourdais/França/Newman-Haas-Lanigan, 1:18.765s
2. Justin Wilson/Inglaterra/RSPORTS, 1:19.710s
3. Tristan Gommendy/França/PKV, 1:19.025s
4. Neel Jani/Suíça/PKV, 1:19.302s
5. Simon Pagenaud/França/Team Australia, 1:19.353s
6. Graham Rahal/Estados Unidos/Newman-Haas-Lanigan, 1:19.373s
7. Jan Heylen/Bélgica/Conquest, 1:19.412s
8. Will Power/Austrália/Team Australia, 1:19.415s
9. Robert Doornbos/Holanda/Minardi Team USA, 1:19.612s
10. Dan Clarke/Inglaterra/Minardi Team USA, 1:19.718s
11. Bruno Junqueira/Brasil/Dale Coyne, 1:19.813s

A corrida da ChampCar tem início, amanhã, às 8 horas de Brasília. Embora não tenha nem site com a sua programação, o Canal Speed deve transmitir a prova ao vivo.


Nesse fim de semana, a IRL faz sua estréia no circuito de rua de Detroit. A pista, que figurou durante vários anos no calendário da antiga Fórmula CART, foi a cena da primeira vitória de Helio Castroneves na Penske, em 2001. Foi exatamente a partir desse triunfo que Helinho inaugurou a tradição de subir no alambrado após vencer suas corridas.

No treino classificatório desse sábado, o brasileiro - minha aposta para a prova de amanhã - terminou como o mais rápido. Castroneves (à esquerda) conseguiu a pole position com sete centésimos de distância para Dario Franchitti, vice-líder do campeonato, que veio logo a seguir. O primeiro na tabela de pontos, Scott Dixon, vai largar de terceiro.

A briga pelo título entre esses dois pilotos ainda está completamente aberta. Dixon ultrapassou Franchitti após os resultados da última etapa, em Sonoma, e está em melhor fase. Mesmo assim, a diferença entre a dupla é de apenas cinco pontos, irrelevante no farto sistema de pontuação da IRL.

Em quarto no dia de hoje ficou Tony Kanaan, seguido pelos norte-americanos Ryan Hunter-Reay, Marco Andretti e Sam Hornish Jr. O outro brazuca da categoria, Vítor Meira, terminou na décima posição. Por sua vez, Danica Patrick (à direita) não esteve muito bem e vai largar apenas de 11º. A seguir, o grid de largada da etapa de Detroit:

1. Helio Castroneves/Brasil/Penske, 1:12.0688s
2. Dario Franchitti/Escócia/Andretti Green, 1:12.s1430s
3. Scott Dixon/Nova Zelândia/hip Ganassi, 1:12.5830s
4. Tony Kanaan/Brasil/Andretti Green, 1:12.8451s
5. Ryan Hunter-Reay/Estados Unidos/Rahal Letterman, 1:13.3434s
6. Marco Andretti/Estados Unidos/Andretti Green, 1:13.3840s
7. Sam Hornish Jr./Estados Unidos/Penske, 1:13.6224s
8. Darren Manning/Inglaterra/A.J.Foyt, 1:14.1814s
9. Tomas Scheckter/África do Sul/Vision, 1:14.2015s
10. Vitor Meira/Brasil/Panther, 1:14.2889s
11. Danica Patrick/Estados Unidos/Andretti Green, 1:14.4061s

A prova da IRL começa às 16:45 de amanhã. Os canais PlayTV e Bandsports mostram ao vivo.


Ao longo do dia, o Blog volta comentando os resultados do Mundial de Rally, da DTM e da GT3 Brasil, além das notícias mais recentes da Fórmula 1. Até já!

Crédito das fotos:
Randy de Puniet - http://www.moto-live.com/
Helio Castroneves - http://www.indycar.com/
Danica Patrick - http://www.indycar.com/

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Resumo de uma pacata sexta-feira

Essa sexta, de pacata, não teve nada. Das sete categorias que o Blog vai acompanhar durante esse fim de semana, seis entraram na pista hoje. De todas, apenas a GT3 Brasil ainda não iniciou suas atividades.

Além de tudo isso, nove das onze equipes da Fórmula 1 voltaram a testar no circuito italiano de Monza. Apenas Renault e Spyker não participaram. A programação deveria ter terminado ontem, mas foi esticada pela maioria dos times em virtude da chuva, que havia atrapalhado os trabalhos nos dias anteriores.

O mais rápido de hoje foi o espanhol Pedro de la Rosa (à esquerda), piloto de testes da McLaren. Ele superou o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, em apenas quatro milésimos. Ambos fizeram apenas sessões de long run, ou seja, procuraram acertos de corrida, sem se preocupar em virar tempos rapidíssimos.

Prova disso é que nenhum dos dois bateu a melhor volta da semana, de Fernando Alonso, na quarta. O bi-campeão cravou, naquele dia, 1:23.155s. Hoje, os tempos de Pedro de la Rosa e Felipe Massa ficaram pouco mais de um décimo acima disso. Os dois trabalharam bastante: o piloto de testes da McLaren rodou 55 voltas, e o brasileiro completou 67 giros.

Quem andou mais foi Anthony Davidson (à direita), que deu 104 voltas, o equivalente a quase uma dupla de Grandes Prêmios completos em Monza. Apesar disso, o inglês da Super Aguri terminou na última posição entre os que treinaram hoje. A seguir, a tabela de tempos do dia:

1. Pedro de la Rosa/Espanha/McLaren, 1:23.285 em 55 voltas
2. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:23.289s em 67 voltas
3. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:23.575s em 68 voltas
4. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:23.962s em 94 voltas
5. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:24.537s em 61 voltas
6. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:24.760s em79 voltas
7. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:24.837s em39 voltas
8. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:25.185s em 69 voltas
9. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:25.416s em 104 voltas

Agora, pilotos e equipes da Fórmula 1 ficam parados até o dia 6 de setembro, quando começam as atividades do Grande Prêmio da Itália, no mesmo circuito de Monza.


Uma escolha equivocada de pneus complicou a vida do tri-campeão Sebastien Loeb (à esquerda) no primeiro dia do Rally da Nova Zelândia, disputado hoje. O francês optou por compostos que se revelaram macios demais, prejudicando o desempenho do piloto da Citröen durante toda a parte da manhã.

Como conseqüência, o principal adversário de Loeb no campeonato, Marcus Grönholm - a aposta do Blog - abriu uma distância de 13 segundos. À tarde, o finlandês manteve o ritmo forte e a diferença para seu rival não se alterou.

O terceiro colocado, Mikko Hirvonen, já aparece a 49 segundos de Grönholm (à direita). Uma prova de que a luta pela vitória está apenas entre os dois protagonistas da temporada. O melhor carro da Subaru aparece em quarto, com o australiano Chris Atkinson.

Logo depois, vêm o finlandês Jari-Matti Latvala, da Ford, o espanhol Daniel Sordo, da Citröen e os irmãos noruegueses, Petter e Henning Solberg. O primeiro corre pela Subaru enquanto o segundo compete pela Ford. A seguir, a classificação do dia inicial do Rally da Nova Zelândia:

1. Marcus Gronholm/Finlândia/Ford, 1h27:20.1s
2. Sebastien Loeb/França/Citroën, a 13.0s
3. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 49.2s
4. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 1:21.4s
5. Jari-Matti Latvala/Finlândia/Ford, a 1:29.2s
6. Daniel Sordo/Espanha/Citroën, a 1:33.5s
7. Petter Solberg/Noruega/Subaru, a 1:48.5s
8. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 2:17.0s
9. Urmo Aava/Finlândia/Mitsubishi, a 3:26.6s
10. Matthew Wilson/Inglaterra/Ford, a 4:29.7s

O canal ESPN mostra o resumo do primeiro dia do Rally da Nova Zelândia nesse sábado, a partir das 19 horas.


Hora do giro pelas categorias que realizaram, hoje, treinos livres ou classificatórios para suas etapas desse fim de semana.

No circuito holandês de Assen, Justin Wilson foi o mais rápido do dia na ChampCar. O inglês cravou a pole provisória, superando em quase um segundo o resto do pelotão. Simon Pagenaud e Tristan Gommendy vieram a seguir. Sebastien Bourdais, que pode se tornar campeão antecipado nessa corrida, foi sexto. Robert Doornbos, minha aposta, terminou em oitavo, enquanto Bruno Junqueira fechou o dia em 12º.

Num dia de clima instável, que alternou entre pista seca e molhada, a DTM deu início às atividades de sua antepenúltima etapa da temporada, em Nurburgring. O francês Alexandre Prémat (à esquerda) foi o primeiro, com o dinamarquês Tom Kristensen em segundo e o inglês Jamie Green na terceira posição. Meu palpite, Bruno Spengler, completou em quarto. Já o líder da tabela, Mattias Ekström, terminou a sexta em 10º.

Correndo no circuito de rua de Detroit, onde conseguiu há seis anos sua primeira vitória com a equipe Penske, Helio Castroneves terminou a sexta com o melhor tempo nos treinos livres da IRL. O brasileiro - aposta do Blog - bateu os dois principais candidatos ao título, Dario Franchitti e Scott Dixon, que vieram em segundo e terceiro. Tony Kanaan foi o quarto, Vítor Meira fechou em oitavo e a musa Danica Patrick completou em 12º.

Complicado mesmo foi o dia da MotoGP, na pista italiana de Misano. Uma verdadeira tempestade atingiu o circuito, obrigado o cancelamento de todas as atividades da tarde. A chuva foi tanta que os boxes chegaram a ficar alagados. Antes da confusão, um único treino foi realizado. Marco Melandri (à direita) foi o primeiro colocado. Meu palpite, Valentino Rossi, veio em segundo, seguido de perto por Casey Stoner, o terceiro. Alexandre Barros fechou em 10º.

Por fim, a Nascar definiu seu grid de largada para a etapa de domingo, no super-oval de Fontana, na California. A pole ficou com o campeão de 2004, Kurt Busch, que ainda luta por uma vaga no play-off. Já garantido na fase final, Jimmie Johnson completa a primeira fila. O líder do campeonato e aposta do Blog, Jeff Gordon, é o 16º. Por sua vez, Juan Pablo Montoya vai largar de 42º e penúltimo. Se não fosse a regra dos privilégios, o colombiano não teria se classificado.


O dia de hoje viu o encerramento dos testes coletivos da Fórmula 1, em Monza. Procurei por imagens das atividades na Internet, mas havia poucas disponíveis. Escolhi o vídeo abaixo, feito diretamente das arquibancadas do circuito:



Em alguns momentos, percebe-se claramente a impressionante estabilidade da McLaren de Fernando Alonso. Contrastanto, por exemplo, com o enorme desequíbrio da Spyker pilotada por Sakon Yamamoto. Mais legal do que as imagens, porém, é o som. Ao vivo, é mais fantástico ainda.

Nesse sábado, o Blog volta comentando as atividades de todas as categorias que estarão na pista durante esse fim de semana. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Pedro de la Rosa - http://www.gpupdate.net/
Anthony Davidson - http://www.gpupdate.net/
Marcus Grönholm - http://www.rally-live.com/
Alexandre Prémat - http://www.dtm.com/
Marco Melandri - http://www.moto-live.com/

Post em OFF - Blog Day 2007

Confesso que nunca tinho ouvido falar no Dia Mundial do Blog. Mas ele existe... e é hoje! Ao que parece, o dia 30 de agosto (30/08) é aquele cuja grafia mais se aproxima da palavra "blog". Por isso foi escolhido. Belo critério, hein?

Pois bem, como parte das comemorações, blogueiros do planeta inteiro preparam listas com seus cinco blogs preferidos. Eu já fui indicado pelo amigo Speeder, que escreve o excelente Continental Circus. Agora é a minha vez. Espero não causar muita polêmica, mas lá vai:

Blog F-1 - Felipe Maciel foi um dos primeiros a notar esse humilde espaço. Além de ser presença constante nos comentários daqui, ele também mantém o ótimo blog F-1, onde fala sobre o dia-a-dia da Fórmula 1 e do automobilismo em geral. Sempre com muito bom humor, é claro. Principalmente nos posts que ele faz sobre o Galvão Bueno.

Fleetmaster - Dono de uma das coleções de miniaturas mais impressionantes que já vi, Fleetmaster exibe em seu blog todas as suas preciosidades. Tem carro de tudo que é tipo: Fórmula 1, Le Mans, super-esportivos e até fusca!

Mundo aos Rolamentos - O blogueiro que assina apenas como Schuey fala de vários assuntos relacionados ao mundo da velocidade. Análises das corridas de Fórmula 1 e as histórias dos principais circuitos do planeta são presença constante em seus textos. Vale a visita!

Rio Kart - Lançado recentemente pelo amigo Fábio, o principal tema do blog é o kartismo brasileiro, com especial atenção para os pilotos cariocas. Trata-se de um esforço notável, que visa conseguir um pouco mais de visibilidade para aqueles que tentam praticar o esporte. Merece todo o meu apoio.

Continental Circus - Tudo bem que ele me indicou antes, mas isso não muda nada. Assinado pelo blogueiro Speeder, o espaço é constantemente atualizado, trazendo as principais notícias do automobilismo em primeira mão. Não poderia faltar na minha lista de maneira nenhuma.

Infelizmente, eu só podia indicar cinco dos meus blogs preferidos. Peço desculpas aos amigos que acabaram ficando de fora. Saibam que vocês foram todos considerados. Agora, é esperar para ver as listas daqueles que foram indicados. Essa história está apenas começando!

Em instantes, o Blog volta comentando o dia no mundo da velocidade. Até já!

Crédito da foto: http://www.blogday.org/

Agenda do Fim de Semana (31/08 a 02/09)

Hora de conferir o que de melhor vai acontecer no mundo da velocidade pelos próximos três dias. O fim de semana não tem Fórmula 1 - que só volta no dia 7 - mas está recheado. Vamos consultar a sempre útil agendinha:

Sexta, 31 de agosto de 2007

WRC: Primeiro dia do Rally da Nova Zelândia

Sábado, 1º de setembro de 2007

WRC: Segundo dia do Rally da Nova Zelândia

Domingo, 2 de setembro de 2007

ChampCar: Etapa de Assen
DTM: Etapa de Nurburgring
GT3 Brasil: Rodada dupla de Curitiba
IRL: Etapa de Detroit
MotoGP: Grande Prêmio de San Marino
Nascar: Etapa da California
WRC: Terceiro dia do Rally da Nova Zelândia

O destaque do fim de semana é a corrida MotoGP no circuito de Misano. Apesar de ficar na Itália, a prova vai contar como Grande Prêmio de San Marino. Valentino Rossi corre em casa pela segunda vez no ano - a outra foi em Mugello, onde venceu - precisando de um triunfo urgentemente.

Faltando seis corridas para o fim do campeonato, o piloto da Yamaha tem de tirar uma desvantagem de 60 pontos para Casey Stoner na tabela da temporada. A tarefa de Rossi (à direita) é extremamente difícil, considerado que o primeiro lugar vale apenas 25. Se ele ainda sonha com o título, só a vitória interessa.

Stoner, por sua vez, vem de dois triunfos consecutivos, nos Estados Unidos e na República Checa. A princípio, é o grande favorito. Mas o Blog acredita na força de Valentino Rossi. No circuito travado de Misano, o talento do italiano vai fazer a diferença.
Palpite do Blog para a corrida: Valentino Rossi

Após o cancelamento da etapa de Phoenix, que fecharia o calendário do ano, restam apenas três etapas para o final do campeonato da ChampCar. Nesse fim de semana, a categoria está em Assen, na Holanda. Correndo em casa, Robert Doornbos (à esquerda) precisa de um bom resultado para não ver o maior rival, Sebastien Bourdais, comemorar o título antecipadamente. O Blog aposta no piloto holandês.
Palpite do Blog para a corrida: Robert Doornbos

A principal categoria de turismo da Alemanha, a DTM, realiza sua oitava de dez etapas no circuito de Nurburgring. O campeonato é liderado pelos pilotos da Audi, Mattias Ekström e Martin Tomczyk. Mas o palpite do Blog é o canadense Bruno Spengler (à direita), o melhor representante da Mercedes na tabela de pontos e vencedor dessa prova no ano passado.
Palpite do Blog para a corrida: Bruno Spengler

Depois de fazer sua estréia em Tarumã, há três semanas, a GT3 Brasil entra na pista pela segunda vez em sua histórica no circuito de Curitiba. Por ser muito recente, o campeonato ainda não tem favoritos destacados. Por isso mesmo, as apostas do Blog são as duplas vencedoras da primeira rodada dupla, Xandy Negrão/Andreas Mattheis (à esquerda) e Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann.
Palpites do Blog para as corridas: Xandy Negrão/Andreas Mattheis e Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann

Faltam apenas duas corridas para o fim da temporada da IRL, e o título continua totalmente aberto entre os dois principais candidatos, Scott Dixon e Dario Franchitti. A vantagem do primeiro sobre o escocês é de apenas cinco pontos. Dessa vez, a categoria corre no circuito de rua de Detroit. O palpite do Blog é Helio Castroneves (à direita), duas vezes vencedor da prova no passado, quando ainda corria na antiga CART.
Palpite do Blog para a corrida: Helio Castroneves

Como sempre, é extremamente difícil escolher um favorito para a Nascar. Nesse fim de semana, a categoria corre no super-oval do California Speedway. Restando apenas duas corridas para a definição dos dez que irão para o play-off, o Blog aposta num piloto que já está garantido. Jogo minhas fichas em Jeff Gordon (à esquerda), líder do campeonato e três vezes vencedor na pista de Fontana.
Palpite do Blog para a corrida: Jeff Gordon

Por fim, o Mundial de Rally está na Nova Zelândia para a 11ª das 16 etapas do ano. A luta pelo título entre Marcus Grönholm (à direita) e Sebastien Loeb é a principal atração. Os dois estão separados em apenas oito pontos, com vantagem para o finlandês. Até agora, no ano, apenas uma vez o vencedor não foi um dos dois. E deve continuar assim. Meu palpite é o líder do campeonato.
Palpite do Blog para o fim de semana: Marcus Grönholm

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as atividades de hoje, além das principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Valentino Rossi - http://www.moto-live.com/
Bruno Spengler - http://www.dtm.com/
Xandy Negrão/Andreas Mattheis - http://www.gt3.com.br/
Helio Castroneves - www.indycar.com/
Marcus Grönholm - http://www.rally-live.com/

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Alonso confirma superioridade da McLaren e encerra semana de testes na frente

Pelo terceiro dia consecutivo, a McLaren dominou os testes coletivos da Fórmula 1 que estão sendo realizados no circuito de Monza, Itália. Dessa vez, quem andou pelo time inglês foi Fernando Alonso (à esquerda), que terminou com o melhor tempo do dia. O espanhol foi quase um segundo mais rápido do que Robert Kubica, da BMW, que veio logo a seguir na tabela de classificação.

A Red Bull andou bem com David Coulthard - o terceiro - enquanto a Ferrari não passou de quarto. Nessa oportunidade, o representante da equipe italiana foi Felipe Massa. Durante toda a semana, o brasileiro só esteve em atividade hoje.

A chuva atrapalhou os trabalhos, que foram interrompidos durante a maior parte da manhã. A maioria dos pilotos andou principalmente à tarde, quando a pista começou a secar. Ralf Schumacher e Sakon Yamamoto (à direita) foram os que mais trabalharam: ambos deram 72 voltas.

A diferença de tempo entre os dois também foi pequena. O alemão foi apenas 0.2s mais rápido do que o japonês, que andou com o novíssimo modelo "B" da Spyker. De cara, as mudanças aerodinâmicas feitas pela equipe holandesa já mostraram-se efetivas. Se com Yamamoto o time quase ficou à frente da Toyota, com Adrian Sutil, o primeiro piloto da equipe, os resultados devem ser ainda melhores. A Honda que se cuide.

A seguir, a classificação dos testes de hoje:

1. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:23.490s em 51 voltas
2. Robert Kubica/Polônia/BMW, 1:24.413s em 48 voltas
3. David Coulthard/Escócia/Red Bull, 1:24.453s em 52 voltas
4. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, 1:24.525s em 49 voltas
5. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, 1:24.768s em 40 voltas
6. Jenson Button/Inglaterra/Honda, 1:24.918s em 61 voltas
7. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, 1:24.983s em 45 voltas
8. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, 1:25.069s em 71 voltas
9. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, 1:26.175s em 72 voltas
10. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, 1:26.384s em 72 voltas
11. Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, 1:35.106s em 47 voltas

A programação deveria encerrar-se hoje. Mas, com a chuva, existe a chance de que algumas equipes continuem a testar nessa sexta. Entretanto, essa notícia ainda não é confirmada.


E hoje, uma vez mais, o nome de Fernando Alonso (à esquerda) foi envolvido em outro boato da silly season da Fórmula 1. Agora, a bola da vez seria a Toyota, que estaria disposta a pagar a bagatela de 40 milhões de dólares para contar com os serviços do espanhol no ano que vem. Sinceramente, já está enchendo.

Como já escrevi aqui no Blog, repetidas vezes, Alonso não sai da McLaren em 2008. O espanhol não tem, atualmente, nenhuma grande opção além de ficar na equipe inglesa. Se for para a Toyota na próxima temporada, ele perde qualquer chance de disputar o título.

Mesmo vitórias seriam um objetivo ambicioso demais. Nas circunstâncias atuais, a Toyota não tem condições de ganhar corridas antes do médio prazo, e olha lá. Fernando Alonso é competitivo ao extremo. Daqueles pilotos que não aceitam outro resultado senão o primeiro lugar.

Não está na mentalidade do bi-campeão transferir-se para uma equipe sem estrutura para andar na frente. Na McLaren, por maiores que sejam seus problema com Lewis Hamilton (à direita), Alonso conta com um dos times mais experientes e capazes da Fórmula 1. O espanhol não vai querer abrir mão disso.

Quarenta milhões de dólares? Para quem já ganha 39 mi*, qual é a diferença?

* - fonte: perfil de Fernando Alonso na Wikipedia, em inglês.


Duas equipes preparam mudanças aerodinâmicas para as três últimas corridas do ano, no Japão, na China e no Brasil. A Ferrari anunciou que levará, a partir da etapa no circuito de Fuji, um modelo bastante modificado pelo staff técnico da equipe, encabeçado pelo projetista Aldo Costa (à esquerda). Deverá ser a última tentativa do time vermelho em busca dos troféus de campeão desse ano.

Pelo que a McLaren demonstrou nos testes coletivos de Monza, nesse semana, a Ferrari precisará continuar evoluindo se quiser acompanhar o ritmo dos carros prateados. Nem que isso signifique atrasar, por um tempo, o desenvolvimento do modelo 2008. É hora de tomar uma decisão. Continuar acreditando nos títulos ou desistir e pensar no ano que vem?

Por outro lado, a Honda não tem nada a perder. Tendo conseguido apenas um mísero ponto nas primeiras 12 corridas do campeonato, os japoneses preparam mudanças "radicais" no maldito RA107 - o modelo fracassado da atual temporada - já incorporando novidades que serão implementadas no carro do ano que vem.

Esse será o fio da esperança para Rubens Barrichello (à direita). Na Fórmula 1 desde 1993, o brasileiro nunca deixou de pontuar em todos os campeonatos nos quais tomou parte. Nas condições atuais, corre sério risco de terminar o ano zerado pela primeira vez.

Será que agora Rubinho consegue desencantar?


Exatamente há 15 anos, no dia 30 de agosto de 1992, Michael Schumacher vencia pela primeira vez na Fórmula 1. No circuito belga de Spa-Francorchamps, o alemão conquistou o primeiro de seus 91 triunfos, até a aposentadoria no final da temporada passada. Alguém aí sabe o que Schumi tem feito desde então? O vídeo abaixo dá uma boa idéia:



Schumacher toma um chega para lá na primeira curva e cai para as últimas posições, mas vai se recuperando. No final, comemora ao passar pela bandeirada. Será que ele ganhou? Ficamos com a dúvida. Mas a pilotagem do alemaõ, voando por cima das zebras enquanto se aproxima dos adversários, mostra que o piloto faz, sim, a diferença.

Nessa sexta, o Blog volta com a seção Agenda do Fim de Semana, apresentando os destaques do mundo da velocidade nos próximos três dias. Isso sem falar nos (quase) infalíveis palpites do escriba que vos fala. Nos vemos amanhã!

Crédito das fotos:
Fernando Alonso com sua McLaren - http://www.f1-live.com/
Sakon Yamamoto - http://www.f1-live.com/
Fernando Alonso - http://www.abc.net.au/
Lewis Hamilton - http://www.f1-live.com/
Rubens Barrichello - http://www.f1-live.com/

Apresentando Nicolas Prost

Ele é filho de uma lenda das pistas. Sua nação passa, atualmente, por uma seca de pilotos quase nunca vista na história. Mas, apesar de tudo isso e ao contrário de outros herdeiros de ídolos do automobilismo mundial, Nicolas Prost não é nem um pouco badalado.

O primogênito de Alain - tetra-campeão da Fórmula 1 em 1985, 1986, 1989 e 1993 - tem uma trajetória relativamente recente no esporte. Sua carreira teve início apenas em 2003, quando ele já contava 22 anos de idade. Antes disso, Nicolas (à esquerda) chegou a destacar-se em campeonatos de golfe que disputou pela Universidade de Columbia, onde cursou e concluiu o curso de economia.

Só que o automobilismo estava em seu sangüe. Há exatos quatro anos, Nicolas fazia sua estréia no esporte, numa certa Fórmula Campus Francesa. Mesmo não tendo o mínimo de experiência, ele foi o décimo colocado do campeonato. Em 2004, Nicolas subiu para a Fórmula Renault Francesa.

Uma vez mais, seu pouco tempo de prática no esporte atrapalhou, e ele não passou da 18ª posição na tabela de pontos. Sua evolução, porém, era constante. Na temporada seguinte, na mesma categoria, Nicolas terminou o campeonato no décimo lugar. Seu desempenho ia continuar melhorando nos anos posteriores.

Em 2006, ele fez sua estréia na Fórmula 3 Espanhola pela Racing Engineering, uma das mais famosas equipes de categorias de base. Ao final do campeonato, Nicolas (à direita) conseguiu sua primeira vitória e foi o quarto na tabela de pontos. Um resultado notável, considerando sua falta de formação no esporte.

Atualmente, o primogênito de Alain Prost disputa sua segunda temporada na Fórmula 3 Espanhola. Dessa vez, pela Campos Racing. Até agora, ele é o terceiro no campeonato, com 54 pontos. Além disso, Nicolas também corre na Le Mans Series, na divisão GT1, e na A1 GP, onde foi confirmado com um dos integrantes da equipe França há apenas dois dias.

No cenário atual, as chances de Nicolas Prost alcançar a Fórmula 1 são remotas. Mas o primeiro filho do tetra-campeão Alain não é, de maneira nenhuma, alguém que não leva jeito para o automobilismo. Trata-se apenas de um piloto que, na maior parte de sua carreita, precisou trilhar outro caminho.

Longe da badalação e das principais categorias do esporte.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Duelos da História - Número 3

Falta muito pouco agora. Já conhecemos sete das disputas da lista, mas ainda faltam justamente os três primeiros lugares. Estamos quase lá. Sem perder mais tempo, vamos dar continuidade à contagem:

10. Senna x Alesi - Estados Unidos/1990
9. Piquet x Mansell - Austrália/1990
8. Schumacher x Hill - Bélgica/1995
7. Alonso x Massa - Europa/2007
6. Senna x Mansell - Mônaco/1992
5. de Angelis x Rosberg - Áustria/1982
4. Alonso x Schumacher - San Marino/2005
TERCEIRO COLOCADO - Alain Prost x Ayrton Senna no Grande Prêmio da Inglaterra de 1993

Ayrton Senna e Alain Prost foram, provavelmente, os maiores rivais que já passaram pela Fórmula 1. Não poderiam faltar, de maneira nenhuma, na lista dos Dez Maiores Duelos da História. Mas qual de suas inúmeras disputas foi a mais impressionante?

Antes do primeiro ano em que correram juntos na McLaren - em 1988 - a rivalidade entre Senna e Prost era apenas comum. Não haviam tido, ainda, um grande duelo digno de nota. Encontraram-se na pista várias vezes, mas nunca com destaque.

Tudo começou a mudar em 1988. Naquele ano, Ron Dennis juntou o chassis mais refinado da Fórmula 1 - o MP4/4, projetado por Gordon Murray - e o motor Honda, considerado o mais confiável e potente da categoria. Isso sem falar, é claro, nos dois melhores pilotos do mundo.

Naquele ano, Senna e Prost disputaram o título corrida a corrida. Em 16 provas, dividiram entre si o triunfo em 15 delas. Só não venceram o G.P. da Itália, um raro caso de dupla abandono. Ayrton terminou o ano campeão e Alain foi o vice. O brasileiro ganhou oito vezes. O francês, sete.

Tiveram disputas memoráveis em mais de uma oportunidade. Senna conseguiu grandes vitórias em Grandes Prêmios como Canadá, Hungria e Japão. Prost também teve seus belos momentos, derrotando o companheiro em batalha direta no México, na França e em Portugal, por exemplo.

No ano seguinte, o duelo continuou. Dessa vez, com um desfecho inesperado e com uma pitada de farsa. Prost foi campeão após colidir com Senna no Japão. O brasileiro voltou à pista mas foi desclassificado, numa manobra da direção nunca bem explicada.

Ayrton daria o troco em 1990. Exatamente da mesma forma. Ele ganharia seu segundo título ao bater com Alain na mesma pista japonesa de Suzuka. O francês, que havia se transferido para a Ferrari, ficou sem poder alcançar o brasileiro no campeonato após o abandono.

A rivalidade deu um leve esfriada entre 1991, quando Prost foi muito mal na temporada, e 1992, ano em que o francês não disputou a Fórmula 1. Em 1993, porém, Alain voltou à categoria ao assinar com a Williams, nessa altura, a equipe mais forte do grid.

Senna estava hipermotivado para atrapalhar os planos de Prost, favorito indiscutível ao troféu de campeão. E o brasileiro conseguiu performances marcantes, vencendo nas pistas de Interlagos, Donington Park e Monte Carlo, ainda na primeira metade do ano. Entretanto, na disputa entre os dois pelo título, Prost conseguia levar vantagem.

Quando chegaram para a disputa do nono Grande Prêmio da temporada, em Silverstone, o francês tinha 57 pontos, contra 45 do brasileiro. Senna ainda tinha chances, mas era muito difícil. Seu carro era equipado com um motor Ford de segunda categoria, que destruía suas pretensões de vitória nos circuitos mais rápidos.

E Silverstone (à esquerda) era um deles. Mesmo assim, nas primeiras sete voltas daquela corrida, Senna conseguiria um desempenho fenomenal. Sua disputa com Prost seria memorável. Talvez, a maior que os dois rivais já tiveram em suas carreiras.

O grid de largada atestava a superioridade das Williams. Prost era o pole, com seu companheiro de equipe, Damon Hill, em segundo. Michael Schumacher, com uma Benetton, vinha em terceiro. Senna não passava de quarto, com uma distância de 2.9s para o seu grande rival. Na saída, porém, o brasileiro inverteria a ordem das coisas.

Ayrton deu um pulo sensacional e subiu para segundo. Só não conseguiu superar Damon Hill, que também fez ótima largada. Mesmo assim, Senna havia batido Prost e Schumacher, que, agora, estavam presos atrás da McLaren do brasileiro. O francês precisaria recuperar a posição. Começava o duelo.

Era fato que Prost tinha muito mais carro. E que, numa pista rápida como Silverstone, não deveria ter maiores dificuldades para realizar uma ultrapassagem sobre Senna. Mas o que se viu foi muito diferente. Alain foi para cima de seu rival, mas Ayrton bloquearia todas as tentativas.

A primeira delas acontece logo na segunda volta. Prost ameaça na curva Bridge, mas Senna muda sua trajetória e evita a ultrapassagem. O francês da Williams precisaria ser paciente. O brasileiro não estava para brincadeiras.

Prost não demora para colar de novo. Na terceira volta, tenta no final da reta Hangar, na curva Stowe. Porém, Senna se mantém impassível. O francês é obrigado a recolher. Logo depois, o brasileiro balança na saída da Club e perde um pouco de velocidade.

Poderia ser agora? Ainda não. Prost chega muito perto mas, outra vez, Senna coloca-se no meio da pista para evitar a manobra. Mais uma volta completada e o brasileiro ainda conseguia se manter na frente.

Quarta volta. Prost sai muito forte da Copse. Porém, de novo, não é o suficiente. Como também não seria no final da reta Hangar, quando o francês volta a colocar o carro de lado, apenas para receber mais uma fechada do brasileiro.

Outro giro completado. E nada de ultrapassagem. Hill já abre vantagem na ponta, enquanto seu companheiro continua preso em terceiro. Michael Schumacher, ao mesmo tempo, mantém-se em quarto, assistindo a disputa entre Senna e Prost de camarote.

Na quinta volta, o momento mais tenso da disputa. Prost vai decidido e tenta na curva Abbey. Chega a colocar meio carro na frente, mas balança em altíssima velocidade ao ser apertado por Senna. O francês não perde o controle por muito pouco. No último instante, consegue evitar uma rodada ou um eventual choque com o brasileiro.

Mas perde tempo. E, assim, fica sem maiores oportunidades na sexta volta. A não ser a tradicional tirada de lado no final da reta Hangar. Mais uma vez, Senna não se intimida. O brasileiro, porém, não conseguiria mais segurar sua posição por muito tempo.

Na sétima volta, Prost fica lado a lado com Senna na curva Copse. Ainda não consegue passar. Logo depois, porém, coloca por dentro na Stowe. Dessa vez, o brasileiro não pode fazer nada. Finalmente, a segunda posição era do francês.

Pensa que acabou? Ainda não. Nas duas voltas seguintes, Senna ainda teria uma árdua batalha com Schumacher. O alemão, depois de receber duas fechadas do brasileiro, consegue, enfim, fazer a manobra exatamente no ponto em que Prost havia ultrapassado anteriormente.

No final da corrida, o francês venceu. Ele aproveitou o abandono de Hill, que liderava com tranqüilidade. Schumacher foi o segundo e Senna terminou apenas em quinto. Uma prova de que seu carro não era nada demais.

O ano de 1993 seria o último com Senna e Prost juntos na pista. O francês ganharia seu quarto título ao fim do campeonato, tendo o brasileiro como vice-campeão. Ao final da temporada, Alain retirou-se das pistas.

Pouco tempo depois, em maio de 1994, Ayrton encontrava a morte na curva Tamburello de Imola. Senna já se foi, mas nunca será esquecido. Em grande parte pelas disputas memoráveis que teve com o maior rival. A principal delas, em Silverstone, 1993.

Pela paciência, tranqüilidade e calculismo do francês, pela raça, impressionante habilidade e fantástica defesa de posição do brasileiro, e por ter representado a mais incrível batalha entre os maiores rivais de todos os tempos, a disputa de Senna e Prost em Silverstone, 1993, leva o terceiro lugar na lista dos Dez Maiores Duelos da História.

A seguir, o vídeo com os melhores momentos da disputa:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta semana que vem, com os números 2 e 1 da lista dos Dez Maiores Duelos da História, além de um balanço com as disputas que não entraram no ranking. Ao longo do dia de hoje, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo do automobilismo. Até mais!

Crédito das fotos:
Número Três - http://www.dkimages.com/
Williams de Prost - http://www.abc.se/

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

McLaren domina testes e coloca pressão na Ferrari

Pelo segundo dia consecutivo, a McLaren foi amplamente superior à concorrência e liderou, sem maiores dificuldades, a tabela de tempos dos testes coletivos que estão sendo realizados no circuito de Monza, Itália. Hoje, a equipe inglesa botou sua dupla de pilotos titulares para trabalhar. Lewis Hamilton andou pela manhã e Fernando Alonso assumiu o carro na parte da tarde.

No final, os dois completaram exatamente o mesmo número de voltas: 49. E o espanhol terminou como o melhor do dia, virando três décimos mais rápido que o inglês. Na terceira posição, ficou o alemão Nick Heidfeld, da BMW, mais de meio segundo atrás de Alonso (à esquerda).

A Ferrari só apareceu em quinto, com Kimi Raikkonen. A equipe italiana, considerada a favorita para as corridas finais da temporada, está sob intensa pressão. Precisa vencer todas as provas que restam para conquistar os campeonatos de piloto e construtores. Nessa altura, se voltar a perder a hegemonia para a McLaren, já pode começar a pensar no carro de 2008.

De todos os pilotos que participaram dos testes nessa quarta, Sebastian Vettel (à direita) foi quem mais andou. Foram nada menos que 101 voltas, quase dois Grandes Prêmios completos. O jovem alemão ainda está em processo de adaptação na Toro Rosso, e qualquer tempo de pista é valioso.

A seguir, a tabela de tempos de hoje:

1. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, 1:23.155s em49 voltas
2. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 1:23.454s em49 voltas
3. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, 1:23.725s em 84 voltas
4. Jarno Trulli/Itália/Toyota, 1:23.759s em 61 voltas
5. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 1:23.773s em 59 voltas
6. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, 1:24.093s em 51 voltas
7. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, 1:24.266s em 101 voltas
8. Alexander Wurz/Áustria/Williams/ 1:24.356s em 70 voltas
9. Christian Klien/Áustria/Honda, 1:24.595s em 92 voltas
10. Mark Webber/Austrália/Red Bull, 1:24.701s em 83 voltas
11. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, 1:24.976s em 80 voltas
12. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, 1:25.278s em 76 voltas

Os testes coletivos em Monza, a princípio, terminam amanhã. O programa pode ser estendido apenas se a chuva - que ficou longe do autódromo nessa quarta - resolver atrapalhar as atividades.


Frank Dernie, engenheiro com quase duas décadas de experiência na Fórmula 1, é a mais nova contratação da Toyota. O inglês exercerá a função de consultor sênior da equipe japonesa. O que ele vai fazer exatamente? Não faço idéia.

Pelo acordo, Dernie (à esquerda) será apenas uma espécie de conselheiro da área aerodinâmica. Ele não vai precisar comparecer, por exemplo, às corridas. Mesmo assim, o inglês é um ótimo reforço para o staff técnico da Toyota.

Com passagens por Lotus, Benetton, Ligier, Arrows, Lola e Williams, o veterano engenheiro tem profundo conhecimento da Fórmula 1. E experiência é justamente algo que falta, às vezes, para a Toyota. A equipe japonesa ainda tem uma história muito recente na Fórmula 1.

É óbvio que Dernie não vai ser capaz de, sozinho, transformar o time de Jarno Trulli (à direita) e Ralf Schumacher em candidato à vitórias. Isso toma tempo, trabalha e paciência. Mas a chegada do engenheiro já deve fazer alguma diferença na moral da equipe.



ChampCar e IRL, as duas principais categorias do automobilismo norte-americano, apareceram nas manchetes, hoje, por dois motivos bem diferentes. A primeira cancelou a etapa final de seu calendário, em Phoenix, alegando não haver "viabilidade econômica" para sua realização. Até aí, tudo bem.

Suspender eventos por falta de apoio financeiro é uma prática que, infelizmente, é mais do que comum no esporte. Absurdo, mesmo, é tomar a decisão quando já foram transcorridos mais de dois terços da temporada. Quem luta pelo título e precisa descontar uma diferença para o líder ficou bastante prejudicado. Robert Doornbos (à esquerda), segundo na tabela de pontos, que o diga.

Enquanto isso, a IRL virou notícia ao redor dos Estados Unidos por uma razão bastante curiosa. Acontece que Helio Castroneves, piloto brasileiro da categoria, foi confirmado com participante da mais nova edição do Dancing with de Stars. Trata-se do reality show de maior sucesso entre o público norte-americano.

Seria o equivalente, sem exageros, ao Big Brother aqui no Brasil. Será que Helinho (à direita) leva jeito? Não dá para saber. Certo mesmo é que o piloto da Penske - duas vezes vencedor das 500 milhas Indianapolis - vai fazer uma bela promoção de sua categoria. Melhor propaganda para a IRL não há.


A Honda vem tendo um péssimo desempenho na atual temporada da Fórmula 1. Isso nós todos já sabemos. Agora, desafio qualquer um de vocês a responder: por que os japoneses conseguem fazer um carro tão ruim e uma propaganda tão genial como essa:



A frase do final é: "Não é legal quando as coisas simplesmente... funcionam?". Não sei, Honda. Pergunte para Jenson ou Rubens.

Nessa quinta, o Blog volta com a última edição dessa semana de Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, com o número 3 da lista dos Dez Maiores Duelos da História. E, ao longo do dia, posts comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Fernando Alonso - http://www.f1-live.com/
Sebastian Vettel -
http://www.f1-live.com/
Frank Dernie -
http://www.f1-live.com/
Jarno Trulli -
http://www.f1-live.com/
Helio Castroneves - http://www.es.wikipedia.org/

A1GP abre as atividades da temporada 2007/08

Conhecida como a "Copa do Mundo do Automobilismo", a categoria A1GP voltou à pista pela primeira vez, nessa semana, desde o encerramento da última temporada, em abril. Após dois dias de testes coletivos, a equipe da Alemanha - atual campeã - terminou com o melhor tempo, marcado pela jovem promessa Christian Vietoris (à esquerda).

Para quem não sabe, a A1GP é disputada entre equipes, uma vez que os pilotos não possuem um campeonato próprio. Eles podem ser trocados a cada etapa e somam pontos somente para os países que representam. A categoria foi idealizada para ocupar o vácuo deixado pelas férias da Fórmula 1. É por isso que a primeira corrida do calendário acontece apenas em outubro.

Usando uma configuração mais curta do traçado de Silverstone, equipes de 22 países participaram dos ensaios iniciais da atual temporada, nos dias de hoje e ontem. Atrás da Alemanha de Christian Vietoris, vieram a Grã-Bretanha, com Robbie Kerr, e a Suíça, representanda por Sebastien Buemi. O time do Brasil (à direita), por sua vez, correu com dois pilotos diferentes.

Na terça, Raphael Matos foi o nono mais rápido no período da manhã. À tarde, Sérgio Jimenez assumiu o carro, terminando em oitavo. Nessa quarta, os dois melhoraram. Na primeira sessão do dia, Matos fechou em quinto.

Algumas horas depois, Jimenez deu continuidade ao trabalho e completou com o sexto melhor tempo de seu período, conseguindo a volta mais rápida do Brasil ao longo de todos os testes. No cômputo geral - contando os tempos de terça e quarta - a equipe brasileira terminou em nono.

Outra nação que também faz parte da A1Gp é Portugal. No dia de hoje, a equipe comandada pelo piloto João Urbano (à esquerda) andou especialmente bem, terminando em sexto. Na tabela geral, os portugueses ficaram em oitavo. Uma posição à frente do Brasil, portanto.

Após dois anos de existência, a A1GP mudou parte de seu regulamento. Agora, a segunda corrida do final de semana - a mais curta - não terá grid invertido. A classificação foi dividida em quatro partes: nas duas primeiras, é decidida a ordem de largada para a prova sprint; nos outros dois períodos, forma-se o grid da corrida feature, a principal.

Ainda falta um pouco para que a organização consiga atrair as principais estrelas do automobilismo mundial. Em tese, elas até poderiam participar, já que estão de férias na maior parte do tempo em que a A1GP está em atividade. Entretanto, a imensa maioria dos pilotos que corre na categoria atualmente ainda é composta de jovens promessas em busca de afirmação.

Uma delas, em particular, merece um destaque especial. Trata-se de Nicholas Prost (à direita), filho do tetra-campeão mundial Alain, já confirmado como um dos representantes do time da França. Com 26 anos de idade, Nicholas terá uma última chance de acertar-se no automobilismo. Até agora, ele nunca conseguiu grandes resultados no esporte. Será que ele vai dar a volta por cima?

As respostas para essa e muitas outras perguntas serão dadas a partir do dia 30 de setembro, quando a A1GP dá início à temporada 2007/08. A rodada dupla de abertura será no circuito de Zandvoort, na Holanda. O Blog, naturalmente, vai acompanhar.

Crédito das fotos: http://www.a1gp.com/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Maiores Duelos da História - Número 4

Continuamos, hoje, a contagem regressiva da lista dos Dez Maiores Duelos da História. Até a metade da semana que vem, o ranking estará completo. Já estamos quase lá. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Senna x Alesi - Estados Unidos/1990
9. Piquet x Mansell - Austrália/1990
8. Schumacher x Hill - Bélgica/1997
7. Alonso x Massa - Europa/2007
6. Senna x Mansell - Mônaco/1992
5. de Angelis x Rosberg - Áustria/1982
QUATRO COLOCADO - Fernando Alonso x Michael Schumacher no Grande Prêmio de San Marino de 2005

Quando a temporada de 2005 estava para começar, a pergunta na cabeça de todas as mentes da Fórmula 1 era a mesma: "Quem poderá deter Michael Schumacher?". Afinal de contas, o alemão havia ganha seu quinto título consecutivo no ano anterior, com enorme facilidade. Nada indicava que seu domínio teria fim.

Mas a história seria outra. Prejudicada por uma mudança na regra que obrigava os pilotos a utilizarem apenas um jogo de pneus por corrida, a Ferrari e o alemão iriam sofrer ao longo do campeonato. A fabricante dos compostos da equipe vermelha, a Bridgestone, era simplesmente inferior à rival Michelin.

Pela primeira vez em vários anos, os rivais de Schumacher tinham uma chance. Quem iria aproveitá-la? Seria a fortíssima dupla da McLaren-Mercedes, formada por Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya? Talvez a renovada Toyota, com Ralf Schumacher e Jarno Trulli? A Williams-BMW de Mark Webber e Nick Heidfeld? Ou quem sabe a BAR-Honda de Jenson Button?

Nenhuma delas. Depois de uma temporada mediana em 2004, a Renault e o espanhol Fernando Alonso partiriam com tudo para a conquista dos campeonatos de pilotos e construtores do ano seguinte. O caminho até o título não seria fácil, é verdade, mas o desempenho inicial nas primeiras corridas do calendário faria toda a diferença.

Na prova de abertura, na Austrália, a Renault venceu. Mas com italiano Giancarlo Fisichella, recém-contratado para o lugar de Jarno Trulli. Fernando Alonso havia feito uma corrida até melhor que a do companheiro, largando da parte final do grid. O espanhol foi terceiro.

Nas corridas que se seguiram, Alonso iria disparar. Conquistou triunfos fáceis na Malásia e no Bahrein. Em San Marino, ganharia seu terceiro Grande Prêmio consecutivo. Nessa corrida em questão, porém, a vitória foi diferente. Foi nessa prova que o espanhol mostrou ser um piloto especial.

Desde 1981, o Grande Prêmio de San Marino era disputado em Imola, uma pista que, na verdade, fica na Itália. Sendo assim, era território da Ferrari. Quando chegou para a edição 2005 da prova, o máximo que Michael Schumacher havia conseguido fora um sétimo lugar na corrida do Bahrein. Apenas dois pontos, contra 26 de Alonso.

Nada disso, entretanto, diminuiu o entusiasmo dos tiffosi. No dia da corrida, o autódromo de Imola (à direita) estava lotado. A temperatura ambiente era baixa e, pela primeira vez no ano, a Bridgestone conseguiu não só igualar como superar o desempenho da Michelin.

Era a chance que Schumacher estava esperando. Mas o alemão cometeu um erro na classificação, não passando de 13º lugar no grid. Em Imola, largar de trás era fatal para quem tinha pretensão de vitória. Será que o heptacampeão ainda teria uma chance?

Lá na frente, Kimi Raikkonen era o pole, com Fernando Alonso em segundo. Na seqüência, apareciam Jenson Button e Mark Webber. Na largada, a maioria dos pilotos manteve suas posições. Schumacher, por exemplo, continuou em 13º.

O alemão estava bastante pesado, e não tinha condições de realizar ultrapassagens. Ganhou uma posição quando o líder Kimi Raikkonen quebrou, outra quando Rubens Barrichello teve problemas elétricos e mais uma no momento em que Giancarlo Fisichella bateu sozinho.

A esperança de Schumacher era ultrapassar o maior número possível de carros na primeira rodada da pit stops. E foi exatamente isso o que aconteceu. O alemão permaneceu na pista até a volta 27, sendo o último piloto na pista a fazer sua primeira parada. Antes disso, como de costume, realizou uma penca de voltas super-rápidas.

A estratégia deu certo. Quando saiu do boxe, ele era o terceiro. Agora, Schumacher tinha apenas Jenson Button e Fernando Alonso na sua frente. A distância era razoável, mas o alemão não iria desistir. Colou no inglês da BAR e esperou por uma oportunidade. Ela veio na volta 47.

Na saída da curva Acque Minerale, Button encontrou retardatários pela frente e teve um momento de hesitação. Schumacher não desperdiçou a chance. Colocou por dentro e, de forma decidida, realizou a manobra na Variante Alta.

Os tiffosi iam à loucura. Com pista livre, o alemão voou nas voltas seguintes. Alonso, que já havia feito seu último pit stop, estava pesado. Schumacher aproveitou esse momento e cravou a volta mais rápida da corrida, logo antes de realizar sua parada.

O alemão visitou os boxes na volta 49. Alonso recuperou a liderança, mas sua vantagem não era confortável. Schumacher retornou três segundos atrás do espanhol. Em apenas um giro, porém, essa diferença já caiu para 1.3s. Começava o duelo.

A Ferrari de Schumacher rendia muito mais, principalmente por causa do ótimo desempenho dos pneus Bridgestone em baixas temperaturas. Se estivessem em qualquer outra pista do calendário - excluindo Mônaco e, talvez, Hungaroring - o alemão teria realizado a ultrapassagem sobre o espanhol sem dificuldade.

Mas estávamos em Imola. E, por maior que fosse o apoio das arquibancadas, que vibravam por Schumacher a cada passagem dos líderes, Alonso conseguia segurar a ponta. A pilotagem do espanhol era uma aula.

Havia retardatários à frente. E Alonso, sabendo disso, diminuiu o ritmo para não cometer o mesmo erro de Button, mais cedo na corrida. O espanhol foi realmente genial. Não só resistia à pressão de Schumacher, como controlava o ritmo da dupla.

O alemão estava desesperado. Em mais de um oportunidade, colocou o carro de lado antes da curva Tosa, a mais lenta de Imola. Alonso, de alguma forma, conseguia se manter frio. O espanhol mudava a trajetória em diferentes trechos da pista, sem deixar espaço para Schumacher.

Foram 12 ou 13 voltas sublimes. Uma verdadeira aula de pilotagem por parte do espanhol, e uma prova de persistência do alemão. Finalmente, os dois abriram a última volta. Colados, outra vez mais.

Na curva Tosa, como de costume, Schumacher tira de lado e ameaça. Alonso mantém sua linha e fecha o alemão, sem ceder. A disputa continua ao longo da volta. Em nenhum momento, o espanhol tem um instante de refresco.

Chegam à última chicane. Alonso contorna, seguro, enquanto Schumacher escorre, balança e trava as rodas, ainda sem aceitar a derrota. Mas já é tarde demais para o alemão. Ele perde a disputa por apenas 0.215s, a menor diferença em uma chegada da história de Imola.

Infelizmente para Schumacher, o ótimo rendimento da Ferrari na pista italiana foi uma exceção. Até o final de 2005, ele só venceria uma corrida. Mesmo assim, seria no patético G.P. dos Estados Unidos, quando apenas seis carros largaram para a prova. De qualquer forma, o alemão terminou o ano em terceiro lugar.

Fernando Alonso, por outro lado, sagrou-se o primeiro espanhol campeão mundial da história, batendo Kimi Raikkonen numa bela disputa ao longo do ano. Os dois não tiveram, porém, nenhum grande duelo direto em corridas. A grande prova de Alonso foi contra Schumacher, naquele emocionante Grande Prêmio de San Marino.

Pela garra, persistência, recuperação e velocidade impressionante do alemão, por causa da técnica, da frieza e do brilhantismo do espanhol em sua defesa de posição e pela importância da disputa, que simbolizou quase que uma passagem de bastão entre os dominadores da Fórmula 1, Fernando Alonso e Michael Schumacher levam o quarto lugar na lista dos Dez Maiores Duelos da História.

A seguir, o vídeo da último volta, narrado em espanhol:



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