segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Confirmado: Ralf Schumacher deixa a Toyota no fim do ano

Ralf Schumacher não corre mais pela Toyota a partir de 2008. A confirmação da saída do alemão - já esperada pela maior parte dos especialistas da Fórmula 1 - veio hoje pela manhã, num comunicado em seu site oficial. Depois de um ano apagado, que coroou três temporadas de eclipse quase total de resultados com a Toyota, não havia mais o que esperar do Schumacher mais novo.

"Escolhi buscar um novo desafio", falou Ralf. Será que foi isso mesmo? Acho que o alemão quis dizer isto: "Eu sabia que ia ser dispensado no fim do ano, então precisei procurar uma saída honrosa, sabe?". Realmente, a justificativa do germânico não passou de uma desculpa esfarrapada.

Pela primeira vez em algum tempo, a Toyota toma a decisão certa num assunto importante. Ralf Schumacher, em três anos com a equipe japonesa, não rendeu nem perto do esperado. Chegou em 2005, prometendo disputar o título no médio prazo. Sai no fim desse ano, tendo marcado apenas cinco pontos nas 15 etapas já realizadas no atual campeonato.

Junto com Ralf, caiu também o nível de seu time. A Toyota - antes uma equipe empolgante e de futuro promissor - tornou-se a escuderia mais sem-graça de todo o pelotão. Com a saída de Ralf, porém, a montadora japonesa dá o primeiro passo na tentativa de recuperar a sua imagem.

A partir de 2008, Jarno Trulli deve ter como companheiro de equipe um piloto jovem e bem mais motivado. Opções para a Toyota não faltam. No topo da lista estão as novas promessas germânicas, sempre bem vistas pela escuderia nipônica, cuja fábrica fica localizada na Alemanha.

Nico Rosberg foi o primeiro a ter seu nome ligado à Toyota, ainda na metade inicial do ano. O filho de Keke, porém, é protegido da Williams e tem um futuro garantido na equipe inglesa. Uma mudança na Toyota, caso viesse acompanhada de uma performance tão pouco brilhante quanto a de Ralf, poderia arruinar a sua carreira.

Por outro lado, Adrian Sutil e Timo Glock - outros dos principais candidatos - não têm nada a perder. O atual piloto da Spyker deseja desesperadamente um carro melhor do que o da equipe holandesa, e vê na Toyota uma ótima chance. De forma semelhante, Glock, o recém-coroado campeão da GP2, está em conversas com a escuderia japonesa e seria uma aposta segura e equilibrada.

Finalmente, caso não feche com nenhum dos alemães, a Toyota ainda tem um solução caseira: Kazuki Nakajima. O japonês foi o melhor estreante do ano na GP2 e já acumulou uma quilometragem considerável como piloto de testes da Williams. É, certamente, o mais forte nome da nova geração nipônica e não faria tão feio quanto alguns de seus compatriotas nos últimos anos.

A Toyota, diferentemente da maioria das outras equipes, não depende da definição de Fernando Alonso para confirmar seu novo piloto. Mas a tendência é que a escuderia japonesa só anuncie o substituto de Ralf no fim do ano, após o G.P. do Brasil. No mesmo período, aliás, o Schumacher mais novo deve revelar o que será de seu futuro. Por enquanto, apenas a DTM parece estar de portas abertas.

Na Fórmula 1, Ralf Schumacher não deve encontrar uma nova chance.


Durante algumas horas, a vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Japão chegou a estar ameaçada. Tudo por causa de uma suposta culpa no acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel, que teriam batido no período de safety car por causa de uma freiada brusca do inglês. Sensatamente, a direção de prova absolveu Hamilton após algumas horas de discussão.

Vettel, por outro lado, foi considerado culpado e vai perder dez posições no grid de largada para o Grande Prêmio da China, no próximo domingo. O piloto da Toro Rosso, que admitiu o erro, fazia corrida absolutamente histórica antes de cometer a estúpida bobagem de atingir Webber com o carro de segurança na pista.

Enquanto isso, Vitantonio Liuzzi também recebeu uma punição dos comissários após a corrida de Fuji. Ao que parece, o italiano ultrapassou Adrian Sutil num trecho que estava sob bandeira amarela. Por causa disso, teve 25 segundos debitados no seu tempo total da prova, perdendo o oitavo lugar e aquele que seria seu primeiro pontinho no ano justamente para o alemão da Spyker.

No meio da neblina da pista japonesa, não houve como ver, pela televisão, a irregularidade. A Toro Rosso já anunciou que vai recorrer, mas a tentativa dificilmente dará certo. Em punições como essa, geralmente, não há o que argumentar. De qualquer forma, a irreverente sucursal da Red Bull não abandonou seu proverbial bom-humor em seu comunicado pós-corrida:

"Parecia que havia uma lúz no fim do túnel, mas, na verdade, o que veio foi um trem na contra-mão...".


A McLaren e a Prodrive esperam apenas esclarecimentos da FIA sobre o regulamento técnico de 2008 para sacramentar uma parceria a partir da próxima temporada. Pelo acordo - já admitido pelo chefe do time prateado, Ron Dennis - a estreante usaria chassis, motor e até pilotos da "matriz".

Bruno Spengler e Gary Paffet, protegidos da Mercedes, além de Pedro de la Rosa, piloto de testes da McLaren, são os principais favoritos às vagas da Prodrive. A equipe novata, que vai ser liderada pelo ex-dirigente da Benetton e da B.A.R., David Richards, deve funcionar como uma espécie de equipe "B", não esquecendo de dar a sua "contribuição financeira mensal" à McLaren.

De maneira parecida, a rival Ferrari pensa em comprar a Toro Rosso para transformá-la na sua "filial". A equipe de Vitantonio Liuzzi e Sebastian Vettel, na prática, já funciona abertamente como uma "reserva" da Red Bull, incorporando, inclusive, aspectos técnicos do time das bebidinhas energéticas.

Como protegida da Ferrari, entretanto, a Toro Rosso estaria em condições de dar um salto de performance muito maior. Bom para Vettel e Sebastien Bourdais, pilotos já anunciados para o ano que vem. Os dois possuem enorme potencial e, com um pequeno empurrão da Scuderia, teriam condições de mostrar suas capacidades no pelotão de frente.

Pelo que Vettel fez no Grande Prêmio do Japão e pelo tetra-campeonato de Bourdais na ChampCar, a dupla daria bastante trabalho.


O vídeo do dia não tem nada a ver com automobilismo. Ou tem? Trata-se da estréia do brasileiro Helio Castroneves no popular hit da TV americana Dancing with the Stars. Em dupla com a dançarina campeã da temporada passada do reality show, o bi-campeão das 500 milhas de Indianapolis começou bem, conseguindo a melhor nota da primeira semana:



Julguem por vocês mesmos. Nisso aí, eu não dou palpite... (Detalhe para um dos comentários abaixo do vídeo: "Tenho certeza de que ele vai deixar PORTO RICO (?!?) com muito orgulho!").

Nesta terça, o Blog volta com o grande campeão na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. Até agora, muitos internautas já enviaram suas apostas, mas nenhum deles acertou o primeiro colocado no ranking. Ainda dá tempo de pensar mais um pouco! E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

3 comentários:

andré disse...

Seu Blog é showw, parabéns!! Esse vídeo do Helinho é hilário !!!

psdriver disse...

Gostei muito dessa vídeo do Helio Castroneves, realmente é muito engraçado. Quanto ao Ralf, penso que ele já tinha que ter saído da Toyota a muito tempo, ele já não é o mesmo piloto da época da Willians.

Valeu!

Felipe Maciel disse...

A situação do Ralf agora é compliacada, acho que não vão aceitá-lo nem como piloto de testes.

A Toro Rosso tinha tudo pra fazer uma grande corrida, a frase do trem está perfeita.

abs