quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Massa: "Essa história da Toyota não existe"

Finalmente, após deixar as especulações correrem soltas nos últimos dias, Felipe Massa veio à imprensa declarar que não tem nenhuma intenção de transferir-se para a Toyota no ano que vem. O brasileiro conversou com a agência chinesa Xinhua, negando qualquer possibilidade de sair da Ferrari para a entrada de Fernando Alonso.

"Essa história da Toyota não existe", foi tudo o que Massa disse. Falou pouco, mas não poderia ter sido mais claro. A frase do piloto da Ferrari esfria os boatos iniciados na semana passada - com uma matéria do site Grand Prix - e que tiveram grande repercussão no Brasil após uma reportagem do jornal inglês News of the World, publicada ontem.

Já estava na hora de Massa reagir. Mais algum tempo e o seu silêncio poderia ser interpretado como uma confirmação dos rumores que circulavam. Agora, porém, fica muito claro que o piloto da Ferrari não tem o menor desejo de sair da equipe italiana. Se a proposta de 40 milhões de dólares feita a Fernando Alonso realmente existe, tudo está sendo feito nas costas do brasileiro.

Antes de embarcar para Fuji, onde vai ser disputado o Grande Prêmio do Japão, Massa ligou para Galvão Bueno, dizendo já tratar da renovação de seu contrato com a Ferrari. O acordo atual termina apenas no fim do próximo ano, e precisaria ser rescindido para que Alonso entrasse na escuderia italiana.

Considerando todo o tempo e paciência investidos pela Ferrari em Massa, fica difícil acreditar que a equipe vermelha jogaria o esforço fora apenas para ter Alonso. Sinceramente, o bi-campeão não vale tudo isso. O brasileiro vem fazendo um ótimo trabalho na atual temporada e não merece nem um pouco ser dispensado.

Enquanto a Ferrari mantiver Jean Todt como um de seus principais dirigentes, não existe a menor possibilidade de mudança na dupla de pilotos titulares. Tanto Massa quanto Kimi Raikkonen são protegidos do baixinho francês, que continua poderoso pelos lados de Maranello. Alguns boatos garantem a aposentadoria de Todt num futuro próximo, é verdade, mas não existe ainda nada de concreto sobre essa possibilidade.

Por enquanto, Massa tem seu lugar na Ferrari seguro.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Número 3

Continuamos, hoje, nossa saga pelas maiores bobagens já vistas na Fórmula 1. Assim como ontem, o protagonista é um dos principais nomes da história do automobilismo. Até eles cometem erros inacreditáveis. Sem mais delongas, vamos em frente:

TERCEIRO COLOCADO - Ayrton Senna no Grande Prêmio de Mônaco de 1988
O erro: Bateu sozinho quando liderava com mais de um minuto de vantagem

Para uma enorme legião de fãs, Ayrton Senna da Silva é, simplesmente, o melhor piloto de todos os tempos. Eles podem até estar exagerando. Mas o talento, a garra e o carismo do brasileiro são, de fato, inegáveis.

Ao longo de sua carreira na Fórmula 1, Senna conquistou 41 vitória e conseguiu nada menos do que 65 poles, além de três títulos. Números sensacionais para quem competiu na categoria por um período de apenas dez anos. Apesar disso, ele não escapou de erro que ficou marcado como um dos maiores vexames da história.

Em 1988, Ron Dennis formou um verdadeiro dream team na McLaren. Tinha o melhor carro do pelotão - o MP4/4 - projetado por Gordon Murray e Steve Nichols. O motor Honda também era considerado o mais forte e confiável da Fórmula 1.

Por fim, a dupla titular da equipe era formada pelos dois melhores pilotos do mundo: Alain Prost e Ayrton Senna. O francês já tinha um bi-campeonato no currículo, enquanto o brasileiro - embora ainda não tivesse disputado um título até o fim - já possuía um prestígio bastante elevado.

As vitórias na temporada de 1988 foi quase um monopólio de Senna e Prost. Eles ganhariam 15 das 16 etapas do ano, dominando amplamente a maioria das corridas. O brasileiro foi campeão com todos os méritos, mas ficou com uma pequenina macha por conta de um único erro, estúpido e inacreditável, que ele cometeu no G.P. de Mônaco.

Nas duas primeiras provas do ano - Brasil e San Marino - os pilotos da McLaren haviam dividido as vitórias. Prost triunfou em Jacarepaguá, na terra do rival Senna, que devolveu com uma performance arrasadora em Imola. A terceira corrida do campeonato era nas ruas de Monte Carlo.

Antes de fazer uma bobagem inacreditável no domingo, Senna brindou os fãs do automobilismo com uma das atuações mais impressionantes da história na classificação de sábado. Como se não tivesse limites, o brasileiro foi superando suas marcas, batendo sucessivos recordes de volta.

Senna não teve adversários, a não ser ele mesmo. No fim da sessão, seu tempo era incríveis 1.4 segundos mais rápido do que o de Prost. O terceiro colocado no grid, Gerhard Berger, estava a 2.6s do brasileiro.

Mais do que nunca, Senna era o grande favorito para a vitória na corrida. Prost já havia vencido em Mônaco três vezes, mas o brasileiro parecia domar as ruas do Principado como nenhum outro piloto. Restaria ao francês esperar pelos acontecimentos. Quem sabe não acontece alguma surpresa?

A corrida começou mal para Prost. Na largada, ele perdeu a segunda posição para Berger, com uma Ferrari bem mais lenta do que a McLaren do francês. Não demorou muito e Senna disparou com facilidade. Sua liderança era absolutamente tranqüila.

Atrás do brasileiro, Prost chegou a colocar seu carro de lado algumas vezes, mas não conseguia superar Berger. O francês passou mais da metada da corrida preso atrás do austríaco, até realizar a ultrapassagem na volta 54.

Nesse ponto, Senna já tinha uma vantagem superior a um minuto. Durante algum tempo, os dois pilotos da McLaren aceleraram, trocando melhores voltas. Sem querer correr riscos, Ron Dennis, o chefe da equipe, mandou os dois tirarem o pé para garantir a dobradinha.

Certamente, Dennis não fazia idéia do efeito que sua ordem produziria em Senna. Acostumado sempre a andar no limite, o brasileiro perdeu a concentração. Foi aí que ele cometeu, provavelmente, o maior erro de sua carreira.

Na volta 67, faltando apenas 11 para a bandeirada, Senna bate sozinho na Portier. Sozinho. Não havia absolutamente nenhum carro em volta. A equipe McLaren parece não acreditar. Será que tinha quebrado alguma coisa?

Nada disso. Senna, simplesmente, cometeu um erro. Transtornado com a bobagem, ele deixa o carro e vai direto para o seu hotel, sem dar satisfações a ninguém. Só no dia seguinte, a McLaren teria a confirmação de que, realmente, não havia nada de errado com o carro.

O que aconteceu? Até hoje, ninguém sabe realmente. Uma das explicações mais interessantes que eu já encontrei está no livro Fórmula 1 - Pela Glório e Pela Pátria, de Eduardo Correa. Tomo a liberdade de transcrever apenas um trecho:

Senna estava levando a McLaren com toda a tranqüilidade para a vitória, deixando Prost e todos os outros pilotos muito atrás. Era tão... fácil! Um passeio à beira-mar. (...) Realmente, parecia tão fácil para Senna - e tão difícil para os outros - que ele se sentiu tentando a sonhar dentro do carro:

Vou ganhar todas as corridas, fazer todas as poles, quebrar todos os recordes, ganhar mais dinheiro do que qualquer outro piloto e... bum! Deu-se o encontro inexorável com o guard rail, impassível a devaneios dessa natureza.

Será que foi isso? Talvez. Mas nunca saberemos. O erro deixou Senna com a imagem um pouco arranhada, mas ele se recuperaria ao longo dos anos. Ao contrário do que parecia na época, a besteira não ficou marcada.

Representou, apenas, uma pequena mancha na história do brasileiro. Algo que nem suas outras seis vitórias em Mônaco conseguiram apagar. De qualquer forma, serviu para mostrar que até Senna era humano. Um dos maiores gênios da história do esporte também não fugiu de uma bobagem tão estúpida como aquela de Monte Carlo, em 1988.

Por ter desperdiçado uma vantagem superior a um minuto de forma tão desastrosa, por ter cometido um erro de novato na pista que ele parecia dominar, e por ter colocado essa desnecessária mancha no seu impressionante currículo, Ayrton Senna leva o terceiro lugar na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História.

A seguir, o vídeo da pataquada:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número 2 da nossa lista. E hoje, ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo do automobilismo. Até mais!

Crédito das fotos:
Número Três - www.forum.kooora.com
Senna e Sua McLaren I - www.mecanicaonline.com.br
Senna e Sua McLaren II - www.members.home.nl
Primeira Volta - www.f1-facts.com
Senna e Sua McLaren III - www.funof1.com.ar
Erro I e II - www.youtube.com

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O boato (ainda difícil de acreditar) do dia: Ferrari faz proposta de 40 milhões de dólares a Alonso

(Primeiramente, rápidas desculpas pelo atraso nesse post. O servidor do blogger, para variar, esteve de mal humor nas últimas horas...).

O que parecia mais um dos inúmeros rumores da silly season da Fórmula 1 vai se tornado uma história um pouco mais séria. Nesta terça, uma reportagem do inglês News of The World garantiu que a Ferrari ofereceu a bagatela de 40 milhões de dólares a Fernando Alonso para que ele seja um dos titulares da equipe vermelha em 2008.

Segundo o jornal, o bi-campeão já tem um pré-contrato assinado com a Ferrari para o ano que vem, e espera apenas sua liberação da McLaren. Ron Dennis, porém, seria o principal obstáculo. De acordo com a reportagem, o chefe do time prateado não está disposto a facilitar a saída de Alonso, mesmo após os problemas de relacionamento entre os dois.

Dando prosseguimento à matéria do jornal Grand Prix, que lançou o boato na semana passada, o News of the World coloca Felipe Massa na Toyota na próxima temporada. O acordo - um espécie de "empréstimo", válido até o fim de 2008 - estaria "quase fechado", nas palavras da publicação inglesa.

Se esse cenário realmente se confirmar, Jean Todt não deve continuar na Ferrari. Explica-se: o dirigente francês é desafeto declarado de Alonso e seu filho é o empresário de Massa. A chegada do espanhol para o lugar do brasileiro, portanto, seria algo impensável enquanto Todt permanecer no comando da Scuderia.

No Brasil, o rumor da saída de Massa da Ferrari ganhou muito mais repercussão do que no resto do mundo. Alguns dos principais sites especializados da internet - como Autosport, F1-Live e GPUpdate - nem se deram ao trabalho de colocar uma nota sobre a matéria do News of the World. Prova importante de que, por enquanto, a hipótese do jornal inglês não foi levada muito a sério.

Massa tem contrato com a Ferrari até o fim de 2008. Sinceramente, não há motivos para a equipe italiana quebrar o acordo assim, tão de repente. O brasileiro tem feito um bom trabalho na temporada. Suas três vitórias, por exemplo, vieram após atuações absolutamente perfeitas. Massa teve seus dias ruins - como na Hungria - mas também sofreu com o azar.

Em sua coluna no jornal O Globo, também hoje, Renato Maurício Prado escreveu uma nota negando todos os boatos com o nome do piloto da Ferrari. Segundo o jornalista, Massa teria dito a Galvão Bueno que não existe a menor possibilidade de sair da escuderia italiana no ano que vem.

Se eu precisasse apostar, diria que a Ferrari não só mantém sua dupla em 2008 como continua com Massa e Kimi Raikkonen por muitos anos. Na última década, a equipe vermelha caracterizou-se por mudar seus pilotos em raras oportunidades. Seus titulares atuais são rápidos e, com toda a honestidade, não merecem ser substituídos.

Nem por Fernando Alonso.


Enquanto Alonso não define se continua na McLaren, vai para a Ferrari ou volta para a Renault, o mercado de pilotos fica estagnado. As novidades são poucas e os times não têm muito o que dizer, além de anunciar o que todos já sabiam. Esse é o caso de Honda e Toyota.

Nesta terça, a equipe de Jenson Button e Rubens Barrichello voltou a confirmar que os dois permanecem como titulares em 2008. Pelo visto, a Honda, além de não conseguir desenvolver um carro bom, ainda sofre de amnésia. Meses atrás, antes do G.P. da França, o time já havia feito o anúncio...

De qualquer maneira, vale para mostrar a confiança que a Honda deposita em Button e Rubinho. A dupla é reconhecidamente competente mas não teve chance de mostrar serviço com o péssimo modelo RA107. Em 2008, se o carro for um pouquinho melhor, ambos já devem aparecer no grupo da frente.

Ao mesmo tempo, a Toyota anunciou que só vai confirmar o companheiro de Jarno Trulli após o término da atual temporada. Os candidatos são muitos: Felipe Massa, Adrian Sutil, Timo Glock e Kazuki Nakajima são apenas alguns deles. Por enquanto, só há mesmo uma certeza.

Ralf Schumacher não continua em 2008.


Em 1976, quando estreou na Fórmula 1, o circuito de Fuji recebeu a categoria com uma torrencial chuva, que mudou os rumos do campeonato daquele ano. Antes da largada, Niki Lauda liderava a tabela de classificação com três pontos de vantagem sobre James Hunt. Com a pista alagada, porém, o austríaco retirou-se por não considerar as condições seguras.

Assim, Hunt teve o caminho livre para terminar em terceiro, conquistando seu primeiro e único título. Na época, Lauda - ainda se recuperando de seu pavoroso acidente em Nurburgring, que quase havia lhe custado a vida - foi chamado de "covarde" e "medroso" por parte da imprensa especializada. Tudo porque não teria tido coragem de correr no aguaceiro de Fuji.

Não é bem assim. Quando cai água na pista japonesa não é brincadeira. Localizado entre uma cadeia de montanhas, o autódromo de Fuji é conhecido pelas chuvas torrenciais que costumam cair no circuito e pela neblina característica da região. No domingo, existe uma grande chance dos pilotos da Fórmula 1 enfrentarem esse tipo de condição.

Segundo o site Trackpedia, a probabilidade de chuva no dia da corrida está em 90%. Para a classificação, é menor mas também considerável: 45%. Depois do emocionante Grande Prêmio da Europa, será que a Fórmula 1 vai ter a segunda prova do ano disputada em pista molhada? Tomara que sim.

Pena que, dessa vez, Markus Winkelhock não estará presente...


Já que mencionei a vocação de Fuji para corridas em pista molhada, vale recordar o histórico G.P. de 1976. A dica é do amigo "Psdriver", sempre presente nos comentários do Blog:



Se você tem alguma sugestão, não deixe de mandar para blogf1grandprix@hotmail.com! Também não esqueça de fazer o download do podcast "Por Dentro dos Boxes", da Globoesporte.com, que contou com a participação deste que vos escreve. A gravação pode ser baixada clicando aqui.

Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, com o número 3 da lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Fernando Alonso - www.gpupdate.net
Felipe Massa - www.gpupdate.net
Kimi Raikkonen - www.gpupdate.net
Jenson Button e Rubens Barrichello - www.gpupdate.net
Jarno Trulli - www.gpupdate.net
Niki Lauda - www.f1-facts.com

Blog F1 Grand Prix no Podcast "Por Dentro dos Boxes" do Globoesporte.com

Convidado pelo Rafael Lopes, que mantém o excelente blog Voando Baixo, participei na última segunda da gravação do Podcast "Por Dentro dos Boxes" do Globoesporte.com. O áudio do programa já está no ar e pode ser baixado clicando aqui. Ao lado do próprio Rafael Lopes e do Fábio Penna, falamos basicamente de tudo: GP2, MotoGP, Stock Car, e - é claro - Fórmula 1.

Para quem não sabe, um Podcast é semelhante a um programa de rádio. Gravado antecipadamente, ele pode ser acessado por download. O "Por Dentro dos Boxes" tem também um pequeno vídeo de apresentação:


Se você não está cansado dos meus palpites aqui no Blog, não deixe de baixar! Qualquer crítica ou comentário, mande para blogf1grandprix@hotmail.com. Suas mensagens são sempre bem-vindas!

Aquivo para download: clique aqui.

Apresentando o novo circuito de Fuji

Pela primeira vez desde que o Grande Prêmio do Japão voltou ao calendário da Fórmula 1, em 1987, a corrida nipônica não vai ser realizada no magnífico circuito de Suzuka. Neste ano, a sede da prova é a pista de Fuji, situada na base do famoso monte de mesmo nome. O traçado, moderno e recém-reformado, é completamente diferente da configuração antiga, que recebeu a Fórmula 1 em 1976 e 1977.

Administrado pela Toyota, o Fuji Speedway é formado por doze curvas, a maioria absoluta de baixa velocidade. Para compensar, o circuito tem a mais longa reta do calendário da Fórmula 1, com um total de 1.500 metros. O grampo ao final dela é praticamente o único ponto de ultrapassagem.

A parte mais sem graça da pista é o trecho final, extremamente lento e travado. Em outros tempos, a última curva de Fuji era longa, ondulada e espetacular. Depois das reformas recentes, porém, ela foi substituída por uma seqüência direita-esquerda-direita que não proporciona maiores desafios aos pilotos.

Com 4.5 quilômetros de extensão, Fuji junta-se a Interlagos e Mônaco como as pistas mais curtas da temporada. Uma volta no traçado japonês não deve passar da casa de 1min15s. O clima na região também é um fator a ser considerado. Corridas com chuva e neblina são muito comuns. Aliás, a cinco dias do próximo sábado, a previsão é 50% de chuva para a classificação.

Os fãs de Suzuka, certamente, vão ficar um pouco decepcionados com o traçado de Fuji. Não que a estreante seja tão ruim assim. Mas não chega nem perto do circuito desafiador e emocionante que viu - em 20 edições de G.P. do Japão disputados lá - dez campeonatos serem decididos. De qualquer forma, Suzuka vai estar de volta à Fórmula 1 em 2009, ano em que começa com um rodízio com Fuji.

Escolher um favorito para a corrida do próximo domingo é uma tarefa ingrata. A princípio, o desenho de Fuji lembra bastante o de Indianapolis, onde a McLaren foi amplamente superior. Por enquanto, na temporada, Lewis Hamilton vinha levando desvantagem porque nunca havia andado de Fórmula 1 em nenhum dos circuitos do calendário. Agora, porém, está em igualdade de condições.

Será que a impressionante capacidade de adaptação do inglês vai fazer diferença? Vamos esperar para ver. Mas, desde já, minha aposta é Hamilton.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net e www.fujispeedway.jp/english/

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Número Quatro

Já estamos quase lá. Ao longo dessa semana, vamos contar os números 4, 3 e 2 na lista dos Dez Erros Mais Contrangedores da História. Bobagens inacreditáveis, que até grandes campeões são capazes de fazer. Como, aliás, é o caso de hoje. Sem mais delongas, vamos continuar:

(Atendendo a um pedido do internauta Jean, a partir de hoje o Blog F1 Grand Prix deixa os links para os posts anteriores da seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Por questões de direito de imagem, retiro todas as fotos quando elas passam para o arquivo. Os textos e os vídeos, porém, seguem inalterados).

QUARTO COLOCADO - Jack Brabham no Grande Prêmio de Mônaco de 1970
O erro: Perdeu a vitória ao errar a freiada para a última curva da última volta

Em qualquer lista dos maiores da história do automobilismo, Jack Brabham precisa estar presente. Afinal, seus resultados ao longo da carreira - embora nem sempre destacados - foram superiores aos de muitos pilotos celebrados pelo público e pelos especialistas. Vejamos alguns exemplos.

Brabham venceu 14 vezes na Fórmula 1, mais do que Alberto Ascari, Mario Andretti e Gilles Villeneuve. Fez 13 poles, ganhando de Jochen Rindt, John Surtees e Nino Farina. Conquistou três títulos, batendo Jim Clark, Nigel Mansell e Stirling Moss.

Para completar, o australino é, até hoje, o único piloto que conseguiu levar um troféu de campeão com um carro construído por ele mesmo. A lista do que falharam é extensa: Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Graham Hill, Alain Prost e John Surtees são apenas alguns dos que vêm à mente.

Apesar desse currículo espetular, Brabham não fugiu de um erro, um único errinho, que representa uma minúscula mancha na sua história. A bobagem não afetou sua história, mas ficou marcada como uma das maiores besteiras já vistas na Fórmula 1.

Para piorar, o australiano já era um veterano quando fez a trapalhada. Foi em 1970, altura na qual Brabham já havia vencido seus três títulos e transformado sua equipe numa das mais fortes do pelotão. O cenário: Mônaco, a pista que não perdoa erros.

Antes da temporada começar, Brabham estava certo de sua aposentadoria. Para sua surpresa, porém, não encontrou nenhum piloto bom o suficiente que estivesse interessado na vaga aberta no seu time. Como não queria competir com um carro a menos, o australiano tomou a decisão óbvia.

"Nesse caso, vou eu mesmo", deve ter pensado Brabham. E foi exatemente isso que ele fez. Ao lado do alemão Rolf Stommelen - seu subordinado mas também companheiro de equipe - o australiano tomou parte na primeira corrida do ano, na África do Sul.

Contrariando todas as expectativas, o tri-campeão venceu, naquele que seria seu último triunfo na Fórmula 1. Brabham teve uma performance perfeita, daquelas que só grandes campeões são capazes de proporcionar. No resto do ano, entretanto, o australiano não teria outras comemorações.

Ele saiu da pole position mas quebrou na prova seguinte, na Espanha. Então, a Fórmula 1 chegou a Mônaco, para a disputa do terceiro Grande Prêmio da temporada. No treino de classificação, o escocês Jackie Stewart, correndo com um chassis da March, cravou o melhor tempo.

O neo-zelandês Chris Amon, também com um March, completava a primeira fila, seguido de Denny Hulme, da McLaren, e de Brabham, o quarto. Algumas posições atrás, em oitavo, aparecia o futuro ganhador daquela corrida, Jochen Rindt, com sua Lotus. Na largada, Stewart assumiu a liderança com Amon e Brabham logo a seguir.

Enquanto isso, Rindt era o sétimo, preso na traseira da Matra de Henri Pescarolo. Lá na frente, Brabham supera Amon na volta 22, quando o neo-zelandês começou a ter problemas de freios. Não demorou muito e o australiano assumiu a ponta, quanto Stewart sofreu uma quebra cinco giros depois.

A partir daí, a corrida parecia tranqüila para Brabham. O tri-campeão tinha um ritmo seguro e uma distância confortável, que lhe permitia até poupar o carro. Na segunda metade da prova, porém, o ritmo do G.P. se tornaria frenético e as últimas voltas seriam das mais emocionantes da história.

Rindt havia finalmente encontrado sua forma. Além de passar Pescarolo e Hulme, contou com os abandonos de Amon, Jacky Ickx e Jean-Pierre Beltoise para alcançar a segunda posição. Faltavam agora pouco menos de 20 voltas para a bandeirada e a vantagem de Brabham ficava em torno de 15 segundos.

Foi aí que as coisas começaram a dar errado para o australiano. Como ele mesmo descreveu mais tarde, "nunca encontrei tantos retardatários em toda a minha vida quanto naquelas cinco voltas finais". De fato, a sorte não ajudou Brabham. Mas ele também teve uma grande parcela de culpa no que aconteceu nos últimos metros da prova.

Na volta 77, de 80, o tri-campeão encontra Jo Siffert sem gasolina a sua frente. Precisa desviar para não bater e perde cinco segundos. A diferença para Rindt cai para 2.4s ao fim do 78º giro, e se anula quando os dois abrem a última volta.

A contornar a curva da Tabacaria - a penúltima no antigo traçado de Mônaco - Brabham sente Rindt sair com mais velocidade. Pelo retrovisor, a Lotus do austríaco vai aumentando de tamanho. Para piorar, o australiano encontra na sua frente o retardatário Piers Courage, com o sofrível carro da equipe de Tomoso, à época dirigida por um certo Frank Williams.

O australiano não sabe o que faz. Após um instante de hesitação, escolhe passar Courage por dentro na fechada curva do Gasômetro, a última de Mônaco. Brabham não poderia ter feito pior escolha. No momento em que abre para realizar a manobra, o australiano perde completamente o ponto de freiada para o grampo.

Ele ainda tenta consertar mas a sorte, uma vez mais, não está lá. Brabham passa sobre uma mancha de óleo e perde o controle. Por mais que tente, não consegue fazer a curva. Seus freios travam, soltando uma leve fumaça enquanto o carro do australiano se dirige, inexoravelmente, para a barreira de proteção.

Sem cometer o mesmo erro, Rindt passa e vence, surpreendendo o fiscal responsável por dar a bandeirada final. Este, que esperava o carro de Brabham, fica perdido e deixa de sinalizar o fim da corrida. Como se vê, Pelé não foi o primeiro a conseguir essa proeza...

Enquanto Rindt comemorava, Brabham ainda tenta voltar à corrida. Finalmente, consegue religar o motor e completa a prova em segundo. Nenhuma consolação para quem esteve tão perto, tão perto de uma vitória.

Ao fim de 1970, Brabham abandonaria as pistas de vez. Ficou lembrado, para sempre, como um dos grandes nomes da história do esporte. O erro em Mônaco, apesar de constrangedor, não marcou sua carreira nem um pouco. Ainda bem. O tri-campeão merece ser recordado pelos seus inúmeros feitos. A bobagem, vamos admitir, foi inacreditável. Mas, na história de "Old Jack", fica em segundo plano.

Por ter perdido a corrida após abrir uma confortável distância na liderança, por ceder à pressão de Rindt apesar de toda a sua experiência e, pura e simplesmente, por ter perdido a corrida ao errar na última curva, da última volta, Jack Brabham leva o quarto lugar na lista do Dez Erros Mais Constrangedores da História da Fórmula 1.

A seguir, o vídeo da pataquada:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número 3 de nossa lista. E hoje, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

(O Blog F1 Grand Prix participou, na última segunda, do podcast "Por dentro dos boxes" do Globoesporte.com. A partir das 9 horas de hoje, a gravação vai estar disponível no ótimo espaço do Rafael Lopes e também na página inicial de "esporte a motor" do portal. Se você não está cansado dos meus pitacos aqui no Blog, não deixe de baixar!)

Crédito das fotos:
Número Quatro - http://www.dkimages.com/
Jack Brabham (rindo) - http://www.grandprix.com/
Jack Brabham com o carro de número cinco - http://www.gptotal.com.br/
Erro I e Erro II - http://www.youtube.com/

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Adrian Sutil: o segundo piloto perfeito para a McLaren?

"Tenho conversado com três equipes para a próxima temporada, mas não posso dizer quais são". Foi assim, de forma enigmática, que Adrian Sutil revelou estar sendo disputado por outros times para o campeonato do ano que vem. Destaque em sua temporada de estréia pela lanterna Spyker, a jovem revelação alemã está com o prestígio em alta na Fórmula 1.

Embora fale que só sai de sua atual equipe com o consentimento de seu chefe, Colin Kolles, Sutil não deve permanecer por muito tempo na Spyker. Seu melhor resultado até agora, na atual temporada, foi apenas um 13º lugar, no G.P. da Espanha. Mesmo assim, o alemão chamou a atenção por seus desempenhos sempre superiores aos de seus companheiros no time laranja.

Das três equipes supostamente interessadas em Sutil, duas são facilmente adivinhadas: a Williams e a Toyota, que pesquisam no mercado de pilotos substitutos para Alexander Wurz e Ralf Schumacher, respectivamente. Mas qual seria o terceiro time de olho no piloto da Spyker? Pelo processo de eliminação, chegamos ao resultado.

Honda, Toro Rosso e BMW já anunciaram suas duplas para o ano que vem. Ferrari, Super Aguri e Red Bull ainda não, mas dão indícios de que devem continuar com os atuais pilotos. Na Renault há um excesso de candidatos e protegidos do chefe. Assim, sobra apenas a... McLaren!

Sim, por que não? Vejamos: Adrian Sutil é um piloto reconhecidamente rápido e talentoso. Foi companheiro de equipe de Lewis Hamilton na Fórmula 3000 Européia, quando geralmente terminavam as corridas nas duas primeiras colocações. Por fim, é alemão, o que agrada à Mercedes.

Sutil é um piloto bom mas que dificilmente conseguiria competir com o fenômeno Hamilton. De qualquer forma, o alemão não ficaria tão atrás assim. Com seus desempenhos constantes e eficientes, o atual piloto da Spyker seria uma ótima opção de segundo piloto para a McLaren. Não chegaria a incomodar Hamilton, porém, estaria sempre entre os primeiros.

Considerando as outras opções disponíveis, apenas Nico Rosberg reúne qualidades tão boas quando as de Sutil. Mas o piloto da Williams é uma aposta de longo prazo de sua equipe, que continuou com ele mesmo depois dos escassos resultados em seu ano de estréia.

Sutil, ao contrário, não tem um vínculo muito forte com a Spyker. Ainda mais depois que o time laranja foi vendido a um consórcio indiano que, provavelmente, vai promover uma grande reforma estrutural na equipe. Se a McLaren estiver realmente interessada no alemão, não deve ter maiores dificuldades para fechar o acordo.

Será que, para Ron Dennis, Adrian Sutil vale a pena?


Num dia em que praticamente não houve notícias interessantes na Fórmula 1, uma entrevista de Flávio Briatore à revista Sport Auto chamou razoável atenção. Nela, o chefe da Renault afirma que a equipe já está trabalhando exclusivamente no modelo 2008 e que, dessa vez, "não haverá desculpas" para um mau desempenho.

Além disso, Briatore deu a entender que continua tentando Fernando Alonso ao afirmar que não tem pressa em fazer o anúncio de sua dupla do ano que vem. Isso, na verdade, significa que o chefe da Renault ainda espera a definição do bi-campeão. Será que o espanhol permanece na McLaren ou força uma quebra de contrato com a equipe inglesa?

Está claro que Briatore faz um tremendo lobby por esta última opção. O chefe da Renault vem tentando convencer Alonso a voltar para a sua antiga equipe, mas o espanhol continua cético porque vê na McLaren um pacote mais forte. O clima no time prateado, porém, é o oposto daquele que Alonso encontraria na Renault.

"Com a gente, ele se entendia bem", disse Briatore. E tem razão. Ao concentrar as atenções da equipe em torno de si, ofuscando seu companheiro de equipe Giancarlo Fisichella dentro e fora das pistas, Alonso criou o ambiente que desejava. Mas em 2008 - mais uma vez - o cenário vai ser diferente. Se voltar para a Renault, o bi-campeão não deve ter a companhia do italiano.

Conseguirá Alonso anular Heikki Kovalainen ou Nelsinho Piquet também? Acho bem mais difícil.


Você já ouviu falar em Sergey Zlobin? Pois é, até eu já havia esquecido o nome deste sujeito. Nesta segunda, porém, um episódio bizarro trouxe às manchetes esse obscuro russo que, em 2002, chegou a ser contratado como piloto de testes da gloriosa Minardi.

Acontece que Zlobin sobreviveu a um atentado a bomba em Moscou, onde vive. O artefato foi colocado embaixo de seu carro - um Mercedes MG 500, diga-se de passagem - detonando quando o russo ligou o motor. Por incrível que pareça, o automóvel ficou completamente destruído, mas Zlobin quase nada sofreu...

A história não faz o menor sentido. O que teria aprontado o russo para ter uma bomba colocada no fundo de sua humilde Mercedes? E como ele conseguiu sair inteiro?!? Que coisa mais estranha! Coitado de Zlobin, um piloto que, dentro da pista, sempre foi inofensivo.

Conta-se que, certa vez, o lanterna da então Fórmula 3000 disputava um racha em Moscou, quando foi detido por um carro da polícia. Ofendido com as repetidas brincadeiras do policial - que fazia piadas com o fato dele ser o último colocado antes da detenção - Zlobin tentou se explicar sinceramente:

- Mas eu era o único que obedecia à sinalização!!


O vídeo do dia é mais uma dica do amigo Jairo Maragato. Dessa vez, as imagens são preciosas. Trata-se de um trecho do filme O Fabuloso Fittipaldi, rodado em 1972, em que Emerson Fittipaldi explica uma volta inteira no traçado antigo de Interlagos, a bordo de um Ford Maverick:



Se você tem alguma indicação, não deixe de mandar para blogf1grandprix@hotmail.com!

Nesta terça, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Amanhã, o número 4 da lista dos Dez Erros Mais Contrangedores da História da Fórmula 1. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Nos vemos por aí!

(O Blog F1 Grand Prix participou, nesta segunda, do podcast "Por dentro dos boxes" do Globoesporte.com. A partir das 9 horas de amanhã, a gravação vai estar disponível no ótimo espaço do Rafael Lopes e também na página inicial de "esporte a motor". Se você não está cansado dos meus pitacos aqui no Blog, não deixe de baixar!)

Crédito das fotos:
Adrian Sutil II - http://www.gpupdate.net/
Sutil e Hamilton - http://www.formula1.com/
Flavio Briatore - http://www.derapate.it/
Fernando Alonso - http://www.alt1040.com/
Zlobin e Minardi - http://www.racefreaks.nl/

A1 GP vai ter transmissão ao vivo para o Brasil em TV aberta

Uma ótima notícia para os fãs da velocidade. A próxima temporada da A1 GP - a "Copa do Mundo" do automobilismo - vai ter transmissão ao vivo para o Brasil em rede aberta, pela RedeTV. O anúncio foi feito pelo bi-campeão mundial Emerson Fittipaldi, um dos principais dirigentes da equipe brasileira na categoria.

Com dois anos de existência, a A1 GP vinha sendo mostrada apenas pelo Canal Speed, que não alcança um grande número de telespectadores. Em TV aberta, porém, a propaganda para o campeonato vai ser bem maior. Bom para os fãs da velocidade, que vão poder acompanhar a temporada com mais facilidade. E também para o próprio esporte, muitas vezes carente de visibilidade.

A abertura do campeonato 2007/08 da A1 GP vai acontecer em seis dias, no próximo domingo, com a rodada dupla de Zandvoort, na Holanda. Na última semana, foram realizados os últimos testes de pré-temporada, no traçado curto da pista de Silverstone. Após dois dias de ensaios, o Team India, comandado pelo ex-piloto da Jordan, Narain Karthikeyan, fechou em primeiro.

Como sempre, porém, os testes não servem de muita referência. Por enquanto, não dá para fazer previsões mais elaboradas. Os favoritos são apontados apenas pelo retrospecto recente e, nesse aspecto, França e Alemanha - as últimas campeãs - aparecem como as mais cotadas.

Por sua vez, o Brasil ainda não decidiu seu piloto para as primeiras provas do campeonato. Sérgio Jimenez, que levou o time verde e amarelo ao sexto lugar nas sessões coletivas da semana passada, é um dos principais candidatos à vaga. O hexacampeão brasileiro de kart é extremamente talentoso, mas ainda não teve uma grande chance para mostrar seu potencial.

Competir na A1 GP seria uma ótima oportunidade para Jimenez. Mas ele vai precisar enfrentar a concorrência de Bruno Junqueira, o outro piloto que disputa o direito de ser o representante da equipe Brasil. Não importando a escolha, porém, o mais importante é que o time verde e amarelo apague a péssima impressão da última temporada, quando terminou nas últimas colocações do campeonato.

Sem querer colocar pressão mas, considerando a tradição brasileira no automobilismo e o investimento da RedeTV, disputar o título vai ser o mínimo esperado.

(Antes que eu me esqueça: a informação de que a RedeTV comprou os direitos de transmissão foi passada a mim pelo amigo Thiago Raposo, do blog Café com F1).

Crédito das fotos: http://www.a1gp.com/

Weekend Update - Nascar e Balanço dos Palpites

Colin Edwards foi o grande vencedor da 28ª etapa da temporada da Nascar - a segunda do play off - disputada neste domingo em Dover. Apesar da vitória, o piloto do número 99 tem motivos para estar preocupado: seu carro falhou a inspeção pós-corrida por estar abaixo da altura mínima permitida, e ele deve perder pontos no campeonato como punição.

Companheiro de Edwards, Greg Biffle fez a dobradinha da equipe Roush ao terminar em segundo. Logo atrás, Dale Earnhardt Jr., Mark Martin e Kyle Busch completaram o top 5. Jeff Gordon e Jimmie Johnson, que dividiam a liderança na tabela de pontos antes da corrida, foram 11º e 14º, respectivamente.

Após largar de segundo - sua melhor posição no grid desde que chegou à Nascar - Juan Pablo Montoya fechou na décima posição, conseguindo seu quinto top 10 da temporada. A evolução do colombiano em ovais é lenta mas constante. Em 2008, o ex-piloto de Williams e McLaren já deve disputar algo mais importante do que o título de "novato do ano", que ele está prestes a conquistar.

A aposta do Blog para a corrida de Dover, Matt Kenseth, dominou a maior parte da prova e seguia rumo à vitória quando uma quebra de motor tirou-lhe da competição perto do fim. No total, o piloto do carro número 17 liderou 192 das 400 voltas. Posso até não ter acertado o vencedor dessa vez, mas cheguei muito perto.

Como sempre, a etapa da "Milha Monstro" foi recheada de acidentes. No pior deles, quando restavam poucas voltas para o fim, Kurt Busch atingiu o muro e provocou uma reação em cadeia, envolvendo dez carros na confusão. Ao longo da corrida, a bandeira amarela precisou ser acionada nada menos que 13 vezes.

Com os resultados de Dover, a disputa pelo título continua totalmente aberta. Jeff Gordon é o novo líder, com 5340 pontos, mas sua vantagem é irrelevante. Tony Stewart, Carl Edwards, Jimmie Johnson e Kyle Busch vêm, respectivamente, dois, três, quatro e dez pontos atrás. No farto sistema de pontuação da Nascar, essas distâncias não representam nada. Por sua vez, Juan Pablo Montoya é o 19º, com 2707.

Enquanto isso, na Craftsman Series - a categoria de caminhões que é umas das preliminares da Nascar - o campeão mundial de 1997, Jacques Villeneuve, fez sua estréia com um honrável 21º lugar, entre 36 pilotos. O canadense chegou ao fim inteiro, sem ter se envolvido em nenhum acidente. Considerando a reputação das corridas de oval, até que os veteranos pegaram leve com o novato.

Edit: O vídeo do acidente que envolveu dez carros na etapa de Dover já está disponível na internet. Para quem não viu, lá vai:



A próxima etapa da Nascar acontece no dia 30 de setembro. Dessa vez, a sede é o oval de Kansas.


Hora de conferir como o Blog se saiu nas apostas do fim de semana. Tive apenas um acerto, mas não foi fácil acertar os vencedores. Ainda mais quando dois de meus favoritos sofreram quebras quando estavam perto do triunfo. Vamos ao Balanço dos Palpites:

DTM - Vencedor: Jamie Green. Palpite: Mattias Ekström (abandono)
MotoGP - Vencedor: Loris Capirossi. Palpite: Casey Stoner (sexto)
Nascar - Vencedor: Carl Edwards. Palpite: Matt Kenseth (35º)
Stock Car - Vencedor: Hoover Orsi. Palpite: Cacá Bueno (abandono)
WTCC - Vencedores: Alain Menu e Andy Priaulx. Palpites: Andy Priaulx (sétimo e primeiro) e Jörg Müller (14º e sétimo)

Vejamos: Cacá e Kenseth poderiam ter vencido se não tivessem tido problemas mecânicos no fim de suas corridas. Ekström, Stoner e Müller eram fortemente cotados antes de suas provas, mas não chegaram muito perto de triunfar. Por fim, coube a Priaulx salvar a honra do Blog. Honestamente, ter acertado ao menos um vencedor já foi um bom desempenho...

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
Carl Edwards - www.nascar.com
Juan Pablo Montoya - www.igooh.com.ar
Acidente - www.nascar.com
Crafstman Series - www.leblogauto.com

domingo, 23 de setembro de 2007

Weekend Update - DTM e WTCC

O inglês Jamie Green conquistou a primeira vitória de sua carreira na DTM, neste domingo, mas seu triunfo foi ofuscado pelo abandono prematuro de todos os pilotos da Audi. O dirigente principal da marca das quatro argolas, Wolfgang Ulrich, retirou seus carros da prova por considerar "injusto" o comportamente de seus rivais da Mercedes.

A confusão começou já no início da corrida. O pole position Martin Tomczyk, da Audi, brigava pela liderança com o bi-campeão mundial Mika Hakkinen, da Mercedes. Na sétima volta, os dois se estranharam numa tentativa de ultrapassagem do finlandês. O alemão foi jogado para fora da pista e perdeu muito tempo, saindo de qualquer disputa pela vitória.

Mais tarde, outro acidente foi centro de controvérsia. O sueco Mattias Ekström, da Audi - líder do campeonato e aposta do Blog - saía dos boxes quando bateu com a Mercedes do alemão Daniel la Rosa. Ambos não tiveram como continuar na corrida.

Os abandonos de Ekström e Tomczyk - os dois principais pilotos da Audi na temporada - acenderam a ira da direção da marca. Quando faltavam cinco voltas para o fim da prova, veio a polêmica decisão: retirar da prova todos os pilotos da montadora.

Como o grid da DTM é formado apenas por Audi e Mercedes, o fim da prova ficou extremamente esvaziado. Apenas seis pilotos receberam a bandeirada, com Jamie Green à frente. O canadense Bruno Spengler terminou em segundo e o escocês Paul di Resta completou o podium.

Não vi o acidente e, portanto, não posso julgar se as manobras de Hakkinen e la Rosa foram, de fato, exageradas. Mas retirar todos os carros da pista por esses motivos foi uma decisão equivocada e desrespeitosa por parte da Audi. Como fica o público presente ao autódromo? E aqueles que acompanhavam pela televisão?

A polêmica faz parte do esporte. Imagine se os times de futebol resolvessem abandonar o campo a cada vez que fossem prejudicados pelo juiz? Nenhum campeonato chegaria ao final! Com certeza, a decisão da Audi tem motivos políticos. Não sabemos o que se passa nos bastidores da DTM mas, definitivamente, a marca das quatro argolas estava tentando exercer algum tipo de pressão.

Faltando apenas uma etapa para o fim da temporada da DTM, Mattias Ekström ainda lidera a tabela de pontos, somando 44. Bruno Spengler, com 42, é o único piloto da Mercedes ainda com chances de título. Por fim, Martin Tomczyk é o terceiro e último ainda na disputa pelo troféu de campeão, com 40.

A seguir, a classificação da etapa da DTM em Barcelona:

1. Jamie Green/Inglaterra/Mercedes, 1h08:21.523s
2. Bruno Spengler/Canadá/Mercedes, + 11.549s
3. Paul di Resta/Escócia/Mercedes, + 14.639s
4. Alexandros Margaritis/Grécia/Mercedes, + 46.539s
5. Gary Paffett/Inglaterra/Mercedes, + 49.596s
6. Mathias Lauda/Áustria/Mercedes, + 50.501s
7.Mike Rockenfeller/Alemanha/Audi, a 9 voltas
8.Lucas Luhr/Alemanha/Audi, a 9 voltas

A décima e última prova da DTM no ano acontece no dia 14 de outubro, em Hockenheim.


Também neste domingo, o Mundial de Carros-Turismo (WTCC, na sigla em inglês) realizou sua oitava rodada dupla do ano, na pista inglesa de Brands Hatch. Na prova principal, a ordem de chegada dos três primeiros não se alterou desde o início.

O súiço Alain Menu, da Chevrolet, fez a pole position e venceu. James Thompson, da Alfa Romeo, e Colin Turkington, da BMW, completaram o podium. Minhas apostas ficaram longe: Andy Priaulx foi sétimo e Jörg Müller não passou de 14º. Ambos são da BMW, assim como o brasileiro Augusto Farfus Jr., que terminou em 11º na corrida inicial.

Na segunda bateria do dia, Andy Priaulx venceu e salvou a honra do escriba do Blog, que acertou apenas esse palpite no fim de semana. O inglês da BMW bateu em apenas sete décimos seu adversário mais próximo, o espanhol Felix Porteiro, outro piloto da marca alemã. Robert Huff, da Chevrolet, foi terceiro. Jörg Müller fechou em sétimo e Augusto Farfus Jr. abandonou na primeira volta.

Com os resultados de Brands Hatch, Andy Priaulx, abriu distância no campeonato. Agora, ele tem 81 pontos, contra 69 de Augusto Farfus Jr. O francês Yvan Muller, da SEAT, é o terceiro, somando 67. Em quarto aparece Jörg Müller, com 66.

Na quarta-feira, o Sportv mostra os melhores momentos da rodada dupla de Brands Hatch na faixa Grid Motor. A próxima etapa do WTCC é em Monza, na Itália, no dia 7 de outubro.


Mais um espaço sobre automobilismo junta-se à rede de amigos do Blog F1 Grand Prix. Recebo educado e-mail do amigo Thiago Raposo, pedindo ajuda para divulgar seu ótimo site. Já no post mais recente, uma excelente notícia: a RedeTV comprou os direitos e vai transmitir a próxima temporada da A1GP, a "Copa do Mundo" do automobilismo. Para quem não conhece, vale a visita ao blog Café com F1.

Nesta segunda, o Blog volta com o comentário sobre a corrida da Nascar e o temido Balanço dos Palpites, fechando a cobertura do fim de semana na última edição do Weekend Update. Até amanhã!

Crédito das fotos: