terça-feira, 2 de outubro de 2007

O boato (improvável, mas não impossível) do dia: Dennis e Hamilton de mudança para a Prodrive em 2008

A agência de notícias espanhola EFE lançou uma hipótese mirabolante, mas não totalmente absurda para explicar o cenário atual da silly season da Fórmula 1. Segundo a matéria, Ron Dennis e Lewis Hamilton poderiam se transferir para a Prodrive - equipe que vai estrear na categoria em 2008 - como resultado de uma cisão que ocorreria dentro da McLaren.

Na teoria da EFE, o time prateado se dividiria em dois a partir da próxima temporada. Uma das equipes ficaria sob o comando da Mercedes, com Fernando Alonso encabeçando a dupla de titulares. Pelo visto, se tudo acontecer da forma como a agência espanhola imaginou, Pedro de la Rosa seria o segundo piloto da equipe.

Ao mesmo tempo, Ron Dennis, Lewis Hamilton e o diretor-executivo da McLaren, Martin Whitmarsh, mudariam-se para a Prodrive, equipe que já tem uma parceria garantida com o time prateado para a próxima temporada. Na escuderia novata, Hamilton continuaria dispondo de um pacote de ponta, já que o chassis e o motor permaneceriam sendo os mesmos da co-irmã Mercedes.

Claro que todas essas possibilidades são um pouco remotas, mas têm um pingo de veracidade. Na situação atual, é bem difícil imaginar Lewis Hamilton e Fernando Alonso na mesma equipe em 2008. O ambiente entre os dois está muito desgastado, embora a relação da dupla continue sendo extremamente profissional.

Além disso, existem outros motivos para acreditar na hipótese da EFE. Um deles seria a não necessidade de pagar a multi-milionária multa de 100 milhões de dólares que a McLaren recebeu pelo seu envolvimento no caso de espionagem. Rebatizado de "Mercedes", o time ficaria livre da sanção.

Mesmo assim, apesar de tudo isso, duvido que a teoria da agência espanhola se torne realidade. A história até faz sentido, mas é complicada demais para o meu gosto. Nenhuma equipe de ponta da Fórmula 1 passa por tantas mudanças bruscas de um ano para o outro. Imaginar a McLaren dividida em duas é até possível. Porém, se tivesse que apostar, jogaria minhas fichas na possibilidade mais garantida.

Será que Ron Dennis tem interesse em deixar a equipe que ele construiu em décadas só por causa da multa e de Alonso? E Lewis Hamilton? Aceitaria o desafio da Prodrive sem totais garantias de que seria tratado com os mesmo recursos que a Mercedes colocaria à disposição de Alonso? Por tudo isso, digo que a McLaren continua uma só em 2008.

O mais provável é que a Prodrive se torne uma espécie de equipe satélite, utilizando o chassis da McLaren e o motor da Mercedes. Para que isso venha a acontecer, porém, é necessário que a FIA esclareça, rápido, aspectos do regulamento técnico da próxima temporada. Até agora, não foi explicado o significado de "construtor", e esse é um detalhe fundamental.

A novata pode até construir o seu chassis, mas não é ela quem o desenvolve. Sendo assim, poderia a Prodrive competir no Mundial de Construtores? É essa a dúvida. Ferrari, BMW, Williams e Spyker defendem a não inclusão da estreante na disputa entre as equipes. Por outro lado, Honda, Super Aguri, Red Bull e Toro Rosso pensam justamente o contrário. Só Renault e Toyota permanecem aparentemente imparciais.

A Prodrive vai anunciar seus planos para 2008 somente depois do esclarecimento da FIA. Dependendo da decisão, a novata poderia até cancelar a parceria com a McLaren. Isso, porém, não deve acontecer. Certo mesmo é que a indecisão da estreante e a de Fernando Alonso estão deixando o mercado de pilotos em suspense.

Só depois que cada um deles se decidir, a silly season vai pegar fogo.


Bernie Ecclestone é a raposa mais felpuda da Fórmula 1. Isso todo mundo já sabe. O que permanece em segredo são as suas ações de bastidores, nem sempre percebidas pela mídia. Nesse exato momento, o chefão da FOM pode estar costurando dois acordos importantíssimos para a dança das cadeiras entre os pilotos.

Um que está sendo certamente ajudado por Ecclestone, embora isso não seja muito claro para quem acompanha pela imprensa, é Timo Glock. O alemão conquistou o título da GP2 no último domingo, e procura uma vaga na Fórmula 1 para 2008. Sim, e daí? Por que o chefão da FOM ajudaria Glock, um piloto que, inclusive, não é uma novidade na categoria, já que chegou a correr pela Jordan há três anos?

A explicação é fácil: em dupla com Flavio Briatore, Ecclestone criou e desenvolveu a GP2, uma competição planejada para ser a base da Fórmula 1. Se o campeão do certame não conseguisse vaga na categoria principal, quem mais seria capaz? É por isso que Ecclestone - interessado no fortalecimento da GP2 - precisa ver Glock num carro da Toyota ou da Williams, por exemplo, em 2008. Podem ter certeza que o alemão vai terminar garantindo um lugar.

Em outro caso, as ações de Ecclestone são mais facilmente notadas. Ao que parece, ele está fazendo lobby pela contratação de Nico Rosberg pela McLaren para o lugar de Fernando Alonso. Nesta terça, por exemplo, o chefão de uma entrevista disse à agência SID que o alemão "se encaixaria perfeitamente" no time prateado. Qual é a intenção de Ecclestone na contratação de Rosberg? Não sei.

Na Fórmula 1, de vez em quando, "Tio Bernie" escreve certo por linhas tortas...


Embora tenha falhado em conseguir bons resultados na primeira metade do ano, Heikki Kovalainen foi um piloto com quem simpatizei desde o início da temporada. Jogado na fogueira da decadente Renault, logo depois da saída de Fernando Alonso, o finlandês quase queimou a sua imagem na Fórmula 1 nas primeiras corridas do campeonato.

A recuperação começou na rodada americana da categoria - no Canadá e nos Estados Unidos - em que Kovalainen marcou nove pontos, contra nenhum de seu companheiro, Giancarlo Fisichella. Depois disso, vem emplacando um seqüência de sete chegadas consecutivas na zona de pontuação, que culminaram no segundo lugar conquistado no último Grande Prêmio do Japão.

Sorridente e bem-humorado na maior parte do tempo - contrastando, portanto, com seu compatriota Kimi Raikkonen - Kovalainen já faz por merecer sua permanência na Renault em 2008. Mas, com toda a indefinição envolvendo o futuro de Fernando Alonso, o destino do finlandês também foi colocado em compasso de espera. Nada que tenha afetado, porém, o seu costumeiro otimismo.

"Vou continuar na Fórmula 1 em 2008 e espero que seja na Renault", falou Kovalainen em sua coluna na BBC. Das duas, uma mesmo: ou o finlandês permanece na equipe francesa com Fernando Alonso ou Nelsinho Piquet como companheiro - Giancarlo Fisichella já está praticamente descartado - ou vai para a Williams, onde também teria condições de aparecer bem.

Por enquanto, Kovalainen ainda precisa esperar para saber em que equipe vai correr em 2008. Mas já pode ter a certeza de que salvou sua carreira na Fórmula 1 com os ótimos e consistentes desempenhos da segunda metade da temporada.


Não viu o Grande Prêmio do Japão e até agora não se conformou com isso? Seus problemas acabaram! Com vocês, um excelente compacto de oito minutos com todos os principais momentos da corrida. E o melhor: com a narração em português, de Galvão Bueno. Para entrar mais no clima, não dá. Aliás, mesmo para quem já viu, o vídeo merece, demais, uma conferida:



Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, revisando as piores bobagens que terminaram de fora da lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo do automobilismo. Até amanhã!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Novo circuito de Cingapura já tem traçado aprovado

Demorou, mas a FIA finalmente escolheu o traçado que será utilizado no Grande Prêmio de Cingapura, novidade do calendário da Fórmula 1 a partir de 2008. A pista provisória precisou ser alterada algumas vezes, até receber o ok da entidade na última semana. O projeto, para variar, é de autoria do arquiteto alemão Hermann Tilke.

A prova de Cingapura vai ser num circuito de rua localizado na região portuária da cidade-estado. Mesmo se o traçado deixar a desejar, o cenário provavelmente será deslumbrante. Um detalhe interessante é que, ao contrário da tendência dos autódromo europeus, o sentido é anti-horário. Na Fórmula 1 atual, apenas Interlagos e Istambul Park obecedem a essa regra.

Pelos meus cálculos, a largada da corrida de Cingapura deve acontecer por volta das 3 horas da matina em Brasília. Isso, é claro, se a possilidade de prova noturna não se confirmar. Desde já, os fãs brasileiros da velocidade devem rezar por G.Ps. à luz da lua. Do contrário, vamos precisar nos preparar para uma maratona: Índia e Coréia do Sul também vêm por aí, juntando-se a Austrália, China e Japão.

Seis corridas na madrugada - ou seja, um terço do campeonato - seria demais. Sorte nossa que as etapas de Emirados Árabes Unidos e Valência, outras das novidades confirmadas para os próximos anos, vão ser realizadas na parte da manhã, aqui no Brasil. Agora, resta torcer para que a farra da Ásia, que vai emplacar oito G.Ps a partir de 2010 (faltam Bahrein e Turquia para completar a conta), seja um pouco contida.

Candidatos para receber a Fórmula 1 existem aos montes, como eu já cheguei a discutir aqui no Blog nesse post de alguns meses atrás. Muitas dessas possibilidades são remotas, mas algumas - de vez em quando - dão as caras na imprensa. É o caso da Polônia, que voltou a ser apontada, nesta última segunda, como futura sede de corrida da Fórmula 1.

Segundo a agência de notícias alemã SID, a cidade de litorânea de Gdansk planeja construir um autódromo de altíssimo nível para receber o herói nacional Robert Kubica e seus adversários nos próximos anos. O projeto ainda é muito prematuro e carece de maiores informações, mas já ganhou a minha torcida. Se for para escolher, prefiro muito mais uma corrida na Polônia.

Ao menos, nesse caso, dá para dormir à noite...

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Erros Mais Constrangedores da História - Número 1

É chegado o grande dia. Após quatro semanas de contagem, finalmente termina o suspense. Muitos internautas tentaram adivinhar o número 1 da lista, mas nenhum acertou. De qualquer forma, tenho certeza que todos vocês vão concordar comigo. Ninguém mais merece tanto o topo da lista do que...:

PRIMEIRO COLOCADO - Eliseo Salazar no Grande Prêmio da Alemanha de 1982
O erro: Tirou o líder da corrida com uma manobra estúpida e apanhou diante de milhões de espectadores

Eliseo Salazar. O que esse nome lembra a você? Pois é, nenhum piloto, na história da Fórmula 1, teve sua carreira tão associada a um único momento, uma singular e inacreditável bobagem que continua sendo lembrada com diversão por qualquer fã da velocidade.

Se não bastasse tirar o líder da corrida com uma barbeiragem estúpida, o retardatário Salazar ainda ficaria marcado pelas cenas posteriores ao acidente. Irado com o fim de sua corrida, Nelson Piquet partiu para cima do chileno. E o que aconteceu, naqueles dois ou três segundos a seguir, não envergonharia nenhum lenda do boxe brasileiro.

A trajetória de Eliseo Salazar na Fórmula 1 começa em 1981, quando o chileno - após cumprir parte de seu aprendizado como piloto na Fórmula 3 Inglesa - é contratado pela equipe March. Nas seis primeiras corridas do campeonato, ele falha a classificação em cinco delas.

Sua estréia, de fato, vem no Grande Prêmio de San Marino, o único em que consegue classificação com o péssimo modelo da March. Em Imola, Salazar larga da 23ª posição, entre 24 carros, e faz uma prova no mais absoluto ostracismo quando... comete um erro e roda, abandonando na volta 38.

Esse era só o início. Ao longo da sua carreira, mesmo no período em que correu nos ovais americanos, Salazar nunca conseguiria se livrar da rotina de acidentes e saídas de pista. Na Fórmula 1, por exemplo, praticamente um terço dos G.Ps. de Salazar terminariam dessa forma. Uma estatística bastante ingrata.

Na segunda metade de 1981, Salazar corre pela equipe Ensign, tão pequena quanto a March mas de nível um pouquinho melhor. Em nove provas, o chileno consegue largar em oito, uma melhora significativa em seu desempenho. Falha em garantir um lugar para a corrida apenas no G.P. da Grã-Bretanha, em Silverstone.

O melhor momento do ano vem em Zandvoort, no G.P. da Holanda. Salazar sai de 24º e último e se contenta em levar o carro até o fim. Ajudado pelo enorme número de abandonos - apenas oito pilotos completaram aquela corrida - o chileno chega em sexto e marca um heróico pontinho. De repente, sua reputação melhora um pouco.

Não há outros resultados de relevo em 1981, mas a temporada seguinte prometia muito mais. Salazar se engaja na ATS, também do fundo do pelotão, mas já com cinco anos de experiência na Fórmula 1. Seu companheiro de equipe seria o lendário Manfred Winkelhock, pai de Markus, aquele que você viu liderando o G.P. da Europa com uma Spyker, há alguns meses atrás.

Salazar começa bem a temporada e já marca um nono lugar na sua estréia com o novo time, na África do Sul. O chileno quebra em Jacarepaguá e bate em Long Beach, antes de conseguir um sensacional quinto lugar em Imola, no G.P. de San Marino. Tudo bem que naquela corrida largaram apenas 14 carros e apenas cinco chegaram ao fim, com Salazar em último. Mesmo assim, eram dois valiosos pontos.

A partir daí, porém, todas as esperanças de uma boa temporada com a ATS vão sendo perdidas. Nas próximas sete corridas, Salazar abandona em cinco, chega ao fim de apenas uma corrida e volta a não se classificar para o G.P. da Grã-Bretanha, dessa vez, em Brands Hatch. Estranho, para alguém que havia sido formado na Fórmula 3 Inglesa...

Foi com esse espírito que o chileno chegou para a disputa da 12ª etapa da temporada de 1982, em Hockenheim, na Alemanha. No grid, Salazar era o 22º e antepenúltimo. Lá na frente, na quarta posição, estava Nelson Piquet.

O brasileiro, àquela altura já campeão mundial, precisava de um bom resultado na Alemanha, casa da BMW. A montadora havia assinado com a Brabham, equipe de Piquet, um vantajoso contrato de fornecimento de motores. Correndo na frente dos executivos da empresa, ele precisava mostrar serviço.

E havia outros motivos também. Piquet estava numa péssima temporada, tendo marcado apenas 17 pontos até ali. O título, porém, ainda era uma esperança, ainda mais depois que o líder do campeonato, Didier Pironi, sofreu um grave acidente nos treinos de sexta em Hockenheim. Até o fim do ano, o francês não correria mais.

Tendo tudo isso na cabeça, Piquet ainda possuía uma última motivação: inaugurar as paradas de pit stop, que a Brabham havia treinado exaustivamente para reintroduzir em Grandes Prêmios. Naquele G.P. da Alemanha, o brasileiro, pela primeira vez, largou leve para fazer uma parada durante a corrida.

O plano de Piquet, até a metade da prova, era perfeito. O brasileiro pulou para segundo na largada e passou para a liderança na segunda volta, quando superou a Renault de Rene Arnoux. Uma vez na ponta, o piloto da Brabham foi embora. Tudo parecia estar dando certo. Aí apareceu Salazar.

Na 19ª volta, quando se preparava para negociar a entrada da chicane Ostkurve, Piquet encontrou o chileno pela frente. Aparentemente sem querer causar problemas, Salazar abre e deixa o brasileiro passar. Pelo menos, foi isso o que todos pensaram.

Então, num momento de desligamento mental ou pura falta de habilidade, o chileno erra o cálculo e freia com se estivesse numa volta de classificação. Piquet, que já devia ter esquecido da presença de Salazar, mal começa a fazer a curva quando é acertado pelo retardatário.

Até hoje, não dá para entender o que passou pela cabeça do chileno naquele momento. Certo, mesmo, é que a sua bobagem tirou o líder da corrida, na frente dos executivos da fábrica que fornecia os motores e justamente no dia em que Piquet estava para estrear a revolucionária tática dos pit stops.

A reação do brasileiro é compreensível. Assim que seu carro pára ao lado da pista, Piquet já mostra sua raiva, saindo do carro com gestos não muito educados. Salazar faz o mesmo, sem-graça demais para pedir desculpas.

O brasileiro não se dá por satisfeito. Vai para cima do retardatário e coloca o dedo na cara do pobre Salazar. Aí, antes que o chileno pudesse esboçar qualquer reação, Piquet mete um murro na cabeça de Salazar.

Não fica só por isso não. Piquet ainda dá um direto de direita e um cruzado de esquerda, além de tentar um desajeitado chute, antes de ficar satisfeito. Salazar, resignado, nem reage. Ainda bem. Naquele dia, se partisse para a briga, apanharia feio de Piquet...

Ainda há outros fatos sobre aquele dia, bem menos pouco conhecidos. Em seu livro Eu me lembro muito bem, Piquet diz que, um tempo depois, a BMW descobriu que o motor estava para explodir. Salazar, então, salvou a marca de um constrangimento logo em sua corrida em casa, à frente de todos os patrocinadores!

Uma outra curiosidade é que, após a corrida, Piquet tentou voltar ao boxes numa van de apoio. Quando entrou, descobriu que Salazar já estava lá dentro. Sem a menor cerimônia, o brasileiro expulsou o chileno e também o motorista da van! Voltou sozinho, deixando os outros dois à pé...

Para Salazar, restou a eterna humilhação dos socos e chutes de Piquet. O chileno ainda duraria até o fim de 1983 na Fórmula 1, antes de ser obrigado a migrar para o automobilismo americano, onde alcançou relativo sucesso. De qualquer forma, ele nunca conseguiria se livrar da memória daquela bobagem bisonha, que ficaria, para sempre, marcada na sua imagem.

Por ter tirado o líder numa corrida tão importante para este, por ter cometido uma barbeiragem tão ridícula, causada por um erro de cálculo primário, e por ter apanhado ao vivo diante de milhões de espectadores, ficando para sempre associado a esse episódio, Eliseo Salazar leva o primeiro lugar na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História.

A seguir, o vídeo da pataquada:



E aí, gostaram da lista? Amanhã, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta com uma retrospectiva das besteiras que não entraram na ranking. Depois, a partir de quinta, começamos a contagem dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História. Ao longo do dia de hoje, o Blog retorna comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

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Erro I a VII - www.youtube.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Confirmado: Ralf Schumacher deixa a Toyota no fim do ano

Ralf Schumacher não corre mais pela Toyota a partir de 2008. A confirmação da saída do alemão - já esperada pela maior parte dos especialistas da Fórmula 1 - veio hoje pela manhã, num comunicado em seu site oficial. Depois de um ano apagado, que coroou três temporadas de eclipse quase total de resultados com a Toyota, não havia mais o que esperar do Schumacher mais novo.

"Escolhi buscar um novo desafio", falou Ralf. Será que foi isso mesmo? Acho que o alemão quis dizer isto: "Eu sabia que ia ser dispensado no fim do ano, então precisei procurar uma saída honrosa, sabe?". Realmente, a justificativa do germânico não passou de uma desculpa esfarrapada.

Pela primeira vez em algum tempo, a Toyota toma a decisão certa num assunto importante. Ralf Schumacher, em três anos com a equipe japonesa, não rendeu nem perto do esperado. Chegou em 2005, prometendo disputar o título no médio prazo. Sai no fim desse ano, tendo marcado apenas cinco pontos nas 15 etapas já realizadas no atual campeonato.

Junto com Ralf, caiu também o nível de seu time. A Toyota - antes uma equipe empolgante e de futuro promissor - tornou-se a escuderia mais sem-graça de todo o pelotão. Com a saída de Ralf, porém, a montadora japonesa dá o primeiro passo na tentativa de recuperar a sua imagem.

A partir de 2008, Jarno Trulli deve ter como companheiro de equipe um piloto jovem e bem mais motivado. Opções para a Toyota não faltam. No topo da lista estão as novas promessas germânicas, sempre bem vistas pela escuderia nipônica, cuja fábrica fica localizada na Alemanha.

Nico Rosberg foi o primeiro a ter seu nome ligado à Toyota, ainda na metade inicial do ano. O filho de Keke, porém, é protegido da Williams e tem um futuro garantido na equipe inglesa. Uma mudança na Toyota, caso viesse acompanhada de uma performance tão pouco brilhante quanto a de Ralf, poderia arruinar a sua carreira.

Por outro lado, Adrian Sutil e Timo Glock - outros dos principais candidatos - não têm nada a perder. O atual piloto da Spyker deseja desesperadamente um carro melhor do que o da equipe holandesa, e vê na Toyota uma ótima chance. De forma semelhante, Glock, o recém-coroado campeão da GP2, está em conversas com a escuderia japonesa e seria uma aposta segura e equilibrada.

Finalmente, caso não feche com nenhum dos alemães, a Toyota ainda tem um solução caseira: Kazuki Nakajima. O japonês foi o melhor estreante do ano na GP2 e já acumulou uma quilometragem considerável como piloto de testes da Williams. É, certamente, o mais forte nome da nova geração nipônica e não faria tão feio quanto alguns de seus compatriotas nos últimos anos.

A Toyota, diferentemente da maioria das outras equipes, não depende da definição de Fernando Alonso para confirmar seu novo piloto. Mas a tendência é que a escuderia japonesa só anuncie o substituto de Ralf no fim do ano, após o G.P. do Brasil. No mesmo período, aliás, o Schumacher mais novo deve revelar o que será de seu futuro. Por enquanto, apenas a DTM parece estar de portas abertas.

Na Fórmula 1, Ralf Schumacher não deve encontrar uma nova chance.


Durante algumas horas, a vitória de Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Japão chegou a estar ameaçada. Tudo por causa de uma suposta culpa no acidente entre Mark Webber e Sebastian Vettel, que teriam batido no período de safety car por causa de uma freiada brusca do inglês. Sensatamente, a direção de prova absolveu Hamilton após algumas horas de discussão.

Vettel, por outro lado, foi considerado culpado e vai perder dez posições no grid de largada para o Grande Prêmio da China, no próximo domingo. O piloto da Toro Rosso, que admitiu o erro, fazia corrida absolutamente histórica antes de cometer a estúpida bobagem de atingir Webber com o carro de segurança na pista.

Enquanto isso, Vitantonio Liuzzi também recebeu uma punição dos comissários após a corrida de Fuji. Ao que parece, o italiano ultrapassou Adrian Sutil num trecho que estava sob bandeira amarela. Por causa disso, teve 25 segundos debitados no seu tempo total da prova, perdendo o oitavo lugar e aquele que seria seu primeiro pontinho no ano justamente para o alemão da Spyker.

No meio da neblina da pista japonesa, não houve como ver, pela televisão, a irregularidade. A Toro Rosso já anunciou que vai recorrer, mas a tentativa dificilmente dará certo. Em punições como essa, geralmente, não há o que argumentar. De qualquer forma, a irreverente sucursal da Red Bull não abandonou seu proverbial bom-humor em seu comunicado pós-corrida:

"Parecia que havia uma lúz no fim do túnel, mas, na verdade, o que veio foi um trem na contra-mão...".


A McLaren e a Prodrive esperam apenas esclarecimentos da FIA sobre o regulamento técnico de 2008 para sacramentar uma parceria a partir da próxima temporada. Pelo acordo - já admitido pelo chefe do time prateado, Ron Dennis - a estreante usaria chassis, motor e até pilotos da "matriz".

Bruno Spengler e Gary Paffet, protegidos da Mercedes, além de Pedro de la Rosa, piloto de testes da McLaren, são os principais favoritos às vagas da Prodrive. A equipe novata, que vai ser liderada pelo ex-dirigente da Benetton e da B.A.R., David Richards, deve funcionar como uma espécie de equipe "B", não esquecendo de dar a sua "contribuição financeira mensal" à McLaren.

De maneira parecida, a rival Ferrari pensa em comprar a Toro Rosso para transformá-la na sua "filial". A equipe de Vitantonio Liuzzi e Sebastian Vettel, na prática, já funciona abertamente como uma "reserva" da Red Bull, incorporando, inclusive, aspectos técnicos do time das bebidinhas energéticas.

Como protegida da Ferrari, entretanto, a Toro Rosso estaria em condições de dar um salto de performance muito maior. Bom para Vettel e Sebastien Bourdais, pilotos já anunciados para o ano que vem. Os dois possuem enorme potencial e, com um pequeno empurrão da Scuderia, teriam condições de mostrar suas capacidades no pelotão de frente.

Pelo que Vettel fez no Grande Prêmio do Japão e pelo tetra-campeonato de Bourdais na ChampCar, a dupla daria bastante trabalho.


O vídeo do dia não tem nada a ver com automobilismo. Ou tem? Trata-se da estréia do brasileiro Helio Castroneves no popular hit da TV americana Dancing with the Stars. Em dupla com a dançarina campeã da temporada passada do reality show, o bi-campeão das 500 milhas de Indianapolis começou bem, conseguindo a melhor nota da primeira semana:



Julguem por vocês mesmos. Nisso aí, eu não dou palpite... (Detalhe para um dos comentários abaixo do vídeo: "Tenho certeza de que ele vai deixar PORTO RICO (?!?) com muito orgulho!").

Nesta terça, o Blog volta com o grande campeão na lista dos Dez Erros Mais Constrangedores da História. Até agora, muitos internautas já enviaram suas apostas, mas nenhum deles acertou o primeiro colocado no ranking. Ainda dá tempo de pensar mais um pouco! E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

Um duelo para a história

Lembram-se daquela lista dos Dez Maiores Duelos da História? Já ficou ultrapassada. Isso porque, no último fim de semana, quem assistiu ao Grande Prêmio do Japão testemunhou uma das disputas mais bonitas e espetaculares já vistas na Fórmula 1. Os protagonistas, dois nomes da chamada "nova geração": Felipe Massa e Robert Kubica.

Era a última volta e o brasileiro aparecia em sétimo lugar, com o polonês em sexto. Naquela altura, Massa já sabia que as suas derradeiras esperanças de título haviam desaparecido com a vitória certa de Lewis Hamilton. Mas isso não afetou a performance do piloto da Ferrari.

Bem ao seu estilo agressivo, que lhe rendeu o apelido de "Nigel Massa" - uma alusão a Nigel Mansell - o brasileiro foi para cima. O primeiro ataque veio no hairpin, onde o piloto da Ferrari colocou por dentro e chegou a completar a manobra, antes de tomar o troco de Kubica. O polonês recuperou a posição, mas não ficou muito tempo na frente.

Na chicane, Massa freiou no último instante possível e os dois ficaram lado a lado. Depois de um leve toque, Kubica é obrigado a cortar a curva, retornando alguns metros à frente. Fechado pelo piloto da BMW, é a vez de Massa tomar um atalho pela pista no momento seguinte. O duelo atinge seu auge nos três grampos seguintes.

Os dois ficam emparelhados e chegam a se tocar no meio da reta, como se fossem pilotos de Nascar. Kubica, pela segunda vez, sai ligeiramente da pista, antes de perder a posição para Massa na penúltima curva. Pensam que acabou? Ainda não. No grampo que precede a grande reta, o polonês coloca por dentro numa última e desesperada tentativa. A dupla se toca novamente.

Massa vai para a área de escape e pega mais embalo, cruzando a linha de chegada apenas alguns centímetros à frente do polonês. Sensacional. Em meio ao dilúvio de Fuji, Massa e Kubica deram aos fãs do automobilismo uma prova de que a essência do esporte continua viva. Na lista dos Dez Maiores Duelos da História, esse merece lugar cativo, no mínimo, entre os cinco primeiros.

O vídeo completo da disputa está abaixo, dica do blog do Capelli. Aproveite antes que a FOM retire do ar:



Valia apenas um sexto lugar. E daí?

Crédito das fotos: www.youtube.com

Weekend Update - Nascar, GT3 Brasil e Balanço dos Palpites

Confusão e controvérsia foram as palavras mais presentes na 29ª etapa da temporada da Nascar, no oval de Kansas. A prova - terceira da fase final da categoria - começou horas depois do planejado e ainda precisou ser interrompida duas vezes por causa da chuva. O enorme atrasou antecipou o fim da corrida, que aconteceu 57 voltas antes do programado por falta de luz natural.

Quando a direção de prova decretou o encerramento da etapa de Kansas, Greg Biffle liderava o pelotão em bandeira amarela. Mas o piloto do carro 16 não chegou a receber o pano quadriculado porque seu combustível acabou exatamente naquele momento. Mesmo assim, ele foi declarado vencedor, em decisão que desagradou profundamente aos adversários que vieram logo atrás.

Clint Bowyer, aquele que era, na pista, o primeiro colocado, foi irônico: "Ele (Biffle) não cruzou a linha de chegada. Eu achei que isso era necessário...", disse o piloto do carro 07. Jimmie Johnson - palpite do Blog - terminou na terceira colocação e foi outro a reclamar bastante da vitória de Biffle. Na seqüência, completando o top 5, vieram Casey Mears e Jeff Gordon.

A prova de Kansas foi complicada para vários pilotos que disputam a Chase for the Cup, ou seja, o play off da Nascar. Nada menos que sete dos doze classificados para a fase final do campeonato terminaram atrás de Juan Pablo Montoya, que foi apenas o 28º. Alguns tiveram problemas mecânicos, mas a maioria foi vítima dos costumeiros acidentes múltiplos da categoria.

Com os resultados de Kansas, a diferença entre os líderes do campeonato, que era praticamente nula, ficou um pouco mais espaçada. Agora, Jimmie Johnson é o nome que aparece no topo da tabela, com 5506 pontos. Jeff Gordon (5500), Clint Bowyer (5497), Tony Stewart (5389) e Kevin Harvick (5380) vêm logo atrás. Fora da disputa pelo título, Juan Pablo Montoya é o 20º, com 2786.

A próxima corrida da Nascar, já no próximo domingo, 7 de outubro, promete bastante. Vai ser no super-oval de Talladega, famoso pela possibilidade sempre presente de acontecer um big one, ou seja, um acidente que envolva a maior parte do pelotão. A etapa deve marcar a estréia de Jacques Villeneuve, campeão da Fórmula 1 em 1997.


Em Curitiba, a GT3 Brasil realizou a terceira etapa de sua curta história. As provas - originalmente marcadas para Jacarepaguá - foram vencidas pelas duas apostas do Blog: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann e Andreas Mattheis/Xandy Negrão. Ambas as duplas correm com o modelo Lamborghini Gallardo.

Na primeira corrida, Mattheis/Negrão largaram da pole e estavam em segundo lugar quando a má sorte interferiu. Os dois tiveram um pneu furado, caindo para a quinta posição no final. Com os problemas dos rivais, Bonifácio/Feldmann ficaram com o caminho livre para a vitória. Walter Derani/Cláudio Ricci, de Ferrari F340, e Abramo Mazzochi/Ramon Matias, de Dodge Viper, completaram os três primeiros.

Depois do azar na prova inicial, Mattheis/Negrão recuperam-se com estilo na segunda bateria do dia, vencendo com facilidade. Bonifácio/Feldmann foram segundo, seguidos de Derani/Ricci. Uma acidente espetacular de Mazzochi, que recebeu um toque de um retardatário e capotou duas vezes, marcou a corrida. Os pilotos cruzaram a linha de chegada atrás do safety car.

Após a rodada dupla de Curitiba, Bonifácio/Feldmann lideram a tabela do campeonato, somando 56 pontos. Mattheis/Negrão aparecem em segundo, com 43. Na terceira posição, vêm Derani/Ricci, com 36. A próxima etapa da GT3 Brasil é em Interlagos, entre os dias 9 e 10 de novembro.


Desempenho absolutamente espetacular do Blog nas apostas do fim de semana. Se não bastasse a quebra do jejum na Fórmula 1, ainda acertei outros cinco vencedores. Vamos ao Balanço dos Palpites:

A1 GP - Vencedores: África do Sul e Grã-Bretanha. Palpites: Grã-Bretanha (sétimo e primeiro) e Alemanha (sexto e nono)
FÓRMULA 1 - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Lewis Hamilton (primeiro)
Fórmula 3 Inglesa - Vencedores: Marko Asmer e Maro Engel. Palpite duplo: Marko Asmer (primeiro e abandono)
GP2 (corridas) - Vencedores: Vitaly Petrov e Timo Glock. Palpites: Timo Glock (sétimo e primeiro) e Lucas di Grassi (abandono e 13º)
GP2 (campeonato) - Campeão: Timo Glock. Palpite: Lucas di Grassi (vice)
GT3 BRASIL - Vencedores: Paulo Bonifácio/Alceu Felmann e Andreas Mattheis/Xandy Negrão. Palpites: Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann (primeiro e segundo) e Andreas Mattheis/Xandy Negrao (segundo e primeiro)
Nascar - Vencedor: Greg Biffle. Palpite: Jimmie Johnson (terceiro)

A lamentar, apenas, meu erro ao apostar em Lucas di Grassi para o título e a vitória na GP2. No mais, praticamente não havia como ir melhor. Além dos seis acertos (Grã-Bretanha, Hamilton, Asmer, Glock, Bonifácio/Feldmann e Mattheis/Negrão), quase acertei na sempre imprevisível Nascar (Johnson) e tive um desempenho razoável na A1 GP (Alemanha).

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos:
GT3 Brasil - www.gt3.com.br

domingo, 30 de setembro de 2007

Weekend Update - A1 GP e Fórmula 3 Inglesa

Um pouco ofuscada pelo espetacular Grande Prêmio do Japão e pela finalíssima da GP2, a A1 GP abriu a sua temporada 2007/08 neste domingo, no histórico circuito holandês de Zandvoort. Como de costume, as duas baterias da rodada dupla foram realizadas no mesmo dia, uma seguida da outra.

Tanto na Sprint quanto na Feature Race, a disputa por posições foi intensa, embora tenham havido poucas mudanças entre os líderes. No total, 22 nações diferentes tomaram parte no primeiro fim de semana da nova temporada, um número que ainda pode vir a crescer ao longo do campeonato.

Na Sprint Race - a prova mais curta - o time da África do Sul não teve adversários. Desde o início, ficou claro que o representante da equipe, Adrian Zaugg, estava num nível superior ao da concorrência. Largando da pole position, ele liderou de ponta a ponta e não foi ameaçado em nenhum momento.

A França, com Loic Duval, e a Holanda, de Jeroen Bleekemolen, fecharam o podium. Por enquanto, as apostas do Blog não apareciam muito bem. Christian Vietoris, da Alemanha, terminou em sexto, com Olivier Jarvis, representante da Grã-Bretanha, uma posição atrás. Sérgio Jimenez, correndo pelo time Brasil, completou a Sprint Race em 13º.

Horas mais tarde, o pelotão largou de novo para a Feature Race, corrida de maior duração mas com o mesmo peso na pontuação no campeonato. Dessa vez, a vitória ficou com a Grã-Bretanha, que superou a pole position África do Sul nas paradas de box obrigatórias. Completando o podium, veio a Suíça, de Neel Jani. A Alemanha fechou em nono e o Brasil, em 11º.

Com os resultados de Zandvoort, a África do Sul lidera a tabela de classificação, somando 28 pontos. A Grã-Bretanha, com 19, e a França, que tem 18, vêm logo a seguir. Depois da rodada dupla inicial, o Brasil ainda está zerado. Agora, a próxima rodada dupla da A1 GP vai ser no dia 14 de outubro, no circuito checo de Brno.



Enquanto a A1 GP começava sua temporada, a Fórmula 3 Inglesa punha um ponto final no seu campeonato de 2007. Em Rockingham, o tradicional certame encerrou seu calendário com a última rodada dupla do ano. Marko Asmer - campeão antecipado e aposta do Blog - venceu com tranqüilidade a primeira bateria do dia, após sair da pole e liderar de ponta a ponta.

Foi a 11ª vitória do estoniano na atual temporada. Ele foi acompanhado no podium pelo finlandês Atte Mustonen e pelo sueco Sebastian Honenthal. Dos brasileiros, o melhor foi Mario Moraes, em quinto, três posições à frente de Alberto Valério.

Na segunda corrida, Marko Asmer abandonou e deixou livre o caminho para o alemão Maro Engel, que ganhou e garantiu o vice-campeonato. O britânico Sam Bird foi o segundo, com Sebastian Honenthal repetindo o terceiro lugar da primeira prova. Dessa vez, Alberto Valério foi o brazuca mais bem colocado, em sexto. Logo atrás, em sétimo, veio Mario Moraes.

Apesar de ter perdido muito da sua importância nos últimos anos, a Fórmula 3 Inglesa permanece sendo uma das categorias de base mais tradicionais do mundo. Por causa disso, o Blog escolheu acompanhar o campeonato desse ano, vencido com autoridade e brilhantismo por Marko Asmer. Em 2008, o estoniano deve disputar a GP2.

Logo abaixo, a classificação final da temporada da Fórmula 3 Inglesa:

1. ASMER, 293 pts; 2. Engel, 208 pts; 3. Jelley, 183 pts; 4. Bird, 180 pts; 5. Breen, 145 pts; 6. Kennard, 130 pts; 7. Mustonen, 126 pts; 8. Valério, 114 pts; 9. Honenthal, 101 pts; 10. G.Mansell, 79 pts; 11. González, 77 pts; 12. Devany, 54 pts; 13. Guerrieri, 46 pts; 14. Moraes, 43 pts; 15. Martin, 16 pts; 16. Grubmüller, 7 pts; 17. L.Mansell, 2 pts; 18. Chilton, Teixeira, Jackson, Petterson, Castellacci, Ávila, Morgado e Otero, 0 pts.

Nesta segunda, o Blog volta com o resumo das corridas de GT3 Brasil e Nascar, fechando a cobertura do fim de semana na última edição do Weekend Update. Além disso, ainda temos o temido Balanço dos Palpites. E, ao longo do dia, comentários sobre as mais recentes notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Fórmula 3 Inglesa - http://www.fota.co.uk/

Weekend Update - GP2

Não deu para Lucas di Grassi. O piloto brasileiro, que precisava de uma milagrosa combinação de resultados para levar o título da GP2, foi apenas o 13º na segunda bateria da rodada dupla de Valência, disputada neste domingo. A última corrida da temporada 2007 terminou com a vitória de Timo Glock, o mais novo campeão da categoria.

Atrás do germânico, vieram três pilotos da casa: Javier Villa, Andy Soucek e Borja Garcia. Completando a zona de pontuação, que na corrida de domingo vai só até o sexto lugar, apareceram Giorgio Pantano e Luca Filippi. O dia não foi bom para nenhum dos brazucas: Bruno Senna fechou apenas em 14º e Xandinho Negrão não passou de 18º.

Largando da segunda posição, Timo Glock só perderia o título na mais improvável das possibilidades. Com quatro pontos a mais do que Lucas di Grassi - apenas o 22º no grid - e levando vantagem nos critérios de desempate, o alemão precisava apenas de um quarto lugar para fechar a fatura. Mas ele fez muito melhor.

Logo na primeira volta, Glock tomou a ponta de Javier Villa, o pole. Até o fim da corrida, o alemão não seria incomodado, vencendo com enorme facilidade. Além dos seis pontos pelo triunfo, ele ainda levou a bonificação pela volta mais rápida da corrida. O domínio do novo campeão, de fato, foi incontestável.

A bateria não foi das mais emocionantes e teve poucas alterações entre os líderes. Villa, Andy Soucek, Borja Garcia e Giorgio Pantano andaram o tempo inteiro em segundo, terceiro, quarto e quinto, respectivamente. A única mudança aconteceu na luta pelo sexto lugar: Vitaly Petrov, o vencedor da prova de sábado, saiu da pista na volta 20 e perdeu a posição para Luca Filippi.

Lucas di Grassi, por sua vez, ultrapassou vários adversários até chegar ao 13º lugar, já no início da corrida. Infelizmente, o brasileiro não passaria mais disso. Durante toda a corrida, ele ficou preso atrás de Andreas Zuber, companheiro de equipe de Timo Glock. Na pista lenta e apertada de Valência, conseguir uma manobra sobre o austríaco era uma tarefa praticamente impossível.

Na tabela da temporada, Timo Glock levou o título com 88 pontos. Lucas di Grassi ficou com o vice-campeonato, somando 77. Na terceira posição, Giorgio Pantano e Luca Filippi empataram em 59, mas o primeiro levou vantagem nos critérios de desempate. Em quinto, Kazuki Nakajima foi o melhor estreante do ano, com 44. Bruno Senna fechou em oitavo, com 34, e Xandinho Negrão ficou em 20º, com 8.

A seguir, a classificação da corrida de hoje:

1. Timo Glock/Alemanha/iSport, 30 voltas em 40:29.814s
2. Javier Villa/Espanha/Racing Engineering, a 5.474s
3. Andy Soucek/Espanha/DPR, a 7.099s
4. Borja Garcia/Espanha/Durango, a 7.630s
5. Giorgio Pantano/Itália/Campos, a 16.595s
6. Luca Filippi/Itália/Super Nova, a 18.333s
7. Kazuki Nakajima/Japão/DAMS, a 18.565s
8. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, a 19.868s
9. Mike Conway/Inglaterra/Super Nova, a 22.933s
10. Filipe Albuquerque/Portugal/Arden, a 24.898s
13. Lucas Di Grassi/Brasil/ART, a 32.205s
14. Bruno Senna/Brasil/Arden, a 32.392s
18. Alexandre Negrao/Brasil/Minardi by Piquet, a 52.033s

Logo abaixo, o resultado final da temporada 2007 da GP2:

Campeonato de pilotos: 1. GLOCK, 88 pts; 2.Di Grassi, 77 pts; 3. Pantano e Filippi, 59 pts; 5. Nakajima, 44 pts; 6. Villa, 42 pts; 7. Carroll, 36 pts; 8. Senna, 34 pts; 9. Zuber, 30 pts; 10. Garcia, 28 pts; 11. Maldonado, 25 pts; 12. Lapierre, 23 pts; 13. Petrov, 21 pts; 14. Conway, 19 pts; 15. Chandhok, 16 pts; 16. Soucek, 15 pts; 17. Rodríguez, 14 pts; 18. Zaugg, 10 pts; 19. Hirate, 9 pts; 20. Negrão, 8 pts; 21. Buemi, 6 pts; 22. Martinez, 5 pts; 23. Tung e Jimenez, 4 pts; 25. Aleshin, 3 pts; 26. Ammermüller, Pizzonia e Risatti, 1 pt; 29. Viso, Niemela, Albuquerque, Yamamoto, Tahinci, Bakkerud, Pla, Hernandez e Karjalainen, 0 pts.

Campeonato de equipes: 1.ISPORT, 118 pts, 2. ART, 87 pts; 3. Campos, 80 pts; 4. Super Nova, 78 pts; 5. DAMS, 67 pts; 6. Racing Engineering, 51 pts; 7. Arden e Durango, 44 pts; 9. FMS, 37 pts; 10. Trident, 35 pts; 11. Minardi by Piquet, 22 pts; 12. DPR, 15 pts; 13. BCN, 4 pts.

No fim, a GP2 coroou aquele que foi, indiscutivelmente, o melhor piloto do ano. Timo Glock venceu cinco provas - um número bastante superior ao de qualquer outro adversário - e só não confirmou o título antes por causa de uma sucessão de azares. Com um equipamento de reconhecida inferioridade, Lucas di Grassi levou o vice-campeonato. O brasileiro também está de parabéns.

Os italianos Giorgio Pantano e Luca Filippi foram os principais coadjuvantes do ano, tendo conseguido bons resultados quando a má sorte ou o excesso de confiança não interferiram. Kazuki Nakajima, Javier Villa, Adam Carroll e Bruno Senna foram outros destaques da temporada, e já despontam como favoritos para o campeonato de 2008.

O sobrinho de Ayrton fechou o campeonato num bom oitavo lugar, cumprindo basicamente o que dele era esperado. Bruno conseguiu uma sensacional vitória logo na terceira corrida do ano, em Barcelona, mas caiu de rendimento junto com sua equipe. Para a próxima temporada, ele deve se engajar num time melhor estruturado e, aí sim, disputar o título da categoria.

Após formar Nico Rosberg e Heikki Kovalainen em 2005 e Lewis Hamilton e Nelsinho Piquet em 2006, a GP2 confirma sua posição como categoria-escola da Fórmula 1. O campeão Timo Glock tem ótimas chances de fechar com a Toyota para o ano que vem, enquanto o vice Lucas di Grassi deve assinar com a Renault como piloto de testes.

Além deles, Kazuki Nakajima, Karum Chandhok, Roldán Rodríguez e Sebastian Buemi também têm contatos na Fórmula 1, e podem estrear na categoria num futuro próximo. Sem dúvida nenhuma, a GP2 - embora ainda alguns sérios problemas, como o péssimo site e a confusa geração de caracteres na televisão - já se firmou como a mais importante categoria de base do automobilismo mundial.

Até o fim do dia, o Blog volta comentando as corridas de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa, GT3 Brasil e Nascar. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Análise do Grande Prêmio - Fuji/Japão - 30/09/2007

Análise dos pilotos:

Lewis Hamilton
Perfeito em todos os aspectos. Depois deste Grande Prêmio do Japão, o inglês não precisa provar mais nada. Pole, vitória e melhor volta na mais complicada das condições. Genial.
Nota final: 10

Heikki Kovalainen
Valeu a paciência da Renault. Excelente corrida do finlandês. Calmo, cerebral, foi um dos poucos que não cometeram errros. Podium muito merecido.
Nota final: 9

Kimi Raikkonen
Bela corrida. Saiu lá de trás por causa da escolha errada de pneus da Ferrari e foi se recuperando. Na ultrapassagem sobre Coulthard, mostrou que pode ter garra.
Nota final: 8

David Coulthard
Seguro e eficiente. Levou o carro ao final sabendo que conseguiria marcar pontos. Especialista em aproveitar situações como essa, justificou o investimento da Red Bull.
Nota final: 8

Giancarlo Fisichella
Quebrou um jejum de cinco corridas sem ponto. Não cometeu erros ao longo da prova, mas terminou a trinta segundos de distância de Kovalainen.
Nota final: 7

Felipe Massa
Como ele mesmo definiu, corrida "infernal". Além dos problemas de pneu, foi atingido por Wurz e saiu da pista algumas vezes. Mas a vitória na batalha contra Kubica valeu o dia.
Nota final: 7

Robert Kubica
Andou sempre na zona de pontuação, e poderia ter chegado mais à frente se a BMW tivesse sido mais inteligente em sua tática. Protagonizou um duelo espetacular com Massa na última volta.
Nota final: 7

Adrian Sutil
Marcou ponto com uma Spyker, e isso é uma façanha e tanto. Depois dessa, o alemão sobe no conceito dos chefes de equipe. Não merece mais continuar no fraco time laranja.
Nota final: 9

Vitantonio Liuzzi
Perdeu a oitava colocação porque passou Sutil em bandeiras amarelas. Um nono lugar com uma Toro Rosso não é um mal resultado. Nas circunstâncias, porém, derruba a moral de qualquer um.
Nota final: 6

Rubens Barrichello
Em meio à chuva, sua especialidade, fez corrida discreta a sem graça. Chegou atrás de Sutil, por exemplo. A Honda, certamente, esperava mais de Rubinho.
Nota final: 4

Jenson Button
Classificação heróica arruinada por uma manobra otimista demais sobre Heidfeld, logo no início. Caiu para as últimas colocações e não conseguiu recuperar-se.
Nota final: 7

Sakon Yamamoto
Será que ele é tão ruim assim? Sem a menor experiência na chuva, foi até o fim e chegou à frente de Trulli e Sato. Está de parabéns.
Nota final: 7

Jarno Trulli
Andou sempre na rabeira do pelotão. Na casa da Toyota, mal apareceu na televisão. Péssimo resultado, embora o italiano não mereça ficar com toda a culpa.
Nota final: 3

Nick Heidfeld
Foi acertado por Button logo no início. Conseguiu continuar e estava - como de costume - na zona de pontuação. Um problema mecânico a duas voltas do fim estragou sua corrida.
Nota final: 7

Takuma Sato
Correndo em casa, só apareceu quando pegou fogo num de seus pit stops. Largou na última fila e terminou em último dos que completaram.
Nota final: 3

Ralf Schumacher
Bateu na classificação e não fez nada na corrida. A Toyota espera apenas o fim da temporada para mandar o alemão embora. Ralf já deu o que tinha de dar.
Nota final: 2

Anthony Davidson
Foi superado pelos pilotos da Spyker e da Toro Rosso. Ao menos, vinha à frente de Sato quando quebrou a 13 voltas do final.
Nota final: 4

Nico Rosberg
Apareceu bem no sábado, mas a punição por troca de motor comprometeu sua corrida. No meio do bolo, não fugiu das confusões e ficou para trás. Mais tarde, teve um problema elétrico.
Nota final: 6

Sebastian Vettel
Fazia, simplesmente, uma das melhores corridas da história da Fórmula 1. Mas o automobilismo é cruel. Um erro: bobo, estúpido e dispensável, pôs tudo a perder. Vettel não chegou ao fim, mas deixou a sua marca.
Nota final: 9

Mark Webber
Parecia rumo ao seu segundo podium do ano, naquela que talvez fosse a melhor exibição de sua carreira, quando foi tirado da pista por Vettel. O australiano não merece perder a disputa interna para Coulthard.
Nota final: 9

Fernando Alonso
Em batalha direta conta Hamilton, foi incontestavelmente batido pelo inglês. Tentou tirar mais do carro do que podia e bateu forte. Agora, só leva o título se a sua proverbial sorte resolver dar as caras.
Nota final: 5

Alexander Wurz
Uma lástima. Rodou logo quando o safety car deixou a pista, batendo no muro e destruindo o carro. Mais duas corridas e sua carreira na Fórmula 1 está encerrada.
Nota final: 1

Os destaques: Lewis Hamilton, Heikki Kovalainen, Adrian Sutil, Sebastian Vettel e Mark Webber
Os piores: Alexander Wurz, Ralf Schumacher, Jarno Trulli, Takuma Sato e Rubens Barrichello

Análise das equipes:

McLaren
Superou a Ferrari claramente. Tinha tudo para fazer uma dobradinha, mas Alonso jogou tudo fora ao bater sozinho. Por sua vez, Hamilton foi absolutamente perfeito.
Cotação: ****

Ferrari
Perdeu a disputa para a McLaren e cometeu uma pataquada incrível ao colocar seus pilotos com pneus intermediários no início. Errou demais para alguém que quer o título.
Cotação: **

BMW
Pontuaria com seus dois pilotos, mas Heidfeld quebrou no fim. Kubica largou pesado mas fez duas paradas. Se tivesse trocado a tática e visitado o box uma vez só, chegaria mais à frente.
Cotação: **

Renault
Conseguiu o melhor resultado do ano. Kovalainen fez ótima corrida e Fisichella manteve-se na pista. Prepara sua reação em 2008, quando deve voltar bem mais forte.
Cotação: ****

Williams
Fim de semana fraco. Como equipe de um piloto só, perdeu as chances de bom resultado quando Rosberg precisou largar lá de trás. De Wurz, não se pode esperar nada.
Cotação: *

Red Bull
Estava perto de um resultado sensacional, mas Webber foi vítima da inexperiência de Vettel. De qualquer forma, Coulthard chegou ao fim e marcou cinco valiosos pontos.
Cotação: ***

Toyota
Um vexame. Correndo no circuito que é de sua propriedada, a equipe teve uma atuação vergonhosa. Precisa, urgentemente, renovar sua dupla de pilotos.
Cotação: *

Super Aguri
Corrida fraquinha, fraquinha. Dessa vez, seus pilotos perderam até para a dupla da Spyker. E Sato ainda pegou fogo num pit stop.
Cotação: *

Honda
Perdeu uma ótima chance de marcar pontos. Button estragou sua corrida logo no início e Barrichello esteve sempre apático. Que 2008 chegue logo...
Cotação: *

Spyker
Marcou um ponto! E não foi só isso. Seus pilotos andaram à frente de Toyota, Super Aguri, Honda e Toro Rosso. Pelo oitavo lugar, Sutil merece uma estátua na sede da equipe.
Cotação: ****

Toro Rosso
Terminou uma prova promissora sem pontos. Um pecado. Vettel esteve perto de um resultado histórico e Liuzzi só não pontuou porque recebeu uma punição pós-corrida.
Cotação: ***

A destaque: Renault
A pior: Toyota

Análise da corrida:

É só cair uma chuva que a Fórmula 1 se torna empolgante e imprevisível. Apesar do atraso no início, a prova de Fuji foi absolutamente espetacular, com desempenhos marcantes e duelos espetaculares. No melhor deles, Felipe Massa e Robert Kubica, lutando por um ordinário sexto lugar, trocaram de posição ao menos três vezes nas últimas curvas da corrida. Sensacional.
Nível final: Excelente

O melhor momento da prova: O inesquecível duelo entre Felipe Massa e Robert Kubica, nas últimas curvas da corrida.

Análise do campeonato:

Lewis Hamilton colocou uma mão na taça, mas nada está definido. Fernando Alonso e Kimi Raikkonen não têm nada a perder e vão com tudo para as provas finais. O inglês que se prepare. Pode já levar o título antecipado no G.P. da China, mas o Blog duvida. Para mim, o campeonato vai ser decidido em Interlagos.
Nível final: Bom

Em ascensão: Lewis Hamilton, David Coulthard e Adrian Sutil
Em declínio: Fernando Alonso, Nico Rosberg e Mark Webber

Ao longo do dia, o Blog volta comentando as corridas de A1 GP, Fórmula 3 Inglesa, GP2, GT3 Brasil e Nascar. Até mais!

Lewis Hamilton vence na chuva de Fuji e coloca a mão na taça

Nada como uma chuvinha para animar as coisas, não?

O Grande Prêmio do Japão, na madrugada de sábado para domingo, foi um dos melhores dos últimos tempos. Lewis Hamilton venceu uma corrida imprevisível e cheia de alternativas, mostrando de uma vez por todas que não tem mais nada a provar. Com o abandono de Fernando Alonso, que bateu após sofrer aquaplanning, o inglês está muito perto do título no seu primeiro ano na Fórmula 1. Nada mais justo.

Heikki Kovalainen também merece um belo destaque. O finlandês da Renault foi um dos poucos que não cometeram erros em meio ao dilúvio que caía sobre o circuito de Fuji. Acabou recompensando com um merecido segundo lugar. Seu compatriota, Kimi Raikkonen, completou o podium apesar de ter sido prejudicado por uma bobagem inacreditável da Ferrari.

Nas posições seguintes, David Coulthard, Giancarlo Fisichella, Felipe Massa, Robert Kubica e Vitantonio Liuzzi fecharam a zona de pontuação. Todos - sem exceção - estão de parabéns pela performance na mais difícil das condições. O G.P. também teve atuações destacadas de Sebastian Vettel e Mark Webber, que só abandonaram por causa de um acidente estúpido, e de Adrian Sutil, nono com uma Spyker.

Desde que o dia amanheceu, ficou claro que não havia a menor possibilidade de uma corrida com sol. A chuva e a neblina estiveram sempre presentes, embora variassem de intensidade. Consciente dos riscos de uma largada, a direção de prova ordenou que a saída seria feita atrás do safety car. E assim aconteceu. Mas com uma demora que irritou a todos que assistiam.

Foram nada menos que 18 voltas atrás do carro de segurança e mais de 40 minutos de anti-clímax antes que a pista fosse liberada. Nesse meio tempo, a Ferrari cometeu uma pataquada incrível: colocou pneus intermediários em seus carros numa pista praticamente inguiável, no momento em que a chuva começava a apertar ainda mais.

Resultado: Kimi Raikkonen e Felipe Massa chegaram a sair da pista mesmo com o safety car presente. Os dois precisaram trocar para compostos de chuva forte já no início, caindo para as últimas posições. O brasileiro, aliás, ainda precisou cumprir um drive through penalty após ter passado um adversário em bandeira amarela. Provavelmente, por causa da neblina, Massa nem percebeu...

Quando a corrida finalmente começou de verdade, Lewis Hamilton fez ótima largada e manteve a liderança. Atrás de Fernando Alonso, a disputa era intensa. Jenson Button arriscou, de cara, uma manobra otimista sobre Nick Heidfeld e os dois se tocaram. O inglês perdeu o bico e caiu para o fim do pelotão. No meio da confusão, Sebastian Vettel saiu de oitavo para terceiro, com uma atuação simplesmente marcante.

Mark Webber também passou um bando de gente no início, subindo para quarto. Enquanto a dupla da McLaren disparava na frente, Kimi Raikkonen lutava com Ralf Schumacher pelo 11º lugar. Felipe Massa, ao mesmo tempo, não tinha sorte. Primeiro, ele foi atingido por Alexander Wurz. O austríaco rodou, bateu no muro, acertou o brasileiro e, enfim, ficou retido na área de escape.

Mais tarde, Massa ainda precisou sair da pista para evitar um choque com Rubens Barrichello, que havia freiado de forma brusca logo à frente. De forma oposta, nenhum azar parecia afetar a corrida dos pilotos da McLaren, sozinhos na liderança até precisarem fazer seus pit stops. Fernando Alonso parou primeiro, seguido de Lewis Hamilton logo na volta seguinte.

Com isso, Sebastian Vettel, que mantinha um ritmo impressionante, chegou a liderar por várias voltas antes de também visitar aos boxes. Mark Webber tomou a ponta e ficou em primeiro durante um tempo até realizar o seu pit stop. Andando no meio do pelotão, Lewis Hamilton e Fernando Alonso tiveram dois momentos de susto.

Primeiro, o espanhol saiu ligeiramente na pista ao pressionar a Renault de Giancarlo Fisichella. Logo depois, foi a vez do novato-sensação rodar por causa de um toque de Robert Kubica. Apesar de tudo, os dois continuaram sem perder posições. Quando terminou a rodada de paradas, Hamilton voltou para a liderança.

Alonso, porém, perdeu posições para Vettel e Webber. Tentando se recuperar, o bi-campeão cometeu o erro que jogou todo o seu esforço do ano pela janela. Na volta 41, o espanhol sofreu aquaplanning na parte mista do circuito de Fuji. Sua McLaren rodou e bateu com força na barreira de proteção. Não havia o que fazer: Alonso estava fora.

A violência do choque, a princípio, fez temer pelo estado do espanhol. Mas ele saiu andando do carro. Comprometida, apenas, estava a sua candidatura ao título do campeonato. Com Alonso fora, Hamilton precisava somente chegar ao final para ficar com a mão na taça. O safety car entrou na pista e manteve os carros juntos por algumas voltas.

Logo antes do carro de segurança sair, Mark Webber freiou forte demais para aquecer os pneus e Sebastian Vettel, por inexperiência, acertou em cheio o carro do australiano. Os dois, que faziam as melhores corridas de suas carreiras, precisaram abandonar. A cena do jovem alemão, chorando na sua volta aos boxes, foi cruel. Depois de sair da corrida por um motivo tão fútil, Vettel não conseguiu segurar sua frustação.

Ainda restavam cerca de vinte voltas quando a corrida foi reiniciado pela última vez. Lewis Hamilton segurou Heikki Kovalainen - promovido à segundo com os abandonos de Webber e Vettel - e seguiu rumo à vitória com tranqüilidade. O piloto da Renault, por outro lado, teve de resistir à fortíssima pressão de Kimi Raikkonen nos derradeiros momentos para conseguir seu melhor resultado na Fórmula 1.

O terceiro lugar caiu bem para o finlandês da Ferrari. Raikkonen fez belíssima corrida de recuperação, incluindo uma vigorosa ultrapassagem sobre David Coulthard. O escocês, aliás, foi quarto após uma corrida segura e sem erros. De forma semelhante, Giancarlo Fisichella completou em quinto. A luta pela sexta posição, entre Felipe Massa e Robert Kubica, foi espetacular.

Nas últimas curvas, os dois chegaram a trocar de lugar pelo menos três vezes. No fim, Massa venceu o duelo com raça, recebendo a bandeirada apenas alguns centímetros à frente de Kubica. Em oitavo, Vitantonio Liuzzi conquistou o primeiro ponto da Toro Rosso no ano. Apesar do abandono de Vettel, que prometia um resultado de sonho, a filial da Red Bull ainda teve o que comemorar.

Mais uma vez, Adrian Sutil fez boa corrida e, dessa vez, chegou muito perto dos pontos. O nono lugar do alemão foi um pecado. Com o péssimo modelo da Spyker, ele mereceia um pontinho. Falando em carros ruins, aliás, Rubens Barrichello terminou em décimo, perdendo um sétimo lugar nos instantes finais quando a Honda o chamou para uma última parada. Para variar, a equipe japonesa errou na tática.

Com os resultados de Fuji, Felipe Massa saiu de vez da luta pelo campeonato. Agora, apenas três pilotos podem chegar ao título. Com 107 pontos, Lewis Hamilton está pertinho da consagração. Ele tem 12 de vantagem sobre Fernando Alonso, com apenas 20 em jogo. Em terceiro, a 17 do líder, Kimi Raikkonen tem apenas chances remotas.

Antes de concluir, um último comentário: pela primeira vez, o Blog acertou seu palpite para uma corrida da Fórmula 1. Já não era sem tempo...

Edit: Por volta das nove horas da manhã, foi anunciado pela direção de prova que Vitantonio Liuzzi - o oitavo colocado - recebeu 25 segundos a mais no seu tempo total como punição por ter ultrapassado em bandeira amarela. Com isso, Adrian Sutil e a Spyker sobem para o último lugar da zona de pontuação e marcam seus primeiros pontos na Fórmula 1.

A seguir, a classificação do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1:

1. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, 67 voltas em 2h00:34.759s
2. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, a 8.377s
3. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, a 9.478s
4. David Coulthard/Escócia/Red Bull, a 20.297s
5. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, a 38.864s
6. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, a 49.062s
7. Robert Kubica/Polônia/BMW, a 49.285s
8. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, a 1:00.129s
9. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, a 1:20..622s*
10. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, a 1:28.342s
11. Jenson Button/Ingleterra/Honda, a 1 volta
12. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, a 1 volta
13. Jarno Trulli/Itália/Toyota, a 1 volta
14. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, a 2 voltas (não completou - problema mecânico)
15. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, a 2 voltas
16. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, a 12 voltas (não classificado)
Não completaram:
Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, problema mecânico na volta 54
Nico Rosberg/Alemanha/Williams, problema mecânico na volta 49
Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, acidente na volta 46
Mark Webber/Austrália/Red Bull, acidente na volta 46
Fernando Alonso/Espanha/McLaren, acidente na volta 41
Alex Wurz/Áustria/Williams, acidente na volta 19
*= recebeu 25 segundos a mais no tempo total como punição por ter passado em bandeiras amarelas

Logo abaixo, a tabela de pontos dos campeonatos de pilotos e construtores.

Mundial de Pilotos: 1. HAMILTON, 107 pts; 2. Alonso, 95 pts; 3. Raikkonen, 90 pts; 4. Massa, 80 pts; 5. Heidfeld, 56 pts; 6. Kubica, 35 pts; 7. Kovalainen, 30 pts; 8. Fisichella, 21 pts; 9. Rosberg, 15 pts; 10. Wurz e Coulthard, 13 pts; 12. Webber, 10 pts; 13. Trulli, 7 pts; 14. Schumacher, 5 pts; 16. Sato, 4 pts; 17. Button, 2 pts; 18. Vettel e Sutil, 1 pt; 20. Barrichello, Speed, Liuzzi, Davidson, Albers, Winkelhock e Yamamoto, 0 pts.

Mundial de Construtores: 1. FERRARI, 170 pts; 2. BMW, 93 pts; 3. Renault, 51 pts; 4. Williams, 28 pts; 5. Red Bull, 23 pts; 6. Toyota, 12 pts; 7. Super Aguri, 4 pts; 8. Honda, 2 pts; 9. Spyker, 1 pt; 10. Toro Rosso e McLaren*, 0 pts.
*= A McLaren perdeu todos os pontos no Mundial de Construtores pelo seu envolvimento num caso de espionagem industrial.

A Fórmula 1 volta à pista já no próximo domingo, com o Grande Prêmio da China, em Shangai. Pela manhã, o Blog retorna com a seção Análise do Grande Prêmio, dissecando tudo o que aconteceu na corrida de Fuji. E, ao longo do dia, os relatos da finalíssima da GP2 e das provas de A1GP, Fórmula 3 Inglesa, GT3 Brasil e Nascar. Até mais!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/