terça-feira, 9 de outubro de 2007

Williams confirma Kazuki Nakajima para o Grande Prêmio do Brasil

Não durou muito a minha esperança de ver Nelsinho Piquet fazendo sua estréia na Fórmula 1 pela Williams no próximo Grande Prêmio do Brasil. Na manhã desta terça, a equipe inglesa anunciou o piloto de testes Kazuki Nakajima como substituto do austríaco Alexander Wurz, que se aposentou subitamente após o último G.P. da China.

Herdeiro de Satoru - ex-piloto de Lotus e Tyrrel entre 1987 e 1991 - Kazuki Nakajima começou sua carreira no automobilismo em 2002, aos 17 anos de idade, quando estreou na Fórmula Toyota. No ano seguinte, o jovem piloto venceu o campeonato e, desde então, nunca mais deixou de receber o apoio da montadora.

Em 2004 e 2005, Nakajima correu na Fórmula 3 Japonesa, onde conseguiu quatro vitórias e um vice-campeonato. Com os bons resultados, ele subiu para a Fórmula 3 Européia, terminando o certame do ano passado em sétimo lugar, com um triunfo. Na atual temporada, o japonês competiu com destaque na GP2, fazendo seis podiuns e ganhando o título de "novato do ano".

A ligação de Nakajima com a Williams teve início em novembro de 2006, quando a equipe inglesa - pressionada pela Toyota, sua fornecedora de motores - contratou o japonês como piloto de testes. Desempenhos rápidos e consistentes ajudaram Nakajima a superar a desconfiança inicial de parte do time, que passou a ver nele uma futura promessa.

Agora, sua promoção a titular gera uma situação curiosa. Pela segunda vez na história - a outra foi com Damon Hill e Jacques Villeneuve, na própria Williams, em 1996 - uma equipe tem dois herdeiros de ex-pilotos formando sua dupla titular. Vale lembrar que o companheiro de Nakajima, Nico Rosberg, é filho do campeão mundial de 1982, Keke. Em pensar que o outro candidato à vaga, Nelson Angelo Piquet, também é de segunda geração...

No fim, a opção da Williams foi a mais óbvia e sensata. Apesar da minha torcida por Nelsinho, reconheço que a equipe inglesa está certa em escolher Nakajima como substituto de Wurz. O japonês - fortíssimo candidato a titular do time de Frank Williams em 2008 - vai ter a chance de vivenciar pela primeira vez um fim de semana completo de Fórmula 1, já preparando-se para o ano que vem.

A Nelsinho, resta esperar pela decisão da Renault...

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

(Um recado para o internauta Guilherme: sua sugestão de comparar a decisão da atual temporada com a de 1986 está guardada. Eu escreveria o post hoje, mas fiquei sem tempo. Amanhã falo sobre o assunto!)

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: Os Dez Acidentes Mais Espetaculares da História - Número 8

Continuamos, hoje, nossa saga pelos maiores acidentes já vistos na Fórmula 1. Na quinta passada, inauguramos a lista com um post especial, que apresentou logo de cara os números 10 e 9 do ranking. A partir de agora, porém, vamos em frente no ritmo normal:

OITAVO COLOCADO - Derek Warwick no Grande Prêmio da Itália de 1990

Em meados de 1990, a Lotus - outrora uma das equipes mais poderosas e respeitadas do pelotão - já havia caído em completa decadência. Para desespero de seus fãs, o time tornou-se figura carimbada nas últimas posições do grid. Lutar por vitória, infelizmente, passou a ser um sonho distante.

Naquela triste temporada para a história da equipe, a Lotus praticamente desapareceu das transmissões da Fórmula 1. Só era notada quando tomava volta dos líderes ou quando algo de espetacular acontecia com seus titulares, Derek Warwick e Martin Donnely.

Quando assinou com a Lotus para 1990, Warwick corrigiu uma "injustiça" que, para muitos jornalistas britânicos, prejudicou de forma providencial a sua carreira. Quatro anos antes, ele quase fechou acordo com a equipe, mas foi barrado pelo então primeiro piloto da Lotus, Ayrton Senna.

A história do "veto" nunca foi totalmente digerida pelos que torciam por Warwick, embora ele próprio tenha entendido o gesto de Senna. O brasileiro, como era de se esperar, não desejava dividir as atenções com um piloto inglês como a Lotus. Warwick precisou se contentar com o "não" da equipe, tendo de retroceder na carreira.

Em 1987, correu a maior parte da temporada como substituto de Elio de Angelis na Brabham. O italiano, tragicamente, havia falecido num acidente em testes privados na pista de Paul Ricard. O ano não foi de muito sucesso para Warwick, assim como os três seguintes, em que ele correu pela Arrows. Finalmente, em 1990, o inglês voltou a ter esperanças de bons resultados quando assinou com a Lotus.

A temporada, porém, seria extremamente decepcionante. Foram apenas três pontos marcados e um número enorme de falhas mecânicas. Warwick praticamente não era notado nas corridas. No único momento em que saiu da escuridão, protagonizou um dos acidentes mais sensacionais da história.

O palco foi a pista de Monza, onde foi realizou o 12º Grande Prêmio da temporada de 1990 da Fórmula 1. No grid, nada indicava que aquela corrida seria a mais notória de Warwick no ano. Ele encontrava-se apenas na 12ª posição, a mais de três segundos do pole position, Ayrton Senna.

A largada aconteceu sem maiores problemas, assim como o resto da primeira volta. No meio do pelotão, Warwick ganhou uma posição e passaria em 11º na reta de chegada. Passaria. De repente, na saída da curva Parabólica, tudo deu errado para o inglês.

Até hoje, não ficou claro se algo quebrou na Lotus de Warwick ou se ele cometeu algum erro grosseiro. Certo mesmo é que o carro escapou para fora da pista em altíssima velocidade. O inglês bate na barreira de proteção e imediatamente virou de cabeça para baixo, deslizando graciosamente pelo circuito de Monza.

Alguns segundos depois, a Lotus estacionou no meio da pista e Warwick, para espanto geral, saiu andando do carro, com uma tranqüilidade impressionante. O carro ficou todo destruído mas o inglês, por algum motivo, permaneceu impassível. O relato desses momentos está no livro Vivendo nos limites, do Dr. Sid Watkins, o médico que atendeu Warwick após o acidente:

Warwick não somente não teve ferimentos, como ficou completamente imperturbável (...) Quando fui examiná-lo para ver se estava em condições de voltar à pista, seu pulso e pressão sangüínea eram normais, não tinha um pingo de suor e as mãos não tremiam minimamente. Nós, os médicos que lhe observavam, fomos obrigados a concluir que ele estava em melhores condições do que nos próprios!

De fato, Warwick nada sofreu. Mas guardou lembranças, digamos, curiosas daquela batida. Três anos depois do encontro com o muro de Monza, o inglês voltou a sofrer um grave acidente. Agora, em Hockenheim, na Alemanha. Mais uma vez, Sid Watkins foi quem atendeu Warwick, e conta como foi:

Warwick teve uma aventura na brita de Hockenheim (...) O mais interessante foi quando o levei ao Centro Médico e encontrei brita em ambos os canais auditivos. Quando mostrei a ele, eu disse: "Olha, estes são os seus miolos!", no que Warwick negou veementemente: "Reconheço essa brita! É de Monza em 1993!".

Brincadeira ou não, o fato é que o acidente de Warwick no G.P. da Itália de 1990 ficou marcado. Por sorte, o inglês não sofreu ferimentos, ao contrário de seu companheiro na Lotus, Martin Donnely, que quase veio a falecer num fortíssimo acidente nos treinos do G.P. da Espanha. A batida de Donnely, que traumatizou a Fórmula 1 na época e encerrou a carreira do pobre piloto na categoria, não teve a menor graça.

Por ter completamente destruído o carro num acidente em alta velocidade e numa das curvas mais famosas do mundo, por ter deslizado uma centena de metros com o carro em pedaços enquanto os outros pilotos precisavam desviar, e por ter representando o mais notável momento do ano para ele e sua tradicional equipe, Derek Warwick leva o oitavo lugar na lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da História.

O vídeo da pancada, que inclui toda a primeira volta daquela corrida, está a seguir. A batida ocorre na marca de 2:12:



A seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com o número sete da nossa lista. E hoje, ao longo do dia, o Blog retorna comentando as principais notícias do dia. Até amanhã!

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Derek Warwick - http://www.wildsoft.ru/
Acidente I a IV - http://www.youtube.com/

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Nelsinho Piquet pode estrear na Fórmula 1 já no G.P. Brasil

Apenas um dia após ter tido sua aposentadoria noticiada pela imprensa, Alexander Wurz veio a publico confirmar os rumores de que não corre mais na Williams nem na Fórmula 1 em 2008. Mais do que isso: o austríaco surpreendeu ao anunciar que já não participa do próximo G.P. da temporada, o último do ano, em Interlagos.

O grande favorito para substituir Wurz é o japonês Kazuki Nakajima, piloto de testes da Williams e ótimo conhecedor do carro da equipe. Considerando o local da corrida e o enorme apelo de seu sobrenome, porém, Nelsinho Piquet corre por fora e também tem chances de participar do Grande Prêmio do Brasil, daqui a duas semanas.

É óbvio que a principal possibilidade é a de que Nakajima seja o piloto do carro número 17 na corrida de Interlagos. Mas a hipótese de Nelsinho ganhar uma oportunidade na Williams é tentadora demais para deixar de figurar no título do post. Mesmo reconhecendo ser pouco provável, o Blog torce por uma estréia antecipada do herdeiro da família Piquet, exatamente à frente de sua torcida.

Seria uma chance ideal para Nelsinho. A Williams, atualmente, é uma equipe que se aproxima mais da frente do que da rabeira do pelotão, embora o desempenho de Nico Rosberg e Alexander Wurz não tenha sido nada bom no Grande Prêmio da China. De qualquer maneira, Nelsinho correria sem grande pressão, e com muito mais a ganhar do que a perder.

Caso a Renault e Flavio Briatore concordassem com o acordo, restaria saber se a Williams teria interesse em contar com Piquet. A resposta, dessa vez, é prática: com Nelsinho, a equipe inglesa contaria com muito mais publicadade. Para a Petrobrás - uma das parceiras mais antigas do time de Frank Williams - seria um negócio extremamente vantajoso.

Mais uma vez, reforço que a possibilidade de Nelsinho estrear pela Fórmula 1 já no G.P. do Brasil é, no mínimo, improvável. Aliás, se tivesse de apostar, diria que a Williams escolhe Kazuki Nakajima para a tarefa. Mesmo assim, fica a torcida e a esperança de que a equipe inglesa seja sensata. Sem patriotismo barato e ufanista, mas Nelsinho vale muito mais a pena do que o japonês.

Será que a Williams, pressionada pela Toyota, precisa contar mesmo com Nakajima?


O furo é do Mario Bauer, que escreve o excelente GPInsider: Timo Glock já assinou contrato com a Toyota e será um dos titulares da equipe japonesa em 2008. Campeão da recém-encerrada temporada da GP2, o alemão chegou a um acordo de dois anos para substituir seu compatriota Ralf Schumacher a partir do ano que vem.

A negociação, como eu já havia deduzido, foi facilitada por Bernie Ecclestone. O chefão da FOM, afinal de contas, idealizou a GP2 e tem interesse em ver os melhores pilotos da categoria com prestígio na busca de vagas na Fórmula 1. Será que Lucas di Grassi também vai receber um empurrãozinho do todo-poderoso Bernie?

Voltemos a Glock: embora eu viesse apostando na ida do alemão para a Toyota, veio como uma surpresa, para mim, a notícia do acordo. Isso porque, logo hoje, o presidente da divisão de Fórmula 1 da montadora japonesa, John Howett, afirmou à agência Sport Informations Dienst que o time nipônico teria interesse em contratar Fernando Alonso, caso o espanhol realmente saísse da McLaren.

Mas, pelo visto, as palavras de Howett são papo furado. Nessa altura, Glock já deve ter assinado com a Toyota. A fonte é de confiança e, pela lógica, o alemão seria mesmo a escolha mais provável da equipe japonesa. Quando as duas partes confirmarem o acordo, o escriba do Blog vai abrir um sorriso. Alguém lembra da minha previsão lá do início de julho, quando eu apostei em Glock na Toyota antes que qualquer boato aparecesse?

Pois é, ao menos um palpite eu já acertei...


E continua a guerrinha inútil e desgastante envolvendo a McLaren e a mídia espanhola. A última dos jornalistas da terra de Fernando Alonso foi um pouco mirabolante: o bi-campeão estaria sendo sabotado dentro de sua própria equipe, que estaria fazendo de tudo para privilegiar o protegido Lewis Hamilton.

Sinceramente? Não dá para levar muito a sério. Se, de fato, Alonso perdeu tempo em sua volta de classificação por causa de um erro na calibragem dos pneus - como garantem alguns jornais espanhóis - isso não passa de uma bobagem feia, mas possível da parte McLaren e da Bridgestone. Nessa altura, só um fã cego de Alonso poderia acreditar numa teoria da conspiração contra o bi-campeão.

Vamos ser razoáveis: a McLaren já está sendo dirigida por Ron Dennis há mais de vinte anos. Durante esse tempo, a equipe ganhou uma reputação - seriamente abalada pelo caso de espionagem, é verdade - de séria e profissional. Apesar de tudo o que aconteceu neste ano, não consigo acreditar na idéia de sabotagem contra Alonso.

Nesta segunda, Ron Dennis discutiu com um jornalista espanhol no meio de entrevista, depois que este insinuou repetidamente que a McLaren poderia estar favorecendo Lewis Hamilton. Também hoje, o presidente da FIA, Max Mosley, pediu a um comissário que investigasse o episódio do erro de calibragem nos compostos de Alonso.

A história de sabotagem pode até ser balela. Mas já está dando o que falar.


O vídeo do dia é uma dica do sempre atento Jairo Maragato. Dessa vez, ele manda o acidente múltiplo ocorrido ontem na última etapa da Nascar, em Talladega. Tudo começou quando o veterano Bobby Labonte sofreu uma quebra repentina e perdeu o controle do carro, batendo em Kyle Busch e iniciando uma reação em cadeia:



Nesta terça, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando o número oito na lista dos Dez Acidentes Mais Espetaculares da Históira. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Confirmado: Wurz se aposenta no fim do ano e Williams tem uma vaga aberta para 2008

Em meio a todas as emoções do Grande Prêmio da China, quase passou batida a confirmação da aposentadoria de Alexander Wurz. A decisão do austríaco de 33 anos - na Fórmula 1 desde 1997 - foi anunciada pelo site Autorsport no último domingo. Agora, está garantido que a Williams tem, ao menos, uma vaga aberta para a próxima temporada.

Ao longo de seus dez anos na principal categoria do automobilismo mundial, Wurz passou por tres equipes: Benetton, McLaren e Williams. No início de sua carreira, o austríaco era considerado uma estrela em potencial: logo em sua terceira corrida, por exemplo, conseguiu um podium. Com o tempo, porém, a promessa foi ficando pelo caminho.

Entre 1998 e 2000, Wurz foi titular da Benetton, participando de todas as corridas da temporada. Mas após um período apagado - em que foi constantemente batido pelo companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella - o austríaco acabou dispensado. Pensando em seguir os passos de Olivier Panis, que revitalizou sua carreira como piloto de testes da McLaren, Wurz assinou para a mesma função no time prateado.

Só que a tentativa não deu muito certo, e ele precisou esperar mais seis anos para voltar a ter uma oportunidade. Enfim, no início deste ano, a Williams anunciou Wurz como um de seus titulares, ao lado de Nico Rosberg. Ao longo da temporada, o austríaco conseguiu ótimos desempenhos em Mônaco, no Canadá e na Alemanha, mas foi constantemente batido pelo companheiro de equipe.

O anúncio de sua aposentadoria, portanto, não é surpreendente. Em 2008, Wurz deve até continuar na Williams como piloto de testes, mas o seu posto de titular vai ficar vazio. Já nessa altura, há uma fila de candidatos para a vaga. Os favoritos, por enquanto, são Kazuki Nakajima, Adrian Sutil e Nelsinho Piquet. A Williams, porém, sabe aprontar surpresas.

Dos nomes que vêm sendo cotados, o de Nakajima é o mais forte. Como piloto de testes da equipe inglesa, acumulou bastante experiência e quilometragem. Sutil e Piquet, porém, também aparecem com destaque em especulações da imprensa. Por fim, a situação pode ficar ainda mais aberta se Nico Rosberg - comentado como possível substituto de Fernando Alonso na McLaren - realmente sair da Williams.

Um candidato que não vem sendo considerado mas que teria uma ligação óbvia com a equipe inglesa é o brasileiro Lucas di Grassi. Na última temporada da GP2, ele mostrou ser o tipo de piloto preferido de Frank Williams: rápido, consistente e pouco sujeito a erros. Considerando o lobby que a Petrobrás poderia exercer, deixo a pergunta: por que não?

Pelo visto, a Williams só deve tomar suas decisões após o encerramento do campeonato da Fórmula 1, daqui a duas semanas, com o Grande Prêmio do Brasil. Até lá, os jornais vão ter um prato cheio para especular à vontade. A temporada de boatos ainda está longe de terminar.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

Weekend Update - Nascar, Fórmula Truck e Balanço dos Palpites

O tetra-campeão Jeff Gordon não se intimidou com sua 34ª posição no grid e venceu, neste domingo, a etapa de Talladega da Nascar, após brilhante corrida de recuperação. O piloto do carro 24 - aposta do Blog - liderou apenas uma das 188 voltas da prova. Justamente a última. Ele superou seu companheiro de equipe, Jimmie Johnson, na linha de chegada.

Esse foi o quinto triunfo de Gordon no ano. Com a vitória, ele chegou à ponta do campeonato pela primeira vez desde o início do play off. Segundo colocado ontem, Johnson perdeu a liderança da tabela de pontos, mas ainda está perto de seu companheiro de equipe. A luta pelo título da Nascar, por enquanto, vai se tornando uma disputa caseira entre os dois pilotos da Hendrick.

A terceira posição da etapa de Talladega ficou com Dave Blaney, que conseguiu o melhor resultado da Toyota na atual temporada. Denny Hamlin e Ryan Newman completaram o top 5. Juan Pablo Montoya terminou numa boa 15ª e o estreante Jacques Villeneuve contentou-se em levar o carro até o fim. O canadense fechou em 21º, último entre os que receberam a bandeira quadriculada na volta do líder.

Como sempre, a corrida em Talladega foi marcada pela expectativa de um big one, acidente múltiplo que envolve grande parte do pelotão. Dessa vez, ele veio na volta 144, quando Bobby Labonte sofreu uma quebra repentina e perdeu o controle do carro. Ele atingiu Kyle Busch e causou uma reação em cadeia. No total, onze pilotos bateram.

Com os resultados deste domingo, Jeff Gordon lidera o campeonato com 5690 pontos. Jimmie Johnson aparece em segundo, com 5681, seguido por Clint Bowyer (5627), Tony Stewart (5536) e Kevin Harvick (5488). Juan Pablo Montoya está em 20º, com 2904. Para conquistar o título de "novato do ano", o colombiano precisa bater David Ragan, que vem duas posições atrás, com 2801.

A próxima etapa da Nascar, marcada para o próximo dia 13, é no Lowe's Motor Speedway. Agora, faltam apemas seis corridas para o encerramento da temporada.


O palpite do Blog e líder do campeonato, Felipe Giaffone, venceu neste domingo a sétima etapa da temporada da Fórmula Truck, em Curitiba. Com esse que foi seu quarto triunfo do ano, o ex-piloto da IRL ampliou ainda mais sua vantagem na tabela de pontos, e já pode conquistar o título de forma antecipada na próxima corrida da categoria, em Campo Grande.

Companheiro de equipe de Giaffone, Renato Martins fez a dobradinha da Volkswagen. Ele superou o vice-líder da temporada, Roberval Andrade, na disputa pelo segundo lugar. O piloto da Scania, por sua vez, precisou se contentar com a terceira colocação. Na seqüência, completando o podium, vieram Geraldo Piquet, da Mercedes, e Leandro Totti, da Ford.

Quem roubou a cena em Curitiba foi Fabiano Brito, que sofreu fortíssimo acidente depois que seu acelerador travou. Ele passou por cima de uma placa de publicadade - que ficou presa no seu pára-brisa - e chocou-se de forma violante contra a barreira de proteção. O caminhão da Scania virou de cabeça para baixo mas, apesar de tudo, Brito saiu andando.

Depois da etapa de Curitiba, Felipe Giaffone lidera o campeonato da Fórmula Truck com 124 pontos. Roberval Andrade vem na segunda posição, somando 101. Apesar de ter abandonado a prova de ontem, Wellington Cirino permanece em terceiro, com 76. A próxima corrida da categoria - a penúltima da temporada - acontece em Campo Grande, no dia 11 de novembro.


Um belo desempenho do Blog nas apostas do fim de semana. Em seis possibilidades, foram três acertos, resultando num ótimo aproveitamento de 50%. Sem perder mais tempo, vamos ao Balanço dos Palpites:

FÓRMULA 1 - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Fernando Alonso (segundo)
Fórmula Truck - Vencedor: Felipe Giaffone. Palpite: Felipe Giaffone (primeiro)
Mundial de Rally - Vencedor: Sebastien Loeb. Palpite: Sebastien Loeb (primeiro)
Mundial de Turismo - Vencedores: Yvan Muller e Jordi Gene. Palpites: James Thompson (terceiro e terceiro) e Jörg Müller (17º e 15º)
Nascar - Vencedor: Jeff Gordon. Palpite: Jeff Gordon (primeiro).

No total, matei três ganhadores (Giaffone, Loeb e Gordon), incluindo o da sempre imprevisível Nascar. De resto, foram dois palpites que passaram perto (Alonso e Thompson) e apenas um completamente furado (Müller). Está de bom tamanho.

Ao longo desta segunda, o Blog volta comentando as principais notícias do dia. Até mais!

Crédito das fotos:
Fórmula Truck - www.formulatruck.com.br

domingo, 7 de outubro de 2007

Weekend Update - Mundial de Rally e Mundial de Turismo

Pelo terceiro ano consecutivo, a vitória no Rally da Espanha é de Sebastien Loeb. Neste domingo, o francês - palpite do Blog - confirmou seu favoritismo e faturou a edição 2007 da etapa espanhola, triunfando com 13.8s de vantagem para seu companheiro na Citröen, o piloto da casa Daniel Sordo.

Principal adversário de Loeb no campeonato, Marcus Grönholm venceu sete das dezoito especiais do Rally da Espanha. Mesmo assim, o finlandês da Ford não passou de terceiro, a quase quarenta segundos de seu rival. Mikko Hirvonen, também da Ford, veio a seguir, na quarta posição.

Atrás do Citröen do belga François Duval, Petter Solberg foi o melhor representante da Subaru. O norueguês - campeão mundial em 2003 - fechou na sexta posição. Na seqüência, o finlandês Jari-Matti Latvala, da Ford, e o australiano Chris Atkinson, da Subaru, completaram a zona de pontuação.

Com os resultados do Rally da Espanha, Sebastien Loeb encurtou sua distância para Marcus Grönholm na tabela do campeonato. O finlandês, que soma 96 pontos, ainda é o líder, mas Loeb já está colado, com 90. Em terceiro, com 74, Mikko Hirvonen é o único outro piloto que se aproxima da dupla que vem dominando o Mundial de Rally neste ano.

A seguir, a classificação final do Rally da Espanha.

1. Sebastien Loeb/França/Citröen, 3h22:50.5s
2. Daniel Sordo/Espanha/Citröen, a 13.8s
3. Marcus Grönholm/Finlândia/Ford, a 39.8s
4. Mikko Hirvonen/Finlândia/Ford, a 1:25.8s
5. François Duval/Bélgica/Citröen, a 2:28.7s
6. Peter Solberg/Noruega/Subaru, a 2:54.1s
7. Jari-Matti Latvala/Finlândia/Ford, a 3:38.2s
8. Chris Atkinson/Austrália/Subaru, a 4:22.4s
9. Xavier Pons/Espanha/Subaru, a 5:04.1s
10. Henning Solberg/Noruega/Ford, a 10:32.2s

Ainda faltam quatro etapas para o encerramento da atual temporada do Mundial de Rally. Como cada vitória vale 10 pontos, ainda há 40 em jogo. Agora, a próxima parada é o Rally da França, território de Sebastien Loeb, entre os dias 12 e 14 de outubro.


Em Monza, o Mundial de Turismo realizou sua décima e penúltima rodada dupla do campeonato deste ano. O fim de semana foi ótimo para o francês Yvan Muller, da SEAT, que venceu a primeira bateria, fez um quinto lugar na segunda e empatou em pontos com o líder da tabela de classificação, o inglês Andy Priaulx, da BMW.

Na corrida inicial, Muller largou da pole position e ganhou de forma apertada, recebendo a bandeirada apenas dois décimos à frente do seu companheiro de equipe, o espanhol Jordi Gene. Uma das minhas apostas, o britânico James Thompson, da Alfa Romeo, completou o podium.

O trio principal da BMW, que lidera o campeonato por equipes, não foi nada bem. Ao terminar em sétimo, o brasileiro Augusto Farfus Jr. foi o melhor representante da marca. O alemão Jörg Müller - meu outro palpite do fim de semana - não passou de 17º, enquanto Andy Priaulx abandonou após se envolver num acidente na primeira volta.

Na bateria final do dia, com grid invertido entre os oito primeiros, Jordi Gene saiu da sétima posição na largada para vencer pela primeira vez no ano. O italiano Nicola Larini, da Chevrolet, foi segundo. Atrá dele, James Thompson repetiu o resultado da corrida inicial e voltou a ser terceiro.

Augusto Farfus Jr. largou do segundo lugar e tinha boas possibilidades de vitória, mas bateu com o italiano Gabriele Tarquini, da SEAT, ainda na primeira volta. Dos pilotos da BMW, o único que chegou ao fim foi Jörg Müller, num fraco 15º. Andy Priaulx, mais uma vez, não recebeu a bandeira quadriculada.

Com os resultados de Monza, Priaulx e Yvan Muller estão empatados na tabela do campeonto, com 81 pontos. A batalha pelo título está basicamente entre os dois, embora outros quatro pilotos ainda tenham chances matemática de levar o troféu de campeão: Augusto Farfus Jr. (71), James Thompson (69), Jörg Müller (66) e Nicola Larini (61).

A última rodada dupla da temporada do Mundial de Turismo será nas ruas de Macau, no dia 18 de novembro. Nesta segunda, o Blog volta com a última edição do Weekend Update, com os relatos das etapas de Nascar e Fórmula Truck, além do Balanço dos Palpites. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do dia. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Mundial de Rally - www.rally-live.com
Mundial de Turismo - www.fiawtcc.com

Análise do Grande Prêmio - China/Xangai - 07/10/2007

Análise dos pilotos:

Kimi Raikkonen
Corrida perfeita. Uma vitória para coroar um fim de semana em que o finlandês foi realmente o melhor. Por todos os acontecimentos extra-pista, é o preferido de muita gente para o título.
Nota final: 10

Fernando Alonso
Brilhou sua estrela mais uma vez. Incrível como a sorte do espanhol nunca o abandona. Agora, Hamilton que se cuide. Alonso, embora claramente isolado na McLaren, vai com tudo para Interlagos.
Nota final: 8

Felipe Massa
Perdeu a disputa com Alonso pelo segundo lugar e terminou num apagado terceiro. Sem dúvidas, por mais que digam o contrário, foi o menos forte piloto do "G4" na temporada.
Nota final: 6

Sebastian Vettel
Com uma Toro Rosso, não havia como conseguir melhor resultado. Uma semana depois do inferno de Fuji, deu a volta por cima e mostrou que, definitivamente, é alguém especial.
Nota final: 10

Jenson Button
Belíssima prova do inglês. Mostrou a sua habilidade natural em pista escorregadia e contou com uma tática inteligente da Honda - quem diria! - para subir ao quinto lugar.
Nota final: 9

Vitantonio Liuzzi
Uma sexta posição conseguida na raça após segurar Heidfeld, nas últimas quinze voltas, com um carro bastante inferior. É um piloto que não merece ser esquecido pela Fórmula 1.
Nota final: 9

Nick Heidfeld
Fim de semana difícil. Sofreu duas quebras na sexta e classificou-se numa posição abaixo da média no sábado. Na corrida, um desempenho mediano. Faltou vontade para superar Liuzzi.
Nota final: 6

David Coulthard
O escocês teve um ótimo desempenho na classificação, mas perdeu tempo ao trocar para pneus de seco antes do ideal. Mesmo assim, ainda salvou um merecido pontinho.
Nota final: 7

Heikki Kovalainen
Prova complicada. Com um carro inguiável, foi sendo sucessivamente superado na primeira metade da prova. Cometeu vários pequenos erros, mas ainda assim chegou perto dos pontos.
Nota final: 6

Mark Webber
Tentou dar o pulo do gato ao ser o primeiro a trocar para pneus de seco, mas a tática não deu muito certo. Está prestes a perder a disputa interna para Coulthard, embora dê uma goleada em classificações.
Nota final: 6

Giancarlo Fisichella
Seu único bom momento em Xangai foi uma agressiva ultrapassagem sobre Button, quando o inglês havia acabado de sair dos boxes. De resto, nada de especial. Chegou atrás de Kovalainen mais uma vez.
Nota final: 4

Alex Wurz
Dessa vez, foi combativo. Completou apenas em 12º, mas não foi tão mal assim. Se tivesse optado por uma parada só, poderia ter conseguido um resultado bem melhor.
Nota final: 5

Jarno Trulli
Pelo segundo G.P. consecutivo, teve um desempenho bem abaixo do esperado. Foi mal na classificação e não chegou nem perto dos pontos na corrida. Tem contrato até o fim de 2008. Depois disso...
Nota final: 4

Takuma Sato
Largou lá atrás e fez o que pôde com a sua capenga Super Aguri. Ao menos não cometeu erros e se manteve longe de acidentes, ao contrário de Davidson.
Nota final: 5

Rubens Barrichello
Muito fraco. Mal na classificação, bateu com Davidson no início e terminou uma volta atrás de Button. Pela primeira vez na carreira, vai passar um ano inteiro sem marcar pontos.
Nota final: 2

Nico Rosberg
Vinha no bolo quando uma saída de pista arruinou sua corrida. De qualquer maneira, dificilmente conseguiria alguma coisa.
Nota final: 4

Sakon Yamamoto
Para os seus padrões, um bom desempenho. Chegou a andar na frente de Sutil no início, e levou o carro até o fim sem cometer nenhum erro de nota. Cumpriu seu papel.
Nota final: 5

Robert Kubica
Pela primeira vez, tinha uma chance real de vitória. Era o líder, já tendo feito a sua única parada, quando um problema de câmbio encerrou sua corrida. Uma pena. Seria, no mínimo, segundo.
Nota final: 9

Lewis Hamilton
Enfim, errou. Justamente quando não podia. Se levar o troféu de campeão, ninguém vai lembrar da pataquada na entrada dos boxes. Caso contrário, porém, ela ficará marcada na carreira do inglês.
Nota final: 3

Ralf Schumacher
Agora que já teve confirmada sua saída da Toyota, resolveu acelerar. Saiu da pista três vezes, mas fez uma corrida elogiável. Pela primeira vez em muito tempo, mostrou determinação.
Nota final: 6

Adrian Sutil
Um acidente forte e estranho, dentro do pit lane, pôs fim à corrida do alemão. Antes disso, porém, ele já vinha mal, sentindo dificuldades inclusive para bater Yamamoto.
Nota final: 3

Anthony Davidson
Voltou a superar Sato na classificação, mas o acidente com Barrichello logo na segunda volta estragou a sua corrida. Vai passear em Interlagos e depois curtir as férias.
Nota final: 4

Os destaques: Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Jenson Button
Os piores: Rubens Barrichello, Adrian Sutil e Lewis Hamilton

Análise das equipes:

McLaren
Um erro imperdoável ao hesitar em chamar Hamilton para um parada urgente de troca de pneus. Mais do que nunca, está clara a torcida pelo inglês dentro da equipe. Alonso foi segundo e ninguém comemorou.
Cotação: **

Ferrari
Teve o melhor carro do fim de semana. Só não fez a dobradinha porque precipitou-se na tática de Massa. Por sua vez, Raikkonen fez corrida irrepreensível e conquistou a 200ª vitória da história da equipe vermelha.
Cotação: ****

BMW
Sofreu, ao todo, três quebras no fim de semana. Incluindo a que tirou Kubica da corrida quando o polonês liderava e tinha uma chance real de vitória. Ao menos, Heidfeld salvou dois pontinhos.
Cotação: **

Renault
Deixou de marcar pontos pela primeira vez no ano, o que nem importa muito. Nessa altura, a Renault já está completamente concentrada no carro do ano que vem.
Cotação: **

Williams
Não adaptou-se à pista de Xangai e teve um dos piores fins de semana do ano. Assim como a Renault, só tem olhos para 2008.
Cotação: *

Red Bull
Muito bem na classificação. Poderia ter pontuado com os dois carros, mas a tática de trocar para pneus de seco antes do pelotão não rendeu. De qualquer forma, ainda pontuou com Coulthard.
Cotação: ***

Toyota
Ralf conseguiu uma ótima posição no grid e era um dos principais animadores da prova até abandonar. Por outro lado, Trulli foi burocrático e praticamente não apareceu.
Cotação: **

Toro Rosso
Antes de Xangai, a equipe havia conseguido um único ponto em 33 corridas de história. No G.P. da China, marcou oito. Melhor, impossível. Merece a nota máxima.
Cotação: *****

Honda
O quinto lugar de Button deve ser dividido entre o piloto, que não cometeu erros, e a equipe, finalmente acertando na tática. Barrichello teve péssimo desempenho, mas o time nem notou.
Cotação: ****

Super Aguri
Se não bastasse a lentidão do carro, ainda foi ultrapassada pela Honda em pontos. Agora, resta trabalhar recuperar-se em 2008. Em Interlagos, a equipe não deve conseguir muita coisa.
Cotação: *

Spyker
Alegria de equipe pequena dura pouco. Uma semana após marcar seu primeiro pontinho em Fuji, o time laranja voltou à lanterna moral no Mundial de Construtores com o pulo da Toro Rosso.
Cotação: *

A destaque: Toro Rosso
A pior: Spyker

Análise da corrida:

O Grande Prêmio da China não foi espetacular como a corrida de Fuji, há uma semana. De qualquer forma, passou longe de ser monótono. Robert Kubica poderia ter aprontado uma surpresa, mas quebrou quando liderava. O pelotão intermediário teve lutas animadas, com destaque para o trenzinho de Heikki Kovalainen. Mas nada superou o erro de Lewis Hamilton, que mudou a história da prova e do campeonato.
Nível final: Bom

O melhor momento da prova: A incrível bobeada de Lewis Hamilton, que saiu na pista na entrada dos boxes e deixou aberta a luta pelo título.

Análise do campeonato:

Apesar de todos os acontecimentos extra-pista, o campeonato de 2007 é especial. Pela primeira vez desde 1986, três pilotos chegam à finalíssima com chance de levar o troféu de campeão. Hamilton ainda é o favorito, mas Alonso vai para o tudo ou nada no G.P. do Brasil. E Raikkonen, terá condições de conseguir uma virada histórica? Certo, mesmo, é que Interlagos vai ferver.
Nível final: Excelente

Em ascensão: Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Jenson Button
Em declínio: Lewis Hamilton, Ralf Schumacher, Takuma Sato e Adrian Sutil

Ao longo do dia, o Blog volta comentando os resultados de Fórmula Truck, Nascar, WRC e WTCC. Até mais!

Kimi vence G.P. da China, Alonso é segundo e Hamilton abandona. Título está aberto de novo

A chuva dá, a chuva tira. No Grande Prêmio da China, disputado nesta madrugada de sábado para domingo no gradioso circuito de Xangai, Lewis Hamilton esteve com a vitória e o título nas mãos. Um erro inacreditável, porém, causou o abandono do inglês - o primeiro em sua curta carreira na Fórmula 1 - e voltou a abrir o campeonato, que será decidido entre três pilotos no G.P. do Brasil, em Interlagos.

Kimi Raikkonen ganhou pela quinta vez na temporada, tornando-se o maior vencedor do ano e retornando à briga pelo título. Fernando Alonso foi o segundo e agora está a apenas quatro pontos de Hamilton na tabela de classificação. A seguir, Felipe Massa completou o podium, com o impressionante Sebastian Vettel terminando logo atrás, num sensacional quarto. Rubens Barrichello fez prova apagada e não passou de 15º.

O tufão Krosa, que deve chegar à cidade de Xangai na noite deste domingo, não fechou o tempo como o esperado. Ao contrário da tempestade que se pronunciava, o G.P. da China teve apenas uma fina garoa que apareceu pouco antes da saída e permaneceu quase que durante toda a primeira metade da corrida. A pista ficou úmida - não exatamente molhada - de modo que os pilotos largaram com pneus intermediários.

Antes da prova, Lewis Hamilton chegou a escapar quando se dirigia ao grid, na volta de instalação. Ele rodou na curva inicial do circuito e deu um susto na McLaren. Sem dramas, porém, o inglês retornou à pista e alinhou o carro na posição de honra, a pole position. Na largada, de forma até tranqüila, Hamilton saiu bem e segurou a liderança.

Os quatro primeiros, aliás, mantiveram suas colocações, embora Fernando Alonso tivesse chegado a ultrapassar Felipe Massa antes de tomar o troco do brasileiro. Ao fim da primeira volta, a classificação era Hamilton-Raikkonen-Massa-Alonso, situação que não mudou até a rodada inicial de paradas.

Se entre os líderes não havia luta por posições, a batalha era intensa no pelotão intermediário. Logo na segunda volta, Rubens Barrichello e Anthony Davidson se encontraram. Ambos saíram da pista e perderam muito tempo, estragando suas corridas. Outro que acabou prejudicado já no início foi Ralf Schumacher, que rodou na largada e caiu para a rabeira do pelotão.

A Renault de Heikki Kovalainen simplesmente não rendia e ele foi ficando para trás, formando um trenzinho atrás de si. Sebastian Vettel foi o primeiro a superar o finlandês, passando para a nona posição. Mais tarde, Kovalainen ainda perderia posições para Jarno Trulli, Jenson Button e até Ralf Schumacher, que fazia bela corrida de recuperação.

Quando a primeira rodada de pit stops começou, Lewis Hamilton parecia absoluto. Com uma distância superior a cinco segundos para Kimi Raikkonen, o inglês fez sua parada e manteve a liderança depois que todos fizeram suas visitas ao box. A pista ameaçava secar, mas pequenas pancadas de chuva impediam que os pilotos trocassem para pneus de seco.

Numa dessas vezes em que a garoa apertou, Adrian Sutil perdeu o controle de sua Spyker dentro do pit lane e bateu forte, destruindo seu carro. Quase ao mesmo tempo, Ralf Schumacher rodou ao se tocar com Vitantonio Liuzzi, que havia acabado de fazer sua parada. O alemão da Toyota voltou à corrida, mas abandonaria logo depois após sair da pista pela terceira vez no dia.

Na volta 23, Mark Webber foi o primeiro a arriscar pneus de pista seca. Não demorou muito e ficou claro que a opção do australiano era acertada. Alexander Wurz, por exemplo, chegou a cravar a volta mais rápida da corrida assim que calçou compostos macios. Dos líderes, quem mais se aproveitou foi Robert Kubica, que retardou sua parada, fez a troca para secos e colocou combustível para ir até o fim.

Foi aí que a história do campeonato começou a mudar. Primeiro, Fernando Alonso alcançou Felipe Massa e ultrapassou o brasileiro, que tinha enormes dificuldades com pneus intermediários gastos. O bi-campeão passou para terceiro, mas precisaria tirar uma diferença muito grande para chegar nos dois líderes.

Lá na frente, Kimi Raikkonen foi à caça de Lewis Hamilton. O inglês também sofria horrores com sua McLaren, praticamente inguiável depois que os pneus acabaram. Na 28ª volta, Raikkonen tomou a liderança de Hamilton, que fez de tudo para segurar a ponta. O esforço em manter a liderança, aliás, foi fatal para o piloto da McLaren.

Pouco depois, o pneu traseiro esquerdo de Hamilton dechapou. No momento em que ia sendo ultrapassado por Alonso, o inglês rumou para o box. Então, incrivelmente, o novato-sensação errou o cálculo, entrou forte demais e não conseguiu fazer a curva para entrar no pit lane. Resultado: Hamilton foi para a brita e de lá não saiu, abandonando uma corrida pela primeira vez no ano e em sua carreira.

É claro que a McLaren do inglês estava em situação complicada. Mesmo assim, Hamilton errou duplamente: ao defender-se, sem necessidade, de forma muito agressiva dos ataques de Kimi Raikkonen, gastando os pneus excessivamente, e ao hesitar em fazer a troca assim que percebeu que os compostos não rendiam mais bem.

Com o abandono do inglês, Robert Kubica foi promovido à ponta. O polonês não precisaria mais parar e tinha, pela primeira vez, uma chance real de levar a BMW à vitória. Infelizmente, Kubica não teve muito tempo para curtir seu momento de glória. Um problema mecânico - provavelmente de câmbio - encerrou de forma precoce a corrida do polonês, quando ele liderava com quatro segundos de vantagem para Raikkonen.

Assim, o finlandês da Ferrari voltou ao primeiro lugar, de onde não mais sairia. Fernando Alonso ainda tentou um ataque nas quinze voltas finais, sem muito sucesso. O espanhol fechou em segundo, com Felipe Massa em terceiro. Sebastian Vettel, em exibição de gala, foi o "melhor do resto" ao completar em quarto, com uma tática inteligente e uma pilotagem perfeita saindo do 17º lugar do grid.

Outro que merece elogios é Jenson Button, que fechou em quinto e conseguiu o melhor resultado do ano com a Honda. Vitantonio Liuzzi - marcando seus primeiros pontos do ano - Nick Heidfeld e David Coulthard completaram a zona de pontuação. Na última volta, Felipe Massa estabeleceu a melhor volta da corrida, pouco consolo para quem é o único do "G4" a chegar em Interlagos sem chances de título.

Com os resultados do G.P. da China, a situação do campeonato lembra bastante a de 1986, derradeira vez em que três pilotos alcançaram a finalíssima do campeonato ainda com chances de levar o troféu de campeão. Assim como naquela oportunidade, o líder e principal favorito é um inglês: antes era Nigel Mansell, agora é Lewis Hamilton.

As coincidências não páram por aí: Fernando Alonso é o bi-campeão ofuscado pelo companheiro de equipe novato, papel cumprido em 1986 por Nelson Piquet. Por fim, Kimi Raikkonen é o "intruso", assim como era Alain Prost há vinte e um anos. Daquela vez, o título acabou com o francês. Será que vai dar Raikkonen?

Hamilton soma 107 pontos, contra 103 de Alonso e 100 de Raikkonen. Traduzindo: o inglês leva o troféu se terminar em segundo. Para ser campeão, Alonso precisa vencer e torcer para que seu companheiro na McLaren seja terceiro ou pior. As chances de Raikkonen são ainda mais difíceis: o finlandês tem de ganhar em Interlagos e contar com, no máximo, um terceiro de Alonso e um sexto de Hamilton para levar o título.

A chuva, que havia colocado o campeonato nas mãos do inglês depois do G.P. do Japão, voltou a abrir a disputa pelo troféu de campeão após a corrida de Xangai. Não fossem os problemas com seus pneus intermediários e Hamilton, provavelmente, já estaria comemorando o título. Agora, porém, o suspense persiste até o G.P. Brasil, em Interlagos, no dia 22 de outubro. Com certeza, vai ser uma decisão espetacular.

Logo abaixo, a classificação do Grande Prêmio da China

1. Kimi Raikkonen/Finlândia/Ferrari, 56 voltas em 1h37:58.395s
2. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, a 9.806s
3. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, a 12.891s
4. Sebastian Vettel/Alemanha/Toro Rosso, a 53.509s
5. Jenson Button/Inglaterra/Honda, a 1:08.666s
6. Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso, a 1:13.673s
7. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW, a 1:14.224s
8. David Coulthard/Escócia/Red Bull, a 1:20.750s
9. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, a 1:21.186s
10. Mark Webber/Austrália/Red Bull, a 1:24.685s
11. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, a 1:26.683s
12. Alex Wurz/Áustria/Williams, a 1 volta
13. Jarno Trulli/Itália/Toyota, a 1 volta
14. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, a 1 volta
15. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, a 1 volta
16. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, a 2 voltas
17. Sakon Yamamoto/Japão/Spyker, a 3 voltas
Não terminaram:
Robert Kubica/Polônia/BMW, Problema mecânico na volta 33
Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, Saída de pista na volta 30
Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, Rodada na volta 25
Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, Acidente na volta 24
Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri, Problema Mecânico na volta 11

A seguir, a tabela de pontos dos campeonatos de pilotos e construtores:

Mundial de Pilotos: 1. HAMILTON, 107 pts; 2. Alonso, 103 pts; 3. Raikkonen, 100 pts; 4. Massa, 86 pts; 5. Heidfeld, 58 pts; 6. Kubica, 35 pts; 7. Kovalainen, 30 pts; 8. Fisichella, 21 pts; 9. Rosberg, 15 pts; 10. Coulthard, 14 pts; 11. Wurz, 13 pts; 12. Webber, 10 pts; 13. Trulli, 7 pts; 14. Vettel e Button, 6 pts; 16. Schumacher, 5 pts; 17. Sato, 4 pts; 18. Liuzzi, 3 pts; 19.Sutil, 1 pt; 20. Barrichello, Speed, Davidson, Albers, Winkelhock e Yamamoto, 0 pts.

Mundial de Construtores: 1. FERRARI, 186 pts; 2. BMW, 94 pts; 3. Renault, 51 pts; 4. Williams, 28 pts; 5. Red Bull, 24 pts; 6. Toyota, 12 pts; 7. Toro Rosso, 8 pts; 8. Honda, 6 pts; 9. Super Aguri, 4 pts; 10. Spyker, 1 pt; 11. McLaren*, 0 pts. *= A McLaren perdeu todos os pontos no Mundial de Construtores pelo seu envolvimento num caso de espionagem industrial.

Ao longo do dia, o Blog volta com a seção Análise do Grande Prêmio, falando de tudo o que aconteceu em Xangai, além dos comentários sobre as corridas de Fórmula Truck, Nascar, WRC e WTCC. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

sábado, 6 de outubro de 2007

A horas da largada para o Grande Prêmio da China, nuvens escuras tomam Xangai

Já é praticamente impossível fazer sol durante o Grande Prêmio da China. A apenas algumas horas da largada no Autódromo Internacional de Xangai, nuvens negras já tomaram a cidade e parece questão de tempo até que comece a chover. Os pilotos que se preparem porque, dessa vez, vai vir muita água.

Para quem não sabe, o tufão Krosa, que passou por Taipei fazendo bastante estrago, está prestes a alcançar Xangai. A previsão é que ele chegue à cidade no início da noite de domingo. Depois, portanto, do G.P. da China, que tem largada marcada para as 3 horas da matina em Brasília. Mesmo assim, a possibilidade de chuva durante a corrida já é gigantesca.

Como sempre o Blog separa dois sites para que o querido leitor possa acompanhar o clima no outro lado do mundo:

- Neste aqui, temos a previsão do tempo completa e atualizada para diferentes horários do domingo em Xangai. Às 2 da tarde - hora da corrida - a possibilidade está em 95%. Por enquanto, ainda não chove, mas isso deve mudar a qualquer momento.

- Nesta página, temos uma webcam instalada no centro comercial de Xangai. O local é um pouco distante da região do autódromo - 28 quilômetros, para ser mais preciso - mas dá uma boa idéia do clima instável da cidade. Nesse exato momento, o céu está ameaçador.

Se chover, quem se dá melhor? Fiz a mesma pergunta na semana passada, e apostei em Lewis Hamilton para a vitória em Fuji. Deu certo. Agora, porém, a situação é bem diferente. Largando de quarto, Fernando Alonso não tem nada a perder. Uma corrida em pista molhada, portanto, parece bem mais jogo para o bi-campeão.

Vai que Hamilton - quem sabe? - não comete um erro e sai da prova? Isso pode até acontecer, mas lembre-se que a pista de Xangai tem áreas de escape exageradamente grandes, dando aos pilotos a chance de quase sempre voltar à corrida. De qualquer forma, um G.P. em pista molhada é imprevisível. Hamilton que se cuide, porque tudo pode acontecer.

Meu maior temor, nesse momento, é que a chuva seja tão grande que cause o atraso ou o adiamento da prova. Na história da Fórmula 1, nunca houve um cancelamento em virtude do mau tempo, mas corridas já foram bastante atrapalhadas por causa do clima ruim. Um caso notório foi o de Fuji, na semana passada, quando o safety car permanceu na pista por quarenta minutos.

Se no G.P. do Japão o carro de segurança já ficou todo esse tempo em atividade, imagine como não seria em Xangai? Uma corrida sob ameaça de tufão, vamos admitir, é muito perigosa. Nem todos os pilotos têm experiência ou habilidade suficientes para disputar uma prova nessas condições extremas. É claro que eu desejo que o G.P. aconteça sem atraso nenhum, mas sei que isso poderia ser uma irresponsabilidade.

Como diria o cara de Tropa de Elite, "vai dar m****, eu tô sentindo isso!".



A exatamente duas semanas do Grande Prêmio do Brasil, o Autódromo de Interlagos passou na vistoria final da FIA e já está pronto para receber a Fórmula 1. Nesta terça, oito carros de uma certa F-Brasil 1600 e um do Troféu Maserati andaram pela pista e aprovaram o novo asfalto do circuito, que foi inteiramente recapeado.

Ao mesmo tempo, a equipe médica, liderada pelo Doutor Dino Altmann, também realizou o ensaio geral de resgate em caso de acidente grave. A simulação transcorreu sem maiores problemas. Agora, como disse o diretor de prova do G.P. Brasil, Carlos Montagner, "só falta chegarem os carros da Fórmula 1".

O Grande Prêmio Brasil de 2007 marca a 35ª edição da etapa brasileira, no calendário da principal categoria do automobilismo mundial desde 1973. Uma história longa e que ainda vai se prolongar por vários anos, já que o Autódromo de Interlagos renovou contrato com a Fórmula 1 até 2014, segundo divulgou há algumas semanas o jornal Folha de São Paulo.

Apesar do novo acordo, o G.P. do Brasil continua em baixa com o poderoso Bernie Ecclestone. Numa entrevista recente ao jornalista Lívio Oricchio, do Estado de São Paulo, o chefão da FIA disse que "a estrutura da prova brasileira é a pior do campeonato" e que ela só continua no calendário porque "tenho um amigo que vive dizendo que o Brasil é o país do futuro".

De fato, Interlagos não é nada se comparado aos complexos ultra-modernos de Bahrein, Sepang e Shanghai, por exemplo. Na verdade, o G.P. do Brasil só continua na Fórmula 1 por dois motivos: é uma de apenas duas corridas nas Américas e representa uma das nações com maior tradição na categoria. Ainda bem que Bernie Ecclestone - às vezes tão criticado - sabe reconhecer esses fatores.

Nem sempre, como se vê, o chefão da FOM é guiado apenas por dinheiro...



O francês Sebastien Loeb continua firme na ponta do Rally da Espanha. Após os estágios deste sábado, o piloto da Citröen - aposta do Blog - mantém-se na frente com 12.8s de vantagem para o seu companheiro de equipe, o espanhol Daniel Sordo. O principal adversário de Loeb no campeonato, Marcus Grönholm, da Ford, permanece na terceira colocação, a 43.6s do líder.

Enquanto isso, em Curitiba, a Fórmula Truck definiu seu grid para a etapa de amanhã. O pole position é o líder do campeonato e palpite do Blog, Felipe Giaffone, da Volkswagen. Ele é seguido por Roberval Andrade, da Scania, e por Jonatas Borlenghi, também de Volkswagen. A prova desse domingo tem largada marcada para as 14:00 de Brasília, com transmissão ao vivo da BAND.

No super-oval de Talladega, a Nascar também realizou seu treino classificatório para a corrida de amanhã. A Toyota dominou o grid, emplacando cinco pilotos nas primeiras seis posições, incluindo o veterano Michael Waltrip, o pole, e o surpreendente estreante Jacques Villeneuve, sexto colocado. Juan Pablo Montoya é o 22º, enquanto Jeff Gordon - minha aposta - aparece apenas em 34º.

Por fim, o francês Yvan Muller, da SEAT, cravou a pole para a primeira bateria da rodada dupla do WTCC em Monza. O brasileiro Augusto Farfus Jr. aparece em sexto, enquanto seu principal adversário na luta pelo título, o inglês Andy Priaulx, larga de 13º. Ambos são da BMW. Meus palpites estão em oitavo (James Thompson, da Alfa Romeo) e décimo (Jörg Müller, da BMW).


A Alfa Romeo dominou a Fórmula 1 nos longíquos anos de 1950 e 1951. Mais tarde, tentou uma volta à categoria que terminou num retumbante fracasso. Desde então, está afastada da competição. Mesmo assim, o vídeo do dia é uma propaganda da montadora italiana, estrelada pela deslumbrante Catherine Zeta Jones. Não tem muito a ver com Fórmula 1, mas vale a conferida:



Antes que eu me esqueça, a dica é do internauta Luiz Augusto.

Ao longo deste domingo, o Blog volta comentando o Grande Prêmio da China, incluindo a seção Análise do G.P., e as provas de Fórmula Truck, Nascar, WRC e WTCC. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Chuva e Shanghai - http://www.gpupdate.net/
Simulação da equipe médica - http://www.estadao.com.br
Bernie Ecclestone - http://www.everyminutenews.com/
Sebastien Loeb -
http://www.rally-live.com/
Jacques Villeneuve - http://www.nascar.com/

Alonso desabafa e insinua que Hamilton é o preferido da McLaren

Agora, Fernando Alonso não esconde mais sua irritação. Horas depois do treino classificatório para o Grande Prêmio da China - em que não passou de um fraco quarto lugar - o espanhol desabafou numa longa e reveladora entrevista a jornalistas de seu país. Sem economizar nas acusações, o bi-campeão reclamou do tratamento recebido na McLaren e insinuou que Lewis Hamilton é, sim, o piloto preferido do chefe do time prateado, Ron Dennis.

- Eu esperava muito mais da equipe. Olhando de fora, a McLaren tem uma imagem diferente, séria e profissional. Mas a verdade é que evoluímos neste ano e eu não venho sendo tratado como deveria - falou Alonso, que também bateu forte em Ron Dennis - Não dá para confiar num chefe que tem um relacionamento quase paternal com seu companheiro de equipe.

Como era se esperar, durou pouco o "cessar fogo" entre Alonso e Dennis. Revoltado com a grande desvantagem para Lewis Hamilton na classificação - "Não sei como perdi esses seis décimos" - Alonso tratou de ir à imprensa e deixar clara toda a sua irritação com a postura da McLaren. Com o título praticamente perdido, só restou mesmo ao bi-campeão a estratégia de usar a mídia para colocar pressão no inglês.

Apesar de todas as suas declarações, Alonso fez questão de afirmar que, se Hamilton vencer o campeonato, seria uma conquista "merecida". Mesmo assim, o espanhol não deixou de atacar a absolvição do inglês no caso das manobras atrás do safety car em Fuji. "Os pilotos têm uma opinião, mas os comissários têm outra. Então, é como se estivéssemos falando com as paredes", resmungou o bi-campeão.

A duas corridas do fim do campeonato, com 12 pontos de desvantagem para Hamilton, Alonso está em situação dramática na disputa pelo título. Com o decepcionante desempenho no treino classificatório, então, o espanhol passou a precisar de um milagre para ser campeão. Não veio como nenhuma surpresa, portanto, a entrevista bombástica que ele deu na tarde deste sábado em Xangai.

Dono uma personalidade extremamente competitiva, Alonso está sentindo dificuldades em digerir a predileção natural da McLaren por Hamilton. Suas palavras foram bastante pesadas e aumentam ainda mais a crise no ambiente da equipe. Enganam-se, porém, aqueles que acreditam que o espanhol já jogou a toalha. Se ele admitiu a perda do título, é tudo jogo de cena. Como Alain Prost, por exemplo, chegou a fazer com Ayrton Senna em 1988.

Enquanto tiver uma chance, Alonso vai concentrar-se cegamente na tentativa de vencer o campeonato.

Crédito das fotos: www.gpupdate.net