sexta-feira, 22 de junho de 2007

Wurz: por que a Williams insiste nele?

Frank Williams tratou, hoje, de colocar panos quentes nas histórias que envolviam trocas de piloto em sua equipe. Recentemente, foi noticiado que o finlandês Heikki Kovalainen assumiria a vaga de Alexander Wurz. Como conseqüência, Nelson Ângelo Piquet seria o novo titular na Renault.

Segundo Frank, tudo teria começado quando Flavio Briatore deu-lhe uma caroninha em seu jatinho particular. A imprensa, cujo trabalho de apuração deve ter sido magnífico, tratou de espalhar o boato que, a princípio, soava convincente. Entretanto, não passava de mais uma ladainha de Paddock.

O mais provável, por mais que muita gente torça contra (inclusive eu), é que a Williams mantenha seus dois pilotos no ano que vem. Nico Rosberg vem fazendo uma temporada muito boa, embora esteja, em pontos, atrás de seu companheiro. O alemão certamente é um daqueles que ainda têm um bom espaço para evolução. No seu caso, trata-se de um importante ponto positivo, a não ser descartado.

Por sua vez, Alexander Wurz não parece, a princípio, estar mal ao ponto de merecer uma demissão. Perto de Ralf Schumacher ou Cristijan Albers, por exemplo, seu trabalho pode ser considerado soberbo. Olhando por esse lado, certamente não é o pior piloto no grid de Fórmula 1.

Entretanto, a impressão passada é que a Williams está gastando tempo com alguém que, pura e simplesmente, não é bom suficiente. A equipe inglesa tem uma certa gratidão com Wurz, é verdade. O austríaco foi piloto de testes do time e é, reconhecidamente, um excelente acertador de carros. Mas será só isso que deveria contar?

A realidade é outra. Basta fazer uma análise superficial, e chega-se à conclusão de que tem muita gente melhor do que ele. Muitos que mereciam uma chance e, até agora, não ganharam. Entre aqueles que me vêm rapidamente à cabeça, Sebastien Bourdais, Timo Glock, Gary Paffet ou o próprio Nelsinho Piquet são só alguns exemplos.

O austríaco é um piloto sem apelo junto ao público e dono de um nível mediano, irritantemente mediano. Não há como ter totais garantias de que Rosberg está fazendo mesmo um bom trabalho. Seu companheiro não é uma boa referência. Será que, de repente, a Williams tem um carro ótimo mas não sabe, por que seus titulares não o aproveitam?

Essa pergunta poderia ser respondida, se Frank Williams e Patrick Head colocasse alguém com mais capacidade ao lado de Nico Rosberg. Pelo visto, porém, os dois pilotos devem permanecer até o fim de 2008. Uma pena para todos que torcem por uma renovação da Fórmula 1.

Seria muito mais interessante ver um nome jovem e não testado no segundo carro da Williams. Mas isso não deve acontecer, por enquanto. O tempo de Alexander Wurz já passou. Azar, então, da equipe dele se ela não percebe o desperdício que tem em suas mãos.

Apesar de tudo, o austríaco é, sim, digno de respeito. Do contrário, nunca teria passado sucessivos anos como piloto de testes, primeiro da McLaren, depois da Williams. A verdade, porém, é que estar nesse cargo não é referência para nada.

Ou vocês acham que a Ferrari , um dia, coloca Luca Badoer como piloto titular?
Sexta-feira de treinos na MotoGP, DTM e ChampCar.

Em Donington Park, Daniel Pedrosa foi o mais rápido na segunda sessão e conseguiu a pole provisória, depois de um dia afetado pela chuva. Os onze mais velozes a seguir:

1. Daniel Pedrosa//Espanha/Repsol Honda, 1:43.870
2. Nicky Hayden/Estados Unidos/Repsol Honda, 1:44.344
3. Chris Vermeulen/Austrália/Rizla Suzuki, 1:44.371
4. Colin Edwards/Estados Unidos/Fiat Yamaha, 1:44.445
5. Anthony West/Austrália/Kawasaki, 1:44.498
6. Casey Stoner/Austrália/Ducati Marlboro, 1:44.513
7. John Hopkins/Estados Unidos/Rizla Suzuki, 1:44.716
8. Randy de Puniet/França/Kawasaki, 1:45.158
9. Marco Melandri/Itália/Honda Gresini, 1:45.684
10. Valentino Rossi/Itália/Fiat Yamaha, 1:45.718
11. Alex Barros/Brasil/Pramac d`Antin, 1:46.100

A grande surpresa do treino foi Anthony West, recém-contratado pela Kawasaki para substituir o francês Olivier Jacque, que acabou de anunciar sua aposentadoria. O australiano foi quarto. Uma posição atrás dele ficou o líder do campeonato, Casey Stoner.

Ao final do primeiro dia, Valentino Rossi terminou apenas em décimo. Nada para se desesperar. A chuva afetou os tempos, e, amanhã, The Doctor deve reagir. Continuo colocando minhas fichas nele para essa prova na Inglaterra.

Por sua vez, Alexander Barros foi o décim0-primeiro. O brasileiro está confiante e disse, mais tarde, que ainda há espaço para melhoras. Amanhã, deve subir até, mais ou menos, oitavo. Posição em que parece sempre ficar, aliás.

Em Cleveland, no sensacional circuito do Burke Airport, adivinhem quem foi o melhor? Ganha uma barrinha de chocolate de avião quem chutou Sebastien Bourdais. Para variar, o francês sobrou nos treinos da ChampCar, sendo o único a andar na casa de 56 segundos na curta pista localizada dentro de um aeroporto. Será que um outro piloto como, digamos, Alexander Wurz, conseguiria fazer igual?

Por fim, a DTM encerrou o seu primeiro dia de atividades no histórico circuito de Norisring com o canadense Bruno Spengler na frente. O piloto da Mercedes, entretanto, foi só quatro milésimos mais rápido que o segundo, o francês Alexandre Prémat, primeiro entre a turma de Audi. E eu, que tinha chutado Gary Paffet como vencedor, me ferrei: o inglês foi só décimo-terceiro entre vinte pilotos. Entretanto, ficou só a quatro décimos do líder.
Repercutiu essa história de sabotagem na Ferrari, hein? A impressão que fica é a de que a equipe não se preparou direito para a transição pós-Schumacher, mesmo sabendo que o alemão, mais cedo ou mais tarde, deixaria as pistas. Agora, está pagando pela guerra de egos na alta cúpula italiana.

3 comentários:

Roberto disse...

Não acho o Wurz tão ruim assim. Em 1998, quando estreiou pela Benetton, se não me engano correu até contra o Schumacher em Mônaco. Tudo bem que ele não fazia nenhuma corrida a muito tempo, mesmo assim acho que ele merece tanto uma vaga quanto vários outros pilotos que querem pilotar na Fórmula 1.

Anônimo disse...

podia colocar o Nelsinho no lugar dele...

Aline disse...

Acho que gratidão é a palavra certa.

Podiam dar um cargo pra ele na fábrica :D