segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O retorno de Schumacher... será que agora vai?

Michael Schumacher está de volta.

Ao menos, é isso o que informam a conceituada revista alemã Focus e o respeitado jornal inglês Daily Mirror.

Não é mera especulação. O retorno do alemão já é, nessa altura, uma hipótese bastante provável.

Mas ainda é cedo para comemorar - ou lamentar, dependendo do ponto de vista - a presença de Schumacher no grid de 2010.

Há alguns meses, quando Massa foi tirado de combate e a Ferrari precisou encontrar um substituto, o heptacampeão já mostrou que realmente tem vontade de voltar à Fórmula 1.

Na época, não teve condições de sentar no cockpit de Massa e precisou cancelar (ou adiar?) o retorno às pistas.

Mas agora a situação é outra. E Schumacher pode assinar com a Mercedes para 2010.

Seria uma voltas às origens para o alemão, que iniciou sua carreira na Fórmula 1 apoiado pela montadora de Stuttgart.

O heptacampeão já provou que ainda tem motivação para correr na categoria.

A capacidade técnica também continua ali - uma prova disso foi a fácil vitória que Schumacher conquistou no Desafio das Estrelas de Kart, em Florianópolis.

Schumi não perdeu nada de seu talento, nem sua vontade incansável de vencer a qualquer custo. Mas há dois obstáculos que ele precisa superar se quiser fechar com a Mercedes.

O primeiro é o aspecto físico. Quando esteve no auge, esse era um ponto forte do alemão, um piloto que sempre teve um preparo atlético exemplar.

Após três anos de aposentadoria, porém, é natural que Schumacher não esteja mais na melhor da forma física. E isso é algo que conta cada vez mais na Fórmula 1 atual.

Além disso, há também a provável barreira familiar. Corinna, a esposa de Schumacher, foi a principal razão que levou à saída do alemão da Fórmula 1 no fim de 2006. Por que motivo teria mudado de ideia depois disso?

Resta saber até que ponto a influência da mulher pesa sobre o heptacampeão...

Se desistir do retorno, Schumacher deixaria livre um cockpit na Mercedes que provavelmente seria ocupado pelo compatriota Nick Heidfeld.

Mas, caso contrário...

Para Heidfeld, sobraria um lugar na equipe Sauber. E na Mercedes... lá estaria, de novo, o alemão.

Seria espetacular para a Fórmula 1. Um ganho de mídia que a categoria mal poderia sonhar.

Gostando ou não de Schumacher, o fato é que o alemão seria uma atração à parte no campeonato de 2010.

Se a possibilidade de retorno realmente existe, o poderoso Bernie Ecclestone deve estar trabalhando de maneira incessante a favor dela.

O capítulo final da novela não deve demorar muito para acontecer.

Schumacher de volta à Fórmula 1... será que agora vai?

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Quem já está garantido no grid de 2010 é Lucas di Grassi.

O talentoso piloto brasileiro finalmente vai ganhar sua chance na Fórmula 1 e correrá no ano que vem pela novata equipe Virgin Racing.

O anúncio oficial deve ser feito nesta terça-feira, mas tudo indica que Di Grassi já assegurou a vaga.

Ao lado do alemão Timo Glock, o brasileiro vai formar uma dupla de pilotos forte e equilibrada. Os dois já brigaram juntos pelo título da GP2 em 2007 - na ocasião, Glock levou a melhor por muito pouco - e devem travar uma disputa muito parelha dentro da Virgin.

Difícil dizer qual dos dois vai levar a melhor.

Quem ganha nisso é a equipe, que terá à disposição uma dupla que ainda precisa se estabelecer na Fórmula 1. Tanto Glock como Di Grassi iniciam o campeonato altamente motivados.

Bem estruturada, a escuderia pode ser a grande surpresa entre as equipes estreantes.

Na escolha dos pilotos, ao menos, a Virgin já começou bem.

Por sua vez, a também novata Lotus anunciou que vai correr em 2010 com dois nomes bem experientes: Jarno Trulli e Heikki Kovalainen.

O italiano e o finlandês, sem dúvida alguma, formam a dupla mais sem graça do grid até agora.

Em 2009, os dois fizeram uma temporada abaixo do esperado, sendo ambos superados com boa frequência pelos companheiros de equipe.

Precisam, no ano que vem, provar que ainda merecem um lugar na Fórmula 1.

Trulli, depois de tanto tempo, já parece perto de uma despedida. A Lotus, muito provavelmente, será sua derradeira equipe na categoria.

Por outro lado, Kovalainen ganha sua terceira e última chance para dar certo na Fórmula 1. Não deu na Renault, muito menos na McLaren.

Agora, se falhar de novo, não terá mais outras opções.

E, assim, a Lotus começa 2010 com dois pilotos extremamente pressionados a conquistar bons resultados. O problema é que tanto Trulli como Kovalainen não costumam reagir bem nesse tipo de situação.

Ao optar pelos dois, a equipe mostrou uma postura conservadora, sem querer arriscar a entrada de um piloto estreante.

Nesse caso, porém, mais valia a pena lançar um novato agressivo como Kobayashi ou um veterano carismático como Sato ou até mesmo Villeneuve.

Trulli e Kovalainen não chamam muita atenção. Foram contratados mais por falta de opção do que por qualquer outro motivo.

Na escolha dos pilotos, ao menos, a Lotus já não começou muito bem.

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Mudança no sistema de pontuação para 2010.

A princípio, radical: o vencedor passa a ganhar 25 pontos - 15 a mais do que no modelo que valia até este ano.

Na sequência, o segundo colocado leva 20; o terceiro, 15; o quarto, 10; e depois 8, 6, 5, 3, 2 e 1 até o décimo colocado.

Algumas considerações.

A primeira delas: por algum motivo estralho, o sétimo colocado vai levar 5 pontos, ao invés de 4.

Observe bem: do sexto para o sétimo colocado, a diferença é de apenas um ponto (6 para 5). Depois, do sétimo para o oitavo, ela voltar a crescer para dois pontos (5 para 3). Então, nas posições seguintes, volta a ser de apenas um ponto (3 para 2, e 2 para 1).

Simplesmente não faz muito sentido. Será que a FIA não prestou muita atenção?

Outro ponto importante: embora pareça radical, a mudança não proporciona uma alteração significativa na briga pelo campeonato.

O cálculo é simples. Até este ano, os três primeiros levaram 10, 8 e 6 pontos. Agora, levam 25, 20 e 15.

A proporção, portanto, segue a mesma. O segundo colocado vai continuar levando 80% dos pontos do primeiro. O terceiro, 60%.

O que muda realmente é o peso das três primeiras posições. Terminar no pódio, a partir de agora, vale muito mais. Mas a "importância da vitória" continua basicamente a mesma...

No mais, o novo sistema de pontuação serve para enterrar de vez as comparações históricas entre pilotos que correram em épocas diferentes.

Se antes já era difícil, agora fica impossível comparar nomes como Hamilton e Alonso com lendas do porte de Fangio e Ascari levando em conta apenas fatos estatísticos.

Antigamente, o número de corridas era menor e o sistema de pontuação já era diferente - até 1960, por exemplo, a vitória valia apenas 8 pontos. Isso sem falar nos variados modelos de descartes usados até 1990, quando a regra foi definitivamente abolida.

Para quem gosta de números, o novo sistema de pontuação é uma lástima. Mas, de certa forma, o modelo de 2010 será mais justo e mostrará, com mais exatidão, quem são os melhores pilotos do meio e do fim do grid.

As equipes novatas agradecem.

No ano em que fazem sua estreia na Fórmula 1, dificilmente vão passar a temporada toda em branco.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Raikkonen assina com a Citroën e vai correr de rally em 2010

O grid da Fórmula 1 em 2010 não terá Kimi Raikkonen.

Nesta sexta-feira, o campeão mundial de 2007 anunciou que vai correr a próxima temporada no Mundial de Rally, junto com a Citroën.

O finlandês vai pilotar pela equipe "B" da marca francesa, sem sofrer maiores pressões para conquistar bons resultados. A pura presença de Raikkonen e toda a publicidade que isso vai gerar já são motivos suficientes para a Citroën contratar o "Homem de Gelo".

A Fórmula 1 perde assim uma de suas maiores estrelas, mas ainda é muito cedo para afirmar que o futuro de Raikkonen nunca mais estará atrelado à categoria.

Para começar, o contrato do finlandês com a Citroën é de apenas um ano, o que claramente deixa uma porta aberta para um retorno em 2011.

E, segundo a imprensa europeia, ele já estaria planejando a volta junto com a Red Bull - que, coincidência ou não, é a principal patrocinadora da Citroën no Mundial de Rally...

Quando decidiu não correr na Fórmula 1 em 2010, Raikkonen levou em conta dois motivos principais.

O primeiro: à exceção da Mercedes, que não ofereceu o salário desejado por ele, nenhuma outra equipe ainda com vagas disponíveis poderia garantir o nível de performance esperado por um campeão mundial.

Raikkonen não é piloto para fazer mera figuração. Mais vale a pena tirar um ano sabático da Fórmula 1 do que passar a temporada toda correndo na parte de trás do grid.

Além disso, ao decidir se afastar da Fórmula 1, também pesou a cláusula contratual com a Ferrari que vai render vários milhões de dólares a mais em sua conta corrente.

Dizia o contrato com o time de Maranello: se Raikkonen fosse dispensado e assinasse com outra equipe, teria direito a ganhar uma indenização de "apenas" 10 milhões de euros.

Como o piloto não vai correr por nenhum outro time, vai acabar recebendo os mesmos 10 milhões e mais tudo o que ganharia de salário se ainda estivesse com a Ferrari em 2010.

No total, os valores chegam a cerca de 18 milhões de euros, quase o dobro do montante inicial.

Talvez "mordido" pela demissão da Ferrari, Raikkonen quis dar um prejuízo um pouquinho maior à escuderia italiana. E, enquanto isso, vai procurando outra equipe para um possível retorno em 2011.

O contrato de Mark Webber com a Red Bull termina no fim do ano que vem. A tendência é que a equipe das bebidas energéticas procure um novo companheiro para Sebastian Vettel.

Nesse contexto, Raikkonen - sem dúvida alguma - seria uma opção bastante interessante.

Tirando a Red Bull, é complicado apontar alguma outra equipe que poderia atrair o "Homem de Gelo" em 2011. Talvez a Mercedes, ou a Renault, ou quem sabe até uma Virgin Racing.

Raikkonen é um sujeito imprevisível, alguém que poderia surpreender todo mundo na hora de escolher a melhor opção para o futuro.

Certo mesmo, porém, é que ele não estará na Fórmula 1 em 2010.

E, por mais que Raikkonen mantenha uma postura calada e pouco simpática, sua ausência será muito sentida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Testes em Jerez marcam tímido início de pós-temporada

Começou só nesta terça-feira o período de pós-temporada da Fórmula 1.

Na verdade, o teste coletivo realizado com nove equipes em Jerez de la Frontera não sinaliza o início "para valer" dos preparativos do campeonato de 2010.

De qualquer maneira, já é a primeira vez que os motores roncam após a última corrida do ano, em Abu Dhabi.

Em ação, apenas pilotos "novatos" - nenhum tem experiência em corridas e apenas alguns poucos, como Gary Paffett e Lucas di Grassi, já andaram distâncias razoáveis em carros de Fórmula 1.

Trata-se, portanto, de um pequeno aquecimento para o que vem por aí nos próximos meses.

Ao menos, os testes servem para avaliar nomes que certamente estarão no grid num futuro não muito distante.

Um deles - o brasileiro Di Grassi - parece bem próximo de assinar com a nova Virgin GP, onde seria o companheiro de Timo Glock.

O currículo e as conquistas de Lucas na GP2 já são bem conhecidos pelo fã mais apaixonado da Fórmula 1, então os testes não devem acrescentar muito.

Por outro lado, pelo menos mais três jovens pilotos têm em Jerez a chance de mostrar seus cartãos de visitas ao público da categoria.

O chinês Ho-Pin Tung fez duas temporadas absolutamente apagadas na GP2 e também não apareceu com muito destaque nas corridas que disputou na Fórmula Superliga, mas ganhou força nos últimos dias na briga para levar a segunda vaga na equipe Renault.

Sua ligação com o time francês pode indicar, inclusive, a venda da estrutura da escuderia para uma firma de capital de risco chamada Mangrove - parceira da empresa que cuida dos interesses de Tung, a Gravity Sports Management.

Parece um cenário um tanto mirabolante, mas o chinês tem lá suas chances de alinhar em 2010 como companheiro de Robert Kubica. Seria uma presa fácil para o polonês, sem dúvida um piloto bem mais completo que o inexperiente e instável Tung.

Em compensação, dois outros jovens pilotos merecem mais respeito e atenção de quem está em busca de novos talentos.

O australiano Daniel Ricciardo venceu o tradicional campeonato da Fórmula 3 Inglesa neste ano e é a nova menina dos olhos da Red Bull.

Não seria surpresa alguma se ganhar uma chance na Toro Rosso em 2011 - ou até antes disso, dependendo do desempenho do pouco brilhante Jaime Alguersuari.

Outro nome que merece destaque é o do francês Jules Bianchi. Um piloto que, desde já, aparece como o grande favorito ao título da GP2 no ano que vem.

Herdeiro de uma família de pilotos - o pai Mauro foi três vezes campeão mundial na categoria GT e o tio Lucien venceu as 24 Horas de Le Mans em 1968, além de correr 18 provas da F-1 entre 1959 e 1968 - Jules conquistou o título da concorrida F-3 Europeia neste ano e tem padrinhos bem fortes.

O principal deles é Nicholas Todt, filho do recém-empossado presidente da FIA, Jean Todt, e empresário mais badalado do paddock da Fórmula 1.

Pela equipe de Todt filho - a fortíssima ART - Jules Bianchi vai disputar a GP2 Asia neste fim de ano e o campeonato principal em 2010. Deve alcançar bons resultados, suficientes para que ganhe uma chance na Fórmula 1 dentro de pouco tempo.

Em Jerez, Bianchi testa pela Ferrari ao lado de outros jovens pilotos italianos, cuja importância para a escuderia de Maranello é reduzida. A atenção da Ferrari está concentrada mesmo é no francês.

Se for bem, Bianchi se credencia para ganhar uma vaga na Sauber, que deve alinhar no grid em 2010 com apoio e motores da Ferrari.

Mesmo se não for escolhido de pronto, o francês vai seguir na lista de possíveis contratados de Peter Sauber. E, não demora muito, tem tudo para receber uma oportunidade.

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A FIA divulgou no início da semana a lista de equipes e pilotos para a temporada de 2010.

Nenhuma grande surpresa, apenas algumas confirmações.

A Manor vai mudar de nome mesmo para Virgin GP. A Brawn também deve se tornar Mercedes, mas até agora a mudança não foi oficializada.

O espanhol Alguersuari ainda não está confirmado na Toro Rosso, mas tudo indica que será ele mesmo o companheiro do suíço Buemi.

Na Campos, Bruno Senna vai aproveitar a chance de usar o número 21, o mesmo da sua patrocinadora Embratel.

Felipe Massa vai com o 7 e Rubens Barrichello, com o 9.

Como todos já sabiam, Jenson Button será o 1 e Lewis Hamilton vai usar o 2.

Das 24 vagas do grid, nove ainda precisam ser preenchidas. Com a Sauber, seriam 26 vagas e 11 lugares ainda disponíveis.

Restam muitas opções, portanto.

Na "dança das cadeiras" da Fórmula 1, ainda não dá para prever com exatidão quem vai ficar de pé quando a música parar de tocar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

McLaren vai de Button e Hamilton; Mercedes fica sem o campeão mundial

Este Blog tirou um pequeno recesso nas últimas semanas, mas aos poucos vai voltando ao normal.

Não dá mais para ficar calado diante das grandes novidades que o mundo da Fórmula 1 recebeu desde o início desta semana.

Primeiro, o anúncio da separação entre a Mercedes e a McLaren. A fábrica alemã vai continuar fornecendo motores para o tradicional time inglês até 2015, mas terá uma equipe própria a partir do ano que vem, assumindo o lugar da Brawn GP.

Bizarra, no mínimo, é como pode ser definida a curta e espetacular trajetória da escuderia de Ross Brawn na Fórmula 1.

Um ano, oito vitórias, título de pilotos e de construtores. E vai ser só isso, já que a Brawn GP vai deixar de existir em 2010.

Será que Ross percebeu que seria difícil manter o nível e resolveu vender o time para sair ainda por cima? Provavelmente. Com a Mercedes no comando, será muito mais fácil arrumar recursos para se manter como equipe de ponta.

Caso se mantivesse como independente, a Brawn GP experimentaria um declínio inevitável. Agora, a renomeada Mercedes GP já começa a temporada 2010 como uma das principais favoritas.

Pena que não terá o campeão mundial Jenson Button, que anunciou nesta terça-feira uma sensacional mudança para a McLaren.

Sensacional sob ponto de vista dos ingleses, é claro, que devem estar se sentindo como os torcedores do Real Madrid quando Cristiano Ronaldo e Kaká foram comprados ao mesmo tempo pelo time espanhol.

Para a McLaren, Hamilton e Button formam o "dream team". Pela primeira vez desde Senna e Prost, uma equipe vai alinhar no grid com dois campeões mundiais lado a lado.

É claro que isso tem um lado bom. Mas tem também aquela óbvia desvantagem: quando dois pilotos de ponta correm juntos na mesma equipe, a tendência é que tirem pontos um do outro. E aí, o título pode sobrar para um terceiro concorrente...

A própria McLaren experimentou isso há dois anos, quando Hamilton e Alonso viram o troféu de campeão escapar para Raikkonen. Mas a escuderia inglesa parece não se importar.

Para Ron Dennis, parece estar claro que vale a pena unir Button e Hamilton sob o mesmo teto. Os ganhos com publicidade já estão garantidos.

Se a Ferrari achava que a dupla Massa e Alonso seria a que mais chamaria atenção em 2010, acabou de ver que estava enganada...

E Button? Será que terá calibre para enfrentar Hamilton?

Desde já, a aposta deste Blog é que o menino-prodígio da McLaren deve levar vantagem sobre o recém-chegado da Brawn GP. Mas Button, ao contrário do que pensam muitos, não é um piloto apenas mediano que chegou ao título por estar no lugar certo, na hora certa.

Não, Button é mais do que isso. É um piloto realmente rápido e consistente.

E que tem o talento raro de saber poupar o equipamento ao longo de uma corrida - algo que será muito valorizado em 2010 com a proibição dos reabastecimentos.

Como os pit stops serão somente para troca de pneus, quem melhor conseguir poupar a borracha para permanecer mais tempo na pista vai ter uma grande vantagem.

Hamilton parece mais veloz do que Button, mas tem um estilo de pilotagem às vezes selvagem. Em 2007 e 2008, sofreu furos de pneu em momentos cruciais do campeonato. E sua tendência de travar as rodas em curvas de baixa e média velocidade já foi percebida por muitos.

Se não corrigir esse defeito em 2010, pode ser que Hamilton perca, sim, a disputa para Button. Mas os preparativos para o ano que vem estão só começando.

A Ferrari vai de Alonso e Massa. A McLaren, de Button e Hamilton. A Red Bull tem Vettel. A Mercedes provavelmente apostará em Rosberg. Só aí são seis pilotos que já começam o ano com aspirações de título.

O ano de 2010 promete, e promete muito. Se a política não se sobrepor sobre o esporte, a próxima temporada tem tudo para se tornar uma das mais especiais da história da Fórmula 1.

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Quase ninguém falou disso, mas outro piloto que também já está confirmado em 2010 é Timo Glock.

O alemão, sem dúvida um dos mais combativos e raçudos nomes do grid, fechou acordo com a estreante Manor, onde provavelmente terá o brasileiro Lucas di Grassi como companheiro de equipe.

Se for isso mesmo, a Manor já sai na frente das outras novatas pelo menos nesse aspecto fundamental: os pilotos.

Glock é realmente bom, embora não seja brilhante, e tem a capacidade de manter a motivação em alta mesmo quando as coisas não vão bem - algo que seu ex-parceiro na Toyota, Jarno Trulli, sempre lutou para conseguir.

Se tiver Di Grassi ao lado, o alemão vai encarar mais uma dura batalha pela liderança dentro de sua equipe. A tendência é que Glock leve vantagem, principalmente pela experiência.

Mas a disputa entre os dois será ainda mais ferrenha do que em 2007, quando Glock foi campeão da GP2 apenas alguns pontos à frente de Di Grassi.

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Toyota fora da Fórmula 1. Nenhuma surpresa.

Renault quase fora da Fórmula 1. Não seria nenhuma surpresa também.

Mercedes compra a Brawn GP e vai correr com equipe própria. Agora, sim, uma notícia inesperada.

E assim a Fórmula 1 mostra como vive em ciclos.

Mesmo durante um momento de crise, a categoria acaba de ganhar mais uma escuderia totalmente comandada por uma montadora.

As montadoras vão e vêm - no caso, estão mais saindo do que chegando, mas o processo vai acabar se invertendo em algum momento.

A Toyota já deixou a Fórmula 1, e a Renault pode até seguir o mesmo caminho. Seria ruim, mas faz parte.

Não seria o fim do mundo para a F-1, que já passou tantas vezes por inúmeras crises, e sempre acaba superando tudo no final.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Senna na Campos, Barrichello na Williams e Bridgestone longe da F-1

A Williams confirmou nesta segunda-feira que Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg vão formar sua dupla de pilotos em 2009.

Todo mundo já sabia, mas ainda não era oficial.

Assim, o automobilismo brasileiro já tem três pilotos garantidos na próxima temporada da Fórmula 1.

Além de Barrichello, Felipe Massa permanece na Ferrari e Bruno Senna vai estrear pela Campos.

O anúncio da contratação do sobrinho de Ayrton pela novata equipe espanhola foi feito no fim da semana passada e ainda não tinha recebido comentários deste Blog.

Pois bem, vamos lá: Bruno fez uma escolha que está longe de ser a ideal.

Dizem que a Campos é a mais fraca das equipes que vão estrear em 2010. Se for isso mesmo, Bruno está condenado a andar sempre entre os últimos no ano que vem.

Mas isso não significa que ele tenha errado ao assinar com o time espanhol.

Assim como no ano passado - quando perdeu a vaga na Brawn e ficou à pé no resto da temporada - as opções de Bruno eram poucas e o futuro, bem nebuloso.

A Campos, ao menos, deixou claro desde o início que estava bem interessada em contratar o brasileiro e que vai dar todo o suporte a ele em 2010.

Se correr ao lado do veterano Pedro de la Rosa - o que parece mais provável neste momento - Bruno terá uma ótima chance de ser o principal homem da equipe e de se estabelecer como piloto do grid da Fórmula 1.

É verdade que a Campos é pequena e limitada. Mas é com ela que Bruno pode conquistar seu lugar na categoria.

Caso consiga provar que merece estar na Fórmula 1, Bruno verá as portas das outras equipes se abrirem naturalmente.

Vale lembrar que o próprio tio teve um início de carreira semelhante, estreando pela modesta Toleman em 1984...

Enquanto isso, Rubens Barrichello assinou contrato para correr pela Williams.

O tempo do acordo não foi divulgado. O que leva a crer que o compromisso é de apenas um ano.

Mas que o futuro de Barrichello na Fórmula 1 só existe a curto prazo mesmo. O próprio piloto já admitiu que pretende correr apenas mais duas ou três temporadas antes da aposentadoria definitiva.

A Williams será provavelmente a última casa de Rubinho na Fórmula 1.

Quanto tempo vai durar, ainda não dá para saber. Um, dois ou três anos no máximo.

De qualquer maneira, Barrichello já tem garantido um lugar na categoria até o momento que decidir não correr mais nela.

Ele é quem vai escolher quando não vai querer mais competir na Fórmula 1.

A grande maioria dos pilotos não consegue chegar nesse ponto. Ponto para Rubinho.

Não é exatamente a grande vitória que ele e os torcedores sonhavam. Mas não deixa de ser mais uma conquista na longa carreira de Barrichello.

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Notícia surpreendente: a Bridgestone, fornecedora única dos pneus da Fórmula 1 desde 2007, vai deixar a categoria no fim do ano que vem.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, logo após o encerramento da temporada em Abu Dhabi.

A Bridgestone, muito afetada pela crise econômica, quer "direcionar seus investimentos para outras áreas" - um eufemismo para "não temos mais dinheiro para gastar aqui".

E, assim, a Fórmula 1 vai precisar sair atrás de uma nova fornecedora já para 2011.

O que leva à inevitável pergunta: e se nenhuma companhia se interessar? As equipes vão fabricar os próprios pneus? Claro que não, mas como esse problema seria resolvido?

A Fórmula 1 já quase deixou de correr em algumas ocasiões por falta de carros no grid. Mas por falta de pneus... seria uma situação inédita, sem dúvida.

Até 2011, é muito provável que Bernie Ecclestone encontre uma nova fornecedora para a categoria.

Mas... e se não conseguir encontrar ninguém?

Análise do Grande Prêmio - Abu Dhabi/Yas Marina (01/11/2009)

Análise dos pilotos:

Sebastian Vettel. Soube aproveitar a quebra de Hamilton e venceu de forma fácil. Nota 10
Mark Webber. Batido por Vettel sem muita luta, defendeu bem o segundo lugar. Nota 8
Jenson Button. Combativo, não desistiu da briga mesmo tendo um carro inferior. Nota 8
Rubens Barrichello. Uma pequena bobeada na largada comprometeu sua corrida. Nota 7
Nick Heidfeld. Sem errar, somou mais quatro pontos e fechou o ano à frente de Kubica. Nota 8
Kamui Kobayashi. Surpreendente, voltou a andar muito bem e até superou Trulli. Nota 8
Jarno Trulli. Ficou atrás de Kobayashi em sua provável despedida da Toyota. Nota 7
Sebastien Buemi. Brigou bastante e foi recompensado com um suado pontinho. Nota 8
Nico Rosberg. Sem brilhar, levou o carro até o fim sem ser muito notado. Nota 6
Robert Kubica. Chegou a rodar ao tentar uma manobra atrapalhada. Ao menos, tentou. Nota 6
Heikki Kovalainen. Sempre azarado, largou lá atrás e não conseguiu se recuperar. Nota 4
Kimi Raikkonen. Sua despedida da Ferrari foi realmente melancólica. Nota 5
Kazuki Nakajima. Manteve o nível do resto do ano e andou sempre no grupo de trás. Nota 4
Fernando Alonso. Cortado no "Q1", mal deve esperar para deixar logo a Renault. Nota 3
Vitantonio Liuzzi. Pelo menos foi mais rápido que Sutil durante todo o fim de semana. Nota 5
Giancarlo Fisichella. Assim como Badoer, estragou sua reputação na Ferrari. Nota 2
Adrian Sutil. Saiu lá de trás, tentou uma estratégia diferente e não deu nada certo. Nota 3
Romain Grosjean. Até que não foi tão mal. Pena que ficou em último de novo. Nota 3
Lewis Hamilton. Era o provável vencedor da corrida, mas faltou um pouco de sorte. Nota 7
Jaime Alguersuari. Só foi percebido quando simplesmente entrou no box errado. Nota 3

Análise das equipes:

Brawn GP. Fechou o ano sem o melhor carro. E daí? Foi campeã em tudo... ****
Red Bull. Uma dobradinha categórica. Vai voltar mais forte ainda em 2010. *****
McLaren. Hamilton quebrou. Ao menos, terminou à frente da Ferrari na tabela. **
Ferrari. Fim de temporada melancólico para a turma de Maranello. *
Toyota. Concluiu o ano de maneira digna, pontuando com os dois carros. ***
BMW. Assim como a Toyota, teve um encerramento de campeonato bem razoável. ***
Williams. Quase não apareceu durante todo o fim de semana, presa no meio do pelotão. **
Renault. Muito mal. Vexame na classificação, corrida para lá de discreta. *
Force India. Terminou o ano como começou: nas últimas posições. *
Toro Rosso. O esforço de Buemi rendeu um pontinho muito suado. ***

Análise da corrida:

Como era de se esperar, o ultra-moderno circuito de Abu Dhabi não conseguiu produzir uma corrida emocionante. Muito pelo contrário. Não fosse os esforços solitários de Kobayashi, Button, Kubica e Sutil, a prova teria terminado sem nenhuma tentativa de ultrapassagem...
Nível da corrida: Ruim

Análise do campeonato:

Não foi uma temporada tão espetacular quanto as duas anteriores. Em 2007 e 2008, o título foi decidido na última corrida, com reviravoltas inesperadas. Dessa vez, o piloto que disparou no início do ano soube administrar a vantagem até o fim. Méritos para Button. Mas o campeonato não foi lá tão ruim. Até que a briga pelo troféu de campeão gerou algumas batalhas bem interessantes.
Nível do campeonato: Bom

Balanço dos palpites:

Vitória: Jenson Button. O vencedor foi Sebastian Vettel
Pole Position: Jenson Button. A pole position foi de Lewis Hamilton
Melhor Volta: Jenson Button. A melhor volta foi de Sebastian Vettel.
Grid aleatório (18º lugar): Jaime Alguersuari. O 18º no grid foi Heikki Kovalainen
Tempo da pole: 1:42.115. O tempo da pole foi 1:40.948
Primeiro abandono: Sebastien Buemi. O primeiro a abandonar foi Jaime Alguersuari
Zona de pontuação:
1. Jenson Button (Sebastian Vettel)
2. Sebastian Vettel (Mark Webber)
3. Lewis Hamilton (Jenson Button)
4. Nico Rosberg (Rubens Barrichello)
5. Rubens Barrichello (Nick Heidfeld)
6. Kimi Raikkonen (Kamui Kobayashi)
7. Fernando Alonso (Jarno Trulli)
8. Adrian Sutil (Sebastien Buemi)
Placar da temporada:
Austrália - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Rubens Barrichello (segundo)
Malásia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
China - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Rubens Barrichello (quarto)
Bahrein - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Espanha - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Sebastian Vettel (quarto)
Mônaco - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Mark Webber (quinto)
Turquia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Inglaterra - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Jenson Button (sexto)
Alemanha - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Hungria - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Europa - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Bélgica - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Kimi Raikkonen (PRIMEIRO)
Itália - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Lewis Hamilton (abandono)
Cingapura - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Japão - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Sebastian Vettel (PRIMEIRO)
Brasil - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (oitavo)
Abu Dhabi - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Jenson Button (terceiro)

Não foi um fim de campeonato muito honroso nos palpites do Blog. Minhas apostas para o GP de Abu Dhabi foram um verdadeiro desastre. Errei tudo mesmo. Ao menos, o desempenho geral ao longo da temporada foi bastante razoável. Em 17 corridas, acertei o vencedor cinco vezes - repetindo a performance de 2008, aliás.
Nível dos palpites: Ruim
Placar da temporada: Cinco acertos em 17 possíveis

É isso aí. Logo mais, o Blog volta falando de Bridgestone, Barrichello e Bruno Senna.

domingo, 1 de novembro de 2009

Temporada termina com dobradinha da Red Bull

Foi em clima de fim de feira que a temporada da Fórmula 1 terminou neste domingo.

Uma corrida chata no suntuoso autódromo de Abu Dhabi - que, como se esperava, não conseguiu produzir nada de muito emocionante.

Vitória fácil de Vettel, que passeou na liderança após o abandono de Hamilton. O inglês, que largara na pole, era o único homem capaz de bater o alemão.

Depois da saída de Hamilton, ficou fácil para Vettel.

O piloto da Red Bull cruzou a linha de chegada mais de 17 segundos à frente do companheiro Webber e conquistou o vice-campeonato com estilo.

Para o australiano, garantir a segunda posição foi uma tarefa bem mais complicada.

Nas últimas voltas, o duelo de Webber com Button salvou o GP da completa monotonia.

O novo campeão não conseguiu a ultrapassagem, mas a disputa entre os dois foi bonita de se ver.

Ao contrário da previsão do Blog, Button ficou longe da vitória em Abu Dhabi. Mas terminou a temporada em alta, com uma performance combativa e digna de alguém que acabou de ganhar um título mundial.

Em quarto, Barrichello encerrou o campeonato de forma discreta. Superou Button na classificação, mas permaneceu o tempo inteiro atrás do companheiro de equipe na corrida.

A impressão é que o leve toque com Webber na largada atrapalhou um pouco o desempenho de Barrichello, que manteve um ritmo de corrida mais lento do que o esperado.

Apesar disso, Rubinho ainda conseguiu levar seu carro até o quarto posto. Mais do que isso seria realmente difícil.

A quinta posição ficou com Heidfeld, um piloto que não merece ser deixado de fora da Fórmula 1 em 2010.

Com os quatro pontos marcados neste domingo, o alemão passou o companheiro Kubica e foi o mais bem colocado piloto da BMW no campeonato.

Apesar disso, o futuro ainda é tenebroso para Heidfeld, enquanto Kubica já tem um contrato garantido com a Renault para o ano que vem.

Injustiça? Nem tanto, já que o polonês correu a maior parte do ano claramente desmotivado. Mas Heidfeld, um piloto consistente e lutador, ainda tem muito o que render na Fórmula 1.

Tomara mesmo que o GP de Abu Dhabi não tenha sido o último da carreira de "Quick Nick".

Em sexto e sétimo, a Toyota fechou a temporada de maneira bem digna.

A equipe mais uma vez falhou em conquistar seu grande objetivo - uma vitória - mas teve um ano bastante razoável.

E que ganhou bastante brilho nas últimas duas corridas com a estreia do jovem Kobayashi, um piloto que ainda pode dar muito o que falar na Fórmula 1.

Em Abu Dhabi, o japonês bateu o veterano Trulli e terminou num excelente sexto. Suas chances de continuar na Toyota em 2010 aumentaram bastante, enquanto as de Trulli vão na direção contrária.

Por fim, o último piloto da zona de pontuação foi Buemi. O suíço fechou o ano pontuando nas últimas duas corridas e fez um campeonato acima do esperado.

Se continuar nesse processo de evolução, pode ficar em condições de correr na parte da frente do grid num futuro não tão distante assim.

Na última corrida do ano, muita gente teve um desempenho melancólico.

Rosberg, Kubica, Kovalainen, Raikkonen, Alonso, Nakajima, Grosjean, Fisichella... todos esses se despediram de suas equipes de uma maneira nada espetacular.

Outros, como Alguersuari, Sutil e Liuzzi, não devem mudar de endereço em 2010, mas também tiveram um fim de ano pouco brilhante.

Agora, a Fórmula 1 entra de férias e fica um mês longe das pistas.

A próxima sessão de testes está marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro, em Jerez de la Frontera. Serão dias decisivos para quem ainda não tem onde correr em 2010.

Corrida, mesmo, só em março do ano que vem. Até lá, ainda há muito o que acontecer.

Na próxima temporada, o grid poderá ter até 28 vagas - e a maioria ainda não foi preenchida.

Os motores já pararam de roncar, mas o noticiário da Fórmula 1 vai permanecer sempre agitado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Palpitão do Grande Prêmio de Abu Dhabi

Pouco mais de oito meses após a abertura do campeonato, em março, a temporada 2009 da Fórmula 1 vai acabando com o Grande Prêmio de Abu Dhabi, no recém-inaugurado circuito de Yas Island.

Mais uma pista encravada num cenário espetacular, com estrutura impressionante e caríssima.

Resta saber se Abu Dhabi será capaz de produzir uma corrida interessante. O trabalho feito até aqui, ao menos, foi impecável.

Pista nova e desconhecida, Yas Island vai provocar muitas dificuldades para os pilotos. Será provavelmente uma daquelas corridas cheias de erros, com carros saindo do circuito e quem sabe até entradas de safety car.

Sim, os muros de proteção ficam bem perto da pista e não será surpresa nenhuma se o carro de segurança precisar fazer uma intervenção.

E quem vai vencer?

A aposta do Blog - uma aposta bem confiante, por sinal - é no recém-coroado campeão Jenson Button.

O inglês não vence uma corrida desde o GP da Turquia, sétima etapa da temporada. De lá para cá, esteve mais preocupado em acumular pontos do que disputar vitórias.

Deu certo: em Interlagos, Button se sagrou campeão com uma corrida de antecipação.

Agora, o piloto da Brawn GP quer fechar o ano provando que mereceu o caneco. E minha intuição diz que Button vai fazer uma corrida convicente para vencer em Abu Dhabi. Com direito a pole e melhor volta.

Na briga pelo vice-campeonato, o palpite é que Vettel leva a melhor sobre Barrichello. Nenhum dos dois considera a disputa lá muito importante, mas fica aqui a aposta.

McLaren ou Ferrari em terceiro lugar nos construtores? McLaren. E com Hamilton no pódio.

Rosberg vai marcar pontos na sua despedida da Williams. Assim como Raikkonen, que deixa a Ferrari, e Alonso, de saída da Renault.

E Sutil termina em oitavo com a simpática Force India. O alemão tem tido azar ultimamente e merece um pontinho, pelo menos...

O palpitão completo está logo abaixo:

Vitória: Jenson Button
Pole Position: Jenson Button
Melhor Volta: Jenson Button
Grid aleatório (18º lugar): Jaime Alguersuari
Tempo da pole: 1:42.115
Primeiro abandono: Sebastien Buemi
Zona de pontuação:
1. Jenson Button
2. Sebastian Vettel
3. Lewis Hamilton
4. Nico Rosberg
5. Rubens Barrichello
6. Kimi Raikkonen
7. Fernando Alonso
8. Adrian Sutil

Os primeiros treinos acontecem nesta sexta-feira, às 7h e 11h de Brasília. A classificação de sábado e a corrida de domingo começam às 11h.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jean Todt é o novo presidente da FIA

A FIA elegou nesta sexta-feira seu novo presidente.

Sai Max Mosley, entra Jean Todt.

O dirigente francês derrotou com sobras o adversário Ari Vatanen, ex-campeão mundial de rally, e foi eleito com o apoio de mais de 70% dos delegados da entidade.

Todt venceu, o que já era esperado. Mas a folgada vantagem sobre Vatanen, que teve só 25% dos votos, foi até um pouco surpreendente.

O ex-chefão da Ferrari começa seu mandato à frente da FIA com bastante moral. Não será fácil se equilibrar em meio à interminável disputa de poder dentro da entidade.

Ao menos, porém, o início da caminhada de Todt na presidência da FIA promete ser bem mais tranquila do que a gestão de Max Mosley.

Por enquanto, o francês tem o respaldo da maioria absoluta dos delegados. E até das próprias equipes da Fórmula 1 - que, unidas na Fota, divulgaram uma nota respeitosa e educada parabenizando Todt pela vitória na eleição.

Evidente que a Fota preferia ver Vatanen na presidência da FIA. Mas, entre Todt e Mosley, é óbvio que as equipe escolheriam o francês.

Mudanças à vista na entidade? Sim e não.

Todt promete ser um presidente mais, digamos, democrático do que Mosley. Um homem disposto a ouvir mais opiniões antes de tomar uma decisão, por assim dizer.

Mas é ingênuo pensar que a postura histórica da FIA vai mudar só porque o francês chegou ao poder.

A FIA é - e vai continuar a ser - uma autocracia, nada mais do que um clube formado por federações que defendem apenas seus próprios interesses.

Ainda é difícil imaginar, no futuro próximo, uma entidade que funcione pura e somente para o esporte a motor.

Os acordos escusos e as trocas mútuas de acusação devem continuar a fazer parte da rotina da FIA. A briga pelo poder, as disputas políticas, nada disso vai mudar muito com a chegada de Todt.

Apesar disso, a vitória do francês na eleição desta sexta-feira traz um pouco de esperança, como sempre.

Que o esporte prevaleça sobre a política quando regras e contratos forem discutidos. É isso o que todos os fãs do automobilismo desejam ver com Todt.

domingo, 18 de outubro de 2009

Análise do Grande Prêmio - Brasil/Interlagos (18/10/2009)

Análise dos pilotos:

Mark Webber. Fez uma prova sem erros e obteve a vitória como recompensa. Nota 10
Robert Kubica. Parece que o acerto com o Renault trouxe sua motivação de volta. Nota 9
Lewis Hamilton. Saiu de 17º para terceiro. Tática certeira, performance fantástica. Nota 9
Sebastian Vettel. Lutou muito, mas também viu as esperanças de título sumirem. Nota 7
Jenson Button. Corajoso e batalhador, provou em Interlagos que mereceu o título. Nota 9
Kimi Raikkonen. Poderia até ter vencido se não fosse o choque com Webber no início. Nota 7
Sebastien Buemi. Ótima classificação e ritmo consistente durante toda a corrida. Nota 8
Rubens Barrichello. Pole espetacular, corrida de pouca sorte, sonho adiado de novo... Nota 8
Heikki Kovalainen. Rodou na largada e não conseguiu se recuperar. Nota 4
Kamui Kobayashi. Grande surpresa da prova, foi muito agressivo e ganhou vários fãs. Nota 9
Giancarlo Fisichella. Muito apagado, andou sempre entre os últimos. Nota 3
Vitantonio Liuzzi. Batido com facilidade por Sutil, também fez uma corrida obscura. Nota 4
Romain Grosjean. Uma chicane ambulante. Ultrapassado facilmente por todo mundo. Nota 2
Jaime Alguersuari. Até que se classificou bem, mas terminou lá atrás de novo. Nota 4
Kazuki Nakajima. Vinha fazendo uma de suas melhores provas até bater feio. Nota 4
Nico Rosberg. Certamente terminaria no pódio se não tivesse quebrado. Nota 7
Nick Heidfeld. Outro que não teve sorte. Estava se recuperando bem, mas quebrou. Nota 5
Adrian Sutil. Um excelente terceiro lugar no grid desperdiçado logo na largada. Nota 6
Jarno Trulli. Não teve culpa na batida com Sutil. Mas a reação irada foi um papelão. Nota 2
Fernando Alonso. Vítima da confusão inicial, perdeu uma boa chance de pontuar. Nota 5

Análise das equipes:

Brawn GP. Campeão mundial de pilotos e construtores. Com todos os méritos. *****
Red Bull. Se não fosse o azar de Vettel no sábado, a dobradinha seria fácil. ****
McLaren. Passou a Ferrari entre os construtores e está um ponto à frente da rival. ****
Ferrari. Fisichella continua perdido e Raikkonen voltou a ter má sorte. ***
Toyota. Perdeu Trulli no início e escolheu muito mau a estratégia de Kobayashi. **
Williams. Pela primeira vez no ano, nenhum dos carros completou a prova. **
BMW. Está se despedindo da Fórmula 1 com dignidade. ****
Renault. Superada pela BMW, está só em oitavo entre os construtores. *
Force India. Tem um carro rápido, mas perde muitas oportunidades de pontuar. **
Toro Rosso. Voltou aos pontos pela primeira vez em dez corridas. ***

Análise da corrida:

Que diferença faz um circuito de verdade como Interlagos! A corrida deste domingo foi agitada, com diversas ultrapassagens e alguns acidentes. Na segunda metade da prova a ordem se acalmou e as mudanças foram poucas. Mesmo assim, o GP do Brasil foi um dos melhores do ano.
Nível da corrida: Muito boa

Análise do campeonato:

A briga pelo título deste ano não foi tão dramática quanto em 2007 (Raikkonen x Hamilton x Alonso) ou 2008 (Hamilton x Massa). Apesar disso, o campeonato se manteve indefinido até a penúltima corrida. Sim, poderia ter sido melhor, mas a disputa entre Button, Rubinho e os pilotos da Red Bull teve boas doses de emoção.
Nível do campeonato: Bom

Balanço dos palpites:

Vitória: Rubens Barrichello. A vitória foi de Mark Webber
Pole Position: Mark Webber. O pole position foi Rubens Barrichello
Melhor Volta: Lewis Hamilton. A melhor volta foi de Mark Webber
Grid aleatório (17º lugar): Romain Grosjean. O 17º no grid foi Lewis Hamilton
Tempo da pole: 1:13.350. O tempo da pole foi 1:19.576
Primeiro abandono: Romain Grosjean. Os primeiros a abandonar foram Fernando Alonso, Adrian Sutil e Jarno Trulli
Zona de pontuação:
1. Rubens Barrichello (Mark Webber)
2. Sebastian Vettel (Robert Kubica)
3. Mark Webber (Lewis Hamilton)
4. Nico Rosberg (Sebastian Vettel)
5. Jenson Button (PALPITE CORRETO)
6. Kimi Raikkonen (PALPITE CORRETO)
7. Fernando Alonso (Sebastien Buemi)
8. Adrian Sutil (Rubens Barrichello)
Placar da temporada:
Austrália - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Rubens Barrichello (segundo)
Malásia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
China - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Rubens Barrichello (quarto)
Bahrein - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Espanha - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Sebastian Vettel (quarto)
Mônaco - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Mark Webber (quinto)
Turquia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Inglaterra - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Jenson Button (sexto)
Alemanha - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Hungria - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Europa - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Bélgica - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Kimi Raikkonen (PRIMEIRO)
Itália - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Lewis Hamilton (abandono)
Cingapura - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Japão - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Sebastian Vettel (PRIMEIRO)
Brasil - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (oitavo)

Foram dois acertos na mosca: o quinto lugar do campeão Button e o sexto de Raikkonen. Bom para o bolão. Apesar disso, o Blog não foi lá tão bem nos palpites. Primeiro, porque joguei minhas fichas na superioridade da Brawn frente à Red Bull. E, além disso, também apostei que a decisão ficaria para Abu Dhabi...
Nível dos palpites: Regular
Placar da temporada: Cinco acertos em 16 possíveis

Por hoje, é só. Até a próxima!