sábado, 3 de outubro de 2009

Vettel faz a pole e Suzuka não perdoa...

"Esse circuito não perdoa", foram as palavras do alemão Nico Rosberg sobre o treino classificatório do GP do Japão.

E não perdoa mesmo.

O piloto da Williams conseguiu manter seu carro na pista e foi recompensado com um bom sexto lugar. Mas Rosberg foi a exceção. A maior parte do grid teve um dia bem complicado em Suzuka.

Após a chuva de sexta-feira, o circuito ficou bem sujo e isso provavelmente contribuiu para o número excepcional de incidentes no treino classificatório.

Buemi (duas vezes), Alguersuari, Kovalainen e Glock encontraram o muro. Outros quatro pilotos - Barrichello, Button, Sutil, Alonso - foram penalisados por não obedecerem às bandeiras amarelas.

Isso sem falar nas punições técnicas, recebidas por Liuzzi e Webber, que vão largar nas duas últimas posições por precisarem trocar, respectivamente, o câmbio e o chassis inteiro do carro.

Quando a poeira baixou, Sebastian Vettel fez a pole.

O alemão da Red Bull já havia o mais rápido no "Q1" e no "Q2". Estabeleceu a melhor marca com certa folga e pinta como o grande nome à vitória no Japão.

Em segundo, Trulli mostrou força com a Toyota, que corre em casa neste fim de semana. O italiano é o típico piloto que não sabe aproveitar oportunidades direito, mas não pode ser descartado na briga por um pódio, ao menos.

Os maiores rivais de Vettel na disputa pela vitória são Hamilton e Raikkonen. O inglês, que vem de um triunfo em Cingapura, larga de terceiro. O finlandês, de quinto. Entre eles, ainda há o discreto Heidfeld.

Com a vantagem do "KERS", Hamilton e Raikkonen podem ganhar posições na largada e ameaçar Vettel. Mas o favoritismo ainda é do alemão.

Num dia recheado de acidentes, os protagonistas da temporada perderam terreno por causa de um erro bobo.

Tanto Barrichello quanto Button ignoraram as bandeiras amarelas e foram justamente punidos. Um deslize que poderia ter sido evitado pelos dois.

Agora, o brasileiro sai de nono. O inglês, de 11º. Cenário semelhante ao de Cingapura: com os dois longe das primeiras posições, Button vai se concentrar em marcar Rubinho. O importante para o líder do campeonato é minimizar o prejuízo e não deixar que a sua vantagem caia muito.

A largada para o GP do Japão está marcada para 2h. Não esqueça de botar o despertador.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Palpitão do Grande Prêmio do Japão

E Alonso finalmente assinou com a Ferrari...

O segredo mais mal guardado do mundo se revelou, enfim. Já estava na hora mesmo.

Em 2010, a Ferrari terá dois pilotos extremamente fortes. Com Alonso e Massa, a equipe italiana tem a dupla que considera ideal.

Mas, enquanto o ano que vem não chega, o espanhol continua na Renault e o brasileiro segue com sua recuperação no Brasil.

A temporada de 2010 será mesmo bem interessante. Entretanto, a Fórmula 1 se prepara agora é para o Grande Prêmio do Japão.

Afastado da categoria desde a decisiva prova de 2006 - que praticamente deu o título a Alonso após uma quebra de motor no carro de Schumacher - o circuito de Suzuka faz seu retorno ao calendário.

Sua combinação de curvas de média e alta velocidade é cada vez mais rara hoje em dia, mas ainda encontra semelhança em outras pistas - como Spa-Francorchamps e Silverstone, por exemplo.

E foi justamente no circuito inglês que Sebastian Vettel conquistou sua última vitória na temporada. O alemão e a Red Bull não vivem a melhor das fases, mas são a aposta do Blog para este fim de semana.

Vettel é quase carta fora do baralho na disputa pelo título. Apesar disso, mostrou evolução na corrida passada, em Cingapura, e não pode ser descartado na briga pela vitória em Suzuka.

Vencedor no circuito japonês em 2003, Rubens Barrichello é outro nome que aparece muito bem cotado. Ele seria a aposta do Blog - mas, como nunca acerto o palpite quando jogo minhas fichas em Rubinho, achei melhor não secar o brasileiro.

De qualquer maneira, a aposta é que Barrichello vai correr melhor em Suzuka do que Button, um piloto que jamais conquistou grandes resultados em solo japonês.

Falta tempo, falta inspiração, sobram sono e cansaço. Prometo que vou tentar cuidar melhor do Blog neste fim de semana, com análises um pouco mais aprofundadas.

Mas, por hora, ficamos apenas com o palpitão deste fim de semana:

Vitória: Sebastian Vettel
Pole Position: Sebastian Vettel
Melhor Volta: Mark Webber
Grid aleatório (16º lugar): Romain Grosjean
Tempo da pole: 1:42.450
Primeiro abandono: Jarno Trulli
Zona de pontuação:
1. Sebastian Vettel
2. Rubens Barrichello
3. Mark Webber
4. Lewis Hamilton
5. Jenson Button
6. Kimi Raikkonen
7. Timo Glock
8. Nico Rosberg

Os primeiros treinos estão rolando enquanto escrevo essas linhas. Prepare o despertador de sábado para domingo: a corrida acontece às 2h da madrugada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Análise do Grande Prêmio - Cingapura/Marina Bay (27/09/2009)

Análise dos pilotos:

Lewis Hamilton. Impecável do início ao fim, venceu com uma performance perfeita. Nota 10
Timo Glock. Com garra, arrancou um resultado espetacular para o nível da Toyota. Nota 9
Fernando Alonso. Enfim, subiu ao pódio pela primeira vez na temporada. Nota 8
Sebastian Vettel. Vinha brigando pela vitória quando passou a velocidades nos boxes. Nota 7
Jenson Button. Sem brilhar, conquistou um ótimo resultado para o campeonato. Nota 6
Rubens Barrichello. Faltou um pouco mais de sorte para frear Button. Nota 5
Heikki Kovalainen. Largou de trás por azar e não conseguiu se recuperar muito. Nota 6
Robert Kubica. Fez o possível com o carro da BMW e salvou um pontinho. Nota 7
Kazuki Nakajima. Lento como de costume, ainda chegou perto dos pontos. Nota 5
Kimi Raikkonen. Com um equipamento instável, caiu bastante de rendimento. Nota 4
Nico Rosberg. A bobagem na saída dos boxes custou um pódio quase certo. Nota 3
Jarno Trulli. Muito abaixo de Glock, teve um fim de semana apático. Nota 2
Giancarlo Fisichella. Mal adaptado à Ferrari, ficou sempre entre os últimos. Nota 2
Vitantonio Liuzzi. Ao menos levou o carro até o fim, sem maiores sustos. Nota 4
Jaime Alguersuari. Vai mantendo um nível de corrida decente, sem comprometer. Nota 5
Sebastien Buemi. Vinha no meio do pelotão quando o carro quebrou. Nota 5
Mark Webber. Batido por Vettel, teve uma falha de freios e saiu da disputa por título. Nota 4
Adrian Sutil. Desistiu da prova após rodar numa manobra afobada sobre Buemi. Nota 3
Nick Heidfeld. Vítima de Sutil, abandonou pela primeira vez em 41 corridas. Nota 5
Romain Grosjean. Um fim de semana horrível, bem ruim desde a sexta-feira. Nota 1

Análise das equipes:

Brawn. Não foi bem, mas ficou bem perto do título de construtores. ***
Red Bull. Sofreu com problemas de freio nos dois carros. ***
Ferrari. Vive uma temporada muito irregular. Agora, esteve bem mal. *
McLaren. Hamilton venceu na raça, com um carro que não era o mais rápido. ****
Toyota. Ressuscitou através do ótimo segundo lugar de Glock. ****
Williams. Tinha um carro muito bom, mas os pilotos não corresponderam. ***
Renault. Após o escândalo, celebrou seu primeiro pódio na temporada. ****
BMW. Prejudicada pela batida de Rubinho no sábado, fez uma corrida mediana. **
Force India. Ao menos dessa vez, voltou para o fim do pelotão. **
Toro Rosso. Tem prazo de validade: os dois carros quebraram na volta 47. *

Análise da corrida:

O GP de Cingapura foi, convenhamos, um pouco chato. Dessa vez, nem a entrada do safety car ajudou a tornar a corrida um pouco mais interessante e o resultado foi quase todo definido nas paradas de box.
Nível: Chata

Análise do campeonato:

Em termos de chance de título, digamos que Button tem 90% de possibilidade de levar o título. Rubinho teria uns 9% e Vettel, 1%. O cenário é bem favorável, mas tudo ainda pode mudar a três provas do fim.
Nível: Bom

Balanço dos palpites:

Vitória: Rubens Barrichello. O vencedor foi Lewis Hamilton.
Pole Position: Lewis Hamilton. Na mosca!
Melhor Volta: Kimi Raikkonen. A melhor volta foi de Fernando Alonso.
Grid aleatório (15º lugar): Kazuki Nakajima. O 15º no grid foi Jarno Trulli.
Tempo da pole: 1:42.450. O tempo da pole foi 1:47.891
Primeiro abandono: Jarno Trulli. O primeiro a abandonar foi Romain Grosjean.
Zona de pontuação:
1. Rubens Barrichello (Lewis Hamilton)
2. Kimi Raikkonen (Timo Glock)
3. Lewis Hamilton (Fernando Alonso)
4. Heikki Kovalainen (Sebastian Vettel)
5. Adrian Sutil (Jenson Button)
6. Jenson Button (Rubens Barrichello)
7. Vitantonio Liuzzi (Heikki Kovalainen)
8. Fernando Alonso (Robert Kubica)
Placar da temporada:
Austrália - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Rubens Barrichello (segundo)
Malásia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
China - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Rubens Barrichello (quarto)
Bahrein - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Espanha - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Sebastian Vettel (quarto)
Mônaco - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Mark Webber (quinto)
Turquia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Inglaterra - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Jenson Button (sexto)
Alemanha - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Hungria - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Europa - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Bélgica - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Kimi Raikkonen (PRIMEIRO)
Itália - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Lewis Hamilton (abandono)
Cingapura - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)

Um fim de semana particularmente ruim nos palpites do Blog. Tirando a pole position de Hamilton, quase acertei a sexta posição de Button e... mais nada. Dessa vez, a bola de cristal não funcionou nada bem.
Balanço dos palpites: Ruim
Placar da temporada: Quatro acertos em 14 possíveis

Por hoje, é só. Até mais!

Hamilton domina GP de Cingapura, mas Button é o grande vencedor do dia

O GP de Cingapura foi um passeio ao luar para o campeão Lewis Hamilton.

Largando da pole, o inglês da McLaren jamais perdeu o controle da prova e venceu de ponta a ponta, com bastante autoridade.

Foi a segunda vitória do ano para Hamilton, que já havia triunfado na Hungria. Dessa vez, sua performance foi realmente dominadora.

A ótima corrida do inglês impediu que o alemão Timo Glock comemorasse a primeira vitória de sua carreira.

O piloto da Toyota fez uma prova segura e sem erros, levando o irregular carro da equipe japonesa a um excelente segundo lugar.

Na sequência, o espanhol Fernando Alonso - um ano após sua polêmica vitória no GP de Cingapura de 2008 - voltou a subir ao pódio na corrida asiática. Dessa vez, em terceiro.

Foi o primeiro pódio de Alonso no ano, uma prova de que a Renault realmente não esteve nada bem nesta temporada.

Apesar das boas corridas de Hamilton, Glock e Alonso, o grande vencedor do dia foi o homem que completou apenas em quinto lugar.

Saindo lá do meio do grid, numa posição perigosa, Jenson Button evitou problemas e conseguiu salvar quatro pontos vitais para a disputa pelo título.

O inglês da Brawn conseguiu até terminar à frente do companheiro Rubens Barrichello, aumentando para quinze pontos sua vantagem no campeonato.

A princípio, a prova de Cingapura parecia favorável a Barrichello, mas Button conseguiu virar o jogo - ajudado por um safety car na vigésima volta da prova, que eliminou sua desvantagem para o piloto brasileiro.

A partir daí, Button marcou Barrichello de perto e fez a ultrapassagem na última rodada de pit stops. Ainda levou um susto no fim da prova - mais umas três ou quatro voltas e o freio de seu carro ia para o espaço - mas conseguiu segurar o quinto posto.

Rubinho, por outro lado, precisou se contentar com o sexto lugar. O veterano segue com chances razoáveis de título, mas o favoritismo de Button ficou bem mais evidente após a corrida deste domingo.

Para a Red Bull, o dia praticamente encerrou as esperanças de título da equipe.

O australiano Mark Webber perdeu de vez suas chances de levar o campeonato ao bater por causa de uma falha nos freios. E o alemão Sebastian Vettel ficou só em quarto - tem 25 pontos de desvantagem para Button, com 30 em jogo, e possibilidades remotas de ser campeão.

A briga mesmo é entre Button e Barrichello. Com ampla vantagem para o inglês.

Rubinho ainda tem esperanças - basta lembrar que as duas maiores viradas da história, em 1986 (Prost para cima de Mansell) e 2007 (Raikkonen para cima de Hamilton), tiveram pilotos ingleses como perdedores.

Será que a história vai se repetir de novo?

É improvável, mas não é impossível.

Barrichello segue sonhando, por mais favorável que o GP de Cingapura tenha sido para Button.

sábado, 26 de setembro de 2009

Hamilton faz a pole e Rubinho sai no lucro

A pole do Grande Prêmio de Cingapura é de Lewis Hamilton.

Foi a segunda consecutiva do inglês - nas últimas quatro corridas, em três o atual campeão largou na posição de honra do grid.

Dessa vez, o trabalho de Hamilton foi facilitado por um erro de Rubens Barrichello. O brasileiro bateu a 30 segundos do fim da sessão, provocou uma bandeira vermelha e impediu que a maioria dos pilotos melhorassem suas marcas.

Com isso, o inglês da McLaren garantiu a pole, que era ameaçada por pelo menos dois adversários: Sebastian Vettel e Nico Rosberg.

Num circuito de rua difícil de se passar e onde o carro da McLaren parece estar à vontade, o atual campeão já começa a corrida de amanhã com meio caminho andado para vencer.

Apesar disso, é precipitado afirmar que Hamilton tem a vitórias nas mãos. O inglês não pode esquecer que corridas em circuitos urbanos são famosas por serem imprevisíveis.

A entrada de um safety car no momento errado, por exemplo, pode tirar Hamilton do páreo. O inglês também vai precisar andar no limite mantendo seu carro na pista - algo que ele não conseguiu no GP da Itália, quando bateu forte na última volta.

De qualquer maneira, Hamilton é o favorito. Vettel e Rosberg, a princípio, parecem os únicos em condição de desafiá-lo.

Isso porque os grandes nomes da temporada estiveram longe de brilhar.

Mark Webber, meio apagado, ficou em quarto e não parece ter forças para brigar por mais do que um pódio.

Kimi Raikkonen caiu de performance junto com a Ferrari e larga só de 13º, totalmente afastado da disputa pelas primeiras posições.

E os pilotos da Brawn, ao menos dessa vez, não justificaram a posição de protagonistas na luta pelo título.

Apático, Jenson Button andou mal e foi só o 12º. Vai largar bem pesado para fazer uma parada e, com alguma sorte, salvar uns pontinhos.

Seu parceiro Barrichello também não tem tanto a comemorar.

O veterano saiu para o treino com pouca gasolina para buscar a pole, mas bateu e amargou apenas o quinto lugar. Como vai trocar o câmbio, cairá ainda para a décima posição.

Ruim, mas poderia ter sido pior - menos mal para Rubinho que Button também não foi bem.

Na verdade, o brasileiro até saiu no lucro. Mesmo perdendo cinco posições no grid, ainda vai largar à frente do companheiro na Brawn. E isso é o mais importante

Ao que tudo indica, a corrida de Cingapura não vai alterar bastante a distância entre Button e Rubinho na classificação, já que dificilmente os dois vão marcar muitos pontos na prova de amanhã.

Ainda assim, a prova é vital para o destino do campeonato. Para Button, o importante é manter a vantagem, minimizando os prejuízos.

Para Rubinho, é tudo ou nada mesmo. Ele não tem muitas possibilidades de um grande resultado, mas vai precisar ser agressivo para chegar o mais à frente possível.

Como sempre, a largada será crucial - tanto para a briga pela vitória, entre Hamilton e os alemães, quanto para a luta pelo título, entre os dois pilotos da Brawn GP.

A prova de Cingapura, anote aí, começa amanhã às 9h de Brasília.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Palpitão do Grande Prêmio de Cingapura

Depois da tempestade que foi o escândalo da Renault, a Fórmula 1 volta ao trabalho neste fim de semana e corre justamente no palco da vergonhosa trapaça da escuderia francesa na corrida do ano passado.

Em Cingapura, o duelo principal é a entre a dupla da Brawn GP. Jenson Button ou Rubens Barrichello - um deles será o campeão da temporada 2009.

O inglês ainda tem uma vantagem confortável, mas o título está em aberto.

E Rubinho tem motivos para começar o fim de semana confiante. A pista de Cingapura tem características bem semelhantes à de Valência, onde o brasileiro venceu e Button se arrastou até um fraco sétimo lugar.

Se a Brawn GP mantiver a hegemonia que apresentou na prova da Itália, a tendência é que Barrichello seja o piloto a ser batido na briga pela vitória. E é exatamente nisso que o Blog aposta.

Dessa vez, o meu palpite vai para Rubinho. Pode até não vencer, mas certamente estará entre os líderes em Cingapura.

Tirando Button, os único pilotos que podem fazer frente a Barrichello são Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton.

Os dois campeões dependem do equipamento para sonhar com vitória. Mesmo em desvantagem, Hamilton e Raikkonen têm condições de superar os titulares da Brawn - a pista de Cingapura, vale lembrar, é uma daquelas em que o piloto pode fazer a diferença.

Por causa do cansaço e da absoluta falta de tempo, este texto fica um pouco abreviado e o escriba do Blog vai direto para o palpitão completo de Cingapura:

Vitória: Rubens Barrichello
Pole Position: Lewis Hamilton
Melhor Volta: Kimi Raikkonen
Grid aleatório (15º lugar): Kazuki Nakajima
Tempo da pole: 1:42.450
Primeiro abandono: Jarno Trulli
Zona de pontuação:
1. Rubens Barrichello
2. Kimi Raikkonen
3. Lewis Hamilton
4. Heikki Kovalainen
5. Adrian Sutil
6. Jenson Button
7. Vitantonio Liuzzi
8. Fernando Alonso

Os treinos já começam nesta sexta-feira, às 7h e 10h de Brasília. No sábado, a classificação é um pouco mais tarde do que o costume, às 11h, enquanto a corrida começa no habitual horário de 9h de domingo.

sábado, 19 de setembro de 2009

E Briatore vai pagar o pato sozinho...

Este Blog até que tentou se manter afastado das discussões acerca do "escândalo de Cingapura", mas é impossível deixar de emitir uma opinião sobre o assunto que dominou o noticiário da Fórmula 1 nas últimas semanas.

Nelsinho Piquet bateu de propósito para favorecer Fernando Alonso, que só venceu o GP de Cingapura de 2008 por causa da ajuda providencial do companheiro de equipe.

Isso é um fato.

Por mais que alguns representantes da FIA e da Renault ainda tentem desqualificar as evidências, já ficou claro que a batida de Nelsinho foi mesmo de propósito.

O que ainda não se sabe é de onde partiu a ideia.

Dentro da Renault, há quatro personagens centrais envolvidos na história: além de Nelsinho e Alonso, o (agora demitido) chefe de equipe Flavio Briatore e o diretor técnico Pat Symonds.

Desses, apenas Alonso pode alegar que não sabia nada da artimanha.

De fato, parece improvável que um bicampeão mundial arrisque sua reputação numa trapaça para vencer uma corrida como outra qualquer. Alonso tinha muito a perder - muito mais do que Nelsinho, Briatore e Symonds.

Apesar disso, o espanhol jamais vai se livrar das suspeitas...

Por outro lado, a participação de Nelsinho, Briatore e Symonds no episódio é inegável. Mas, dos três apenas, o ex-chefe da Renault deve ser punido.

Nelsinho e Symonds, premiados com a "delação premiada" da FIA, não devem sofrer punições da entidade, mas tiveram suas reputações seriamente abaladas.

O piloto brasileiro pode ter estragado sua carreira, enquanto o engenheiro inglês dificilmente voltará a ser considerado uma das mentes brilhantes da Fórmula 1 atual.

Mas o grande perdedor de toda essa história, sem dúvida nenhuma, é Flavio Briatore.

Uma das figuras mais polêmicas e contestadas da F-1 nas últimas décadas, o italiano finalmente será enxotado da categoria - como muito de seus inimigos sonhavam há tempos.

Nesta segunda-feira, dia 21, a FIA vai julgar quem foram os culpados pela trapaça em Cingapura. Nelsinho e Symonds já estão, a princípio, livres de punição. E a Renault também vai escapar ilesa - desde que entregue a cabeça de Briatore aos leões.

Entre o perdão da FIA e a proteção ao dirigente italiano, a Renault não hesitou. Briatore foi demitido de seu cargo e provavelmente sofrerá uma dura punição dos delegados da entidade.

O mais recente escândalo da Fórmula 1 deve terminar com a expulsão de Briatore, que vai pagar o pato sozinho.

Não fosse a motivação política de derrubar Briatore, o escândalo de Cingapura jamais teria vindo à tona. Se dependesse dos dirigentes da categoria, muito melhor seria se o episódio tivesse sido empurrado para debaixo do tapete.

Na Fórmula 1, não existe certo ou errado, e sim o que vale e o que não vale não a pena fazer.

Dessa vez, valia a pena trazer o episódio de Cingapura aos olhos do público, apenas para que os homens mais poderosos da categoria tivessem uma chance de se livrar de Briatore.

E é exatamente isso o vai acontecer.

domingo, 13 de setembro de 2009

Análise do Grande Prêmio - Itália/Monza (13/09/09)

Análise dos pilotos:

Rubens Barrichello. Uma performance absolutamente perfeita. Nota 10
Jenson Button. Batido em disputa direta com o companheiro Barrichello. Nota 8
Kimi Raikkonen. Subiu ao pódio pela quarta corrida consecutiva. Nota 8
Adrian Sutil. Na melhor corrida de sua carreira, marcou até a volta mais rápida. Nota 9
Fernando Alonso. Fez uma prova consistente e conquistou o resultado possível. Nota 7
Heikki Kovalainen. Lento em ritmo de corrida, está mais perto de perder o emprego. Nota 4
Nick Heidfeld. Marcou mais dois pontinhos e segue à frente de Kubica na tabela. Nota 7
Sebastian Vettel. O oitavo lugar é muito pouco para quem sonha com o título. Nota 4
Giancarlo Fisichella. Chegou em nono, o que certamente não era sua expectativa. Nota 4
Kazuki Nakajima. Evitou problemas e terminou num razoável décimo lugar. Nota 5
Timo Glock. Foi combativo, mas não conseguiu um resultado de muito valor. Nota 5
Lewis Hamilton. Andou no limite o tempo todo. E pagou o preço na última volta. Nota 6
Sebastien Buemi. Limitou-se a levar o carro até o fim sem acidentes. Nota 5
Jarno Trulli. Atrapalhado, quase causou uma batida com o companheiro Glock. Nota 3
Romain Grosjean. Ainda não mostrou ao que veio na Fórmula 1. Nota 3
Nico Rosberg. Pouco inspirado, andou em último o tempo inteiro. Nota 2
Vitantonio Liuzzi. Merecia melhor sorte, mas o câmbio o deixou na mão. Nota 7
Jaime Alguersuari. Sumido, parou o carro nos boxes e quase ninguém percebeu. Nota 3
Robert Kubica. Não evitou o choque com Webber que estragou sua corrida. Nota 3
Mark Webber. Mal na classificação, abandonou logo na primeira volta. Nota 1

Análise das equipes:

Brawn. Recuperou o posto de melhor equipe do grid. *****
Red Bull. Continua descendo a ladeira. *
Ferrari. Somou seu quinto pódio consecutivo. ****
McLaren. Depende de Hamilton para lutar por vitórias. ***
Toyota. Só apareceu quando seus pilotos quase bateram um com o outro. *
Williams. Teve seu pior fim de semana na temporada. *
BMW. Marcou pontos de novo e segue mostrando evolução. ***
Renault. A equipe almejava mais em Monza, mas só fez três pontos. ***
Force India. Já se estabelece como equipe da parte da frente do grid. ****
Toro Rosso. Em pensar que, há um ano, ganhou em Monza com Vettel... *

Análise da corrida:

O GP da Itália não teve muitas trocas de posição entre os líderes, mas foi uma corrida bem animada, com várias disputas no meio do pelotão. Para quem torcia por Rubens Barrichello, mal dava para descolar os olhos da TV.
Nível da corrida: Boa

Análise do campeonato:

Os pilotos da Red Bull já caíram fora da briga, mas a disputa entre Jenson Button e Rubens Barrichello promete fortes emoções nas próximas corridas. O brasileiro está descontando a vantagem do rival, mas Button ainda leva certa folga na lideração.
Nível do campeonato: Bom

Balanço dos palpites:

Vitória: Lewis Hamilton. O vencedor foi Rubens Barrichello.
Pole Position: Lewis Hamilton. Na mosca!
Melhor Volta: Fernando Alonso. A melhor volta foi de Adrian Sutil
Grid aleatório (14º lugar): Kazuki Nakajima. O 14º no grid foi Giancarlo Fisichella
Tempo da pole: 1:24.350. O tempo da pole foi 1:24.066
Primeiro abandono: Sebastien Buemi. O primeiro a abandonar foi Mark Webber
Zona de pontuação:
1. Lewis Hamilton (Rubens Barrichello)
2. Jenson Button (PALPITE CORRETO)
3. Giancarlo Fisichella (Kimi Raikkonen)
4. Fernando Alonso (Adrian Sutil)
5. Heikki Kovalainen (Fernando Alonso)
6. Mark Webber (Heikki Kovalainen)
7. Adrian Sutil (Nick Heidfeld)
8. Nico Rosberg (Sebastian Vettel)
Placar da temporada:
Austrália - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Rubens Barrichello (segundo)
Malásia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
China - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Rubens Barrichello (quarto)
Bahrein - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Espanha - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Sebastian Vettel (quarto)
Mônaco - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Mark Webber (quinto)
Turquia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Inglaterra - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Jenson Button (sexto)
Alemanha - Vencedor: Mark Webber. Palpite: Rubens Barrichello (sexto)
Hungria - Vencedor: Lewis Hamilton. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Europa - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Sebastian Vettel (abandono)
Bélgica - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Kimi Raikkonen (PRIMEIRO)
Itália - Vencedor: Rubens Barrichello. Palpite: Lewis Hamilton (abandono)

Errei a aposta principal ao jogar minhas fichas em Hamilton e subestimar o poder dos carros da Brawn. Em compensação, acertei na mosca ao prever a pole do inglês e a segunda posição de Button. No geral, um desempenho bem mais ou menos.
Nível dos palpites: Razoável
Placar da temporada: Quatro acertos em 13 possíveis

Por hoje, é só. Até a próxima!

Rubinho vence e título já não é sonho impossível

Vitória categórica de Rubens Barrichello e dobradinha da Brawn no GP da Itália deste domingo.

Quem duvidava do potencial dos carros de cor marca-texto no circuito de Monza - como eu - errou feio na previsão. Mesmo largando apenas da terceira fila, Rubinho e Jenson Button deixaram todos os adversários para trás.

Apenas Lewis Hamilton conseguiu acompanhar o ritmo da Brawn. E, por andar tão forte, pagou o preço na última volta, quando perdeu o controle do carro e bateu feio.

O inglês merecia melhor sorte, mas um deslize como esse não é perdoado numa pista como Monza.

Ao contrário de Hamilton, Barrichello fez uma corrida irrepreensível e conquistou uma vitória para entrar de vez na briga pelo título.

Tática certeira, de apenas um pit stop, perfeitamente executada. Não dava para ser melhor.

O título para Rubinho já não é um sonho impossível, embora ainda seja um objetivo um pouco distante.

Em Monza, o piloto brasileiro foi superior ao companheiro Jenson Button durante todo o fim de semana. O líder da temporada, porém, não esteve tão apagado assim e somou oito pontos muito importantes para o campeonato.

Faltando apenas quatro corridas e com 40 pontos em jogo, Button tem 14 de vantagem sobre Barrichello. Apenas os dois ainda têm chances reais de lutar pelo troféu de campeão.

Isso porque a Red Bull, que pintava como a desafiante da Brawn, vai descendo ladeira abaixo. Em Monza, marcou só um pontinho.

Sebastian Vettel, muito apagado, terminou apenas em oitavo. E Mark Webber, tocado por Robert Kubica, abandonou logo na primeira volta.

Na Itália, tirando Hamilton, ninguém chegou perto da Brawn. Kimi Raikkonen somou mais um pódio - o quarto consecutivo - mas nem teve chance de sonhar com a vitória.

Para o finlandês, a corrida deste domingo foi um repeteco do GP da Bélgica, há duas semanas. Mais uma vez, ele foi o tempo inteiro pressionado por um piloto da Force India, mas conseguiu resistir até o fim.

Dessa vez, ao invés de Giancarlo Fisichella, o rival de Raikkonen foi o alemão Adrian Sutil, que terminou em quarto e obteve o melhor resultado da carreira.

O time indiano poderia até ter pontuado com os dois carros, mas faltou sorte ao italiano Vitantonio Liuzzi em sua reestreia na F-1. O câmbio quebrou quando ele tinha, no mínimo, um sétimo lugar nas mãos.

Logo atrás de Raikkonen e Sutil, Fernando Alonso levou sua Renault ao quinto lugar. Como sempre, não dá para cobrar mais do que isso do bicampeão.

Discreto como de costume, Heikki Kovalainen não passou de sexto, bem longe do ritmo do companheiro Hamilton.

Na sequência, Nick Heidfeld e Vettel fecharam a zona de pontuação.

Em sua primeira corrida pela Ferrari, Fisichella esteve apagado e concluiu só em nono. Os "tifosi" certamente esperavam mais dele.

Do resto, vale ressaltar o fim de semana péssimo da Williams e a atuação medíocre do novato francês Romain Grosjean, que ainda não mostrou ao que veio.

A próxima parada da Fórmula 1 é o GP de Cingapura, daqui a duas semanas.

Em meio às polêmicas sobre a corrida do ano passado, temos agora uma prova decisiva para o destino da atual temporada.

Na primeira prova de rua, em Mônaco, Button levou a melhor sobre Rubinho, que deu o troco em Valência.

E agora, quem vai sair por cima?

sábado, 12 de setembro de 2009

Hamilton, com sobras, faz a pole para o GP da Itália

Foi fácil para Lewis Hamilton.

Neste sábado, o inglês da McLaren impôs pelo menos meio segundo de vantagem para quase todos os outros adversários e fez a pole position para o GP da Itália deste domingo.

A única exceção foi o alemão Adrian Sutil, da surpreendente Force India, que chegou perto do topo e terminou o treino a apenas um décimo de Hamilton.

Apesar da distância pequena, porém, a impressão clara é que o atual campeão sobrou em relação aos demais.

Embora provavelmente tenha menos combustível, Hamilton já entra como o grande favorito para a vitória na corrida italiana.

O inglês conta com o motor Mercedes - destacadamente o melhor da Fórmula 1 no momento - e também com o "KERS", que representa uma grande vantagem numa pista rápida como Monza.

Desde que não chova ou que algum fator externo interfira em sua corrida - um safety car ou uma batida múltipla na largada, por exemplo - Hamilton já tem meio caminho andado para o triunfo.

Em segundo no grid, Sutil confirmou a impressionante evolução da Force India.

A performance de Giancarlo Fisichella no GP da Bélgica, de fato, não havia sido fogo de palha.

Dificilmente o alemão terá condições de acompanhar o ritmo de Hamilton na corrida. Se a vitória não está perto, o pódio é um objetivo bastante realista.

No terceiro lugar, está o único intruso entre os pilotos da Mercedes - a montadora alemã emplacou seis pilotos nos sete primeiros lugares, vale ressaltar.

Kimi Raikkonen esteve sempre muito acima do novo companheiro Fisichella, e nunca deixou de andar entre os primeiros.

Se repetir a empolgante largada que fez no GP da Bélgica, o "Homem de Gelo" tem até uma chance de brigar pela vitória.

O outro finlandês do grid, Heikki Kovalainen, fez o de sempre e terminou em quarto, com uma atuação discreta como de costume.

Na sequência, os dois pilotos da Brawn concluíram em quinto e sexto, com Rubens Barrichello à frente de Jenson Button.

Mais uma vez, o brasileiro foi superior ao companheiro de forma constante. E parece estar em boas condições para a prova de amanhã.

Button, por outro lado, voltou a ter problemas com a temperatura dos pneus. Foi o sexto colocado, mas sem muito brilho.

De volta após um longo tempo como piloto de testes, o italiano Vitantonio Liuzzi finalizou num bom sétimo posto, embora um pouco longe do companheiro Sutil.

Já o bicampeão Fernando Alonso, em meio à toda a polêmica sobre o escândalo de Cingapura, deixou os problemas do lado de fora da pista e levou a Renault até a oitava posição. Dentro das circunstâncias, um resultado promissor.

Por outro lado, a Red Bull continua ladeira abaixo e, dessa vez, sofreu para colocar seus pilotos entre os dez primeiros.

A equipe chegou lá, mas ficou com as duas últimas posições na "superpole". Sebastian Vettel foi o nono, com Mark Webber em décimo. Os dois vão precisar se esforçar para pegar as migalhas da zona de pontuação amanhã.

Na metade de trás do pelotão, o piloto que mais chamou atenção foi Giancarlo Fisichella.

Muito mais pelo fato de estar pilotando uma Ferrari do que pelo seu desempenho na pista, é verdade.

O italiano não foi uma catástrofe como o antecessor Luca Badoer, mas ficou aquém das expectativas e não passou de 14º.

Enquanto isso, a BMW sofreu com dois motores quebrados num espaço de poucos minutos, a Williams fez seu pior treino classificatório do ano e a Toro Rosso confirmou que, com a evolução da Force India, assumiu o lugar de equipe mais lenta do grid.

Neste domingo, a largada para o GP da Itália é às 9h.

Hamilton está perto da vitória. Mas, se chover, não há nem como imaginar o que vai acontecer...