sexta-feira, 29 de maio de 2009

Equipes confirmam inscrição para 2010

Terminou o suspense: nesta sexta-feira, as integrantes da Associação das Equipes confirmaram inscrição para a temporada de 2010.

O regulamento do próximo campeonato permanece indefinido, mas a possibilidade de um boicote não existe mais.

As escuderias se inscreveram no último dia do prazo, criando um suspense extra na novela. No fim das contas, porém, prevaleceu aquilo que era esperado.

Nem a Ferrari, que garantiu até estar estudando correr em outras categorias, foi adiante com a ameaça de se afastar da F-1 em 2010.

Era tudo um blefe mesmo, como a maioria já adivinhava.

As equipes já se comprometeram a alinhar no grid em 2010, mas resta a dúvida sobre qual será o regulamento do campeonato.

A FIA preferiu o silêncio e não confirmou se aceitou mudanças.

É muito provável que o teto orçamentário de 40 milhões de libras tenha sido aumentado.

E que a regra dos "dois regulamentos" - um para equipes acima do limite de gastos e outra para times abaixo dele - também seja sepultada.

Mas, como a FIA não se pronunciou, ainda não é possível saber o que realmente estará em vigor em 2010.

De qualquer maneira, a semana já termina bem menos quente nos bastidores.

A disputa entre a FIA e a Associação das Equipes não está finalizada e ainda pode se prolongar por mais algumas semanas, ou até meses.

A partir de agora, entretanto, a briga já não pode levar a resultados tão graves como a debandada de várias equipes.

Os temores de que a categoria corria risco de cisão, mais uma vez, se revelaram infundados.

A Fórmula 1 está a salvo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Últimos capítulos da guerra FIA x Fota?

Parece que a guerra entre a FIA e a Associação das Equipes já está terminando.

Nesta quarta-feira, a revista alemã Auto Motor und Sport publicou que as escuderias já teriam aceito uma proposta da turma de Max Mosley.

Nada é oficial ainda, mas é isso mesmo que deve acontecer.

Segundo a proposta, o teto orçamentário seria mantido, só que quase dobraria de valor.

Para compensar, a FIA permitiria a compra e venda de chassis, como forma de facilitar a entrada de equipes novatas como a Campos Grand Prix e a USF1.

Além disso, a polêmica e estúpída ideia de dividir o regulamento em dois - um para quem se adaptou ao teto e o outro para quem estourar o limite - seria abandonada.

Após semanas de discussão, se o fim da história for este mesmo, até que FIA e Associação das Equipes encontraram uma solução salomônica e sensata.

O problema é que não há nada confirmado ainda.

Todos esperam que o motim das equipes termine logo, mas é claro que existe a possibilidade de o impasse persistir.

A próxima sexta-feira, quando encerra-se o prazo de inscrição para a temporada de 2010, deve marcar o fim da novela de uma vez por todas.

Mas pode também mostrar que a briga não acaba tão cedo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quem pode parar Jenson Button?

A temporada de 2009 já tem um campeão: Jenson Button. Ao menos, é assim que muita gente já pensa.

O inglês venceu cinco das seis primeiras corridas do ano. Somou 51 pontos em 55 possíveis.

Um desempenho extraordinário. Para simplificar: não dava para ser melhor.

Mas será que já é possível cravar que Button tem nas mãos o título deste ano?

Ainda há 11 corridas pela frente. Muita coisa pode acontecer. Coroar o inglês como campeão de 2009 nessa altura do campeonato seria, no mínimo, precipitado.

No passado recente, três exemplos mostram que ainda é possível virar o jogo para cima de Button.

Em 2005, Raikkonen chegou a estar mais de 20 pontos atrás de Alonso. E só não levou o título porque o carro da McLaren teimou em quebrar na segunda metade do ano.

Em 2006, Alonso disparou na frente - de cara, seis vitórias e dois segundos lugares, num desempenho semelhante ao de Button. Mas Schumacher reagiu, chegou a empatar o jogo e quase levou o troféu.

Em 2007, Raikkonen mostrou que o favorito do início do ano nem sempre conquista o título. Azarão, derrotou Alonso e Hamilton para se sagrar campeão, após ser quase descartado da disputa.

Neste ano, Button já disparou.

Mas ainda é cedo para afirmar que já chegou lá.

A Red Bull promete que não vai desistir da briga. A equipe, que tem em Vettel um piloto jovem, veloz e impetuoso, precisa de um pouco mais de velocidade e consistência para rivalizar com a Brawn.

Vettel já deu mostras de que pode enfrentar Button, mas também precisa ganhar regularidade.

Se a Red Bull conseguir uma evolução em seu carro, o alemão pode tentar uma reação.

Além disso, há um outro rival para Button: o próprio companheiro Rubens Barrichello.

Derrotado pelo inglês em seis de seis corridas até agora, Rubinho já ficou um pouco desmoralizado dentro da Brawn.

Mas a situação (ainda) não é irreversível. Só 16 pontos separam o brasileiro de Button, uma diferença perfeitamente descontável.

No momento, Rubinho mantém o discurso que dele se espera: sem invertar desculpas, admite que Button está mais rápido, mas garante que não vai jogar a toalha.

A postura é essa aí mesmo. Rubinho precisa colocar na cabeça que é capaz de bater Button, apesar do retrospecto desfavorável nesta temporada.

Mas, apesar de tudo - da Red Bull, de Rubinho e até da renascida Ferrari - o grande favorito ainda é Jenson Button.

O inglês ainda não ganhou o título desta temporada. E, se vier a conquistá-lo, ainda vai precisar esperar alguns meses.

Não há dúvidas, entretanto, de que Button é o homem a ser batido.

Será que alguém será capaz de parar o inglês?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Williams cumpre seu papel e se inscreve para 2010

De todo o grid da Fórmula 1, a Williams é a única equipe que existe somente para correr.

Não pertence a montadora e nem a empresário bilionário querendo ganhar espaço para seus produtos.

Se a Fórmula 1 acabasse, a Williams também teria o mesmo destino.


A Williams está no seu papel. Não tinha outra opção.

E, assim, a Associação das Equipes sofre sua primeira baixa. E que provavelmente não será a última.

Por sempre manter uma postura independente, a Williams foi a primeira a furar o bloqueio liderado pela Ferrari ao regulamento da FIA.

Nos próximos dias, outras equipes devem fazer o mesmo.

A Force India e a Brawn GP estão comprometidas com Bernie Ecclestone - não fosse a atuação do dirigente, nenhuma das duas existiria.

E a McLaren... bem, a McLaren é a única equipe do grid que tem o rabo entre as pernas com a FIA.

Em dois anos, se envolveu numa dupla de escândalos sérios - o da espionagem e o da mentira. Escapou nas duas vezes, mas perdeu qualquer chance de peitar Max Mosley.

Seriam, portanto, já seis as equipes inscritas para 2010: Williams, McLaren, Force India, Brawn GP e as estreantes USF1 e Campos Grand Prix.

E ainda há outras novatas dispostas a entrar na categoria.

O prazo para inscrição termina na próxima sexta-feira.

O grupo liderado pela Ferrari está sob intensa pressão.

Não vai demorar muito e a FIA vai pagar para ver se os revoltosos estavam mesmo blefando ao ameaçar um boicote coletivo.

Esta semana será certamente bastante agitada nos bastidores da Fórmula 1

domingo, 24 de maio de 2009

Conto de fadas da vida real

Emocionante a vitória de Helio Castroneves nas 500 Milhas de Indianapolis.

Ninguém pode imaginar o que ele passou nos últimos meses, quando ficou ameaçado de ser preso por até 35 anos em virtude de problemas com a Receita Federal americana.

Agora, tudo isso já está no passado. E Helinho se recuperou de maneira mágica, extraordinária, com uma mais vitória espetacular na corrida mais importante do planeta.

A terceira dele em Indy.

Daqui para a frente, o que vier já é lucro.

O conto de fadas real que Helinho viveu daria filme de Hollywood.

Análise do Grande Prêmio - Mônaco/Monte Carlo (24/05/2009)

Análise dos pilotos:

Jenson Button. Mais uma corrida perfeita para o líder do campeonato. Nota 10
Rubens Barrichello. Batido por Button num circuito onde costumava se dar bem. Nota 6
Kimi Raikkonen. Não foi brilhante, mas levou a Ferrari de volta ao pódio. Nota 8
Felipe Massa. Prejudicado por Vettel no início, poderia ter tido um resultado melhor. Nota 7
Mark Webber. Assim como na Espanha, fez prova discreta e eficiente. Nota 7
Nico Rosberg. Provou que é realmente bom em circuitos de rua. Nota 8
Fernando Alonso. Com o carro que tem, não tinha como fazer mais. Nota 7
Sebastien Bourdais. Marcou um pontinho fundamental para a sua carreira na F-1. Nota 8
Giancarlo Fisichella. Tirando Button, foi o melhor piloto do dia. Nota 9
Timo Glock. Errou no sábado, lutou bastante no domingo, mas ficou longe dos pontos. Nota 4
Nick Heidfeld. Largando de trás, quase não foi notado e teve outro resultado modesto. Nota 5
Lewis Hamilton. O erro na classificação destruiu o seu fim de semana. Nota 3
Jarno Trulli. Fez prova burocrática e terminou lá atrás. Nota 3
Adrian Sutil. Apareceu bem no treino classificatório, mas a equipe errou a estratégia. Nota 6
Kazuki Nakajima. Como estava sumido, resolveu bater o carro na última volta. Nota 2
Heikki Kovalainen. Teve uma chance de ofuscar Hamilton e não aproveitou. Nota 3
Robert Kubica. Continua sem calvário. Ainda não pontuou na temporada. Nota 4
Sebastian Vettel. Foi vítima do muro na curva Saint Devote. Nota 4
Nelsinho Piquet. Dessa vez, o mau resultado não foi culpa sua. Nota 6
Sebastien Buemi. Afobado, acabou com a sua corrida e com a de Nelsinho já no início. Nota 2

Análise das equipes:

Brawn. Continua dando um olé na concorrência. *****
Red Bull. Pode já ter sido superada pela Ferrari. ***
Toyota. Carro instável e pilotos pouco inspirados. *
Ferrari. Enfim, um resultado animador. ****
McLaren. Ficou para trás por erros dos pilotos. **
Renault. Alonso, mais uma vez, salvou o time. ***
Williams. Rosberg, mais uma vez, salvou o time. ***
BMW. A grande decepção da temporada. *
Toro Rosso. Marcou um pontinho suado com Bourdais. ***
Force India. Quase chegou lá, mas ficou zerada de novo. ***

Análise da corrida:

O Grande Prêmio de Mônaco até teve algumas ultrapassagens - o que, se tratando de Monte Carlo, é algo impressionante - mas talvez tenha sido o mais chato da temporada. Os três primeiros lugares, por exemplo, foram decididos na largada.
Nível da corrida: Ruim

Análise do campeonato:

Jenson Button lidera o campeonato com folga e já é o franco favorito ao título deste ano. Um campeonato que se desenhava imprevisível, parece já decidido após apenas seis provas. Mas muita coisa ainda pode mudar.
Nível do campeonato: Mediano

Balanço dos Palpites:

Pole position: Sebastian Vettel. A pole foi de Jenson Button
Tempo da pole: 1:15.200. O tempo da pole foi 1:14.902
Grid aleatório (7º lugar): Nico Rosberg. O sétimo no grid foi Heikki Kovalainen
Melhor volta: Jenson Button. A melhor volta foi de Felipe Massa
Primeiro abandono: Kazuki Nakajima. O primeiro abandono foi de Sebastien Buemi
Zona de pontuação:
1. Mark Webber (Jenson Button)
2. Jenson Button (Rubens Barrichello)
3. Sebastian Vettel (Kimi Raikkonen)
4. Rubens Barrichello (Felipe Massa)
5. Fernando Alonso (Mark Webber)
6. Felipe Massa (Nico Rosberg)
7. Lewis Hamilton (Fernando Alonso)
8. Nico Rosberg (Sebastien Bourdais)
Placar da temporada:
Austrália - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Rubens Barrichello (segundo)
Malásia - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
China - Vencedor: Sebastian Vettel. Palpite: Rubens Barrichello (quarto)
Bahrein - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Jenson Button (PRIMEIRO)
Espanha - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Sebastian Vettel (quarto)
Mônaco - Vencedor: Jenson Button. Palpite: Mark Webber (quinto)

Dessa vez, o Blog deu vexame e errou quase tudo. A aposta arriscada em Mark Webber não deu certo, embora o australiano não tenha feito uma corrida especialmente ruim. No geral, um desempenho péssimo no palpitão.
Nível dos palpites: Péssimo
Placar da temporada: Dois acertos em seis possíveis

Por hoje, é só. Até mais!

Mais uma vitória incontestável para Button

Em seis corridas, cinco vitórias para o virtual campeão da temporada, Jenson Button.

No GP de Mônaco deste domingo, o inglês conquistou uma vitória incontestável, de ponta a ponta, com grande autoridade.

Numa pista onde jamais tinha se dado muito bem, Button esteve sempre um degrau acima da concorrência - e, em especial, sempre num nível superior ao do companheiro Rubens Barrichello.

Saindo de terceiro no grid, Rubinho até passou a ter esperanças de vitória quando subiu para segundo na largada.

Mas o duelo foi decidido a favor de Button logo no início.

Dono de um estilo limpo e preciso, o inglês soube tratar os pneus macios de maneira bem mais conservadora do que o veterano Barrichello.

E, nas quinze primeiras voltas - período no qual os dois pilotos da Brawn correram com compostos macios - Button abriu 12 segundos de vantagem.

A corrida já se decidiu aí.

A partir do primeiro pit stop, tudo o que Button fez foi administrar a vantagem e literalmente passear por Monte Carlo. Mais uma vitória maiúscula para o líder do campeonato.

Para Rubinho, restou o segundo lugar.

O veterano superou a dupla da Ferrari, que fez boa corrida e provou já ter um carro com potencial para vencer corridas.

Kimi Raikkonen não foi muito mais rápido do que Felipe Massa, mas terminou à frente do brasileiro porque não perdeu tempo no início da corrida atrás de Sebastian Vettel.

Enquanto o finlandês teve a chance de escapar na frente com os pilotos da Brawn, Massa ficou limitado pelo alemão da Red Bull, que tinha sérios problemas de pneu.

No fim da corrida, o brasileiro encostou em Raikkonen e provou que era até mais rápido - tanto que fez a melhor volta da corrida.

Mas coube ao "Homem de Gelo" quebrar o jejum de pódios da Ferrari neste ano e amenizar a crise no time de Maranello.

Atrás da dupla da Ferrari, o australiano Mark Webber fez corrida segura e consistente para terminar em quinto.

Embora bem menos badalado do que Vettel, Webber está apenas 4,5 pontos atrás do companheiro no campeonato. Isso porque o alemão, apesar de muito rápido, continua cometendo erros.

Dessa vez, Vettel bateu sozinho quando vinha em condições de salvar pelo menos um sétimo lugar. Não seria nada extraordinário, mas é o típico resultado que pilotos experientes não desperdiçam.

Na Williams, Nico Rosberg terminou em sexto e igualou seu melhor resultado na temporada.

Pena que a equipe inglesa conte com um piloto só - Kazuki Nakajima, que resolveu bater sozinho na última volta, não tem nível para ser titular na Fórmula 1.

Fecharam a zona de pontuação o valente Fernando Alonso, num honroso sétimo, e o renascido Sebastien Bourdais, que aliviou a pressão sobre si ao marcar um valioso pontinho no oitavo lugar.

Depois do vencedor Button, o melhor piloto do domingo foi Giancarlo Fisichella.

Numa corrida sem adversidades e com poucos abandonos, o italiano conseguiu levar o modesto carro da Force India ao nono posto.

Ficou fora da zona de pontuação, o que é uma pena. Mas obteve um resultado para animar a equipe.

O fim de semana para Toyota, BMW e McLaren terminou sem pontos e nenhum motivo para comemorar.

Após bater no sábado, Lewis Hamilton não foi além de 12º, a uma volta de Button. Um GP de Mônaco para o campeão esquecer.

Outro que deixa Monte Carlo lamentando é Nelsinho Piquet.

Sem culpa alguma, o brasileiro foi abalroado por Sebastien Buemi no início da prova. Se não fosse isso, certamente teria terminado em oitavo, à frente de Bourdais, marcando seu primeiro ponto na temporada.

Nelsinho continua zerado e sob pressão. Ao menos, dessa vez o mau resultado não foi sua culpa.

Daqui a duas semanas, o GP da Turquia é a sétima etapa da temporada.

Na pista onde venceu nos últimos três anos, Felipe Massa tem a chance de retornar ao lugar mais alto do pódio.

Mas vai ter de derrotar Jenson Button e a Brawn, o que parece muito difícil no momento.

sábado, 23 de maio de 2009

Button a caminho de mais uma vitória

Ninguém segura Jenson Button.

Em Mônaco, o inglês vai repetindo o roteiro da maioria das provas neste ano. Desempenho modesto nos treinos livres e nas duas primeiras fases da classificação, apenas para dar o bote na hora que interessa mesmo.

Não deu outra: pela quarta vez em seis provas na temporada, Button cravou a pole position.

Que, em Mônaco, vale ainda mais do que nos outros circuitos onde o líder do campeonato já venceu em 2009.

Parece que Button não perde a corrida de amanhã. Mas, como é em Mônaco, não dá para garantir nada.

A Ferrari renasceu através de Kimi Raikkonen, que obteve um ótimo segundo lugar.

Mesmo perdendo a pole por centésimos, o finlandês tem boas possibilidade de conseguir pelo menos um pódio saindo da primeira fila.

O "Homem de Gelo" mostrou lampejos do piloto que, há dois anos, foi campeão mundial e andava meio adormecido nos últimos tempos.

Em terceiro, Rubens Barrichello foi batido por Button de novo.

Numa pista onde tem retrospecto muito melhor do que o inglês, Rubinho era até o favorito na disputa interna da Brawn. Mais uma vez, entretanto, foi superado pelo companheiro.

Barrichello é cada vez mais o segundo piloto da Brawn, por mais que lute contre isso. Mônaco parecia a oportunidade de reagir, mas Button está levando a melhor.

Na Red Bull, uma performance um pouco abaixo do esperado.

Sebastian Vettel, que foi bloqueado em sua última volta rápída, ficou em quarto lugar.

E Mark Webber, aparentemente com o carro mais pesado, não passou de oitavo.

Os dois devem pontuar com tranquilidade na corrida, mas não oferecem muita resistência ao domínio da Brawn.

Superado por Raikkonen, Felipe Massa ainda conseguiu um bom quinto lugar. Ao menos, está voltando a figurar com regularidade entre os primeiros colocados.

O que ainda não é o caso de Fernando Alonso. O espanhol luta bastante, mas tem óbvias dificuldades de acompanhar os líderes.

Em Mônaco, o bicampeão vai largar do nono lugar. E, se terminar na zona de pontuação, já vai sair no lucro.

A Williams conseguiu colocar os dois carros no "top 10", mas não brilhou como se esperava. Nico Rosberg ficou em sexto, enquanto Kazuki Nakajima foi o décimo.

O alemão poderia ter sido mais ousado, arriscando largar com o carro bem leve. Pelo visto, ambos os pilotos da equipe inglesa vão precisar batalhar bastante para salvar alguns pontinhos.

Na McLaren, a esperança agora é Heikki Kovalainen.

O finlandês larga do sétimo lugar, com boas chances de marcar pontos. O que certamente não vai acontecer com Lewis Hamilton, que bateu já no "Q1" e sai somente de 16º.

Para o campeão, a corrida de amanhã será apenas para cumprir tabela. Em condições normais, Hamilton não tem a menor chance de pontuar.

No meio do pelotão, Nelsinho Piquet larga de um razoável 12º. Com o carro que tem, não dava para ir muito além disso mesmo.

Por outro lado, a Force India tem muito a comemorar.

Com Giancarlo Fisichella em 13º e Adrian Sutil em 15º, o time indiano alcançou o melhor resultado de sua modesta história.

Nenhum dos pilotos tem maiores perspectivas para a corrida, mas o dia foi animador.

Em contraste, BMW e Toyota terminaram o sábado com o rosto vermelho de vergonha.

A equipe alemã, mais uma vez, foi um desastre. Nick Heidfeld foi o 17º, com Robert Kubica uma posição atrás.

Os dois pilotos da BMW teriam ficado nas duas últimas posições se não fossem as peripécias da dupla da Toyota.

Timo Glock rodou, ficou parado na pista e atrapalhou o companheiro Jarno Trulli, que vinha logo atrás.

Como nenhum dos dois tinha virado bons tempos, o resultado foi uma catástrofe: o italiano em penúltimo e o alemão na lanterna do grid.

Em pensar que, apenas duas corridas atrás, os dois formavam a primeira fila no GP do Bahrein...

Largada amanhã para o GP de Mônaco às 9h de Brasília.

Todos contra Jenson Button. Será que alguém vai parar o inglês?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fim da novela mais próximo

Parece que a fase mais quente da guerra entre a FIA e a Associação das Equipes (Fota) já passou.

Neste fim de semana, o clima nos boxes de Mônaco é de distensão. As duas entidades ainda não chegaram a um acordo, mas a indefinição sobre as regras para 2010 ficou mais perto do fim.

Imaginou-se que a Ferrari poderia ficar isolada na ameaça de boicote, só que isso não se concretizou. Antes de se encontrarem com a FIA, todos os chefes de equipe reafirmaram a união da Fota e, assim, ganharam mais força na luta contra Max Mosley.

O presidente da FIA ainda resiste com a ideia do teto orçamentário em 40 milhões de libras, mas já admite negociar.

Basta as equipes não perderem a união e apresentaram um plano viável e sensato para que Mosley comece a ceder.

Para que a disputa chegue ao fim, é necessário que os dois lados abram mão de parte de suas exigências.

A FIA não pode obrigar que o teto orçamentário fique só em 40 milhões de libras. Mas as equipes também vão precisar fazer um corte de custo maior do que planejavam.

A Fórmula 1 ainda permanece mais dois dias em Mônaco, período no qual as atividades de pista vão dividir atenções com a movimentação nos bastidores.

Sim, o clima já é bem mais tranquilo entre os chefões da categoria.

Mas ainda é cedo demais para comemorar o fim da novela entre FIA e Fota.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rosberg, para variar, lidera treinos livres

Depois de uma semana tão atribulada fora das pistas, os treinos desta quinta-feira foram um refresco para quem já não aguentava mais tanto falatórios nos bastidores.

Uma rápida análise do resultado final permite concluir que o dia não teve muitas novidades.

Na liderança dos treinos livres, como vem sendo a regra neste ano, ficou o alemão Nico Rosberg.

O piloto da Williams, que tem um bom retrospecto em pistas de rua, deve cavar alguns pontos no fim de semana do Principado.

Mas, em condições normais, não terá chance nem de brigar pelo pódio.

O líder "real" do dia foi o campeão Lewis Hamilton, que teve um desempenho promissor com a McLaren.

Apesar disso, o inglês ainda não tem equipamento para acompanhar os pilotos de Brawn e Red Bull, que esconderam o jogo nesta quinta.

A equipe-sensação da temporada até andou entre os primeiros e colocou seus pilotos em terceiro e quarto lugares.

Mas tanto Rubens Barrichello quanto Jenson Button deram a impressão de que ainda não pilotaram até o limite do carro.

O brasileiro foi melhor do que o líder do campeonato. Entretanto, ainda é muito cedo para cravar que Rubinho vai derrotar o companheiro pela primeira vez no ano.

Assim como Hamilton, Felipe Massa voltou a figurar entre os líderes e teve um bom dia.

O piloto da Ferrari finalizou em quinto lugar e deve beliscar um pódio, no mínimo.

Na sequência, Sebastian Vettel terminou em sexto lugar, apesar de ter perdido parte da manhã por um problema de motor.

Seu companheiro Mark Webber - aposta do Blog para a vitória no domingo - veio apenas em 12º.

Os dois, tanto Vettel quanto Webber, claramente esconderam o jogo. Com o novo difusor duplo e outras novidades aerodinâmicas, não seria surpresa alguma se a Red Bull dominar o GP de Mônaco.

Na Renault, a novidade foi que Nelsinho Piquet superou Fernando Alonso, embora os dois tenham ficado muito próximo.

Mesmo assim, o resultado já dá um ânimo especial para o pressionado brasileiro, que precisa mostrar serviço no treino classificatório.

Mais atrás, a Toyota e a BMW foram as grandes decepções do dia.

A equipe japonesa, que monopolizou a primeira fila no GP do Bahrein, parece que vai descendo a ladeira.

Jarno Trulli não passou de 14º e Timo Glock veio só em 18º.

Pior ainda a BMW: Nick Heidfeld em 17º e Robert Kubica em último.

O polonês, francamente desmotivado, já jogou a toalha neste ano. O carro que a escuderia alemã produziu é um desastre.

Se há uma equipe que realmente está passando vexame em 2009, é a BMW.

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Os carros voltaram à pista, mas as atenções ainda estão nas movimentações que acontecem nos boxes.

Nesta sexta-feira, a guerra entre FIA e Associação das Equipes (Fota) tem mais um dia decisivo.

Max Mosley, o presidente da FIA em pessoa, está em Mônaco para ouvir a proposta da Fota para o campeonato de 2010.

Dependendo da boa vontade dos dirigentes, pode ser que a disputa entre as duas entidades termine de uma vez só.

Mas isso dificilmente vai ocorrer.

O mais provável é que Mosley siga resistindo com a ideia do teto orçamentário, as equipes continuem com a ameaça de boicote e a Fórmula 1 permaneça com as atenções voltadas para os bastidores.