terça-feira, 26 de junho de 2007

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem - Número 10

Começamos hoje, então, aquela que vai ser uma das seções regulares deste espaço: os 10+ do Blog F1 Grand Prix. Contar a história da Fórmula 1, por toda a sua vastidão, é uma tarefa praticamente impossível. O Blog, assim, vai usar uma abordagem diferente, bem humorada e - por que não? - polêmica.

Através de listas, vamos conhecer as batalhas, os cenários e os personagens que escreveram seus nomes na maior categoria do automobilismo. Chega de perder tempo. Vamos ao primeiro tema: As Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem de Todos os Tempos.

Primeiramente, antes de apresentar o número 10, uma pequena explicação sobre os critérios. Contam, é claro, o arrojo, a coragem e a plasticidade da manobra. Mas isto não é tudo. Ela tem que significar, valer alguma coisa.

Assim, ultrapassagens belíssimas, mas que não passavam de disputas pelo décimo lugar, estão descartadas. Da mesma forma, um grande nome da Fórmula 1 fazendo uma manobra sobre um piloto bem menos notório não vai conseguir se entrar na lista. Os personagens também têm que ter uma história na categoria.

Por causa da escassez de imagens, ficamos limitados às ultrapassagens de anos mais recentes. Na lista, as duas mais antigas são de 1979 (já estou dando dicas demais, hein?). De qualquer forma, o leque de escolha ainda é gigantesco, por mais que muitos reclamem da falta de ultrapassagens na Fórmula 1.

Antes de terminar, uma última ressalva. A manobra não precisa envolver, necessariamente, apenas dois pilotos. Ultrapassagens duplas, triplas ou quádruplas também entram na disputa, assim como batalhas em que dois pilotos trocam de posições várias vezes em poucos momentos. Acho que vocês já sabem a quais eventos o Blog se refere.

Agora, sem mais delongas, vamos começar a nossa lista.

DÉCIMA COLOCADA - Alonso sobre Schumacher, G.P. da Hungria de 2006

Não pensem que eu deixei de fazer minha pesquisa antes de elaborar a lista. Mesmo sendo muito recente, a ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Michael Schumacher já tem seu lugar na história da Fórmula 1. Pode-se dizer que foi, aí, que a Fórmula 1 trocou de época.

O Grande Prêmio da Hungria de 2006 foi, realmente, espetacular. Marcou a primeira vitória da equipe Honda desde que voltou à Fórmula 1 como equipe própria e também do inglês Jenson Button. Além disso, teve condições de tempo variáveis - chovia no início, mas a pista foi secando ao longo da corrida.

Para apimentar ainda mais, os dois postulantes ao título daquele ano, Fernando Alonso e Michael Schumacher, largariam de trás. Ambos haviam sido punidos nos treinos, por razões polêmicas. O espanhol, alegadamente, jogou seu carro sobre outro que o teria atrapalhado e o alemão, supostamente, fez ultrapassagens em bandeira vermelha.

Certas ou erradas, o fato é que as punições colocaram Schumi em décimo-primeiro e Alonso em décimo-quinto do grid. Mesmo sem fatores externos, a corrida já prometia ser emocionante. Com a chuva, então, tornou-se espetacular.

No meio do spray e da confusão da primeira volta, a dupla conseguiu performances impressionantes. Schumacher ganhou sete posições, subindo para quarto. Alonso, por sua vez, fez melhor ainda: foram nove, até o sexto lugar.

E o espanhol melhoraria ainda mais na volta seguinte, quando passou o companheiro de Renault Giancarlo Fisichella. De repente, viu-se atrás do seu rival no campeonato. O carro de Fernando rendia mais, e ele foi para cima de Schumacher, na disputa pelo quarto lugar.

Na primeira tentativa, na última curva do circuito, ao final da terceira volta, Alonso viu que não teria facilidade. Schumacher não hesitou como os pilotos anteriores e tascou uma fechada agressiva no espanhol. Que não se intimidou.

Fernando Alonso esperou o momento certo. Fizeram, juntos, a reta principal e o setor de subida que leva ao trecho mais sinuoso do circuito. Então, de repente, o espanhol fez sua manobra.

Por fora, na curva que antecede a mais lenta das chicanes de Hungaroring, Alonso executou uma ultrapassagem de gênio. Utilizando uma linha mais rápida, surpreendeu Schumacher, que não teve o que fazer. Mais do que isso, o espanhol se impunha ao heptacampeão mundial.

A manobra, em si, é cheia de simbolismo. Ali, Fernando Alonso mostrou que, podendo até não ser tão bom quanto Schumacher, é, sim, um gênio do automobilismo. A Fórmula 1, através dos anos, continua revelando novos fenômenos.

Pouco importa, para este Blog, que os dois tiveram resultados péssimos ao final da corrida. Alonso teve um problema depois de um pit stop e abandonou. Já Schumacher quebrou a duas voltas do final, não passando de oitavo.

Mesmo assim, o fato de ser o novo se impor ao velho, o momento duríssimo em que os dois viviam no campeonato e a surpresa, a beleza da manobra, em si, rendem a Alonso a décima posição na lista das Dez Maiores Manobras de Ultrapassagens de Todos os Tempos.

A seguir, vai um rápido vídeo do feito de Alonso:



Amanhã, o número nove da nossa lista.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Por enquanto, só otimismo...

O dia de hoje foi pródigo em press-releases. Faltam apenas alguns dias para o Grande Prêmio da França e as equipes, após a bateria de testes da semana passada, soltaram suas declarações para a imprensa. Ferrari, Honda e Toyota, principalmente, demonstram um otimismo fora do comum.

Semana que vem, veremos o que essas escuderias estarão falando. Por enquanto, porém, o jeito é esperar. E analisar o que cada um dos times fez durante o intervalo entre as corridas americana e francesa. Ou seja, as razões de tanto bom humor.

Comecemos com a Ferrari. A escuderia do cavalinho rampante teve uma última semana um tanto conturbada, principalmente pelo suposto caso de sabotagem por parte do ex-mecânico chefe Nigel Stepney. Durante os testes coletivos de Silverstone, entretanto, o time testou novidades aerodinâmicas que podem encurtar a distância para a McLaren.

As duas mais visíveis foram a colocação de asas na dianteira do carro, logo a frente do cockpit, uma solução que a Renault usa desde 2006. Além disso, as famosas calotas anti-turbulência, novidade que vem desde o G.P. da Turquia do ano passado, ganharam uma nova versão.

Não dá para afirmar se será suficiente para desbancar Hamilton e Alonso. Felipe Massa, porém, parece ter outra opinião. Para o brasileiro, a Ferrari tem totais condições de bater a McLaren na França. No press-release de hoje, Felipe terminou seu depoimento com aquela frase de praxe: "Estou otimista para as próximas provas". Aliás, tem que estar. Caso contrário, correria um grande risco de ser imediatamente enxotado para casa. Assim é a Fórmula 1, meus caros.

De fato, a distância da McLaren para a Ferrari não é lá grande coisa. Foi de Kimi Raikkonen, por exemplo, a melhor volta do G.P. dos Estados Unidos. Nunca se deve subestimar os italianos, mas, pelo menos até aqui, continua sendo dos ingleses a supremacia da Fórmula 1.

Em relação às outras equipes, a Honda teve, nos testes da última semana, uma vantagem e uma desvantagem. A boa notícia é que em Jerez, onde a equipe japonesa ficou, não choveu, ao contrário de Silverstone. Por outro lado, o time andou praticamente sozinho - só a Super Aguri estava lá também - e, assim, perde-se qualquer tipo de referência.

Pelo que se pode apurar, a escuderia de Rubinho e Button utilizou o carro "B" e conseguiu "avanços na parte mecânica e aerodinâmica do RA107, deixando o carro mais estável". Segundo o seu principal press release, a Honda espera melhoras na classificação e na corrida a partir do Grande Prêmio da França. Será o suficiente?

Se eu tivesse que palpitar hoje, iria com toda a certeza no "não". Incrível como um ano na Fórmula 1 muda tudo. Até o ano passado, a Honda era a revelação da temporada, a equipe com mais chances de sucesso no futuro próximo. Não precisamos dizer no que ela se tornou.

Recuperar-se do estágio atual leva muito mais do que as duas semanas de interrupção entre Indianapolis e Magny-Cours. Jenson Button e Rubens Barrichello precisarão ter um pouco mais de paciência. Até o fim desse ano, vitória não vai vir. Podium, até vai, talvez com muita sorte. O que a equipe precisa, hoje, é pura e simplesmente de um ponto. Quem diria.

A grande rival da Honda, a Toyota, lança no Grande Prêmio da França um novo pacote aerodinâmico, aperfeiçoado nos testes de Silverstone. Na Inglaterra, Ralf e Trulli lideraram um dia de treinos cada. Já é um bom começo.

O clima na equipe, como não poderia deixar de ser, é de bastante otimismo. Até porque Jarno Trulli fez uma excelente corrida em Indianapolis, onde se superou para chegar em sexto. Ralf Schumacher, por outro lado, faria um grande favor ao seu time se simplesmente pedisse demissão.

Apesar de tudo, os nipo-germânicos ainda estão degraus abaixo de BMW e Renault, por exemplo. A meta inicial deve ser modesta. Se a Toyota conseguir bater a Williams, que utiliza os mesmos motores, já deverá ser suficiente. Por enquanto.

A Renault, por sua vez, não esbanja tanto bom-humor. A equipe, porém, se prepara para o futuro. Hoje, anunciou uma reestruturação no seu departamento técnico, com vistas à temporada do ano que vem.

Vale lembrar que parte da queda dos franceses pode ser explicada pela grande atenção dada à batalha pelo campeonato de 2006. Com ela, o desenvolvimento do carro deste ano ficou atrasado. Junte isso à saída de Fernando Alonso, e os atuais campeões viram-se relegados ao estágio de quarta força da Fórmula 1.

Agora, a Renault olha para o futuro. Em 2008, promete uma reação. Para que isso aconteça, porém, ainda falta um ingrediente especial: piloto. Heikki Kovalainen até demonstra potencial, mas ainda é bastante irregular.

Muita gente, porém - e este Blog se inclui entre elas - continua a acreditar no finlandês. Fisichella, por sua vez, já passou há muito do seu prazo de validade. Dá para afirmar sem ufanismos patrióticos que Nelsinho Piquet merece muito mais a vaga de titular do que o italiano.

Por fim, a McLaren testa quieta e sem alardes. E consciente de seu dever. O piloto de testes do time, Pedro de la Rosa, afirmou, hoje, que "as diferenças para a Ferrari são mínimas". Não é para tanto. Mas a frase demonstra que, apesar de estar com a vantagem, o time inglês não calçou o salto alto.
Dizem que, certa vez, alguém perguntou a um metereologista o que levou ele a escolher essa profissão. A resposta:

- Em qual outra profissão você pode errar na metade das vezes e ainda assim manter seu emprego?

Pois bem, segundos os institutos metereológicos, a chances de chuva para o Grande Prêmio da França é pequena. 20% para sexta e sábado e nula para o domingo. Mas, considerando-se que eles sempre erram quando o percentual está lá para 60 ou 80%, continuamos sem poder descartar o piso molhado para essa corrida.

Ate hoje, uma das únicas corridas espetaculares que Magny-Cours viu foi a de 1999, quando o clima instável embaralhou o grid e animou as disputas. Além dessa, apenas a edição de 2004 valeu a pena. Naquela ocasião, Michael Schumacher parou nos boxes quatro vezes, trocando a tática no meio do caminho, e conseguindo, no final, aquela que foi uma das maiores vitórias de sua carreira.
Oficializada a saída de Antonio Pizzonia da GP2. A partir da próxima etapa, o brasileiro será substituído pelo inglês Adam Carroll. Com mais uma porta fechada em sua carreira, parece que o amazonense terá que aceitar, mesmo que contra a sua vontade, o destino de correr na Stock Car.

A escolha de Carroll para substituí-lo é elucidativa. O inglês já andou na categoria em 2005 e 2006, e neste ano vinha fazendo uma temporada apagada na DTM, onde não deveria permancer por muito tempo. Trata-se de alguém, portanto, com experiência e atributos perfeitos de um tapa-buraco.

A demissão de Antonio Pizzonia não estava nos planos da FMS. Mas, desde o início do ano, o amazonense e a equipe italiana não se entenderam. Depois de apenas um ponto em cinco corridas, a situação chegou a um ponto insustentável. A convocação de Adam Carroll, assim, veio perfeitamente a calhar para o time dirigido pelo piloto da Renault, Giancarlo Fisichella.
Roger Lee estreiará na MotoGP. Quem? Nada mais nada menos que o irmão do atual campeão, Nicky Hayden. Com um nome que mais parece de guitarrista de banda de rock, Lee já chega com autoridade.

A Kawasaki disponibilizará, especialmente para ele, uma terceira moto para a etapa dos Estados Unidos da categoria. Roger correrá ao lado de Randy de Puniet e Anthony West. Em seu país natal, Nicky Hayden sempre se destacou pelo conhecimento do traçado único de Laguna Seca, onde é realizada a prova.

Se Roger Lee fizer metade do que costuma fazer seu irmão na pista americana, a Kawasaki já pode esperar um belo retorno para o investimento.
O acusado de sabotagem pela Ferrari, Nigel Stepney, está de férias nas Filipinas. Hoje, ele deu o seguinte depoimento: "Estou confiante de que serei inocentado. Isto é parte de campanhas sujas e tudo está nas mãos de meu advogado. Como as pessoas podem dizer que estou incomunicável? Agendei meus vôos pela agência de viagens da Ferrari. Eles sabem onde estou".

Querem saber o que o Blog acha? A explicação dele soa bem convincente, muito mais convincente, aliás, do que a acusação da Ferrari. Mas, em se tratando de assunto tão obscuro, nada pode-se falar com muita segurança.

Em tempo: a fábrica de rumores da Fórmula 1 já aponta qual seria o novo destino de Stepney. Uma equipe já teria feito proposta ao inglês: a Honda.

Weekend Update Parte Final - DTM, Fórmula 3 Inglesa e Balanço dos Palpites

Infelizmente, não há transmissão direta dessas duas categorias para o Brasil. O Blog, então, fará uma pequena análise superficial, baseada no que leu na Internet. Vamos a ela:

A DTM correu no histórico circuito de Norisring, na Alemanha. Para quem não sabe, foi lá que o mexicano Pedro Rodriguez, duas vezes vencedor na Fórmula 1, perdeu a vida no ano de 1970. A pista é bastante curta e usada, principalmente, para categorias locais. A DTM é a maior delas.

E, durante todo o fim de semana, brilhou o canadense Bruno Spengler. Ele fez a pole e venceu a corrida. A entrada de um safety car após um batida entre Vanina Ickx (filha de Jacky) e Mathias Lauda (filho de Niki) foi o momento de maior emoção da prova.

Assim como na Fórmula 1, os pits se fecharam e isso embolou um pouco a ordem. O bi-campeão mundial Mika Hakkinen, por exemplo, vinha em segundo e caiu para nono, posição em que permaneceu até o final. Na frente, porém, Splengler se manteve absoluto.

Ele venceu com Bernd Schneider em segundo e Mattias Ekström em terceiro. O palpite do Blog, Gary Paffet, foi quarto. Na ordem final, Mercedes, Mercedes, Audi e Mercedes. Entre os dez primeiros, seis eram da marca que empurra a McLaren na Fórmula 1.

No campeonato, a disputa é bem equilibrada. Schneider - um piloto com passagem obscura pela Fórmula 1 - tem 25,5 pontos. Atrás dele, vêm Ekström, Tomczyk, Spengler, Paffet e di Resta. Todos a menos de dez do líder, com 24, 20, 17, 16,5 e 16 pontos, respectivamente.

Na rodada dupla da Fórmula 3 Inglesa, o Blog faturou pela mais uma vez. A vitória na primeira etapa ficou com o alemão Maro Engel. Mas, na segunda, o melhor foi o estoniano Marko Asmer, em quem esse escriba aqui jogou suas fichas.

Pouco a se falar sobre a ação, que deve ter sido intensa mas não pôde ser vista por quem é do Brasil. Na corrida inicial, Maro Engel largou na pole e venceu de ponta a ponta, suportando a pressão de Sam Bird e do brasileiro Alberto Valério, que foi um ótimo terceiro. Asmer veio logo atrás, em quarto.

A corrida de Alberto foi excelente. Ele saiu do meio do pelotão e foi fazendo ultrapassagens, até chegar no podium. Mais tarde, ele disse que havia sido a melhor corrida de sua carreira. Não é para menos.

A segunda bateria teve ainda mais emoção. Na largada, Stephen Jelley, Jonathan Kennard e Atte Mustonen bateram. No meio da confusão, Engel tomou a liderança, seguido de Valério e Asmer.

O estoniano, líder do campeonato, ultrapassou o brasileiro e, mais tarde, o alemão, vencendo com meio segundo de diferença. Valério foi punido por ter queimado a largada e foi um longínquo vigésimo-sétimo. Já Asmer aumentou ainda mais sua vantagem na liderança do campeonato.

O outro brasileiro presente à rodada dupla de Monza, Mário Moraes, foi bem na primeira corrida - nono - mas ficou mais para trás na segunda, quando finalizou em décimo-quarto. No campeonato, Marko Asmer lidera com 156 pontos, seguido de Sam Bird, com 105, e Maro Engel, com 99.
Fim da cobertura daquilo que de mais importante aconteceu no fim de semana do mundo da velocidade. Agora, é ver como o Blog se saiu nos seus palpites inicias. Vejamos:

MotoGP - Vencedor: Casey Stoner. Palpite: Valentino Rossi (quarto colocado)
ChampCar - Vencedor: Paul Tracy. Palpite: Sebastien Bourdais (abandono)
IRL - Vencedor: Dario Franchitti. Palpite: Sam Hornish Jr. (abandono)
Nascar - Vencedor: Juan Pablo Montoya. Palpite: Juan Pablo Montoya (na mosca)
DTM - Vencedor: Bruno Spengler. Palpite: Gary Paffet (quarto colocado)
Fórmula 3 Inglesa - Vencedores: Maro Engel e Marko Asmer. Palpites: Niall Breen (sétimo e quarto) e Marko Asmer (segundo e vencedor).

No total, em sete corridas, dois acertos. Nada mau. Considerando que Bourdais e Hornish Jr. abandonaram sem culpa e Rossi e Paffet ainda completaram entre os primeiros, até que o resultado foi bom. Esperemos a semana que vem. Na Fórmula 1, já tenho meu favorito para o Grande Prêmio da França.

Chama-se Fernando Alonso.

Weekend Update Parte II - IRL e Nascar

Terminada a corrida da ChampCar, um rápido aperto no controle remoto e o Blog estava de volta à etapa de Iowa da IRL. Dario Franchitti liderava, seguido de perto por Marco Andretti e Vítor Meira. Antes disso, porém, muita coisa já havia acontecido.

Logo na primeira volta, Dan Wheldon perdeu o controle do carro e atingiu Tomas Scheckter que, como de praxe, não teve culpa nenhuma. Esse foi apenas o primeiro dos vários acidentes ao longo da prova. Os brasileiros Helio Castroneves e Tony Kanaan foram alguns dos que se viram envolvios.

Helinho perdeu voltas mas ainda terminou em oitavo. O baiano, por sua vez, abandonou mesmo. Ainda assim, havia um terceiro brazuca, Vítor Meira, que, com um carro muito bem acertado pela sua equipe Panther, se mantinha entre o trio de líderes.

Na volta 99, o maior dos acidentes da prova. A dupla da Vision, A.J.Foyt IV e Ed Carpenter, fechou Danica Patrick, que rodou e atingiu em cheio Sam Hornish Jr. Na confusão, Kosuke Matsuura também acabou abandonando.

A presença de pilotos como o neto da lenda A.J.Foyt na IRL é um perigo danado. Na categoria de monoposto que talvez seja a mais perigosa do mundo, não há espaço para alguém que não esteja totalmente preparado para correr em oval. A.J. Foyt IV bate em quase todas as provas, invariavelmente levando consigo outro pilotos também.
Já havia sido assim na última etapa, do Texas, e, ontem, a história se repetiu. Dessa vez, porém, os prejudicados entre o grupo da frente foram Danica e Hornish Jr. Este Blog havia apostado no tri-campeão como vencedor de Iowa. Por causa de Foyt IV, perdeu mais uma vez.

A corrida não teve seu panorama alterado até as últimas voltas. Quando faltavam aproximadamente 30, os pilotos começaram a fazer suas derradeiras paradas. Franchitti e Andretti pararam, e logo depois seria a vez de Vítor Meira. Seria.

Ao entrar no box, sua suspensão dianteira esquerda está, inexplicavelmente, em frangalhos. Um golpe de azar e sorte ao mesmo tempo para o brasileiro. Azar porque perdeu a chance de disputar a vitória da corrida. E também sorte, já que a quebra ocorreu em velocidade reduzida, quando já entrava no pit lane. Se tivesse acontecido em situação normal, a pancada teria sido bem forte.

Faltavam agora 20 voltas e a organização tira da cartola aquela famosa bandeira amarela final para juntar o grupo todo. Franchitti e Andretti, porém, são os únicos com chances. O final... bem, o final, ninguém viu.

Com a rodada do Campeonato Brasileiro em andamento, a TV Bandeirantes resolve cortar para os jogos. A transmissão começa atrasada, aos 6 minutos do primeiro tempo. Para quem é do Rio, que nem eu, o Fluminense já vencia o América de Natal por 1 a 0. Placar que se manteria assim até o final.

Bem-feito para a Band. Perdeu o fim da corrida e o único gol do jogo. Menos mal para mim. Sim, porque eu torço para o Fluminense. Ainda assim, fiquei com bastante raiva do corte. Prometeram o replay das últimas voltas da corrida no intervalo mas, como era de se esperar, não mostraram nada.

Pelo que consta, Franchitti segurou Andretti e venceu por 6 centésimos de diferênça. Uma distância que parece pequena mas que, convenhamos, foi completamente fabricada pela última bandeira amarela. De qualquer forma, excelente resultado para o escocês, que parece viver a melhor fase de sua carreira após a vitória nas 500 milhas de Indianapolis.

Apenas cinco carros terminaram na mesma volta de Franchitti, que também lidera a tabela da IRL. A classificação da corrida e do campeonato seguem abaixo:

Etapa de Iowa:
1. Dario Franchitti/Escócia/Andretti Green, 250 voltas
2. Marco Andretti/Estados Unidos/Andretti Green
3. Scott Sharp/Estados Unidos/Rahal Letterman
4. Buddy Rice/Estados Unidos/Dreyer & Reinbold
5. Darren Manning/Inglaterra/A.J. Foyt
6. Ed Carpenter/Estados Unidos/Vision
7. Sarah Fisher/Estados Unidos/Dreyer & Reinbold
8. Hélio Castroneves/Brasil/Penske
9. Vitor Meira/Brasil/Panther
10. Scott Dixon/Nova Zelândia/Ganassi

Campeonato:
1. Dario Franchitti/Escócia/Andretti Green, 306 pts
2. Tony Kanaan/Brasil/Andretti Green, 255
3. Scott Dixon/Nova Zelândia/Ganassi, 254
4. Dan Wheldon/Inglaterra/Ganassi, 252
5. Sam Hornish Jr/Estados Unidos/Penske, 242
6. Hélio Castroneves/Brasil/Penske, 226
7. Scott Sharp/Estados Unidos/Rahal Letterman, 199
8. Danica Patrick/Estados Unidos/Andretti Green, 185
9. Vitor Meira/Brasil/Panther, 185
10. Tomas Scheckter/África do Sul/Vision, 171

O Blog já tinha errado os palpites em Valentino Rossi, na MotoGP, e Sebastien Bourdais, na ChampCar. Portanto, um tenebroso 0% de aproveitamento se aproximava perigosamente logo na sua primeira semana de vida. Mas a salvação veio justamente daquele de quem menos se esperava.

Juan Pablo Montoya desencantou. Mostrou que é piloto mesmo. Largando lá da rabeira - foi trigésimo-segundo no grid - venceu a Etapa de Sonoma, da Nascar. Foi sua primeira vitória na categoria, naquela que é uma das duas corridas em circuitos mistos da temporada.

Da Nascar, vi muito pouco. Na ChampCar, já havia sofrido com os anúncios quase tão regulares quanto a própria transmissão. Quando um flash - sim, pode-se chamar de flash - da corrida em Sonoma durou pouco mais de dois minutos apenas, desisti. Saí para ver 13 homens e um novo segredo. Acho que fiz um bom negócio.

Mais tarde, chego em casa e leio que Montoya venceu. Quem diria. Vinha em segundo nas voltas finais quando o líder e pole, Jamie McMurray - campeão mundial de kart de 1991 - ficou sem combustível a sete voltas do fim.

O colombiano transformou-se no primeiro estrangeiro a vencer na categoria desde 1974. De quebra, juntou-se a Mario Andretti e Dan Gurney como os únicos vencedores na Fórmula 1, Nascar e ChampCar. Não é pouca coisa não.

Por essa eu realmente não esperava. Ainda bem que não mudei o palpite inicial. Pelo menos uma acertei. Dá-lhe Montoya!

Vejamos, a seguir, como estão as tabelas da Nascar:

Etapa de Sonoma:
1 - Juan Montoya/Dodge - 110 voltas
2 - Kevin Harvick /Chevrolet
3 - Jeff Burton/Chevrolet
4 - Clint Bowyer/Chevrolet
5 - Greg Biffle/Ford
6 - Tony Stewart/Chevrolet
7 - Jeff Gordon/Chevrolet
8 - Kyle Busch/Chevrolet
9 - Boris Said/Ford
10 - Denny Hamlin/Chevrolet

Classificação do Campeonato:
1 - Jeff Gordon/2538
2 - Denny Hamlim/2267
3 - Jimmie Johnson/2172
4 - Matt Kenseth/2105
5 - Jeff Burton/2084
6 - Tony Stewart/2058
7 - Carl Edwards/2019
8 - Kevin Harvick/1964
9 - Clint Bowyer/1934
10 - Kyle Busch/1905

Montoya vem em vigésimo-primeiro, com 1566 pontos. Será que ainda dá tempo para uma recuperação?

Mais uma pausa e, por fim, voltamos com os resumos da DTM e da Fórmula 3 Inglesa para fechar a cobertura do Weekend Update.

Weekend Update Parte I - ChampCar

Não teve Fórmula 1, mas mesmo assim o fim de semana foi repleto de muito automobilismo. Na sua primeira edição oficial, o Weekend Update do Blog F1 Grand Prix chega um pouco atrasado - deveria ter sido publicado ontem de noite - mas vem para falar de ChampCar, IRL, DTM, Nascar e Fórmula 3 Inglesa. Começamos com a chamada Fórmula Mundial:

Liguei a televisão quando ainda faltavam cerca de 50 minutos para o fim da corrida da ChampCar, em Cleveland. No circuito montado dentro do Burke Lakefront Airport, liderava o australiano Will Power, com Sebastien Bourdais e Simon Pagenaud colados nele. Um rápido zap para ver como estava a IRL e, quando voltei, todos já haviam feito seus pit stops.


Foi aí que a corrida se transformou de repente. Andando no meio do bolo, o britânico Dan Clarke rodou e provocou uma bandeira amarela. A maior surpresa, porém, viria segundos depois. A imagem de repente focaliza um carro parado, atrás de um muro, com um aparente grave problema mecânico.

De longe, só se vê sua asa traseira. Que traz, escrita, uma gigantesca logomarca do McDonald's. Inconfundivelmente, era Sebastien Bourdais. O líder do campeonato parava, com um defeito na pressão do óleo, deixando livre o caminho para o rival Will Power sair da etapa muito próximo dele no campeonato.

Dada a bandeira verde, o eterno Paul Tracy liderava, sem garantias de que teria combustível até o final. Colado nele, com um carro visivelmente mais rápido, estava Graham Rahal, companheiro de equipe de Sebastien Bourdais, com apetite de vitória. Em terceiro, vinha o ex-piloto de Fórmula 1 Robert Doornbos.

Graham, filho da lenda do automobilismo americano Bobby Rahal, fez de tudo para passar, mas precisou fazer um splash and go quando faltavam duas voltas para o fim. Terminou em oitavo, porém, mostrou que tem potencial. Ele tem apenas 18 anos - nasceu no dia exato em que o escriba deste Blog veio ao mundo também - e muito espaço para melhora também.

Pior ainda seria o resultado de Will Power. Um pneu furado jogou o australiano para décimo, e nesta posição ele cruzou a linha de chegada. Na frente, Paul Tracy segurou a pressão de Robert Doornbos e venceu sua primeira corrida no ano.

Se a corrida tivesse mais três ou quatro voltas, a história deveria ser diferente. Não só estava o holandês mais rápido, como, também, o combustível do canadense estava no seu final. Mas acabou não dando para o protegido da Red Bull, que, mesmo assim, saiu de Cleveland com um ótimo resultado.

Agora, ele é vice-líder do campeonato. Tem 114 pontos, contra 117 de Sebastien Bourdais. Will Power vem em terceiro, com 105. Das cinco corridas do ano, três foram vencidas por Bourdais. Nas outras duas, o francês quebrou.

Assim, quando termina, o dominador da ChampCar ainda tem 100% de aproveitamento de triunfos. Posso ter errado meu palpite ontem. Mas, se continuar apostando em Bourdais, acertarei, inevitavelmente, o vencedor em diversas oportunidades.

Só para constar: Bruno Junqueira, o único piloto brasileiro na ChampCar, foi abalroado pelo mesmo Paul Tracy, o vencedor da prova, e teve que abandonar. Ainda assim, é décimo-primeiro no campeonato. A próxima corrida da categoria vai ser no histórico circuito de Mont Tremblant, Canadá, que nas décadas de 60 e 70 chegou a sediar corridas da Fórmula 1.

Abaixo, resultados da corrida e do campeonato:

Etapa de Cleveland:
1. Paul Tracy/Canadá/Forsythe
2. Robert Doornbos/Holanda/Minardi Team USA
3. Neel Jani/Suíça/PKV Racing
4. Justin Wilson/Inglaterra/RSPORTS
5. Simon Pagenaud/França/Team Australia
6. Alex Tagliani/Canadá/RSPORTS
7. Oriol Serviá/Espanha/Forsythe
8. Graham Rahal/Estados Unidos/Newman-Haas-Lanigan
9. Ryan Dalziel/Escócia/Pacific Coast Motorsports
10. Will Power/Austrália;Team Australia

Classificação do Campeonato:
1. Sebastien Bourdais/Franca/Newman-Haas-Lanigan, 117 pontos
2. Robert Doornbos/Holanda/Minardi Team USA, 114
3. Will Power/Austrália/Team Australia, 105
4. Alex Tagliani/Canadá/RSPORTS, 97
5. Justin Wilson/Inglaterra/RSPORTS, 92
6. Oriol Serviá/Espanha/Forsythe, 78
7. Graham Rahal/Estados Unidos/Newman-Haas-Lanigan, 74
8. Simon Pagenaud/França/Team Australia, 74
9. Neel Jani/Suíça/PKV Racing, 69
10. Paul Tracy/Canadá/Forsythe, 68
11. Bruno Junqueira/Brasil/Dale Coyne, 66

Depois dos comerciais, voltamos com IRL e Nascar.

domingo, 24 de junho de 2007

Novas Seções no Blog F1 Grand Prix

Quase uma semana de vida e já vou me acostumando com essa idéia do blog. Resolvi, então, criar algumas seções fixas nele. São, digamos, atrações especiais do espaço. Ou quase isso. Mas vamos a elas:

Weekend Update - Resumo de tudo que aconteceu no fim de semana, junto, é claro, dos comentários e palpites usuais do blog. Como algumas corridas terminam muito tarde (como, por exemplo, a Nascar hoje), esse post pode aparecer tanto domingo a noite quanto segunda de manhã. Na sua primeira edição, para variar, aparecerá um pouquinho atrasado.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix - Conta, através de listas, um pouco da história da Fórmula 1. Terá um post às terças e outro às quartas. Assim, após cinco semanas, o tema será trocado. O primeiro, já escolhido, fala das Dez Maiores Ultrapassagens de Todos os Tempos.

Agenda do Fim de Semana - O nome é auto-explicativo: apresenta o que de melhor vai acontecer no mundo da velocidade durante os próximos três dias. A principal atração são os palpites (quase) infalíveis do Blog. Na sua primeira edição, por exemplo, todos foram errados. Uma exceção, óbvio.

Post em Off - Pode aparecer a qualquer momento. Quando o dia estiver muito sem graça ou quando algo de excepcional acontecer no Brasil ou no mundo. Pode ser algo de extrema importância ou tremendamente inútil.

Por enquanto é só isso. O Blog será diariamente atualizado, embora o número de postagens por dia não possa ser garantido, é claro. Espero que gostem e, se tiverem qualquer tipo de sugestão, crítica ou comentário, podem usar também o e-mail blogf1grandprix@hotmail.com. Obrigado pela visita e volte sempre!

Stoner no seco, Stoner no molhado...

Valentino Rossi deve estar perdendo os cabelos. No ano passado, perdeu o título para Nicky Hayden após um início de campeonato fora de foco. Tudo indicava, porém, que nesta temporada veria a sua esperada redenção. Entretanto, desde o começo, quem vem dando as cartas é Casey Stoner, que venceu, até agora, cinco das oito corridas disputadas.

E hoje, no circuito de Donington Park, a história se repetiu novamente. Antes da largada, as apostas eram quase todas em Rossi que, teoricamente, teria uma moto mais competitiva na pista inglesa. Esse pensamento foi ainda mais confirmado quando o companheiro de equipe do italiano, Colin Edwards, marcou a pole position, no treino classificatório de ontem.

Duas Yamahas nas duas primeiras posições do grid. Se tudo corresse como o esperado, a corrida era de Valentino. Mas tudo começou a dar errado para The Doctor antes mesmo do sinal verde aparecer. Aquele famoso fator imprevisível resolveu dar as caras. A chuva.
E, com ela, veio o equilíbrio. Como previsto, as duplas da Suzuki, Chris Vermeulen e John Hopkins, e da Kawasaki, Randy de Puniet e Anthony West, juntaram-se ao bolo da frente. Além deles, ainda estavam lá os pilotos da Honda, Dani Pedrosa e Nicky Hayden, e o próprio Casey Stoner, o representante solitário da Ducati no pelotão dianteiro.

O que se viu, nas cinco ou seis voltas iniciais, foi um dos mais sensacionais pegas dos últimos anos. Em Barcelona, eram três pilotos lutando pela vitória. Pois bem, em Donington, eram nada mais nada menos que oito - oito! - motos uma atrás da outra, trocando de posições de forma interminável.

Na frente, Colin Edwards conseguia se manter sem cometer um erro. Logo atrás, porém, o pau comia. Valentino Rossi e John Hopkins, por exemplo, chegaram a fazer, mais de uma vez, manobras de ultrapassagem em que papavam dois concorrentes de uma só vez. Anthony West, que havia largado em décimo-sétimo, viu-se de repente em quarto, duelando com Chris Vermeulen, que saíra de décimo-segundo.

Pouco a pouco, porém, os pilotos começaram a se espalhar. O primeiro a deixar o grupo foi Nicky Hayden, o atual campeão mundial. Na primeira vez no ano em que conseguia manter-se entre os líderes, o americano acabou indo ao chão ao perseguir Hopkins. Voltou, mas terminou num distante décimo-sétimo, a quatro voltas do vencedor.

Casey Stoner, enquanto isso, foi passando, um a um, seus concorrentes. Na largada, ele caíra para sétimo, na rabeira do pelotão principal. Entretanto, ajudado pela excelente velocidade final da sua Ducati, não demorou muito para chegar ao segundo lugar. Ultrapassar Edwards, porém, parecia era uma outra história.

Valentino Rossi, por sua vez, trocou de posição várias vezes com John Hopkins e Daniel Pedrosa. A certo ponto, chegou a ser o oitavo, último do pelotão. Teria que começar de novo. E assim o fez, indo para cima das Suzuki e da Honda de Dani.

No meio da confusão, o representante da Kawasaki no bolo, Anthony West, errava e caía. O australiano, na raça, ainda voltou e salvou pontos ao terminar em décimo-primeiro. Para ele, foi uma estréia movimentada e promissora na moto verdinha, apesar de todos os contratempos.

Colin Edwards e Casey Stoner distanciaram-se na frente. Atrás dos dois, Rossi sofria para superar a dupla da Suzuki. Passou, errou, e, quando finalmente se estabeleceu em terceiro, tinha uma reta inteira de desvantagem para o segundo colocado. Que, aliás, não era mais Stoner.

Aproveitando um erro de Colin Edwards, o australiano passou à liderança. Posto que não seria mais largado. O americano teria que se contentar com o segundo lugar, mantendo a escrita de ainda não vencer na MotoGP. Hoje, porém, nem teria chance. Uma vez na frente, Casey Stoner sumiu na distância, vencendo com uma vantagem tranqüila.

Para piorar a situação da Yamaha, Valentino Rossi ainda foi superado por Chris Vermeulen. A pista secou no final, e o italiano ficou sem pneus. Terminou fora do pódio. Péssimo resultado para alguém que esperava começar, na etapa inglesa, a reação contra o domínio da Ducati e de Casey Stoner. Abaixo, segue a lista dos dez primeiros:
1. Casey Stoner/Austrália/Ducati
2. Colin Edwards/Estados Unidos/Yamaha
3. Chris Vermeulen/Austrália/Suzuki
i4. Valentino Rossi/Itália/Yamaha
5. John Hopkins/Estados Unidos/Suzuki
6. Randy de Puniet/França/Kawasaki
7. Alexandre Barros/Brasil/Ducati
8. Daniel Pedrosa/Espanha/Honda
9. Alex Hofmann/Alemanha/Ducati
10. Marco Melandri/ItáliaHonda

No campeonato, 165 a 139 para o australiano. 26 pontos, ou mais do que uma vitória, que vale 25. Valentino terá que lutar como nunca para tirar essa diferença. Se fosse qualquer outro piloto, na situação atual, já poderia baixar a guarda. Mas estamos falando de The Doctor. Nada, ainda, está definido.

O brasileiro Alexandre Barros saiu de décimo-quinto, e ainda perdeu duas posições no começo. Lentamente, porém, foi se recuperando. O sétimo lugar, no fim, foi um saldo bastante positivo para o piloto da equipe Pramac D'Antin.

A MotoGP chega à décima etapa consecutiva em que o pole position não vence a corrida. Na Fórmula 1, quem fez a primeira curva na frente nas sete corridas iniciais terminou com o triunfo. Sentiram a diferença?

Só para constar: já errei meu primeiro palpite do fim de semana. Aquele, aliás, no qual eu mais botava fé. Será que termino sem acertar nada? Montoya, por exemplo, é o meu chute na corrida em circuito misto da Nascar. Esse não me salva mais...

sábado, 23 de junho de 2007

Fórmula 1 em São Bernardo do Campo?

O sábado já ia se encaminhando para o seu final e, até agora, não havia nenhuma notícia relevante no cenário da Fórmula 1. Mas eis que O Diário do Grande ABC resolveu dar uma animada nas coisas. Segundo o jornal- completamente desconhecido para um típico carioca, como eu, São Bernardo do Campo estaria planejando um mega complexo voltado ao automobilismo.


O interesse, inclusive, se estenderia à Fórmula 1. Pelo que se pode apurar inicialmente, o projeto chamado de "São Bernardo Capital do Automóvel" já foi entregue à ministra do Turismo, Marta Suplicy. Está concorrendo contra outras idéias de cidades da região, todas visando o incentivo à atividade turística.

Segundo o esboço inicial, o parque temático custaria algo em torno de 300 milhões de dólares e se estenderia por uma área de 11 milhões de metros quadrados. Seria à margem da Rodovia dos Imigrantes, próximo a uma certa represa Billings e ao futuro trecho Sul do Rodoanel Mário Covas (perdoem-se a ignorância, mas parece, a princípio, um lugar fora da zona urbana).

O que mais anima é saber que, dentro do complexo, teríamos, de acordo com a matéria, "um centro de exposições de 200 mil metros quadrados, um centro de exposições, um autódromo que pode ser usado como pista de testes e comporta inclusive uma corrida de Fórmula 1, um parque temático para crianças e um espaço náutico". Caramba, até um espaço náutico? Nem parece que estamos falando do Brasil...

De qualquer forma, é preciso ter muito cautela antes da acreditar profundamente no projeto. Várias são as fases pelas quais ele teria que passar até se tornar realidade. Vejamos algumas delas:

1. Vencer a disputa contra as outras idéias desenvolvidas pelas cidades da região para impulsionar o turismo na área.
2. Obter aprovação no Ministério do Turismo e, mais tarde, nas diversas demais esferas do poder. Sempre contando, é claro, com a aquela sensacional agilidade característica de todas elas.
3. Contratar o arquiteto Hermann Tilke para o desenho da pista. Caso contrário, Fórmula1, pode esquecer.
4. Ser construído sem nenhum tipo de superfaturamento, explosão no orçamento inicial ou qualquer outro tipo de coisas que a gente nunca vê nesse país, não é verdade?
5.Convencer ($$$) o baixinho Bernie Ecclestone a colocar o "São Bernardo Capital do Automóvel" no calendário da Fórmula 1 em substituição ao Autódromo José Carlos Pace. Isso se, até lá, o querido circuito velho de guerra de Interlagos se manter na categoria.

Considerando o total sucesso de todas essas fases, digamos que a chance de São Bernardo ver uma corrida de Fórmula 1 em seu território gire em torno de 0,01% a 0,02%. Já é melhor do que nada, não? E sonhar não custa nada...

A crise do automobilismo no país é grave, e o principal problema é justamente a falta de praças com capacidade de sediar grandes eventos, piorada depois da mutilação de Jacarepaguá. Não há uma categoria-base de monoposto de relevância, e tudo parece se destinar a Stock Car ou a Fórmula Truck. Que, da maneira como são realizadas, aproximam-se mais do show do que do esporte.

No estado em que o automobilismo se encontra no nosso país, atualmente, qualquer notícia como essa vem como um sopro de animação. Que, invariavelmente, transforma-se em mais uma nova decepção pouco tempo depois. Vamos torcer para que, dessa vez, o projeto entregue nas mãos da Ministra Marta Suplicy tenha algum tipo de futuro.

Se, de fato, a idéia for levada adiante, nos próximos anos, e acontecer a inauguração desse mega complexo em São Bernardo, todos aqueles apreensivos com o futuro do automobilismo no Brasil vão poder, finalmente, "relaxar e gozar"...
O último post do dia é sempre um resuminho de todas as notícias que não entraram nos textos anteriores. E, hoje, o assunto é praticamente o mesmo: a formação do grid nas categorias que tiveram treinos classificatórios neste sábado.

Na ChampCar, vale uma barrinha de avião para quem adivinhar o pole para a corrida de amanhã, em Cleveland, no circuito do Burke Lakefront Airport. Não poderia ser outro: Sebastien Bourdais, é claro, o melhor piloto de monopostos em atividade fora da Fórmula 1. Mais uma vez, o francês não deu chances aos seus adversários, mas a vantagem para o segundo colocado, seu compatriota Simon Pagenaud, foi de apenas dois centésimos.

O brasileiro Bruno Junqueira, da Dale Coyne, foi um distante décimo-quarto. A corrida, amanhã, será transmitida pela canal a cabo Speed. Em tempo: será que, mesmo com o evento, o Burke Lakefront Airport está sofrendo algum tipo de apagão aéreo?

Do outro lado dos Estados Unidos, a Nascar definiu seu grid de largada para a etapa de Sonoma, California. No Infineon Raceway, a primeira das duas corridas em circuito misto do ano, o melhor tempo ficou com a zebra Jamie McMurray. De longe, a maior decepção foi Juan Pablo Montoya, de quem muito se esperava nessa pista, mas que terminou num horroroso trigésimo-segundo lugar.

Outra famosa categoria de turismo do mundo, a DTM, viu o canadense Bruno Spengler conseguir o melhor tempo no treino classificatório da corrida no histórico circuito de Norisring. Mika Hakkinen, campeão do mundo em 1998, larga em segundo e minha aposta pessoal (no puro chutômetro, galera), Gary Paffet, em quarto. O melhor carro da Audi, de Timo Scheider, vem em quinto. Na frente dele, só representantes da Mercedes.

Na Fórmula 3 Inglesa, que realiza rodada dupla em Monza, Itália, melhor para o alemão Maro Engel. Ele vai sair na pole das duas corridas, amanhã. O líder do campeonato, Marko Asmer, larga em quarto, na primeira, e quinto, na segunda. O estoniano é uma das minhas apostas.

A outra, o irlandês Niall Breen, foi nono no primeiro treino, mas não deu sinais de vida entre os dez mais rápidos da segunda qualificação. E eu, também, nem me importei de procurar sua posição. Chutei fora mais uma vez.

Minha aposta em Marko Asmer é bem óbvia: ele lidera o campeonato com quase o dobro de pontos do vice-colocado, Stephen Jelley. Como são duas corridas, porém, resolvi escolher também um outro piloto para torcer. Joguei minhas fichas em Niall Breen, que vinha em ascensão no campeonato. Estava entre ele o o eventual pole das duas corridas, Mario Engel.

Como sempre, me ferrei.
Continua rendendo o suposto caso de sabotagem na Ferrari. Recapitulando a história: o ex-mecânico-chefe da equipe, Nigel Stepney, foi acusado de colocar certas "partículas suspeitas" nos depósitos dos carros de Kimi e Massa, em Mônaco. As substâncias foram recolhidas e encaminhadas à Justiça de Modena.

Hoje, o advogado de defesa do acusado defendeu o inglês. Disse não acreditar que um profissional do seu nível fosse capaz de prejudicar a própria equipe, da qual ainda é, tecnicamente, empregado. Só faltou perguntar o que levaria Stepney, uma peça antiga na hierarquia da escuderia do cavalinho rampante, a sabotar seus próprios companheiros, de tantos anos de estrada.

Pois é, eu também não sei.

Amanhã é dia de Rossi?

Valentino não fez a pole, mas chegou muito perto dela. De qualquer forma, terminou o sábado comemorando o bom desempenho das Yamaha, que parece ter a moto a ser batida na corrida. Prova disso é que o mais rápido foi Colin Edwards, companheiro de Rossi.

A melhor notícia para o italiano, entretanto, é o mau desempenho da Ducati. O melhor piloto da marca foi Casey Stoner, líder do campeonato até agora. O australiano, porém, não passou de quinto, batido ainda pela dupla da Honda, Daniel Pedrosa e Nicky Hayden.

A maior evidência da falta de adaptação da Ducati à pista de Donington Park é que o segundo mais rápido com a moto, Loris Capirossi, ficou apenas em décimo-terceiro. O brasileiro Alexandre Barros, outro que vinha tendo boas atuações com a marca italiana, também foi mal: décimo-quinto, uma posição atrás de seu companheiro, o alemão Alex Hofmann.

Como sempre, a corrida amanhã promete muita emoção e bastante equilíbrio. Valentino Rossi é o franco favorito para a vitória, mas não terá vida fácil. Seu principal adversário, a princípio, parece ser o parceiro de Yamaha Colin Edwards, que ainda persegue seu primeiro triunfo na categoria.

Pedrosa e Hayden, a dupla da Honda, também não deve ser descartada. O espanhol chegou perto do primeiro lugar em Barcelona, acompanhando a batalha entre os líderes Rossi e Stoner de mínima distância. Poderia ter vencido caso os dois se envolvessem em um toque.

Por sua vez, o americano ainda deve uma atuação digna na atual temporada. Seus problemas de adaptação com a nova moto da Honda parecem estar sendo superados. Se, realmente, eles acabaram, Hayden se torna um adversário raçudo e duríssimo de ser batido.

Casey Stoner, mesmo tendo uma moto menos rápida que a das últimas etapas, também não vai desistir tão fácil. As emergentes Suzuki e Yamaha também podem aprontar alguma surpresa para os favoritos. John Hopkins e Randy de Puniet largam entre os dez primeiros e têm chances de surpreender.

Por fim, existe o fator imprevisível da chuva. Se ela vier, pode transformar a corrida numa mini-loteria, como foi em Le Mans, quando o triunfo caiu no colo da zebra Chris Vermeulen. Até agora, no fim de semana, já veio água durante toda a sexta-feira e, em se tratando da Inglaterra, o clima pode mudar a cada instante.

Apesar de tudo isso, Valentino deve ver essa corrida como o início da sua recuperação. Pela primeira vez no ano, a Yamaha - se não é a melhor moto da pista - pelo menos está em igualdade de condições com as outras. E, quando isso acontece, The Doctor costuma fazer toda a diferença como piloto.

A corrida, amanhã, terá largada às 9 horas. Programa imperdível para todo grande fã da velocidade. Só para constar, segue, abaixo, a tabela de tempo com os dez primeiros e o brasileiro Alexandre Barros:

1. Colin Edwards /Estados Unidos/Yamaha, 1min28s531
2. Valentino Rossi/Itália/Yamaha, 1min28s677
3. Daniel Pedrosa/Espanha/Honda, 1min28s863
4. Nicky Hayden/Estados Unidos/Honda, 1min29s025
5. Casey Stoner/Austrália/Ducati, 1min29s061
6. John Hopkins/Estados Unidos/Suzuki, 1min29s073
7. Carlos Checa/Espanha/Honda, 1min29s281
8. Randy de Puniet/França/Kawasaki, 1min29s415
9. Marco Melandri/Itália/Honda, 1min29s498
10. Toni Elias/Espanha/Honda, 1min29s711
15. Alexandre Barros/Brasil/Ducati, 1min30s071

Goodwood: a celebração do automobilismo

Acontece, neste fim de semana, em Goodwood, Inglaterra, aquela que pode ser chamada de a maior celebração do automobilismo mundial. No cenário que um dia comportou uma veloz pista de corridas, será realizado o anual Festival of Speed. As figuras presentes variam desde o ator Rowan Atkinson (o Mr.Bean) até campeões de Fórmula 1 como sir Jackie Stewart.

A lista de pilotos escalados é longa e contempla, também, vários da atualidade. Os quatro britânicos da Fórmula 1 estarão lá, embora David Coulthard não vá pilotar carro nenhum. Jenson Button, por sua vez, guiará o seu Honda RA107, um carro, convenhamos, indigno de estar perto de tão ilustres companhias.


Uma delas, por exemplo, é a Lotus 49B, cujo piloto será ninguém menos que Emerson Fittipaldi. Foi com esse carro que o brasileiro fez sua estréia na Fórmula 1. A ocasião, também na Inglaterra, aconteceu em Brands Hatch, no G.P. inglês de 1970.

A maior de todas as atrações, para variar, será Lewis Hamilton. Mesmo com a presença de múltiplos carros históricos e pilotos consagrados, deverá ser o inglês o centro das atenções. No festival, ele vai guiar a McLaren MP4/22, com quem, pode-se dizer, já fez história na Fórmula 1.


A seguir, uma pequena lista só daquelas personalidades um pouco mais famosas e seus respectivos carros no Festival of Speed:


Michael Ammermüller (piloto da GP2 e reserva da Red Bull) - 2007 Red Bull RB3
Rowan Atkinson (ele mesmo, o Mr.Bean) - Napier-Railton, dono do recorde da pista histórica de Brooklands
Jenson Button (piloto de Honda)- 2007 Honda RA107
Anthony Davidson (piloto da Super Aguri) - 1986 Williams FW11
Gil de Ferran (campeão das 500 milhas de Indianapolis) - 1987 Williams FW11B
Emerson Fittipaldi (lenda da Fórmula 1) - 1970 Lotus 49B
Marc Gené (reserva da Ferrari) - 2006 Ferrari 248F1
Peter Gethin (ex-piloto de Fórmula 1) - 1971 BRM P160
Lewis Hamilton (piloto da McLaren) - 2007 McLaren MP4/22
Damon Hill (campeão de Fórmula 1)- 1970 Lotus 49B
Christian Klien (reserva da Honda) - 2007 Honda RA107
Arye Luyendik (bi-campeão das 500 milhas de Indianapolis) - Nissan R90 Group C
Allan McNish (ex-piloto de Fórmula 1) - Audi R10
Colin McRae (lenda do mundial de Rally) - 2007 McRae R4
Franck Montagny (reserva da Toyota) - 2007 Toyota TF107
Sir Stirling Moss (lenda da Fórmula 1) - 1955 Mercedes-Benz 300SLR
Riccardo Patrese (ex-piloto com mais corridas na Fórmula 1) - 1958 Ferrari 246 Dino
Andy Priaulx (atual campeão do WTCC) - 2007 BMW 320i WTCC
Carlos Sainz (lenda do mundial de Rally) - 1993 Toyota Celica GT-FOUR ST185
Ralf Schumacher (piloto da Toyota) - 2006 Toyota TF106
Petter Solberg (campeão da Subaru no mundial de Rally) - 2007 Subaru Impreza WRC
Sir Jackie Stewart (lenda da Fórmula 1) - 1966 Lola-Ford T90
Lyn St.James (mulher mais bem colocada nas 500 milhas de Indianapolis) - 1988 Ford Thunderbird
Marc Surer (ex-piloto de Fórmula 1) - BMW Z4M Coupe
John Surtees (lenda do motociclismo e da Fórmula 1) - 1968 Honda RA301
Al Under, Snr (tetra-campeão das 500 milhas de Indianapolis) - Thompson-Buick Special