quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ferrari apresenta sua "Red Bull vermelha"

A temporada de 2010 já começou.

Nesta quinta-feira, a Ferrari deu o pontapé inicial para o próximo campeonato ao apresentar sua máquina para este ano, a F10.

De cara, o novo modelo mostra semelhanças indiscutíveis com o carro que a Red Bull usou no ano passado, o RB5.

Principalmente no desenho do bico do carro - mais fino e alongado, seguindo exatamente o padrão introduzido pela Red Bull.

A nova Ferrari tem também características que serão comuns a todos os modelos deste ano: distância entre-eixos mais comprida e laterais mais arredondadas para acomodar um tanque de combustível maior.

Ao mesmo tempo, o F10 também leva a herança de seu antecessor, o F60 - a asa traseira, por exemplo, é quase a mesma do ano passado, embora ainda possa sofrer mudanças durante os testes de pré-temporada.

O lançamento do F10 foi transmitido ao vivo pela internet, mas pouco internautas conseguiram, de fato, ver a apresentação do novo carro.

Nada menos do que três milhões de acessos teve o site da Ferrari durante o evento, o que naturalmente fez sair do ar a página da equipe italiana.

No Brasil, quem acordou às sete e meia da manhã teve que esperar alguns minutos a mais até que as primeiras fotos começassem a pipocar pela internet.

Ficou um ar de frustração, mas pelo menos a Ferrari compensou com mais um carro bonito e elegante.

Se vai ser vencedor, é outra história.

Mas, com Massa recuperado e o bicampeão Alonso a bordo, o torcedor ferrarista tem bons motivos para ficar confiante.

Principalmente agora que a Ferrari aderiu ao conceito da Red Bull do engenheiro Adrian Newey.

Em 2009, mesmo sem o difusor duplo e apesar da falta de potência dos motores Renault, Newey produziu um carro bom o suficiente para manter a Red Bull na briga pelo título até a penúltima prova.

O RB5, durante boa parte do ano, foi o carro mais rápido do grid.

Natural, portanto, que os adversários usem o modelo como fonte de inspiração para este ano.

Foi isso o que fez a Ferrari. Agora, resta saber se a "Red Bull vermelha" vai levar Maranello de volta aos seus dias de glória.

Para quem não viu ainda, as fotos da nova Ferrari estão logo abaixo:











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A Campos pode ter uma mulher como companheira de Bruno Senna em 2010.

Ao menos, é isso o que afirma uma reportagem publicada nesta quinta-feira no site ItaliaRacing.net.

O nome dela é Maria de Villota, uma espanhola de 30 anos que vinha correndo como representante do Atlético de Madrid na Fórmula Superliga.

Filha do ex-piloto Emilio de Villota - um obscuro "reject" que tentou a sorte na Fórmula 1 no fim dos anos 70 e não teve nenhum sucesso - a piloto também tem experiência na Fórmula 3000 Europeia, no Mundial de Turismo e até no Campeonato Alemão de Turismo, o DTM.

Em nenhuma dessas categorias, porém, Maria de Villota conseguiu qualquer resultado de relevância.

Segundo a reportagem do ItaliaRacing.net, a espanhola teria ficado surpreendida com o interesse da Campos.

O objetivo da equipe ao contratá-la seria ganhar atenção e atrair mais patrocinadores para fechar o orçamento de 2010.

Se for isso mesmo, é um sinal de que a Campos já está chegando num ponto de desespero.

Maria de Villota está muito longe do nível aceitável para correr na Fórmula 1. Não por ser uma mulher - não tem nada a ver com isso - mas simplesmente porque não alcançou resultados de respeito em qualquer das categorias que disputou.

Contratá-la seria como abrir mão de um dos carros, já que De Villota chegaria sempre entre os últimos colocados. Nesse caso, as esperanças da Campos seriam depositadas apenas em Bruno Senna.

Vale destacar que a última mulher a correr na Fórmula 1 foi a italiana Giovanna Amati. Ela tentou por três vezes se classificar para GPs com a Brabham, no início de 1992, e não chegou nem perto do objetivo.

A outrora vencedora Brabham, perto da falência, tentou usar Amati para ganhar publicidade. Não deu certo, e a equipe nem conseguiu terminar a temporada antes de fechar as portas.

Espera-se que a Campos não tenha o mesmo destino.

Porque trazer Maria de Villota para a equipe seria um sinal claro de que as coisas realmente não estão bem.

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A Renault teve seu "annus horribilis" em 2009, e agora luta para se recuperar da tragédia que foi a última temporada.

O time já contratou o polonês Robert Kubica e deve fechar com um piloto pagante para a segunda vaga - o russo Vitaly Petrov, vice da GP2 no ano passado, é o grande favorito.

Ao mesmo tempo, o controle da Renault F1 foi vendido para os investidores do grupo Genii Capital, que agora possuem 75% da escuderia. A montadora Renault, de fato, tem apenas 25% das ações.

Com a mudança de gestão, a escuderia francesa deve vir com novidades para 2010.

E a primeira delas pode ser uma drástica mudança na pintura que a Renault vem usando nos últimos anos.

Para a próxima temporada, a ideia dos novos donos da Renault F1 é reviver o design utilizado pelos carros da equipe nos anos 70 e 80, quando a escuderia revolucionou a Fórmula 1 ao introduzir os motores turbo.

Amarelo e preto seriam as cores principais, e o carro ficaria mais ou menos assim:



Lindo, sem dúvida. E, para os fãs da Fórmula 1, um irresistível volta ao passado.

Se a Renault quer apagar da lembrança do público o desgaste causado pelo escândalo de Cingapura, recuperar sua primeira época de sucesso seria mesmo uma ótima opção.

3 comentários:

F-1 A.L.C. disse...

éh, o bico é a cara do RB5. acho que Aldo Costa está aprendendo de Adrian Newey o que não quis aprender de Rory Byrne, de que quem foi asistente por muitos anos

Gabriel Pogetti Junqueira disse...

É...essa pintura ficaria muito legal!!
uma irresistivel volta ao passado! rsrsrs

Ron Groo disse...

Cara, eu não gostei da Ferrari, tem branco demais, é uma cópia da Red Bull, não gostei. Esperava mais para uma Rossa.

Agora, se as Renault vierem com estas cores, vai ser lindo.