quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Campos vive montanha-russa e permanece cheia de incertezas

É impressionante o número de informações desencontradas sobre o futuro da equipe Campos.

Num dia, a escuderia espanhola encontra a salvação. No outro, o cenário fica ainda mais tenebroso e parece não haver mais possibilidade de disputar o campeonato que nem começou.

A semana da Campos foi iniciada com a notícia de que dois experientes engenheiros - Toni Cuquerella, que trabalhou com Robert Kubica na BMW, e Xavi Pujolar, ex-Williams - foram contratados para fazer parte da equipe em 2010.

Uma boa novidade, é claro. Que logo foi esquecida após uma entrevista do chefe de estratégia da escuderia, Daniel Eisen, à agência AP.

Na entrevista, Eisen não esconde que a equipe passa por dificuldades e revela que a Campos só deve estrear seu carro no GP do Bahrein, chegando à primeira corrida do ano sem realizar nenhum teste com o novo modelo.

Ruim, sem dúvida. Mas o noticiário logo ficou ainda pior.

Da imprensa alemã, vieram informações preocupantes. Segundo a revista Auto Motor und Sport, a equipe Campos tem apenas mais alguns dias - até 1º de fevereiro - para tentar resolver seus problemas financeiros.

Caso contrário, perderia a vaga na temporada de 2010 para a obscura Stefan Grand Prix, uma equipe que comprou o que restou da Toyota e se prepara para correr como se tivesse vaga na Fórmula 1.

A Stefan Racing é apoiada pelo todo-poderoso Bernie Ecclestone e só espera a desistência de uma das escuderias com vaga no grid para alinhar na próxima temporada.

De acordo com a imprensa inglesa, Adrian Campos tentou vender sua equipe à própria Stefan GP, que recusou a oferta porque considerou o preço muito alto.

O ex-piloto espanhol também teria oferecido seu time ao empresário Tony Teixeira, idealizador da categoria A1GP - aquela que corre com os carros nas cores dos países e que não conseguiu realizar sua última temporada por falta de dinheiro.

Ao entrar com uma sociedade na Campos, o objetivo de Teixeira seria trazer publicidade para a A1GP e tentar reviver o campeonato.

Mas, até agora, nada. Campos e Teixeira não anunciaram nenhum acordo e, pelo visto, as negociações parecem um pouco emperradas.

Neste momento, ninguém tem realmente certeza se a equipe terá condições de disputar a Fórmula 1 em 2010, embora o próprio Adrian Campos e também Bruno Senna continuem garantindo que a escuderia vai chegar lá.

O carro da equipe está pronto e já foi aprovado no "crash test" da FIA. Mas falta pagar a Dallara, empresa que construiu o modelo, e arranjar uma série de patrocinadores para assegurar o financiamento ao longo do ano.

As conversas com possíveis investidores como Tony Teixeira são a esperança da Campos.

Se nada der certo, porém, talvez a vaga da equipe espanhola caia mesmo de graça no colo da Stefan GP.

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Informação relevante que vem da revista francesa Auto Hebdo: o russo Vitaly Petrov já fechou acordo com a Renault e será o companheiro de Robert Kubica em 2010.

Claro, a notícia não é confirmada ainda.

Mas, vindo de uma publicação de credibilidade como a Auto Hebdo, ganha bem mais importância.

A revista francesa tem boas fontes dentro da Renault e foi a primeira a noticiar, por exemplo, o acordo entre a montadora do losango e a Genii Capital, empresa que comprou e agora administra a equipe Renault de Fórmula 1.

A contratação de Petrov ainda não é oficial, mas já está claro que o russo tomou a dianteira na disputa.

Segundo informações do jornalista inglês Joe Saward, Petrov deve trazer até 21 milhões de euros de patrocinadores de seu país para a Renault.

Seria um valor nada desprezível, bem acima do que os outros pilotos pagantes podem oferecer.

E Petrov, embora não seja nada brilhante, foi vice-campeão da GP2 no ano passado e tem capacidade de competir de maneira bastante razoável na Fórmula 1.

Em termos de custo-benefício, o russo é mesmo uma boa opção para a Renault.

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As equipes já aprovaram e a Fórmula 1 tem uma nova regra para os pneus em 2010.

Uma novidade que, na realidade, não deve lá fazer tanta diferença.

Segundo o que foi decidido, os dez primeiros colocados no grid serão obrigados a começar a corrida usando os mesmos pneus com os quais fizeram seus melhores tempos no treino classificatório.

Na prática, significa que a maioria do "top 10" vai iniciar a prova com pneus macios, um pouco mais rápidos e menos resistentes do que os duros.

Como acontecia no ano passado, os pilotos da parte da frente do pelotão serão obrigados a realizar suas paradas um pouco antes, já que os pneus macios se desgastam mais rápido.

A diferença de desempenho em relação aos duros, porém, não deve ser tão drástica assim. A expectativa é que a Bridgestone produza compostos de qualidade semelhante, o que praticamente anularia os efeitos da nova regra.

De qualquer maneira, as equipes continuam pensando em ideias para criar novas variáveis nas corridas.

Ninguém sabe realmente qual será a resistência dos pneus em 2010 - se os pilotos serão capaz de disputar a prova inteira com apenas dois jogos, realizando uma única parada, ou se vão precisar visitar os boxes mais vezes ao longo da corrida.

O objetivo real das equipes é criar uma situação em que cada piloto tenha uma estratégia diferente.

Se a nova regra dos pneus vai dar certo, vamos ter de esperar até o início do campeonato para descobrir.

3 comentários:

kimi_cris disse...

A Campos anda muito tremida tenho muitas duvidas que a equipa espanhola estará a partida do G.P.Bahrein.

Grande Abraço!

Kimi_Cris

Gabriel Pogetti Junqueira disse...

E se os carros classificarem como tempo bom..
e no dia da corrida chover!!!
Eles terao q largar com os pneus para tempo seco?

F-1 A.L.C. disse...

boa pregunta de Gabriel. vai dar zebra com certeza!!

o povo poderia deixar de encher e liberar de uma vez por todas o origem, tipo, e número de jogos de pneus que são usados pelas equipes.