quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma esperança para a Williams

O grid da Fórmula 1 atual tem dez equipes.

Seis delas são bancadas por montadoras. Conte aí: Ferrari, McLaren-Mercedes, BMW, Renault, Toyota e Honda.

Outras três são de propriedade de multimilionários. Dietrich Mateschitz, o criador da Red Bull, mantém a equipe de mesmo nome e também a Toro Rosso.

Vijay Mallya, o magnata indiano, é o dono da Force India.

Sobra a Williams, a última equipe independente da F-1.

Desde que a crise financeira mundial estourou, a escuderia inglesa é aquela que, nos bastidores, mais vai sofrendo as conseqüências da recessão.

Os jornais deram pouco destaque, mas a possibilidade de o Royal Bank of Scotland (RBS) deixar a Williams não é pequena.

O RBS tem contrato com a equipe até 2010 e é o principal patrocinador da Williams.

Paga US$ 14 milhões por ano, uma quantia que a Williams não conseguiria arrumar em nenhum outro lugar neste momento.

Para piorar, a Williams não tem o suporte de uma grande montadora - a Toyota, vale lembrar, apenas fornece motores e impõe pilotos.

Também não existe o apoio de um negócio rentável como os que sustentam Red Bull, Toro Rosso e Force India.

Neste momento de crise, atrair mais patrocinadores fica cada vez mais difícil. E a Williams, equipe com o orçamento mais limitado da F-1, poderia ser a primeira a realmente acusar o golpe.

Seria o início do fim para a tradicional escuderia de Frank Williams?

Não. Pelo menos, ainda não.

Nesta quinta-feira, a Williams anunciou a renovação de contrato com a seguradora Allianz. A parceria, que já tinha dez anos de duração, foi prolongada por mais uma década.

Não é o suficiente para levar a Williams de volta ao topo. Longe disso.

Mas já é um começo.

Além disso, a Williams já assegurou o apoio da Saudia Airlines para o ano que vem. A mesma empresa que, em 1977, apostou no aventureiro Frank Williams quando ele apareceu com um plano de uma nova equipe de Fórmula 1.

Apenas três anos depois, em 1980, a Williams e a Saudia eram campeãs juntas com o australiano Alan Jones.

Na realidade atual, a equipe vive, talvez, o pior momento de sua trajetória.

Não vence desde 2004, ficou em oitavo dentre dez escuderias no Mundial de Construtores deste ano e, mais importante, não vislumbra a possibilidade de uma parceria de peso para os próximos anos.

Chances para uma virada, porém, existem.

A Williams saiu na frente, junto com a Honda, no desenvolvimento do carro de 2009.

Se vai fazer diferença ter começado todo o planejamento antes, ainda não dá para saber.

Mas, se há uma equipe da qual não se deve duvidar na F-1, esta equipe é a Williams.

Sem que ninguém tenha percebido, a Williams pode ter sido a escuderia que mais se beneficiou com as mudanças no regulamento.

Muitos já disseram que as regras do ano que vem vão ''embaralhar as cartas'' na F-1.

Será que a Williams saiu com um ''ás'' na mão?

5 comentários:

F1 NA GERAL disse...

è realmente triste ver a williams nesta situação. Quem viveu viu como andavam as Williams Renault durante os ano 90.
Abraços.

GAVIAO BOEMIO disse...

A williams está muito longe da falencia e bem proximo de voltar a ser o time de ponta que sempre foi.
Acumulou muito dinheiro ao longo desses anos, e sempre optimizou um custo baixo, o Frank sempre gostou de apostar em novos pilotos, novos engenheiros e mecanicos,nunca foi de pagar salarios altos pra ter esse ou aquele cara, quando isso acontecia era por conta dos patrocinadores,aliás sendo um time britânico com historia de sucesso ,sempre terá apoio financeiro na grã-bretanha, por lá as coisas funcionam assim .
A menos de 2 anos construiram um novo centro de tecnologia com moderno tunel de vento, que nao fica devendo nada pra ferrari e mclaren.
O orçamento atual da willians é praticamente o mesmo da RBR,e isso nao é nenhuma novidade, a willians ja conquistou varios titulos com orçamento inferior a concorrencia, assim como a Benetton na era Shumi, O Briatore é outro cara que sabe muito como otimizar custos.
A williams só tem 1 ponto fraco pra 2009, o NAKAJIMA.
As expectativas sao boas, se o carro sair tao bom quanto tao bem planejado , o Rosberg conseguirá estar sempre ali na zona de pontuçao entre os 8.
Vejo a RBR COMO a concorrente direta por tambem ser idependente, e ai o time do energético tem 2 vantagens,a equipe de aerodinamicista mais caros da formula 1, com os renomados:ADRIAN NEWEY, PETER PRODROMOU E GEOFF WILLIS, alem de contar com o Vettel que me parece fazer a diferença.
Temos que aguardar 2009 chegar,agora fica difícil fazer previsoes, mas o que é certo:
-NAO DEÊM A WILLIAMS COMO MORTA!!!

Ron Groo disse...

Tendo 'às' ou não... É Williams no coração!
Viva tio Frank o ultimo dos garagistas...

Paulo Maeda™ disse...

é isso aí. Com "Ás" ou não Williams sempre dá "um jeitinho". Tomara msm q a equipe possa voltar aos seus grandes dias.

GAVIAO BOEMIO disse...

Só mais 1 informaçao sobre a Williams:
EStá vendendo sua marca pra 31 produtos na linha cosmético automotivo, matéria completa via link:
http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=56893.