segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ferrari inverte ordem e Alonso abre testes nesta semana

Semana passada, o brasileiro Felipe Massa foi o escolhido para comandar o primeiro teste do novo modelo da Ferrari, o F10.

Massa pilotou o carro em dois dias de treinos em Valência. Depois disso, passou o volante ao companheiro Fernando Alonso.

Como era de se esperar, Alonso virou um tempo mais rápido do que Massa - embora ainda esteja se adaptando à Ferrari, o bicampeão pegou uma pista melhor emborrachada e não teve maiores problemas para superar o tempo do brasileiro.

Foram apenas três décimos de diferença. Difícil determinar qual dos dois foi, de fato, o mais rápido.

Nesta semana, em Jerez, Alonso e Massa vão para o "segundo round". Dessa vez com uma diferença: o espanhol é que será responsável por abrir os trabalhos, enquanto Massa andará por último.

Segundo o cronograma da Ferrari, Alonso está escalado para quarta e quinta. Massa, para sexta e sábado.

Na verdade, a inversão na ordem é um procedimento absolutamente normal.

A McLaren, por exemplo, vai fazer a mesma coisa: depois de fechar os testes em Valência, Jenson Button vai testar na quarta e na quinta, sendo substituído por Lewis Hamilton nos dois dias seguintes.

Acontece que dessa vez há um componente extra.

A chuva.

Segundo os meteorologistas, a expectativa é de chuva para quarta, sexta e sábado. Apenas os testes de quinta estariam livres de pista molhada.

Para Alonso, Button e os demais escolhidos para abrir os testes, uma ligeira vantagem.

Mas nada que seja suficiente para acusar Ferrari e McLaren de favorecer um de seus pilotos.

Até agora, a única preocupação das equipes é acumular quilometragem, verificar os equipamentos e evitar problemas mecânicos.

Virar tempos muito rápidos, por enquanto, não é a prioridade.

Apesar disso, alguns já arriscam favoritos para a temporada de 2010.

Nesta segunda-feira, em seu Twitter, Rubens Barrichello disse que a Ferrari está "na frente por enquanto".

Já o suíço Sebastien Buemi afirmou que a escuderia italiana tem o mesmo ritmo de McLaren e Sauber - esta última, inclusive, seria a grande surpresa da pré-temporada.

Se a previsão de Buemi estiver correta, Kamui Kobayashi - quem diria? - já começaria o ano brigando por vitórias.

Sim, é legal dar palpites sobre o que vai acontecer na próxima temporada.

Mas ainda é muito, muito cedo para que qualquer previsão tenha credibilidade.

Talvez os testes de Jerez dessa semana deem uma clareada.

O mais provável, porém, é que somente no GP do Bahrein seja possível saber quem realmente está na frente.

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O todo-poderoso Bernie Ecclestone confirmou nesta segunda-feira o boato que já circulava há algumas semanas.

Sim, existe uma cláusula no Pacto da Concórdia que permite às equipes ficar de fora dos três primeiros GPs do campeonato.

E duas delas - USF1 e Campos - estão perto de ativar essa regra.

A equipe americana, em que pese todo o mistério dos últimos meses, até parecia ter avançado em seu cronograma.

Contratou o argentino Jose Maria Lopez como primeiro piloto e, ao que parece, conseguiu que seu carro fosse aprovado no "crash test" da FIA.

O primeiro teste do novo modelo seria já neste mês. Mas, por enquanto, não há mais notícias.

Ecclestone acredita que a USF1 não vai conseguir alinhar no GP do Bahrein. Francamente, não há como ignorar essa possibilidade.

Por outro lado, o drama da Campos já é conhecido de todos.

A equipe espanhola tem só mais alguns dias para pagar o que deve à Dallara, empresa que a própria Campos contratou para construir seu carro de 2010.

Se não efetuar o pagamento, o modelo que a Dallara construiu pode ser repassado à Stefan Grand Prix, que assumiria o lugar da Campos no grid.

A novela que envolve a Campos e os "piratas" da Stefan GP deve ter capítulos decisivos nesta semana.

Isso porque o time espanhol só tem até quarta-feira para pagar o que deve à Dallara. Caso contrário, a Stefan vai dar o bote.

Segundo Bernie Ecclestone, a misteriosa escuderia sérvia vai herdar toda a estrutura da extinta equipe Toyota - incluindo não apenas o carro que a escuderia japonesa usaria em 2010, mas também a fábrica e todos os equipamentos que a Toyota tinha em Colônia, na Alemanha.

Nesse caso, sem dúvida, a Stefan se transformaria numa equipe bem melhor estruturada do que a Campos.

E talvez seja por isso que Ecclestone - um homem que sempre preferiu os "fortes" aos "fracos" - já não esconde de ninguém sua preferência pelos "piratas sérvios".

Correndo contra o tempo para se salvar, a Campos pode pedir licença das três primeiras corridas e tentar um esforço final para tentar novos patrocinadores.

De qualquer maneira, a situação da equipe espanhola já é muito complicada.

Mesmo que consiga alinhar a partir da quarta prova do ano, fica difícil imaginar a Campos longe da últimas posições.

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Não é só a Campos que pode perder sua vaga na Fórmula 1 antes mesmo de fazer sua estreia na categoria.

Recém-contratado pela Renault, o russo Vitaly Petrov corre risco de ser dispensado da escuderia francesa sem disputar nenhuma corrida.

O motivo não poderia ser outro: falta de dinheiro.

Petrov alega não ter patrocinadores em seu país e que os 15 milhões de euros que bancaram sua contratação pela Renault são inteiramente provenientes de um empréstimo.

O pagamento da quantia à Renault foi dividida em duas parcelas. A primeira delas vence em março. A outra, em julho.

E, até agora, Petrov não tem um tostão no bolso.

Segundo o pai do piloto russo, o banco que emprestaria o dinheiro pediu um tempo maior para avaliar a viabilidade do negócio.

Depois de aceitar o empréstimo num primeiro momento, a instituição - cujo nome não foi revelado - pode voltar atrás e desistir de sustentar Petrov.

Nesse caso, o russo certamente perderia sua vaga na Renault.

Embora não seja um mau piloto, Petrov só conseguiu mesmo ser contratado pela equipe por causa de sua milionária oferta.

Se ficar sem dinheiro, o russo provavelmente seria substituído por outro piloto pagante - o japonês Takuma Sato, ao que parece, é o primeiro nome da lista da Renault, embora já tenha fechado com uma equipe da Fórmula Indy.

A Petrov, só resta torcer e esperar.

Assim como muitos fãs brasileiros sofrem com a indefinição de Bruno Senna, os torcedores russos - recém-chegados à Fórmula 1 - já começam a perceber logo de cara como a categoria pode ser frustrante.

2 comentários:

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