terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sauber escolhe Pedro de la Rosa

E deu zebra na escolha do segundo piloto da Sauber para a temporada de 2010.

Favorito durante a maior parte do período de férias, o espanhol Pedro de la Rosa perdera espaço para o também veterano Giancarlo Fisichella e já parecia fora da disputa para ser o companheiro de Kamui Kobayashi neste ano.

Na última hora, porém, De la Rosa virou o jogo e assegurou seu primeiro cargo de titular em início de campeonato desde 2002, quando começou o ano correndo pela Jaguar.

Para a Sauber, foi uma opção pragmática. De la Rosa está muito longe de ser um piloto brilhante, mas é aquele homem que faz a diferença fora da pista.

Em quase meia década como reserva da McLaren, o espanhol acumulou um conhecimento técnico bastante vasto. De la Rosa se enquadra naquela rara categoria de pilotos que também poderiam ser engenheiros, e Peter Sauber sabe disso.

Das duplas anunciadas até agora, a da Sauber é aquela onde a disputa parece mais desequilibrada. Kamui Kobayashi - em que pese toda a sua inexperiência - não deve ter nenhuma grande dificuldade para superar De la Rosa.

Será no intervalo dos treinos e das corridas - naquelas chatas e demoradas reuniões com engenheiros, projetistas e dirigentes - que o espanhol vai provar seu valor.

De la Rosa não foi contratado para conquistar resultados espetaculares. A função dele é ajudar a evoluir o carro e, é claro, encontrar um bom acerto para Kobayashi usar à vontade.

Para Fisichella, o anúncio da Sauber deve ter caído como uma bomba. Agora, o italiano está muito mais perto da aposentadoria compulsória, deixando a Fórmula 1 pela porta dos fundos após uma meia dúzia de corridas bem apagadas pela Ferrari.

E o grid de 2010, aos poucos, vai tomando forma.

Ainda restam cinco vagas: uma na Toro Rosso, outra na Campos, mais uma na Renault e duas na USF1.

Considerando que Jaime Alguersuari está praticamente acertado na Toro, faltam apenas quatro cockpits, com um vasto número de candidatos a ocupá-los.

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Na moita, a USF1 já tem quase tudo pronto para a temporada de 2010.

Ainda faltam os pilotos, é claro.

Mas, apesar disso, a equipe americana já está com o seu carro para a próxima temporada pronto e aprovado no "crash test" da FIA.

Nesta semana, jornalistas do site Racecar Engineering entraram na fábrica da USF1, em Charlotte, e divulgaram fotos do modelo de 2010.

Na reportagem, a escuderia promete lançar um design "surpreendente" e "inovador", sem o clichê de incluir uma pintura estilizada da bandeira dos Estados Unidos.

O novo Type 1 fará sua estreia num teste privado no circuito de Barber, nos Estados Unidos, numa data ainda a ser anunciada.

Seja como for, a USF1 está avançando. Assim como as também estreantes Virgin e a Lotus.

Do grupo das novatas, é justamente aquela em que mais se confiava - a Campos - que está enfrentando mais problemas para ir à pista.

Bruno Senna não tem lá muito o que fazer, mas há uma possibilidade razoavelmente grande de sua equipe começar a temporada como a lanterna do grid.

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Uma boa notícia divulgada nesta terça-feira pelo jornal O Popular, de Goiânia, e repercutida pelo site Grande Prêmio na internet: o governo de Goiás contratou os serviços do arquiteto Hermann Tilke para reformar o autódromo local e elevar a pista ao chamado "grau 2" da FIA.

Na prática, isso significa que o circuito ficaria apto a receber provas de qualquer categoria do automobilismo mundial - com exceção apenas da principal delas, a Fórmula 1.

É verdade que ninguém morre muito de amores pelos trabalhos de Tilke. Recentemente, o autódromo de Abu Dhabi se revelou uma grande decepção, com um traçado chato e pouco desafiante, assim como vários de seus outros projetos.

No caso de Goiânia, porém, o que vale mesmo é conseguir elevar o nível da pista e torná-la atrativa para receber categorias de fora do país, o que certamente aconteceria após a reforma planejada por Tilke.

Os gastos, no total, devem ficar um pouco acima da casa de R$ 5 milhões.

Nada que se compare aos bilhões gastos em Abu Dhabi ou no Bahrein, por exemplo. Mas já é o suficiente para colocar o autódromo num padrão superior.

Desde o fim de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o automobilismo brasileiro ficou com uma opção a menos num cenário em que já havia tão poucos circuitos de bom nivel disponíveis no país.

Atualmente, além de Interlagos, apenas o autódromo de Curitiba é capaz de receber categorias de fora do país.

Alguns circuitos novos - como o Velopark e o de Santa Cruz do Sul - são ótimas opções para Stock Car ou Fórmula Truck, por exemplo, mas não podem sonhar com nada muito além disso.

Nesse sentido, a reforma do autódromo de Goiânia merece todo o apoio.

O circuito goiano, que andava meio abandonado nos últimos tempos, terá uma excelente chance de se tornar rentável e lucrativo.

Tomara que dê certo.

3 comentários:

Ron Groo disse...

Me espantou Peter Sauber preterir Heidfeld.
De La Rosa é terrivel.

Seja como for ainda duvido e muito da UsF1, sei lá por que.

Gabriel Pogetti Junqueira disse...

A USF1 ainda tem q mostrar muito trabalho, n acredito muito nela..

É uma pena o fim de Jacarepaguá...
o aoutomobilismo brasileiro precisa de investimentos como o de Goiânia

F-1 A.L.C. disse...

eu acho uma excelente desição contratar a De La Rosa. nestes tempos de contratações milagrosas e pilotos de patrocinio, o mestre Peter foi atrás de qualidade pra sair do buraco. porque com a saida da BMW, a equipe voltou aos tempos de Herbert, e o melhor a fazer agora é procurar um piloto com habilidades de garagem.

e tomara que aquele autódromo em goiania veja a luz do dia, vai ser muito bom ter um "grau 2" no centro-oeste