domingo, 22 de março de 2009

Fórmula 1 em Roma, na Bulgária, na Argentina... e longe da Alemanha

Em meio à polêmica causada pelo "sistema de vitórias" proposto por Bernie Ecclestone e Max Mosley na semana passada, pouca gente deu atenção às notícias que pipocaram sobre possíveis mudanças no calendário da Fórmula 1.

Não foram poucas.

Para começar, a possibilidade antes fantasiosa de um GP nas ruas de Roma começa a ganhar forma.

De acordo com um vereador da cidade, as negociações avançaram e o acordo para a realização da prova está "próximo".

Ainda é cedo para saber se o projeto vai sair do papel, mas já dá para perceber que não é mera especulação.

Enquanto isso, um dirigente búlguro revelou que o país pode anunciar um acerto com Bernie Ecclestone já nesta semana.

A Bulgária vai receber a MotoGP a partir de 2011 e pretende organizar uma prova da Fórmula 1 em 2012.

O país não tem a menor tradição no esporte, mas isso já não é um obstáculo tão grande assim.

Num calendário recheado de provas em nações como Bahrein, Turquia, Malásia e outras "potências" do automobilismo mundial, não seria surpresa nenhuma ver a inclusão da Bulgária.

Depois da Hungria, seria o segundo país do Leste Europeu a sediar um GP da Fórmula 1.

Só resta torcer para que o novo circuito búlgaro não seja tão chato e mal projetado como o monótono Hungaroring...

Assim como Roma e Bulgária, a Argentina também sonha entrar no calendário num futuro próximo.

Mas os "hermanos" parecem ainda distantes do objetivo.

De acordo com uma reportagem do La Nacion, que foi praticamente ignorada no Brasil, a cidade de Mar del Plata pensa em construir uma pista de rua para ser a "Mônaco da América do Sul".

Por enquanto, tudo não passa de sonho mesmo. A ideia é até bem interessante.

Será que vai dar certo? Muito provavelmente não.

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Enquanto vários países fazem fila para entrar na Fórmula 1, outros parecem cada vez mais próximos de deixar o calendário.

Depois de Estados Unidos, Canadá e França, a ameaçada da vez é a Alemanha.

Logo a Alemanha de Michael Schumacher, que chegou a ter duas corridas por ano até 2006, mas agora tem dificuldades para organizar uma prova só.

O circuito de Nurburgring já avisou que não tem como receber a Fórmula 1 anualmente.

E o autódromo de Hockenheim está em situação ainda mais complicada, sem condições de bancar a categoria uma vez a cada dois anos.

Uma pena, mas parece que mais um país tradicional da Fórmula 1 está caminhando para perder seu GP.

E será exatamente a Alemanha, a nação que tem mais representantes no grid.

O que nos leva a uma reflexão.

No calendário deste ano, há duas provas na Espanha porque a febre de Fernando Alonso continua a entusiasmar os torcedores.

Tirando Alonso, não há nenhum outro espanhol no grid.

Por outro lado, a Alemanha tem cinco pilotos, mas nenhum deles consegue animar o torcedor a ir para o autódromo.

Será que Alonso vale mais do que Heidfeld, Glock, Rosberg, Vettel e Sutil juntos?

Aparentemente, sim.

5 comentários:

Anselmo Coyote disse...

Já que não cabem todos, a rotatividade é a normal. Só não me agrada mais circuitos travados. De rua então, nem pensar. Já basta Mônaco, onde correr parece com "andar de bicicleta em apartamento" (Nelson piquet). A Argentina é um país grande e plano. Tem muito lugar para fazer um autódromo de alta de primeira.

Saraiva disse...

Poxa, então quer dizer que já nesse ano pode não ter a prova na Alemanha?
O calendário já está com 2 'buracos', um no meio do ano (pausa de 1 mes) e outro em agosto (outra pausa de 1 mês).
Desse jeito, se a Alemanha sair e não entrar outra no lugar, os pilotos terão um 3° mês de férias durante a temporada.

Saraiva disse...

Poxa, me enganei, só tem 1x o intervalo de 1 mês...

Fábio Andrade disse...

Coelho, eu diria que ter tradição ou não já não faz a mínima diferença. O pragmatismo financeiro é que manda, enfim.

Ron Groo disse...

Que venha a Bulgaria e a Argentinha, e que a Alemanha nunca mais faça com uma pista o que fez com Hockenhein.
Vamos sentir falta. Mas mereceram.