terça-feira, 3 de julho de 2007

Sebastian Vettel e o risco de jogar a carreira fora

A BMW ainda não anunciou, mas o processo de renovação do contrato de Nick Heidfeld já está em sua fase de finalização. Contratado inicialmente como um piloto de transição, o alemão cresceu dentro da equipe e fez por merecer a extensão de seu compromisso. Assim como ele, o polonês Robert Kubica também deve continuar na equipe em 2008.

Sendo assim, como fica a situação de Sebastian Vettel? O jovem alemãozinho, que se tornou no Grande Prêmio dos Estados Unidos o mais jovem da história a marcar pontos, já tem seu nome envolvido emum forte boato que circula pelo Paddock. Piloto de testes e reserva da BMW, ele está sendo apontado como provável titular da Toro Rosso no ano que vem.

Essa parece ser a vontade dos dirigentes das duas equipes envolvidas. Hoje, Mario Theissen, da BMW, e Gerhard Berger, da Toro Rosso, não confirmaram nem negaram os rumores. O que é um sinal claro de que o assunto pode não passar de mera especulação.

Caso o boato se confirme, Vettel assumiria um dos cockpits da Toro Rosso no ano que vem. Seu companheiro seria Vitantonio Liuzzi ou o quase-xará Sebastien Bourdais (muda a penúltima letra, num é "a" no outro "e", repararam? Não? Tudo bem, isso não é mesmo importante...). Scott Speed, nesse cenário, estaria descartado para a Fórmula 1, e seu destino provavelmente seria as corridas da ChampCar na América do Norte.

O compromisso de Vettel com a Toro Rosso seria de dois anos. Depois desse período, ele voltaria para a BMW. Mas, claro, nunca há garantias totais. Será que vale a pena, para o jovem alemão, forçar a entrada na Fórmula 1 já no ano que vem? Muita calma nessa hora.

Sebastian já provou que é bom. Tem um futuro todo pela frente. E sua idade ainda é excepcionalmente pouca - ele faz 20 anos exatamente hoje, dia 3. Não existe a menor necessidade de acelerar as coisas. Na Toro Rosso, Vettel dificilmente conseguiria resultados de destaque. Não há, pelo menos em curto prazo, qualquer possibilidade de melhora por parte da sucursal da Red Bull.

O alemão estaria condenado, inevitavelmente, às últimas posições do grid. Criada para ser uma equipe projetora de novos talentos, a Toro Rosso está fazendo justamente o contrário. A carreira do promissor Scott Speed já foi praticamente arruinada após dois anos no ostracismo. Embora quase na mesma situação, Vitantonio Liuzzi ainda se salva pela reputação - foi campeão mundial de kart e esmagou a concorrência na extinta Fórmula 3000.

Sebastian Vettel poderia ir facilmente pelo mesmo caminho. Por mais que a BMW o proteja, uma dupla temporada na Toro Rosso poderia acabar com sua carreira. Além disso, não há como garantir, na equipe alemã, uma vaga para 2010. Até lá, muita coisa pode mudar. É bom que se diga que começar numa equipe pequena nem sempre é sinônimo de fracasso. Fernando Alonso, por exemplo, cumpriu um ano na Minardi antes de passar à Renault.

O espanhol, porém, tinha a equipe toda a sua disposição e, mesmo lá atrás, conseguia destaque. Na Toro Rosso, Vettel seria um piloto como qualquer outro. Se for batido por Bourdais, Liuzzi ou qualquer que seja o seu companheiro, sua carreira poderia ir para o ralo. O alemão tem potencial, repito, mas ele precisa ser trabalhado da maneira mais cuidadosa possível.

Melhor do que dois anos na sucursal da Red Bull, seria ficar na BMW durante esse período, como piloto de testes. Ou, quem sabe, Vettel não poderia tentar a GP2, como fez Hamilton? É uma opção.

Descoberto pelo mesmo olheiro de Schumacher, Sebastian é um diamente que precisa ser lapidado. Nada de o jogar aos leões, por enquanto. Correr uma corrida na BMW como substituto é uma coisa. Uma temporada inteira numa equipe de final de pelotão e sem perspectivas de ponto, é outra, completamente diferente.

A BMW tem de seguir o exemplo da McLaren. Fazer com Vettel o que a escuderia inglesa fez com Lewis Hamilton. Assim - quem sabe? - o alemão poderia chegar na Fórmula 1 tão preparado quanto o inglês. Considerando todo o potencial de Sebastian, não é nada impossível.

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem de Todos os Tempos - Número Sete

Continuamos hoje, então, a contagem regressiva das Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem de Todos os Tempos. Neste semana, contaremos as de número 7, 6 e 5. Sem perder mais tempo, vamos em frente:

10. Alonso sobre Schumacher – Hungria/2006
9. Villeneuve sobre Schumacher – Portugal/1996
8. Mansell sobre Piquet – Inglaterra/1987
SÉTIMA COLOCADAMichael Schumacher sobre Kimi Raikkonen, G.P. do Brasil de 2006

Essa, vi ao vivo. Eu estava lá. E foi inesquecível. Pode não ter sido a mais difícil, muito menos a mais importante para o resultado de um campeonato. Nem contava tanta coisa para aquela própria corrida. Mas o seu valor era maior. Naquele momento, uma lenda das pistas se despedia, num último momento de sublime genialidade.

Michael Schumacher chegou ao Grande Prêmio do Brasil, última etapa da temporada 2006 da Fórmula 1, com exatos dez pontos de desvantagem para o líder na tabela, Fernando Alonso. Só um resultado interessava ao alemão. Ele teria de vencer, e o espanhol não poderia completar entre os oito primeiros.

Para quem acompanhava aquele campeonato desde o início, tratava-se de uma chance remota. Alonso, um mestre da regularidade, não deixaria o título escapar assim tão facilmente. A Schumacher, só restava torcer pela sorte, que tanto o acompanhara na carreira mas que parecia tê-lo abandonado naquela reta final de temporada.

Na corrida anterior, no Japão, o alemão liderava quando uma quebra de motor pôs tudo a perder. Alonso venceu e, com isso, praticamente fechou o campeonato. Para muitos, Schumacher estava no Brasil só para cumprir tabela. Estavam enganados.

O alemão, para variar, teve vários problemas no fim de semana. Um defeito de câmbio o jogou para o décimo lugar no grid. Depois, ao tentar se recuperar na corrida, teve um pneu furado numa disputa com Giancarlo Fisichella.

Quando Schumacher voltou do pit extra, quase uma volta atrás, suas últimas chances de conquistar o campeonato foram perdidas. Mas ele não desistiria assim tão rapidamente. Um a um, ele foi ultrapassando todos os seus concorrentes. E nós, os torcedores das arquibancadas, vibrávamos a cada manobra.

Ao longo da corrida, Kubica (duas vezes), Heidfeld, Barrichello e Fisichella foram só alguns dos superados pelo alemão. E todos na pista e não nos boxes, ao contrário do que dizem seus detratores. Faltavam então, cinco voltas para o fim, e Schumi encostou em Kimi Raikkonen.

Nessa altura, Felipe Massa liderava com grande vantagem e Fernando Alonso era um confortável segundo. Não havia razão - não é mesmo? - para arriscar tudo numa ultrapassagem sem sentido sobre o finlandês. Mas Schumacher foi para cima dele.

Lembro que quando passaram por mim, na arquibancada A da subida dos boxes, pensei na hora "não vai dar, ainda está muito longe". Mas então, lá no finzinho da reta, deu para ver o alemão mudando de trajetória. Toda a torcida se levantou. Será?

Um instante de suspense. E, então, de maneira consagradora, ouve-se o narrador do circuito gritar "SENSACIONAL!", ao mesmo tempo em que o alemão aparece, lá do outro lado, na curva do Sol, na frente de Raikkonen. Genial.

Chegando ao fim da reta, Schumacher puxou para dentro. Kimi foi junto dele, acreditando que o alemão hesitaria. Mas Michael foi mais fundo ainda. Numa manobra arriscada e magnífica, o alemão ganhava o quarto lugar. E fechava com chave de ouro sua brilhante carreira.

Schumacher perdeu o título para Alonso. E daí? Pela garra do alemão naquele dia, por causa da dificuldade e do risco daquela manobra e, principalmente, por representar o último lampejo de genialidade do mais bem-sucedido piloto da história da Fórmula 1, Michael Schumacher leva o sétimo lugar na lista das Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem de Todos os Tempos.

No vídeo abaixo, uma coletânea com todas as ultrapassagens de Schumacher naquele dia. Quem disse mesmo que ele só sabia passar pelos boxes? A manobra sobre Raikkonen é, obviamente, a última:


Quem quiser ver só a ultrapassagem sobre Kimi, pode ir nesse vídeo direto:

Continuamos com os 10+ do Blog F1 Grand Prix ao longo desta semana. Amanhã, o número seis. Será que Schumacher estará envolvido de novo?

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A Fórmula 1 perto de conhecer um terceiro Andretti

Num dia absolutamente sem graça em termos de notícia, salta aos olhos a possibilidade de Marco Andretti, neto de Mario e filho de Michael, seguir carreira na Fórmula 1. Seria, a princípio, pela Honda. Mas, antes disso, ele teria que cumprir etapas na GP2 e como piloto de testes da escuderia japonesa.

Depois de um ótimo começo na IRL ano passado, quando inclusive quase ganhou as 500 milhas de Indianapolis, Marco vem tendo um 2007 desastroso. É o último da esquadra da Andretti-Green. Até Danica Patrick - digo "até" porque ela é tão novata quanto ele - consegue superá-lo. Para não se queimar, o mais novo Andretti estaria considerando uma brusca mudança na carreira.

Não se trata de mero boato. Vale lembrar que Marco já fez testes pela própria Honda. E, além disso, só chegaria na Fórmula 1 em dois ou três anos, quando certamente Jenson Button e Rubens Barrichello já devem estar tomando outros rumos.

O Blog torce muito para que isso aconteça. Seria, no mínimo, muito intessante. No futuro, poderíamos ter Bruno Senna, Nelsinho Piquet, Marco Andretti, além de outras promessas como Freddie Hunt, Adrian Tambay e os irmãos Greg e Leo Mansell na Fórmula 1.

Claro, é só especulação. Muitos deles ainda podem se tornar obscuros. Exemplos também não faltam: Nicholas Prost, Mathias Lauda e Christian Jones são só alguns dos que fracassaram na carreira.

Se Marco vai dar certo na Europa, é impossível prever. Duas constatações, pelo menos, podem ser feitas: os americanos se interessam, sim, por Fórmula 1. E a GP2 se estabelece cada vez mais como a categoria-escola da top do automobilismo mundial.

Caso chegue à Fórmula 1, Marco será o primeiro piloto de terceira geração da história da categoria. Seu avô, Mario, foi uma figura extremamente importante, tendo sido campeão com a Lotus em 1978.

Já seu pai, Michael, teve uma desastrosa experiência com a McLaren em 1993, quando foi completamente batido pelo seu companheiro de equipe, Ayrton Senna.

Resta a maldosa pergunta: será Marco um fiasco como o pai ou uma lenda como o avô? A conferir...

Três equipes correndo atrás do lucro

Um dos jargões esportivos mais idiotas que existe é "correr atrás do prejuízo". Como poderia alguém correr atrás do prejuízo? Só se quiser o prejuízo. O correto seria "correr atrás do lucro", certo? Pois bem, é exatamente essa a missão de algumas equipes da Fórmula 1, notadamente Honda, Toyota e... sim, também a McLaren.

McLaren? Mas ela não é líder do campeonato? Certo mais uma vez. Só que na categoria mais competitiva do automobilismo mundial, isso não é suficiente. Depois da reação da Ferrari no G.P. da França, os ingleses estão, de novo, sob pressão.

Embora Hamilton já possa pensar em administrar sua vantagem na campeonato de pilotos, na tabela de construtores os italianos já encostaram. A próxima corrida é em Silverstone, casa da McLaren. E, mais importante, de Lewis Hamilton.

Ron Dennis e companhia não podem fazer feio na frente de milhares de torcedores que estarão torcendo pela nova sensação da Fórmula 1. Têm uma semana para recuperar a desvantagem para a Ferrari. O chefão, em entrevista, hoje, afirmou que sua equipe teve o pior desempenho do ano em Magny-Cours.

Disse ainda que a performance não deve se repetir na corrida Inglaterra, quando promete um contra-ataque. "Fizemos eles parecerem bem melhores do que são e vamos provar isso em Silverstone", falou Dennis. Será mesmo?

Por sua vez, a Honda, que já desistiu de 2007, anunciou a contratação de quatro novos funcionários para a área técnica. Eles trabalharão com enfoque na aerodinâmica, o ponto fraco da equipe este ano. Já que dinheiro não é problema, os japoneses estão tentando comprar talento.

Dá certo desta vez? Com a atual temporada desastrosa, a única lternativa, convenhamos, é pensar no futuro. De 2007, não há mais nada a esperar. Nisso, a Honda faz bem. Só que pode não ser o suficiente. É só ver o caso da Toyota.

Quando estreou na Fórmula 1, em 2002, a equipe que hoje tem Ralf e Trulli anunciou que só disputaria o título em 2009. Muitos zombaram ou duvidaram dos japoneses. "É a paciência nipônica", diziam.

A Toyota, de fato, acreditava no planejamente a longo prazo. Mas ele falhou. Por diversos motivos, a começar pela equivocada escolha de pilotos. Para o próximo Grande Prêmio da Inglaterra, porém, a escuderia tem se mostrado confiante. Principalmente, em razão dos testes coletivos da semana passada, realizados exatamente em Silverstone.

Otimismo só, entretanto, não basta. Depois de mais um ano jogado fora, os nipônicos precisam abaixar a cabeça e trabalhar. Se for na base do "vai dar tudo certo no final", como têm sido as entrevistas dos pilotos e dirigentes da equipe japonesa, a Toyota não vai encontrar nada mais do que desilusão.

A partir de agora, ela na mesma situação de Honda e McLaren, embora, na pista, cada uma tenha um nível diferente. A todas as três equipes, só resta correr atrás do lucro.

O primeiro Hamilton

A revista F1 Racing é a publicação especializada em Fórmula 1 mais vendida do mundo. Desde outubro do ano passado, possui uma edição só para o Brasil. Que, ainda no seu início, sofre com alguns problemas de revisão e a óbvia dificuldade de ser fechada a cada mês.

Prova disso é que a sua edição de número 8 apenas chegou às minhas mãos hoje, valendo para os meses de Junho e Julho. De qualquer forma, pode-se dizer que o atraso valeu a pena. Porque a reportagem de capa, com Lewis Hamilton, é imperdível.

Nela, um dos melhores jornalista especializados em Fórmula 1 do mundo, Peter Windsor, faz uma análise detalhada do estilo de pilotagem do inglês em curvas de diferentes tipos, comparando a técnica de Lewis com a de seus adversários. A conclusão é surpreendente. Hamilton é ainda mais senhor do seu carro do que todos os outros pilotos.

Na curva 5 de Sepang, um esquerda veloz que é a primeira perna de um "s", Lewis, segundo Windsor, é o piloto menos emocionante na sua trajetória. Ao contrário dos outros, que começam a contornar a segunda curva do "s" antes, Hamilton tira uma linha reta maior no intervalo entre elas.

Assim, começa a contornar a curva 6 depois, mas a termina antes. Lewis não se preocupa em ser o mais rápido durante a trajetória. O importante é a velocidade anterior e, principalmente, a posterior, quando ele vai entrar na reta.

O estilo de Hamilton é mais facilmente entendido na curva 15, a última do circuito malaio. Lá, Lewis é preciso e seguro na sua trajetória. Usa a mesma técnica, segundo fala Windsor, de "esticar a reta". Sua velocidade mínima é menor do que a de todos os outros pilotos, só que o inglês consegue sempre manter uma aceleração constante.

Dessa forma, recupera o tempo que perdeu na reta, onde entra com uma maior velocidade. Seu estilo é limpo, sem correções nem o menor toque de instabilidade. Para o jornalista, essa pilotagem de Lewis será uma vantagem ainda mais visível em 2008, quando será banido o controle de tração. Hamilton não é o tipo de piloto que depende dele.

Por fim, Windsor analisa a sensação da Fórmula 1 nas curvas 9 e 10 do Bahrein. A primeira, muito rápida, e a segunda, um cotovelo antes da reta oposta. A maioria dos pilotos, fala o jornalista, forçam a velocidade na pequena reta que divide as duas curvas. Assim, entram mais rápido na 10, mas perdem tempo na reaceleração.

Lewis é diferente. Ao contrário dos outros, ele entra mais por fora na curva 10, sacrificando sua rapidez na 9. Além disso, ainda freia antes do que os adversários. Assim, porém, Hamilton consegue ter uma trajetória estável, sem erros, e que o colocará com uma velocidade de reta bastante superior a dos outros.

Essa solução, diz Windsor, apenas Jarno Trulli e Kimi Raikkonen seguiram nesta curva. Mas foi Hamilton quem a achou primeiro. A eficiência do inglês me lembrou muito um gráfico de velocidade de Schumacher, que pode ser conferido no vídeo abaixo:




Assim como o alemão, Hamilton não se preocupa em alcançar a velocidade mais rápida na curva. O importante é o tempo que ele vai ganhar antes e depois. A única diferença é que Schumacher abusava das correções, enquanto o inglês, hoje, ainda consegue ter uma trajetória limpa.

Cada vez mais, fica claro que Lewis não é apenas mais um fenômeno da Fórmula 1. Pode-se argumentar, como Nelsinho Piquet fez recentemente, que ele tem um dos melhores carros da categoria e, assim, fica mais fácil. É verdade. Mas o que o Hamilton já mostrou, até agora, revela um potencial capaz até de bater os "insuperáveis" recordes de Michael Schumacher.

Lewis não é o novo Senna, pela legião de fãs que já conquistou ao redor do mundo. Nem o novo Schumi, pela absoluta eficiência na condução do carro. Muito menos o novo Mansell, por ser o atual ídolo inglês.

É, pura e simplesmente, o primeiro Hamilton.

domingo, 1 de julho de 2007

Weekend Update Parte Final - Fórmula Truck, Nascar e Balanço dos Palpites

Como diria o Galvão: "A física não permite!". Foi com essa sensação que eu assiti a Fórmula Truck, em Fortaleza. Não tenho nada contra a categoria, diga-se de passagem. Reúne pilotos consagrados no automobilismo brasileiro e merece ser tratada com respeito.

Mas a corrida de hoje foi até irresponsável. No circuito cearense, dois caminhões só ficavam lado a lado com muita boa vontade. Ultrapassagens? Só na ignorância, meu amigo. E a corrida foi se desenrolando assim.

De toquinho em toquinho, de rodada em rodada, quem ficou fora dos problemas foi o ex-piloto da IRL Felipe Giaffone. Ele venceu com relativa tranquilidade, seguido de Wellington Cirino e Roberval Andrade. O palpite do Blog, o local Beto Monteiro, nem chegou a completar a corrida. Realmente, dessa vez, chutei longe.

Apenas cinco pilotos completaram na volta do líder, lembrando, é claro, que os caminhões correram no traçado mais curto da temporada. Até agora, Roberval Andrade lidera o campeonato, com 64 pontos, dois a mais do que o vencedor de hoje, Felipe Giaffone.

A próxima corrida será só no dia 12 de agosto, em Caruaru, Pernambuco.

No circuito de Loudon, em New Hampshire, Denny Hamlin venceu a décima-sexta - décima-sexta, já?!? - corrida da Nascar este ano. Foi a primeira vitória do piloto da Jim Gibbs Racing na temporada. De quebra, ele é o vice-líder do campeonato.

A poucas voltas do fim, Hamlin fazia parte do grupo que lutava pela vitória, ao lado de Martin Truex Jr., Jeff Gordon e Dale Earnhardt, Jr. Na volta 255, de 300, o grupo da frente fez o último pit stop, durante uma bandeira amarela.

Diferentemente dos rivais, Hamlin trocou só dois pneus ao invés dos quatro. Assim, foi alçado à liderança da corrida, que não perdeu mais. Gordon, Truex Jr., Earnhardt Jr. e Jimmie Johnson fecharam o top 5.

A aposta do Blog, Tony Stewart, não passou de décimo-segundo. Juan Pablo Montoya voltou ao ostracismo depois da vitória em circuito misto da última semana. Para os padrões do colombiano em ovais, o resultado foi até bom: décima-nono.

Jeff Gordon lidera o campeonato com 2613 pontos, contra 2457 de Denny Hamlin. Montoya está no mesmo lugar em que completou a corrida de hoje - 19º - com 1662. A próxima corrida da Nascar é - adivinhem! - semana que vem. Dessa vez, porém, vale uma conferidinha. Será no templo de Daytona, onde teremos a Pepsi 400.
Hora do temido balanço dos acertos do Blog no fim de semana. Vejamos como eu me saí nos palpites:

FÓRMULA 1 - Vencedor: Kimi Raikkonen. Palpite: Fernando Alonso (sétimo colocado)
MotoGP - Vencedor: Valentino Rossi. Palpite: Valentino Rossi (na mosca)
GP2 - Vencedores: Giorgio Pantano e Javier Villa. Palpites: Lucas di Grassi (segundo e quarto) e Andreas Zuber (abandono e décimo-quinto)
IRL - Vencedor: Dario Franchitti. Palpite: Tony Kanaan (quarto)
ChampCar - Vencedor: Robert Doornbos. Palpite: Sebastien Bourdais (segundo)
Fórmula Truck - Vencedor: Felipe Giaffone. Palpite: Beto Monteiro (abandono)
Nascar - Vencedor: Denny Hamlin. Palpite: Tony Stewart (décimo-segundo).

Um acerto só em oito possíveis. Valentino Rossi me salvou. Mas, se analisarmos friamente, veremos que eu não fui tão mal assim. Acertar o resultado de uma corrida é bem mais difícil do que o de um jogo de futebol, por exemplo.

Algumas apostas foram boas. Lucas di Grassi e Sebastien Bourdais passaram perto da vitória. E Tony Kanaan ainda terminou entre os primeiros. Mas, tenho que admitir, o desempenho dos chutes foi um pouco decepcionante.

Principalmente porque errei feio o da Fórmula 1. Digamos que eu tinha uma chance em quatro de acertar. Apostei justamente naquele que foi o pior, Alonso. Tudo bem, não tem problema. Se eu continuar insistindo em Rossi e Bourdais, pelo menos uma das corridas do final de semana eu acerto.

Depois de cinco post que me custaram uma boa parte do domingo, termino por aqui. O Blog volta amanhã, com as notícias do dia. E a partir de terça temos a continuação dos 10+ do Blog F1 Grand Prix, com os 7°, 6° e 5° colocados na lista das Dez Maiores Manobras de Ultrapassagem de Todos os Tempos.
Por hoje é só. Até amanhã!

Weekend Update Parte II - IRL e ChampCar

Já digo de primeira que não vi nenhuma das provas. A da IRL até tentei, mas estava chata demais. Deixei a televisão ligada enquanto fazia outras coisas. No oval de Richmond, quem se deu bem foi o escocês Dario Franchitti, cada vez mais líder da temporada.

Os momentos de agitação foram poucos. Sam Hornish Jr. rodou na largada. Depois, Jeff Simmons e Kosuke Matsuura causaram outras bandeiras amarelas. E só. No fim, a dupla da Ganassi, Scott Dixon e Dan Wheldon, ainda tentou ameaçar Franchitti, sem sucesso.

O escocês foi soberano. Liderou 242 das 250 voltas da corrida. Depois de tomar a ponta de Tony Kanaan numa relargada ainda no início, não a perdeu mais. O brasileiro, a aposta do Blog, ainda terminou bem, em quarto. Os outros brazucas tiveram problemas.

Vítor Meira perdeu partes aerodinâmicas do carro mas ainda salvou um nono lugar. Helinho Castroneves não se deu bem e terminou uma volta atrás, em décimo-primeiro.

Foi, em suma, uma corrida monótona. Mesmo sendo em oval, foram raríssimas as ultrapassagens. Quem assistiu pela TV sofreu com a ufania exagerada dos locutores da Band. Luciano do Valle, no final da prova, chegou a dizer que "uma pane seca do Dario agora seria ótimo, não?".

Pelo menos, não interromperam a corrida antes do final.

A classificação da etapa de Richmond:

1. Dario Franchitti/Escócia/Andretti-Green, 250 voltas
2. Scott Dixon/Nova Zelândia/Ganassi
3. Dan Wheldon/Inglaterra/Ganassi
4. Tony Kanaan/Brasil/Andretti-Green
5. Buddy Rice/Estados Unidos/Dreyer & Reinbold
6. Danica Patrick/Estados Unidos/Andretti-Green
7. Tomas Scheckter/África do Sul/Vision
8. Scott Sharp/Estados Unidos/Rahal-Lettermann
9. Vitor Meira/Brasil/Panther
10. Ed Carpenter/Estados Unidos/Rahal-Lettermann
11. Helio Castroneves/Brasil/Penske

A próxima etapa da IRL promete muito mais. Será no histórico circuito de Watkins Glen, no próximo domingo.
A grande rival da IRL no automobilismo norte-americano, a ChampCar, fez sua primeira corrida fora dos Estados Unidos. Foi no Canadá, em outra pista de muita história: Mont-Tremblant, onde foram realizados as corridas canadenses da Fórmula 1 em 1968 e 1970.

O Blog esperava mais uma vitória de Sebastien Bourdais. Errei, mas por pouco. Pela primeira vez na temporada, o francês não venceu uma corrida que terminou. Ainda assim, foi segundo, logo atrás do holandês Robert Doornbos, seu grande rival no campeonato este ano.

O holandês venceu pela primeira vez na categoria. Pilotando pela equipe Minardi USA - sim, é o que sobrou da gloriosa escuderia italiana - Doornbos é o maior adversário de Bourdais no campeonato. Os dois estão praticamente empatados.

Procurei em tudo que é lugar a classificação atualizada. Nem o péssimo site da categoria soube me responder. Como não sei quem fez a melhor volta, que vale um ponto, não posso falar quem está na frente. Bourdais e Doornbos podem estar empatados ou o holandês pode ter uma vantagem de um ou dois pontos.

O canal Speed optou por transmitir a corrida na Nascar. A reprise da ChampCar só começou quando a corrida da stock car americana acabou. Uma pena. Perderam a chance de mostrar um bela prova.

Porque, pelo que li, chuva e tempo seco se alternaram na corrida. Doornbos venceu com pouco menos de três segundos de diferença para Bourdais. O único brasileiro da categoria, Bruno Junqueira, da Dale Coyne, abandonou logo na quinta volta.

O azarado do dia foi o pole Tristan Gommendy. O francês não conseguiu sair para a volta de apresentação, e só deu a partida com duas voltas de atraso. Foi o último dos que terminaram, com essa mesma desvantagem que tinha desde o início. Se tivesse largado junto com os outros, teria dado trabalho.

Completaram a corrida:

1. Robert Doornbos/Holanda/Minardi USA, 62 voltas
2. Sebastien Bourdais/França/Newman-Haas-Lanigan
3. Will Power/Austrália/Team Australia
4. Simon Pagenaud/França/Team Australia
5. Justin Wilson/Inglaterra//RSPORTS
6. Neel Jani/Suíça/PKV
7. Graham Rahal/Estados Unidos/Newman-Haas-Lanigan
8. Alex Tagliani/Canadá/RSPORTS
9. Oriol Servia/Espanha/Forsythe
10. Ryan Dalziel/Escócia/Pacific Coast
11. Katherine Legge/Estados Unidos/Dale Coyne
12. Tristan Gommendy/França/PKV

Na próxima corrida do ano, a ChampCar corre nas ruas de Toronto, também no Canadá. Será no
Será no domingo que vem, dia 8.

Fechando o Weekend Update desta semana, voltamos já com Nascar, Fórmula Truck e o temido balanço dos acertos do Blog. Até já!

Weekend Update parte I - GP2

Assisti a corrida da categoria-escola da Fórmula 1 enquanto fazia a Análise do Grande Prêmio da França. Não dei total atenção à GP2, portanto, apenas o suficiente para alguns pequenos comentários. A vitória da segunda etapa da rodada de Magny-Cours, como a maioria de vocês já deve saber, ficou com o espanhol Javier Villa.

O piloto da Racing Engineering, a mesma equipe do acidentado de ontem, Ernesto Viso, largou na primeira fila e venceu depois que o pole, Nicolas Lapierre, fez sua segunda grande bobagem do fim de semana. Se na corrida de sábado o francês havia atropelado um mecânico no box, hoje fez ainda pior.

Lapierre liderava com tranquilidade quando perdeu a freiada para o hairpin Adelaide. Ele seguiu reto, acertando a barreira de pneus em cheio. Perdeu uma corrida quase ganha, em frente de sua torcida.

A corrida da GP2, por incrível que pareça, não teve acidente na largada. Os pilotos, certamente, foram repreendidos depois das barbeiragens de sábado. A primeira ocorrência só veio na segunda volta, quando o inglês Adam Carroll rodou no mesmo hairpin Adelaide que mais tarde veria o erro de Nicolas Lapierre.

O líder do campeonato, Timo Glock, teve outro dia infeliz, abandonando logo no terceiro giro. Seu companheiro de equipe e batidas, Andreas Zuber, foi só o 15º. Os brasileiros, excetuando Xandinho Negrão, andaram sempre entre os primeiros.

Lucas di Grassi fechou em quarto, naquele que foi provavelmente seu melhor fim de semana até agora. Bruno Senna, por sua vez, lutou muito por pontos, mas terminou a uma posição de marcar um. Num certo momento da corrida, fez uma bela e arriscada ultrapassagem sobre o venezuelano Pastor Maldonado.

Na última volta, Bruno era sexto. Tentando passar o russo Vitaly Petrov, tocou o russo e perdeu sua posição para Kazuki Nakajima. Desesperado e sem nada a perder, Senna ainda tentaria se recuperar, mas rodou ao ser fechado pelo japonês. Terminou em sétimo e zerado nesta corrida. Sobrou, ao menos, o terceiro lugar de ontem.

No mais, pouco a comentar. Xandinho Negrão rodou e saiu da pista sozinho. Nada de anormal, portanto. Num país recheado de pilotos talentosos mas sem apoio - como Sérgio Jimenez, por exemplo - a presença de Xandinho na GP2 não passa de um grande desperdício.

A chuva chegou a ameaçar. Caiu antes e voltou bem fraca a quatro voltas do fim, sem influenciar no andamento da corrida. A vitória de Javier Villa veio sem sustos, apesar da pressão dos italianos Luca Filippi e Giorgio Pantano, no final.

Classificação final:

1. Javier Villa/Espanha/Racing Engineering, 39:46.184
2. Luca Filippi/Itália/Super Nova, + 0.603
3. Giorgio Pantano/Itália/Campos, + 1.262
4. Lucas di Grassi/Brasil/ART, + 15.312
5. Vitaly Petrov/Rússia/Campos, + 20.134
6. Kasuki Nakajima/Japão/DAMS, + 20.520
7. Bruno Senna/Brasil/Arden, + 25.895
8. Pastor Maldonado/Venezuela/Trident, + 28.622
9. Roldan Rodriguez/México/Minardi Piquet, + 34.408
10. Andy Soucek/Espanha/DPR, + 35.711

No campeonato, o alemão Timo Glock lidera com 39 pontos. A seguir, vêm os quase-xarás Luca Filippi e Lucas di Grassi, com 31 e 29, respectivamente. Bruno Senna é o quarto, com 24. Completando os seis primeiros na tabela, os vencedores do fim de semana: Giorgio Pantano tem 23 e Javier Villa, 14.

O Blog volta já com os comentários da IRL e da ChampCar na segunda parte do Weekend Update.

Análise do Grande Prêmio - França/Magny-Cours, 01/07/2007

Análise dos pilotos:

Kimi Raikkonen
Desacreditado antes do G.P. da França, Kimi deu a volta por cima e bateu Massa em batalha direta. Venceu como um autêntico substituto de Michael Schumacher. Ainda assim, não foi bem no treino e deixou de fazer a volta mais rápida da corrida.
Nota Final: 9

Felipe Massa
Pole e volta mais rápida. Só faltou a vitória. Que não veio por um erro minúsculo na estratégia do brasileiro. Massa deveria ter diminuído o ritmo na metade de seu segundo trecho para não voltar dos boxes, mais tarde, atrás dos retardatários. Mesmo sem a vitória, fez bela corrida.
Nota Final: 8

Lewis Hamilton
Foi a corrida menos brilhante da sensação da temporada. E ele ainda terminou no podium e na frente de seu companheiro de equipe bi-campeão mundial. No próximo fim de semana, em casa, Hamilton promete uma grande atuação.
Nota Final: 7

Robert Kubica
Para quem quase encontrou a morte apenas algumas semanas atrás, uma exibição heróica e raçuda do polonês. Merecia até mais.
Nota Final: 8

Nick Heidfeld
Com dores nas costas, foi facilmente batido por Kubica. Fez o que podia. O alemão, com o quinto lugar, ainda saiu no lucro.
Nota Final:6

Giancarlo Fisichella
Durante todo o fim de semana, foi superior a Kovalainen e teve uma performance sem erros na corrida. Não se pode esperar muito mais do que isso da parte do italiano
Nota Final:7

Fernando Alonso
Abusou do direito de errar nos treinos e na corrida também deu suas escapadinhas. A sorte também não ajuda. Terá de se superar para bater Hamilton.
Nota Final:6

Jenson Button
Corrida surpreendente e impecável. Em condições de pista seca, poucos apostavam em pontos para a Honda. Button bateu Barrichello facilmente e mereceu o oitavo lugar.
Nota Final:8

Nico Rosberg
Mais uma corrida em que o alemão passa perto da zona de pontuação. Sua colocação abaixo de Wurz no campeonato já começa a incomodar. Precisa melhorar em ritmo de corrida.
Nota Final:6

Ralf Schumacher
Performance burocrática e dentro da média. Não consegue superar Trulli em treinos e na corrida, se evita acidentes, não faz nada de mais.
Nota Final:5

Rubens Barrichello
No treino, perdeu por pouco para Button. Na corrida, porém, o inglês foi repetidamente mais rápido do que o brasileiro. Seu desempenho foi abaixo do esperado.
Nota Final:4

Mark Webber
Nos treinos, bateu Coulthard porque o escocês teve problemas mecânicos. Mas na corrida conseguiu se manter na frente do companheiro. O que não é comum.
Nota Final:5

David Coulthard
Foi prejudicado pelos problemas nos treinos, mas sua corrida foi excessivamente burocrática. Dessa vez, foi inferior a Webber.
Nota Final:4

Alexander Wurz
Foi o último do pelotão intermediário. Ou seja, chegou na sua posição padrão. Se não fosse o podium no Canadá, já poderia estar procurando outro emprego a essa altura.
Nota Final:3

Heikki Kovalainen
Não teve culpa no acidente com Trulli, mas perdeu para Fisichella nos treinos e seu ritmo de corrida foi lento. Mostra evolução, porém, ela ainda não é suficiente.
Nota Final:4

Takuma Sato
Com o carro que tem, fez o máximo possível. Só terá chance de pontuar em situações adversas. Dessa vez, ao menos, não cometeu nenhum erro.
Nota Final:5

Adrian Sutil
Prova a cada corrida que é melhor do que Albers. Mas seu carro não anda. De positivo, assim como Sato, parou de errar.
Nota Final:4

Scott Speed
Merece uma nota boa pelo bom desempenho na sexta e por ter ido bem na classificação. Entrentanto, seu carro é lento e ainda quebra.
Nota Final:6

Cristijan Albers
O reject da corrida. Acelerou nos pits sem autorização de maneira irresponsável e perigosa, levando mecânicos e mangueira de combustível junto. Merecia até punição.
Nota Final:1

Jarno Trulli
Um erro de novato na largada. Chegou na superpole mais uma vez, é verdade, mas o desempenho de sábado não conta pontos para o campeonato.
Nota Final:2

Vitantonio Liuzzi
Uma vítima de Davidson. Apareceu bem na sexta mas na classificação não chegou a passar da primeira degola. É mais um que sofre com o carro que tem em mãos.
Nota Final:3

Anthony Davidson
Fim de semana para esquecer. A Super Aguri e o inglês andaram para trás. Hoje, ao cometer um erro infantil na largada, o inglês levou junto com ele o pobre Liuzzi.
Nota Final:2

Resumindo

O melhor: Kimi Raikkonen
O pior: Cristijan Albers

Análise das equipes:

McLaren-Mercedes
Foram duas quebras ao longo do fim de semana, uma com Hamilton, na sexta, e outra com Alonso, na classificação. A estratégia de três paradas atrapalhou o espanhol, embora não tenha feito diferença para o inglês. Batida pela Ferrari, agora é a McLaren quem precisa reagir.
Cotação: **

Renault
Salvou três pontos com Fisichella e deve permanecer assim, pontuando quase sempre, até o fim do ano. Não tem carro para vencer corridas, mas está sempre entre os primeiros.
Cotação: ***

Ferrari
Foi um G.P. perfeito para a escuderia do cavalinho rampante. Pole, vitória e melhor volta. Agora, porém, os chefões do time precisarão administrar a rivalidade de Kimi e Massa. Ela só tende a crescer a partir desse momento.
Cotação: *****

Honda
Até que enfim, um pontinho! Bem merecido, após o enorme esforço dos japoneses. É longe do que gostariam mas, pelo menos, não são mais o piada do grid.
Cotação: ***

BMW Sauber
Falta um algo mais para lutar por vitórias. O time tem uma ótima dupla de pilotos que, com um carro um pouquinho melhor, incomodariam bastante McLaren e Ferrari.
Cotação: ***


Toyota
O carro é irritantemente mediano. Assim como os pilotos, também. O filme da equipe japonesa parece apenas se repetir, ano após ano.
Cotação: **

Red Bull-Renault
Trata-se da equipe mais irregular da temporada. Em um G.P., estão bem. No próximo, caem de desempenho. Dessa vez, estiveram por baixo.
Cotação: **

Williams-Toyota
Anda bem em treinos, mas não é lá essas coisas em corrida. Nico Rosberg, por todo o esforço, merecia um carro mais competitivo.
Cotação: **

Spyker-Ferrari
A equipe está completamente fora do ritmo das outras equipes. Seus carros são, em média, um segundo e meio mais lentos que o último do resto do pelotão em uma volta. E ainda ficam se enrolando nos pit-stops.
Cotação: *

Toro Rosso-Ferrari
O carro é lento e ainda quebra. Uma pena, mas a equipe está matando a carreira de dois pilotos jovens e promissores.
Cotação: *

Super Aguri-Honda
De longe, o time que experimentou a maior queda desde o G.P. dos Estados Unidos. Seus pilotos ocuparam juntos a penúltima fila do grid. Na corrida, Davidson fez bobagem e Sato não pôde lutar por nada.
Cotação: *

Análise da corrida:

Não foi uma corrida especialmente emocionante. Mas também não foi chata como Barcelona ou Mônaco. Os acidentes da largada, a recuperação de Alonso e o pastelão de Albers foram os melhores momentos de ação. A disputa de Kimi e Massa antes do pit também foi empolgante.
Nível final: Boa.

Análise do campeonato:

Hamilton já abre uma distância superior a uma vitória. Se quiser, já pode começar a administrar a vantagem. Na próxima corrida, porém, corre em casa e vai em busca do triunfo. A Ferrari possui, outra vez, o melhor carro. Promessa de que o campeonato, daqui para a frente, vai ficar bem mais apertado.
Nível final: Bom.

Depois de tudo isso, pode ser que o escriba do Blog, cansado, não poste mais até o fim do dia. Mas nunca se sabe. Hoje - ou amanhã - tem Weekend Update, com tudo o que aconteceu no mundo da velocidade neste fim de semana.

Deu Kimi. À la Schumacher

Quem disse que Kimi Raikkonen não era um substituto à altura do alemão? Pois hoje, no G.P. da França, o finlandês venceu usando a marca registrada do heptacampeão: voltas excepcionalmente rápidas antes de uma rápida parada no box. Foi assim que ele conseguiu superar seu companheiro de equipe Felipe Massa, que teve de se contentar com o segundo posto.

A vitória de Kimi começou a se construir na largada. Raikkonen pulou muito bem, superando Lewis Hamilton sem muita dificuldade. A partir daí, acompanhou o ritmo de Massa até as paradas de box. Na primeira rodada de pit stops ele já havia mostrado sua força, reduzindo uma distância que era de quatro segundos para pouco mais de um e meio.

O momento decisivo da prova aconteceu na segunda rodada de paradas. Antes de fazerem seus reabastecimentos, Kimi e Massa se depararam com uma fila de retardatários. Depois de os superarem, a dupla ficou bastante junta.

A escolha de Massa, nesse ponto, era crítica. A primeira opção era segurar o ritmo de Kimi, e acelerar quando estivesse muito perto da parada. Assim, porém, o finlandês colaria de vez no brasileiro, que talvez não conseguisse construir uma vantagem boa o suficiente nas voltas anteriores ao pit stop.

Felipe escolheu continuar acelerando. Sua distância para Kimi, portanto, era maior quando ele fez sua parada. Entretanto, o brasileiro voltou exatamente atrás da fila de retardatários. Se tivesse segurado o ritmo antes, não teria se deparado com eles mais uma vez. Era praticamente impossível Massa perceber todos esses fatores, mas foi assim que perdeu a corrida.

As voltas lentas depois do reabastecimento, a transmissão não mostrou, foram em decorrência da ultrapassagem desses carros mais lentos. Nesse meio tempo, Kimi acelerou e construiu exatamente a vantagem de que precisava. Sua parada, além disso, foi um segundo mais rápida que a de Massa.

Quando voltou, Raikkonen ainda estava na liderança. A partir dái, era só administrar a corrida até o final. E foi isso que ele fez, sem ser realmente ameaçado pelo brasileiro até a bandeirada final.

Enquanto os pilotos da Ferrari travavam sua batalha particular, a dupla da McLaren tinha uma tarde difícil. Lewis Hamilton e Fernando Alonso optaram por uma estratégia estranha e que não surtiu efeito - três paradas - provavelmente em decorrência de algum desequíbrio no carro.

O inglês ainda fechou no podium. A esse ponto, parece já querer pensar só no campeonato. Tem, agora, 64 pontos, e uma vantagem de 14 para Alonso, 17 para Felipe Massa e 22 para Kimi Raikkonen.

Por sua vez, o espanhol foi o grande animador do dia. Desde o começo, Alonso foi extremamente agressivo. Conseguiu, logo na segunda volta, uma agressiva ultrapassagem sobre Nico Rosberg. Depois, porém, ficou preso uma eternidade atrás de Nick Heidfeld, a quem chegou a passar antes de tomar um belo X.

A McLaren chamou seus pilotos na mesma volta para a primeira parada. Algo inédito sem considerar as paradas conjuntas quando o safety car está na pista. Mesmo com a inovação, a estratégia não funcionou para Lewis, e muito menos para Fernando.

O espanhol teria de lutar até o final para salvar alguns pontinhos. Chegou a fazer belas manobras sobre Heidfeld e Giancarlo Fisichella. Tendo de parar uma vez a mais do que os outros, porém, Alonso caiu para sétimo, posição em que ficou até o final.

No fim, um resultado menos do que o razoável para a McLaren. Dificilmente, porém, os ingleses serão assim tão facilmente superados pela Ferrari ao longo do resto do ano. Em Silverstone, casa da equipe e da sensação Lewis Hamilton, já poderemos esperar um desempenho bem mais competitivo.

Vale um destaque para Robert Kubica, com um ótimo e seguro quarto lugar, um prêmio depois da pancada do Canadá. O polonês superou sem maiores dificuldades seu parceiro Heidfeld. O alemão, com dores na coluna, ainda fechou em quinto.

Fisichella salvou mais três pontinhos, em sexto, seguido de Alonso e Jenson Button, que conseguiu a suada e merecida primeira pontuação da Honda no ano. O inglês foi amplamente superior a Rubens Barrichello, muito mais lento em ritmo de corrida do que o companheiro. Rubinho não passou de décimo-primeiro.

Mais uma vez, Nico Rosberg passou pertinho dos pontos. Um nono lugar com sabor de derrota para o alemão. Seu compatriota Ralf Schumacher foi o décimo, numa corrida sem erros, dessa vez.

Foram poucos os momentos de emoção da corrida. Na largada, Anthony Davidson empurrou Vitantonio Liuzzi, num momento Dick Vigarista. O italiano rodou e - bem feito! - voltou exatamente no carro do inglês. Fim de prova para os dois.

Antes do final da primeira volta, Jarno Trulli cometeu um erro de novato e abalroou Heikki Kovalainen. O finlandês, sem culpa nenhuma, teve o dia estragado. Terminaria lá atrás, enquanto o piloto da Toyota não conseguiu seguir na corrida.

Mais tarde, um momento pastelão no boxe da Spyker. Cristijan Albers, impaciente depois de uma parada que já durava mais de trinta segundos, simplesmente acelerou sem autorização, levando a mangueira e metade dos mecânicos junto dele. Uma atitude perigosa e irresponsável do holandês, que logo parou seu carro e saiu todo irritadozinho, abandonando o G.P.

No mais, Scott Speed foi a única ocorrência mecânica do dia. O americano desistiu na volta 55, quando lutava com Alexander Wurz pela importantíssima décima-quarta posição.





A seguir, a classificação do Grande Prêmio da França e do campeonato após oito etapas:

1. KIMI RAIKKONEN/Finlândia/Ferrari, 1h30:54.200
2. Felipe Massa/Brasil/Ferrari, + 2.414
3. Lewis Hamilton/Inglaterra/McLaren, + 32.153
4. Robert Kubica/Polônia/BMW-Sauber, + 41.727
5. Nick Heidfeld/Alemanha/BMW-Sauber, + 48.801
6. Giancarlo Fisichella/Itália/Renault, + 52.210
7. Fernando Alonso/Espanha/McLaren, + 56.516
8. Jenson Button/Inglaterra/Honda, + 58.885
9. Nico Rosberg/Alemanha/Williams, + 1:08.505
10. Ralf Schumacher/Alemanha/Toyota, + 1 volta
11. Rubens Barrichello/Brasil/Honda, + 1 volta
12. Mark Webber/Austrália/Red Bull, + 1 volta
13. David Coulthard/Escócia/Red Bull, + 1 volta
14. Alexander Wurz/Áustria/Williams, + 1 volta
15. Heikki Kovalainen/Finlândia/Renault, + 1 volta
16. Takuma Sato/Japão/Super Aguri, + 2 voltas
17. Adrian Sutil/Alemanha/Spyker, + 2 voltas
Abandonaram:
Scott Speed/Estados Unidos/Toro Rosso, Problema mecânico na volta 55
Cristijan Albers/Holanda/Spyker, Bobagem na saída dos pits na volta 28
Jarno Trulli/Itália/Toyota, Acidente na primeira volta
Vitantonio Liuzzi/Itália/Toro Rosso/Acidente na primeira volta
Anthony Davidson/Inglaterra/Super Aguri/Acidente na primeira volta

Campeonato de Pilotos:
HAMILTON, 64 pts; Alonso, 50; Massa, 47; Raikkonen, 42; Heidfeld, 30; Kubica, 17; Fisichella, 16; Kovalainen, 12; Wurz, 8; Trulli, 7; Rosberg, 5; Coulthard e Sato, 4; Webber e Schumacher, 2; Button e Vettel, 1; Barrichello, Liuzzi, Speed, Davidson, Albers e Sutil, 0.

Campeonato de Construtores:
MCLAREN, 114 pts; Ferrari, 89; BMW, 48; Renault, 28; Williams, 13; Toyota, 9; Red Bull, 6; Super Aguri, 4; Honda, 1; Toro Rosso e Spyker, 0.

Depois de oito corridas, Kimi Raikkonen, Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton têm, cada um, duas vitórias. Alguém vai desempatar no Grande Prêmio da Inglaterra, semana que vem. A não ser que pinte uma grande surpresa.

Os metereologistas, para variar, erraram a previsão de novo. Mas a Inglaterra é a Inglaterra. Quem sabe São Pedro não desencanta em Silverstone?

Essa, também, foi a última corrida em Magny-Cours. Uma pista que, de magnífica, só tem o nome. Au Revoir! Já vai tarde...

Para terminar, uma constatação: hoje tem festa no apê de Kimi Raikkonen.

Em momentos, o Blog volta com a estréia da sessão Análise do Grande Prêmio. Até daqui a pouco.