domingo, 31 de maio de 2009

Sete equipes querem estrear na F-1 em 2010

A próxima temporada da Fórmula 1 correu o risco de nem acontecer por causa da falta de equipes.

Pois bem: a ameaça de boicote liderada pela Ferrari não se concretizou e, agora, o campeonato de 2010 tem um excesso de inscritos.

Além das dez escuderias que já correm neste ano, há nada menos do que sete novatas pleiteando um lugar no grid.

A primeira a manifestar interesse - já antes de todo o impasse envolvendo a FIA e a Associação de Equipes - foi a USF1, mais tarde rebatizada de USGPE porque o uso do nome "F1" não foi autorizado por Bernie Ecclestone.

Liderada por um engenheiro americano da Nascar, Ken Anderson, e um veterano jornalista inglês, Peter Windsor, a USGPE tem um projeto que ainda engatinha, mas parece promissor.

O interesse da Fórmula 1 pelos Estados Unidos é o principal trunfo da USGPE. Para ganhar um lugar na categoria, porém, Anderson e Windsor precisam provar que têm um plano viável.

Até agora, já meses após o anúncio de que a USGPE correria em 2010, ainda não há nada de concreto sobre a equipe. Mas a equipe tem padrinhos fortes e um orçamento que pode abrir muitas portas.

Junto com a USGPE, a Campos Grand Prix foi uma das primeiras a se inscrever para o ano que vem.

Liderada pelo espanhol Adrian Campos, um medíocre piloto da Minardi no fim dos anos 80, a Campos alcançou um sucesso razoável na GP2, onde acumulou vitórias e disputou títulos.

O problema é que, na Fórmula 1, o buraco é mais embaixo.

Adrian Campos já manifestou diversas vezes seu sonho de montar uma equipe na F-1, mas se manter na categoria não é para qualquer um.

No momento, a Campos pode até ser considerada uma das novatas com maior possibilidade de emplacar em 2010.

Entretanto, a trajetória da equipe parece muito com a da Super Aguri - um time simpático, comandado por outro ex-piloto sonhador e que não durou nem dois anos na Fórmula 1.

Entre as estreantes inscritas para 2010, a Prodrive se destaca.

A organização, liderada pelo empresário David Richards, já esteve para entrar na Fórmula 1 em mais de uma oportunidade.

Em 2006, chegou a conquistar o direito de correr a partir de 2008, mas o planos não foram adiante e a Prodrive precisou desistir sem sequer colocar o carro na pista.

Mais tarde, no fim do ano passado, Richards foi um sério candidato a comprar o espólio da equipe Honda. Uma vez mais, porém, não conseguiu realizar seu projeto.

Agora, tenta pela terceira vez, com a promessa de que a equipe poderia passar a se chamar Aston Martin a partir de 2012.

Sem dúvida, a Prodrive é um projeto sério. Mas, como já falhou em outras oportunidades, precisa ser visto com cautela.

Na lista de candidatas a entrar na Fórmula 1 em 2010, há dois nomes que já fizeram parte do grid da categoria: Lola e March.

A Lola, uma das fábricas de chassis mais tradicionais do automobilismo, teve sua última aventura na F-1 em 1997 e desistiu após apenas duas corridas.

Dessa vez, promete retornar com um plano a longo prazo. Com certeza, é uma candidatura que precisa ser observada com cuidado.

Por outro lado, a March ressuscitou de forma surpreendente, 16 anos depois de abandonar a Fórmula 1 pouco antes do início da temporada de 1993.

Equipe tradicional, que chegou até a vencer na categoria, a March ainda não tem um plano que convence. O proprietário é o mesmo que retirou o time das pistas em 1993, quando não havia dinheiro para manter a March ativa.

É claro que os custos da Fórmula 1 devem baixar em 2010. Mas, se a March não conseguiu sobreviver em 1993, será mais difícil ainda na atual realidade.

Por fim, a lista de candidatas a estreantes tem dois "azarões": a Litespeed e a Superfund.

A primeira é uma equipe honesta e mediana da Fórmula 3 Inglesa, que nunca teve grandes resultados de destaque nas categorias de base.

Já a Superfund é patrocinada pelo austríaco Alexander Wurz - que, teoricamente, é o piloto reserva da Brawn GP e ainda não se aposentou das pistas.

Wurz, um sujeito simpático, inteligente e articulado, certamente teria capacidade para gerenciar uma equipe de Fórmula 1.

Mas parece difícil acreditar que ele tenha cacife para levar uma empreitada dessas adiante sem nenhum grande parceiro ou experiência anterior.

No total, há sete candidatas a estrear em 2010: USGPE, Campos, Prodrive, Lola, March, Litespeed e Superfund.

Quantas vão vingar?

Segundo o regulamento da Fórmula 1, apenas 13 equipes podem correr em 2010. Como as dez atuais já estão garantidas, restam três vagas para sete organizações.

Quem seriam as escolhidas?

Considerando viabilidade do projeto e experiência em outras categorias, há quatro favoritas: USGPE, Campos, Prodrive e Lola. Os planos de March, Litespeed e Superfund parecem, no momento, bem menos convincentes.

O processo de seleção pode guardar surpresas e o anúncio das escolhidas só será divulgado pela FIA a 12 de junho. Até lá, tudo é especulação.

E, já que o Blog não escapa da regra, aí vai o palpite: USGPE, Prodrive e Lola vão ganhar um lugar no grid no ano que vem.

4 comentários:

Jobson disse...

Essas novas equipes vão ser um alento para os novos pilotos e uma nova oportunidade para aqueles que desejam continuar na F-1!

Will disse...

Apesar das dificuldades financeiras que possa vir a enfrentar eu gostaria de ver a March na F1 novamente...

Ron Groo disse...

Eu aposto que nem metade delas chegam à Austrália.
E disputar corridas mesmo então... vixe...

roderlei j disse...

CAMPOS COM O SANGUE VENCEDOR DE SENNA CORRENDO SERÁ UMA GRATA SURPRESA