quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um recomeço para Nelsinho Piquet

A carreira de Nelsinho Piquet acabou.

E agora está começando de novo.

Tudo aquilo que o piloto brasileiro conquistou antes de sua chegada à Fórmula 1 já não tem tanto valor assim.

Seus títulos, suas vitórias e seu prestígio foram fortemente afetados pelo escândalo de Cingapura, que provavelmente fechou as portas da Fórmula 1 para ele de forma definitiva.

Mas nunca é tarde para recomeçar.

Juntando os cacos, Nelsinho percebeu que não teria chances no automobilismo europeu e vai em busca de uma nova fase em sua vida.

A partir do ano que vem, ele vai correr nos Estados Unidos, provavelmente numa das categorias de acesso da Nascar.

Para alguém que sonhava ser campeão na Fórmula 1, é um tombo e tanto. Mas é aquilo que apareceu, e Nelsinho precisou aceitar.

Durante algum tempo, ele vai ficar longe dos holofotes, longe da imprensa e do ambiente conturbado que o cercou após a revelação do escândalo.

Pode não parecer, mas é exatamente disso que ele precisa no momento.

Não será nada fácil ser bem-sucedido na Nascar. Nelsinho vai precisar ter paciência para superar com calma os problemas de adaptação ao carro de turismo e aos ovais.

Mas, se confirmar o potencial que mostrou nas categorias de base - antes da passagem infeliz pela Renault na Fórmula 1 - Nelsinho tem condições de fazer sucesso nos Estados Unidos.

Nesse momento, o primeiro objetivo do brasileiro é salvar sua carreira. Conquistar um espaço e garantir que haja um lugar onde ele possa correr.

Depois, com o tempo, talvez Nelsinho consiga se livrar do estigma de ter sido o protagonista de uma das páginas mais tristes da história do esporte a motor.

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O boato do dia afirma que Bruno Senna vai deixar a Campos antes mesmo do início do campeonato e assinar com a Toro Rosso para a temporada de 2010.

Em dificuldades financeiras, a escuderia espanhola não seria capaz nem de alinhar no grid e o brasileiro conseguiria um acordo com a Toro através da influência do amigo Gerhard Berger, ex-diretor da equipe italiana.

Bobagem, pura bobagem.

Para começar, Berger já deixou a Toro Rosso e não tem nenhum poder de decisão na equipe.

Além disso, a escuderia italiana já está comprometida com o espanhol Jaime Alguersuari - embora, por algum estranho motivo, resista a confirmar a presença do espanhol no grid de 2010.

A escolha de Senna já foi feita. É a Campos, e ponto final.

Ele mesmo já se manifestou horas após o aparecimento do boato para confirmar que vai correr pela equipe espanhola na próxima temporada.

Os problemas financeiros da Campos são reais e assustam mesmo.

Só resta a Bruno torcer para que a equipe consiga superá-los.

Porque mudar para outra escuderia, nessa altura, já não dá mais.

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Contrariando a notícia que foi divulgada nos últimos dias, a Ferrari anunciou que será Felipe Massa - e não Fernando Alonso - o responsável pelo primeiro teste do modelo de 2010.

O novo carro, já batizado de 281, será lançado no próximo dia 28 de janeiro. Como de costume, a apresentação vai ser realizada na sede da Ferrari, em Maranello.

Aqueles que acreditam que a equipe italiana vai favorecer Alonso na disputa com Massa já perderam um bom argumento.

O primeiro teste de um novo carro não representa nenhuma vantagem prática para o piloto que treinar antes.

Mesmo assim, já havia quem dissesse que Alonso largaria na frente por andar primeiro com o modelo 281. E que Massa não teria forças para lutar contra a concorrência desigual dentro da própria equipe.

Pois é, mas o planejamento da Ferrari mudou. Agora, Massa vai realizar o primeiro teste e, na sequência, Alonso assume no segundo e no terceiro dia de treinos.

No fim das contas, porém, os dois devem permanecer praticamente o mesmo tempo na pista com o novo carro.

A era Schumacher marcou a Ferrari como uma equipe que privilegia o primeiro piloto, mas a postura da escuderia de Maranello parece ter mudado nos últimos anos.

Entre Massa e Raikkonen, a disputa sempre foi livre. Com Massa e Alonso, vai continuar assim.

A menos, é claro, que um dos dois se destaque a ponto de merecer a maior parte da atenção da equipe.

Mas esse ainda não é o caso.

No início do ano, ao menos, Massa e Alonso começam com oportunidades idênticas.

Vai ficar na frente aquele que for mais rápido. Simples assim.

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Falando em Ferrari, a escuderia italiana também aproveitou para confirmar que Valentino Rossi vai voltar a andar com um modelo de Fórmula 1 da equipe.

Será o F-2007, e o teste acontecerá no dia 20 de janeiro, em Barcelona.

Para Rossi, o teste é uma recompensa pelo título da MotoGP no ano passado - o sétimo da sua coleção na categoria.

E uma oportunidade para apagar a péssima impressão deixada na última vez que andou com uma Ferrari, quando mal manteve o carro na pista e foi muito mais lento que os titulares da equipe.

Uma mudança para a Fórmula 1, nessa altura, já é uma possibilidade praticamente descartada.

Mesmo assim, acompanhar uma figura como Rossi correndo com um F-1 é sempre interessante.

Vai que Valentino pega a mão do carro dessa vez... será que os dirigentes da Ferrari não ficariam com um pequenina pulga atrás da orelha?

2 comentários:

F-1 A.L.C. disse...

a coisa pra bruno tá muito mais muito dificil, tantos anos tentando entrar e agora essa....

o Felipe Massa deve ter soltado os cachorros ao patio quando o encanto de Alonso começou a funcionar entre o pessoal de maranello. mais imagino que ao final o que conta é mesmo a capacidade de cada um.

o de Valentino é pra mim pura posse, se fosse pra entrar de vez na F1 não estaríam mandando ele todo janeiro pra testar. deixa o dottore em duas rodas

Ron Groo disse...

Desculpe, mas Nascar não é recomeço para ninguém. É fim de linha.