sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Helinho numa gigantesca enrascada

É grave a situação de Helio Castroneves.

Para quem não sabe, o piloto da Penske foi indiciado pela procuradoria do estado da Flórida por sonegação de impostos entre 1999 e 2004.

Se for considerado culpado, pode pegar até 35 anos de prisão.

Junto com ele, a irmã Katiucia, que também é sua empresária, e o advogado Alan Miller também foram processados.

A primeira audiência aconteceu hoje mesmo, em Miami.

Helinho chegou algemado e com correntes nos pés. Alegou inocência e chorou muito. Só foi liberado apenas porque pagou uma fiança de 10 milhões de dólares.

O julgamento do caso deve durar até 90 dias. Mas os efeitos já estão sendo sentidos agora.

Para começar, Helinho não vai correr a etapa comemorativa da Indy na Austrália, marcada para o próximo dia 26 de outubro.

Infelizmente, isso pode ser só o começo.

Especula-se que a Penske já procura um substituto para Helinho visando a temporada de 2009 da Indy. Porque a situação do brasileiro seria, realmente, muito grave.

Se for preso, Helinho vai comprometer todo o prosseguimento de sua carreira. Parece um tanto prematuro dizer isso, mas há uma chance de o piloto ser obrigado a encerrar sua carreira nas pistas por causa dos problemas com o fisco.

Possibilidade remota, é verdade, só que real.

Nos Estados Unidos, as leis fiscais não chegam a ser mais rígidas do que em outros países. A diferença é que lá a fiscalização é muito mais dura e a chance de punição, bem maior.

Mesmo contando com o apoio dos fãs e apesar de todo o prestígio que acumulou na carreira, Helinho está enrascado.

2 comentários:

Ron Groo disse...

Helinho em tempos de Al Capone!

phigo disse...

Cada piloto encontra uma forma de burlar os impostos, seja fazendo o que a justiça americana alega que Castroneves fez, seja mudando residência para Monaco… qual forma é a mais legal? A finalidade é a mesma “não pagar”, e se é justo ou não cabe a justiça definir, justiça esta que é cega… seria fácil fazer uma lista de quantos pilotos moram em Monaco e conseguem fazer o que Castroneves fez dentro da suposta “legalidade”.