quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007

Continuamos, hoje, nossa saga pelos erros mais constrangedores da temporada 2007, na segunda das listas especiais dedicadas a fazer um balanço do campeonato recém-encerrado. Sem enrolar mais, vamos em frente:

10. Kimi Raikkonen e a entrada do pit lane no G.P. da Europa
9. Kazuki Nakajima e o strike nos mecânicos no G.P. do Brasil
8. Heikki Kovalainen e a tática da Renault no G.P. da Europa
7. Ralf Schumacher e o acidente na largada do G.P. dos Estados Unidos
SEXTA COLOCADA - David Coulthard e o atropelamento de Wurz no G.P. da Austrália

O primeiro Grande Prêmio da temporada vinha sendo a tônica daquilo que continuaria pelo resto do ano: a largada foi o momento de maior emoção da corrida, e as mudanças de posição entre os líderes só aconteceram nos boxes. Lá na frente, Kimi Raikkonen liderava com folga, seguido pelas McLaren de Fernando Alonso e do surpreendente Lewis Hamilton, também tranqüilos em segundo e terceiro.

Aí o veterano David Coulthard resolveu dar uma apimentada nas coisas. Faltando apenas dez voltas para a bandeirada, o escocês vinha preso atrás da Williams de Alexander Wurz, que fazia sua estréia como titular da equipe inglesa. Sem conseguir realizar a ultrapassagem, Coulthard perdeu a paciência e tentou uma manobra arriscada na segunda chicane do circuito de Albert Park.

Não deu muito certo. O mais provável é que Wurz não tenha visto de onde veio a Red Bull do escocês. Sem perceber a aproximação de Coulthard, o austríaco continuou sua trajetória normal e terminou atropelado pelo carro do vetarano. Fazendo jus ao slogan da Red Bull - "te dá asas" - Coulthard literalmente passou por cima da Williams de Wurz.

Por sorte, o pneu dianteiro esquerdo da Red Bull não bateu na cabeça do austríaco, o que teria causado um acidente grave. Uma vez fora da pista, Coulthard não tem outra alternativa além de admitir a culpa: "Eu realmente estava muito atrás e fiz besteira", disse o escocês. Menos mal. Coulthard, de fato, cometeu um erro bastante primário. Ao menos, porém, teve a humildade de reconhecer a pataquada.

Muita gente deveria aprender essa lição.

A desculpa: Não houve. Coulthard reconheceu o erro e pediu desculpas a Wurz pela bobagem
A reação: Pelo menos publicamente, a Red Bull não criticou Coulthard
A conseqüência: A associação de pilotos já pediu uma mudança nas regras do ano que vem, visado o aumento da segurança dos cockpits depois que Coulthard quase decepou o pobre Wurz

QUINTA COLOCADA - Felipe Massa e Giancarlo Fisichella e o sinal vermelho no G.P. do Canadá

A primeira e única "bobagem dupla" da lista é, talvez, a mais polêmica de todas. Afinal, não há como provar que Felipe Massa e Giancarlo Fisichella foram os principais culpados na desclassificação que ambos sofreram no G.P. do Canadá. No mínimo, as equipes tiveram sua parcela de culpa também. Mesmo assim, isso não serve de desculpa para Massa e Fisichella.

Os dois vinham fazendo corridas normais em Montreal quando o americano Scott Speed encheu sua Toro Rosso no muro da famosa chicane final do circuito. Não de outra: safety car na pista. E, como a primeira janela de pit stops já se aproximava, vários pilotos tomaram o rumo dos boxes. O problema, porém, é que as regras do carro de segurança haviam mudado.

A partir do início do ano, o regulamento dizia que o pit lane ficaria fechado quando o carro de segurança entrasse na pista. E, depois que a entrada fosse liberada, estaria proibido deixar os boxes enquanto todo o pelotão não tivesse passado. Massa e Fisichella esperaram o pit lane abrir para fazerem suas paradas. Mas, ao saírem, não repararam que uma parte dos carros que ficaram na pista ainda estava para trás.

Resultado: os dois avançaram o sinal vermelho e foram sumariamente desclassificados. Uma falha de comunicação óbvia das equipes com seus pilotos. De qualquer maneira, Massa e Fisichella deveriam ter prestado atenção. O bem menos experiente Robert Kubica, logo atrás, viu o sinal vermelho e parou. Para Massa, a bandeira preta foi uma tragédia: o brasileiro nunca mais recuperou a diferença que os pilotos da McLaren abriram para ele ali.

O irônico é que Kimi Raikkonen - naquela altura, ainda atrás de Massa no campeonato - conseguiu alcançar a dupla do time prateado.

A desculpa: Massa e Fisichella não criticaram abertamente suas equipes, mas deram a entender que havia sido culpa de Ferrari e Renault
A reação: Os dois reclamaram muito das novas determinaçãos do safety car. As equipes e uma parte da imprensa fez coro
A conseqüência: Embora bastante criticada, a regra do carro de segurança não mudou. Massa ficou para trás na tabela de pontos e nunca mais conseguir tirar a diferença para os líderes

QUARTA COLOCADA - Fernando Alonso e a aquaplanagem no G.P. do Japão

Na 41ª volta do Grande Prêmio do Japão, Fernando Alonso perdeu o título da temporada 2007. O espanhol, que vinha em segundo no aguaceiro de Fuji, forçava o carro na tentativa de alcançar o líder, principal adversário no campeonato e companheiro de equipe, Lewis Hamilton. Apesar de sua reconhecida habilidade em pista molhada, Alonso cometeu um erro imperdoável.

O bicampeão forçou demais e o resultado não poderia ter sido outro. De repente, sem que as câmeras de televisão fosse capaz de capturar o exato momento da rodada, Alonso perdeu o controle de sua McLaren. Rodou sozinho logo antes do hairpin de Fuji - vítima da aquaplanagem - e bateu forte contra o muro de proteção da pista japonesa. Sua corrida terminava ali.

Pior do que o impacto e a perda da vitória, porém, foi o efeito devastador que o Grande Prêmio do Japão representou para as ambições de título de Alonso. Pela primeira vez no ano, o espanhol ficou sem marcar pontos. Ao mesmo tempo, seu rival Lewis Hamilton venceu a corrida, e abriu uma distância praticamente inalcansável na liderança do campeonato.

Faltavam ainda duas corridas e Alonso precisava tirar doze pontos de diferença. Ele até conseguiria a façanha, terminando empatado com Hamilton na tabela final do ano. Mas a virada espetacular pertenceu a outro piloto: Kimi Raikkonen, que ficou com o título. Para Alonso, restou o consolo de ver seu grande adversário, Hamilton, perder um troféu ganho. Mesmo assim, conhecendo o espanhol, ele não ficou nada satisfeito com o terceiro lugar na temporada 2007.

A história certamente teria sido diferente se Alonso, ao menos, tivesse completado aquele G.P. do Japão.

A desculpa: As péssimas condições da pista de Fuji
A reação: A partir dali, a McLaren concentrou forças em fazer Hamilton campeão. Por incrível que pareça, a sorte do inglês virou exatamente aí
A conseqüência: Embora ainda tenha tirado a diferença para Hamilton nas duas corridas finais, Alonso perdeu o título. Conseqüência direta de seu abandono no G.P. do Japão

Edit: Mais uma vez, o amigo Guilherme dá uma mãozinha ao escriba do Blog, enviando os vídeos das bobagens. A seguir, temos o acidente de Coulthard e Wurz:



Logo abaixo, a bobeada de Felipe Massa e Giancarlo Fisichella:



Por fim, a batida que Fernando Alonso deu sozinho:



Ao internauta Guilherme, meu muito obrigado, valeu mesmo!! Agora, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, com os números 3, 2 e 1 da lista das Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007. E hoje, até o fim do dia, comentários sobre as principais notícias do dia. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos:
Coulthard voando sobre Wurz I - www.blogf-1.blogspot.com
Coulthard voando sobre Wurz II - http://www.theage.com.au/

Confirmado: Williams vai de Rosberg e Nakajima em 2008

Depois de Ferrari, BMW, Honda e Toro Rosso, a Williams se tornou a quinta equipe a confirmar sua dupla de pilotos para a próxima temporada. Nesta quarta, o time de Grove anunciou o alemão Nico Rosberg e o japonês Kazuki Nakajima como seus titulares em 2008, sem aprontar maiores surpresas. De quebra, a Williams encerra de vez dois boatos envolvendo o seu nome.

O primeiro dizia que Fernando Alonso poderia assinar com a equipe inglesa para o ano que vem. Agora, o espanhol tem uma opção a menos. Além disso, o acerto com Rosberg e Nakajima põe fim aos rumores que especulavam a possibilidade da Renault emplacar um de seus três pilotos contratados - Giancarlo Fisichella, Heikki Kovalainen ou Nelsinho Piquet - na Williams em 2008.

Quarta colocada no Mundial de Construtores em 2007, a tradicional equipe inglesa sonha com vôos mais altos na próxima temporada. Em setembro, o diretor técnico Sam Michael afirmou que o novo carro do time seria "revolucionário e capaz de vencer corridas". Pode não chegar a tudo isso, mas o modelo 2008 da Williams é ambicioso e não uma simples evolução do FW29 usado neste ano.

Primeiro piloto da equipe, Nico Rosberg deu a volta por cima no campeonato recém-encerrado. Agora, a próxima temporada será o seu ano de afirmação. Com apenas 22 anos de idade, Rosberg ainda é muito novo - mais jovem do que Lewis Hamilton, por exemplo - e ainda possui uma curva de evolução bastante alongada. Desde já, o alemão é o favorito destacado na disputa interna da Williams, contra Kazuki Nakajima.

O japonês, por sua vez, conseguiu a vaga de titular para 2008 ajudado pela Toyota, que fornece os motores da Williams. Apesar de entrar como protegido da montadora nipônica, Nakajima está longe de ser um mau piloto. Muito pelo contrário: dos pilotos de seu país, é disparado o mais promissor. Prova disso foi seu desempenho na temporada 2007 da GP: quinto lugar em pontos, que lhe rendeu o título de "estreante do ano".

Apontada por muitos como uma equipe fadada ao desaparecimento, a Williams ressurgiu das cinzas após uma péssima temporada em 2006, quando terminou apenas na oitava posição entre as equipes. Nesse momento, ninguém mais ousa duvidar da capacidade dos ingleses. Ainda é cedo para acreditar na promessa de vitórias já no ano que vem.

Mas a Williams não vem para fazer figuração em 2008.

Em virtude do anúncio da Williams, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, que apresenta hoje os números 6, 5 e 4 da lista das Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007, chega um pouco atrasada. Dessa vez, o post deve sair apenas no início da tarde. E depois, até o fim do dia, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Michael Schumacher vai testar pela Ferrari na semana que vem

O alemão voltou. Um dia após ter sido ligado à vaga deixada por Fernando Alonso na McLaren, Michael Schumacher confirmou que vai, sim voltar a pilotar um carro de Fórmula 1. Seu retorno, porém, será pela equipe que lhe rendeu os anos mais gloriosos de sua carreira: a Ferrari. E não deve passar de um único ensaio, a ser realizado semana que vem, em Barcelona.

"Esse teste é metade por prazer e metade por razões técnicas", afirmou um porta-voz da Ferrari, ao fazer o anúncio. A importância de Schumacher se explica: em 2008, a Fórmula 1 vai banir o controle de tração, além de uma série de outras ajuda eletrônicas. E o alemão tem bastante experiência em pilotar carros sem esses acessórios. Mesmo assim, fica difícil acreditar que Schumi tenha sido chamado só por isso.

É óbvio que a vontade de "matar saudade" do alemão também deve ter feito bastante diferença. Afinal, Schumacher nunca conseguiu ficar fora de um carro por muito tempo (quando os testes da Fórmula 1 não eram restritos, ele chegou a alugar uma casa dentro da pista de Fiorano, de propriedade da Ferrari...). De fato, o heptacampeão pode até dar seus pitacos sobre o carro de 2008. Mas o teste não passa de mais uma merecida homenagem da Ferrari.

Enquanto o compromisso em Barcelona não chega, Schumacher participou hoje de um evento especial da Ducati, em Valência. Pilotando a moto do campeão Casey Stoner, o alemão virou um tempo absolutamente sensacional em duas horas de pista, ficando a apenas cinco segundos do recorde do circuito, de Daniel Pedrosa. Para um "amador", a performance foi assombrosa...

Ao mesmo tempo em que a Ferrari resolve proporcionar a volta de Schumacher, a maioria das outras equipes se concentra em promover as estréias, em carros de Fórmula 1, de jovens promessas do automobilismo. Nesta terça, por exemplo, a Williams testou o inglês Sam Bird, quarto colocado no recém-encerrado certame da Fórmula 3 Inglesa. Além dele, vários outros novatos vão ganhar chances nas próximas semanas.

Pela McLaren, o escocês Paul di Resta e o inglês Oliver Jarvis devem andar com a McLaren de 2006 no traçado curto de Silverstone. Por sua vez, o indiano Karum Chandhok vai testar junto de Michael Schumacher, em Barcelona, com um carro da Red Bull. Vale lembrar que a Honda também já tem planos de experimentar três novatos da GP2 - Luca Filippi, Andreas Zuber e Mike Conway - num futuro próximo.

A lamentar, apenas, a total ausência de pilotos brasileiros nessas listas...


Fernando Alonso tinha até hoje para dizer sim ou não ao contrato de longa duração oferecido pela Renault. A resposta do espanhol, porém, não foi divulgada por nenhum veículo de imprensa. Fica a dúvida: será que Alonso aceitou, recusou ou continua enrolando a equipe francesa? Por enquanto, não dá para saber, mas os boatos sobre o bicampeão permanecem pipocando.

A notícia de hoje, publicada pelo jornal As, é que Alonso estaria contando com a ajuda de uma série de empresas espanholas, que teriam arrecadado 62 milhões de dólares para o bicampeão investir no seu próprio futuro. De acordo com a reportagem, as patrocinadoras de Alonso seriam BBVA, Movistar e Mútua Madrileña (esta última, também de saída da McLaren).

Mesmo com toda essa quantia, Alonso ainda estaria enfrentando dificuldades em acertar com alguma equipe. Na Renault, o problema é o apoio da seguradora ING, concorrente da BBVA. Por outro lado, a Red Bull teria relutado em ceder espaço para as outras empresas, preferindo concentrar-se nos anúncios de sua própria bebidinha energética. Segundo o As, a solução poderia ser a Toyota, mas nada está definido.

Concorrente de Alonso por uma vaga na Renault, Nelsinho Piquet teve uma ótima notícia hoje: levando em conta um furo do diário Marca, a companhia de telefonia Telmex estaria disposta a patrocinar a Renault caso a equipe efetivasse o brasileiro como titular na próxima temporada. Rival da Telefonica, que retirou-se da Fórmula 1 recentemente, a Telmex teria planos de investir no mercado sul-americano.

Para Nelsinho, estrear pela Renault seria ideal. Principalmente se Alonso não acertar com a equipe francesa.


Em crise há mais de dez anos - desde que separou-se da IRL - a ChampCar anunciou hoje, com certo atraso, seu calendário para a próxima temporada. As datas ainda dependem da aprovação da Federação Internacional de Automobilismo, embora dificilmente a entidade vá promover alguma mudança.

A principal novidade da ChampCar em 2008 vai ser a etapa de Jerez de la Frontera, em meados de junho. O circuito espanhol - sede de corridas históricas da Fórmula 1, como o sensacional duelo entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher em 1997 - entrou no lugar da pista de rua montada em Las Vegas, que durou apenas um ano na categoria.

No total, serão seis etapas nos Estados Unidos, três no Canadá, uma no México e outra na Austrália. Tirando isso, a ChampCar visita a Europa uma trinca de vezes, para as provas nas pistas de Assen (Holanda), Zolder (Bélgica), além da já mencionada Jerez. As corridas se concentram em junho e julho, quando serão realizadas sete das catorze etapas do ano.

Desfalcada do tetracampeão Sebastien Bourdais - de mudança para a Fórmula 1 em 2008 - a ChampCar vive mais uma crise de identidade. Após usar, nos últimos anos, a estratégia de correr em cidades pequenas para encher arquibancadas, a categoria já muda seu objetivo mais uma vez. Agora, a tática parece ser expandir o certame, reduzindo se forma sucessiva a importância do público norte-americano.

Logo abaixo, o calendário 2008 da ChampCar:

20 de abril - Etapa de Long Beach, nos Estados Unidos
27 de abril - Etapa de Houston, nos Estados Unidos
18 de maio - Etapa de Laguna Seca, nos Estados Unidos
01 de junho - Etapa de Zolder, na Bélgica
08 de junho - Etapa de Jerez de la Frontera, na Espanha
22 de junho - Etapa de Cleveland, nos Estados Unidos
29 de junho - Etapa de Mont Tremblant, no Canadá
06 de julho - Etapa de Toronto, no Canadá
20 de julho - Etapa de Edmonton, no Canadá
27 de julho - Etapa de Portland, nos Estados Unidos
10 de agosto - Etapa de Road America, nos Estados Unidos
01 de setembro - Etapa de Assen, na Holanda
26 de outubro - Etapa de Surfers Paradise, na Austrália
09 de novembro - Etapa da Cidade do México, no México

Antes que alguém me pergunte, lá vai a resposta: não, não parece haver a menor chance da ChampCar realizar uma prova no Brasil. Ao menos, no curto prazo...


O vídeo do dia é, na verdade, a segunda metade daquele que o Blog postou ontem. Mais uma vez, as imagens mostram cenas dos bastidores do último teste que Ayrton Senna fez na vida, no circuito francês de Paul Ricard, pouco antes de seu trágico acidente no Grande Prêmio de San Marino de 1994. Vale lembrar que a dica é do amigo Fábio, do Rio Kart:



Nesta quarta, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, apresentando os números 6, 5 e 4 da lista das Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Schumacher de Ducati - http://de.eurosport.yahoo.com/

Vem aí a Mil Milhas Brasil!

Começa amanhã a corrida mais tradicional do automobilismo brasileiro: a Mil Milhas Brasil. Realizada desde 1956, a prova vai ser uma atração muito especial para aqueles que estiverem em Interlagos durante os próximos dias. Pela primeira vez, os resultados vão contar para a Le Mans Series, competição que classifica seus vencedores para a mítica 24 horas de Le Mans.

No total, onze brasileiros estão inscritos entre as 23 equipes que devem disputar a Mil Milhas deste ano. Entre eles, figuras conhecidas como Raul Boesel, Chico Serra e Xandy Negrão. Na lista dos estrangeiros, aliás, também há nomes de respeito, incluindo Marc Gené, Pedro Lamy e Jean-Christophe Boullion, todos com passagens pela Fórmula 1.

Embora parte dos competidores regulares da Le Mans Series tenha desistido de fazer a viagem até o Brasil, a Mil Milhas ainda vai contar com um pelotão recheado de máquinas espetaculares. Na categoria mais importante - a LMP1 - por exemplo, estarão presentes tanto as equipes da líder Peugeot quando o time principal da desafiante Pescarolo.

Por outro lado, os organizadores tiveram tiveram sérios problemas para completar o grid em duas das três divisões inferiores. A LMP2 e a GT1, somadas, não passam de cinco carros. De qualquer maneira, a batalha está garantida na GT2, que deve ter 14 equipes diferentes. Nessa categoria, aliás, está a grande maioria dos pilotos brasileiros.

Dessa vez, o público que comparecer a Interlagos vai acompanhar mais do que uma simples corrida. Segundo os organizadores da Mil Milhas, também vão acontecer shows de DJs, além de mostras de moda, games e gastronomia. Pena que o preço tenha ficado acima do esperado: R$120,00 para o setor A - descoberto - e R$240,00 para os demais, que dão direito à visitação dos boxes na manhã da prova.

O início das atividades está marcado para esta quarta, com a realização dos primeiros treinos livres. Depois, na quinta, a classificação acontece em dois períodos diferentes. Por fim, ao meio-dia de sábado, será dada a largada para a Mil Milhas Brasil, que deve se prolongar até as 23:30. A seguir, a programação oficial do evento:

Quarta, 7 de novembro de 2007

15:00-16:00, Primeiro Treino Livre
20:00-21:30, Segundo Treino Livre

Quinta, 8 de novembro de 2007

10:30-12:00, Terceiro Treino Livre
15:40-16:00, Classificação das categorias LMP1 e LMP2
16:10-16:30, Classificação das categorias GT1 e GT2

Sexta, 9 de novembro de 2007

11:00-18:00, Atividades dos Patrocinadores

Sábado, 10 de novembro de 2007

9:00-9:20, Warm up
12:00-23:30, Mil Milhas Brasil

Como não poderia deixar de ser, o Blog vai acompanhar de perto as Mil Milhas Brasil deste ano. Daqui a pouco, volto com os comentários sobre as principais notícias do dia de hoje. Até já!

Os 10+ do Blog F1 Grand Prix: As Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007 - Números 10 a 7

Dando prosseguimento à série de listas especiais - dedicadas a fazer um balanço da temporada 2007 - o Blog inicia hoje o ranking das maiores besteiras cometidas ao longo deste ano. Erros realmente constrangedores, e que tiveram papel importante no desenrolar do campeonato recém-encerrado. Sem perder mais tempo, vamos começar:

DÉCIMA COLOCADA - Kimi Raikkonen e a entrada do pit lane no G.P. da Europa

Pois é, nem Kimi Raikkonen escapou de cometer uma erro estúpido na temporada que acabou por consagrá-lo campeão mundial. Aconteceu logo no início do Grande Prêmio da Europa, em Nurburgring. O finlandês havia largado da pole position e liderava a corrida no momento em que o pelotão se preparava para completar a primeira volta.

Foi aí que os pilotos deram de cara com um verdadeiro dilúvio. Sem pensar duas vezes, a enorme maioria rumou diretamente para os pits, com Raikkonen à frente. Os mecânicos da Ferrari ficaram prontos para receber o finlandês, mas quem surgiu foi Felipe Massa. Realizada a troca do brasileiro, eles continuaram a postos esperando por Raikkonen. O finlandês demorou, demorou, demorou... e não apareceu.

O que aconteceu com ele? Simples: na entrada do pit lane, Raikkonen se atrapalhou com o volume de água e simplesmente errou o ponto de freida. Ele chegou a tomar o caminho dos boxes, mas acabou passando por cima da zebra, retornando à pista de maneira bizarra. O constrangimento, porém, ainda não havia terminado.

Na volta que precisou fazer com pneus de seco, em meio à chuva, Raikkonen tomou uma humilhante ultrapassagem do novato Markus Winkelhock, que pilotava uma capenga Spyker. Definitivamente, aquele não era o dia do finlandês: mais tarde, ele abandonaria com um problema mecânico. Pelo menos, o erro na entrada do pit lane não afetou o resultado de Raikkonen no campeonato.

Ao contrário de uma bobagem semelhante, que um certo novato cometeria alguns meses depois...

A desculpa: O mau tempo e as péssimas condições da pista
A reação: A Ferrari minimizou o erro, até porque uma quebra tirou Raikkonen da corrida mais tarde
A conseqüência: A bobagem não afetou o resultado final de Raikkonen, que conquistou o título após uma virada histórica

NONA COLOCADA - Kazuki Nakajima e o strike nos mecânicos no G.P. do Brasil

Inexperiência. Foi essa a desculpa de Kazuki Nakajima para a besteira inacreditável e até certo ponto engraçada que ele protagonizou logo em sua corrida de estréia, no Grande Prêmio do Brasil. Convocado para substituir o aposentado Alexander Wurz, o japonês entrou na pista de Interlagos já com uma boa quilometragem de testes, mas sem a menor experiência em provas.

O resultado disso foi a bobagem que Nakajima fez na 31ª volta da corrida, quando sua participação já não era das mais gloriosas. Após largar apenas de 19º, o japonês vinha se recuperando na prova, mas ainda estava longe da zona de pontuação. Obedecendo ao comando da equipe, Nakajima tomou o rumo dos boxes para a sua primeira parada.

Aí, como um grande ás do boliche, o japonês fez um verdadeiro strike. Só que os "pinos", no caso, eram os mecânicos da Williams. Talvez excitado demais com o primeiro pit stop de sua carreira, Nakajima errou o ponto de freida e atropelou três ou quatro ao mesmo tempo. Um deles, inclusive, chegou a dar uma graciosa cambalhota no ar, antes de voltar para um tombo bem doído.

Embora já estivesse em velocidade reduzida, Nakajima conseguiu inutilizar metade da equipe de reabastecimento da Williams. Mesmo assim, ele ainda terminou sua primeira corrida na Fórmula 1 em 10º, mostrando certo potencial. Não foi o suficiente, porém, para apagar o constrangimento causado pela sua bobagem.

Do setor A de Interlagos, posso jurar que - em meio a todo o barulho dos carros - cheguei a ouvir uma gargalhada coletiva enquanto o telão reprisava a pataquada do já folclórico Nakajima filho.

A desculpa: Inexperiência
A reação: A Williams reconheceu o erro de Nakajima, mas não criticou abertamente o japonês
A conseqüência: Nakajima continua sendo um dos principais candidatos a uma vaga de titular na Williams em 2008, mas não é mais o favorito destacado de antes

OITAVA COLOCADA - Heikki Kovalainen e a tática da Renault no G.P. da Europa

É verdade que a temporada de estréia de Heikki Kovalainen na Fórmula 1 não foi das mais brilhantes, mas a equipe Renault também não ajudou muito. Para começar, o time francês esteve longe de produzir um carro tão bom quanto os anteriores, que renderam dois campeonatos consecutivos à montadora do losango. Pior, porém, foi a tática escolhida para o pobre Kovalainen no G.P. da Europa.

O início daquela corrida foi promissor para o finlandês. Largando de sétimo, Kovalainen não cometeu erros quando um dilúvio caiu sobre a pista logo na primeira volta da prova. Com os problemas de outros pilotos, subiu para a quinta posição. À sua frente, apenas os azarões Mark Webber e Alexander Wurz separavam Kovalainen de um inédito podium.

Aí, a Renault resolveu inventar. Em vez de manter o finlandês na pista e esperar pelos acontecimentos, a equipe francesa decidiu se antecipar. Esperando pela chuva, que havia parado mas prometia voltar, a Renault trocou a tática de Kovalainen de uma para duas paradas. Segundo os metereologistas do time, o último pit stop coincidiria com o retorno do mau tempo.

Só que a chuva demorou mais do que o previsto. E Kovalainen precisava reabastecer. A Renault, então, não hesitou e escolheu uma tática nunca antes vista: colocar seu piloto com pneus de pista molhada, antes mesmo de chover! Coitado de Kovalainen, que pagou o mico de desfilar com compostos de chuva em meio ao sol. Depois, quando a água veio, a corrida do finlandês já havia sido estragada.

Kovalainen ainda salvou um pontinho, ao terminar em oitavo. Pouca consolação para quem perdeu um podium por causa de um erro tão absurdo.

A desculpa: Foi culpa dos metereologistas
A reação: Sem ter como culpar o piloto, a Renault tentou esquecer a bobagem
A conseqüência: Nesse caso, o erro pouco afetou o desempenho de Kovalainen, que emplacaria uma seqüência de sete chegadas seguidas nos pontos

SÉTIMA COLOCADA - Ralf Schumacher e o acidente na largada do G.P. dos Estados Unidos

Se houve um piloto que - aos olhos do público e da mídia - se tornou absolutamente dispensável após sua péssima temporada 2007, foi Ralf Schumacher. De fato, o ano do alemão pode ser definido em uma só palavra: desastroso. Além de tomar uma surra do companheiro Jarno Trulli em classificações, Ralf ainda perdeu o que restava de seu crédito junto à Toyota com alguns erros certamente evitáveis.

O pior deles, certamente, veio no Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Indianapolis. Saindo de 12º no grid - quatro posições atrás de Trulli - Ralf estava desesperado para recuperar o máximo de terreno logo na primeira curva. O resultado da afobação foi um acidente múltiplo que tirou, além do alemão, os inocentes David Coulthard e Rubens Barrichello da corrida.

Ao chegar na chicane inicial de Indianapolis, Ralf colocou por dentro e deixou para freiar praticamente dentro da curva. Não conseguiu parar o carro. Sem controle, a Toyota do alemão bateu em Barrichello, que estava logo à esquerda. O brasileiro, por sua vez, atingiu Coulthard. Ao mesmo tempo, Jenson Button quase precisou estacionar para evitar o choque.

Ralf teve um ano para esquecer, mas o G.P. dos Estados Unidos foi a cereja no bolo. Logo em Indianapolis, onde ele já havia se acidentado com gravidade duas vezes, Ralf cometeu o erro que, talvez, tenha destruído de vez sua reputação na Toyota. Ao destruir a suspensão do carro e tirar dois outros pilotos da prova por causa de um erro tão básico, Ralf provou que sua trajetória na Toyota já havia se esgotado.

Agora, resta saber se alguma outra equipe da Fórmula 1 ainda vai ter coragem de dar uma nova chance a Ralf...

A desculpa: Ralf considerou a batida um "acidente de corrida".
A reação: Na época, a Toyota não fez maiores comentários sobre erro de Ralf, embora Barrichello, Coulthard e a maior parte da imprensa tenham culpado o alemão
A conseqüência: O acidente em Indianapolis talvez tenha sido a gota d'água para a Toyota, que perdeu a paciência com Ralf e o dispensou no fim do ano

Edit: O amigo Guilherme dá uma mãozinha ao escriba do Blog e manda os vídeos das bobagens. A seguir, um compacto do G.P. da Europa, narrado em espanhol, incluindo a cortada de pits de Raikkonen (na marcada de 55 segundos) e a "brilhante" tática da Renault (aos 7:03, dá para ver Kovalainen se arrastando na pista):



O incrível strike de Nakajima está logo abaixo:



Por fim, o vídeo a seguir foi feito por um torcedor nas arquibancadas de Indianapolis, e retrata bem a besteira de Ralf:



Ao Guilherme, meu muito obrigado pelas dicas! Agora, a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix volta amanhã, apresentando os números 6, 5 e 4 da lista das Dez Maiores Bobagens da Temporada 2007. E, ao longo do dia de hoje, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.gpupdate.net

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O boato (absurdo) do dia: Michael Schumacher na McLaren em 2008

A hipótese foi levantada por Patrick Head, diretor da Williams, e não demorou muito tempo para se transformar num típico boato da época de "dança das cadeiras" na Fórmula 1. Em entrevista ao jornal Daily Mail, Head resolveu cogitar a possibilidade da McLaren procurar o heptacampeão Michael Schumacher para ocupar a vaga deixada por Fernando Alonso em 2008. Ironia ou não de Head, muita gente levou a sério:

"Ele (Schumacher) ainda está em forma, e provavelmente entediado. Por sua vez, Ron Dennis (o chefão da McLaren) já provou pensar lateralmente, e é por isso que não duvido que ele vá procurar Schumacher", falou Head. Foi o suficiente para vários veículos da imprensa comprarem a idéia. O diário Bild, por exemplo, classificou o suposto acerto entre Schumacher e McLaren como "o sonho de todos os alemães".

Não demorou muito, porém, para que os rumores fossem negados. Primeiro, o empresário de Schumacher, Willi Webber, afirmou à agência SID que o boato era um "absurdo". Logo depois, foi a vez do próprio heptcampeão, através de sua assessora Sabine Kehm, declarar que está feliz com seu cargo de "consultor" na Ferrari, e que não pretende voltar a competir na Fórmula 1.

De fato, Schumacher não tem motivos para assinar com a McLaren. Mesmo sem correr, o ele faturou nada menos do que 36 milhões de dólares em 2007. Segundo a revista Forbes, a quantia coloca Schumacher no sexto posto entre os esportistas mais bem pagos da atualidade. Entre os que não estão mais em atividade, o alemão é disparado o primeiro no ranking.

Além de tudo, Schumacher está longe do perfil "jovem e disciplinado" que a McLaren procura. Pilotos desse tipo, aliás, estão em boa oferta no mercado de pilotos. E o time prateado ainda deve demorar a fazer sua escolha, como revelou o diretor Martin Whitmarsh ao inglês The Guardian: "É claro que fomos procurados por vários candidatos. Por enquanto, não estamos com pressa".

Um piloto, ao menos, já sabe que não interessa à McLaren: Ralf Schumacher. Nesta terça, vazou a notícia de que o ex-piloto da Toyota teria tentado um acordo com a equipe inglesa, e recebido um melancólico "não" como resposta. Pelo visto, o futuro do Schumacher mais novo está cada vez mais longe da Fórmula 1.

Em 2008, o mais provável é que Ralf assista às corridas do sofá de casa. Ao lado do irmão.


Um dia. É esse o prazo que resta para Fernando Alonso assinar ou não o contrato de longa duração que a Renault colocou em sua mesa na semana passada. De acordo com o principal dirigente da equipe francesa, Flavio Briatore, o bicampeão tem até amanhã para decidir se aceita os termos da proposta. Entrevistado pelo jornal Gazzeta dello Sport, Briatore foi bem claro:

"Vamos ver o que acontece até terça-feira", disse o chefão da Renault. Agora, é esperar pela resposta de Alonso. De qualquer maneira, é improvável que o espanhol defina seu destino já amanhã. Até porque ele ainda não descartou a possibilidade de transferir-se para Red Bull ou Toyota na próxima temporada.

Segundo o diário As, Alonso é o sonho da Red Bull, que pretende ainda contratar o engenheiro Ross Brawn. Na hipótese da reportagem, o dono da escuderia das bebidinhas energéticas, Dietrich Mateschitz, não pouparia esforços na tentativa de contratar o bicampeão e o genial estrategista inglês (e não sul-africano, como o Blog vinha escrevendo nas últimas semanas - correção do amigo Xavier).

Amanhã é um dia chave para a definição da novela "Para onde vai Alonso?". Provavelmente, teremos novidades. Enquanto elas não chegam, vale também registrar a decepção dos patrocinadores espanhóis da McLaren com a saída de Alonso. Tanto a seguradora Mútua Madrileña quanto o Banco Santander lamentaram bastante o desligamento do bicampeão, mas reafirmaram seu apoio ao time prateado.

Fizeram certo. Se tentassem seguir Alonso, correriam o risco de trocar de equipe uma vez por ano...


Enquanto isso, continua também indefinido o futuro do alemão Timo Glock. Campeão da GP2 em 2007, ele assinou um contrato de três anos para ser titular da Toyota, mas periga não poder integrar o time nipônico na próxima temporada. Tudo porque Glock tem outro acordo válido, como piloto de testes da BMW. E a equipe alemã não está facilitando a negociação.

O caso chegou até o Tribunal de Reconhecimento de Contratos, que decidiu a favor da BMW. Agora, Glock só vai conseguir correr pela Toyota em 2008 se for liberado pela equipe alemã. Embora tenha jogado duro até agora, é esperado que a BMW acabe cedendo no final das contas. Afinal, não há grandes motivos para prender Glock.

A situação é simples: na BMW, o campeão da GP2 não vai ter chances. É até natural, portanto, que Glock queira tanto agarrar a chance na Toyota. Se deixar a oportunidade passar, o alemão dificilmente vai ter outra. Ao mesmo tempo, não faltam opções para o cargo de piloto de testes da BMW. O promissor Nico Hulkenberg - protegido do empresário de Michael Schumacher, Willi Webber - está no topo da lista.

Embora esteja mostrando uma teimosia injustificável ao tentar manter Glock, a BMW é uma equipe séria, eficiente e que almeja vôos mais altos já no curto prazo. Nesta segunda, um dos titulares da equipe, Nick Heidfeld, deu uma amostra do otimismo do time: "Vencer o título nunca foi tão real quanto agora. Nosso objetivo é conquistar uma vitória e depois lutar pelo campeonato", disse ele ao site f1-live.

Será que a BMW consegue chegar ao topo nos próximos anos? Eu não duvido.


O vídeo do dia é uma dica preciosa do amigo Fábio, do Rio Kart. Trata-se do último teste realizado por Ayrton Senna antes do fatídico G.P. de San Marino de 1994. As imagens - gravadas no circuito francês de Paul Ricard - mostram cenas da pista e momentos dos bastidores, sem nada além do som ambiente:


Antes que eu me esqueça: o vídeo é dividido em duas partes. Amanhã, o blog publica a segunda metade.

Nesta terça, o Blog volta com a seção Os 10+ do Blog F1 Grand Prix, inaugurando a segunda das listas especiais dedicadas à fazer um balando da temporada 2007. Dessa vez, vamos falar das Dez Maiores Bobagens do Ano. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos:
Dietrich Mateschitz - http://www.salzburger-fenster.at/
Nico Hulkenberg - http://www.sportgate.de/

Kovalainen: "Tenho opções bastante interessantes para a próxima temporada"

Passou batida por grande parte da imprensa uma coluna que Heikki Kovalainen escreveu para o site da BBC na última semana. Apontado como um dos maiores candidatos à vaga deixada por Fernando Alonso na McLaren, o finlandês admitiu pela primeira vez a possibilidade de trocar de time no ano que vem, dando a entender que pode, sim, ser o substituto do bicampeão:

"Estou feliz na Renault e acho que em 2008 a equipe pode fazer um ótimo trabalho. Mas tenho outras opções - bastante interessantes - para o ano que vem", disse Kovalainen, que também não escondeu suas exigências: "Igualdade de condições com meu companheiro de equipe é muito importante. Não quero chegar na abertura da próxima temporada sabendo que não poderia disputar o título".

Caso a McLaren leve a sério a história de escolher um "escudeiro" para Lewis Hamilton, a negociação com Kovalainen provavelmente esfriaria. Mas, se a equipe inglesa resolver dar a mesma assitência aos seus pilotos - desde que eles não se tornem inimigos mortais dentro da pista - Kovalainen seria uma ótima escolha. A princípio, o finlandês parece estar em vantagem na disputa pelo cockpit vago na McLaren.

De férias enquanto os próximos testes coletivos da Fórmula 1 não chegam, Kovalainen aproveita para realizar outras atividades. Neste domingo, aliás, o finlandês participou da Maratona de Nova York, finalizando na 5371ª posição (4572º, entre os homens). Seu tempo: 3 horas, 36 minutos e 56 segundos, o melhor já registrado por um piloto da categoria (Jarno Trulli havia estabelecido o antigo "recorde", em 2000).

Enquanto isso, os principais adversários de Kovalainen na disputa pela segunda vaga da McLaren também aparecem na imprensa. O empresário de Adrian Sutil, por exemplo, disse que uma mudança para o time prateado seria um "sonho", mas que nada foi conversado até agora. Vale lembrar que Sutil é amigo pessoal de Lewis Hamilton, e isso poderia contar bastante a seu favor.

Por outro lado, Nico Rosberg viu suas chances de transferir-se para a McLaren esfriarem muito depois das recentes declarações de Patrick Head, um dos principais diretores da Williams. Ao jornal Mail on Sunday, Head foi bem claro: "Não vamos aceitar nenhuma proposta da McLaren". Pelo visto, Rosberg deve ficar preso à Williams até que seu contrato expire, no fim de 2008. Será que ele sai da disputa?

Não dá para garantir. O quebra-cabeças da Fórmula 1 ainda está longe de ser montado.

(Acabo de ler uma série de boatos sobre o substituto de Alonso. Um deles, inclusive, diz que a McLaren pode tentar o heptacampeão Michael Schumacher! Vamos tratar do assunto no post da noite, mas desde já fica a primeira impressão: duvido).

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/

Weekend Update - Nascar e Balanço dos Palpites

O atual campeão Jimmie Johnson deu um enorme passo rumo ao bicampeonato após conquistar a vitória na etapa deste domingo da Nascar, no super-oval do Texas. Agora, faltando apenas duas corridas para o fim da temporada, o piloto do carro 48 tem trinta pontos de vantagem sobre Jeff Gordon, seu companheiro de equipe e único adversário na batalha pelo título.

A vitória na etapa do Texas veio depois de uma clássica batalha entre Johnson e o campeão de 2003, Matt Kenseth. Os dois chegaram a ficar lado a lado várias vezes nas últimas voltas, até que Johnson conseguiu a ultrapassagem no penúltimo giro. Atrás deles, o pole Martin Truex Jr., Kyle Busch e Ryan Newman completaram o top 5, enquanto Jeff Gordon fechou em sétimo. Por sua vez, Juan Pablo Montoya foi 25º.

Como costuma acontecer nas corridas da Nascar, a emoção só veio na parte final da prova. Uma bandeira amarela na volta 301 - de 334 - eliminou as diferenças entre os pilotos. Todos eles foram aos boxes para uma última rodada de paradas, e apenas quatro optaram por trocar somente dois pneus. Entre eles, Matt Kenseth.

Na relargada, ele tomou a ponta de Ryan Newman e seguiu imperturbável até sofrer o ataque de Jimmie Johnson nas voltas finais. A disputa entre os dois foi realmente eletrizante. Finalmente, após passar e receber o troco em mais de uma oportunidade, Johnson realizou a manobra de uma vez por todas e seguiu tranqüilo para a vitória, sua primeira no super-oval do Texas.

A pista texana, aliás, permanece ao lado de Homestead, que sedia a finalíssima da temporada daqui a duas semanas, como os únicos circuitos em que Jeff Gordon não venceu ao longo de sua carreira. De fato, o momento não é bom para o tetracampeão. Embora seus resultados estejam longe de ser ruins, simplesmente não são suficientes para bater a excelente fase de Jimmie Johnson.

Após a etapa do Texas, Johnson lidera a tabela de classificação com 6382 pontos, contra 6352 de Jeff Gordon. Além deles, apenas Clint Bowyer (6201), Kyle Busch (6043), Carl Edwards (6025) e Tony Stewart (6009) têm chances matemáticas de título. Fora da briga já há um tempo, Juan Pablo Montoyta aparece em 21º, com 3257 pontos.

Mantendo a tradição, a Nascar já volta à pista na próxima semana. Dessa vez, a corrida é no tri-oval de Phoenix, onde Jeff Gordon venceu em abril.


Um bom desempenho do Blog nos palpites do fim de semana. Em quatro possíveis, foram dois acertos. Ainda dava para ter ido um pouquinho melhor, mas o resultado já deu pra o gasto. Hora do tradicional Balanço dos Palpites:

GT3 Brasil - Vencedores: Xandy Negrão/Andreas Mattheis (duas vezes). Palpites: Xandy Negrão/Andreas Mattheis (primeiro e primeiro) e Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann (abandono e desistência)
MotoGP - Vencedor: Daniel Pedrosa. Palpite: Daniel Pedrosa (primeiro)
Nascar - Vencedor: Jimmie Johnson. Palpite: Jeff Gordon (sétimo).

Embora a dupla Negrão/Mattheis - um dos meus palpites para a GT3 Brasil - tenha vencido as duas provas do fim de semana, considero apenas uma vitória deles para a contagem de acertos do Blog. Isso porque o palpite não foi para as duas corridas: Bonifácio/Feldmann também eram minha aposta, mas tiveram azar. No mais, o palpite em Pedrosa foi certeiro e a aposta em Gordon um tanto equivocada.

Ao longo do dia de hoje, o Blog volta comentando as principais notícias do mundo da velocidade. Até mais!

Crédito das fotos: www.nascar.com

domingo, 4 de novembro de 2007

Weekend Update - GT3 Brasil

O autódromo de Goiânia recebeu a quarta etapa da história da GT3 Brasil, a categoria mais recente do esporte a motor nacional. Nas duas corridas de hoje, o Dodge Viper de Xandy Negrão/Andreas Mattheis - um dos palpites do Blog - prevaleceu sobre a concorrência, triunfando em ambas as provas. De quebra, a dupla ainda assumiu a liderança do campeonato.

Na bateria inicial, Negrão/Mattheis largaram da pole position e simplesmente passearam. O Dodge Viper recebeu a bandeirada com mais de trinta segundos de vantagem para a Ferrari 430 de Rafael Derani/Alencar Jr., tendo liderado todas as voltas da prova. Em terceiro, completando o podium, vieram Antonio Hermann/Valdeno Brito, com um Porsche 997.

Por sua vez, a outra aposta do Blog - o Lamborghini Gallardo de Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann - abandonou a corrida a poucas voltas do fim, com um superaquecimento do motor. O calor de rachar em Goiânia, aliás, foi determinante para a quebra. Com o problema, Bonifácio/Feldmann não tiveram condição de alinhar na segunda prova do dia, e acabaram perdendo a ponta na tabela de pontos.

Algumas horas depois da primeira bateria, o pelotão largou para a corrida final do dia. De início, a Ferrari 430 de Roberto Moreno/Carlos Crespo, que havia saído da pole, comandou a prova. Não demorou muito, porém, para que a dupla perdesse a liderança, quando Xandy Negrão ultrapassou Moreno na oitava volta.

Depois da troca obrigatória de pilotos, Negrão/Mattheis mantiveram a primeira posição até a bandeirada. Ao mesmo tempo, Moreno/Crespo caíram para quarto no fim, sendo superados pelas Ferrari 430 de Walter Derani/Cláudio Ricci e Rafael Derani/Alencar Jr., que terminaram em segundo e terceiro, respectivamente.

Com os resultados de Goiânia, Xandy Negrão/Andreas Mattheis assumiram a ponta na tabela de classificação, com 63 pontos. Não muito atrás, com 57, aparecem Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann. Em terceiro lugar, somando 48, Walter Derani/Cláudio Ricci ainda têm chances matemáticas de chegar ao título. A seguir, as posições das corridas deste domingo:

Primeira bateria:
1. Xandy Negrão-Andreas Mattheis/Dodge Viper, 39 voltas em 1h00:29.521s
2. Rafael Derani-Alencar Jr./Ferrari 430, a 31.755s
3. Antonio Hermann-Valdeno Brito/Porsche 997, a 48.995s
4. Carlos Crespo-Roberto Moreno/Ferrari 430, a 1:05.416s
5. Walter Derani-Cláudio Ricci/Ferrari 430, a 1:07.087s

Segunda bateria:
1. Xandy Negrão-Andreas Mattheis/Dodge Viper, 37 voltas em 59:01.507s
2. Walter Derani-Cláudio Ricci/Ferrari 430, a 44.348s
3. Rafael Derani-Alencar Jr./Ferrari 430, a 59.115s
4. Carlos Crespo-Roberto Moreno/Ferrari 430, a 1:00.861s
5. Renato Cattalini-Luiz Paternostro/Ferrari 430, a 1 volta

A quinta e última etapa da temporada inicial da GT3 Brasil está marcada para o dia 2 de dezembro, em Interlagos.


Passado o feriadão, o Blog volta ao seu ritmo normal de atualizações a partir de amanhã. A todos vocês que estiveram por aqui nos últimos dias, meu muito obrigado! Infelizmente, não tive condições de responder à maioria dos comentários por causa da conexão discada que precisei usar desde quinta. Mesmo assim, valeu mesmo por todas as mensagens!

Nesta segunda, o Blog volta com a última edição da seção Weekend Update, destacando a corrida da Nascar no super-oval do Texas. Isso sem falar, é claro, no Balando dos Palpites. E, ao longo do dia, comentários sobre as principais notícias do mundo da velocidade. Até amanhã!

Crédito das fotos: http://www.gt3.com.br/ e http://www.grandepremio.com.br/ (crédito para Miguel Costa Jr. - MF2)

Weekend Update - MotoGP

Daniel Pedrosa foi o grande dominador do Grande Prêmio de Valência da MotoGP, corrida que encerrou a temporada 2007 da categoria. Largando da pole, o espanhol - aposta do Blog - liderou a maior parte da prova e venceu sem maiores dificuldades. O campeão antecipado Casey Stoner terminou em segundo, com John Hopkins fechando o podium.

A vitória em Valência rendeu o vice-campeonato para Pedrosa, que somou um ponto a mais do que Valentino Rossi na tabela de classificação. O italiano abandonou a prova por não agüentar as dores na mão direita, fraturada em três pontos após um queda no sábado. Por sua vez, o brasileiro Alexandre Barros retirou-se das pistas com um honroso sétimo lugar.

Na largada, Casey Stoner saiu melhor do que Daniel Pedrosa e tomou a liderança, enquanto o espanhol caía para terceiro, atrás também de Nicky Hayden. Ao mesmo tempo, Alexandre Barros deu um pulo sensacional e ganhou cinco posições, passando de 12º a sétimo. No fim do grid, Valentino Rossi fez sua tradicional saída conservadora e se manteve em 17º, penúltimo entre os pilotos da corrida.

Não demorou muito e Pedrosa já mostrou sua excelente forma. Antes mesmo de completar a primeira volta, o espanhol superou Hayden, pulando para segundo. Três giros depois, Pedrosa ultrapassou Stoner na reta de largada e passou para a ponta, que ele não perderia mais. De fato, a corrida foi um verdadeiro passeio para o piloto da Repsol Honda.

Atrás de Pedrosa, Stoner também teve um dia tranqüilo, fechando em segundo sem ser incomodado. A grande batalha da prova foi pelo terceiro lugar. De início, Hayden segurou John Hopkins, Marco Melandri e Loris Capirossi, que estavam visivelmente mais rápidos. O campeão de 2006, porém, não resistiu à pressão de seus adversários e acabou ficando para trás. No fim, Hayden não passou de oitavo.

Hopkins e Melandri travaram uma rápida batalha pelo último posto do podium, que terminou com a vitória do americano da Suzuki. Mais atrás, Alexandre Barros teve uma corrida movimentada. Após subir para sétimo, o brasileiro perdeu posições para Chris Vermeulen e Randy de Puniet. A recuperação veio na parte final da corrida, quando Barros deixou o francês da Kawasaki para trás e superou Nicky Hayden na última volta.

Enquanto isso, na rabeira do pelotão, Valentino Rossi chegou a ocupar o 14º lugar, mas terminou abandonando. Rebaixado à terceira posição no campeonato com a vitória de Daniel Pedrosa, o italiano amargou seu pior resultado desde 1996, quando ainda competia nas 125 cilindradas. Na próxima temporada, porém, Rossi vai contar com os pneus Bridgestone, claramente superiores aos Michelin que ele utilizou neste ano.

Na tabela final da ano, Casey Stoner terminou em primeiro, somando 367 pontos. Daniel Pedrosa ficou com o vice-campeonato, com 242. Em terceiro, Valentino Rossi não passou de 241, enquanto Alexandre Barros terminou sua última temporada na MotoGP em décimo, com 115. A seguir, a classificação do Grande Prêmio de Valência:

1. Daniel Pedrosa/Espanha/Honda, 46:43.533s
2. Casey Stoner/Itália/Ducati, a 5.447s
3. John Hopkins/Estados Unidos/Suzuki, a 20.404a
4. Marco Melandri/Itália/Honda, a 24.827s
5. Loris Capirossi/Itália/Ducati, a 25.804s
6. Chris Vermeulen/Austrália/Suzuki, a 25.862s
7. Alexandre Barros/Brasil/Ducati, a 29.470s
8. Nicky Hayden/Estados Unidos/Honda, a 30.333s
9. Randy de Puniet/França/Kawasaki, a 30.895s
10. Toni Elias/Espanha/Honda, a 31.030s

Logo abaixo, as posições finais da temporada 2007 da MotoGP:

1. STONER, 367 pts; 2. Pedrosa, 242 pts; 3. Rossi, 241 pts; 4. Hopkins, 189; 5. Melandri, 187; 6. Vermeulen, 179; 7. Capirossi, 166 pts; 8. N.Hayden, 127 pts; 9. Edwards, 124 pts; 10. Barros, 115 pts; 11. De Puniet, 108 pts; 12. Elias, 104 pts; 13. Hofmann e Checa, 65 pts; 15. West, 59 pts; 16. Guintoli, 50 pts; 17. Nakano, 47 pts; 18. Tamada, 38 pts; 19. Roberts, 10 pts; 20. R.Hayden e Fabrizio, 6 pts; 22. Nieto, 5 pts; 23. Jacque e Roberts Jr., 4 pts; 25. Aoki e Ito, 1 pt.

Agora, a MotoGP entra de férias e só volta no dia 9 de março do próximo ano, com o Grande Prêmio do Catar, em Losail. Até o fim do dia, o Blog volta comentando as corridas de GT3 Brasil e Nascar. Nos vemos por aí!

Crédito das fotos: http://www.gpupdate.net/