quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Rubinho não desiste do sonho do título

Rubens Barrichello saiu das sombras e deu sua primeira longa entrevista desde o anúncio da retirada da Honda da Fórmula 1.

Ao site inglês Autosport, Rubinho repetiu o mantra de que continua motivado e com gás para disputar a próxima temporada da categoria.

Disse também que ainda sonha em disputar o título e garantiu que merece ganhar um campeonato.

Sobre as perspectivas para 2009, Rubinho enfatizou que alguém vai comprar a estrutura da Honda e que confia num acerto com a nova equipe.

Por fim, afirmou que não está interessado num acordo curto, de apenas uma temporada. O objetivo de Rubinho é assinar por, no mínimo, dois anos.

Pode parecer estranho, mas as chances de Rubinho permanecer na F-1 talvez tenham até aumentado com a saída da Honda.

Na equipe japonesa, o veterano já estava praticamente descartado. Suas chances de permanecer eram, de fato, mínimas.

Mas, dependendo do novo dono da Honda, Rubinho pode ganhar uma nova chance.

Equipe novas adoram pilotos experientes. Não é necessário dizer que Rubinho se encaixa no perfil.

Apesar de tudo isso, as chances continuam claramente contra o veterano.

Sonhar com o título da Fórmula 1 é algo que está na cabeça de todo piloto presente em categorias de algum destaque internacional.

Mas acreditar cegamente que isso vai se realizar é algo bem diferente.

Rubinho, bem perto de ficar de fora da F-1, ainda mantém a fé inabalável em ganhar um título.

Será que ele vai chegar lá realmente?

O escriba deste Blog sempre foi um grande admirador do talento de Rubens Barrichello.

Mas é preciso ser realista.

É quase certo que Rubinho nunca mais terá a chance de ganhar um campeonato.

Muito provável que não volte a vencer um GP.

Talvez nem chegue perto de disputar uma vitória.

Ou até mesmo de alinhar num grid da Fórmula 1 de novo.

Para Rubinho, o título da categoria continua sendo o maior objetivo.

Mas já na hora de perceber que o grande sonho, infelizmente, jamais vai se realizar.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FIA estuda "convidar" equipes de ponta a correr com três carros em 2009

Quando a Fórmula 1 começa a entrar numa fase de falta de notícias, o mesmo assunto volta à tona repetidas vezes.

Nesta semana, por exemplo, reapareceu a idéia de introduzir três carros por equipe para compensar a saída da Honda.

De acordo com a revista Motorsport Aktuell, a FIA poderia "convidar" times como McLaren e Ferrari a inscrever um terceiro bólido nas corridas de 2009.

Assim, a entidade honraria contratos com emissoras de televisão que obrigam a Fórmula 1 a ter , no mínimo, 20 carros no grid.

Se o plano é verdadeiro e se tem chances de ir adiante, não dá para saber.

Muito provável que não.

Mas seria uma solução bastante interessante para deixar as provas da F-1 mais animadas.

É verdade que a categoria passa por um momento de corte de custos frenético e a introdução de um terceiro carro obviamente aumentaria os gastos de cada equipe.

A idéia, entretanto, agradaria à imensa maioria dos fãs da F-1 ao redor do mundo.

No momento, é bem fantasioso imaginar a categoria com mais de 20 carros no grid e três bólidos por equipe em 2009.

Mas não custa nada torcer por isso...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ferrari começa pré-temporada em ritmo lento

Ainda é cedo, muito cedo, para prever qualquer tipo de derrocada no ano que vem.

Mas, se há uma equipe que começou a pré-temporada num ritmo um pouco mais lento do que as demais, essa equipe é a Ferrari.

Nesta semana, a escuderia italiana juntou-se à rival McLaren para uma bateria de testes no novíssimo autódromo do Portimão, em Portugal.

Até agora, o time prateado está dando uma lavada em termos de tempo.

Resultados de pré-temporada, porém, não devem ser levados muito em conta.

Mais importante é que a Ferrari, até agora, vem tendo problemas seguidos para finalizar seu cronograma de testes.

Na segunda, Felipe Massa passou mal por causa de uma gripe e deu só 31 voltas.

Nesta terça, o piloto de testes Luca Badoer teve problemas de motor e precisou encostar o carro também antes do tempo.

O italiano era o responsável por testar a durabilidade de novos componentes. Pelo visto, o teste não deu muito certo.

Ainda é bem cedo para cravar que a Ferrari terá uma queda de rendimento em 2009.

Mas é bom prestar atenção no progresso da equipe italiana ao longo de janeiro.

Vale ressaltar que o próprio diretor técnico Aldo Costa admitiu dificuldades, no mês passado, com o novo dispositivo "Kers".

O presidente da FIA, Max Mosley, até criticou a Ferrari por ser contra o dispositivo, que estaria sendo uma pedra no sapato do time de Maranello nessa altura do desenvolvimento do F2009.

Se os prognósticos mais pessimistas sobre a Ferrari vão se confirmar, não dá para saber ainda.

O Blog aposta que a equipe italiana pode até cair de nível, mas jamais deixará de figurar entre as candidatas à vitória em 2009.

Apesar disso, a Fórmula 1 é uma ciência totalmente inexata.

Do jeito que a próxima temporada promete surpresas, não seria um choque tão gigantesco se a Ferrari perdesse espaço para equipes como BMW, Toyota e Red Bull.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Peugeot e Citroen na Fórmula 1? Sei não...


Para quem não sabe, o PSA é um conglomerado que inclui duas das principais montadoras francesas, a Citroen e a Peugeot.

De acordo com a reportagem de uma revista belga, o PSA teria ficado animado com o corte de custos promovido pela FIA e estaria disposto a adquirir a Honda, com apoio do governo francês.

A dupla de pilotos seria formada por Jenson Button e, como não poderia deixar de ser, Sebastien Bourdais.

Depois que a notícia explodiu, nenhum representante da PSA veio a público desmentir os boatos.

Sinal de que a informação pode ter algum fundo de verdade.

Mesmo assim, ainda é muito cedo para acreditar que Peugeot e Citroen estarão na Fórmula 1.

Para começar, a temporada de 2009 não terá sequer um GP da França.

Embora seja uma das mais tradicionais nações da história do esporte a motor, a França perdeu espaço e o público interessado na F-1 caiu bastante, apesar do sucesso recente da Renault.

Além disso, o momento de recessão na economia mundial é um grande indicador de que a notícia pode não passar de mera especulação.

Seria realmente estranho ver uma montadora como a Peugeot-Citroen decidir entrar na F-1 neste momento de tanta turbulência.

Nesta segunda, por exemplo, a Suzuki seguiu o exemplo da Honda e anunciou que vai retirar sua equipe do Mundial de Rally.

Ou seja: o período é de se evitar qualquer tipo de investimento "desnecessário".

Para a F-1, contar com uma empresa forte como a Peugeot-Citroen seria uma prova da importância da categoria.

Mas, no cenário atual, o melhor é manter uma postura bem cautelosa sobre a possibilidade de a montadora francesa ingressar na F-1.

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Atualização

E então, logo na manhã desta terça-feira, a Peugeot-Citroen negou qualquer interesse de entrar na Fórmula 1.

Era o mais esperado.

Para quem torce pela permanência da estrutura da Honda na F-1, a esperança é o empresário David Richards, ex-BAR.

No momento, Richards parece ser o único sério candidato a adquirir a herança da escuderia japonesa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Grid da F-1 em 2009 praticamente fechado

A Force India parece ter adiado o anúncio de sua dupla de pilotos apenas para criar um suspense a mais.

A imprensa espanhola, que garantiu existir um acordo entre a equipe e o veterano Pedro de la Rosa, errou feio mais uma vez.

Agora, o grid da Fórmula 1 para 2009 está praticamente fechado.

Na teoria, ainda há quatro vagas a serem preenchidas.

Na prática, pode ser apenas uma só.

Se a Honda não for vendida - o que vai contra a expectativa deste Blog - faltaria apenas a Toro Rosso anunciar seus pilotos.

Dentro da escuderia italiana, o novato suíço Sebastien Buemi é nome quase certo.

As dúvidas sobre seu potencial se dissiparam na semana passada, quando Buemi dominou os testes de Jerez do início ao fim.

É bom este suíço, e merece uma chance na F-1.

A outra vaga da Toro Rosso está entre Takuma Sato e Sebastien Bourdais.

Em termos de performance, a equipe parece preferir o francês, mas o japonês tem mais facilidade para arranjar patrocínios.

Com o corte de custos, Bourdais ganhou força, só que a disputa com Sato ainda não está terminada.

Para todos os demais pilotos, resta torcer para que algum aventureiro compre a Honda.

Button, Barrichello e Bruno Senna seriam, aparentemente, os três nomes mais fortes.

Mas há quem aposte que até o austríaco Alexander Wurz pode pintar como surpresa, já que a sua experiência como piloto de testes seria muito imporante para um time novato.

Seja o que for, o grid da F-1 provavelmente será fechado mais cedo do que o habitual.

O anúncio na Toro Rosso é esperado até o Natal.

E, caso a Honda seja comprada, o mais prudente seria decidir logo os pilotos para não perder tempo antes da proibição total dos testes coletivos.

Agora, é esperar.

Dentro de mais umas algumas poucas semanas, todos os nomes que estarão na Fórmula 1 em 2009 já serão conhecidos.

sábado, 13 de dezembro de 2008

E a Fórmula 1 sobreviveu... mais uma vez


É bastante coisa, então vamos por partes.

Para começar, os motores.

A partir de 2010, serão padronizados entre as equipes independentes. E, já no ano que vem, terão vida útil prolongada e mil giros a menos para evitar gastos para as escuderias.

De fato, mudanças que vão proporcionar uma bela economia.

É de se lamentar, porém, a perda de relevância dos motores num carro de Fórmula 1.

São todos iguais e inquebráveis. Até o barulho é rigorosamente o mesmo.

Enzo Ferrari dizia que considerava o motor mais importante do que o próprio carro. Pelo visto, os dirigentes da Fórmula 1 não compartilham da mesma opinião.

Mas criticar é muito fácil.

Se a F-1 precisava economizar, é no motor que se fazem os cortes mais imediatos.

As medidas realmente não agradam, mas foram necessárias.

Agora, será que vai fazer diferença?

Ainda é cedo para saber. Em termos de motor, as equipes sempre acham um "jeitinho" de mudar uma coisa aqui, outra ali...

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Luca Badoer, Pedro de la Rosa, Marc Gene e companhia que se preparem.

Os treinos coletivos dos intervalos das corridas foram totalmente proibidos.

Acabaram os testes, acabaram os pilotos de testes.

Se é para cortar gastos, proibir os treinos coletivos era uma das soluções mais óbvias.

Apesar disso, a medida é para ser lamentada.

Primeiro porque esvazia o noticiário da F-1, especialmente nos períodos de férias.

E segundo porque reduz ainda mais o universo de pilotos que faz parte da categoria.

Tanto o veterano que ainda se agarra à F-1 quanto o novato que tenta fazer sua estréia perdem a única vitrine para mostrar serviço.

A partir de agora, testes só nas sextas-feiras de GP.

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Para 2010, dá-lhe padronização.

Os sistemas de rádio e telemetria serão iguais.

Informações de pneus e combustíveis passam a ser compartilhados.

Até o ''Kers'', que mal estreou, pode ser idêntico para todo mundo.

A Fórmula 1 vai ficando mais parecida com a GP2, mas ainda está muito acima da categoria-escola.

Por mais que vários elementos estejam padronizados, a F-1 ainda é o berço da tecnologia no esporte a motor.

Os dirigentes sabem disso, e já indicaram que vão tentar preservar a vocação que a F-1 tem para ser um desafio tecnológico.

Tomara.

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Os reabastecimentos serão proibidos em 2010.

Mas os pit stops, na teoria, continuam liberados.

Ou seja: quem quiser trocar pneus, ainda pode.

Voltamos a meados da década de 8o.

Uma época em que, como dizia Nelson Piquet, o piloto fazia sua estratégia durante a corrida, e não antes dela.

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Você prefere o sistema de "medalhas" ou o atual sistema de pontuação?

O modelo de classificação baseado em "nocautes" ou aquele que vigorava até o ano de 2002?

Corridas mais curtas, com 75 minutos, ou mais longas, chegando aos 90 atuais?

Pois bem: a FIA quer saber.

Através de uma "pesquisa de mercado", a entidade vai determinar quais propostas levam a melhor.

O Blog vota no atual sistema de pontuação, na classificação em "nocautes" e nas corridas de 90 minutos.

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No fim das contas, a Fórmula 1 está próxima de superar mais uma de suas crises cíclicas.

Dessa vez, detonada por fatores externos, mas originada no modelo insustentável que a própria categoria criou.

Há quem duvide do próprio futuro da F-1.

Se mais uma ou duas equipes seguirem o exemplo da Honda, sabe-se lá o que pode ocorrer.

Mas isso muito dificilmente vai acontecer.

O pacote de medidas chega como remédio para as equipes que pensavam em deixar a F-1.

Ao menos por enquanto, a categoria está a salvo.

A Fórmula 1 sobreviveu, mais uma vez.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sebastien Loeb quer ir para a Fórmula 1 em 2010... será que dá?

Por motivo de viagem, este Blog ficará sem atualizações até o próximo sabado

Ele é o atual pentacampeão do Mundial de Rally.

Recordista de vitórias e de títulos na categoria.

No último domingo, venceu o Rally da Grã-Bretanha e completou sua coleção de troféus, já que a etapa britânica era a única onde ele nunca havia triunfado antes.

Para Sebastien Loeb, está começando a perder a graça.

Nesta quarta-feira, o piloto francês confessou numa entrevista a um jornal de seu país que sonha com uma transferência para a Fórmula 1 em 2010.

Em 2009, já está sob contrato com a Citroen.

Mas para o ano seguinte... quem sabe?

Loeb pilotou o carro da Red Bull em Barcelona, há duas semanas, e teve um desempenho impressionante.

Ficou em oitavo, entre 17 pilotos.

Com um programa de testes, como ele mesmo ressalta, daria para estrear na F-1 em 2010.

O problema é a idade.

Loeb já tem 34 anos, muito além do que o normal para os novatos da F-1.

Se Sebastien Bourdais já era considerado velho ao estrear pela Toro Rosso com 28 anos, imagine então o que os chefes de equipe pensam de Loeb.

O francês, porém, é realmente um talento excepcional.

Se forçar uma ida para a Fórmula 1, será que alguma equipe topa?

Vale registrar, apenas como curiosidade, que o argentino Juan Manuel Fangio disputou sua primeira corrida de F-1 aos 38 anos e se aposentou aos 47.

Eram outros tempos. Corridas mais longas, é verdade, mas exigência física bem menor.

Capacidade para correr na F-1, Loeb tem.

Resta saber se alguma equipe terá coragem de apostar nele.

Quer saber? Valia a pena arriscar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Três carros por equipe: uma idéia interessante, mas inviável

A Williams quer radicalizar.

Nesta terça-feira, o chefe executivo da escuderia inglesa, Adam Parr, lançou uma idéia bastante polêmica em entrevista ao jornal The Guardian.

De acordo com Parr, a F-1 deve perder mais uma equipe até o início da próxima temporada.

Como a Honda já saiu, ficariam apenas 16 carros no grid, um dos mais reduzidos da história da categoria.

Para resolver o problema, é aí que entra a sugestão de Parr: liberar as equipes para disputar as corridas com três carros cada uma.

Dá para acreditar nisso?

Por enquanto, não.

Para começar, a idéia de Parr parece contraditória.

Num momento em que as equipes fazem de tudo para cortar gastos, colocar um terceiro carro na pista seria garantia de mais despesas.

A Red Bull, por exemplo, precisaria alinhar seis bólidos - três da equipe principal e outros três da Toro Rosso.

Além disso, não há a menor garantia de que outra equipe vá deixar a F-1 até 2009.

Apesar de todos os boatos, as cinco montadoras restantes reafirmaram o compromisso com a categoria, assim como Force India, Red Bull, Toro Rosso e a própria Williams.

O regulamento da F-1 estabelece que o número máximo de carros é 24.

Ou seja: com nove equipes, não dá para incluir o terceiro bólido porque, nesse caso, seriam 27 pilotos em cada corrida.

Delírio ou não do diretor da Williams, a idéia do terceiro carro é daquelas que logo dão início a um festival de cogitações.

E aí, qual seria o terceiro piloto da Ferrari?

E o da McLaren?

Na Renault, será que Lucas di Grassi formaria o trio com Alonso e Nelsinho?

Bruno Senna encontraria um espaço? E Rubens Barrichello?

Enfim, perguntas que não podem ser respondidas.

O mais provável é que o plano do terceiro carro, embora tenha sido realmente incluído na pauta da Associação das Equipes, não receba o aval da entidade e nem da FIA.

Uma pena, porque seria bem interessante ter um grid lotado de carros e recheado de novas caras.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ex-dirigente da BAR é a esperança para comprar a Honda

Em tempos de crise, toda cautela é pouca.

Mas, pelo visto, a Honda já tem alguns compradores em potencial negociando para adquirir o time nos próximos dias.

O mais forte e conhecido deles é David Richards, ex-chefão da BAR, que admitiu nesta segunda-feira que está considerando a compra da estrutura da Honda.

Um homem de competência inegável, Richards transformou a BAR numa equipe de ponta em 2004, antes de se afastar a partir do momento que a Honda desejou ter mais controle.

Depois disso, ensaiou uma volta à F-1 com a Prodrive, mas desistiu porque a FIA não cumpriu as promessas que fizera sobre mudanças de regulamento.

Agora, é a bola da vez para assumir o controle da Honda.

Na verdade, Richards não seria exatamente o comprador da escuderia.

O inglês ocuparia a posição de chefe de equipe, indicado pelo grupo que comprar a estrutura da Honda.

Quem pode ser? Aí, sim, é que está a dúvida.

Dizem que o Magma Group, que tentou adquirir a Super Aguri no início do ano, e o empresário Trever Carlin, dono de equipe na F-3, seriam os nomes que estariam negociando com Richards para dar prosseguimento ao projeto de compra da Honda.

O problema é justamente convencer Richards.

Porque o esperto inglês sabe que o difícil não é adquirir a estrutura da Honda, e sim mantê-la.

De que adianta ter uma fábrica gigantesca e computadores super modernos se não há dinheiro e profissionais para tocar o barco?

Por tudo isso, Richards mantém a cautela.

Não há dúvida de que o inglês deseja realmente voltar à F-1.

Mas só vai fazer isso se tiver garantias de sucesso.

Para os ex-funcionários da Honda, Richards é uma luz no fim do túnel.

Se o dirigente desistir do negócio, dificilmente haverá outro comprador.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Título merecido para Ricardo Maurício na Stock Car

A temporada da Stock Car encerrou-se neste domingo com a consagração de Ricardo Maurício.

Piloto de grande talento, Ricardinho foi um entre vários brasileiros que tentaram a sorte na Europa no início da década e tiveram que desistir da aventura por falta de apoio financeiro.

Retornou ao Brasil e, logo em sua segunda temporada na Stock, já levou o primeiro título na categoria.

Uma conquista realmente muito merecida.

Com cinco vitórias ao longo do ano, Ricardinho igualou a marca de Chico Serra, em 2001, de maior número de triunfos num só campeonato.

É verdade que Ricardinho não teve a mesma regularidade do rival Marcos Gomes, que terminou mais provas e somou mais pódios, mas contou com a ajuda de algo sempre indispensável nas corridas de automóvel.

A sorte.

Na oitava volta, dois carros rodaram à frente de Marcos Gomes, que não teve como desviar e bateu.

Abandonou duas voltas depois e o título caiu no colo de Ricardinho.

Que, naquela altura, perdia terreno em virtude de um choque com Antonio Pizzonia, mais cedo na corrida.

Não fosse o azar de Marcos Gomes, e o campeonato certamente teria outro destino.

Mas, da maneira como terminou, veio a coroar o esforço e a perseverança de um digno campeão.

Vale registrar também o espetacular pódio de Ingo Hoffmann, que finalizou na terceira posição em sua despedida da Stock.


Um momento emblemático, que representa uma mudança de era na Stock.

A partir do ano que vem, a categoria vem com um novo carro, mais bonito, seguro e moderno.

A tendência é que o crescimento da Stock continue a pleno vapor, embora a época seja de crise em todos os cantos.

Muitos não gostam da Stock e a criticam, com razão, pelo excesso de preocupação com o "espetáculo" e a grande diferença dos carros para os modelos usados na rua.

Apesar disso, é preciso reconhecer o peso que a Stock ganhou no passado recente.

O automobilismo brasileiro já é recheado de problemas e não dá para menosprezar aquilo que dá certo.

Que a Stock permaneça crescendo em força e importância nos próximos anos.

Com Ricardinho Maurício, Marquinhos Gomes e os diversos talentos que o esporte a motor brasileiro, apesar de tudo, continua sempre a produzir.